terça-feira, 20 de junho de 2017

Nem Lula, nem Temer! O chefão da quadrilha é um jornalista perseguido e injustiçado!

A intermitência do Blogdoraddi assemelha-se à chuva de hoje. Verdade. Mesmo porque, só escrevo quando estou afim. Deveria ser mais assíduo, reconheço.

Mas não abro mão de passear pelas montanhas, desertos,  nevados,  vulcões, lagoas, cachoeiras, matas e trilhas da vida. Então, vamos ao que interessa. Prometo  tentar não desfilar delongas.

Na década de 60, lá na minha São José do Rio Pardo, mais especificamente na saudosa Fazenda Boa Esperança,  festa junina era uma de nossas alegrias de moleque sem maldade,  a anos luz de distância das tecnologias atuais.

Era um verdadeiro evento. A começar pela reza do terço. Sempre por conta das incansáveis avós, tias e tios. Minha nossa, como se empenhavam pra dar tudo certo. Para  nós,  adolescentes,  as orações pareciam intermináveis.

Primos e  amigos estavam mais interessados era no início da farra, da bagunça. Fogueira, bombinha, fedegoso, rojão de vara, doce de leite, pé-de- moleque, batata doce, pipoca, paçoca e muito, muito quentão. Tomávamos às escondidas! Atrás do paiol.

                       OLHA  A CHUVA! OLHA A PROPINA!

Lógico que não faltavam beijos roubados e a quadrilha da simplicidade. Santo Antonio, São João, São Pedro...e muita dança. "Olha a chuva! Olha a cobra! A ponte caiu! Já consertou!" E tome quentão!  Que delícia! Quanta inocência!

Gozado: ninguém procurava o chefe da quadrilha.  Bem diferente de hoje. "Olha a Lava-Jato! Olha a PGR! Olha a OAS! Olha a JBS! Olha a propina! Olha a delação!" Em plenas festas juninas, hoje só se especula sobre quem seria o chefão, o real cabeça da corrupção endêmica.

Chefinhos existem vários. De lambaris e bagrinhos a  curimbas e dourados. Mas é preciso nomear, provar e pegar os tubarões. Ministério Público, Procuradoria Geral da República e Imprensa não são perfeitos, mas estão atentos.

Afinal, quem seria o cara? Um dia a capa de revista  estampa Lula Não Sei de Nada como chefe da quadrilha que mina as forças e as finanças de uma nação. No outro, o empresário-bandido Joesley Batista -- santinho à solta em troca da delação premiada -- acusa o atual presidente, Michel Dissimulado Temer.

Ou seria a ex-presidente Dilma Professoral? Difícil. Pode fazer parte do time, mas não tem cacife. Quem sabe Aécio Coxinha Quase Eleito Neves? Tanto faz. Independentemente de coloração partidária, todos são farinha podre do mesmo saco!

Assim como Romero Jucá, Renan, Eduardo Cunha, Rodrigo Maia, Sérgio Cabral, Moreira Franco, Henrique  Alves, Geddel, Eliseu Padilha, Pimentel, Mantega,  Zé Dirceu, Pallocci, Vaccari, Rocha Loures e um sem-número de cupinchas e apadrinhados.

Quase todos bandidos travestidos de políticos profissionais, jamais a serviço da população. São viciados em costuras de proteção mútua e conchavos de alcova. Todos têm telhado de vidro.

Me engana que eu  gosto! Sou apenas meio trouxa, não-juramentado!  Salvo raríssimas exceções, são  egoistas, umbilicais, cínicos, irônicos, manipuladores, mentirosos e preguiçosos.

Tanto quanto empresários poderosos da "estirpe" de Joesley Batista, Emílio e Marcelo Odebrecht, Eike Batista, Leo Pinheiro,  Ricardo Pessoa e tantos outros , invariavelmente ligados a pares executivos, doleiros, marqueteiros e diretores da Petrobras e outras estatais ou instituições como BNDES, Caixa, fundos de pensão e correlatas.

               MORO, JOAQUIM OU DANIEL  NA PRÓXIMA CAPA?

Com tantos candidatos a chefão das multiquadrilhas, não se surpreenda, caro leitor amigo, se a próxima capa de revista  mostrar o juiz Sérgio Moro como o "cara".  Ex-presidente do Supremo, Joaquim Barbosa é outro que não pode ser descartado. Procurador geral da República (?),  o corajoso Rodrigo Janot corre por fora. Assim como a ministra Carmen Lúcia,  atual presidente do Supremo Tribunal Federal.

Pelo andar da carruagem das incongruências e das injustiças, tenho um homem probo como outro indicado a chefão. Afinal, se  quase todos os verdadeiros bandidos  políticos e sociais estão à solta, por que não se voltarem os canhões pra quem tem caráter, lisura, profissionalismo e comprometimento de sobra?

Quem? O jornalista Daniel Lima. Sim! Já tem currículo de fazer inveja à bandidagem profissional.  Afinal, meu amigo e irmão foi condenado a oito meses de prisão -- só está livre por força de habbeas corpus -- simplesmente porque ousou criticar o todo-poderoso empresário Milton Bigucci, então à frente do Clube dos Construtores do Grande ABC.

Segundo denúncia do Ministério Público do Estado de São Paulo, Bigucci faz parte da máfia do ISS de São Paulo. Porém, pasmem,  quem tem prisão decretada é o jornalista que empilhou verdades sobre verdades contra o poder.

Só que um juiz de Santo André acatou as acusações do empresário porque Daniel Lima rotulou -- com razão -- a entidade como pífia,  chinfrim e mequetrefe... Decisão absurda, autoritária, rasteira, pequena e, infelizmente,  por enquanto acatada em parte pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

Às favas a liberdade de expressão, ao jornalismo sem censura, diria o  polêmico e nada modesto ministro Gilmar Mendes. Daniel, sim, deve ser tratado como chefe de quadrilha, embora seja voz rara, senão única,  e preciosa contra tudo de errado que se passa na província do Grande ABC.

Destemido, incorruptível, apartidário e genial para muitos; desmedido, destemperado e louco para outros, Daniel é metido a besta, marrento, não foge do pau. É  indispensável em defesa de uma sociedade mais limpa, mais ética e mais justa.

Por isso é um vulcão no meio do caminho de quem se locupleta às custas do cidadão comum. Por isso os senhores do engenho, os capitães e os coroneis da província querem vê-lo fora de circulação, se possível preso.

              O SEMASA E A CAIXA PRETA DA FUNDAÇÃO ABC

Bico calado. Nada sobre o aeroporto de Marinho, nada da  Braskem. Muito menos da Odebrecht Ambiental, das licenças e das falcatruas do  Semasa. Quem vai bater de frente com políticos corruptos e incompetentes, sindicatos corporativistas, entidades omissas e empresários  negligentes?

Quem vai fazer   a leitura correta, minuciosa e imparcial dos números de uma economia  regional  capenga e hoje distante dos velhos tempos?

Quem vai  questionar a importância do Rodoanel para a economia da  província e defender os pequenos construtores da antropofagia ditatorial dos grandes conglomerados? Quem vai denunciar a empreiteira regional parceira no propinoduto da Petrobras? Quem vai peitar as grades curriculares e  as diretrizes tortuosas da Universidade Federal de Santo André?

Só mesmo um jornalista com meio século de carreira invejável vai desvendar --  se o Ministério Público não se omitir -- a   milionária caixa preta da Fundação ABC ou  com o caixa dois/troca-troca de Marinho,  Grana e cia dissimulado em doação oficial.

Só calando e censurando jornalistas de verdade as mazelas dos políticos e seus satélites à frente de nossas prefeituras, autarquias e entidades de classes  mancomunadas poderão ser levadas a cabo sem transtornos.

Bem melhor sem um cabeçudo a  vigiar, questionar e denunciar né?. Felizmente, alguém sem o cagaço e o cordeirismo do medo tão comum na Imprensa-assessoria,  de cabresto, também a mamar nas mesmas gordas tetas do Poder Público.  

Então, se  meu irmão deve ser calado na marra, por que não denunciá-lo também como chefão das multiquadrilhas?  Não custa tentar! Quem sabe cola!  Vai livrar Lula, Temer, Aécio... Pagaria pena proporcional ao meio século de bons serviços.

Simples assim! Se ninguém se opuser, e não surgirem fatos novos, o poder dos fracotes, dos ditadores, dos  mesquinhos,  vai adorar  definir um "jornalista de merda", perseguido por grupelhos encastelados no poder provincial,   como bode expiatório de todas as lambanças que campeiam Brasil afora.

Sempre haverá um juiz incauto de plantão!

 

 

terça-feira, 28 de março de 2017

O botequim, a prefeitura e a mentira

"Comércio expulsa pedestre da calçada".  O título encabeça interessante matéria publicada dias atrás pelo Repórter Diário.

Texto dá conta de inúmeras irregularidades  abusivas na ocupação de calçadas,  praticadas por bares, restaurantes e outros comércios.

Lei  Municipal 7392, de Santo André, diz que o comerciante pode usar a calçada, desde que deixe espaço de 1,10m para os trauseuntes não precisarem lançar mão e correr riscos nas ruas.

Vou me ater apenas ao meu vizinho, o  badalado Botequim Carioca, cujo proprietário sugere ser amigo dos poderes. Por isso acha que pode tudo.

Entrevistado pelo repórter, o gerente do estabelecimento mente descaradamente ao justificar que só utiliza a calçada quando se esgotam os 60 lugares internos. "E para consumidores rápidos". Me engana que eu gosto.

Repito: mentira, conversa fiada.  Para satisfazer boa parcela da nata andreense -- inclusive políticos de plantão e donos de jornais --  interditam-se as calçadas com mesas e cadeiras,  além de muita cerveja e caipirinha -- cara, por sinal.

Dependendo do dia, especialmente com frio e ou chuva, os toldos são baixados, impedindo qualquer possibilidade de o pedestre evitar o risco de ser atropelado.

Isso quando o "amigo do poder" não solicita -- e é atendido pelo Poder Público, lógico --- a interdição de uma faixa de rolamento para eventos pré-carnavalescos e até mesmo aniversários. Se é que o aniversariante não se chama Melchior. Contra quem, pessoalmente, não tenho nada contra. Discordo de atitudes.

Só que tanto o botequim quanto todos os outros comércios fora da lei devem ser fiscalizados e punidos.

E é aí que entra a segunda mentira, a da nota emitida pela Prefeitura comandada por Paulinho Serra.

Fiscalização  e punição aqui na esquina  fora da lei é uma falácia. Deste e dos governos anteriores.  Fazem vistas grossas. No mínimo.  Ou que mostrem as multas, caríssimo Paulinho.

O cara deita e rola,  ganha  muito dinheiro prejudicando  o pedestre, e não acontece nada. Não basta ser boa gente, como dizem seus mais chegados, e  ser premiado pela Vejinha.

É preciso trabalhar e vencer na vida com respeito ao cidadão comum. Aquele que paga impostos mas se vê tolhido no sagrado direito de ir e vir. Simples assim.

Pitonisa desastrada

Primeiramente,  peço desculpas. Notebook deu pau...To escrevendo só hoje,  no celular.

Como pitonisa, sei que mereço nota zero. Errei feio! Acertei que o Santos confirmaria favoritismo diante do esforçado Santo André. Porém, nada de pelo menos quatro gols  por conta de sistemas defensivos pouco confiáveis. Foi  só 1 a 0 para o Santos, sofrido. Mas justo.

Os  quase 10 mil torcedores que foram ao Bruno Daniel viram que o Santo André equilibrou o jogo. Chegou ao seu limite mas perdeu. Mostrou organizaçao tática, determinação e consistência defensiva a serem enaltecidas.

Santos fez um gol -- Copete, de cabeça, aproveitando  belo cruzamento de Lucas Lima da direita, aos 29 minutos do segundo tempo -- e criou pelo menos mais três boas oportunidades com Ricardo Oliveira e uma com Vitor Bueno. Mas ficou longe do que de um grande  se espera. Sentiu cansaço.

Santo André criou quase nada,  não teve poder ofensivo e falhou individualmente -- nenhuma chance contundente --,  mas jogou com inteligência  na ocupação de espaços e aplicação na marcação. Defensivamente, os volantes Tiago Ulisses e Renato foram brilhantes, pouco permitindo a Lucas Lima e cia.

Derrota de sábado coloca o Santo André em situação delicada. Com 11 pontos ganhos, precisa vencer o ameaçadíssimo  e lanterna Audax  amanhã em  Osasco pra não depender de  ninguém pra evitar o rebaixamento.

Situação do São Bernardo é ainda pior após a derrota de  1 a 0 em Lins. Tem 10  pontos, assim como o São Bento, e recebe o São Paulo amanhã.

Se perder o Tigre vai para a Segundona; se empatar depende de derrota do São Bento ou do Ramalhão. E mesmo se vencer precisa torcer contra terceiros.

Ao torcedor do Grande ABC resta rezar para nao cair.


sexta-feira, 24 de março de 2017

Tarde de muitos gols no Bruno Daniel?

Não sei concretamente por que, mas tenho impressão de que o torcedor que for amanhã à tarde (15h) ao  ainda sem iluminação Estádio Bruno Daniel vai ver muitos gols; pelo menos quatro.

Coisa de pitonisa, cartomante, cigana ou bola de cristal? Pode ser! Só sei que os sistemas defensivos de Santo André e Santos não têm passado segurança. Especialmente nas últimas rodadas.

Com 11 pontos ganhos, o  Santo André é o terceiro colocado do Grupo C, o do líder Palmeiras. Tanto pode ficar com a segunda vaga como ser rebaixado para a Série A-2.  Está a apenas dois pontos da Ferroviária e três do Audax, os mais ameaçados.

Já o  favorito Santos lidera o Grupo D com 16 pontos ganhos ao lado da Ponte Preta. Novorizontino, com dois pontos a menos, também briga por uma das duas vagas.

Se reprisar amanhã o futebol do empate de 3 a 3  terça-feira diante da Ponte Preta, não tenho dúvidas de que o chamado Ramalhão vai passar apertado e dificilmente escapará da derrota.

Vi o jogo in loco, ao lado dos amigos Cal, Macarrão, Luiz, Vicente e Gilmarzinho, com quem fiz o Tiro de Guerra e joguei no Juvenil do próprio Santo André sob o comando de Roberto Bonora.

Mais uma vez o Santo André foi muito complacente na marcação. Faltaram determinação e solidariedade na redução dos espaços. Sistema defensivo falhou coletiva e individualmente.

Espaço entre defesa e meio de campo era mais ocupado pelo árbitro Raphael Claus -- aquele que prejudicou o Corinthians contra a Ferroviária -- do que  pelos volantes  e meias andreenses.

Tiago Ulisses até que protegia mais os zagueiros internos inseguros e saia jogando,  mas Renato não se encontrou e os meias Fernando Neto e Serginho ficaram devendo.

Um fracasso. Mal posicionados,  lentos e nada criativos. Serginho só apareceu na bela enfiada de bola para Garré que originou o gol contra de Jeferson.  Pouco, convenhamos!

Diante de um Santos(4-3-3 ) mais forte, mais técnico, mais organizado, mais rápido, mais intenso e com DNA de ofensividade, o Santo André  não pode vacilar e se dar ao luxo de  novamente correr com o freio de mão puxado.

Só escapa de tomar gols se entender que recomposição acelerada e blocada é condição sine qua non pra quem quer restringir drasticamente as possibilidades de o adversário chegar ao gol.

Sinceramente, não sei se o bom treinador vai optar pela precaução de três volantes, um meia e dois atacantes,  se vai  preferir o equilíbrio de dois volantes,  dois meias e dois atacantes ( um de velocidade para puxar contragolpes) ou se, ousadia pura e perigosa, vai de três atacantes, com o veloz Deivid pela esquerda.

Só não pode ser  cauteloso, preguiçoso, complacente, pouco inteligente,   burocrático,  nem permissivo em excesso. Se não for mais determinado e se o goleiro Zé Carlos não praticar milagres, o time de Sérgio Soares corre  sério risco de  perder e chegar na última rodada precisando vencer o  surpreendentemente ameaçadíssimo Audax fora de casa. Empate não deixa de ser bom resultado.

Ainda não decidi se vou ao Bruno Daniel ver muitos gols  (?) ou se a  desafiadora Pedra Grande de Quatinga, em Mogi das Cruzes, será  destino deste peregrino neste sábado. Se chover é mais prudente ficar por aqui.

                                                    SÃO BERNARDO NA UTI

Mesmo  inicialmente dando a impressão de ser mais organizado e menos defensivista que o arquirrival, o São Bernardo está ainda mais ameaçado. Tem 10 pontos ganhos e é o quarto colocado do Grupo A, o do líder Corinthians.

Teoricamente, precisa de pelo mais três pontos para escapar da degola. Pega o Linense amanhã às 16h e na última rodada, dia 29,  recebe o instável São Paulo no Primeiro de Maio.

Melhor jogar para ganhar  em Lins do que deixar pra se salvar contra um grande que faz muitos gols mas tem a pior defesa do campeonato.  Detalhe é que o Linense  briga pela segunda vaga do Grupo  B, liderado pelo São Paulo. Osso duro hein!

Resta ao Tigre brigar pra sair da UTI e deixar a  disputa da segunda vaga para Ituano e Botafogo. Já, para nós, resta torcer para Santo André e São Bernardo se manterem na elite estadual.

sexta-feira, 10 de março de 2017

A injustiça de quem deveria fazer justiça

Juiz de Direito da 3ª Vara Criminal de Santo André acaba de perpetrar aberração jurídica ao condenar o jornalista Daniel Lima a oito meses de prisão. Decisão agora cabe ao Tribunal de Justiça de São Paulo.

Queixa-crime apresentada pela Associação (Clube) dos Construtores do Grande ABC, então presidida pelo todo-poderoso  empresário Milton Bigucci,  recebeu guarida do meritíssimo Jarbas Luiz dos Santos.

Motivo alegado: texto com meia dúzia de palavras teoricamente ofensivas e depreciativas à imagem da instituição. Na verdade, mero capricho de um milionário escudado por advogados munidos de lupa, pinça e uma dose de maldade, à cata de detalhes pífios  em detrimento do contexto.

Não conheço o meritíssimo juiz, portanto, não posso dizer absolutamente nada  que desabone sua pessoa. No entanto, tenho, sim,  o direito de me indignar e opinar sobre a sentença. Obra-prima da magistratura tupiniquim é no mínimo questionável.

Daniel Lima está sendo condenado por ser independente  e por falar verdades que alfinetam os fundilhos e o coração do poder.  Nada além. Pasmem! Falar, comprovadamente,  verdades insofismáveis sobre a instituição e seu dirigente-mor.

Quer dizer que o experiente e detalhista Daniel Lima deve se limitar a transcrever informações e não pode analisar nem opinar sobre as condutas da instituição? 

A VOLTA DA CENSURA?

Quer dizer, meritíssimo, que a censura, amiga inseparável de ditadores de plantão,  está de volta? Justo na cara de quem, felizmente, jamais aceitou e jamais aceitará o cabresto da  manipulação e da incompetência? Faz-me rir!

Quer dizer, respeitável senhor Jarbas Luiz dos Santos, que a decisão do juiz pode estar acima da letra não tão fria da lei? Ou a interpretação da lei é um jogo de cartas marcadas?

Quer dizer, senhor juiz, que o compromisso de ser justo e imparcial é desprezado e a cartilha do bom senso é rasgada ao seu bel-prazer?

Quer dizer, senhor juiz, que, pela sua decisão esdrúxula, sem embasamento  minimamente consistente,   a liberdade de opinião e de expressão  elencadas como direitos constitucionais são  ignoradas ao sabor da força dos ventos?

Sua atitude, caro juiz, não é apenas questionável. É  injusta! É uma afronta à justiça de quem deveria primar por fazer justiça. Que justiça é essa, senhor juiz? Quais são seus parâmetros para tal condenação?

O exercício da verdade, da grandeza da informação e da crítica construtiva, com termos normais, enfáticos mas  nada agressivos e tampouco depreciativos, merece canetada tão desconexa?  É questionável; é  absurda; é grotesca; é estapafúrdia. 

O segmento jornalístico responsável e profissional, inimigo dos cordeirinhos,  se orgulha dos textos impecáveis e exemplares de Daniel Lima. O que será  que a classe jurídica,  zelosa e nada tendenciosa,  acha dessa sentença?

Verdade virou crime na província andreense! Soa como piada de mau gosto.  O jornalismo decente,  investigativo, interpretativo e  altamente  profissional e comprometido apenas com a ética e a realidade dos fatos merece ser enaltecido; jamais punido. Assim eu aprendi!

E SE FOSSE O ESTADÃO?

Que pena, doutor! Pena que o Daniel não seja  colunista do Estadão ou da Folha. Capacidade ele tem de sobra; faltam-lhe a proteção e a visibilidade dos grandes conglomerados de comunicação. Ah,  respeitável  doutor, a história seria outra e a repercussão faria da tua vida um inferno.

Ninguém move uma palha às claras. Ninguém quer se complicar contra o poder. Raros são os que dão a cara a tapa. Muitos falsos amigos fogem da solidariedade explícita como o diabo foge da cruz e o Lula foge do Moro.

Isto posto, meritíssimo, ao menos por analogia, o que seria se textos de alguns  outros jornalistas de alto quilate e de veículos tradicionais,   conhecidíssimos,  caíssem nas suas mãos? Minha nossa! Seria o caos, a debacle do jornalismo nacional.

Cito alguns casos, pra não ficar tão  vago. O senhor já ouviu o que o professor Vila, da Joven Pan, fala todas as manhãs sobre o ex-presidente Lula. "Bandido, quadrilheiro, criminoso-mor, ladrão..".

É pouco, meritíssimo? Prisão perpétua  para o professor boca-dura? A depender do senhor, sim; para a juíza de São Paulo,  a  simples absolvição. (Particularmente, acho, até, que o Vila passa do limite)

TRABALHOS FORÇADOS PARA BOECHAT?

E o  premiado Ricardo Boechat, âncora da TV Bandeirantes, colunista da Isto É e um dos melhores jornalistas do País?   Quem sabe 15 ou 20 anos de  trabalhos forçados por criticar  sem meias-palavras Dilma, Lula, Aécio, Temer,  Jucá, Renan, Maia, Sarney, Cunha, Barbalho, Zé Dirceu, Maluf, Collor e tantos outros "santinhos".

Que pena o meritíssimo determinaria para Reinaldo Azevedo,  ácido e polêmico colunista da Folha de São Paulo e da Rádio CBN, dois canhões midiáticos de um País dominado por corruptos e  corruptores?

Editoriais da Folha e do Estadão também não escapariam da mão-pesada do senhor Jarbas, com certeza. Seus diretores de redação e editorialistas seriam excomungados, a bem dos caprichos e das mazelas dos poderosos.

E SE MAINARDI FOSSE O DANIEL?

Diogo Mainardi cansou de detonar o PT e outros partidos em colunas da Veja e hoje na GloboNews e continua solto.  Ah se Mainardi fosse o Daniel de CapitalSocial e seus textos e comentários caíssem nas garras do meritíssimo de Santo André... Presídio de segurança máxima por 13 anos, bissextos.

Arnaldo Jabor, do Globo e também da CBN, é outro que pularia miudinho se enquadrado pela mira telescópica do meritíssimo. Textos considerados ofensivos do meu amigo e irmão Daniel seriam troco,  fichinha, café-pequeno, diante da metralhadora de Jabor contra a bandidagem política e social que assola o Brasil. Pena mínima seria viver 13 anos sob o mesmo teto de Dilma.

20 ANOS PARA NÊUMANNE?

Outro cara que, se jornalista de CapitalSocial,  dançaria na 3ª Vara Criminal de Santo André é o ótimo José Nêumanne, do Estadão, rádio e jornal.  Nêumanne não tem medo de cara feia, mas aqui na província também gemeria.

Nêumanne pegaria no mínimo 20 anos de prisão, com a obrigação de  servir  cachaça e vinho importado diariamente e engraxar os sapatos importados de Lula todas as sextas-feiras.

Isto posto, meritíssimo, não tenho dúvida de afirmar que sua sentença é legal, mas imoral; não se sustenta porque esbarra em fatos reais que deveriam ser enaltecidos, jamais condenados. A não ser que o notório saber jurídico passe ao largo do que se entende por linguagem jornalística e sensatez.

Sem jornalistas do naipe de Daniel Lima o triunfo ficará por conta de bandidos sociais assessorados por borra-botas  estrategicamente espalhados por um País de frouxos, com líderes meia-boca.

Sem homens dignos e corajosos, mesmo que raros,  quase solitários,  como Daniel Lima, a denunciar os abusos da sociedade como um todo, o Brasil seria menor e o Supremo Tribunal Federal perderia muito de sua importância.

Sem pessoas com o caráter e a honradez do "criminoso" Daniel Lima, os cafajestes empoderados no alto da pirâmide social teriam campo aberto para perpetrar e acobertar crimes e conchavos de gente da mesma laia.

Sem  um jornalismo sério e comprometido como o praticado por Daniel Lima   os  esgotos subterrâneos ainda serviriam de esconderijo para os bandidos do Mensalão, do Petrolão, Caixa 2, Caixa 3 e de tantos outros esquemas hoje esquartejados pela Lava Jato de Sérgio Moro.

Juiz Sérgio Moro ,que, por sinal, não tem nada de perfeito nem de  herói,  mas bem que poderia servir de exemplo para magistrados de todo o País.

A FORCA DA INSENSATEZ

Pra concluir, meritíssimo, quero lembrar que são 42 anos de amizade, de  respeito mútuo.   Aprendi  e devo muito ao  Daniel como homem e como profissional. Minha gratidão será eterna. Meu companheirismo também. Tanto quanto minha imparcialidade. Caso contrário não seríamos amigos.

Por isso,  nessa quadra da vida, já não tenho tempo para sentir medo de externar o que penso e endossar todas as opiniões e palavras por ti condenadas nos textos de CapitalSocial.

Não tive intenção de ofendê-lo  ou questionar sua honra e seu profissionalismo; apenas  de exercer o direito sagrado de discordar. Mas se quiser me conduzir à forca da insensatez e do autoritarismo,  que seja ao lado do meu irmão.


domingo, 5 de março de 2017

A goleada do apito amigo

O São Paulo é bem superior e poderia até mesmo golear o Santo André sem ajuda da arbitragem. Porém, não foi o que aconteceu agora há pouco no Morumbi. Apito amigo funcionou feio. Desta vez para o  São Paulo.



Pode parecer conflitante, mas o placar de 4 a 1 até que retrata o jogo;  não tem nada de enganoso. São Paulo mereceu. Os enganos foram apenas da arbitragem. Em dois dos quatro gols. Pior, em momentos cruciais.


Logo no início do jogo,  Cícero estava em posição de impedimento, o assistente não assinalou e o juizão endossou. No terceiro gol, quando estava 2 a 1, Luiz Araújo contou com a ajuda do braço direito para empurrar a bola pra dentro.


Isto posto, e talvez até como consequência, o que se viu foi um São Paulo dominante, com muito mais volume de jogo. Especialmente porque encontrou espaços e voltou a mostrar velocidade e intensidade ofensivas.



No primeiro tempo o time do estreante Sergio Soares ( 4-4-2, com dois volantes e dois meias sem inspiração) se limitou a duas estocadas mais perigosas,  mas pecou no sistema defensivo, principalmente pelas laterais, por onde a equipe de Rogério Ceni deitou e rolou.



Se o primeiro gol veio da direita e foi ilegal, o segundo -- de Cueva -- veio da  esquerda e foi legal. Após contragolpe e boa trama entre o lateral Junior Tavares e Luiz Araújo. Zaga bateu cabeça em ambos.


Sergio Soares mexeu no intervalo. Nem poderia ser diferente. O Santo André voltou melhor, mais organizado, mais disposto, mais ousado, mais ofensivo e sem se intimidar com o adversário.


Treinador colocou Paulinho na lateral-esquerda e deslocou o armador Fernando Neto para o meio, mais pela esquerda,  saindo o  novamente apagado Eduardo Ramos. Antes, no começo do jogo, o lateral-direito Cicinho voltou a sentir lesão e deu lugar ao limitado Jean.


Mesmo dando espaços para o São Paulo (4-3-3 com o estreante Jucilei como primeiro volante) contra-atacar, o Ramalhão passou a dominar o meio-campo e ameaçar o gol de Sidão. Tanto que diminuiu com o zagueiro Leonardo aos 15 minutos.


No entanto, aos 30,  o  bom árbitro Luiz Flávio de Oliveira se complicou de vez ao validar o gol de de mão de Luiz Araújo  após jogada de Wellington Nem pela meia direita.


Gol funcionou como ducha de água fria para quem  esboçava reação. Santo André sentiu  e se entregou, permitindo que o São Paulo voltasse a marcar no final com Gilberto, de cabeça.


São Paulo é o primeiro colocado do Grupo B com 14 pontos ganhos e volta a atuar pelo Paulistão sábado, como visitante, contra o Palmeiras.


Já o Santo André, com apenas seis pontos ganhos, é o terceiro do Grupo C, está ameaçado de rebaixamento e volta a jogar, também no sábado, quando recebe o Botafogo no Estádio Bruno Daniel.


                                          SÃO BERNARDO VENCE AUDAX

 Já o São Bernardo do técnico português Sérgio Vieira fez as pazes com a vitória ontem no Estádio Primeiro de Maio. Com méritos, derrotou o bom time do Audax por 3 a l, com gols de Edno no primeiro tempo e Marcinho e Rafael Costa no segundo.



Terceiro colocado do Grupo A com nove pontos ganhos, Tigre volta a jogar domingo, contra o Santos, que no sábado perdeu do  líder Corinthians e é o único clube grande fora da zona de classificação.



domingo, 19 de fevereiro de 2017

São Bernardo vence clássico. Com méritos

O São Bernardo não só venceu o clássico de hoje de manhã no Estádio Bruno José Daniel como provou que  no momento é  mais time que o rival Santo André.

Vitória de 1 a 0 foi construída de forma consistente, com  personalidade, organização tática  e supremacia técnica. Especialmente no primeiro tempo.

Time dirigido pelo português Sérgio Vieira só ratificou o que já havia mostrado na injusta  derrota  para o Palmeiras, quando dominou mas falhou nas conclusões e tomou dois gols.

Já os comandados de Toninho Cecílio colocaram uma pulga atrás de orelha do torcedor, que enfrentou um calor infernal pra ver um futebol bem aquém do apresentado na bela e surpreendente vitória e 2 a 0 sobre o Corinthians.

Santo André do primeiro tempo apresentou as mesmas deficiências da estreia, quando empatou com o Ituano: sem volume de jogo, sem velocidade, sem intensidade, sem criatividade, sem compactação defensiva e sem aproximação ofensiva.

Por isso a organização do Tigre-- 4-3-3 ofensivo com ajuda dos atacantes Marcinho e Walterson na recuperação de bola -- foi determinante para dominar e aproveitar os espaços com sabedoria. Principalmente pela direita, onde o improvisado meia Fernando Neto ficou sobrecarregado.

Ramalhão -- 4-4-2 burocrático, sem dinamismo e pouco flexível --  não chegou uma vez sequer com real perigo na primeira etapa, enquanto que o São Bernardo ameaçou em quatro oportunidades. 

Na  principal delas o lateral-direito Jean  falhou feio ao tentar  atrasar a bola espirrada; o bom Walterson  se antecipou e bateu de primeira, na saída do goleiro Zé Carlos.

Assim como na estreia, o Santo André voltou para o segundo tempo mais aceso. O primeiro motivo com certeza foi a bronca do treinador no vestiário; o segundo pode ser creditado à entrada do  atacante Claudinho no lugar do pouco produtivo meia Eduardo Ramos.

Abalado emocionalmente, o lateral Jean também saiu para entrar Guilherme Garré  no meio-de-campo. Com isso Fernando Neto (agora mais protegido) voltou para a esquerda e Dudu foi deslocado para a lateral-direita.

Santo André ficou ofensivo, mas  igualmente generoso nos espaços.   Mais plantado, o São Bernardo preparava o bote no contra-ataque ou na sequência de bola parada. Como aos quatro minutos com Felipe Matheus, um meia sempre próximo dos três atacantes.

Mesmo com mais disposição, correndo mais riscos e agora com apenas dois volantes, um meia e três atacantes (o rápido Deivid entrou no lugar do apagado Edmilson, mas pela esquerda), o anfitrião pouco criou e demorou  26 minutos para ameaçar o gol de Daniel com Henan.

Blitz do  até então invicto Santo André só aconteceu mesmo dos 35 aos 39 minutos, quando levou perigo em três oportunidades com Deivid -- na principal delas ele perdeu gol incrível ao cabecear pra fora o bom cruzamento de Dudu -- e uma com Henan.

Já o São Bernardo, tão cansado quanto o adversário -- e não era pra menos pela alta temperatura --, chegou  apenas  mais uma vez com Edno. Mesmo assim ficou claro que tem mais time e pode chegar mais longe no campeonato.

Ambos estão em terceiro lugar nos seus grupos. Na quarta-feira o São Bernardo recebe o invicto Mirassol, que empatou com o São Paulo no Morumbi, e o Santo André vai a Araraquara pegar a Ferroviária, que ontem venceu o Santos na Vila Belmiro.