terça-feira, 28 de março de 2017

O botequim, a prefeitura e a mentira

"Comércio expulsa pedestre da calçada".  O título encabeça interessante matéria publicada dias atrás pelo Repórter Diário.

Texto dá conta de inúmeras irregularidades  abusivas na ocupação de calçadas,  praticadas por bares, restaurantes e outros comércios.

Lei  Municipal 7392, de Santo André, diz que o comerciante pode usar a calçada, desde que deixe espaço de 1,10m para os trauseuntes não precisarem lançar mão e correr riscos nas ruas.

Vou me ater apenas ao meu vizinho, o  badalado Botequim Carioca, cujo proprietário sugere ser amigo dos poderes. Por isso acha que pode tudo.

Entrevistado pelo repórter, o gerente do estabelecimento mente descaradamente ao justificar que só utiliza a calçada quando se esgotam os 60 lugares internos. "E para consumidores rápidos". Me engana que eu gosto.

Repito: mentira, conversa fiada.  Para satisfazer boa parcela da nata andreense -- inclusive políticos de plantão e donos de jornais --  interditam-se as calçadas com mesas e cadeiras,  além de muita cerveja e caipirinha -- cara, por sinal.

Dependendo do dia, especialmente com frio e ou chuva, os toldos são baixados, impedindo qualquer possibilidade de o pedestre evitar o risco de ser atropelado.

Isso quando o "amigo do poder" não solicita -- e é atendido pelo Poder Público, lógico --- a interdição de uma faixa de rolamento para eventos pré-carnavalescos e até mesmo aniversários. Se é que o aniversariante não se chama Melchior. Contra quem, pessoalmente, não tenho nada contra. Discordo de atitudes.

Só que tanto o botequim quanto todos os outros comércios fora da lei devem ser fiscalizados e punidos.

E é aí que entra a segunda mentira, a da nota emitida pela Prefeitura comandada por Paulinho Serra.

Fiscalização  e punição aqui na esquina  fora da lei é uma falácia. Deste e dos governos anteriores.  Fazem vistas grossas. No mínimo.  Ou que mostrem as multas, caríssimo Paulinho.

O cara deita e rola,  ganha  muito dinheiro prejudicando  o pedestre, e não acontece nada. Não basta ser boa gente, como dizem seus mais chegados, e  ser premiado pela Vejinha.

É preciso trabalhar e vencer na vida com respeito ao cidadão comum. Aquele que paga impostos mas se vê tolhido no sagrado direito de ir e vir. Simples assim.

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