Um chefe de Executivo caloteiro? Isso mesmo! Nada de surpresa! O ainda prefeito Carlos Grana acaba de perpetrar mais um ato vergonhoso e desrespeitoso com o Esporte de Santo André.
Todo mundo sabe que a decepcionante administração Grana deve pra meio mundo. Alguns amigos e dependentes de cargos comissionados insistem em fingir que não, mas todos sabem que o pires está na mão.
Fornecedores, prestadores de serviços, funcionários concursados e tantos outros sentem na pele as consequências de quem se fantasiou de gestor público e se esqueceu de que a Prefeitura não é salão de bailes. Tampouco uma Sapucaí.
Vítimas de calote coletivo estão em todas as partes. E o cara ainda queria se reeleger. Chegou ao segundo turno. Pasmem! Por isso levou uma lavada. Uma derrota tão cantada quanto acachapante.
Não porque o jovem eleito Paulinho Serra seja o suprassumo da competência. Nada disso! Deve até discordar, mas ganhou por WO, por absoluta falta de adversário. O poste também levaria.
Então... durante a última semana a Secretaria de Esportes e Lazer anunciou aos mais de 20 supervisores de modalidades representativas da cidade que não pagará os salários de outubro e novembro.
É de cair o queixo! Fico indignado pelas vítimas. Sinto nojo! Papelão hein prefeito! Que merda! Que vergonha! Desprezo ao Esporte e débitos recorrentes vêm de muito tempo, mas agora é a pá-de-cal. Um tapa na cara do cidadão.
Caro senhor, tome um cálice de humildade --- por favor, não confunda a bebida -- e se coloque no lugar de supervisores, técnicos, fisiologistas, roupeiros, massagistas, médicos, fisioterapeutas, preparadores físicos e atletas.
Prefeito, gente boa, a responsabilidade é sua. Que tal você olhar pra sua família e perguntar se ela se orgulha de tais atos? Faça isso, e se lembre dos dependentes destas pessoas que acreditaram na sua palavra.
Alguns vivem de empréstimos e favores pois já passam necessidade. Não têm como pagar o aluguel, a conta da água, a conta da luz. Tampouco a assistência médica dos filhos.
Senhor Grana, procure no antigo e bom dicionário, na Wikipédia ou no Google o que quer dizer caráter, vergonha, respeito, honradez. Sua atitude mesquinha não encontrará respaldo em nenhuma delas.
Obrigação é sua como autoridade maior, não do próximo prefeito, que, por sinal, andou prometendo mundos e fundos no plano de governo (utopia pura!) e não vai ter como cumprir. Fala muito! E o peixe morre pela boca.
Seja macho, prefeito! Seja decente! Já que não soube administrar e contou com o ovo no uc da galinha ao se imaginar contemplado com gordas verbas federais, tire do seu salário, venda seu carro, sua casa, e honre sua palavra.
Talvez seus amiguinhos políticos -- aqueles santinhos de pau oco que não sabem de nada e sempre tiveram parcerias transparentes com construtoras e empreiteiras -- tenham alguma sobra para os nossos atletas comprarem o almoço ou o pãozinho de amanhã.
Algum deputado ou senador -- independentemente de partido, já que quase todos são estrume de mesmo gado e/ou mamam na mesma teta -- há de ter uma sobrinha na piscina, no colchão ou em paraísos fiscais. Só que nossos representantes não aceitariam dinheiro sujo.
Seu Natal deve ser legal né prefeito? Será que a mesa dos nossos representantes -- aqueles que só são lembrados quando brilham e trazem medalhas -- será tão farta? Será que o Papai Noel será tão generoso com as crianças quanto você foi com pais de família que suaram, choraram e sangraram pela sua/nossa cidade?
Com certeza, caro senhor, não haverá fartura. Nem presentes. Graças à sua incompetência como gestor, à sua negligência na escolha do seu secretariado, ao seu desrespeito com um Esporte de tantas glórias.
Bons tempos! Pirelli, SESI e cia... Hoje a realidade econômico-financeira do País é outra. Naquela época, além de campeões de tudo, nossos atletas eram reconhecidos e respeitados mundialmente, o mês tinha 30/31 dias e eles pagavam seus credores.
Naquele tempo, cara, os homens honravam a palavra dada.
domingo, 4 de dezembro de 2016
terça-feira, 4 de outubro de 2016
Desafios e mancadas na Corrida dos Eucaliptos
Terceira edição da Corrida dos Eucaliptos, dia 25 de setembro, em Santa Branca-SP, foi tão desafiadora quanto desorganizada.
Realizado dentro de uma bela reserva de eucaliptos, o evento organizado pela ZBR Clama Sport tem tudo para ser brilhante, atraente. Mesmo porque, também movimenta a economia da pequena cidade, que recebe cerca de dois mil visitantes.
Intuito do nosso texto é avaliar com isenção; não é execrar. Para merecer elogios, no entanto, precisa minimizar algumas mancadas.
Beleza dos eucaliptos, da natureza em si, é indiscutível. Embora, durante a corrida, não dê muito pra ficar sentindo aromas perfumados. Todos só querem andar, correr e chegar.
Percursos com ascendentes e descendentes significativas também é bem interessante. Não é pra qualquer iniciante, juvenil. Bem difícil. Prato cheio especialmente pra quem já está saturado de corridas urbanas, em ruas asfaltadas.
Lógico que há flagrantes variações de logística e objetivos quando o assunto é rural. Estrutura é bem diferenciada. Porém, organização aceitável é o mínimo que o corredor pode e deve exigir. Mesmo porque, paga caro.
Não basta, nós, corredores na maioria amadores, fazermos aquela festa, tradicional e contagiante. Alegria, adrenalina nas alturas, otimismo e orgulho por concluir o desafio e receber a bonita medalha; tudo são componentes indissociáveis do atleta.
Por falar em medalha, a gravação nela aponta 7km, 14km e 21km, em vez de 20km, conforme anúncio em site dos promotores. Será que os deslizes começaram com medição conflitante do percurso? Não sei não se aquelas plaquinhas brancas, escritas em vermelho, marcavam 20 ou 21km. A conferir.
Existem outros, mas problemas mais graves na Corrida dos Eucaliptos começam pela falta de opções decentes para estacionamento. Um caos! É carro pra todo lado. No acostamento do asfalto e em qualquer estradinha estreita, de terra.
Nosso veículo, por exemplo, ficou a mais de um quilômetro do local de largada. Isso porque chegamos com mais de uma hora de antecedência hein!
Para chegar à largada você tem a sensação (deduzo) de ser um daqueles bois entrando no antigo corredor dos matadouros. Como em São José do Rio Pardo e São Sebastião da Grama.
Após desistir de utilizar um dos poucos banheiros químicos devido às longas filas, o "herói" dos eucaliptos entra na muvuca. Aos trancos, vai ganhando espaço. "Com licença. Com licença. Obrigado!"
Um caminho bem apertado, com barracas de equipes e organização (?) tomando metade da largura. Muitos atletas, como eu, Zé Luiz e Manoel, caminhavam sobre o barranco e faziam necessidades primárias ali mesmo, entre árvores de pequeno porte. Sei não se aqueles eucaliptos vão vingar!
Em espaço ainda reduzido, largada sugeria estouro de uma boiada, o que é normal em muitas corridas. Sempre existem os apressadinhos. Que nem sempre chegam ao final.
Só que a 50m você já entra à direita e sobe por uma espécie de picada, com terra fofa e tocos de eucaliptos recém-cortados. Com certeza muita gente beijou o chão. Brincadeira de mau gosto, convenhamos!
Outro pecado da organização foi não dar as caras durante os percursos de 7km, 14km ( o nosso) e 20km. Presença apenas nos três postos de hidratação, feita apenas por meio de galões de água, conforme avisado com antecedência. Imagina ficar distribuindo copinho? E o meio ambiente?
Como não havia ninguém monitorando com veículo, nem mesmo moto ou bike, e a ambulância estava estacionada lá antes da largada, o que seria feito se alguém passasse mal ou um levasse um simples tombo e precisasse de socorro com urgência?
Também não existia com clareza qualquer marcação como referência de quilometragem percorrida ou restante. Muitos, como eu, gostam. Apenas pequenas setas a indicar cada rota. Mesmo assim teve gente que se perdeu no percurso dos 20km, foi parar no asfalto e correu dois quilômetros a mais.
Pessoal dos 7km também andou chiando. Ouvi várias meninas e senhoras reclamando que percurso tinha pelo menos dois ou três quilômetros de "bônus". Nove ou 10? Isso é organização?
Mulherada ainda reclamou do preço do kit. "Onde já se viu o kit básico custar em média R$ 100 e não incluir nem uma camisetinha?". Meu kit era completo, com squeeze, adesivo e uma camiseta sem restrições. Paguei R$ 60 porque já sou sessentão. Mas concordo com a moça de Ribeirão Pires.
Também concordo com a opinião de várias pessoas que lamentaram muito a existência de uma árvore de grande porte caída no meio da trilha, no final, coincidente, dos três percursos. Erro primário!
Trilha na mata foi até bem maneira, legal mesmo. Uma surpresa agradável! Mas sem essa de obstáculo natural. Faltou checagem/fiscalização antecipada e retirada da árvore -- não caiu naquele dia não -- ou alteração do percurso.
Pior mesmo é que ali se encontraram os corredores das três opções de percurso. Imagine afunilar e provocar um congestionamento de mais de 100 atletas. Tenho a foto. Festiva, porém chocante.
Ficamos ali parados por mais de 15/20 minutos porque nem todos conseguiam transpor o tronco sem dificuldades. E o tempo correndo. Lamentável senhores organizadores! Poderia ser evitado. Fica a sugestão.
Sinceramente, a alternativa pra quem gosta de correr na natureza é tentadora, tanto que foram cerca de dois mil malucos, a maioria suada mas com sorriso no rosto, mas assim não dá pra voltar não.
Estava até propenso a correr 13km, sem subidas e descidas, na Guaranis Race, lá na aldeia, em Boraceia, em 2017, mas vou relaxar e repensar.
Quer saber? Talvez seja melhor fazer um aquatrekking (?) no riacho límpido, lá no fundo do condomínio Morada da Praia, e depois tomar caipirinha de lichia. Só não sei se na casa do Zé Luiz ou do Manoel.
Em tempo: completamos sim os 14km. Cansados, doloridos e realizados. Nem por isso com o senso crítico abalado. Que a ZBR Clama fique ligada e tenha humildade para reconhecer erros e crescer.
Oficialmente, entre os 24 sessentões que correram os 14km, fiquei em 15º. No geral dos 14km, fui o 290º entre 350. Tempo líquido oficial foi de 2h09min33seg. Meu tempo real, que, por justiça, deveria ser o considerado pela cronometragem, seria pelo 15 minutos a menos.
Mas tudo bem. Afinal, havia uma árvore no meio do caminho. No meio do caminho havia uma árvore. Pois é, Drumond, sua famosa pedra, aquela da poesia, seria café pequeno.
Realizado dentro de uma bela reserva de eucaliptos, o evento organizado pela ZBR Clama Sport tem tudo para ser brilhante, atraente. Mesmo porque, também movimenta a economia da pequena cidade, que recebe cerca de dois mil visitantes.
Intuito do nosso texto é avaliar com isenção; não é execrar. Para merecer elogios, no entanto, precisa minimizar algumas mancadas.
Beleza dos eucaliptos, da natureza em si, é indiscutível. Embora, durante a corrida, não dê muito pra ficar sentindo aromas perfumados. Todos só querem andar, correr e chegar.
Percursos com ascendentes e descendentes significativas também é bem interessante. Não é pra qualquer iniciante, juvenil. Bem difícil. Prato cheio especialmente pra quem já está saturado de corridas urbanas, em ruas asfaltadas.
Lógico que há flagrantes variações de logística e objetivos quando o assunto é rural. Estrutura é bem diferenciada. Porém, organização aceitável é o mínimo que o corredor pode e deve exigir. Mesmo porque, paga caro.
Não basta, nós, corredores na maioria amadores, fazermos aquela festa, tradicional e contagiante. Alegria, adrenalina nas alturas, otimismo e orgulho por concluir o desafio e receber a bonita medalha; tudo são componentes indissociáveis do atleta.
Por falar em medalha, a gravação nela aponta 7km, 14km e 21km, em vez de 20km, conforme anúncio em site dos promotores. Será que os deslizes começaram com medição conflitante do percurso? Não sei não se aquelas plaquinhas brancas, escritas em vermelho, marcavam 20 ou 21km. A conferir.
Existem outros, mas problemas mais graves na Corrida dos Eucaliptos começam pela falta de opções decentes para estacionamento. Um caos! É carro pra todo lado. No acostamento do asfalto e em qualquer estradinha estreita, de terra.
Nosso veículo, por exemplo, ficou a mais de um quilômetro do local de largada. Isso porque chegamos com mais de uma hora de antecedência hein!
Para chegar à largada você tem a sensação (deduzo) de ser um daqueles bois entrando no antigo corredor dos matadouros. Como em São José do Rio Pardo e São Sebastião da Grama.
Após desistir de utilizar um dos poucos banheiros químicos devido às longas filas, o "herói" dos eucaliptos entra na muvuca. Aos trancos, vai ganhando espaço. "Com licença. Com licença. Obrigado!"
Um caminho bem apertado, com barracas de equipes e organização (?) tomando metade da largura. Muitos atletas, como eu, Zé Luiz e Manoel, caminhavam sobre o barranco e faziam necessidades primárias ali mesmo, entre árvores de pequeno porte. Sei não se aqueles eucaliptos vão vingar!
Em espaço ainda reduzido, largada sugeria estouro de uma boiada, o que é normal em muitas corridas. Sempre existem os apressadinhos. Que nem sempre chegam ao final.
Só que a 50m você já entra à direita e sobe por uma espécie de picada, com terra fofa e tocos de eucaliptos recém-cortados. Com certeza muita gente beijou o chão. Brincadeira de mau gosto, convenhamos!
Outro pecado da organização foi não dar as caras durante os percursos de 7km, 14km ( o nosso) e 20km. Presença apenas nos três postos de hidratação, feita apenas por meio de galões de água, conforme avisado com antecedência. Imagina ficar distribuindo copinho? E o meio ambiente?
Como não havia ninguém monitorando com veículo, nem mesmo moto ou bike, e a ambulância estava estacionada lá antes da largada, o que seria feito se alguém passasse mal ou um levasse um simples tombo e precisasse de socorro com urgência?
Também não existia com clareza qualquer marcação como referência de quilometragem percorrida ou restante. Muitos, como eu, gostam. Apenas pequenas setas a indicar cada rota. Mesmo assim teve gente que se perdeu no percurso dos 20km, foi parar no asfalto e correu dois quilômetros a mais.
Pessoal dos 7km também andou chiando. Ouvi várias meninas e senhoras reclamando que percurso tinha pelo menos dois ou três quilômetros de "bônus". Nove ou 10? Isso é organização?
Mulherada ainda reclamou do preço do kit. "Onde já se viu o kit básico custar em média R$ 100 e não incluir nem uma camisetinha?". Meu kit era completo, com squeeze, adesivo e uma camiseta sem restrições. Paguei R$ 60 porque já sou sessentão. Mas concordo com a moça de Ribeirão Pires.
Também concordo com a opinião de várias pessoas que lamentaram muito a existência de uma árvore de grande porte caída no meio da trilha, no final, coincidente, dos três percursos. Erro primário!
Trilha na mata foi até bem maneira, legal mesmo. Uma surpresa agradável! Mas sem essa de obstáculo natural. Faltou checagem/fiscalização antecipada e retirada da árvore -- não caiu naquele dia não -- ou alteração do percurso.
Pior mesmo é que ali se encontraram os corredores das três opções de percurso. Imagine afunilar e provocar um congestionamento de mais de 100 atletas. Tenho a foto. Festiva, porém chocante.
Ficamos ali parados por mais de 15/20 minutos porque nem todos conseguiam transpor o tronco sem dificuldades. E o tempo correndo. Lamentável senhores organizadores! Poderia ser evitado. Fica a sugestão.
Sinceramente, a alternativa pra quem gosta de correr na natureza é tentadora, tanto que foram cerca de dois mil malucos, a maioria suada mas com sorriso no rosto, mas assim não dá pra voltar não.
Estava até propenso a correr 13km, sem subidas e descidas, na Guaranis Race, lá na aldeia, em Boraceia, em 2017, mas vou relaxar e repensar.
Quer saber? Talvez seja melhor fazer um aquatrekking (?) no riacho límpido, lá no fundo do condomínio Morada da Praia, e depois tomar caipirinha de lichia. Só não sei se na casa do Zé Luiz ou do Manoel.
Em tempo: completamos sim os 14km. Cansados, doloridos e realizados. Nem por isso com o senso crítico abalado. Que a ZBR Clama fique ligada e tenha humildade para reconhecer erros e crescer.
Oficialmente, entre os 24 sessentões que correram os 14km, fiquei em 15º. No geral dos 14km, fui o 290º entre 350. Tempo líquido oficial foi de 2h09min33seg. Meu tempo real, que, por justiça, deveria ser o considerado pela cronometragem, seria pelo 15 minutos a menos.
Mas tudo bem. Afinal, havia uma árvore no meio do caminho. No meio do caminho havia uma árvore. Pois é, Drumond, sua famosa pedra, aquela da poesia, seria café pequeno.
quinta-feira, 11 de agosto de 2016
Apesar de você...
"Apesar de você" é uma das obras primas do cantor e compositor Chico Buarque de Holanda. Criada no início da década de 70, a música contestava a ditadura do regime militar.
Sob o comando do general Emilio Garrastazzu Médici, o governo era sinônimo de repressão, tortura, violência, censura, exílio e até morte, com a instituição do AI-5 e outros atos institucionais capazes de enojar e amedrontar o cidadão comum, além de artistas, políticos, religiosos e jornalistas.
Dizem os especialistas que os militares, entre eles o presidente, não gostaram nada nada da música. Lógico! Estranho seria se fosse o oposto. Mas a filha de Médici gostou tanto que Chico compôs "Você não gosta de mim, mas sua filha gosta". Kkk! Ótimo!
Onde quero chegar com tal lembrança quando o assunto de um jornalista do esporte deveria ser a Olimpíada? Não tão longe. Só me permito usar o "apesar de você".
Pois é... Apesar de você, Luís Inácio, o Brasil tem jeito. Basta olhar para os atletas olímpicos. Cada um tem sua história de vida, quase sempre sofrida. Regada de necessidades e lágrimas verdadeiras. Todos são vencedores. Apesar de você!
Pois é... Apesar de você, Michel, o Brasil tem jeito sim. Basta olhar para a medalha de ouro da Rafaela. Negra, pobre, violenta, favelada, desamparada... e dourada. Apesar de você!
Sim, também apesar de pessoas poderosas como você, Dilma, o brasileiro volta a ter orgulho do seu País e de aplaudir de pé a segunda medalha de bronze da gaúcha Mayra Aguiar. Apesar de você, guerrilheira!
Apesar de vocês, políticos de meia-tigela, que não lutam, não suam e não sangram, amanhã há de ser, sim, outro dia. Para o Brasil e para o esporte brasileiro. Sem caixa-2, sem mensalão, sem petróleo, sem corrupção, sem compadrio, sem cinismo.
Apesar de você, Cunha, o esporte brasileiro sobrevive. E nos enche de orgulho, de alegria, de emoção. O handebol empolga o torcedor, o basquete masculino perde mas se mostra guerreiro. E o feminino chega ao fundo do poço por falta de apoio.
Apesar de você, Renan, o futebol há de brilhar. Basta você e nobres dirigentes como Marin e Del Nero não atrapalharem. E não adianta cobrar medalha de ouro porque vocês nunca tiveram atitudes de ouro. Não têm moral. Porque não têm vergonha.
O vôlei, de praia e de quadra, também vai nos dar medalha. Apesar de você, Collor. Medalhas conquistadas na garra, na determinação, no talento puro. Jovens promessas lapidadas por professores de Educação Física, esses loucos abnegados. Graças e Deus. Sem corromper, nem roubar.
Sarney, apesar de você amanhã há de ser outro dia. Sim! Melhor para o esporte, melhor para o cidadão de bem, aquele que trabalha de sol a sol, sem as rédeas do coronelismo retrógrado e barato.
Apesar de você, Dirceu, temos guerreiros de carne e osso, sem cupinchas e punhos cerrados. Homens de ontem e de hoje. Guerreiro do povo brasileiro? Piada! Palhaçada de políticos que, com raríssimas exceções, não têm um pingo de vergonha na cara.
Apesar de você, Maluf, guerreiros são Thiago Pereira, Mayara Aguiar, Rafaela Silva, Robert Scheidt, Lars e Torben Grael, Oscar Schmidt, Hortência, Paula, Janeth, Moreno, William, Adauto, Negrão, Maurício, Renan, Laís, Ednanci, Wlamir Marques, Amauri, Marta, Formiga, Cristiane e cia.
Apesar de vocês, Delúbio, Genuíno, Valério, Jucá, Vaccari, João Santana, Jader Barbalho, Aécio Neves e tantos outros, amanhã há de ser outro dia. Porque sempre tivemos guerreiros de fato, na pele de Ademar Ferreira da Silva, Joaquim Cruz, João do Pulo, Wanderlei Cordeiro, Zequinha Barbosa, Nelson Prudêncio e Jadel Gregcório.
Apesar de vocês, quase todos políticos de merda, temos heróis de verdade como Fabiana Murer, Ricardo Prado, William Djan Madruga, Xuxa, Gustavo Borges, César Ciello, Maurren Maggi, Marilson, Artur Zanetti, Diego Hipólito, Rogério Sampaio, Thiago Camilo, Aurélio Miguel, Servilio de Oliveira, Fofão, Zé Roberto, Bernardinho, Larissa, Sheila, Giba, Guga, Fabi, Serginho e tantos outros.
Apesar de vocês, o esporte brasileiro sobrevive. Brotam, aqui e ali, individualidades com talento e determinação que superam mazelas perpetradas por gente pequena, político com currículo de bandido, que se julga no direito de desdenhar do esporte como ferramenta de saúde, educação e inserção social.
Se vocês políticos, quase todos, fossem menos incompetentes, menos rasteiros, menos covardes e não roubassem até a alma e o orgulho do povo; se falassem menos e agissem mais, pensando no coletivo e não no próprio umbigo, hoje não seríamos tão insignificantes no mundo olímpico.
Apesar de vocês, comandantes da ditatura de vassalagem, do fisiologismo e da sacanagem sem limites, amanhã há de ser, sim, outro dia. Quando nossas medalhas de ouro já não mais precisarão ir para o peito de Joaquim Barbosa e Sérgio Moro.
Sob o comando do general Emilio Garrastazzu Médici, o governo era sinônimo de repressão, tortura, violência, censura, exílio e até morte, com a instituição do AI-5 e outros atos institucionais capazes de enojar e amedrontar o cidadão comum, além de artistas, políticos, religiosos e jornalistas.
Dizem os especialistas que os militares, entre eles o presidente, não gostaram nada nada da música. Lógico! Estranho seria se fosse o oposto. Mas a filha de Médici gostou tanto que Chico compôs "Você não gosta de mim, mas sua filha gosta". Kkk! Ótimo!
Onde quero chegar com tal lembrança quando o assunto de um jornalista do esporte deveria ser a Olimpíada? Não tão longe. Só me permito usar o "apesar de você".
Pois é... Apesar de você, Luís Inácio, o Brasil tem jeito. Basta olhar para os atletas olímpicos. Cada um tem sua história de vida, quase sempre sofrida. Regada de necessidades e lágrimas verdadeiras. Todos são vencedores. Apesar de você!
Pois é... Apesar de você, Michel, o Brasil tem jeito sim. Basta olhar para a medalha de ouro da Rafaela. Negra, pobre, violenta, favelada, desamparada... e dourada. Apesar de você!
Sim, também apesar de pessoas poderosas como você, Dilma, o brasileiro volta a ter orgulho do seu País e de aplaudir de pé a segunda medalha de bronze da gaúcha Mayra Aguiar. Apesar de você, guerrilheira!
Apesar de vocês, políticos de meia-tigela, que não lutam, não suam e não sangram, amanhã há de ser, sim, outro dia. Para o Brasil e para o esporte brasileiro. Sem caixa-2, sem mensalão, sem petróleo, sem corrupção, sem compadrio, sem cinismo.
Apesar de você, Cunha, o esporte brasileiro sobrevive. E nos enche de orgulho, de alegria, de emoção. O handebol empolga o torcedor, o basquete masculino perde mas se mostra guerreiro. E o feminino chega ao fundo do poço por falta de apoio.
Apesar de você, Renan, o futebol há de brilhar. Basta você e nobres dirigentes como Marin e Del Nero não atrapalharem. E não adianta cobrar medalha de ouro porque vocês nunca tiveram atitudes de ouro. Não têm moral. Porque não têm vergonha.
O vôlei, de praia e de quadra, também vai nos dar medalha. Apesar de você, Collor. Medalhas conquistadas na garra, na determinação, no talento puro. Jovens promessas lapidadas por professores de Educação Física, esses loucos abnegados. Graças e Deus. Sem corromper, nem roubar.
Sarney, apesar de você amanhã há de ser outro dia. Sim! Melhor para o esporte, melhor para o cidadão de bem, aquele que trabalha de sol a sol, sem as rédeas do coronelismo retrógrado e barato.
Apesar de você, Dirceu, temos guerreiros de carne e osso, sem cupinchas e punhos cerrados. Homens de ontem e de hoje. Guerreiro do povo brasileiro? Piada! Palhaçada de políticos que, com raríssimas exceções, não têm um pingo de vergonha na cara.
Apesar de você, Maluf, guerreiros são Thiago Pereira, Mayara Aguiar, Rafaela Silva, Robert Scheidt, Lars e Torben Grael, Oscar Schmidt, Hortência, Paula, Janeth, Moreno, William, Adauto, Negrão, Maurício, Renan, Laís, Ednanci, Wlamir Marques, Amauri, Marta, Formiga, Cristiane e cia.
Apesar de vocês, Delúbio, Genuíno, Valério, Jucá, Vaccari, João Santana, Jader Barbalho, Aécio Neves e tantos outros, amanhã há de ser outro dia. Porque sempre tivemos guerreiros de fato, na pele de Ademar Ferreira da Silva, Joaquim Cruz, João do Pulo, Wanderlei Cordeiro, Zequinha Barbosa, Nelson Prudêncio e Jadel Gregcório.
Apesar de vocês, quase todos políticos de merda, temos heróis de verdade como Fabiana Murer, Ricardo Prado, William Djan Madruga, Xuxa, Gustavo Borges, César Ciello, Maurren Maggi, Marilson, Artur Zanetti, Diego Hipólito, Rogério Sampaio, Thiago Camilo, Aurélio Miguel, Servilio de Oliveira, Fofão, Zé Roberto, Bernardinho, Larissa, Sheila, Giba, Guga, Fabi, Serginho e tantos outros.
Apesar de vocês, o esporte brasileiro sobrevive. Brotam, aqui e ali, individualidades com talento e determinação que superam mazelas perpetradas por gente pequena, político com currículo de bandido, que se julga no direito de desdenhar do esporte como ferramenta de saúde, educação e inserção social.
Se vocês políticos, quase todos, fossem menos incompetentes, menos rasteiros, menos covardes e não roubassem até a alma e o orgulho do povo; se falassem menos e agissem mais, pensando no coletivo e não no próprio umbigo, hoje não seríamos tão insignificantes no mundo olímpico.
Apesar de vocês, comandantes da ditatura de vassalagem, do fisiologismo e da sacanagem sem limites, amanhã há de ser, sim, outro dia. Quando nossas medalhas de ouro já não mais precisarão ir para o peito de Joaquim Barbosa e Sérgio Moro.
sábado, 6 de agosto de 2016
Emoção e lendas no É Campeão!
Cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, ontem no Rio de Janeiro, foi muito além do que eu esperava. Perfeita, fantástica e sem fiascos.
Cores, sons, mensagens, imagens, sensibilidade e criatividade culminaram num conjunto harmonioso e emocionante em prol da paz e da natureza.
Tudo que me fez, ao menos por uma noite, voltar a sentir orgulho de ser brasileiro.
Que me fez, ao menos por uma noite, lembrar que o Rio continua lindo. Que me fez, ao menos por uma noite, acreditar que o Brasil ainda tem jeito.
Juro que estava mesmo com um pé atrás. Afinal, não sem razão, andamos indignados com tanta corrupção, tanta violência, tanta roubalheira descarada, tanto mau-caratismo, tanto deboche, tanto cinismo, tanto lulismo.
Daí bate aquele complexo de vira-latas e achamos que somos inferiores, que tudo vai desaguar em mais um vexame aos olhos do mundo.
Porém, felizmente, não foi assim. Pelo menos ontem. Minha primeira impressão foi das mais positivas. Viva!!!
Que assim seja até o fim das competições. E depois, quando fecharmos as contas e concluirmos o que realmente sobrou com real legado.
COMPETIÇÕES PRA VALER
Competições de verdade começaram antes mesmo do cerimonial. Futebol feminino largou como pé direito ao fazer 3 a 0 na China.
Cá entre nós, nossas meninas merecem a medalha de ouro. Temos duas pratas, mas nosso sonho é dourado. E a geração de Marta bem que poderia ser premiada.
Já o masculino empatou de 0 a 0 com a África do Sul. Surpresa. Poderia ser melhor, mas não acho que Neymar e cia foram tão mal assim.
Estrear em Olimpíadas, em casa, com o peso de ganhar um ouro inédito a todo custo, não é moleza não. Fardo é dos mais pesados e o emocional dos nossos jovens deve ser considerado.
Precisamos reconhecer que Neymar não resolve nada sozinho. Temos, sim, valores individuais de alto nível, mas o time ainda não está entrosado.
E jogar com um meio-campo leve, técnico, ousado e criativo, e um ataque dos sonhos, não significa atropelar quem quer que apareça. Além do que, a África do Sul sabe jogar sim senhor. Não tem nada de boba.
Nas competições de hoje cedo e começo da tarde, destaque para o handebol feminino, para o tiro medalha de prata e para a ginástica artística.
No handebol, cuja Capital Nacional ainda é o Grande ABC, nossas meninas de ouro foram brilhantes na estreia. Mais uma vez, destaque para Ana Paula, uma das melhores armadoras do mundo.
Belíssimo jogo e vitória de 31 a 28 sobre as excepcionais norueguesas, simplesmente bicampeãs olímpicas e campeãs mundiais de 2015.
Ginástica artística, alicerçada por atletas de São Caetano e São Bernardo -- destaques para Arthur Zanetti e Diego Hipólito -- , também foi sensacional. Só ficamos atrás, e bem pertinho, dos ícones japoneses.
LENDAS E CAMPEÕES
Ontem -- ou hoje? -- também gostei muito do programa É Campeão, do SporTV, canal em que assisti também à abertura dos Jogos, já que tenho verdadeira ojeriza ao senhor Galvão Bueno, da Globo.
Durante as Olimpíadas o apresentador André Rizek receberá diariamente verdadeiras lendas do esporte mundial, todos medalhas olímpicos e recordistas mundiais.
Programa terminou hoje à 1h40 da madrugada, com um verdadeiro show de quatro lendários. Os americanos Greg Louganis (saltos ornamentais), Carl Lewis (atletismo), Mark Spitz (natação) e o cubano Javier Sottomayor, ainda hoje recordista mundial do salto em altura com 2m45.
Só fera! Do começo ao fim, uma verdadeira aula de esporte, de história, de sabedoria, de humildade e de simplicidade. Tudo com educação e bom humor.
E sob um comando extremamente profissional de um jornalista consciente e comprometido, que conheci ainda bem jovem, em 98, às vésperas das Copa da França.
Postura jornalística educada, limpa, respeitosa com convidados e telespectadores. E sem frescuras, sem polêmicas irresponsáveis e sem a busca desenfreada pela audiência, pelos números do Ibope.
A força do programa e o peso dos convidados ajudam, lógico, mas o É Campeão! não seria o mesmo, tão brilhante, se o comando fosse do endeusado titular da Globo.
Pra mim, André Rizek é muito mais jornalista de fato. Não precisa ser perfeito pra ser um profissional exemplar. Galvão, hoje, é mais um animador de auditório carregado de empáfia e autossuficiência.
Só pra não deixar passar despercebido: escolha de Vanderley Cordeiro pra acender a pira olímpica foi uma bênção dos céus. Ele é a cara do espírito olímpico. Pelé foi inigualável como futebolista e atleta do século, mas a bênção dos deuses premiou o homem certo.
Cores, sons, mensagens, imagens, sensibilidade e criatividade culminaram num conjunto harmonioso e emocionante em prol da paz e da natureza.
Tudo que me fez, ao menos por uma noite, voltar a sentir orgulho de ser brasileiro.
Que me fez, ao menos por uma noite, lembrar que o Rio continua lindo. Que me fez, ao menos por uma noite, acreditar que o Brasil ainda tem jeito.
Juro que estava mesmo com um pé atrás. Afinal, não sem razão, andamos indignados com tanta corrupção, tanta violência, tanta roubalheira descarada, tanto mau-caratismo, tanto deboche, tanto cinismo, tanto lulismo.
Daí bate aquele complexo de vira-latas e achamos que somos inferiores, que tudo vai desaguar em mais um vexame aos olhos do mundo.
Porém, felizmente, não foi assim. Pelo menos ontem. Minha primeira impressão foi das mais positivas. Viva!!!
Que assim seja até o fim das competições. E depois, quando fecharmos as contas e concluirmos o que realmente sobrou com real legado.
COMPETIÇÕES PRA VALER
Competições de verdade começaram antes mesmo do cerimonial. Futebol feminino largou como pé direito ao fazer 3 a 0 na China.
Cá entre nós, nossas meninas merecem a medalha de ouro. Temos duas pratas, mas nosso sonho é dourado. E a geração de Marta bem que poderia ser premiada.
Já o masculino empatou de 0 a 0 com a África do Sul. Surpresa. Poderia ser melhor, mas não acho que Neymar e cia foram tão mal assim.
Estrear em Olimpíadas, em casa, com o peso de ganhar um ouro inédito a todo custo, não é moleza não. Fardo é dos mais pesados e o emocional dos nossos jovens deve ser considerado.
Precisamos reconhecer que Neymar não resolve nada sozinho. Temos, sim, valores individuais de alto nível, mas o time ainda não está entrosado.
E jogar com um meio-campo leve, técnico, ousado e criativo, e um ataque dos sonhos, não significa atropelar quem quer que apareça. Além do que, a África do Sul sabe jogar sim senhor. Não tem nada de boba.
Nas competições de hoje cedo e começo da tarde, destaque para o handebol feminino, para o tiro medalha de prata e para a ginástica artística.
No handebol, cuja Capital Nacional ainda é o Grande ABC, nossas meninas de ouro foram brilhantes na estreia. Mais uma vez, destaque para Ana Paula, uma das melhores armadoras do mundo.
Belíssimo jogo e vitória de 31 a 28 sobre as excepcionais norueguesas, simplesmente bicampeãs olímpicas e campeãs mundiais de 2015.
Ginástica artística, alicerçada por atletas de São Caetano e São Bernardo -- destaques para Arthur Zanetti e Diego Hipólito -- , também foi sensacional. Só ficamos atrás, e bem pertinho, dos ícones japoneses.
LENDAS E CAMPEÕES
Ontem -- ou hoje? -- também gostei muito do programa É Campeão, do SporTV, canal em que assisti também à abertura dos Jogos, já que tenho verdadeira ojeriza ao senhor Galvão Bueno, da Globo.
Durante as Olimpíadas o apresentador André Rizek receberá diariamente verdadeiras lendas do esporte mundial, todos medalhas olímpicos e recordistas mundiais.
Programa terminou hoje à 1h40 da madrugada, com um verdadeiro show de quatro lendários. Os americanos Greg Louganis (saltos ornamentais), Carl Lewis (atletismo), Mark Spitz (natação) e o cubano Javier Sottomayor, ainda hoje recordista mundial do salto em altura com 2m45.
Só fera! Do começo ao fim, uma verdadeira aula de esporte, de história, de sabedoria, de humildade e de simplicidade. Tudo com educação e bom humor.
E sob um comando extremamente profissional de um jornalista consciente e comprometido, que conheci ainda bem jovem, em 98, às vésperas das Copa da França.
Postura jornalística educada, limpa, respeitosa com convidados e telespectadores. E sem frescuras, sem polêmicas irresponsáveis e sem a busca desenfreada pela audiência, pelos números do Ibope.
A força do programa e o peso dos convidados ajudam, lógico, mas o É Campeão! não seria o mesmo, tão brilhante, se o comando fosse do endeusado titular da Globo.
Pra mim, André Rizek é muito mais jornalista de fato. Não precisa ser perfeito pra ser um profissional exemplar. Galvão, hoje, é mais um animador de auditório carregado de empáfia e autossuficiência.
Só pra não deixar passar despercebido: escolha de Vanderley Cordeiro pra acender a pira olímpica foi uma bênção dos céus. Ele é a cara do espírito olímpico. Pelé foi inigualável como futebolista e atleta do século, mas a bênção dos deuses premiou o homem certo.
segunda-feira, 11 de julho de 2016
Festa portuguesa. Título inédito e merecido
Pela primeira vez na história a seleção portuguesa fica com o título da Eurocopa. Se em 2004 perdeu em casa a decisão para a Grécia, ontem foi o oposto.
Com gol solitário do contestado Éder, no primeiro tempo da prorrogação, Portugal derrotou a França por 1 a 0.
E nem precisou do craque -- perna, mascarado, marrento, mas indiscutivelmente um fora de série que ainda se deu ao luxo de liderar e orientar seus companheiros quando deixou o campo -- já que seu grande nome e ídolo saiu lesionado logo no início da decisão.
Embora com ligeiro favoritismo, os anfitriões deixaram a desejar. Mesmo com Portugal privilegiando a sistema defensivo e apostando em raros contragolpes, a França ficou longe do ideal.
Em casa, com apoio maciço do torcedor, a França foi melhor, sem ser brilhante. Sem objetividade e criatividade no meio-campo, pouco fez ofensivamente.
Pogbá, Payet e o artilheiro Griezmann e seus coadjuvantes ficaram devendo no momento de decidir com personalidade e competência.
Pelo lado português um dos principais destaques foi o zagueiro brasileiro naturalizado Pepe, além do artilheiro Éder, do goleiro Rui Patrício e do atacante Nani.
Um título histórico e inédito. Sem brilhantismo, mas com méritos.
Com gol solitário do contestado Éder, no primeiro tempo da prorrogação, Portugal derrotou a França por 1 a 0.
E nem precisou do craque -- perna, mascarado, marrento, mas indiscutivelmente um fora de série que ainda se deu ao luxo de liderar e orientar seus companheiros quando deixou o campo -- já que seu grande nome e ídolo saiu lesionado logo no início da decisão.
Embora com ligeiro favoritismo, os anfitriões deixaram a desejar. Mesmo com Portugal privilegiando a sistema defensivo e apostando em raros contragolpes, a França ficou longe do ideal.
Em casa, com apoio maciço do torcedor, a França foi melhor, sem ser brilhante. Sem objetividade e criatividade no meio-campo, pouco fez ofensivamente.
Pogbá, Payet e o artilheiro Griezmann e seus coadjuvantes ficaram devendo no momento de decidir com personalidade e competência.
Pelo lado português um dos principais destaques foi o zagueiro brasileiro naturalizado Pepe, além do artilheiro Éder, do goleiro Rui Patrício e do atacante Nani.
Um título histórico e inédito. Sem brilhantismo, mas com méritos.
quinta-feira, 7 de julho de 2016
Euro: França (Griezmann) x Portugal (CR-7)
França e Portugal vão fazer a grande final da Eurocopa, no duelo dos artilheiros Griezmann e Cristiano Ronaldo.
Ontem, Portugal venceu com méritos a seleção de País de Gales por 2 a 0. Hoje, a anfitriã fez os mesmos 2 a 0 sobre a Alemanha campeã mundial.
No duelo protagonizado pelos campeões europeus pelo Real Madrid, do primeiro ao último minuto a seleção comandada pelo CR-7 foi superior aos galeses liderados por Bale.
Em raríssimos momentos o estreante e respeitado País de Gales demonstrou que poderia ir ainda mais longe. Arrancadas do esforçadíssimo Bale foram pontuais. E não o bastante.
Portugal foi mais time. Mais organizado defensiva e ofensivamente, melhor postado, mais ousado e mais consciente de suas possibilidades. Por isso mereceu os gols do menino marrento e de Nani, eterna promessa.
Já no bom jogo de agora há pouco a Alemanha foi bem superior no primeiro tempo, mas não soube traduzir as oportunidades em gols. Franceses correram atrás da bola. Sem achá-la. Posse de bola dos alemães chegou a 70%.
França marcou mal no meio-campo e foi irreconhecível no ataque, mas achou o gol no final, com Griezmann batendo pênalti infantil do veterano Schweinsteiger, que meteu a mão na bola num cruzamento na área.
No segundo tempo a França equilibrou o jogo. Voltou melhor, acertou a marcação e teve espaços para contra-atacar já que à Alemanha não restava alternativa senão agredir e se expor.
Mas os sempre favoritos ao título falharam na saída de bola. Após cruzamento de Pogbá e falha de Neur aconteceu o segundo gol do artilheiro da Eurocopa. Com a sola da chuteira.
Até o final a forte Alemanha se reencontrou, passou a tocar bola e pressionar. Chegou a acertar a trave do goleiro francês. Pouco para um campeão do mundo. Que poderia ter tomado o terceiro gol.
Pelo menos foi um duelo de gigantes bem melhor do que Alemanha x Itália, quando prevaleceram o respeito mútuo, a falta de ousadia e o espírito defensivo de oito títulos mundiais.
Decisão de domingo não tem favoritos. A França tem um conjunto mais forte, além de individualidades capazes de decidir. A exemplo de Cristiano Ronaldo, candidato a herói quase solitário.
Ontem, Portugal venceu com méritos a seleção de País de Gales por 2 a 0. Hoje, a anfitriã fez os mesmos 2 a 0 sobre a Alemanha campeã mundial.
No duelo protagonizado pelos campeões europeus pelo Real Madrid, do primeiro ao último minuto a seleção comandada pelo CR-7 foi superior aos galeses liderados por Bale.
Em raríssimos momentos o estreante e respeitado País de Gales demonstrou que poderia ir ainda mais longe. Arrancadas do esforçadíssimo Bale foram pontuais. E não o bastante.
Portugal foi mais time. Mais organizado defensiva e ofensivamente, melhor postado, mais ousado e mais consciente de suas possibilidades. Por isso mereceu os gols do menino marrento e de Nani, eterna promessa.
Já no bom jogo de agora há pouco a Alemanha foi bem superior no primeiro tempo, mas não soube traduzir as oportunidades em gols. Franceses correram atrás da bola. Sem achá-la. Posse de bola dos alemães chegou a 70%.
França marcou mal no meio-campo e foi irreconhecível no ataque, mas achou o gol no final, com Griezmann batendo pênalti infantil do veterano Schweinsteiger, que meteu a mão na bola num cruzamento na área.
No segundo tempo a França equilibrou o jogo. Voltou melhor, acertou a marcação e teve espaços para contra-atacar já que à Alemanha não restava alternativa senão agredir e se expor.
Mas os sempre favoritos ao título falharam na saída de bola. Após cruzamento de Pogbá e falha de Neur aconteceu o segundo gol do artilheiro da Eurocopa. Com a sola da chuteira.
Até o final a forte Alemanha se reencontrou, passou a tocar bola e pressionar. Chegou a acertar a trave do goleiro francês. Pouco para um campeão do mundo. Que poderia ter tomado o terceiro gol.
Pelo menos foi um duelo de gigantes bem melhor do que Alemanha x Itália, quando prevaleceram o respeito mútuo, a falta de ousadia e o espírito defensivo de oito títulos mundiais.
Decisão de domingo não tem favoritos. A França tem um conjunto mais forte, além de individualidades capazes de decidir. A exemplo de Cristiano Ronaldo, candidato a herói quase solitário.
segunda-feira, 4 de julho de 2016
Eurocopa sem favoritos nas semifinais
Semifinais da Eurocopa acontecem nesta semana. Na quarta-feira Portugal enfrenta o País de Gales. Na quinta, Alemanha x França. Não há favoritismo.
A seleção portuguesa tem no craque mascarado seu principal trunfo. Ou alguém duvida de que Cristiano Ronaldo seja um "perna" sem concorrência? Um poço de vaidade e egocentrismo num esporte coletivo.
Do outro lado, seu companheiro de Real Madrid. Bale tem se destacado sem abusar a individualidade. País de Gales é mais forte como time; tem mais determinação, conjunto e agrupamento tático.
Portugal é limitadíssimo. Tanto que até agora não ganhou de ninguém no tempo regulamentar. Como futebol prega peças, não há como garantir que não chegará à decisão.
Já no jogo de quinta a campeã mundial, aquela dos 7 a 1, vai encarar uma pedreira. Conforme esperado, a França atropelou a Islândia, o xodó da Eurocopa. Minha torcida não adiantou. Diferença técnica é quilométrica.
Já a Alemanha de Neuer passou pela Itália de Buffon nos pênaltis. Um joguinho, com excesso de respeito. Superioridade dos sistemas defensivos merece ser lembrada; não exaltada. Especialmente no primeiro tempo.
Duro foi ouvir de Neto, comentarista da Band: " Um jogão. Uma aula de futebol". O ex-jogador do Corinthians, protagonista no primeiro título brasileiro, em 90, tá de "brincadeira". Viu outro jogo.
Comentarista exagerou na valorização do produto futebol, mas mentiu, tentou iludir o telespectador, esquecendo-se ou ignorando as inúmeras valências que determinam se uma partida é boa ou ruim. Dois chutes a gol em 45 minutos e nenhuma emoção.
Minimamente, os donos de oito títulos mundiais deveriam ter competência para criar, para ousar. Briga de cachorro grande, sim. Mas covardes. Exercitaram o respeito mútuo, mas desrespeitaram o amante do futebol.
Jogo de ontem, entre Corinthians e Flamengo, pelo Brasileiro, foi muito melhor. No primeiro tempo o campeão não se acovardou, mas também não foi pra cima. Nem jogou. Por pura incapacidade.
Além disso, e de não criar, o Timão marcou mal, deu espaços generosos em todos os setores, principalmente entre as intermediárias, e foi dominado. Levou um baile.
Só que Cássio finalmente voltou aos seus melhores dias e salvou. Numa das ocasiões, já no segundo tempo, fez grande de defesa em chute de William Arão, revelado no Corinthians.
Depois disso, no entanto, só deu Romero e cia. O Flamengo não teve competência técnica, tática e emocional. Mais parecia um time juvenil feminino nos Jogos Escolares. Desarticulado, atônito, foi a nocaute e tomou de quatro.
Voltando à Eurocopa. Não aponto favoritismo, mas gostaria de ver País de Gales e França na final. Como prêmio.
A seleção portuguesa tem no craque mascarado seu principal trunfo. Ou alguém duvida de que Cristiano Ronaldo seja um "perna" sem concorrência? Um poço de vaidade e egocentrismo num esporte coletivo.
Do outro lado, seu companheiro de Real Madrid. Bale tem se destacado sem abusar a individualidade. País de Gales é mais forte como time; tem mais determinação, conjunto e agrupamento tático.
Portugal é limitadíssimo. Tanto que até agora não ganhou de ninguém no tempo regulamentar. Como futebol prega peças, não há como garantir que não chegará à decisão.
Já no jogo de quinta a campeã mundial, aquela dos 7 a 1, vai encarar uma pedreira. Conforme esperado, a França atropelou a Islândia, o xodó da Eurocopa. Minha torcida não adiantou. Diferença técnica é quilométrica.
Já a Alemanha de Neuer passou pela Itália de Buffon nos pênaltis. Um joguinho, com excesso de respeito. Superioridade dos sistemas defensivos merece ser lembrada; não exaltada. Especialmente no primeiro tempo.
Duro foi ouvir de Neto, comentarista da Band: " Um jogão. Uma aula de futebol". O ex-jogador do Corinthians, protagonista no primeiro título brasileiro, em 90, tá de "brincadeira". Viu outro jogo.
Comentarista exagerou na valorização do produto futebol, mas mentiu, tentou iludir o telespectador, esquecendo-se ou ignorando as inúmeras valências que determinam se uma partida é boa ou ruim. Dois chutes a gol em 45 minutos e nenhuma emoção.
Minimamente, os donos de oito títulos mundiais deveriam ter competência para criar, para ousar. Briga de cachorro grande, sim. Mas covardes. Exercitaram o respeito mútuo, mas desrespeitaram o amante do futebol.
Jogo de ontem, entre Corinthians e Flamengo, pelo Brasileiro, foi muito melhor. No primeiro tempo o campeão não se acovardou, mas também não foi pra cima. Nem jogou. Por pura incapacidade.
Além disso, e de não criar, o Timão marcou mal, deu espaços generosos em todos os setores, principalmente entre as intermediárias, e foi dominado. Levou um baile.
Só que Cássio finalmente voltou aos seus melhores dias e salvou. Numa das ocasiões, já no segundo tempo, fez grande de defesa em chute de William Arão, revelado no Corinthians.
Depois disso, no entanto, só deu Romero e cia. O Flamengo não teve competência técnica, tática e emocional. Mais parecia um time juvenil feminino nos Jogos Escolares. Desarticulado, atônito, foi a nocaute e tomou de quatro.
Voltando à Eurocopa. Não aponto favoritismo, mas gostaria de ver País de Gales e França na final. Como prêmio.
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