Nova derrota do Santo André -- agora em casa, de 2 a 1, para o Red Bull -- não é motivo para desespero.
Já tem gente pedindo a cabeça do técnico Arnaldo Lira, principal responsável pela reação da equipe na Segundona.
Diferente de Geninho, que balança no lanterna São Caetano porque em sete jogos perdeu seis e empatou um, Lira conseguiu quatro vitórias, um empate e duas derrotas.
Na elite, Geninho ainda não conseguiu dar liga ao grupo e contabiliza vexatório um ponto em 21 disputados. Na chamada A-2, com o mesmo número de jogos, Lira conquistou 13.
Por isso, o presidente Celso Luiz de Almeida está carregado de razão ao nem pensar em demissão de quem faz bom trabalho.
Mais do que isso; o Ramalhão tem plenas condições de ficar com uma das oito vagas à próxima fase. Como está a apenas três pontos do oitavo, próximos jogos serão decisivos.
Ramalhão pega São José (nono com 22 pontos ganhos) e Comercial (oitavo, também com 22) fora de casa. Seis pontos é sonhar alto demais. Se trouxer, quatro, três ou até dois, continuará na briga.
Portanto, nada de precipitações! Nada de procurar chifre na cabeça de cavalo ou coerência na cabeça de político.
terça-feira, 12 de março de 2013
domingo, 10 de março de 2013
Azulão: quando vitória é sinônimo de utopia
A derrota de 3 a 1 para a Ponte Preta, agora há pouco em Campinas, mostra que o calvário do técnico Geninho parece mesmo não ter fim e que vencer, para o São Caetano, soa como missão impossível.
Agora são seis derrotas e um empate sob o comando do treinador. Ao todo, o lanterna no Paulistão tem apenas uma vitória, dois empates e oito derrotas. Sofreu 26 gols e fez apenas 11.
Números são indesmentíveis: em 11 rodadas, o Azulão ganhou somente cinco dos 33 pontos disputados. Rebaixamento, portanto, ganha cores cada vez mais berrantes.
Principalmente se considerarmos que para se salvar sem sustos é preciso somar pelo menos 20 pontos. Portanto, mais 15 pontos de 24 em jogo. Tarefa bem difícil.
Jogo de hoje até poderia ter desfecho diferente se o São Caetano não tomasse o gol logo no primeiro minuto, quando Diego Rosa foi ao fundo, pela esquerda, e cruzou para William cabecear sem ser pressionado.
Jogando no 4-3-1-2 com esporádica variação para o 3-5-2, o São Caetano sentiu o golpe e a Ponte (4-4-2 com variação para o 4-5-1), um dos melhores times do campeonato manteve o ritmo e o domínio.
Jogo ficou tenso e perdeu qualidade depois dos 13 minutos, após entrada feia de Danielzinho em Ferrugem. Volante armador da Ponte sofreu fratura no pé esquerdo, além de lesão ligamentar, e foi parar no hospital.
Clima ficou tenso. Nervosismo tomou conta da torcida e dos jogadores da Ponte, que voltou a chegar com perigo aos 18 minutos em finalização de Chiquinho, o substituto de Ferrugem. De novo em jogada pela esquerda.
Mesmo sem tanta competência criativa e ofensiva, São Caetano se equilibrou depois dos 25 minutos, quando passou a marcar melhor e tentou sair pro jogo. Mas só chegou uma vez com perigo, com Danielzinho. Pouco pra quem precisava da vitória e tinha o peso emocional.
Azulão voltou para o segundo tempo mais caracterizado no 3-5-2, com três zagueiros (Bruno Aguiar, Gabriel e Marcone improvisado), dois volantes, dois laterais um pouco mais adiantados, um armador e dois atacantes.
A Ponte manteve o esquema com alternância e chegou ao segundo gol aos 10 minutos: Ramirez cobrou falta da direita e Kléber subiu mais que os zagueiros para marcar de cabeça.
Perdido por dois, perdido por 10, aos 20 minutos o time de Geninho já jogava no 4-2-2-2, com quatro zagueiros, dois volantes, dois meias ( Rivaldo e Éder, que entrou no lugar de Bruno Aguiar) e dois atacantes (Danielzinho e Nei Paraíba, substituto de Geovane).
Em cinco minutos, o São Caetano diminuiu com Danielzinho após lançamento longo de Éder e poderia ter empatado em seguida, em jogada de Rivaldo pela esquerda.
Porém, aos 26 minutos Pirão recebeu o segundo cartão amarelo e a situação do Azulão ficou preta. Mesmo assim, o time mostrou disposição, correu o risco e não abdicou do ataque. Exatamente o que a Ponte queria para contragolpear com rapidez e matar o jogo.
Com espaços generosos, a vice-líder e única invicta do campeonato desperdiçou oportunidades com Diego Rosa, Alemão e William antes de encerrar a conta aos 42 minutos com Alemão, sem qualquer dificuldade. Aos 46, Marcone também recebeu o segundo cartão amarelo.
A Ponte mantém a invencibilidade, o São Caetano mantém a lanterna e Geninho, pra quem vitória parece utopia, mantém o calvário. Se é que nesse momento, 21h, o técnico já não deixou o cargo.
Agora são seis derrotas e um empate sob o comando do treinador. Ao todo, o lanterna no Paulistão tem apenas uma vitória, dois empates e oito derrotas. Sofreu 26 gols e fez apenas 11.
Números são indesmentíveis: em 11 rodadas, o Azulão ganhou somente cinco dos 33 pontos disputados. Rebaixamento, portanto, ganha cores cada vez mais berrantes.
Principalmente se considerarmos que para se salvar sem sustos é preciso somar pelo menos 20 pontos. Portanto, mais 15 pontos de 24 em jogo. Tarefa bem difícil.
Jogo de hoje até poderia ter desfecho diferente se o São Caetano não tomasse o gol logo no primeiro minuto, quando Diego Rosa foi ao fundo, pela esquerda, e cruzou para William cabecear sem ser pressionado.
Jogando no 4-3-1-2 com esporádica variação para o 3-5-2, o São Caetano sentiu o golpe e a Ponte (4-4-2 com variação para o 4-5-1), um dos melhores times do campeonato manteve o ritmo e o domínio.
Jogo ficou tenso e perdeu qualidade depois dos 13 minutos, após entrada feia de Danielzinho em Ferrugem. Volante armador da Ponte sofreu fratura no pé esquerdo, além de lesão ligamentar, e foi parar no hospital.
Clima ficou tenso. Nervosismo tomou conta da torcida e dos jogadores da Ponte, que voltou a chegar com perigo aos 18 minutos em finalização de Chiquinho, o substituto de Ferrugem. De novo em jogada pela esquerda.
Mesmo sem tanta competência criativa e ofensiva, São Caetano se equilibrou depois dos 25 minutos, quando passou a marcar melhor e tentou sair pro jogo. Mas só chegou uma vez com perigo, com Danielzinho. Pouco pra quem precisava da vitória e tinha o peso emocional.
Azulão voltou para o segundo tempo mais caracterizado no 3-5-2, com três zagueiros (Bruno Aguiar, Gabriel e Marcone improvisado), dois volantes, dois laterais um pouco mais adiantados, um armador e dois atacantes.
A Ponte manteve o esquema com alternância e chegou ao segundo gol aos 10 minutos: Ramirez cobrou falta da direita e Kléber subiu mais que os zagueiros para marcar de cabeça.
Perdido por dois, perdido por 10, aos 20 minutos o time de Geninho já jogava no 4-2-2-2, com quatro zagueiros, dois volantes, dois meias ( Rivaldo e Éder, que entrou no lugar de Bruno Aguiar) e dois atacantes (Danielzinho e Nei Paraíba, substituto de Geovane).
Em cinco minutos, o São Caetano diminuiu com Danielzinho após lançamento longo de Éder e poderia ter empatado em seguida, em jogada de Rivaldo pela esquerda.
Porém, aos 26 minutos Pirão recebeu o segundo cartão amarelo e a situação do Azulão ficou preta. Mesmo assim, o time mostrou disposição, correu o risco e não abdicou do ataque. Exatamente o que a Ponte queria para contragolpear com rapidez e matar o jogo.
Com espaços generosos, a vice-líder e única invicta do campeonato desperdiçou oportunidades com Diego Rosa, Alemão e William antes de encerrar a conta aos 42 minutos com Alemão, sem qualquer dificuldade. Aos 46, Marcone também recebeu o segundo cartão amarelo.
A Ponte mantém a invencibilidade, o São Caetano mantém a lanterna e Geninho, pra quem vitória parece utopia, mantém o calvário. Se é que nesse momento, 21h, o técnico já não deixou o cargo.
Tigre: quando humildade é sinônimo de vitória
O São Bernardo ganhou do Linense por 2 a 0, agora há pouco no Primeiro de Maio, e, finalmente, deixou a incômoda zona de rebaixamento do Paulistão.
Por que venceu? Porque voltou a jogar com a humildade após cansar de dar murro em ponta de faca e partir pra cima de qualquer adversário que visse pela frente.
Ousadia sem as devidas precauções defensivas levou o Tigre pro buraco da degola. Cuidados na defesa, muita determinação na marcação e contra-ataques em velocidade levaram a equipe a respirar pela primeira vez no campeonato.
Time de Wagner Lopes alternou o 4-2-3-1 para defender com o 4-3-3 na hora de atacar. Permitiu o domínio de um Linense (4-5-1) com bom toque de bola mas sem objetividade na penetração e nas raras conclusões.
No primeiro tempo, o Linense tinha a posse de bola e o São Bernardo, com zagueiros e volantes fixos, esperava o momento certo para o contragolpe.
Foi o que aconteceu aos 25 minutos, quando Dudu roubou a bola de Lenilson no meio-campo e tocou para Fernando Baiano pela direita. Cruzamento encontrou Bady, que, da entrada da área, acertou belo chute no ângulo direito: 1 a 0.
Daí até o final do primeiro tempo, pouco mudou. O Linense perdeu um pouco de ritmo e não teve ousadia. Por isso o Tigre não encontrou espaços para contra-atacar. Nem precisava.
No segundo tempo, mesmo prendendo os volantes Dudu e Daniel Pereira, o São Bernardo voltou com mais volume de jogo e maior presença ofensiva.
Surpresa agradável. Mas quem chegou duas vezes com perigo foi o Linense, com Fausto e Gilsinho (bela defesa de Wilson Júnior).
Aos 20 minutos, Wagner Lopes mudou o esquema. Ao colocar outro volante, Gleidson, no lugar do atacante Ricardinho, armou o time num 4-3-1-2. Por isso o Linense foi dominado e chegou ainda menos.
O golpe fatal do Tigre aconteceu de novo em contra-ataque, aos 38 minutos, com os dois atacantes: Fernando Baiano tocou para Gil na esquerda e foi pra área para concluir o cruzamento depois da furada do zagueirão.
Vitória justa diante de um time ajustado, que continua brigando pela vaga mas não teve objetividade nem juízo. Foi pego no contrapé por um São Bernardo, que, felizmente, parou de pensar que joga mais do que a realidade mostra.
Por que venceu? Porque voltou a jogar com a humildade após cansar de dar murro em ponta de faca e partir pra cima de qualquer adversário que visse pela frente.
Ousadia sem as devidas precauções defensivas levou o Tigre pro buraco da degola. Cuidados na defesa, muita determinação na marcação e contra-ataques em velocidade levaram a equipe a respirar pela primeira vez no campeonato.
Time de Wagner Lopes alternou o 4-2-3-1 para defender com o 4-3-3 na hora de atacar. Permitiu o domínio de um Linense (4-5-1) com bom toque de bola mas sem objetividade na penetração e nas raras conclusões.
No primeiro tempo, o Linense tinha a posse de bola e o São Bernardo, com zagueiros e volantes fixos, esperava o momento certo para o contragolpe.
Foi o que aconteceu aos 25 minutos, quando Dudu roubou a bola de Lenilson no meio-campo e tocou para Fernando Baiano pela direita. Cruzamento encontrou Bady, que, da entrada da área, acertou belo chute no ângulo direito: 1 a 0.
Daí até o final do primeiro tempo, pouco mudou. O Linense perdeu um pouco de ritmo e não teve ousadia. Por isso o Tigre não encontrou espaços para contra-atacar. Nem precisava.
No segundo tempo, mesmo prendendo os volantes Dudu e Daniel Pereira, o São Bernardo voltou com mais volume de jogo e maior presença ofensiva.
Surpresa agradável. Mas quem chegou duas vezes com perigo foi o Linense, com Fausto e Gilsinho (bela defesa de Wilson Júnior).
Aos 20 minutos, Wagner Lopes mudou o esquema. Ao colocar outro volante, Gleidson, no lugar do atacante Ricardinho, armou o time num 4-3-1-2. Por isso o Linense foi dominado e chegou ainda menos.
O golpe fatal do Tigre aconteceu de novo em contra-ataque, aos 38 minutos, com os dois atacantes: Fernando Baiano tocou para Gil na esquerda e foi pra área para concluir o cruzamento depois da furada do zagueirão.
Vitória justa diante de um time ajustado, que continua brigando pela vaga mas não teve objetividade nem juízo. Foi pego no contrapé por um São Bernardo, que, felizmente, parou de pensar que joga mais do que a realidade mostra.
sexta-feira, 8 de março de 2013
Marta sabe onde pisa e do quê fala? Tomara!
Série de entrevistas do Diario do Grande ABC com secretários e diretores de Esporte do Grande ABC tem sido interessante.
Talvez os dirigentes pudessem ser um pouco mais questionados, emparedados, até, para provarem que ao menos sabem do que estão falando. Mas, pra começar, tá bom.
Tomara que, com o passar do tempo, nossos companheiros cobrem com responsabilidade, mostrem os erros e o caminho correto se os dirigentes abusarem da incompetência.
Por falar de abuso, entrevista de Marta Sobral, segunda-feira, me causou certa estranheza. Não pelas "declarações", mas pelas respostas escolhidas a dedo. Com certeza, escritas a pelo menos 12 mãos.
Isso mesmo: no mínimo12 mãos! Ao contrário de outros comandantes do Esporte, neste quesito Marta Sobral começa mal ao não responder de forma direta, pessoal, mesmo que estivesse protegida por assessores.
Sem conhecimento de causa e ainda sem familiaridade com todas as coisas de um esporte andreense em decadência, o que é perdoável, nossa grande jogadora de basquete não foi pro rebote.
Claramente, nossa pivô entregou a tarefa de responder às perguntas do DGABC a asseclas de competência profissional e esportiva duvidosa. Podem entender de politicagem e puxa-saquismo...
Marta está chegando. Precisa tomar pé da situação para não cair do cavalo. Está no meio de ratos espertos, prontos para tomar conta do queijo.
Repito o que já escrevi há algum tempo: se Marta não se impuser, não escolher as pessoas certas para os lugares certos, vai ser engolidada pela cartilha de acertos e compensações políticas. Cuidado!
Seus asseclas escrevem com os olhos nos Jogos Olímpicos (2016) e na Copa do Mundo de Futebol (2014). Grande reforma no Estádio Bruno Daniel e mais uma no Complexo Esportivo Pedro Dell'Antonia não deveriam ser prioridades.
Respostas detalhadas, elaboradas, sem titubeios e sem questionamentos, são do Gabinete e da Secretaria de Obras e Serviços Públicos. Será que precisa? Lógico que não! Pelo menos agora.
Resgatar o esporte andreense faz parte do plano de governo de qualquer político mais bobinho, juvenil. Só que ninguém faz nada de concreto.
Sem investimento -- o orçamento do esporte de Santo André continua sendo pífio --, sem parceria, sem comprometimento e sem competência não se chega a lugar algum, cara Marta!
Por sinal, a secretaria de Esporte e Lazer ainda não é realidade. Prefeito não pode simplesmente passar por cima da Câmara sem pensar nas consequências financeiras.
Centros de Iniciação no Esporte, programa do Governo Federal, se passarem de conversa mole, significariam bom recomeço. Periferia não pode mesmo ser esquecida.
Assim como a iniciação esportiva, a valorização da base deve ser exercitada em todos os espaços públicos. E disso Marta entende bem. Se não olhar para a criança com carinho, vai olhar pra quem?
Também vai ter de estar atenta aos eventos envolvendo adolescentes, jovens e idosos, e para os programas de inserção social voltados aos deficientes.
Alto rendimento não pode ser esquecido, mas custa caro e não é prioridade. Só não pode ser esquecido e desrespeitado. Devagar com o andor! Muito trabalho, mas sem promessas de parcerias cada vez mais difíceis.
Futebol amador é outro segmento importante. Desde que os campos distritais sejam cuidados e sua utilização regulamentada sem viés político-partidário. Verba específica deve existir, mas com rigidez na distribuição e na fiscalização de atos e espaços.
Tomara, mesmo, que Marta não seja engolida por ratos em forma de gente (mesquinha, traiçoeira). E que na próxima entrevista nossa grande pivô apareça de cara limpa, com informações consistentes e promessas condizentes.
Por favor, Marta, pelo esporte, ganhe esse rebote.
Talvez os dirigentes pudessem ser um pouco mais questionados, emparedados, até, para provarem que ao menos sabem do que estão falando. Mas, pra começar, tá bom.
Tomara que, com o passar do tempo, nossos companheiros cobrem com responsabilidade, mostrem os erros e o caminho correto se os dirigentes abusarem da incompetência.
Por falar de abuso, entrevista de Marta Sobral, segunda-feira, me causou certa estranheza. Não pelas "declarações", mas pelas respostas escolhidas a dedo. Com certeza, escritas a pelo menos 12 mãos.
Isso mesmo: no mínimo12 mãos! Ao contrário de outros comandantes do Esporte, neste quesito Marta Sobral começa mal ao não responder de forma direta, pessoal, mesmo que estivesse protegida por assessores.
Sem conhecimento de causa e ainda sem familiaridade com todas as coisas de um esporte andreense em decadência, o que é perdoável, nossa grande jogadora de basquete não foi pro rebote.
Claramente, nossa pivô entregou a tarefa de responder às perguntas do DGABC a asseclas de competência profissional e esportiva duvidosa. Podem entender de politicagem e puxa-saquismo...
Marta está chegando. Precisa tomar pé da situação para não cair do cavalo. Está no meio de ratos espertos, prontos para tomar conta do queijo.
Repito o que já escrevi há algum tempo: se Marta não se impuser, não escolher as pessoas certas para os lugares certos, vai ser engolidada pela cartilha de acertos e compensações políticas. Cuidado!
Seus asseclas escrevem com os olhos nos Jogos Olímpicos (2016) e na Copa do Mundo de Futebol (2014). Grande reforma no Estádio Bruno Daniel e mais uma no Complexo Esportivo Pedro Dell'Antonia não deveriam ser prioridades.
Respostas detalhadas, elaboradas, sem titubeios e sem questionamentos, são do Gabinete e da Secretaria de Obras e Serviços Públicos. Será que precisa? Lógico que não! Pelo menos agora.
Resgatar o esporte andreense faz parte do plano de governo de qualquer político mais bobinho, juvenil. Só que ninguém faz nada de concreto.
Sem investimento -- o orçamento do esporte de Santo André continua sendo pífio --, sem parceria, sem comprometimento e sem competência não se chega a lugar algum, cara Marta!
Por sinal, a secretaria de Esporte e Lazer ainda não é realidade. Prefeito não pode simplesmente passar por cima da Câmara sem pensar nas consequências financeiras.
Centros de Iniciação no Esporte, programa do Governo Federal, se passarem de conversa mole, significariam bom recomeço. Periferia não pode mesmo ser esquecida.
Assim como a iniciação esportiva, a valorização da base deve ser exercitada em todos os espaços públicos. E disso Marta entende bem. Se não olhar para a criança com carinho, vai olhar pra quem?
Também vai ter de estar atenta aos eventos envolvendo adolescentes, jovens e idosos, e para os programas de inserção social voltados aos deficientes.
Alto rendimento não pode ser esquecido, mas custa caro e não é prioridade. Só não pode ser esquecido e desrespeitado. Devagar com o andor! Muito trabalho, mas sem promessas de parcerias cada vez mais difíceis.
Futebol amador é outro segmento importante. Desde que os campos distritais sejam cuidados e sua utilização regulamentada sem viés político-partidário. Verba específica deve existir, mas com rigidez na distribuição e na fiscalização de atos e espaços.
Tomara, mesmo, que Marta não seja engolida por ratos em forma de gente (mesquinha, traiçoeira). E que na próxima entrevista nossa grande pivô apareça de cara limpa, com informações consistentes e promessas condizentes.
Por favor, Marta, pelo esporte, ganhe esse rebote.
Ramalhão perde em Guará. E daí?
O fato de o Santo André ter perdido invencibilidade de seis jogos -- quatro vitórias e dois empates -- quarta-feira em Guaratinguetá significa muito menos do que alguns torcedores mais precipitados têm comentado pela cidade.
Time de Arnaldo Lira não foi bem, mas vem de sequência muito boa na Segundona. Portanto, perder fora de casa, de outro adversário em ascensão, não deve abalar os alicerces emocionais do elenco.
Décimo colocado com 19 pontos ganhos ( cinco vitórias, quatro empates e quatro derrotas) em 39 disputados, o Ramalhão tem aproveitamento de 48,7%. Nada mal pra quem cansou de ser saco de pancadas sob o descomando do Sagedd.
Se os números e os próximos jogos forem analisados com atenção, não fica difícil afirmar que a equipe tem plenas condições de emplacar entre os oito classificados à próxima fase.
Ao Santo André faltam seis jogos ( 18 pontos), sendo três no Bruno Daniel e três fora. A começar pelo de amanhã, em casa, contra o Red Bull, 14º colocado com 16 pontos ganhos.
Na sequência o Ramalhão vai ao Vale do Paraíba pegar o São José (8º) e a Ribeirão Preto, onde enfrenta o Comercial (6º). Depois recebe o Juventus (19º) e o Noroeste (11º). Encerra a primeira fase dia 31 em Araraquara, contra a Ferroviária, hoje em 15º.
Pra quem tem mostrado evolução e competência, inclusive fora de casa, a tabela não assusta. Pelo contrário; apresenta perspectivas otimistas. Só não pode dar mole diante da torcida. Precisa se impor e ganhar os três pontos.
Por falar em ganhar, também tenho ouvido e lido nas redes sociais alguns torcedores a tecer críticas a possível declaração do presidente Celso Luiz de Almeida de que o objetivo é fugir do rebaixamento.
Respeito o torcedor mais otimista, mas discordo. Experiente e ponderado, o presidente sempre teve o cuidado de não abusar do otimismo, desde que assumiu verdadeiro rabo de foguete.
Pra quem vinha numa draga danada, não cair já é bom negócio. Afinal, transição diretiva e reformulação do Departamento de Futebol não podem ser ignorados. Se errar, dança.
Afirmação de Celso Luiz não significa abrir mão do acesso. Ninguém é louco. Se o time embalou e pode chegar, que se lute pela vaga. Precaução é virtude de macaco velho, raposa do futebol.
O que vier é lucro. Racional, o presidente está certo. O que não impede o torcedor apaixonado de sonhar mais alto. Cada um na sua!
Time de Arnaldo Lira não foi bem, mas vem de sequência muito boa na Segundona. Portanto, perder fora de casa, de outro adversário em ascensão, não deve abalar os alicerces emocionais do elenco.
Décimo colocado com 19 pontos ganhos ( cinco vitórias, quatro empates e quatro derrotas) em 39 disputados, o Ramalhão tem aproveitamento de 48,7%. Nada mal pra quem cansou de ser saco de pancadas sob o descomando do Sagedd.
Se os números e os próximos jogos forem analisados com atenção, não fica difícil afirmar que a equipe tem plenas condições de emplacar entre os oito classificados à próxima fase.
Ao Santo André faltam seis jogos ( 18 pontos), sendo três no Bruno Daniel e três fora. A começar pelo de amanhã, em casa, contra o Red Bull, 14º colocado com 16 pontos ganhos.
Na sequência o Ramalhão vai ao Vale do Paraíba pegar o São José (8º) e a Ribeirão Preto, onde enfrenta o Comercial (6º). Depois recebe o Juventus (19º) e o Noroeste (11º). Encerra a primeira fase dia 31 em Araraquara, contra a Ferroviária, hoje em 15º.
Pra quem tem mostrado evolução e competência, inclusive fora de casa, a tabela não assusta. Pelo contrário; apresenta perspectivas otimistas. Só não pode dar mole diante da torcida. Precisa se impor e ganhar os três pontos.
Por falar em ganhar, também tenho ouvido e lido nas redes sociais alguns torcedores a tecer críticas a possível declaração do presidente Celso Luiz de Almeida de que o objetivo é fugir do rebaixamento.
Respeito o torcedor mais otimista, mas discordo. Experiente e ponderado, o presidente sempre teve o cuidado de não abusar do otimismo, desde que assumiu verdadeiro rabo de foguete.
Pra quem vinha numa draga danada, não cair já é bom negócio. Afinal, transição diretiva e reformulação do Departamento de Futebol não podem ser ignorados. Se errar, dança.
Afirmação de Celso Luiz não significa abrir mão do acesso. Ninguém é louco. Se o time embalou e pode chegar, que se lute pela vaga. Precaução é virtude de macaco velho, raposa do futebol.
O que vier é lucro. Racional, o presidente está certo. O que não impede o torcedor apaixonado de sonhar mais alto. Cada um na sua!
terça-feira, 5 de março de 2013
O ministro demagogo e o colunista apaixonado
As opiniões do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e do colunista de Veja, J.R.Guzzo, merecem ser respeitadas.
Porém, afrontam o bom senso. Insistem em flertar com o absurdo da demagogia política, da paixão clubista e da irresponsabilidade jornalística, como bem escreveu meu amigo Daniel Lima.
Em entrevista ao Estadão, o ministro voltou a defender o indefensável. Ao menos pra pessoas que têm o mínimo de caráter e vergonha na cara.
Com extrema cara de pau e disposto a fazer média às vésperas da Copa do Mundo no Brasil, este senhor vem a público para sugerir anistia às dívidas e isenção fiscal aos clubes.
Entre eles o Corinthians, bicampeão mundial, que está na lista de maus pagadores da Receita Federal.
Afinal, pra quê recolher Imposto de Renda, Contribuição Social sobre Lucro Líquido, PIS e Confins?
Embora lei de 1998 tenha retirado a isenção fiscal dos clubes de futebol profissional, o ministro quer que os motivos da cobrança sejam reavaliados.
Pura demagogia! Politicagem repugnante sob a nada consistente justificativa de que nossos clubes não visam lucro. Tudo pelo amor ao futebol. Me engana que eu gosto! Posso ser meio trouxa, mas não sou trouxa por inteiro.
Tá de brincadeira, nobre ministro! Dirigentes de clubes são especialistas em falcatruas. Haja vista o gigantismo do débito que a maioria tem com o INSS. Sacanagem e má administração.
Quer dizer que, se eu devo, sou obrigado a pagar ou perco até a cueca para o governo! Mas quem aplica calote sobre calote e se esconde sob o manto do "sem fins lucrativos" ou sob o cobertor da indecência governamental não esbarra nos rigores da lei?
Sem essa, ministro! Não nos trate como imbecis, por favor. Seja menos omisso e mais inteligente!
Quanto ao colunista apaixonado, ainda não consegui digerir. A começar pelo título (Bem feito), o bom profissional J.R. Guzzo cometeu barbeiragens imperdoáveis.
Ao imputar plena culpa ao Corinthians no caso do menino boliviano morto pelo maldito sinalizador, o articulista generalizou de forma primária, infantil. Como jornalista, um erro de foca.
Tanto quanto ao insinuar que o jovem brasileiro foi "fabricado", obrigado a assumir o crime. O menor estaria a proteger marmanjos por ser imune a qualquer pena mais drástica.
Ao definir as torcidas organizadas como "marginais, delinquentes, bandidagem", com a "cumplicidade" dos dirigentes do clube, Guzzo volta a incorrer na perigosa generalização.
Lógico que há bandidos e maus elementos nas organizadas, mas também há pessoas do bem.Têm, até, um lado bom, quando cobram e incentivam. Particularmente, não as vejo, as organizadas, com bons olhos. Tenho inúmeras restrições.
Jornalista escreve, ainda, que o Pacaembu vazio foi o "tribunal para um caso raro de aplicação de justiça imediata contra a criminalidade no futebol brasileiro". E mais: "cúmplice ativo de criminosos.
Quanta besteira, senhor Guzzo! Parece coisa de anticorintiano com dor-de-cotovelo. Quanta insensatez, senhor Guzzo! Palavras acusatórias tão pesadas e impróprias quanto inconsistentes, maldosas, generalistas e irresponsáveis.
Especialmente quando partem de um jornalista respeitável. Pena que, aparentemente, travestido de torcedor apaixonado por algum clube que não o bicampeão do mundo.
A partir de agora, vou ler suas boas colunas com maior rigidez. De seu fã, posso passar a duvidar da veracidade de suas opiniões e ser um crítico contumaz.
Com certeza, terei mais argumentos e mais responsabilidade profissional. Sem paixão incontrolável. Com o mínimo de racionalidade. Sem agir como torcedor comum.
Porém, afrontam o bom senso. Insistem em flertar com o absurdo da demagogia política, da paixão clubista e da irresponsabilidade jornalística, como bem escreveu meu amigo Daniel Lima.
Em entrevista ao Estadão, o ministro voltou a defender o indefensável. Ao menos pra pessoas que têm o mínimo de caráter e vergonha na cara.
Com extrema cara de pau e disposto a fazer média às vésperas da Copa do Mundo no Brasil, este senhor vem a público para sugerir anistia às dívidas e isenção fiscal aos clubes.
Entre eles o Corinthians, bicampeão mundial, que está na lista de maus pagadores da Receita Federal.
Afinal, pra quê recolher Imposto de Renda, Contribuição Social sobre Lucro Líquido, PIS e Confins?
Embora lei de 1998 tenha retirado a isenção fiscal dos clubes de futebol profissional, o ministro quer que os motivos da cobrança sejam reavaliados.
Pura demagogia! Politicagem repugnante sob a nada consistente justificativa de que nossos clubes não visam lucro. Tudo pelo amor ao futebol. Me engana que eu gosto! Posso ser meio trouxa, mas não sou trouxa por inteiro.
Tá de brincadeira, nobre ministro! Dirigentes de clubes são especialistas em falcatruas. Haja vista o gigantismo do débito que a maioria tem com o INSS. Sacanagem e má administração.
Quer dizer que, se eu devo, sou obrigado a pagar ou perco até a cueca para o governo! Mas quem aplica calote sobre calote e se esconde sob o manto do "sem fins lucrativos" ou sob o cobertor da indecência governamental não esbarra nos rigores da lei?
Sem essa, ministro! Não nos trate como imbecis, por favor. Seja menos omisso e mais inteligente!
Quanto ao colunista apaixonado, ainda não consegui digerir. A começar pelo título (Bem feito), o bom profissional J.R. Guzzo cometeu barbeiragens imperdoáveis.
Ao imputar plena culpa ao Corinthians no caso do menino boliviano morto pelo maldito sinalizador, o articulista generalizou de forma primária, infantil. Como jornalista, um erro de foca.
Tanto quanto ao insinuar que o jovem brasileiro foi "fabricado", obrigado a assumir o crime. O menor estaria a proteger marmanjos por ser imune a qualquer pena mais drástica.
Ao definir as torcidas organizadas como "marginais, delinquentes, bandidagem", com a "cumplicidade" dos dirigentes do clube, Guzzo volta a incorrer na perigosa generalização.
Lógico que há bandidos e maus elementos nas organizadas, mas também há pessoas do bem.Têm, até, um lado bom, quando cobram e incentivam. Particularmente, não as vejo, as organizadas, com bons olhos. Tenho inúmeras restrições.
Jornalista escreve, ainda, que o Pacaembu vazio foi o "tribunal para um caso raro de aplicação de justiça imediata contra a criminalidade no futebol brasileiro". E mais: "cúmplice ativo de criminosos.
Quanta besteira, senhor Guzzo! Parece coisa de anticorintiano com dor-de-cotovelo. Quanta insensatez, senhor Guzzo! Palavras acusatórias tão pesadas e impróprias quanto inconsistentes, maldosas, generalistas e irresponsáveis.
Especialmente quando partem de um jornalista respeitável. Pena que, aparentemente, travestido de torcedor apaixonado por algum clube que não o bicampeão do mundo.
A partir de agora, vou ler suas boas colunas com maior rigidez. De seu fã, posso passar a duvidar da veracidade de suas opiniões e ser um crítico contumaz.
Com certeza, terei mais argumentos e mais responsabilidade profissional. Sem paixão incontrolável. Com o mínimo de racionalidade. Sem agir como torcedor comum.
segunda-feira, 4 de março de 2013
Tigre reage, Azulão afina e Ramalhão confirma
O futebol profissional do Grande ABC continua entre altos e baixos. Na elite estadual, o Tigre ameaça reagir, mas o Azulão não vai pra briga. Lanterna continua afinando diante de qualquer macho brigador.
Já o Ramalhão segue de vento em popa após a chegada do técnico Arnaldo Lira. Depois da vitória apertada ( 3 a 2 ) mas importante sobre o lanterna São Carlos, o Santo André assumiu a sexta colocação na Segundona.
Ascendência confirmada. Que bom! Com cinco vitórias, quatro empates e três derrotas em 12 jogos, o Ramalhão está entre os oito que passam à próxima fase, quando tudo pode acontecer.
Até mesmo voltar à Primeira Divisão se ficar em primeiro ou segundo lugar num dos dois grupos de quatro na classificatória seguinte.
Se o elenco não deixar a peteca cair, o acesso deixa de ser utopia pra quem sabe de cor e salteado o caminho do inferno.
Exatamente o caminho que o São Caetano insiste em trilhar sob o comando do experiente Geninho. O time não engrena, não passa confiança, firmeza.
Derrota em casa, para o Botafogo, voltou a mostrar buracos defensivos, intensidade oscilante e competências técnica e emocional inconsistentes. Ingredientes de quem adora descer ladeira sem freio.
Empate seria mais justo. No pênalti, mais uma vez, Paulo César de Oliveira foi mais realista do que o rei. Bola na mão e segue o jogo, juizão!
Geninho pode estar com os dias contados. Só faltam nove rodadas. São 27 pontos em disputa e especialistas garantem que o Azulão precisa totalizar 20. Então, faltam 15. Pra quem ganhou só cinco em 30...
Já o São Bernardo, com nove pontos conquistados, precisaria de mais 11 para escapar do descenso.
Tarefa não é tão hercúlea quanto à do rival.
Vitória de 2 a 0 sobre o Ituano mostrou um time mais humilde e marcador do que ousado, mas com equilíbrio necessário para sair de uma zona perigosa. Dedo de Wagner Lopes já se faz sentir.
Já o Ramalhão segue de vento em popa após a chegada do técnico Arnaldo Lira. Depois da vitória apertada ( 3 a 2 ) mas importante sobre o lanterna São Carlos, o Santo André assumiu a sexta colocação na Segundona.
Ascendência confirmada. Que bom! Com cinco vitórias, quatro empates e três derrotas em 12 jogos, o Ramalhão está entre os oito que passam à próxima fase, quando tudo pode acontecer.
Até mesmo voltar à Primeira Divisão se ficar em primeiro ou segundo lugar num dos dois grupos de quatro na classificatória seguinte.
Se o elenco não deixar a peteca cair, o acesso deixa de ser utopia pra quem sabe de cor e salteado o caminho do inferno.
Exatamente o caminho que o São Caetano insiste em trilhar sob o comando do experiente Geninho. O time não engrena, não passa confiança, firmeza.
Derrota em casa, para o Botafogo, voltou a mostrar buracos defensivos, intensidade oscilante e competências técnica e emocional inconsistentes. Ingredientes de quem adora descer ladeira sem freio.
Empate seria mais justo. No pênalti, mais uma vez, Paulo César de Oliveira foi mais realista do que o rei. Bola na mão e segue o jogo, juizão!
Geninho pode estar com os dias contados. Só faltam nove rodadas. São 27 pontos em disputa e especialistas garantem que o Azulão precisa totalizar 20. Então, faltam 15. Pra quem ganhou só cinco em 30...
Já o São Bernardo, com nove pontos conquistados, precisaria de mais 11 para escapar do descenso.
Tarefa não é tão hercúlea quanto à do rival.
Vitória de 2 a 0 sobre o Ituano mostrou um time mais humilde e marcador do que ousado, mas com equilíbrio necessário para sair de uma zona perigosa. Dedo de Wagner Lopes já se faz sentir.
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