Se o Santo André está a um passo do inferno, o arquirrival, São Bernardo, está sentado num paraíso aparentemente tranquilo, mas sem cinto de segurança.
Desta vez, o Tigre foi convincente nos 3 a 1 sobre o Noroeste. Em casa, diante de mais de três mil torcedores -- hoje o rival não tem estádio nem a torcida de antigamente --, o time de Luciano Dias mostrou as garras.
Não passou por sobressaltos. Marcou melhor no sistema defensivo e ainda contou com laterais que circunstancialmente viraram alas efetivos no apoio.
Bem posicionado, o meio-campo teve novamente Leo e Bady como destaques. Foram aplicados e envolventes. Até mesmo Luciano Mandi parece ter acordado da letargia ao encostar mais no ataque.
Sem excesso de bola esticada, com laterais mais atuantes e meio-campo mais móvel e criativo, o ataque foi o maior beneficiado. Definitivamente, se é que alguém duvidava, Fernando Gaúcho ganhou a posição de Ney Mineiro.
Bom resultado deixa o Tigre em sétimo lugar com 22 pontos e sete vitórias. Aproveitamento é de 52,4%, o mesmo de União Barbarense (oitavo) e Barueri (nono).
Posição no paraíso dos classificados à próxima fase é boa, mas não confortável. Sem cinto de segurança, basta uma distração do anjo de plantão para que a "criança" caia da cadeirinha.
Jogo de quarta-feira em São José do Rio Preto tem contornos de problemático. Com apenas 12 pontos ganhos (18º), o América quer se desvencilhar do diabo, que, paradoxalmente, é o próprio, como apelido e mascote.
Não vai ser mole, não? Jogo difícil, muito difícil! Tomara que Luciano Dias não invente, de novo, de poupar mais de meio time.
segunda-feira, 12 de março de 2012
A um passo do inferno
Embora soe como paradoxo, o empate do Santo André com o Barueri consegue incorporar os dois lados da mesma moeda. Foi bom, mas é ruim. Estranho, né?
Pois é... O 1 a 1 de sábado em São Caetano foi bom porque, considerando-se a força do adversário e as circunstâncias do jogo, o gol no minuto derradeiro foi um achado merecido.
O Ramalhão não merecia mesmo perder. Mostrou organização e arrumação tática, embora tenha atacado sem tanta consistência e até pudesse ter tomado o gol de misericordia quando precisou se expor aos contragolpes.
Por que ruim? Aí está o problema. Pela posição e pelo momento crucial do campeonato. Foi o nono jogo sem vitória. São 27 pontos disputados e ridículos quatro conquistados.
Com aproveitamento de apenas 35,7%, agora o time de Ruy Scarpino está em 15º lugar com 15 pontos ganhos e somente três vitórias,como todos os outros cinco abaixo na classificação.
Ao lado do Monte Azul, o Ramalhão está a apenas um ponto do G-4 do mal, a um passo do inferno. Os quatro que seriam rebaixados -- Santacruzense (17º com 14), América (18º com 12), Rio Preto (19º com 11) e União São João (20º com 10).
Faltam apenas cinco rodadas e jogo de quarta-feira apresenta como agravante o fato de o Audax ser simplesmente o líder da A-2.
Ganhar de quem tem 66,7% de aproveitamento -- e olha que o Santo André de hoje tem condições -- pode significar a redenção, um trampolim para a salvação.
Em contraposição, se perder, pode arder de vez no fogo do inferno. Quando alguém chega ali o diabo costuma abraçar com garras de águia e força de urso polar.
Não há anjo-da-guarda que dê jeito. E aí eu quero ver quem é macho pra assumir a paternidade.
Pois é... O 1 a 1 de sábado em São Caetano foi bom porque, considerando-se a força do adversário e as circunstâncias do jogo, o gol no minuto derradeiro foi um achado merecido.
O Ramalhão não merecia mesmo perder. Mostrou organização e arrumação tática, embora tenha atacado sem tanta consistência e até pudesse ter tomado o gol de misericordia quando precisou se expor aos contragolpes.
Por que ruim? Aí está o problema. Pela posição e pelo momento crucial do campeonato. Foi o nono jogo sem vitória. São 27 pontos disputados e ridículos quatro conquistados.
Com aproveitamento de apenas 35,7%, agora o time de Ruy Scarpino está em 15º lugar com 15 pontos ganhos e somente três vitórias,como todos os outros cinco abaixo na classificação.
Ao lado do Monte Azul, o Ramalhão está a apenas um ponto do G-4 do mal, a um passo do inferno. Os quatro que seriam rebaixados -- Santacruzense (17º com 14), América (18º com 12), Rio Preto (19º com 11) e União São João (20º com 10).
Faltam apenas cinco rodadas e jogo de quarta-feira apresenta como agravante o fato de o Audax ser simplesmente o líder da A-2.
Ganhar de quem tem 66,7% de aproveitamento -- e olha que o Santo André de hoje tem condições -- pode significar a redenção, um trampolim para a salvação.
Em contraposição, se perder, pode arder de vez no fogo do inferno. Quando alguém chega ali o diabo costuma abraçar com garras de águia e força de urso polar.
Não há anjo-da-guarda que dê jeito. E aí eu quero ver quem é macho pra assumir a paternidade.
quinta-feira, 8 de março de 2012
A porca torceu o rabo
Fiquei em dúvida: a porca torceu o rabo ou a onça bebe água? Pouco importa. A essência é a mesma para as situações de São Bernardo e Santo André na reta final da fase classificatória da A-2.
Depois da rodada de ontem, a 13ª, ambos ficaram em situação desconfortável.Um por se distanciar do céu; outro por se aproximar do inferno. Principalmente o ainda chamado Ramalhão, que empatou de 1 a 1 com o vice-líder Penapolense e está a apenas dois pontos do G-4 do mal.
Pela matéria do DGABC, nem sempre confiável, o time de Ruy Scarpino foi bem, mas esbarrou no goleiro Ricardo. É bom lembrar que o Penapolense está arrumadinho e jogou desfalcado de pelo menos três bons valores.
Há oito rodadas em vencer, com 14 pontos ganhos, apenas três vitórias e aproveitamento de míseros 35,9%, o Santo André (15º) dá adeus à classificação e vê a porca torcer o rabo de vez.
Além de não poder sonhar com a conquista de 16 dos 18 pontos a disputar -- pura utopia --, o time andreense vê a água pela güela e a síndrome de novo rebaixamento começa a martelar.Dos seis adversários restantes, quatro estão no G-8 do bem. Portanto, brigam pela classificação.
Pelos lados de São Bernardo, a porca também torceu o rabo. Não com a mesma intensidade, mas torceu. A derrota de 4 a 2 para o agora líder Audax quebra invencibilidade de oito rodadas.
Mais do que isso, ratifica as limitações de um time que, apesar do alto investimento, se recuperou na classificação, mas não mostrou consistência nem organização em momento algum do campeonato.
Pior foi ver o técnico Luciano Dias escalar um time com apenas três titulares e justificar que o grupo precisava de descanso.Tá de brincadeira! Na reta final de classificação a comissão técnica vem com essa? Descansar de baciada quando se busca a vaga é sinônimo de incompetência pontual e falta de planejamento.
Fim de semana esta aí. Santo André não dispõe do Bruno Daniel -- que novidade, né prefeitão? -- e pega o Barueri, oitavo colocado, em São Caetano. Já o São Bernardo, nono 19 pontos ganhos -- dois a menos que o Barueri -- recebe o Noroeste, terceiro e sério candidato a uma das oito vagas.
No hora de a onça beber água, nossos representantes clamam por resultados que dependem de dedicação total do primeiro ao último minuto. Quem vacilar, dança!
Depois da rodada de ontem, a 13ª, ambos ficaram em situação desconfortável.Um por se distanciar do céu; outro por se aproximar do inferno. Principalmente o ainda chamado Ramalhão, que empatou de 1 a 1 com o vice-líder Penapolense e está a apenas dois pontos do G-4 do mal.
Pela matéria do DGABC, nem sempre confiável, o time de Ruy Scarpino foi bem, mas esbarrou no goleiro Ricardo. É bom lembrar que o Penapolense está arrumadinho e jogou desfalcado de pelo menos três bons valores.
Há oito rodadas em vencer, com 14 pontos ganhos, apenas três vitórias e aproveitamento de míseros 35,9%, o Santo André (15º) dá adeus à classificação e vê a porca torcer o rabo de vez.
Além de não poder sonhar com a conquista de 16 dos 18 pontos a disputar -- pura utopia --, o time andreense vê a água pela güela e a síndrome de novo rebaixamento começa a martelar.Dos seis adversários restantes, quatro estão no G-8 do bem. Portanto, brigam pela classificação.
Pelos lados de São Bernardo, a porca também torceu o rabo. Não com a mesma intensidade, mas torceu. A derrota de 4 a 2 para o agora líder Audax quebra invencibilidade de oito rodadas.
Mais do que isso, ratifica as limitações de um time que, apesar do alto investimento, se recuperou na classificação, mas não mostrou consistência nem organização em momento algum do campeonato.
Pior foi ver o técnico Luciano Dias escalar um time com apenas três titulares e justificar que o grupo precisava de descanso.Tá de brincadeira! Na reta final de classificação a comissão técnica vem com essa? Descansar de baciada quando se busca a vaga é sinônimo de incompetência pontual e falta de planejamento.
Fim de semana esta aí. Santo André não dispõe do Bruno Daniel -- que novidade, né prefeitão? -- e pega o Barueri, oitavo colocado, em São Caetano. Já o São Bernardo, nono 19 pontos ganhos -- dois a menos que o Barueri -- recebe o Noroeste, terceiro e sério candidato a uma das oito vagas.
No hora de a onça beber água, nossos representantes clamam por resultados que dependem de dedicação total do primeiro ao último minuto. Quem vacilar, dança!
terça-feira, 6 de março de 2012
Tite, Mano e o armador oculto
-- O que você acha do Tite na Seleção Brasileira? O Mano já deu o quê tinha de dar. Teve tempo de sobra e não provou nada! Ano de Olimpíada, depois Copa do Mundo. Sei não...
Pergunta/resposta do filhão Fernando, o mais novo, foi provocadora, logo após a falsa vitória de 2 a 1 sobre uma Bosnia muito mais aplicada, combativa, objetiva e organizada.
Tite Fala Muito no lugar de Mano Data de Validade Vencida? Brincadeira à parte, reconheço-os como bons treinadores. Podem não ser os melhores, mas têm lá seus valores e devem ser respeitados.
Porém, não entendo que Tite já tenha atingido o patamar de técnico da seleção nacional. Pode ser, um dia... Apesar da titebilidade. Quanto a Mano Menezes, o Nando não me parece longe de realidade tão nua quanto crua.
Todos nós, brasileiros, nos julgamos conhecedores de futebol acima de qualquer suspeita. Criticar, contestar e escalar, tudo isso é nossa praia. Especialmente quando se vê um Brasil com posse de bola de Barcelona e futebolzinho de São Caetano preguiçoso. Aproveitamento verdadeiro próximo do zero.
Talvez, principalmente se o comando fosse de Tite, pudéssemos afirmar que tudo é questão de treinabilidade, enfatizando a coletividade para valorizar também a individualidade, a produtividade e a sustentabilidade.
Ao grupo de Mano parece faltar acima de tudo competitividade. Mas, como conquistá-la sem dirigibilidade, sem treinar exaustivamente defensividade, ofensividade, lateralidade, verticalidade, mobilidade, velocidade, penetrabilidade e criatividade?
Não sei se tudo isso dá um time de verdade, exatamente do que precisamos, mas ajuda. Ainda faltaria, segundo Tite FM, intensidade do primeiro ao último minuto.
Duro é entender o quê Mano Menezes de fato quer. Por exemplo: não vejo clareza nem ao menos nos esquemas táticos adotados pelo treinador gaúcho.
Quem consegue ser convincente ao definir o esquema do time no amistoso contra a Bosnia? Tomando-se como premissa um goleiro e 10 jogadores de linha, não consigo concluir.
Será que o Mano adotou o 4-2-1-3, com quatro zagueiros, dois volantes (Sandro e Fernandinho), um meia oculto(Ronaldinho) e três atacantes (Hernani inexplicavelmente fixo e aberto pela direita, praticamente como marcador de ala, Leandro Damião centralizado e Neymar pela esquerda)?
Estranho, como diria Zagalo. Ou o 4-3-3 tinha como objetivo -- absurdo -- liberar um Ronaldinho morto e transformar Hernani em armador de nada pra ninguém? A não ser que estivesse armando alguma com o "bandeirinha".
Já sei! o mano queria jogar no tradicional 4-4-2, com dois armadores e dois atacantes. Não,não pode ser. Talvez o antigo e ousado 4-2-4, com apenas dois volantes de contenção com obrigação de armar para quatro homens de frente sem o dever de combater?
Quer saber? Acho que ele não percebeu que só contava com nove jogadores de linha. Não dava pra montar esquema com 10. Sem Ronaldinho, que já deu tudo que tinha de dar, Mano desfilou um inédito 4-2-3, sem armador ou com um armador oculto. Sim, se na gramática portuguesa temos sujeito oculto, por que não um armador oculto?
Até que resolveu pôr o PH Ganso no final do jogo e achou um gol contra lotérico. Muito pouco pra quem teimou com Hernani fora de posição e Ronaldinho fora de órbita.
Por falar em fora de órbita, está na hora de Mano se coçar antes de perder o cargo. A impunidade não é eterna. A bola não perdoa omissões. O goleiro Julio César já não é unanimidade. Tem falhado na Inter de Milão e na Seleção.
Assim como David Luiz, que tem entregado o ouro no Chelsea e na Seleção. Abusa do direito de saber jogar como poucos. Por isso o moço de Diadema é negligente na tarefa de defender e abusado na mania de sair jogando com classe. Depois quer aparecer no ataque para compensar a mancada defensiva.
Nada que uma boa chamada não resolva. Zagueiro que se preze não faz tanta firula. Sem um volante cão-de-guarda (Dunga) ou craque (Falcão) na proteção, como escudo e líder, é melhor David Luiz não se arvorar de Luiz Pereira, Baresi, Gamarra, Perfumo, Ancheta ou Elias Figueroa. Ainda está longe. Não ganhou nada!
Pergunta/resposta do filhão Fernando, o mais novo, foi provocadora, logo após a falsa vitória de 2 a 1 sobre uma Bosnia muito mais aplicada, combativa, objetiva e organizada.
Tite Fala Muito no lugar de Mano Data de Validade Vencida? Brincadeira à parte, reconheço-os como bons treinadores. Podem não ser os melhores, mas têm lá seus valores e devem ser respeitados.
Porém, não entendo que Tite já tenha atingido o patamar de técnico da seleção nacional. Pode ser, um dia... Apesar da titebilidade. Quanto a Mano Menezes, o Nando não me parece longe de realidade tão nua quanto crua.
Todos nós, brasileiros, nos julgamos conhecedores de futebol acima de qualquer suspeita. Criticar, contestar e escalar, tudo isso é nossa praia. Especialmente quando se vê um Brasil com posse de bola de Barcelona e futebolzinho de São Caetano preguiçoso. Aproveitamento verdadeiro próximo do zero.
Talvez, principalmente se o comando fosse de Tite, pudéssemos afirmar que tudo é questão de treinabilidade, enfatizando a coletividade para valorizar também a individualidade, a produtividade e a sustentabilidade.
Ao grupo de Mano parece faltar acima de tudo competitividade. Mas, como conquistá-la sem dirigibilidade, sem treinar exaustivamente defensividade, ofensividade, lateralidade, verticalidade, mobilidade, velocidade, penetrabilidade e criatividade?
Não sei se tudo isso dá um time de verdade, exatamente do que precisamos, mas ajuda. Ainda faltaria, segundo Tite FM, intensidade do primeiro ao último minuto.
Duro é entender o quê Mano Menezes de fato quer. Por exemplo: não vejo clareza nem ao menos nos esquemas táticos adotados pelo treinador gaúcho.
Quem consegue ser convincente ao definir o esquema do time no amistoso contra a Bosnia? Tomando-se como premissa um goleiro e 10 jogadores de linha, não consigo concluir.
Será que o Mano adotou o 4-2-1-3, com quatro zagueiros, dois volantes (Sandro e Fernandinho), um meia oculto(Ronaldinho) e três atacantes (Hernani inexplicavelmente fixo e aberto pela direita, praticamente como marcador de ala, Leandro Damião centralizado e Neymar pela esquerda)?
Estranho, como diria Zagalo. Ou o 4-3-3 tinha como objetivo -- absurdo -- liberar um Ronaldinho morto e transformar Hernani em armador de nada pra ninguém? A não ser que estivesse armando alguma com o "bandeirinha".
Já sei! o mano queria jogar no tradicional 4-4-2, com dois armadores e dois atacantes. Não,não pode ser. Talvez o antigo e ousado 4-2-4, com apenas dois volantes de contenção com obrigação de armar para quatro homens de frente sem o dever de combater?
Quer saber? Acho que ele não percebeu que só contava com nove jogadores de linha. Não dava pra montar esquema com 10. Sem Ronaldinho, que já deu tudo que tinha de dar, Mano desfilou um inédito 4-2-3, sem armador ou com um armador oculto. Sim, se na gramática portuguesa temos sujeito oculto, por que não um armador oculto?
Até que resolveu pôr o PH Ganso no final do jogo e achou um gol contra lotérico. Muito pouco pra quem teimou com Hernani fora de posição e Ronaldinho fora de órbita.
Por falar em fora de órbita, está na hora de Mano se coçar antes de perder o cargo. A impunidade não é eterna. A bola não perdoa omissões. O goleiro Julio César já não é unanimidade. Tem falhado na Inter de Milão e na Seleção.
Assim como David Luiz, que tem entregado o ouro no Chelsea e na Seleção. Abusa do direito de saber jogar como poucos. Por isso o moço de Diadema é negligente na tarefa de defender e abusado na mania de sair jogando com classe. Depois quer aparecer no ataque para compensar a mancada defensiva.
Nada que uma boa chamada não resolva. Zagueiro que se preze não faz tanta firula. Sem um volante cão-de-guarda (Dunga) ou craque (Falcão) na proteção, como escudo e líder, é melhor David Luiz não se arvorar de Luiz Pereira, Baresi, Gamarra, Perfumo, Ancheta ou Elias Figueroa. Ainda está longe. Não ganhou nada!
Síndrome de Holofote
Final de semana dos representantes do futebol profissional do Grande ABC foi bom para as letras B e C; péssimo para a letra A.
O A, de Santo André, foi à longínqua e calorenta São José do Rio Preto e perdeu do então lanterna da Série A-2 do Paulistão. O limitado Rio Preto ganhou de 1 a 0.
Acredito nas palavras do diretor de Futebol Sérgio do Prado. Serginho garante que o time foi bem no primeiro tempo, mas perdeu boas oportunidades de fazer o resultado.
Na segunda etapa, em desvantagem, o emocional acompanhou o caminhão ladeira a baixo e a derrota foi inevitável.
Sem vencer há sete rodadas, o Ramalhão está a apenas dois pontos da zona de rebaixamento e o próximo adversário é nada menos do que o líder e arrumadinho Penapolense.
Falta de competência e planejamento pode custar o quinto rebaixamento seguido. Que diferença faz mais uma seta no peito de São Sebastião, né?
Já a letra B, de São Bernardo, não mostrou bom futebol mas venceu o Monte Azul por 2 a 1 diante de uma torcida muito maior do que o time.
Gol da vitória, no final, foi de Fernando Gaúcho, que, mesmo ainda fora de forma, é mais jogador que Ney Mineiro.
Só não entendo a teimosia do técnico Luciano Dias. O que será que existe por trás da escalação forçada de Ney Mineiro, o artilheiro sem gols?
Só faltava ter dedo de empresário ou dirigente. Ou dirigente-empresário, sabe-se lá! E olha que o instável Danielzinho parece estar no mesmo caminho.
Tigre está no chamado G-8 do bem e mede forças com o regular Audax na rodada do meio de semana. Mesmo sem convencer, está embalado, não perde há sete rodadas, e tem plenas condições de ficar com uma das oito vagas.
A letra C, de São Caetano, foi ao Pacaembu e, diante de 20 mil "parmeristas", conseguiu uma igualdade importantíssima. O Palmeiras é forte e está bem, mas o 0 a 0 foi justo.
Talvez um 2 a 2 fosse mais adequado, já que Azulão e Verdão criaram oportunidades reais de gol. Deola e Luiz mandaram bem.
Mais importante do que o empate foi ver um São Caetano aplicado do começo ao fim. Num 4-4-2 mais compactado, marcando adiantado e saindo com rapidez nos contragolpes, desta vez o time de Márcio Araújo foi muito bem.
Então, fica a pergunta que não quer calar: por que diante de adversário de menor porte o Azulão não tem a mesma atitude? Seria alguém tramando a queda do treinador? Acho que não!
Possivelmente, apenas a Síndrome de Holofote. Traduzindo: o Azulão só mostrou que é macho e cantador porque, mesmo como coadjuvante,tinha palco, luz,espectadores de sobra e todas as atenções da imprensa escrita, falada e televisada. Prato cheio pra quem quer mostrar serviço e aparecer.
São Caetano está em 12º lugar com apenas 14 pontos ganhos, a sete do G-8 e a cinco do G-4. Próximo adversário, em casa, domingo, é o Mirassol, 10º colocado.
Tomara que o Azulão repita a performance. A cigana de Márcio Araújo vai adorar! Os poucos mas verdadeiros torcedores também.
O A, de Santo André, foi à longínqua e calorenta São José do Rio Preto e perdeu do então lanterna da Série A-2 do Paulistão. O limitado Rio Preto ganhou de 1 a 0.
Acredito nas palavras do diretor de Futebol Sérgio do Prado. Serginho garante que o time foi bem no primeiro tempo, mas perdeu boas oportunidades de fazer o resultado.
Na segunda etapa, em desvantagem, o emocional acompanhou o caminhão ladeira a baixo e a derrota foi inevitável.
Sem vencer há sete rodadas, o Ramalhão está a apenas dois pontos da zona de rebaixamento e o próximo adversário é nada menos do que o líder e arrumadinho Penapolense.
Falta de competência e planejamento pode custar o quinto rebaixamento seguido. Que diferença faz mais uma seta no peito de São Sebastião, né?
Já a letra B, de São Bernardo, não mostrou bom futebol mas venceu o Monte Azul por 2 a 1 diante de uma torcida muito maior do que o time.
Gol da vitória, no final, foi de Fernando Gaúcho, que, mesmo ainda fora de forma, é mais jogador que Ney Mineiro.
Só não entendo a teimosia do técnico Luciano Dias. O que será que existe por trás da escalação forçada de Ney Mineiro, o artilheiro sem gols?
Só faltava ter dedo de empresário ou dirigente. Ou dirigente-empresário, sabe-se lá! E olha que o instável Danielzinho parece estar no mesmo caminho.
Tigre está no chamado G-8 do bem e mede forças com o regular Audax na rodada do meio de semana. Mesmo sem convencer, está embalado, não perde há sete rodadas, e tem plenas condições de ficar com uma das oito vagas.
A letra C, de São Caetano, foi ao Pacaembu e, diante de 20 mil "parmeristas", conseguiu uma igualdade importantíssima. O Palmeiras é forte e está bem, mas o 0 a 0 foi justo.
Talvez um 2 a 2 fosse mais adequado, já que Azulão e Verdão criaram oportunidades reais de gol. Deola e Luiz mandaram bem.
Mais importante do que o empate foi ver um São Caetano aplicado do começo ao fim. Num 4-4-2 mais compactado, marcando adiantado e saindo com rapidez nos contragolpes, desta vez o time de Márcio Araújo foi muito bem.
Então, fica a pergunta que não quer calar: por que diante de adversário de menor porte o Azulão não tem a mesma atitude? Seria alguém tramando a queda do treinador? Acho que não!
Possivelmente, apenas a Síndrome de Holofote. Traduzindo: o Azulão só mostrou que é macho e cantador porque, mesmo como coadjuvante,tinha palco, luz,espectadores de sobra e todas as atenções da imprensa escrita, falada e televisada. Prato cheio pra quem quer mostrar serviço e aparecer.
São Caetano está em 12º lugar com apenas 14 pontos ganhos, a sete do G-8 e a cinco do G-4. Próximo adversário, em casa, domingo, é o Mirassol, 10º colocado.
Tomara que o Azulão repita a performance. A cigana de Márcio Araújo vai adorar! Os poucos mas verdadeiros torcedores também.
sexta-feira, 2 de março de 2012
A cigana de Rio Pardo
Sou obrigado a confessar! Quarenta anos atrás, em São José do Rio Pardo, visitei uma cigana. O assunto passava distante de amores sonhados ou desmanchados. Era futebol.
Afinal, eu só queria saber se valia a pena vir pra Santo André tentar a sorte. Eu não era craque. Mas também não me julgavam perna-de-pau. Havia admiradores e admiradoras.
Por via das dúvidas, não custava uma olhada nas mãos ou nas cartas. Com todas as letras, sem titubear, aquela senhora estranha me garantiu:" Menino, você não é dos melhores, mas tem muita vontade. Pode dar certo".
-- Então, é melhor mesmo eu fazer Geologia ou Educação Física? Melhor não correr risco.
-- Quem sabe? Mas tem futuro como quem gosta e entende de futebol. Se estudar e se aprimorar, vai ganhar dinheiro na profissão. Vai dar aula de futebol.
Pois é... Não é que a cigana me enganou direitinho! Pelo menos na essência da frase final! Joguei um pouco, fiz Educação Física, além de jornalismo, e sempre gostei de estudar o esporte como um todo.
Só que, cada vez mais, tenho a impressão de que não entendo nada, ou bem pouco, de bola. A danada da mulher toda colorida me levou no bico.
Parece que quem entende mesmo do riscado é o meu conterrâneo Márcio Araújo (Longo), a quem admirei como jogador do São Paulo e respeito como homem.
Porém, não é possível que o Márcio seja tão bom e eu não conheça nada. Não consigo compreender, captar, aonde o moço quer chegar.
Nesses meses de São Caetano é provável que tenhamos concordado em apenas 20% das atitudes que tomou como treinador de um time sem torcida atuante, mas que já foi campeão paulista, vice brasileiro e da Libertadores.
Não consigo fechar os olhos e deixar de discordar. O Márcio consegue escolher o esquema inadequado, escalar errado, enxergar outro jogo e mexer sem inteligência. Até o banco de reservas é questionável. Tudo num jogo só! É demais!
Lamento, mas tenho a impressão de que o Márcio foi na mesma cigana e ouviu que seria o maior técnico do mundo. E olha que não por indicação minha, nem do Rondinelli, do Modesto, do Zanata, do Edson Boaro, do Luiz Fernando, do Souza, do Richard, do Aluísio ou do Andrezinho, todos também de Rio Pardo.
Salvo raras exceções, quando faiscam lampejos de futebol coletivo, com tática, técnica e aplicação, o Azulão tem sido um fiasco. Repito: um fiasco.
O primeiro tempo do jogo de ontem -- 2 a 2 diante do limitadíssimo Oeste de Itápolis quando poderia vencer sem atropelos -- foi mais um exemplo da antítese do bom futebol. Um marasmo! Uma afronta. Um desrespeito aos 350 torcedores que pagaram ingresso.
Um time burocrático, morto. Portanto, sem vida. Cada soldadinho inglês no seu posto. Sem piscar, sem olhar pro lado. Um goleiro, quatro zagueiros, dois volantes de contenção, dois armadores e dois atacantes.
Todos a marchar no passo certo. Mas tudo isso sem liga, sem tesão pela vitória. Por isso, o Azulão não sai mesmo do chão. Não voa mais alto porque não é um time. Tem individualidades estanques e sem brilho, e um coletivo com odor de lixo.
Enquanto isso, a pastor -- com todo o respeito -- Márcio Araújo exercita sua paciência. Faz experiência atrás de experiência, teste sobre teste nos três setores, e não consegue mostrar que, enfim, tem um time para não se limitar a fugir do rebaixamento. Sorte que os quatro últimos já parecem definidos.
Até mesmo a condição física pode ser questionada. Ou será que o grupo só acorda quando sente que pino 220 dá um choque razoável? O que é um paradoxo, já que jogador que anda ou se limita a passes laterais não tem por que sentir cansaço.
Se não quiser correr riscos, passou da hora de acordar. Inclusive o poder maior do clube. Ou será que o técnico é o único culpado? O time não tem atitude. O treinador também não! Ao menos é o que demonstra publicamente.
E o presidente Nairo faz o quê? Em vez de chacoalhar a roseira, cobrar duro, prefere o inadmissível comodismo da omissão? Tá esperando o quê, presidente?
Afinal, eu só queria saber se valia a pena vir pra Santo André tentar a sorte. Eu não era craque. Mas também não me julgavam perna-de-pau. Havia admiradores e admiradoras.
Por via das dúvidas, não custava uma olhada nas mãos ou nas cartas. Com todas as letras, sem titubear, aquela senhora estranha me garantiu:" Menino, você não é dos melhores, mas tem muita vontade. Pode dar certo".
-- Então, é melhor mesmo eu fazer Geologia ou Educação Física? Melhor não correr risco.
-- Quem sabe? Mas tem futuro como quem gosta e entende de futebol. Se estudar e se aprimorar, vai ganhar dinheiro na profissão. Vai dar aula de futebol.
Pois é... Não é que a cigana me enganou direitinho! Pelo menos na essência da frase final! Joguei um pouco, fiz Educação Física, além de jornalismo, e sempre gostei de estudar o esporte como um todo.
Só que, cada vez mais, tenho a impressão de que não entendo nada, ou bem pouco, de bola. A danada da mulher toda colorida me levou no bico.
Parece que quem entende mesmo do riscado é o meu conterrâneo Márcio Araújo (Longo), a quem admirei como jogador do São Paulo e respeito como homem.
Porém, não é possível que o Márcio seja tão bom e eu não conheça nada. Não consigo compreender, captar, aonde o moço quer chegar.
Nesses meses de São Caetano é provável que tenhamos concordado em apenas 20% das atitudes que tomou como treinador de um time sem torcida atuante, mas que já foi campeão paulista, vice brasileiro e da Libertadores.
Não consigo fechar os olhos e deixar de discordar. O Márcio consegue escolher o esquema inadequado, escalar errado, enxergar outro jogo e mexer sem inteligência. Até o banco de reservas é questionável. Tudo num jogo só! É demais!
Lamento, mas tenho a impressão de que o Márcio foi na mesma cigana e ouviu que seria o maior técnico do mundo. E olha que não por indicação minha, nem do Rondinelli, do Modesto, do Zanata, do Edson Boaro, do Luiz Fernando, do Souza, do Richard, do Aluísio ou do Andrezinho, todos também de Rio Pardo.
Salvo raras exceções, quando faiscam lampejos de futebol coletivo, com tática, técnica e aplicação, o Azulão tem sido um fiasco. Repito: um fiasco.
O primeiro tempo do jogo de ontem -- 2 a 2 diante do limitadíssimo Oeste de Itápolis quando poderia vencer sem atropelos -- foi mais um exemplo da antítese do bom futebol. Um marasmo! Uma afronta. Um desrespeito aos 350 torcedores que pagaram ingresso.
Um time burocrático, morto. Portanto, sem vida. Cada soldadinho inglês no seu posto. Sem piscar, sem olhar pro lado. Um goleiro, quatro zagueiros, dois volantes de contenção, dois armadores e dois atacantes.
Todos a marchar no passo certo. Mas tudo isso sem liga, sem tesão pela vitória. Por isso, o Azulão não sai mesmo do chão. Não voa mais alto porque não é um time. Tem individualidades estanques e sem brilho, e um coletivo com odor de lixo.
Enquanto isso, a pastor -- com todo o respeito -- Márcio Araújo exercita sua paciência. Faz experiência atrás de experiência, teste sobre teste nos três setores, e não consegue mostrar que, enfim, tem um time para não se limitar a fugir do rebaixamento. Sorte que os quatro últimos já parecem definidos.
Até mesmo a condição física pode ser questionada. Ou será que o grupo só acorda quando sente que pino 220 dá um choque razoável? O que é um paradoxo, já que jogador que anda ou se limita a passes laterais não tem por que sentir cansaço.
Se não quiser correr riscos, passou da hora de acordar. Inclusive o poder maior do clube. Ou será que o técnico é o único culpado? O time não tem atitude. O treinador também não! Ao menos é o que demonstra publicamente.
E o presidente Nairo faz o quê? Em vez de chacoalhar a roseira, cobrar duro, prefere o inadmissível comodismo da omissão? Tá esperando o quê, presidente?
quinta-feira, 1 de março de 2012
Clássico de segunda pune rivais
São Bernardo e Santo André fizeram um clássico de segunda classe ontem à noite no Primeiro de Maio. E o fato de estarem na A-2, a Segunda Divisão do futebol paulista, não justifica.
Principalmente na década de 70, Santo André e Aliança protagonizavam clássicos eletrizantes. Jaçatuba ou Baetão lotados, confusão entre torcedores, semana agitada e extrema rivalidade. Quem viu pode confirmar.
Dentro de campo, um desfilar contínuo de técnica e raça. Lembro-me de um 0 a 0 excepcional, em 76, num Jaçatuba lotado. Foi um clássico inesquecível.
O Santo André tinha Fernandinho, Tulica, Romolo e cia. Acabarade ser campeão da Intermediária sem acesso. O Aliança, que não tem nada a ver com o SB atual, era recém-saído do Desafio ao Galo e do amadorismo.
Um timaço. A começar pelo maluco Carioca, que fechou o gol. Osmar e Passsarinho eram os zagueiros de área. Meio-campo tinha Julio Amaral e China. No ataque, Peru e Baitaca eram infernais. Dava gosto!
Naquele dia, o Ramalhão dominou, sufocou o adversário e criou inúmeras oportunidades de gol, mas não ganhou. Ontem, pouco se viu de futebol. Uma pobreza tática e técnica de fazer inveja. Nem mesmo determinação ou a velha garra de arquiinimigos se viu.
Assustado com o longo jejum de vitórias, o Santo André entrou para se defender e especular algum rápido contragolpe ou uma bola parada capaz de ressuscitar.
Achou o gol na bola parada e talvez até conseguisse vencer se o zagueiro Júnior Paulista não levasse cartão vermelho no final do primeiro tempo. Muito pouco pra quem já foi tão respeitado.
Já o Tigre vinha de cinco vitórias seguidas e, aparentemente, tinha tudo para vencer. Aparentemente, só! Mesmo com mais volume, o time de Luciano Dias não foi criativo, falhou muito nos cruzamentos de alas em dia ruim e não teve sentido de penetração.
No linguajar de Tite FM, não teve velocidade, nem intensidade, nem coletividade. Não foi verticalizante, nem cortante. Suas conclusões foram ridículas, com índice de aproveitamento bem perto do chão.
Depender de um Danielzinho instável e de um Ney Mineiro de mal com o gol é demais. Se estiverem em forma, Raul e Fernando Gaúcho devem ser titulares com urgência. Os mais de cinco mil torcedores tiveram paciência até demais.
Luciano Mandi também precisa ser mais participativo e incisivo. Sozinho, Bady não vai resolver. Já o sistema defensivo -- especialmente os zagueiros -- não podem deixar buracos no setor central.
É necessário encostar no meio-campo. Por sorte, o voluntarioso mas ainda limitado Ramalhão estava com um homem a menos e não soube ou não pode explorá-los.
No frigir dos ovos, o que vi ontem pela TV+ foi um clássico de segunda classe em que os rivais foram os maiores prejudicados. O Tigre não se sustentou entre os oito classificados e o Santo André continua bem perto da zona de rebaixamento.
Como o campeonato é, de fato, uma montanha russa, não quer dizer que os dois não tenham condições de melhorar e até mesmo chegar entre os melhores. Mas só faltam oito rodadas. Sábado o Tigre recebe o Monte Azul; domingo o Ramalhão vai a Rio Preto.
Principalmente na década de 70, Santo André e Aliança protagonizavam clássicos eletrizantes. Jaçatuba ou Baetão lotados, confusão entre torcedores, semana agitada e extrema rivalidade. Quem viu pode confirmar.
Dentro de campo, um desfilar contínuo de técnica e raça. Lembro-me de um 0 a 0 excepcional, em 76, num Jaçatuba lotado. Foi um clássico inesquecível.
O Santo André tinha Fernandinho, Tulica, Romolo e cia. Acabarade ser campeão da Intermediária sem acesso. O Aliança, que não tem nada a ver com o SB atual, era recém-saído do Desafio ao Galo e do amadorismo.
Um timaço. A começar pelo maluco Carioca, que fechou o gol. Osmar e Passsarinho eram os zagueiros de área. Meio-campo tinha Julio Amaral e China. No ataque, Peru e Baitaca eram infernais. Dava gosto!
Naquele dia, o Ramalhão dominou, sufocou o adversário e criou inúmeras oportunidades de gol, mas não ganhou. Ontem, pouco se viu de futebol. Uma pobreza tática e técnica de fazer inveja. Nem mesmo determinação ou a velha garra de arquiinimigos se viu.
Assustado com o longo jejum de vitórias, o Santo André entrou para se defender e especular algum rápido contragolpe ou uma bola parada capaz de ressuscitar.
Achou o gol na bola parada e talvez até conseguisse vencer se o zagueiro Júnior Paulista não levasse cartão vermelho no final do primeiro tempo. Muito pouco pra quem já foi tão respeitado.
Já o Tigre vinha de cinco vitórias seguidas e, aparentemente, tinha tudo para vencer. Aparentemente, só! Mesmo com mais volume, o time de Luciano Dias não foi criativo, falhou muito nos cruzamentos de alas em dia ruim e não teve sentido de penetração.
No linguajar de Tite FM, não teve velocidade, nem intensidade, nem coletividade. Não foi verticalizante, nem cortante. Suas conclusões foram ridículas, com índice de aproveitamento bem perto do chão.
Depender de um Danielzinho instável e de um Ney Mineiro de mal com o gol é demais. Se estiverem em forma, Raul e Fernando Gaúcho devem ser titulares com urgência. Os mais de cinco mil torcedores tiveram paciência até demais.
Luciano Mandi também precisa ser mais participativo e incisivo. Sozinho, Bady não vai resolver. Já o sistema defensivo -- especialmente os zagueiros -- não podem deixar buracos no setor central.
É necessário encostar no meio-campo. Por sorte, o voluntarioso mas ainda limitado Ramalhão estava com um homem a menos e não soube ou não pode explorá-los.
No frigir dos ovos, o que vi ontem pela TV+ foi um clássico de segunda classe em que os rivais foram os maiores prejudicados. O Tigre não se sustentou entre os oito classificados e o Santo André continua bem perto da zona de rebaixamento.
Como o campeonato é, de fato, uma montanha russa, não quer dizer que os dois não tenham condições de melhorar e até mesmo chegar entre os melhores. Mas só faltam oito rodadas. Sábado o Tigre recebe o Monte Azul; domingo o Ramalhão vai a Rio Preto.
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