A performance do futebol profissional do Grande ABC no final de semana foi simplesmente desastrosa. Só lambança!
Como se não bastassem as derrotas do ameaçado São Caetano para o Bragantino (Série B) e do ainda líder São Bernardo para o Taboão da Serra (Copa Paulista), hoje foi a vez do Santo André.
Em pleno Bruno Daniel, o Ramalhão jogou melhor mas perdeu de 2 a 0 da desfalcada Chapecoense e volta para UTI, onde, de novo, corre sério risco de morrer nos cafundós da Série D nacional.
Joinville (15 pontos ganhos) e Chapecoense (13) já estão classificados para a próxima fase. Caxias (8 pontos ganhos, duas vitórias e deficit de dois gols), Brasil (7 PG, 2V e deficit de quatro gols) e Santo André (7 PG, 2V e deficit de cinco gols) ainda lutam no Grupo D para evitar a queda.
Na última rodada da primeira fase, domingo, a Chapecoense recebe o Caxias e o Brasil pega o Santo André em Pelotas. Jogo de Chapecó só tem importância para o Caxias. Aí reside o perigo maior.
Para não depender do resultado do Caxias, o Ramalhão precisa vencer. Se perder, cai. Se empatar, soma oito pontos, mas perde do Brasil no saldo de gols e fica na dependência de derrota do Caxias por mais de três gols de diferença.
Situação é dificílima, mas ganhar em Pelotas não é impossível. O Brasil tem sido tão irregular quanto o Santo André. Como ainda está vivo, ao time de Rotta só resta lutar com nunca se não quiser perpetrar o vexame de quase sempre.
domingo, 11 de setembro de 2011
sábado, 10 de setembro de 2011
Azulão perde mais uma
O São Caetano perdeu do Bragantino -- 2 a 0 -- em pleno Anacleto Campanella e continua como sério candidato ao rebaixamento para a Série C do Brasileiro.
O Azulão entrou com formação teoricamente mais cautelosa, num 4-3-1-2 com variação para 4-3-2-1, dependendo o posicionamento de Luciano Mandi.Já o Bragantino veio com o seu já tradicional 3-5-2, procurando congestionar o meio-campo.
No entanto, ao contrário do que a escalação de três volantes possa sugerir, o Azulão não abdicou do ataque no primeiro tempo. De forma moderada, liberou laterais para subirem ao ataque e teve aproximação constante e chegadas perigosas dos meio-campistas para concluir.
Geovane não ficou tão isolado. Mas faltou principalmente finalizar com precisão. Oportunidades foram criadas e desperdiçadas na mesma proporção.
Também ao contrário do que a escalação de tantos volantes possa sugerir, o time do técnico Vadão não foi nenhuma fortaleza defensiva. Tanto que em pelo menos três ocasiões foi pego de calça curta. Deu espaços e por pouco não levou o gol no contra-ataque.
O segundo tempo nem bem havia começado quando Romarinho aproveitou contraataque pela esquerda, falha de marcação e cobertura, e bateu no canto esquerdo baixo do estreante Fábio.
O São Caetano sentiu o gol e permitiu que o agora mais aceso time do técnico Marcelo Veiga -- ex-lateral do Santo André e do Santos -- crescesse, dominasse e voltasse a ameaçar com real perigo aos 5 e aos 8 minutos.
Aos 11 minutos Vadão trocou um volante e um meia -- Augusto Recife e Ailton -- por dois meias -- Kléber e Renatinho -- ofensivos e teoricamente com mais velocidade e poder de finalização.
Bem arrumado taticamente e com recuo estratégico, o Bragantino manteve o bloqueio defensivo e a saída rápida para o ataque. Aos 16 minutos o Bragantino trocou o meia Leo Jaime pelo artilheiro Otacílio Neto.
As modificações do Azulão não deram resultado. Visivelmente abalado, o time não teve sentido de penetração, não melhorou a pontaria e se limitou a ameaçar o gol de Gilvan em apenas duas oportunidades, mesmo assim, sem tanta contundência.
Aos 31 minutos Vadão trocou outro volante -- Leo Mineiro -- por mais um atacante (Magnum). Mesmo assim, o time não melhorou, continuou apático e desligado, e o empate não saiu. Pior: aos 40, Otacílio cruzou da esquerda, Fábio soltou e Lincoln fez 2 a 0.
RAMALHÃO JOGA O DESTINO
O Santo André joga praticamente seu destino na Série C do Brasileiro amanhã à tarde no Bruno Daniel.
Recebe a Chapecoense e precisa vencer para não voltar a ficar em situação delicada, com sério risco de rebaixamento.
Time do amigo Rotta vem de belo resultado em Caxias do Sul e o fator emocional pode ser extremamente positivo para conquistar nova vitória.
É bom lembrar que o jogo está mantido para a 16h, o que, pela falta de iluminação artificial, pode provocar problemas de visibilidade se o tempo estiver fechado.
TIGRE QUER SER GATINHO?
Difícil acreditar, mas parece que o São Bernardo está louco para dar sopa pro azar na Copa Paulista. Será que o Tigre está querendo virar gatinho na hora errada?
Justo no momento de garantir classificação, o time de Luís Carlos Martins volta a perder, desta vez para o Taboão da Serra. O que será que acontece pelos lados da Capital do Automóvel?
O Azulão entrou com formação teoricamente mais cautelosa, num 4-3-1-2 com variação para 4-3-2-1, dependendo o posicionamento de Luciano Mandi.Já o Bragantino veio com o seu já tradicional 3-5-2, procurando congestionar o meio-campo.
No entanto, ao contrário do que a escalação de três volantes possa sugerir, o Azulão não abdicou do ataque no primeiro tempo. De forma moderada, liberou laterais para subirem ao ataque e teve aproximação constante e chegadas perigosas dos meio-campistas para concluir.
Geovane não ficou tão isolado. Mas faltou principalmente finalizar com precisão. Oportunidades foram criadas e desperdiçadas na mesma proporção.
Também ao contrário do que a escalação de tantos volantes possa sugerir, o time do técnico Vadão não foi nenhuma fortaleza defensiva. Tanto que em pelo menos três ocasiões foi pego de calça curta. Deu espaços e por pouco não levou o gol no contra-ataque.
O segundo tempo nem bem havia começado quando Romarinho aproveitou contraataque pela esquerda, falha de marcação e cobertura, e bateu no canto esquerdo baixo do estreante Fábio.
O São Caetano sentiu o gol e permitiu que o agora mais aceso time do técnico Marcelo Veiga -- ex-lateral do Santo André e do Santos -- crescesse, dominasse e voltasse a ameaçar com real perigo aos 5 e aos 8 minutos.
Aos 11 minutos Vadão trocou um volante e um meia -- Augusto Recife e Ailton -- por dois meias -- Kléber e Renatinho -- ofensivos e teoricamente com mais velocidade e poder de finalização.
Bem arrumado taticamente e com recuo estratégico, o Bragantino manteve o bloqueio defensivo e a saída rápida para o ataque. Aos 16 minutos o Bragantino trocou o meia Leo Jaime pelo artilheiro Otacílio Neto.
As modificações do Azulão não deram resultado. Visivelmente abalado, o time não teve sentido de penetração, não melhorou a pontaria e se limitou a ameaçar o gol de Gilvan em apenas duas oportunidades, mesmo assim, sem tanta contundência.
Aos 31 minutos Vadão trocou outro volante -- Leo Mineiro -- por mais um atacante (Magnum). Mesmo assim, o time não melhorou, continuou apático e desligado, e o empate não saiu. Pior: aos 40, Otacílio cruzou da esquerda, Fábio soltou e Lincoln fez 2 a 0.
RAMALHÃO JOGA O DESTINO
O Santo André joga praticamente seu destino na Série C do Brasileiro amanhã à tarde no Bruno Daniel.
Recebe a Chapecoense e precisa vencer para não voltar a ficar em situação delicada, com sério risco de rebaixamento.
Time do amigo Rotta vem de belo resultado em Caxias do Sul e o fator emocional pode ser extremamente positivo para conquistar nova vitória.
É bom lembrar que o jogo está mantido para a 16h, o que, pela falta de iluminação artificial, pode provocar problemas de visibilidade se o tempo estiver fechado.
TIGRE QUER SER GATINHO?
Difícil acreditar, mas parece que o São Bernardo está louco para dar sopa pro azar na Copa Paulista. Será que o Tigre está querendo virar gatinho na hora errada?
Justo no momento de garantir classificação, o time de Luís Carlos Martins volta a perder, desta vez para o Taboão da Serra. O que será que acontece pelos lados da Capital do Automóvel?
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Ramalhão respira, Azulão empaca, Tigre derrapa
Na coluna/texto da semana passada o São Caetano aparecia no sufoco na Série B do Campeonato Brasileiro. Já o Santo André estava na UTI, no fio da navalha para ser rebaixado na Série C. Enquanto isso, o estável São Bernardo passeava. Estava na boa na Copa Paulista.
Hoje a situação já é um pouco diferente. O Ramalhão ganhou surpreendentemente em Caxias do Sul e, embora ainda lanterna do Grupo D, respira sem ajuda de aparelhos e passa a ter possibilidades reais de superar Caxias e/ou Brasil.
Chapecoense, em casa, e Brasil, em Pelotas, são os próximos adversários na luta para se livrar da degola. Time de Rotta ganhou moral e isso é fundamental, alémde alentador.
Por outro lado, o Azulão -- ah, o Azulão! -- não toma jeito. Empacou! Estava no sufoco da zona de rebaixamento e lá continua. Levou uma sonora estilingada em Varginha quando queria pelo menos o empate diante do Boa Esporte.
Pior: levou de quatro jogando de quatro. Agora recebe o Bragantino, osso duro de roer. Dizem que Vadão pode cair. Ainda não acredito. Pelo nos próximos três jogos.
O Tigre, ainda líder do Grupo 4 da Copa Paulista, derrapou e perdeu do Paulista de Jundiaí. Não mostrou o brilho nem a organização tática de outros jogos. Tem gordura pra queimar, mas não pode entrar na descendente no momento de garantir a vaga.
Hoje a situação já é um pouco diferente. O Ramalhão ganhou surpreendentemente em Caxias do Sul e, embora ainda lanterna do Grupo D, respira sem ajuda de aparelhos e passa a ter possibilidades reais de superar Caxias e/ou Brasil.
Chapecoense, em casa, e Brasil, em Pelotas, são os próximos adversários na luta para se livrar da degola. Time de Rotta ganhou moral e isso é fundamental, alémde alentador.
Por outro lado, o Azulão -- ah, o Azulão! -- não toma jeito. Empacou! Estava no sufoco da zona de rebaixamento e lá continua. Levou uma sonora estilingada em Varginha quando queria pelo menos o empate diante do Boa Esporte.
Pior: levou de quatro jogando de quatro. Agora recebe o Bragantino, osso duro de roer. Dizem que Vadão pode cair. Ainda não acredito. Pelo nos próximos três jogos.
O Tigre, ainda líder do Grupo 4 da Copa Paulista, derrapou e perdeu do Paulista de Jundiaí. Não mostrou o brilho nem a organização tática de outros jogos. Tem gordura pra queimar, mas não pode entrar na descendente no momento de garantir a vaga.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Vitória da mediocridade. Mas importante
São Caetano medíocre. Salgueiro mais medíocre. Futebol medíocre. E esse medíocre não é de razoável não! É de ruim mesmo. O retrato do jogo de ontem no Anacleto Campanella não poderia ser pior.
No entanto, a vitória do Azulão -- 3 a 1 com três gols de Ricardo Xavier -- diante de adversário candidatíssimo ao descenso para a Série C do Brasileiro não deve ser menosprezada.
É de suma importância para quem sai momentaneamente da zona de degola e fortalece em vez de fragilizar o lado emocional de quem se vê coagido a vencer de qualquer maneira.
Considerando-se a fragilidade do time pernambucano e o poder individual do São Caetano, deveríamos ter assistido a um atropelamento.
Não só não foi o que aconteceu como o Azulão esteve prestes perder. Tomou o primeiro gol e empatou, mas no início do segundo tempo Marcos Tamandaré poderia ter colocado o Salgueiro em vantagem mas desperdiçou o pênalti.
Foi aí que o São Caetano encontrou a vantagem em penalidade sofrida por Luciano Mandi e convertida por Ricardo Xavier. Como cachorro picado por cobra tem medo de linguiça, o técnico Vadão tratou de se proteger defensivamente.
Quando percebeu que o Salgueiro estava entregue, mexeu outra vez no time, foi novamente mais ofensivo e chegou ao terceiro gol. Mas ganhou sem convencer.
Defensivamente, o Azulão mostrou laterais -- Arthur e Bruno Recife -- excessivamente presos, limitados à marcação quando têm perfil e potencial para ousar mais. Minimamente, poderiam chegar vez ou outra ao fundo ou triangular com meias e atacantes.
O goleiro Leandro não compromete, mas o titular, Luiz, passa mais segurança. Os zagueiros internos, Domingos e Eli Sabiá, agora mais protegidos por dois volantes de contenção, ainda têm alguns vacilos, principalmente na cobertura. Parece faltar concentração, como no gol, quando Thiago Martinelli já estava no lugar de Domingos, contundido.
Os volantes Augusto Recife e Leo Mineiro deram conta do recado e tendem a se entender bem com o decorrer dos jogos. Leo Mineiro se impõe mais que Souza como volante.
Dos meias armadores, só Ailton me convence. Ainda prefiro um canhoto de ofício para cadenciar e acelerar, criar e finalizar com desenvoltura. Roger não ajuda a marcar e é muito individualista, além de meio mala e mascarado. Joga menos do que pensa. Quer ser Neymar. Um sonho distante.
No ataque, Luciano Mandi faz um trabalho interessante porque também fecha espaços pelas laterais e chega com qualidade quando ousa penetrar e concluir. Dependendo do adversário ou do momento do jogo, poderia ser meia, ao lado de Ailton.
Nesse caso, o bom Ricardo Xavier -- mais jogador que Nunes -- teria os rápidos Antonio Flávio ou Geovane como companhia. Pode até dar certo.
Moral da história: se quiser mesmo chegar aos 45/46 pontos ganhos e se livrar da degola, o Azulão precisa trocar a mediocridade de ontem pelo bom futebol de um passado não muito distante.
Os primeiros três pontos no início do returno podem ajudar na difícil caminhada.
Sonhar com o acesso não é impossível, mas a dura realidade mostra que é mais prudente evitar a queda. Quem diria?
No entanto, a vitória do Azulão -- 3 a 1 com três gols de Ricardo Xavier -- diante de adversário candidatíssimo ao descenso para a Série C do Brasileiro não deve ser menosprezada.
É de suma importância para quem sai momentaneamente da zona de degola e fortalece em vez de fragilizar o lado emocional de quem se vê coagido a vencer de qualquer maneira.
Considerando-se a fragilidade do time pernambucano e o poder individual do São Caetano, deveríamos ter assistido a um atropelamento.
Não só não foi o que aconteceu como o Azulão esteve prestes perder. Tomou o primeiro gol e empatou, mas no início do segundo tempo Marcos Tamandaré poderia ter colocado o Salgueiro em vantagem mas desperdiçou o pênalti.
Foi aí que o São Caetano encontrou a vantagem em penalidade sofrida por Luciano Mandi e convertida por Ricardo Xavier. Como cachorro picado por cobra tem medo de linguiça, o técnico Vadão tratou de se proteger defensivamente.
Quando percebeu que o Salgueiro estava entregue, mexeu outra vez no time, foi novamente mais ofensivo e chegou ao terceiro gol. Mas ganhou sem convencer.
Defensivamente, o Azulão mostrou laterais -- Arthur e Bruno Recife -- excessivamente presos, limitados à marcação quando têm perfil e potencial para ousar mais. Minimamente, poderiam chegar vez ou outra ao fundo ou triangular com meias e atacantes.
O goleiro Leandro não compromete, mas o titular, Luiz, passa mais segurança. Os zagueiros internos, Domingos e Eli Sabiá, agora mais protegidos por dois volantes de contenção, ainda têm alguns vacilos, principalmente na cobertura. Parece faltar concentração, como no gol, quando Thiago Martinelli já estava no lugar de Domingos, contundido.
Os volantes Augusto Recife e Leo Mineiro deram conta do recado e tendem a se entender bem com o decorrer dos jogos. Leo Mineiro se impõe mais que Souza como volante.
Dos meias armadores, só Ailton me convence. Ainda prefiro um canhoto de ofício para cadenciar e acelerar, criar e finalizar com desenvoltura. Roger não ajuda a marcar e é muito individualista, além de meio mala e mascarado. Joga menos do que pensa. Quer ser Neymar. Um sonho distante.
No ataque, Luciano Mandi faz um trabalho interessante porque também fecha espaços pelas laterais e chega com qualidade quando ousa penetrar e concluir. Dependendo do adversário ou do momento do jogo, poderia ser meia, ao lado de Ailton.
Nesse caso, o bom Ricardo Xavier -- mais jogador que Nunes -- teria os rápidos Antonio Flávio ou Geovane como companhia. Pode até dar certo.
Moral da história: se quiser mesmo chegar aos 45/46 pontos ganhos e se livrar da degola, o Azulão precisa trocar a mediocridade de ontem pelo bom futebol de um passado não muito distante.
Os primeiros três pontos no início do returno podem ajudar na difícil caminhada.
Sonhar com o acesso não é impossível, mas a dura realidade mostra que é mais prudente evitar a queda. Quem diria?
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Azulão no sufoco, Ramalhão na UTI e Tigre na boa
O tempo passa e o futebol profissional do Grande ABC não muda. Para o bem e para o mal. Exceção momentânea solitária é o São Bernardo, recém-rebaixado da elite paulista.
O São Caetano tenta sair mas patina no lamaçal do Campeonato Brasileiro da Série B. O Santo André fica no prejuízo até quando não joga na Série C. O São Bernardo Futebol Clube é um rolo compressor na Copa Paulista.
Já o Esporte Clube São Bernardo perdeu em Jacareí e está eliminado da Segundona paulista. Faz companhia para Grêmio Mauense e Palestra naquela que, na prática, é a quarta divisão.
O ainda instável e nada consistente Azulão conquistou bom empate em Criciuma, mas encerra o primeiro turno da Série B como 17º colocado, na zona de rebaixamento, à frente apenas de Guarani, Salgueiro e Duque de Caxias.
Com apenas quatro vitórias, nove empates, seis derrotas, 25 gols a favor e 29 contra -- deficit de quatro -- em 19 jogos, o time dirigido por Vadão precisa vencer e convencer urgentemente.
Nada melhor do que começar atropelando o Salgueiro, amanhã no Anacleto Campanella, para sair do sufoco.
O abalado e conturbado Ramalhão consegue se dar mal até quando folga. Não sai da UTI. Com apenas 4 pontos ganhos -- uma vitória, um empate e três derrotas --, o time de Rotta é o lanterna do Grupo D.
O Caxias, que tinha apenas 5 pontos ganhos, foi a Joinville e, surpreendentemente, quebrou a invencibilidade do adversário ao enfiar 4 a 2. Alcançou oito pontos, está em terceiro e domingo recebe justamente o Santo André.
O quarto colocado é o Brasil, que, em Pelotas, perdeu de 1 a 0 da agora líder Chapecoense -- 10 pontos ganhos, contra 9 do Joinville.
Além de viajar para Caxias do Sul, no dia 11 o Ramalhão recebe a Chapecoense e no dia 18 encerra participação -- possivelmente rebaixado ou com a corda no pescoço -- em Pelotas.
Se alguém acreditar em milagre, que sonhe com a classificação como um os dois melhores do grupo. Se gosta de apostar alguma ficha em político milongueiro, não custa nutrir esperanças de que o Ramalhão ainda se salve de outro vexame.
Por seu lado, a verdadeira salvação do Grande ABC continua nas mãos do São Bernardo de Luís Carlos Martins. Arrumadinho, o Tigre voltou a vencer no final de semana -- 2 a 1 no Juventus -- é lidera do Grupo 4 da Copa com 10 pontos de folga.
São sete vitórias, um empate e apenas uma derrota. Não dá pra contestar. As possibilidades de título e vaga na Copa do Brasil são concretas. É o futebol levado a sério. Pena que alguns vizinhos que já foram campeões não aprendam.
O São Caetano tenta sair mas patina no lamaçal do Campeonato Brasileiro da Série B. O Santo André fica no prejuízo até quando não joga na Série C. O São Bernardo Futebol Clube é um rolo compressor na Copa Paulista.
Já o Esporte Clube São Bernardo perdeu em Jacareí e está eliminado da Segundona paulista. Faz companhia para Grêmio Mauense e Palestra naquela que, na prática, é a quarta divisão.
O ainda instável e nada consistente Azulão conquistou bom empate em Criciuma, mas encerra o primeiro turno da Série B como 17º colocado, na zona de rebaixamento, à frente apenas de Guarani, Salgueiro e Duque de Caxias.
Com apenas quatro vitórias, nove empates, seis derrotas, 25 gols a favor e 29 contra -- deficit de quatro -- em 19 jogos, o time dirigido por Vadão precisa vencer e convencer urgentemente.
Nada melhor do que começar atropelando o Salgueiro, amanhã no Anacleto Campanella, para sair do sufoco.
O abalado e conturbado Ramalhão consegue se dar mal até quando folga. Não sai da UTI. Com apenas 4 pontos ganhos -- uma vitória, um empate e três derrotas --, o time de Rotta é o lanterna do Grupo D.
O Caxias, que tinha apenas 5 pontos ganhos, foi a Joinville e, surpreendentemente, quebrou a invencibilidade do adversário ao enfiar 4 a 2. Alcançou oito pontos, está em terceiro e domingo recebe justamente o Santo André.
O quarto colocado é o Brasil, que, em Pelotas, perdeu de 1 a 0 da agora líder Chapecoense -- 10 pontos ganhos, contra 9 do Joinville.
Além de viajar para Caxias do Sul, no dia 11 o Ramalhão recebe a Chapecoense e no dia 18 encerra participação -- possivelmente rebaixado ou com a corda no pescoço -- em Pelotas.
Se alguém acreditar em milagre, que sonhe com a classificação como um os dois melhores do grupo. Se gosta de apostar alguma ficha em político milongueiro, não custa nutrir esperanças de que o Ramalhão ainda se salve de outro vexame.
Por seu lado, a verdadeira salvação do Grande ABC continua nas mãos do São Bernardo de Luís Carlos Martins. Arrumadinho, o Tigre voltou a vencer no final de semana -- 2 a 1 no Juventus -- é lidera do Grupo 4 da Copa com 10 pontos de folga.
São sete vitórias, um empate e apenas uma derrota. Não dá pra contestar. As possibilidades de título e vaga na Copa do Brasil são concretas. É o futebol levado a sério. Pena que alguns vizinhos que já foram campeões não aprendam.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
O adeus do zagueiro do lápis azul
Foram 14 anos de um relacionamento leal. Nem sempre imune a turbulências comuns para quem tem sangue italiano, senso de justiça à flor da pele e personalidade antagônica a bajuladores e hipócritas de plantão.
Foram 14 anos de respeito, de aprendizado contínuo com quem sempre fez da exemplar independência editorial um dos pilares de um jornalismo comprometido com a região, com a informação, com a ética e com o profissionalismo.
Foram 14 anos de Diario do Grande ABC em duas etapas: de 75 a 88 e entre 97 e 98. Desde a revisão até a redação, como editor de Esportes, a convivência com o poder.
Mas não o poder do empresário predador e irresponsável. O poder de cada título, de cada palavra, de cada crítica mais ácida. Cortante, dura,porém embasada, imparcial e justa. Com o perdão da redundância, que o digam os maus políticos da época.
E também o poder daquele maldito lápis azul -- marca e corta texto -- com o qual convivi desde os tempos de revisor, em 75. Juro que no início, com apenas 22 anos de idade e formado em Educação Física, eu tremia de medo. Do lápis azul -- símbolo da censura durante a ditadura portuguesa -- e das advertências do poderoso chefão.
Por sorte, revisava o editorial, importantíssimo, naquela época, ao lado dos experientes Mário Polesi (irmão de Fausto) e Orlando Barbeito, duas pessoas às quais também serei eternamente grato.
Depois, já na redação, fui me acostumando com a presença constante daquele senhor imponente, que, vítima de parada cardíaca, nos deixou na manhã de ontem.
Fausto Polesi não foi meu mestre. Meu mestre, outro a quem serei eternamente grato, é o amigo Daniel Lima. Mas o Fausto também foi importante na minha formação e na minha postura profissional.
Tivemos, sim, alguns arranca-rabos. Por que não? Quase sempre no campo profissional. Mas sempre prevaleceram o bom senso e a lealdade, a sinceridade, o olho no olho. Mesmo quando o homem estava nervoso e com semblante alterado de raiva.
Lembro-me de que, na década de 80, cheguei a ter um Confidencial engavetado. Guardo-o até hoje, como relíquia marcada de azul. O famoso e temido lápis azul. No caso, relembrando Portugal, sinônimo de censura.
O assunto eram os Jogos Escolares de Santo André.Os homens públicos cujas atitudes --ou falta de -- foram criticadas com rigor eram amigos íntimos da cúpula da rua Catequese. A incompetência teve um manto protetor, em detrimento da ética e da moralidade esportiva.
Até hoje, não sei de quem partiu a ordem, mas entendo que a liberdade jornalística pregada e exercitada por Polesi não permitiria, individualmente, tamanha afronta profissional.
Não gostei mas entendi e, uma semana depois, escrevi o que queria, de outra forma. Não sem inventar que meu cachorro -- Rosnec, o censor -- tinha comido a coluna anterior. Pelo menos, sobrevivi com a consciência em paz, sem violentar meus princípios!
Também levei um puxão de orelhas na sala do quarto andar quando meti bronca numa atitude intempestiva de um então presidente do Esporte Clube Santo André, que, alcoolizado, invadiu o vestiário e ofendeu jogadores e comissão técnica num intervalo de jogo.
À época, meu companheiro de zaga na Seleção da Imprensa do Grande ABC e de chope após algum jogo do Corintians questionou a notícia e pediu a fonte. Sustentei a informação e não revelei a fonte,lógico, atitudes que aprendi um pouco com ele mesmo.
Minhas fontes estavam dentro do próprio vestiário. As palavras do diretor de redação foram mais ou menos estas:"Garoto, gosto desse jeitão italiano. Nós ainda vamos brigar muito. Por isso você trabalha comigo. Mas você insiste em enfiar o dedo na tomada. Cuidado! Posso cortar sua mesada". (rsrsrs)
Pra bom entendedor..."Obrigado. Fique à vontade. Não vou mudar" -- afirmei sorrindo, olhando nos seus olhos e simulando me ajoelhar de mãos postas. Mais risos.
Pedi demissão do DGABC pela primeira vez em março de 88, quando a cabeça de um excelente profissional foi cortada após pressão comercial de uma multinacional, a GM, dona de um grande time de futsal mas não da verdade.
"Como vocês podem demitir um repórter se o responsável sou eu, como editor? Será que um homem vale menos que um anúncio, Italiano? Se for assim, quero que você também me demita, agora. Por favor".
Vermelho, bravo, com a boca torta e um sorriso emblemático, o editor-chefe não titubeou: " Decisão de demitir o repórter não é exclusivamente minha. Faço parte da diretoria. E também não vou te mandar embora. Quero você aqui".
Eu sabia. Não precisava dizer mais nada. Duas semanas depois eu deixei o DGABC, demitido com todos os direitos trabalhistas, para voltar quase 10 anos depois, com indicação do próprio Fausto para o filho Alexandre, então editor-chefe em substituição ao pai, agora "apenas" diretor de redação.
Enfim... São apenas algumas recordações de quem não descarta gratidão. Foi-se um corintiano verdadeiro (Jorge Alvinegro era um dos pseudônimos do grande editorialista).
Foi-se um ex-presidente do Santo André que jamais deixou de ser torcedor de carteirinha. Foi-se mais um companheiro com muitos feitos relevantes e com tantos defeitos quanto nós. Foi-se a voz mais forte do cidadão mais fraco.
Foi-se um ex-tecelão cujo sobrenome deveria ser Trabalho. Foi-se o homem nascido aqui na Alfredo Fláquer que virou jornalista de fato e fez escola sem sonhar com honras de herói. Obrigado, zagueiro! Não se esqueça de levar o lápis azul.
Foram 14 anos de respeito, de aprendizado contínuo com quem sempre fez da exemplar independência editorial um dos pilares de um jornalismo comprometido com a região, com a informação, com a ética e com o profissionalismo.
Foram 14 anos de Diario do Grande ABC em duas etapas: de 75 a 88 e entre 97 e 98. Desde a revisão até a redação, como editor de Esportes, a convivência com o poder.
Mas não o poder do empresário predador e irresponsável. O poder de cada título, de cada palavra, de cada crítica mais ácida. Cortante, dura,porém embasada, imparcial e justa. Com o perdão da redundância, que o digam os maus políticos da época.
E também o poder daquele maldito lápis azul -- marca e corta texto -- com o qual convivi desde os tempos de revisor, em 75. Juro que no início, com apenas 22 anos de idade e formado em Educação Física, eu tremia de medo. Do lápis azul -- símbolo da censura durante a ditadura portuguesa -- e das advertências do poderoso chefão.
Por sorte, revisava o editorial, importantíssimo, naquela época, ao lado dos experientes Mário Polesi (irmão de Fausto) e Orlando Barbeito, duas pessoas às quais também serei eternamente grato.
Depois, já na redação, fui me acostumando com a presença constante daquele senhor imponente, que, vítima de parada cardíaca, nos deixou na manhã de ontem.
Fausto Polesi não foi meu mestre. Meu mestre, outro a quem serei eternamente grato, é o amigo Daniel Lima. Mas o Fausto também foi importante na minha formação e na minha postura profissional.
Tivemos, sim, alguns arranca-rabos. Por que não? Quase sempre no campo profissional. Mas sempre prevaleceram o bom senso e a lealdade, a sinceridade, o olho no olho. Mesmo quando o homem estava nervoso e com semblante alterado de raiva.
Lembro-me de que, na década de 80, cheguei a ter um Confidencial engavetado. Guardo-o até hoje, como relíquia marcada de azul. O famoso e temido lápis azul. No caso, relembrando Portugal, sinônimo de censura.
O assunto eram os Jogos Escolares de Santo André.Os homens públicos cujas atitudes --ou falta de -- foram criticadas com rigor eram amigos íntimos da cúpula da rua Catequese. A incompetência teve um manto protetor, em detrimento da ética e da moralidade esportiva.
Até hoje, não sei de quem partiu a ordem, mas entendo que a liberdade jornalística pregada e exercitada por Polesi não permitiria, individualmente, tamanha afronta profissional.
Não gostei mas entendi e, uma semana depois, escrevi o que queria, de outra forma. Não sem inventar que meu cachorro -- Rosnec, o censor -- tinha comido a coluna anterior. Pelo menos, sobrevivi com a consciência em paz, sem violentar meus princípios!
Também levei um puxão de orelhas na sala do quarto andar quando meti bronca numa atitude intempestiva de um então presidente do Esporte Clube Santo André, que, alcoolizado, invadiu o vestiário e ofendeu jogadores e comissão técnica num intervalo de jogo.
À época, meu companheiro de zaga na Seleção da Imprensa do Grande ABC e de chope após algum jogo do Corintians questionou a notícia e pediu a fonte. Sustentei a informação e não revelei a fonte,lógico, atitudes que aprendi um pouco com ele mesmo.
Minhas fontes estavam dentro do próprio vestiário. As palavras do diretor de redação foram mais ou menos estas:"Garoto, gosto desse jeitão italiano. Nós ainda vamos brigar muito. Por isso você trabalha comigo. Mas você insiste em enfiar o dedo na tomada. Cuidado! Posso cortar sua mesada". (rsrsrs)
Pra bom entendedor..."Obrigado. Fique à vontade. Não vou mudar" -- afirmei sorrindo, olhando nos seus olhos e simulando me ajoelhar de mãos postas. Mais risos.
Pedi demissão do DGABC pela primeira vez em março de 88, quando a cabeça de um excelente profissional foi cortada após pressão comercial de uma multinacional, a GM, dona de um grande time de futsal mas não da verdade.
"Como vocês podem demitir um repórter se o responsável sou eu, como editor? Será que um homem vale menos que um anúncio, Italiano? Se for assim, quero que você também me demita, agora. Por favor".
Vermelho, bravo, com a boca torta e um sorriso emblemático, o editor-chefe não titubeou: " Decisão de demitir o repórter não é exclusivamente minha. Faço parte da diretoria. E também não vou te mandar embora. Quero você aqui".
Eu sabia. Não precisava dizer mais nada. Duas semanas depois eu deixei o DGABC, demitido com todos os direitos trabalhistas, para voltar quase 10 anos depois, com indicação do próprio Fausto para o filho Alexandre, então editor-chefe em substituição ao pai, agora "apenas" diretor de redação.
Enfim... São apenas algumas recordações de quem não descarta gratidão. Foi-se um corintiano verdadeiro (Jorge Alvinegro era um dos pseudônimos do grande editorialista).
Foi-se um ex-presidente do Santo André que jamais deixou de ser torcedor de carteirinha. Foi-se mais um companheiro com muitos feitos relevantes e com tantos defeitos quanto nós. Foi-se a voz mais forte do cidadão mais fraco.
Foi-se um ex-tecelão cujo sobrenome deveria ser Trabalho. Foi-se o homem nascido aqui na Alfredo Fláquer que virou jornalista de fato e fez escola sem sonhar com honras de herói. Obrigado, zagueiro! Não se esqueça de levar o lápis azul.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Ramalhão à beira do precipício
O final de semana não foi nada bom para o futebol profissional do Grande ABC. Exceção, mais uma vez, foi o São Bernardo. São Caetano e Santo André tiveram os chamados empates-derrotas, cada um com seu devido peso real.
Líder absoluto do Grupo 4 da Copa Paulista -- 19 pontos ganhos, contra 12 de Paulista e Juventus -- o Tigre foi a Taubaté e arrancou um empate nos acréscimos.
Com seis vitórias, um empate e apenas uma derrota, o bom time de Luiz Carlos Martins dá toda pinta de que vai mesmo brigar pelo título e consequente vaga na Copa do Brasil 2012.
Já o Santo André, mesmo sem jogar bem, poderia ter deixado o Bruno Daniel com uma vitória heróica -- jogou com um a menos desde os sete minutos do primeiro tempo -- mas cedeu o empate ao líder Joinville.
Moral da história: com três derrotas, um empate e uma vitória, o Ramalhão é o lanterna do Grupo D e se perder do Caxias, dia 4 de setembro em Caxias do Sul, deixa a beira do precipício e salta de vez para o rebaixamento à Série D.
Pra completar, depois do jogo o pau quebrou à porta dos vestiários. Torcedores (?) das chamadas organizadas foram tirar satisfação com jogadores, que, provavelmente ofendidos, teriam feito gestos obscenos em direção às arquibancadas.
Onde estavam os seguranças para coibir a invasão? E se o clube perder o mando de jogo contra a Chapecoense?
Tal atitude, de ambas as partes, só complica ainda mais a situação de quem não se garante e flerta com o caos de forma rotineira nas últimas temporadas.
Somatório de incompetências costuma macular a beleza da história e punir com o vexame da insolvência. Mais uma vez, só nos resta rezar. Se bem que... já estamos acostumados.
Líder absoluto do Grupo 4 da Copa Paulista -- 19 pontos ganhos, contra 12 de Paulista e Juventus -- o Tigre foi a Taubaté e arrancou um empate nos acréscimos.
Com seis vitórias, um empate e apenas uma derrota, o bom time de Luiz Carlos Martins dá toda pinta de que vai mesmo brigar pelo título e consequente vaga na Copa do Brasil 2012.
Já o Santo André, mesmo sem jogar bem, poderia ter deixado o Bruno Daniel com uma vitória heróica -- jogou com um a menos desde os sete minutos do primeiro tempo -- mas cedeu o empate ao líder Joinville.
Moral da história: com três derrotas, um empate e uma vitória, o Ramalhão é o lanterna do Grupo D e se perder do Caxias, dia 4 de setembro em Caxias do Sul, deixa a beira do precipício e salta de vez para o rebaixamento à Série D.
Pra completar, depois do jogo o pau quebrou à porta dos vestiários. Torcedores (?) das chamadas organizadas foram tirar satisfação com jogadores, que, provavelmente ofendidos, teriam feito gestos obscenos em direção às arquibancadas.
Onde estavam os seguranças para coibir a invasão? E se o clube perder o mando de jogo contra a Chapecoense?
Tal atitude, de ambas as partes, só complica ainda mais a situação de quem não se garante e flerta com o caos de forma rotineira nas últimas temporadas.
Somatório de incompetências costuma macular a beleza da história e punir com o vexame da insolvência. Mais uma vez, só nos resta rezar. Se bem que... já estamos acostumados.
Assinar:
Postagens (Atom)