Segunda-feira foi conturbada na Câmara Municipal de Santo André. Calma, pessoal!Desta vez os vereadores não tiveram espaço para expor incompetências, falar besteiras ou trocar farpas em plenário.
Audiência pública provocada por abaixo-assinado com mais de duas mil adesões para questionar o anunciado fim do vôlei masculino da cidade foi das mais concorridas.
Pra variar, o secretário de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo, Edson Salvo de Mello, fugiu da raia. O que não é novidade! Ele é um estranho no ninho. Não conhece o assunto, não respeita o esporte e não se expõe.
O chefe fujão mandou o diretor de Esportes, Almir Padalino, para dar a cara a tapa e tentar justificar o anunciado fim do oneroso mas tradicional vôlei masculino de tantas glórias.
Além de respostas superficiais, dizem que o diretor foi uma ponte pênsil de insegurança, um verdadeiro muro de lamentações e acusações contra administrações anteriores. Não convenceu!
Pior! Depois de uma hora e meia de blá-blá-blá, o diretor solitário -- e, dizem as más línguas, extremamente individualista, convencido e pretensioso -- foi desmentido pelo próprio supersecretário Nilson Bonome.
O homem-forte da administração Aidan Ravin falou forte e garantiu a continuidade da equipe: "Vamos esquecer o passado e no preocupar com o presente. Não adianta ficar culpando as pessoas que por aqui passaram. É preciso resolver o problema... O vôlei não vai acabar" -- afirmou Bonome.
Resolver como? Não é fácil! O esporte é caro. E palavras não são sinônimo de ação, de atitudes coerentes, de respeito, de identificação, de competência, de estrutura, de organização, de trabalho, de profissionalismo, de comprometimento, de sensibilidade, de carinho, de visão, de investimento.
Falta tudo isso ao esporte de Santo André. E não é de agora. E não apenas ao vôlei. Falta um pouco de tudo para todas as modalidades. E por culpa de todos nós. A responsabilidade principal é do poder público, mas onde está o empresariado? Onde está a sociedade?
Como disse Moreno, ex-diretor de Esportes e ex-ícone do vôlei mundial, a sociedade, que antes compartilhava e enchia ginásios, hoje está longe, insensível.
Como lembra o amigo e também ex-capitão William, outro expoente do vôlei que chegou a ser cogitado para comandar o Esporte, Santo André chegou a ceder 60% de delegações olímpicas e hoje, lamentavelmente, disputa a Segunda Divisão dos Jogos Abertos.
Está certo que a realidade é outra. Pensar nas conquistas quase sempre respaldadas pela Pirelli é inevitável. Mas reviver aquela história brilhante e sonhar com uma Santo André a respirar e se orgulhar das conquistas do esporte é utopia.
Nosso basquete feminino é exceção. Mas não tem público, não sensibiliza. Campeão nacional e perto do título paulista, o time de Laís e Arilza joga para poucos.
Isso não significa, no entanto, que nosso esporte deva ser esquecido, desrespeitado, ignorado. Querendo, dá para implantar uma política pública de esporte a longo prazo.
O problema é que achar algum político minimamente identificado e comprometido com as coisas do esporte. Como já escrevi, todos são muito semelhantes nas incompetências. Alguém confia?
quarta-feira, 18 de maio de 2011
sábado, 14 de maio de 2011
Basquete de Laís na final. E a torcida?
Depois de ganhar o título da Liga Nacional, o basquete feminino de Santo André -- também conhecido como basquete da Laís -- está de novo na decisão do Campeonato Paulista.
Ontem à tarde, no quase vazio Complexo Esportivo Pedro Dell'Antonia, as meninas não encontraram maiores dificuldades para superar Catanduva e chegar à melhor-de-cinco da finalíssima.
Para conquistar um título estadual que não vem desde 95, Santo André precisa superar Americana, que agora há pouco passou por Ourinhos com méritos e tenta repetir a conquista de 2010, exatamente em cima de Santo André.
Triste foi ver um time tão competente, tão certinho, tão aplicado, jogar para pouquíssimos torcedores. Nada mais do que parentes, amigos e a meninada das escolinhas de Arilza e cia.
Uma pena! E isso acontece há bom tempo. Tenho saudade da época em que o torcedor prestigiava o futebol, o vôlei, o basquete, enfim, o esporte andreense.
O basquete que as meninas da Laís tem mostrado nos últimos meses é digno de ginásio lotado. O basquete de Êga, Kátia e cia merece muito mais do que os gritos de meia duzia de componentes da Furia Andreense. Com todo respeito!
Assim como no ano passado, a final tem tudo para primar pelo equilíbrio. A começar pelo comando no banco de reservas. Laís e Zanon privilegiam sistemas defensivos, exatamente onde se iniciam contraataques sustentados que terminam em sucesso.
Só que, na minha opinião, ao contrário de 2010, hoje o ligeiro favoritismo fica com Santo André, um time mais consistente, mais organizado, mais equilibrado e com individualidades de maior peso na hora de decidir.
Se Americana tem Karina, Carla, Silvinha e Fernanda, Santo André tem Êga, Ariadna, Kátia e Micaela em excelente fase. A cubana Ariadna é excepcional. Parece o Neymar do basquete. Possessa! Indomável!
Fica a torcida para o público prestigie. Fica a sugestão para que a Prefeitura divulgue o evento à exaustão e lote o Dell'Antonia.
Autarquia da PMSA e "patrocinador" da equipe, com certeza o Semasa vai intensificar o apoio pontual e, quem sabe, renovar a parceria.
Ontem à tarde, no quase vazio Complexo Esportivo Pedro Dell'Antonia, as meninas não encontraram maiores dificuldades para superar Catanduva e chegar à melhor-de-cinco da finalíssima.
Para conquistar um título estadual que não vem desde 95, Santo André precisa superar Americana, que agora há pouco passou por Ourinhos com méritos e tenta repetir a conquista de 2010, exatamente em cima de Santo André.
Triste foi ver um time tão competente, tão certinho, tão aplicado, jogar para pouquíssimos torcedores. Nada mais do que parentes, amigos e a meninada das escolinhas de Arilza e cia.
Uma pena! E isso acontece há bom tempo. Tenho saudade da época em que o torcedor prestigiava o futebol, o vôlei, o basquete, enfim, o esporte andreense.
O basquete que as meninas da Laís tem mostrado nos últimos meses é digno de ginásio lotado. O basquete de Êga, Kátia e cia merece muito mais do que os gritos de meia duzia de componentes da Furia Andreense. Com todo respeito!
Assim como no ano passado, a final tem tudo para primar pelo equilíbrio. A começar pelo comando no banco de reservas. Laís e Zanon privilegiam sistemas defensivos, exatamente onde se iniciam contraataques sustentados que terminam em sucesso.
Só que, na minha opinião, ao contrário de 2010, hoje o ligeiro favoritismo fica com Santo André, um time mais consistente, mais organizado, mais equilibrado e com individualidades de maior peso na hora de decidir.
Se Americana tem Karina, Carla, Silvinha e Fernanda, Santo André tem Êga, Ariadna, Kátia e Micaela em excelente fase. A cubana Ariadna é excepcional. Parece o Neymar do basquete. Possessa! Indomável!
Fica a torcida para o público prestigie. Fica a sugestão para que a Prefeitura divulgue o evento à exaustão e lote o Dell'Antonia.
Autarquia da PMSA e "patrocinador" da equipe, com certeza o Semasa vai intensificar o apoio pontual e, quem sabe, renovar a parceria.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Inocência comovente
Conversa de homem. Quer dizer, de um avô cinquentão com o neto de apenas quatro anos.
-- Vô Raddi, minha mãe mandô te dá um abraço bem forte quando você me pegá aqui na minha escola.
-- Então, tá esperando o quê, já tamu no carro.
-- Então tá! Da aí um abraço de amigão do peito!
Abraço dado, nó na garganta e lágrima inevitável. Também indisfarçável.
Esperto, ligeiro, Victor percebe e não perde tempo.
-- Vô Raddi, cê tá chorano? Por que?
-- Tô! É saudade. Tô triste por causa do vô, do bisavô Valério.
-- Ele foi embora, lá pro céu, né vô?
-- Pois é, Vitão, foi!
-- Do que ele subiu pro céu?
Silêncio. Silêncio de um vô que não sabe o quê responder.
Dois ou três segundos depois...
-- Não sei! Só sei que papai do céu chamou. Chegou a hora e o bisavô Valério foi. Nem teimou. Foi sereno. Mas foi melhor assim. Ele não sofreu. Só não sei se ele foi de avião ou outra coisa.
-- Eu sei! Foi de para-queda.
-- Não, meu, para-quedas não dá!
-- Então foi de balão!
-- Pode ser. Pode ser.
-- Vô, não chora não. Não fica triste. Agora ele virô estrelinha, como o bisavô Mário.
-- É mesmo?
-- É sim! Olha... Agora ele vai virá um ovo.
-- Um ovo?
-- É! Presta atenção, vô Raddi! Depois que ele vira ovo, ele pula de para-queda e volta pra cá, pra terra.
-- Nossa, que legal!
-- Fica tudo normal. E nois vamu lá na chácara pescá tilapinha, né?
-- Tilapinha?
-- É! Tilapinha, tilapona, que nem o vô Valério. Até traíra, bem grandona, que nem o vô Valério.
-- Muito legal! Então, vamu esperá.
-- Tá bom!
Três/quatro minutos depois, no caminho da casa da Maira, a ferinha volta a fazer pergunta "fácil".
-- Vô Raddi, ainda bem que nois paramu na fera, comemu pastel e tomamu caldo de cana. Daí você esqueceu e parou de chorá, né?
-- É! Verdade!
-- Vô, você tamém vai virá estrelinha?
-- Vou. Mas quero demorá. Quero vê você crescê.
-- Mas eu não quero que você vire estrelinha, nunca. Tá bom?
De novo, silêncio e lágrima. Frutos de uma inocência comovente.
Obrigado, meu neto! Obrigado meus filhos! Obrigado meu pai! Por tudo.
P.S.: dias depois, no complemento da "conversa de homem", Victor encontrou a solução para que eu não vire estrelinha, nunca: "Vô Raddi, já sei. Vou fechar o céu". Estamos recrutando pedreiros e serventes para levantar "um muro enorme". E vamos terminar antes de sair o estádio do meu Corinthians. Alguém duvida?
-- Vô Raddi, minha mãe mandô te dá um abraço bem forte quando você me pegá aqui na minha escola.
-- Então, tá esperando o quê, já tamu no carro.
-- Então tá! Da aí um abraço de amigão do peito!
Abraço dado, nó na garganta e lágrima inevitável. Também indisfarçável.
Esperto, ligeiro, Victor percebe e não perde tempo.
-- Vô Raddi, cê tá chorano? Por que?
-- Tô! É saudade. Tô triste por causa do vô, do bisavô Valério.
-- Ele foi embora, lá pro céu, né vô?
-- Pois é, Vitão, foi!
-- Do que ele subiu pro céu?
Silêncio. Silêncio de um vô que não sabe o quê responder.
Dois ou três segundos depois...
-- Não sei! Só sei que papai do céu chamou. Chegou a hora e o bisavô Valério foi. Nem teimou. Foi sereno. Mas foi melhor assim. Ele não sofreu. Só não sei se ele foi de avião ou outra coisa.
-- Eu sei! Foi de para-queda.
-- Não, meu, para-quedas não dá!
-- Então foi de balão!
-- Pode ser. Pode ser.
-- Vô, não chora não. Não fica triste. Agora ele virô estrelinha, como o bisavô Mário.
-- É mesmo?
-- É sim! Olha... Agora ele vai virá um ovo.
-- Um ovo?
-- É! Presta atenção, vô Raddi! Depois que ele vira ovo, ele pula de para-queda e volta pra cá, pra terra.
-- Nossa, que legal!
-- Fica tudo normal. E nois vamu lá na chácara pescá tilapinha, né?
-- Tilapinha?
-- É! Tilapinha, tilapona, que nem o vô Valério. Até traíra, bem grandona, que nem o vô Valério.
-- Muito legal! Então, vamu esperá.
-- Tá bom!
Três/quatro minutos depois, no caminho da casa da Maira, a ferinha volta a fazer pergunta "fácil".
-- Vô Raddi, ainda bem que nois paramu na fera, comemu pastel e tomamu caldo de cana. Daí você esqueceu e parou de chorá, né?
-- É! Verdade!
-- Vô, você tamém vai virá estrelinha?
-- Vou. Mas quero demorá. Quero vê você crescê.
-- Mas eu não quero que você vire estrelinha, nunca. Tá bom?
De novo, silêncio e lágrima. Frutos de uma inocência comovente.
Obrigado, meu neto! Obrigado meus filhos! Obrigado meu pai! Por tudo.
P.S.: dias depois, no complemento da "conversa de homem", Victor encontrou a solução para que eu não vire estrelinha, nunca: "Vô Raddi, já sei. Vou fechar o céu". Estamos recrutando pedreiros e serventes para levantar "um muro enorme". E vamos terminar antes de sair o estádio do meu Corinthians. Alguém duvida?
domingo, 8 de maio de 2011
O rio-pardense nota 10
O rio-pardense Cléber Wellington Abade acaba de encerrar a carreira de árbitro de futebol. E, contrariando minha expectativa e meu medo, o fez de forma brilhante.
Clebinho pode até ter tido algum errinho insignificante na primeira final do Paulistão, mas merece nota 10 pela importância da partida.
Considerado chamariz de raios e tempestades, de problemas e polêmicas, desta vez ele foi quase perfeito no 0 a 0 entre Corinthians e Santos.
Do primeiro ao último minuto, Clebinho mostrou o que deveria ter mostrado durante toda a carreira, pautada por altos e baixos. Daí a desconfiança geral.
Porém, para a felicidade da comunidade rio-pardense, hoje foi diferente. Por vários motivos, todos determinantes de uma boa ou má arbitragem.
Primeiro: nosso Porto Real deixou que os holofotes focalizassem estrelas como Neymar. Não chamou as luzes, nem os raios, para si.
Segundo: não perdeu a concentração num segundo sequer. Não oscilou entre bons e
maus momentos.
Terceiro: acompanhou os lances muito de perto, com atenção, seriedade e preparo físico invejáveis.
Quarto: no quesito disciplina, foi quase impecável porque controlou o emocional dos dois times, com advertências e cartões na hora e na medida certas.
Quinto: tecnicamente, Clebinho mostrou que conhece arbitragem. Pena que nem sempre tenha aplicado tudo que sabe.
Sexto: teve critérios claros para apitar faltas para os dois times. Não ficou picando o jogo a cada dividida ou reclamação.
Sétimo: foi elogiado por técnicos e jogadores, fato raro nos dias de hoje. É mais fácil transferir responsabilidades -- né, Felipão?
Quer saber? Abade foi o homem do jogo. Pau a pau com Neymar, o possesso, o endiabrado. Imaginem se ele não estivesse cansado de tantas viagens!
Quanto ao jogo em si, foi equilibrado. Considerando-se esquemas defensivos e ofensivos, domínio, posse de bola e contudência de oportunidades, o resultado foi justo.
Melhor para o Santos, que agora decide na Vila Belmiro, com apoio da torcida. Apesar do cansaço e de pelo menos dois desfalques importantes, o time de Muricy e Neymar vive melhor momento.
Clebinho pode até ter tido algum errinho insignificante na primeira final do Paulistão, mas merece nota 10 pela importância da partida.
Considerado chamariz de raios e tempestades, de problemas e polêmicas, desta vez ele foi quase perfeito no 0 a 0 entre Corinthians e Santos.
Do primeiro ao último minuto, Clebinho mostrou o que deveria ter mostrado durante toda a carreira, pautada por altos e baixos. Daí a desconfiança geral.
Porém, para a felicidade da comunidade rio-pardense, hoje foi diferente. Por vários motivos, todos determinantes de uma boa ou má arbitragem.
Primeiro: nosso Porto Real deixou que os holofotes focalizassem estrelas como Neymar. Não chamou as luzes, nem os raios, para si.
Segundo: não perdeu a concentração num segundo sequer. Não oscilou entre bons e
maus momentos.
Terceiro: acompanhou os lances muito de perto, com atenção, seriedade e preparo físico invejáveis.
Quarto: no quesito disciplina, foi quase impecável porque controlou o emocional dos dois times, com advertências e cartões na hora e na medida certas.
Quinto: tecnicamente, Clebinho mostrou que conhece arbitragem. Pena que nem sempre tenha aplicado tudo que sabe.
Sexto: teve critérios claros para apitar faltas para os dois times. Não ficou picando o jogo a cada dividida ou reclamação.
Sétimo: foi elogiado por técnicos e jogadores, fato raro nos dias de hoje. É mais fácil transferir responsabilidades -- né, Felipão?
Quer saber? Abade foi o homem do jogo. Pau a pau com Neymar, o possesso, o endiabrado. Imaginem se ele não estivesse cansado de tantas viagens!
Quanto ao jogo em si, foi equilibrado. Considerando-se esquemas defensivos e ofensivos, domínio, posse de bola e contudência de oportunidades, o resultado foi justo.
Melhor para o Santos, que agora decide na Vila Belmiro, com apoio da torcida. Apesar do cansaço e de pelo menos dois desfalques importantes, o time de Muricy e Neymar vive melhor momento.
O rio-pardense e a sopa pro azar
Faltam apenas oito minutos para começar a primeira final do Paulistão. Mas ainda dá tempo de ratificar opinião que tenho externado há pelo menos cinco anos.
Não tenho nada contra o cidadão Cléber Wellington Abade. Pelo contrário. Torço por ele. Afinal, somos conterrâneos. Somos rio-pardenses.
Estive ontem em São José do Rio Pardo. A cidade toda torce por seu filho, o Clebinho. Nada mais coerente para que o funcionário da Caixa Econômica Federal encerre carreira de forma gloriosa.
Porém, há poréns. O sorteio apontou o maior para-raios do futebol nacional para apitar a primeira final. É muita sopa pro azar.
A probabilidade de Cléber Wellington Abade ser alvo das maiores atenções e protagonizar um clássico com lances polêmicos e eventos estranhos é enorme.
Se Porto Real-RJ é a cidade brasileira com maior densidade de raios por quilômetro quadrado -- São Caetano é a segunda -- Clebinho é o juizão com maior possibilidade de o raio cair na própria cabeça em plena tarde ensolarada, de céu azul, como hoje.
Não há necessidade de rememorar, mas aposto que o jogo terá anormalidades e escorregões da arbitragem. Não considero Abade um bom árbitro. Além de "azarado", ele apita mal.
Vamos acompanhar de perto. O jogo começou. Boa sorte ao nosso Porto Real.
Não tenho nada contra o cidadão Cléber Wellington Abade. Pelo contrário. Torço por ele. Afinal, somos conterrâneos. Somos rio-pardenses.
Estive ontem em São José do Rio Pardo. A cidade toda torce por seu filho, o Clebinho. Nada mais coerente para que o funcionário da Caixa Econômica Federal encerre carreira de forma gloriosa.
Porém, há poréns. O sorteio apontou o maior para-raios do futebol nacional para apitar a primeira final. É muita sopa pro azar.
A probabilidade de Cléber Wellington Abade ser alvo das maiores atenções e protagonizar um clássico com lances polêmicos e eventos estranhos é enorme.
Se Porto Real-RJ é a cidade brasileira com maior densidade de raios por quilômetro quadrado -- São Caetano é a segunda -- Clebinho é o juizão com maior possibilidade de o raio cair na própria cabeça em plena tarde ensolarada, de céu azul, como hoje.
Não há necessidade de rememorar, mas aposto que o jogo terá anormalidades e escorregões da arbitragem. Não considero Abade um bom árbitro. Além de "azarado", ele apita mal.
Vamos acompanhar de perto. O jogo começou. Boa sorte ao nosso Porto Real.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Brunão: Aidan está certo e não é o único culpado
" O Aidan não faz nada em Santo André. Muito menos pelo esporte. Onde já se viu não arrumar aquela marquise do Bruno Daniel. O gramado, então, é uma vergonha! Time ruim com gramado ruim só pode dar em rebaixamento".
Ouvi a frase hoje de manhã, numa lotérica aqui perto de casa. Provavelmente, aquele senhor de cabelos brancos não leu o Diario do Grande ABC de hoje.
Porém, independentemente de ele ter ou não lido a matéria sobre a anunciada grande reforma do Brunão, não posso concordar plenamente com o desabafo. Respeito, mas não endosso.
Pela idade, provável, ele deveria saber que o estádio também já é quarentão. Como provável torcedor, ou ex, também deveria saber que o comprometimento da cobertura das numeradas é de conhecimento do poder público há mais de 15 anos.
Todos brincaram de empurrar com a barriga Vistorias anteriores foram condescendentes. Portanto, a culpa não é só do prefeito atual.
Sobrou pra ele, inclusive com direito a pressão direcionada de torcidas organizadas e da "assessoria de imprensa" de alta patente fincada do outro lado da avenida.
Aidan Ravin pegou o bonde andando e agora é éncurralado, pressionado a fazer o que outros governos não fizeram. A cidade merece? Sim! O esporte, como um todo e direito do cidadão, merece. Não só o futebol.
Só não sei se o time merece. Se é que não vai pedir licença na Federação Paulista. Também não sei se a reforma, prevista para nove meses em duas etapas, vai mesmo sair do papel.
Só acredito vendo começo, meio e fim da obra. O custo de R$ 8 milhões não é pequeno e vai sacrificar outros setores da sociedade.
Também não sei se eu investiria na reforma. O ideal -- já escrevi sobre isso -- seria uma arena multiuso, em que o futebol poderia utilizar sem monopolizar.
Eventos como shows musicais seriam imprescindíveis para manter o espaço e ainda investir em outros segmentos do esporte. Será que o trauma Menudos ainda não foi superado?
Quanto ao gramado, concordo que esteja uma vergonha. Há muito tempo o pasto não é tão mal cuidado como nos dois últimos anos.
O barato saiu caro, mas não queiram jogar a culpa nos funcionários da Prefeitura. Faltou investir com o mínimo de responsabilidade.
Porém, o prefeitão tem razão quando afirma que o Ramalhão precisa ajudar, pelo menos na manutenção do gramado. O Poder Público já cede e mantém o estádio, além de disponibilizar vários funcionários, sem nada cobrar da gestão empresarial que comanda o futebol profissional da cidade.
Nada mais justo que o Saged dê uma contribuição e se responsabilize pelo tapete verde que deveria ser qualquer gramado decente. Talvez simples permutas publicitárias. Esqueci que Série C nacional e Segundona estadual não têm TV/visibilidade. Esqueçam!
Ouvi a frase hoje de manhã, numa lotérica aqui perto de casa. Provavelmente, aquele senhor de cabelos brancos não leu o Diario do Grande ABC de hoje.
Porém, independentemente de ele ter ou não lido a matéria sobre a anunciada grande reforma do Brunão, não posso concordar plenamente com o desabafo. Respeito, mas não endosso.
Pela idade, provável, ele deveria saber que o estádio também já é quarentão. Como provável torcedor, ou ex, também deveria saber que o comprometimento da cobertura das numeradas é de conhecimento do poder público há mais de 15 anos.
Todos brincaram de empurrar com a barriga Vistorias anteriores foram condescendentes. Portanto, a culpa não é só do prefeito atual.
Sobrou pra ele, inclusive com direito a pressão direcionada de torcidas organizadas e da "assessoria de imprensa" de alta patente fincada do outro lado da avenida.
Aidan Ravin pegou o bonde andando e agora é éncurralado, pressionado a fazer o que outros governos não fizeram. A cidade merece? Sim! O esporte, como um todo e direito do cidadão, merece. Não só o futebol.
Só não sei se o time merece. Se é que não vai pedir licença na Federação Paulista. Também não sei se a reforma, prevista para nove meses em duas etapas, vai mesmo sair do papel.
Só acredito vendo começo, meio e fim da obra. O custo de R$ 8 milhões não é pequeno e vai sacrificar outros setores da sociedade.
Também não sei se eu investiria na reforma. O ideal -- já escrevi sobre isso -- seria uma arena multiuso, em que o futebol poderia utilizar sem monopolizar.
Eventos como shows musicais seriam imprescindíveis para manter o espaço e ainda investir em outros segmentos do esporte. Será que o trauma Menudos ainda não foi superado?
Quanto ao gramado, concordo que esteja uma vergonha. Há muito tempo o pasto não é tão mal cuidado como nos dois últimos anos.
O barato saiu caro, mas não queiram jogar a culpa nos funcionários da Prefeitura. Faltou investir com o mínimo de responsabilidade.
Porém, o prefeitão tem razão quando afirma que o Ramalhão precisa ajudar, pelo menos na manutenção do gramado. O Poder Público já cede e mantém o estádio, além de disponibilizar vários funcionários, sem nada cobrar da gestão empresarial que comanda o futebol profissional da cidade.
Nada mais justo que o Saged dê uma contribuição e se responsabilize pelo tapete verde que deveria ser qualquer gramado decente. Talvez simples permutas publicitárias. Esqueci que Série C nacional e Segundona estadual não têm TV/visibilidade. Esqueçam!
domingo, 1 de maio de 2011
Corinthians finalista. Sem jogar
O Corinthians não precisou jogar para chegar à decisão do Campeonato Paulista contra o Santos. Mesmo com um jogador a menos na maioria do jogo, o Palmeiras foi superior hoje no Pacaembu.
O empate de 1 a 1 levou a definição para os pênaltis e o Timão acabou por vencer após Julio César defender a péssima cobrança de João Victor, e Ramirez marcar a sexta batida corintiana.
Como era de se esperar, o clima pré-jogo foi determinante para que a arbitragem do pressionado Paulo César de Oliveira fosse tumultuada, principalmente no primeiro tempo.
A expulsão de Danilo após dividida com Liedson é discutível. Eu daria amarelo ou vermelho para os dois. A exclusão do sempre chorão Luiz Felipe Scolari também me pareceu excesso de rigidez. Mas o "santinho" Felipão não fez falta nenhuma para o time.
Em campo, até parecia que o omisso Corinthians jogava com 10 e o valente Palmeiras com 11. O Timão se acovardou e levou o jogo no banho-maria. Lento, preguiçoso, pouco criativo e sem poder ofensivo, o time de Tite não fez por merecer o resultado.
Ao Palmeiras sobraram aplicação defensiva e vocação ofensiva. Só que vocação não é sinônimo de eficácia. Tampouco de criatividade e gol.Perigo, mesmo, só em bola parada. Kléber voltou a ficar isolado, especialmente após a saída de Valdívia.
Muitos acham graça, mas será que ninguém avisou o chileno de que chute no vazio é meio-caminho para distensão ou contratura muscular. Deu no que deu! O destaque do jogo saiu para o zagueiro Leandro Amaro entrar.
Embora alguns pseudojornalistas/atores/animadores de auditório insistam em falar em "apito amigo", o Corinthians não precisou da arbitragem para vencer. Achou o gol de empate e foi mais eficiente nas penalidades.
Também entendo que, apesar de Deola ser um grande goleiro, se Marcos lá estivesse o classificado seria outro.
Se diante do Santos o time de Tite mostrar a mesma "bolinha" de agora há pouco, vai ficar difícil segurar os meninos da vila (3). Mas ninguém perde de véspera! Favoritismo santista, só no papel.
O empate de 1 a 1 levou a definição para os pênaltis e o Timão acabou por vencer após Julio César defender a péssima cobrança de João Victor, e Ramirez marcar a sexta batida corintiana.
Como era de se esperar, o clima pré-jogo foi determinante para que a arbitragem do pressionado Paulo César de Oliveira fosse tumultuada, principalmente no primeiro tempo.
A expulsão de Danilo após dividida com Liedson é discutível. Eu daria amarelo ou vermelho para os dois. A exclusão do sempre chorão Luiz Felipe Scolari também me pareceu excesso de rigidez. Mas o "santinho" Felipão não fez falta nenhuma para o time.
Em campo, até parecia que o omisso Corinthians jogava com 10 e o valente Palmeiras com 11. O Timão se acovardou e levou o jogo no banho-maria. Lento, preguiçoso, pouco criativo e sem poder ofensivo, o time de Tite não fez por merecer o resultado.
Ao Palmeiras sobraram aplicação defensiva e vocação ofensiva. Só que vocação não é sinônimo de eficácia. Tampouco de criatividade e gol.Perigo, mesmo, só em bola parada. Kléber voltou a ficar isolado, especialmente após a saída de Valdívia.
Muitos acham graça, mas será que ninguém avisou o chileno de que chute no vazio é meio-caminho para distensão ou contratura muscular. Deu no que deu! O destaque do jogo saiu para o zagueiro Leandro Amaro entrar.
Embora alguns pseudojornalistas/atores/animadores de auditório insistam em falar em "apito amigo", o Corinthians não precisou da arbitragem para vencer. Achou o gol de empate e foi mais eficiente nas penalidades.
Também entendo que, apesar de Deola ser um grande goleiro, se Marcos lá estivesse o classificado seria outro.
Se diante do Santos o time de Tite mostrar a mesma "bolinha" de agora há pouco, vai ficar difícil segurar os meninos da vila (3). Mas ninguém perde de véspera! Favoritismo santista, só no papel.
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