Donizeti Raddi, 71 anos, corintiano, jornalista e professor de Educação Física aposentado. Hoje, trilheiro, montanhista amador, aventureiro e blogueiro ocasional.

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segunda-feira, 11 de julho de 2016

Festa portuguesa. Título inédito e merecido

Pela primeira vez na história a seleção portuguesa fica com o título da Eurocopa. Se em 2004 perdeu em casa a decisão para a Grécia, ontem foi o oposto.

Com gol solitário do contestado Éder, no primeiro tempo da prorrogação, Portugal derrotou a França por 1 a 0.

E nem precisou do craque -- perna, mascarado, marrento, mas  indiscutivelmente um fora de série que ainda se deu ao luxo de liderar e orientar seus companheiros quando deixou o campo -- já que seu grande nome e ídolo saiu lesionado logo no início da decisão.

Embora com ligeiro favoritismo, os anfitriões deixaram a desejar. Mesmo com Portugal privilegiando a sistema defensivo e apostando em raros contragolpes, a França ficou longe do ideal.

Em casa, com apoio maciço do torcedor, a França foi melhor, sem ser brilhante. Sem objetividade e criatividade no meio-campo,  pouco fez ofensivamente.

Pogbá, Payet e o artilheiro Griezmann e  seus coadjuvantes ficaram devendo no momento de decidir com personalidade e competência.

Pelo lado português um dos principais destaques foi o  zagueiro brasileiro naturalizado Pepe, além do artilheiro Éder, do goleiro Rui Patrício e do atacante Nani.

Um título histórico e inédito. Sem brilhantismo, mas com méritos.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Euro: França (Griezmann) x Portugal (CR-7)

França e Portugal vão fazer a  grande final da Eurocopa, no duelo dos artilheiros Griezmann e Cristiano Ronaldo.

Ontem, Portugal venceu com méritos a seleção de País de Gales por 2 a 0. Hoje, a anfitriã fez os mesmos 2 a 0 sobre a Alemanha campeã mundial.

No duelo protagonizado pelos campeões europeus pelo Real Madrid, do primeiro ao último minuto a seleção comandada pelo CR-7 foi superior aos galeses liderados por Bale.

Em raríssimos momentos o  estreante e respeitado  País de Gales demonstrou que poderia ir  ainda mais longe. Arrancadas do esforçadíssimo Bale foram pontuais. E não o bastante.

Portugal foi mais time. Mais organizado defensiva e ofensivamente, melhor postado, mais ousado e mais consciente de suas possibilidades. Por isso mereceu os gols do menino marrento e de Nani, eterna promessa.

Já no bom  jogo de agora há pouco a Alemanha foi bem superior no primeiro tempo, mas não soube traduzir as oportunidades em gols. Franceses correram atrás da bola. Sem achá-la. Posse de bola dos alemães chegou a 70%.

França marcou mal no meio-campo e foi irreconhecível no ataque, mas achou o gol no final, com  Griezmann batendo pênalti infantil do  veterano Schweinsteiger, que meteu a mão na bola num cruzamento  na área.

No segundo tempo a França equilibrou o jogo. Voltou melhor, acertou a marcação e teve espaços para contra-atacar já que à  Alemanha  não restava alternativa senão agredir e se expor.

Mas os sempre favoritos  ao título falharam na saída de bola. Após cruzamento de Pogbá e falha de Neur aconteceu o segundo gol do artilheiro da Eurocopa. Com a sola da chuteira.

Até o final a forte Alemanha se reencontrou, passou a  tocar bola e pressionar. Chegou a acertar a trave do goleiro  francês. Pouco para um campeão do mundo. Que poderia ter tomado o terceiro gol.

Pelo menos foi um duelo de gigantes bem melhor do que Alemanha x Itália, quando prevaleceram o respeito mútuo, a falta de ousadia e o espírito defensivo de oito títulos mundiais.  

Decisão de domingo não tem favoritos. A França tem  um conjunto mais forte, além de  individualidades capazes de decidir.  A exemplo de Cristiano Ronaldo, candidato a  herói quase solitário.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Eurocopa sem favoritos nas semifinais

Semifinais da Eurocopa acontecem nesta semana. Na quarta-feira Portugal enfrenta o País de Gales. Na quinta, Alemanha x França.  Não há favoritismo.

A seleção portuguesa tem no craque mascarado seu principal trunfo. Ou alguém duvida de que Cristiano Ronaldo seja um "perna" sem concorrência?  Um poço de vaidade e egocentrismo num esporte coletivo.

Do outro lado, seu companheiro de Real Madrid. Bale tem se destacado sem abusar a individualidade. País de Gales é mais forte como time; tem mais determinação, conjunto e agrupamento tático. 

Portugal é limitadíssimo. Tanto que até agora não ganhou de ninguém no tempo regulamentar. Como futebol prega peças, não há como garantir que não chegará à decisão.

Já no jogo de quinta a campeã mundial, aquela dos 7 a 1, vai encarar uma pedreira. Conforme esperado, a França atropelou a Islândia, o xodó da Eurocopa. Minha torcida não adiantou. Diferença técnica é quilométrica.

Já a Alemanha de Neuer passou pela Itália de Buffon nos pênaltis. Um joguinho,  com excesso de respeito. Superioridade dos sistemas defensivos merece ser lembrada; não exaltada. Especialmente no primeiro tempo.

Duro foi ouvir de Neto, comentarista da Band: " Um jogão. Uma aula de futebol". O ex-jogador do Corinthians, protagonista no primeiro título brasileiro, em 90, tá de "brincadeira". Viu outro jogo.

Comentarista exagerou na valorização do produto futebol,   mas mentiu, tentou iludir o telespectador, esquecendo-se ou ignorando as inúmeras valências que determinam se uma partida é boa ou ruim. Dois chutes a gol em 45 minutos e nenhuma emoção.

Minimamente, os donos de oito títulos mundiais deveriam ter competência para criar, para ousar. Briga de cachorro grande, sim. Mas covardes. Exercitaram o respeito mútuo, mas desrespeitaram o amante do futebol.

Jogo de ontem, entre Corinthians e Flamengo,  pelo Brasileiro, foi muito melhor.  No primeiro tempo o campeão não se acovardou, mas também não foi pra cima. Nem jogou.  Por pura incapacidade.

Além disso, e de não criar, o Timão  marcou mal, deu espaços generosos em todos os setores, principalmente entre as intermediárias, e foi dominado. Levou um baile.

Só que Cássio finalmente voltou aos seus melhores dias e salvou. Numa das ocasiões, já no segundo tempo, fez grande de defesa em chute de William Arão, revelado no Corinthians.

Depois disso, no entanto, só deu Romero e cia. O Flamengo não teve competência técnica, tática e emocional. Mais parecia um time  juvenil feminino nos Jogos Escolares. Desarticulado, atônito,  foi a nocaute e tomou de quatro.

Voltando à Eurocopa. Não aponto  favoritismo, mas gostaria de ver País de Gales e França na final. Como prêmio.  

terça-feira, 28 de junho de 2016

E viva a pequena Islândia

E não é que a pequenina Islândia está fazendo história na Copa Europa de Seleções? Que maravilha!

Pra quem estreia sem pretensões,  feliz apenas por já estar na competição, passar da primeira fase é um orgulho.

Imaginem depois de ontem, quando  os nórdicos da ilha colonizada por noruegueses e dinamarqueses superaram a tradicional seleção da Inglaterra?

Se bem que, cá entre nós, o futebolzinho da Inglaterra tem sido de uma mediocridade assustadora. Um time limitado, preguiçoso, sem gana, sem craques e sem força coletiva.

Alguns esbanjam soberba, autossuficiência. Pensam que jogam muito mais do a realidade nos tem mostrado. Time de Série B no Brasil.

Time viking virou xodó do mundo do futebol e merece respeito,  mas é limitadíssimo. Esforçado, mas técnica e taticamente fica a dever. Sequência da competição vai mostrar onde se separam os homens dos meninos

Adorei a vitória sobre os inventores do esporte bretão. Será que eles desaprenderam? Vou torcer pra que    os islandeses cheguem à semifinal. E o país de pouco mais de 320 mil habitantes e 100 jogadores profissionais --  PIB alto, povo culto e dono de um dos maiores IDH do planeta --  entoe   aquele contagiante grito de guerra.

Porém,  tarefa  é das mais difíceis.  Até mesmo para  pretensos vikings. A anfitriã, França, tem mostrado  mais futebol e vontade do que os vizinhos ingleses. Seu torcedor não permitir acomodação.

Tudo pode acontecer quando se joga como franco-atirador, sem medo e com alegria, mas a  nossa Islândia dificilmente escapará de uma bambuzada daquelas.

O que não deve servir de motivo para que os islandeses deixem de festejar e gritar feito loucos. Afinal, são a mais grata surpresa da Copa.

Campeões mundiais, Espanha e Inglaterra já deram adeus. A Itália não deu bola para os companheiros de Iniesta.  Italianos defendem com o estoicismo de sempre e atacam com velocidade e inteligência.

Ao lado de Alemanha,  França e Bélgica,  os  favoritos de sempre, a Itália está cotadíssima para ficar com o título.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Santo André volta à elite com méritos. E agora?

O Santo André de tanta gente e bela história está de volta à elite do futebol paulista. Depois do empate de 0 a 0, sábado em Barretos, garantiu o acesso e vai disputar o título da A-2 com o Mirassol, que venceu o Batatais por 2 a 0. Como teve melhor campanha, o Mirassol decide em casa.

Mesmo em se tratando de um time limitado -- especialmente devido ao perrengue financeiro por que passa -- o Ramalhão não pode ser desprezado. Conquista deve sim ser valorizada por quem abusou da instabilidade mas renasceu das cinzas.

Ou deixar na saudade times com futebol mais estruturado como o rival São Caetano e o forte Bragantino não merece respeito? Entrar em oitavo, no sufoco, e agora estar na finalíssima não é tarefa para meninos. É coisa de gente grande.

Jogo de sábado não foi nada além do que se esperava. Num 4-3-3 mais compactado, o técnico Toninho Cecílio -- talvez o principal fator do acesso heróico --  montou uma linha de quatro, mais três volantes, ficando a incumbência de atacar, só na boa, com Branquinho, Guilherme Garré e Antônio Flávio.

Pouco fez ofensivamente nos 90 minutos,  nem contragolpear com inteligência, mas o sistema defensivo foi quase impecável, com destaque para os zagueiros internos, os volantes e o goleiro Zé Carlos, autor de pelo menos três defesas difíceis.

Mesmo com um jogador a mais desde o final da primeira etapa -- o lateral-esquerdo Paulo foi expulso de forma infantil, Tiago Ulisses trocou o meio pela lateral e os três "atacantes" recompuseram o setor --  o Barretos raramente foi competente no momento de criar,  pressionar, penetrar e finalizar.

Diante de 5 mil torcedores, time de Vilson Tadei  não se impôs. Teve um pouco mais de volume; nada mais. Insuficiente pra superar um time determinado a marcar ostensivamente,  como sempre. Não o bastante pra  abrir o marcador e depois botar pressão pra chegar ao segundo gol.

Com todo respeito, um touro frouxo, velho,  cansado. Incapaz mesmo de ressuscitar o  histórico boi Bandido. Sem força pra provocar tombos nem chifradas. Muito mais do que os famosos oito segundos, o  valente Ramalhão se manteve no lombo do Touro do Vale por mais de 90 minutos.

Conquista deve ser festejada e enaltecida. Porém, o olhar dos dirigentes do Santo André deve estar voltado para o futuro. E agora?Sem dinheiro e, pior,  com débitos, como montar um time competitivo para o  Paulistão 2017? Cotas da TV e da Federação não bastam.   

domingo, 24 de abril de 2016

O Ramalhão, a elite e o boi Bandido

Depois de muito tempo, voltei ao Estádio Bruno José Daniel  pra ver o Santo André in loco, ao vivo. Desta vez sem cabine de Imprensa. Agora no meio do saudoso povão.

Sinceramente, pra quem é exigente, apaixonado por esporte, já viu esquadrões inesquecíveis e   acompanha a história do clube há 43 anos, não tenho dúvidas de afirmar que esse time é bem limitado. Fraco.

Técnico Toninho Cecílio e equipe tiram leite de pedra. É um verdadeiro milagre estar a apenas um empate ou até derrota por diferença de um gol, sábado em Barretos, para se classificar à decisão da A-2 e garantir acesso à elite do futebol paulista.

A  importante e merecida vitória de 2 a 0, diante seis mil pessoas -- muitas das antigas --  foi  inquestionável. Porém, não esconde limitações técnicas e táticas não  tão raras na Segundona.

Num gramado duro, com a bola sempre viva demais, o que se viu foi um time que esbanja vontade e aplicação defensiva. Jogadores esforçados, nada mais do que cumpridores das determinações do treinador-motivador, que sempre privilegiou a marcação ostensiva, em detrimento da arte, da ofensividade, do jogo objetivo rumo ao gol adversário.

Também, pudera, treinador deve dançar conforme a música. Sem dinheiro e com débito  na praça, não dá para o clube contratar. Sem qualificação técnica, chegar às semifinais já é motivo de festa. Só com muito trabalho e  suor.

Por isso não será surpresa se o Ramalhão -- fechadinho, compacto e inteligente para contra-atacar em velocidade -- voltar de Barretos sem tombos nem chifradas. Ficar no lombo do touro por oito segundos ou 90 minutos não é missão impossível, não.

 Santo André foi melhor no jogo de sábado. Embora tivesse excesso de cuidados defensivos ao entrar com três volantes, um armador e dois  homens mais próximos -- ou menos distantes -- do gol. Mas Antônio Flávio, como centroavante flutuante, ficou isolado.

Como o Barretos, apesar de alguma organização defensiva,  não conseguia chegar nem penetrar --  afinal, o empate estava ótimo -- numa zaga interna em dia de graça -- laterais atacam melhor do que defendem --, as reais ocasiões de gol foram raras no primeiro tempo. Duas do anfitrião e uma do visitante, em contragolpe.

Porém, o Santo André voltou para o segundo tempo com o atacante Robson no lugar de um dos volantes,  Dudu. Individualista, Robson não brilhou e ainda perdeu dois gols por preciosismo, faz o time mudou da água pro vinho com a alteração.

Em termos de atitude, trocou a precaução pelo risco, pela ousadia. Trocou os passes laterais por rapidez e penetrações  também verticais. Trocou o falso e estéril volume por uma intensidade indispensável pra quem joga em casa, diante de uma torcida que lembrou os velhos tempos.

Taticamente, trocou o 4-3-1-2 pelo 4-2-1-3. Sim, com três atacantes e o armador Fernando chegando à frente. Tanto que o camisa dez -- não é nenhuma Brastemp mas sabe jogar -- fez os dois gols.

O primeiro aos 15 minutos, penetrando entre os zagueiros e tocando na saída do goleiro,  e o segundo aos 34, sofrendo e cobrando pênalti discutível. Pra mim, nem foi tocado pelo central Garutti. Juizão demorou pra marcar e só o fez com a ajuda do assistente.

Sem forças pra chegar com perigo à frente e com o Santo André meio acomodado, o Barretos deve ser dar por contente por não ter perdido de três ou quatro. Resultado seria irreversível. Com 2 a 0 ainda há esperanças.

Se o Barretos  ressuscitar o famoso boi Bandido -- touro histórico e um dos mais temidos do mundo -- ou  encarnar o Agressivo -- sucessor atual já com fama internacional -- o Ramalhão não aguenta oito segundos.

                                                              ***DE  PRIMEIRA***

*** Assisti à  importante vitória  ao lado de três personagens importantes na história do Santo André: o ex-volante Fernandinho, o     ex-massagista Miguel de Oliveira e o jornalista e amigo Daniel Lima.

*** Antes do jogo, diante de filas de acesso que só tiveram fim aos 15 minutos do primeiro tempo, encontramos o conterrâneo Vitor, ex-goleiro do próprio Ramalhão. Hoje o  caipira rio-pardense, como eu, é gerente de futebol do Rio Claro.

*** Pra não passar batido: clássico em que o Santo André eliminou o São Caetano foi o pior que vi -- pela TV --  em todos os tempos entre ambos. Ao Azulão sobraram incompetência ofensiva,  discurso monocórdio com toques laterais. Sem criatividade e ousadia, o que se viu um time frouxo, insosso. Ao vencedor restou jogar com o regulamento debaixo do braço, mesmo sem capacidade para armar um único contragolpe fatal.  Foi um joguinho, um acinte ao torcedor.

*** Com méritos, o grande Santos e o pequeno e surpreendente Audax/Osasco fazem a final do Campeonato Paulista. Duas boas semifinais, sem especulações nem medo.

terça-feira, 8 de março de 2016

Desrespeito à natação andreense. De novo

Entra ano, sai ano, e nada muda. Entra prefeito, sai prefeito, e nada muda. Entra partido, sai partido, e nada muda. O esporte de Santo André continua sendo desrespeitado.

Quanto não,  esquecido, descartado e humilhado. O ex, Aidan Ravin, mereceu o selo de Prefeito Inimigo do Esporte. O atual, Carlos Grana, consegue ser pior e também faz jus ao  selo negativo.

Se ele preferir, pode escolher uma estrelinha -- vermelha, lógico -- e pregar na testa. Inclusive de sua secretária de Esporte e Lazer. 

Marta Sobral pode ser boa pessoa e foi destacada atleta da Seleção Brasileira de Basquete, mas, como dirigente, ainda não passa de um zero à esquerda.

Se pretende mesmo se candidata a uma cadeira na Câmara, que não fale de seu trabalho, capenga, à frente do Esporte. Mesmo com verba irrisória -- menos de 1% do orçamento --  e sem apoio efetivo do Executivo,  Marta poderia ser menos limitada e omissa.

Minha bola da vez volta a ser a natação, tanto quanto outras modalidades, vítima de descaso e falsas promessas. Cuidado com a verba e com os desvios, pessoal do Esporte!

E com o Petrolão  de tantas propinas, doações e maus exemplos. Estamos em ano eleitoral. Lorotas e conversa fiada vão  fluir como besteira na entrevista/comício do  "homem mais honesto deste País".

Não é de hoje que o pessoal da natação de Santo André come o pão que o diabo amassou. Sem verba decente -- cerca de R$ 250 mil anuais, sem piscina e cada vez mais sem atleta e sem horizonte.

Tudo por falta de competência, de comprometimento, de honradez e de pagamento a fornecedores e prestadores de serviço.

Piscinas do Complexo Esportivo Pedro Dell'Antonia têm sido o retrato de descaso. Desde outubro do ano passado as duas piscinas de treinamento de nossos atletas desfilam problemas.

Um dia a Prefeitura não paga o fornecedor de cloro e outros materiais. O que não é novidade pra quem está quebrado. No outro, dá calote na empresa que fornece o gás e a piscina fica fria.

Quando parece tudo em ordem, atrasa o salário de professores e outros funcionários. Na semana seguinte se esquece da manutenção e em seguida percebe que chuveiros estão queimados, azulejos quebrados e maquinário deteriorado.

Agora, mais uma vez por ausência de ou pagamento em  atraso, a Comgás cortou o fornecimento e nossas águas estão geladas, sem condições de uso adequadas.

Religação do gás na piscina olímpica, a grande, aconteceu ontem, conforme prometido,  mas ainda não se tem certeza se vai esquentar mesmo. Mas por que não ligaram também a semi-olímpica, que está em ordem após ficar bom tempo em reformas estruturais? Prometeram pra hoje. Será?

Caramba! Será que os responsáveis do Poder Público vão insistir na surrada cantilena de assumir mas não cumprir compromissos básicos com o Esporte. No caso, a natação.

Enquanto isso nossos melhores atletas, nossas promessas, nadam de braçadas para o colo de outros clubes. Eram cerca de 200; hoje não passam de 150.

Enquanto isso o prefeito parece mais preocupado em prestar solidariedade aos amiguinhos do peito. Sim, ele estava lá no final de semana para abraçar e aplaudir as bravatas vomitadas pelo seu criador. Aquele que se acha Deus.