Tite não é tão experiente nem foi campeão do mundo -- ainda --, mas é superior a Muricy Ramalho e muito, mas muito, melhor que o Luiz Felipe Scolari atual.
Repito o que já escrevi pelo menos três vezes: Felipão é passado! Tem concepções e métodos ultrapassados de futebol. Pra mim, nunca foi um grande treinador. Brilhou, de fato, quanto tinha um timaço nos tempos de Palmeiras/Parmalat.
Ah, mas ele foi campeão com a Seleção Brasileira em 2002. Nada disso merece tanto destaque pessoal! O título não teve o dedo do gaúcho boa praça mas parou no tempo quando o assunto é tática.
Pregou a família Scolari, que só colou porque o grupo ganhou o título. Se perdesse, os brasileiros deportariam a família toda. Taticamente, nossa seleção era limitada.
Só ganhamos porque tínhamos -- como em outras copas que conquistgamos ou não --individualidades muito acima da média e em momentos excepcionais. Quem não se lembra do trio atacante com Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho? Além disso, a Seleção tinha Marcos no gol e Cafu e Roberto Carlos nas laterais. Meio-campo era mais marcador, pega-pega.
A verdade é que deram uma rasteira vergonhosa em Mano Menezes e o juizão não marcou nem falta. Tite é bem nas competências técnica, tática e emocionais. Conhece futebol, valoriza potenciais técnicos e gerencia recursos humanos e vaidades individuais como poucos. Nosso futuro está em Tite.
Bem diferente, também, de Muricy. Estrategicamente e em nome de compromisso a ser cumprido, ex-treinador do Fluminense e hoje no Santos declinou convite da CBF no momento em que tudo deveria ser remontado após o fim de uma geração de prata.
Agora que Mano arrumou as peças e a pizza está pré-pronta, esperando apenas a azeitona e o manjericão, talvez o temperamental Muricy não dissesse não.
Após rasteira em Mano Menezes, Muricy anda ainda mais reclamão com os dirigentes santistas. Só se esquece de que na Seleção o buraco é mais embaixo e seus conhecimentos precisam ser reavaliados para não ficar pra trás.
Tite é o mais ético, mais atualizado e mais competente, mas não será o escolhido. Merece e seria o substituto ideal de Mano Menezes após a Copa de 2014. Com ou sem título!
Felipão deve ser anunciado como técnico e Parreira como coordenador técnico. Pode até dar certo, mas experiência de Parreira seria muito mais útil ao lado de Mano ou Tite.
Se alguém pensa que ainda somos favoritos e temidos, está totalmente enganado. Somos respeitados mas não metemos medo em mais ninguém. Temos de ter a humildade para aprender com os melhores e jogar muito mais.
Não vai ser com Felipão! Infelizmente! Ele vai errar na azeitona e no manjericão!
P.S: Andrés Sanchez dançou. Nada mais normal para o ex-diretor de Seleções passado pra trás. Achou que fazia parte do poder maior. Bobinho!
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Título e decepção do ABC nos J. Abertos
O ABC voltou a triunfar nos Jogos Abertos. Menos o A, de André, já que a cidade do prefeito Inimigo do Esporte voltou a decepcionar ao ficar em quinto lugar na Segunda Divisão.
Isso mesmo! Um dos maiores campeões da história da principal competição poliesportiva do País hoje amarga o quinto lugar na Segundona paulista. Tal como no futebol.
Olimpíada caipira, recém-encerrada em Bauru ( mais de 15 mil atletas e 184 municípios participantes) apresentou a volta por cima de São Caetano, retomando o título conquistado por São Bernardo no ano passado.
Em 2011, São Caetano somou 193 pontos e ficou em sexto lugar. Neste ano, cresceu bastante e fez 295 pontos, apenas nove a mais que a vice-campeã, São José dos Campos.
Piracicaba ficou em terceiro lugar com um ponto a mais que São Bernardo ( 262 a 261). Para triunfar em 2011 São Bernardo totalizou 277 pontos.
Em Bauru, o quinto lugar ficou com Pindamonhangaba com 194 pontos, seis a menos que na edição anterior. O sexto foi São José do Rio Preto com 179.
O título da Segunda Divisão foi conquistado por Santos sem qualquer dificuldade. Fez 247,5 pontos, contra 197 de Mogi das Cruzes, 143 de Rio Claro, 119 de Jundiaí, 103 de Santo André e 102 de Jacareí. Mauá foi 39º com apenas 13 pontos.
Desrespeitado, menosprezado pelo Poder Público, o esporte de Santo André segue, ladeira a baixo, o mesmo caminho do futebol profissional, expert em rebaixamento.
Enquanto isso, o futebol de São Bernardo sobe para a elite paulista e seu esporte, como um todo, ao menos mantém investimento e competência capazes de colocá-la entre as melhores.
O mesmo ocorre com outro vizinho, São Caetano. A retomada do título é sintomática de quem acordou depois de fazer besteira reduzindo investimento e dispensando inúmeros atletas e técnicos, além de trocar um diretor de Esportes vencedor.
O futebol do Azulão não conseguiu o acesso à elite nacional, mas fez boa campanha e ficou a uma vitória da Série A. Bem melhor que o Santo André, rebaixado à Série D principalmente devido à administração desastrosa do Saged.
MEXA-SE E 6K RUN
Participei, nos últimos dias, de duas provas de rua em São Caetano e Santo André. Ambas primaram pela boa organização.
A 6k Run/Toledo, com largada e chegada no Parque Chico Mendes, foi bem interessante. Percurso foi legal. Assustou um pouco com uma subida bem na largada, mas depois nos poupou com terreno plano e até sombra em boa parte das avenidas.
Divulgação, orientação, distribuição de kits e suporte médico também não decepcionaram. Poderiam colocar pelo menos mais um ou dois postos de água no trajeto de 6km. Camiseta azul, levíssima, é legal. Assim como frutas, sucos e barrinhas.
Medalha poderia ser um pouco melhor. Que nada! Tá bom demais! Esqueci que a inscrição foi gratuita. Pra quê chorar de barriga cheia?
Em Santo André, a promoção da Coop tem melhorado a cada edição. O 6º Mexa-se foi bem organizado em todos os sentidos. Reclamações sempre existem, mas nada que macule a boa imagem do evento.
Verde mais escuro da camiseta e boné branco, discreto, agradaram em cheio. Erro de anos anteriores não foi repetido. Desta vez não houve o encavalamento da caminhada de 5km com a corrida de 10km, da qual participei. Retardamento da largada dos caminhantes foi fundamental.
Gostaria de ter corrido abaixo de uma hora, mas cravei 1h4min00. Na minha faixa etária (55/59), fiquei em 156º; na geral, fui 2654º. A exemplo de 2010 e 2011, medalha é das mais bonitas. Percurso moderado e seletivo é ideal. Cumprimentos à organização.
Isso mesmo! Um dos maiores campeões da história da principal competição poliesportiva do País hoje amarga o quinto lugar na Segundona paulista. Tal como no futebol.
Olimpíada caipira, recém-encerrada em Bauru ( mais de 15 mil atletas e 184 municípios participantes) apresentou a volta por cima de São Caetano, retomando o título conquistado por São Bernardo no ano passado.
Em 2011, São Caetano somou 193 pontos e ficou em sexto lugar. Neste ano, cresceu bastante e fez 295 pontos, apenas nove a mais que a vice-campeã, São José dos Campos.
Piracicaba ficou em terceiro lugar com um ponto a mais que São Bernardo ( 262 a 261). Para triunfar em 2011 São Bernardo totalizou 277 pontos.
Em Bauru, o quinto lugar ficou com Pindamonhangaba com 194 pontos, seis a menos que na edição anterior. O sexto foi São José do Rio Preto com 179.
O título da Segunda Divisão foi conquistado por Santos sem qualquer dificuldade. Fez 247,5 pontos, contra 197 de Mogi das Cruzes, 143 de Rio Claro, 119 de Jundiaí, 103 de Santo André e 102 de Jacareí. Mauá foi 39º com apenas 13 pontos.
Desrespeitado, menosprezado pelo Poder Público, o esporte de Santo André segue, ladeira a baixo, o mesmo caminho do futebol profissional, expert em rebaixamento.
Enquanto isso, o futebol de São Bernardo sobe para a elite paulista e seu esporte, como um todo, ao menos mantém investimento e competência capazes de colocá-la entre as melhores.
O mesmo ocorre com outro vizinho, São Caetano. A retomada do título é sintomática de quem acordou depois de fazer besteira reduzindo investimento e dispensando inúmeros atletas e técnicos, além de trocar um diretor de Esportes vencedor.
O futebol do Azulão não conseguiu o acesso à elite nacional, mas fez boa campanha e ficou a uma vitória da Série A. Bem melhor que o Santo André, rebaixado à Série D principalmente devido à administração desastrosa do Saged.
MEXA-SE E 6K RUN
Participei, nos últimos dias, de duas provas de rua em São Caetano e Santo André. Ambas primaram pela boa organização.
A 6k Run/Toledo, com largada e chegada no Parque Chico Mendes, foi bem interessante. Percurso foi legal. Assustou um pouco com uma subida bem na largada, mas depois nos poupou com terreno plano e até sombra em boa parte das avenidas.
Divulgação, orientação, distribuição de kits e suporte médico também não decepcionaram. Poderiam colocar pelo menos mais um ou dois postos de água no trajeto de 6km. Camiseta azul, levíssima, é legal. Assim como frutas, sucos e barrinhas.
Medalha poderia ser um pouco melhor. Que nada! Tá bom demais! Esqueci que a inscrição foi gratuita. Pra quê chorar de barriga cheia?
Em Santo André, a promoção da Coop tem melhorado a cada edição. O 6º Mexa-se foi bem organizado em todos os sentidos. Reclamações sempre existem, mas nada que macule a boa imagem do evento.
Verde mais escuro da camiseta e boné branco, discreto, agradaram em cheio. Erro de anos anteriores não foi repetido. Desta vez não houve o encavalamento da caminhada de 5km com a corrida de 10km, da qual participei. Retardamento da largada dos caminhantes foi fundamental.
Gostaria de ter corrido abaixo de uma hora, mas cravei 1h4min00. Na minha faixa etária (55/59), fiquei em 156º; na geral, fui 2654º. A exemplo de 2010 e 2011, medalha é das mais bonitas. Percurso moderado e seletivo é ideal. Cumprimentos à organização.
sábado, 24 de novembro de 2012
A dor de uma vitória inútil
Goiás ( campeão), Criciúma, Atlético Paranaense e Vitória são os novos integrantes da elite do futebol brasileiro. Ao São Caetano, resta a dor de uma vitória inútil. O 2 a 1 em Campinas serviu para rebaixar o Guarani.
Com os mesmos 71 pontos ganhos de Atlético Paranaense e Vitória, o Azulão perde a vaga porque teve uma vitória a menos ( 21 a 20). Agora, não adianta chorar o leite derramado, o ponto desperdiçado.
No primeiro tempo do Brinco de Ouro o São Caetano teve cinco bons momentos de gol: aos dois minutos com Leandrão, aos oito com Éder e aos 14, 24 e 42 com Danielzinho. Apoiado pela torcida, o limitado e apenas esforçado Guarani chegou três vezes -- duas com Medina e uma com Klebinho.
O jogo foi franco porque o Guarani precisava vencer para não depender de tropeços de terceiros e o São Caetano só sonharia com o acesso se ganhasse. Como sobraram espaços no meio-campo e entre zagueiros e laterais, o São Caetano usou a inteligência e a velocidade para chegar com perigo. Especialmente com o rápido Danielzinho, o melhor em campo.
Pressionado por resultados adversos ( vitórias parciais de Guaratinguetá e Bragantino), o Guarani voltou para o segundo tempo mais disposto e mais ofensivo, além de liberar laterais e adiantar o meio-campo.
Porém, esbarrou na próprias limitações técnicas e na incompetência ofensiva. Tanto que ameaçou seis vezes mas falhou nas conclusões. Ao São Caetano restou se recuperar do abalo inicial pelas vitórias parciais de Atlético e Vitória e controlar a agressividade inicial do adversário para depois contragolpear como se estivesse a passear no parque.
Como nos dois gols de Danielzinho em enfiadas perfeitas de Ailton ( substituiu o discreto Marcelo Costa com muito mais eficiência), aos 20 e aos 30 minutos. Sempre em contra-ataques, o Azulão usou a inteligência e ainda esteve por marcar em três ocasiões. Mas abusou do preciosismo.
Mesmo vítima dos próprios nervos |( e depois desespero), com erros de passes, de posicionamento e de marcação, o Guarani chegou a empatar aos 27 minutos com Danilo Sacramento, além de chegar com perigo em outras cinco oportunidades.
Pouco para se livrar de um rebaixamento sacramento pelo mau desempenho no terço final da Série B. Ao contrário de Bragantino e Guaratinguetá, que cresceram no final do campeonato, venceram hoje (Boa Esporte e Barueri) e se salvaram.
CRB, Ipatinga e Barueri fazem companhia ao campeão brasileiro de 78 como novos integrantes da Série C. Coisas do futebol!
Com os mesmos 71 pontos ganhos de Atlético Paranaense e Vitória, o Azulão perde a vaga porque teve uma vitória a menos ( 21 a 20). Agora, não adianta chorar o leite derramado, o ponto desperdiçado.
No primeiro tempo do Brinco de Ouro o São Caetano teve cinco bons momentos de gol: aos dois minutos com Leandrão, aos oito com Éder e aos 14, 24 e 42 com Danielzinho. Apoiado pela torcida, o limitado e apenas esforçado Guarani chegou três vezes -- duas com Medina e uma com Klebinho.
O jogo foi franco porque o Guarani precisava vencer para não depender de tropeços de terceiros e o São Caetano só sonharia com o acesso se ganhasse. Como sobraram espaços no meio-campo e entre zagueiros e laterais, o São Caetano usou a inteligência e a velocidade para chegar com perigo. Especialmente com o rápido Danielzinho, o melhor em campo.
Pressionado por resultados adversos ( vitórias parciais de Guaratinguetá e Bragantino), o Guarani voltou para o segundo tempo mais disposto e mais ofensivo, além de liberar laterais e adiantar o meio-campo.
Porém, esbarrou na próprias limitações técnicas e na incompetência ofensiva. Tanto que ameaçou seis vezes mas falhou nas conclusões. Ao São Caetano restou se recuperar do abalo inicial pelas vitórias parciais de Atlético e Vitória e controlar a agressividade inicial do adversário para depois contragolpear como se estivesse a passear no parque.
Como nos dois gols de Danielzinho em enfiadas perfeitas de Ailton ( substituiu o discreto Marcelo Costa com muito mais eficiência), aos 20 e aos 30 minutos. Sempre em contra-ataques, o Azulão usou a inteligência e ainda esteve por marcar em três ocasiões. Mas abusou do preciosismo.
Mesmo vítima dos próprios nervos |( e depois desespero), com erros de passes, de posicionamento e de marcação, o Guarani chegou a empatar aos 27 minutos com Danilo Sacramento, além de chegar com perigo em outras cinco oportunidades.
Pouco para se livrar de um rebaixamento sacramento pelo mau desempenho no terço final da Série B. Ao contrário de Bragantino e Guaratinguetá, que cresceram no final do campeonato, venceram hoje (Boa Esporte e Barueri) e se salvaram.
CRB, Ipatinga e Barueri fazem companhia ao campeão brasileiro de 78 como novos integrantes da Série C. Coisas do futebol!
A cartolagem, o gaúcho e a rasteira paulista
Mano Menezes caiu? Nada disso! O técnico da Seleção Brasileira levou, com todas as letras, uma senhora rasteira da cartolagem paulista que comanda a Confederação Brasileira de Futebol.
Pra dizer a verdade, o bom gaúcho foi vítima da politicagem barata de três dirigentes ligados a São Paulo, Palmeiras e Corinthians: o presidente José Maria Marin, o vice Marco Polo del Nero e o diretor de Seleções Andrés Sanchez.
O ex-presidente do Corinthians garante que foi voto vencido e que prefere respeitar a hierarquia em nome da imposição presidencial de "novos métodos, nova tecnologia e novo planejamento", justificativa nada convincente.
Em outras palavras, mais diretas, Mano Menezes foi guilhotinado; cortaram-lhe a cabeça simplesmente porque o substituto do insuportável carioca Ricardo Teixeira resolveu mostrar quem manda, expurgando nomes que não escolheu. Maldito poder! Odor de retrocesso!
Mano Menezes teve altos e baixos na seleção; mais acertou do que errou, mas nenhum dos mais cotados para substituí-lo lhe é muito superior. Tite se iguala ou é até um pouco melhor porque sabe trabalhar tática e coletivismo como poucos, Muricy não tem perfil nem a capacidade de Tite e Felipão já deu o que tinha de dar. Inclusive a Segundona de presente para o Palmeiras.
Aproveitamento de Mano e seus mais de 100 convocados supera os 70% e isso, no futebol atual, é bastante. Por isso a rasteira é absurda, não se sustenta. Tanto quanto pelo desempenho atual, justamente agora que a Seleção tinha mais cara de time, de jogo coletivo e consciente.
Com padrão mais definido e opções mais claras visando à Copa das Confederações e à Copa do Mundo, a Seleção mostrou evolução depois de um início em que o legado não se garantia e jogava contra Mano.
Mano Menezes passou pelo pior, ajeitou o grupo e, repito, agora que mostrou um time mais compacto, mais agrupado, com futebol mais moderno diante da necessidade de resultados, acaba sendo vítima de sacanagem pura.
Dirigentes não podem jogar para a torcida nem exercitar o egoísmo exacerbado. Mas é isso que acaba de acontecer, mais uma vez. Se depender do torcedor apaixonado ele quer um time apenas ofensivo e os melhores do seu time na seleção. Nada mais! Virar refém da paixão suicida é um risco danado. Hoje em dia, não leva a nada. Talvez a derrotas. Aí, sobra pra quem?
Mano Menezes não é burro, como gritam alguns torcedores. Não é unanimidade, mas sabe o que faz e por que convoca ou escala este ou aquele. Também já convocou, escalou ou mexeu errado. Outros treinadores já foram mais contestados.
Hoje, qualquer lista de convocados como o mínimo de sensatez não teria mais que três ou quatro nomes diferentes. Inclusive a do técnico a ser anunciado em janeiro de 2013 e que, se optar pela comodidade da mera ousadia sem cuidados, vai dar com os burros n'água.
Como o poder da cartolagem sempre fala mais alto, a corda arrebentou do lado mais fraco. Andrés Sanchez enfiou o rabo entre as pernas e deixou as velhas raposas se locupletarem com o churrasco gaúcho. Se tivesse mais caráter, pediria o boné sem pestanejar.
Pra dizer a verdade, o bom gaúcho foi vítima da politicagem barata de três dirigentes ligados a São Paulo, Palmeiras e Corinthians: o presidente José Maria Marin, o vice Marco Polo del Nero e o diretor de Seleções Andrés Sanchez.
O ex-presidente do Corinthians garante que foi voto vencido e que prefere respeitar a hierarquia em nome da imposição presidencial de "novos métodos, nova tecnologia e novo planejamento", justificativa nada convincente.
Em outras palavras, mais diretas, Mano Menezes foi guilhotinado; cortaram-lhe a cabeça simplesmente porque o substituto do insuportável carioca Ricardo Teixeira resolveu mostrar quem manda, expurgando nomes que não escolheu. Maldito poder! Odor de retrocesso!
Mano Menezes teve altos e baixos na seleção; mais acertou do que errou, mas nenhum dos mais cotados para substituí-lo lhe é muito superior. Tite se iguala ou é até um pouco melhor porque sabe trabalhar tática e coletivismo como poucos, Muricy não tem perfil nem a capacidade de Tite e Felipão já deu o que tinha de dar. Inclusive a Segundona de presente para o Palmeiras.
Aproveitamento de Mano e seus mais de 100 convocados supera os 70% e isso, no futebol atual, é bastante. Por isso a rasteira é absurda, não se sustenta. Tanto quanto pelo desempenho atual, justamente agora que a Seleção tinha mais cara de time, de jogo coletivo e consciente.
Com padrão mais definido e opções mais claras visando à Copa das Confederações e à Copa do Mundo, a Seleção mostrou evolução depois de um início em que o legado não se garantia e jogava contra Mano.
Mano Menezes passou pelo pior, ajeitou o grupo e, repito, agora que mostrou um time mais compacto, mais agrupado, com futebol mais moderno diante da necessidade de resultados, acaba sendo vítima de sacanagem pura.
Dirigentes não podem jogar para a torcida nem exercitar o egoísmo exacerbado. Mas é isso que acaba de acontecer, mais uma vez. Se depender do torcedor apaixonado ele quer um time apenas ofensivo e os melhores do seu time na seleção. Nada mais! Virar refém da paixão suicida é um risco danado. Hoje em dia, não leva a nada. Talvez a derrotas. Aí, sobra pra quem?
Mano Menezes não é burro, como gritam alguns torcedores. Não é unanimidade, mas sabe o que faz e por que convoca ou escala este ou aquele. Também já convocou, escalou ou mexeu errado. Outros treinadores já foram mais contestados.
Hoje, qualquer lista de convocados como o mínimo de sensatez não teria mais que três ou quatro nomes diferentes. Inclusive a do técnico a ser anunciado em janeiro de 2013 e que, se optar pela comodidade da mera ousadia sem cuidados, vai dar com os burros n'água.
Como o poder da cartolagem sempre fala mais alto, a corda arrebentou do lado mais fraco. Andrés Sanchez enfiou o rabo entre as pernas e deixou as velhas raposas se locupletarem com o churrasco gaúcho. Se tivesse mais caráter, pediria o boné sem pestanejar.
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
O parque, a ciclovia, a égua e o potrinho
Concordo! Título soa mesmo como mistureba sem sentido. Como não consegui algo melhor, fica assim mesmo. O leitor vai entender.
Não é invenção. Apenas chamariz. Não é a essência do absurdo que assisti entre 17h30min e 18h05min de hoje no nosso Parque Central.
Aconteceu em plena ciclovia, ali bem próximo do campo distrital utilizado pelo Independência e provavelmente ainda pelo Unidos da Gamboa.
Junto à escada, sem a menor cerimônia, o senhor de meia-idade parecia dono do pedaço "reservado" aos seus animais. Amarrada a uma corda de mais ou menos 12m e 15cm, presa à mão do cara-de-pau, a égua lavava a égua de tanto comer.
Flores, plantas em geral e capim também serviam para saciar a fome do belo potrinho, que ainda tinha a companhia de um (a) cachorrinho (a) preto (a), cotó ( sem rabo).
Sem ironia, a cena era comovente. A beleza do trio animal faria a alegria de qualquer criança ou adolescente minimamente sensível. Porém, convenhamos, em local totalmente inadequado. Parque não é pasto público nem particular!
A ousadia do provável proprietário não foi contestada por ninguém. A jovem ficou com medo de descer a escada momentaneamente ocupada pelos animais. " Pode descer. Eu garanto", disse o senhor de cabelos brancos puxando a corda mais para a direita.
Ciclistas e pedestres que passavam ( tirei algumas fotos com o celular, mas não ficaram boas) pela ciclovia também ficaram surpresos e foram atrapalhados, mas não aconteceu nada.
Avisei um dos guardas de plantão na "casinha" da entrada ( GCM Taíra), mas nenhuma providência foi tomada. Ao menos a julgar pela volta seguinte.
Os "ilustres visitantes", talvez satisfeitos, já estavam mais pra cima, sendo puxados tranquilamente ciclovia afora, até sair, às 18h05min, pelo portão de acesso da rua Javaés.
Não sei se nessa minha ausência de uma semana a Prefeitura resolveu permitir que o nosso parque virasse pasto, piquete, haras, hipódromo ou coisa do gênero. Pelo desfilar de incompetências administrativas, não seria surpresa.
E não havia sequer um funcionário a quem se pudesse alertar sobre o que já deveria ser obrigação. Se o Central está aberto, sugerem-se cuidados dos servidores pagos para tal.
Mais uma prova de que o nosso parque continua sem comunicação, sem orientação, sem fiscalização e sem punição a usuários mal-educados e funcionários não comprometidos.
Se a moda pega, logo logo o bom prado do nosso Parque Central vai ser um prato cheio para vacas (e seus lindos bezerrinhos) e aliás (e seus lindos elefantinhos). Pra quem não se lembra, aliá, elefoa e elefanta são femininos de elefante. Se é que não mudaram por decreto.
Acorda, prefeitão! Mesmo que no último minuto de um mandato a ser esquecido, bote esse pessoal pra trabalhar.
Não é invenção. Apenas chamariz. Não é a essência do absurdo que assisti entre 17h30min e 18h05min de hoje no nosso Parque Central.
Aconteceu em plena ciclovia, ali bem próximo do campo distrital utilizado pelo Independência e provavelmente ainda pelo Unidos da Gamboa.
Junto à escada, sem a menor cerimônia, o senhor de meia-idade parecia dono do pedaço "reservado" aos seus animais. Amarrada a uma corda de mais ou menos 12m e 15cm, presa à mão do cara-de-pau, a égua lavava a égua de tanto comer.
Flores, plantas em geral e capim também serviam para saciar a fome do belo potrinho, que ainda tinha a companhia de um (a) cachorrinho (a) preto (a), cotó ( sem rabo).
Sem ironia, a cena era comovente. A beleza do trio animal faria a alegria de qualquer criança ou adolescente minimamente sensível. Porém, convenhamos, em local totalmente inadequado. Parque não é pasto público nem particular!
A ousadia do provável proprietário não foi contestada por ninguém. A jovem ficou com medo de descer a escada momentaneamente ocupada pelos animais. " Pode descer. Eu garanto", disse o senhor de cabelos brancos puxando a corda mais para a direita.
Ciclistas e pedestres que passavam ( tirei algumas fotos com o celular, mas não ficaram boas) pela ciclovia também ficaram surpresos e foram atrapalhados, mas não aconteceu nada.
Avisei um dos guardas de plantão na "casinha" da entrada ( GCM Taíra), mas nenhuma providência foi tomada. Ao menos a julgar pela volta seguinte.
Os "ilustres visitantes", talvez satisfeitos, já estavam mais pra cima, sendo puxados tranquilamente ciclovia afora, até sair, às 18h05min, pelo portão de acesso da rua Javaés.
Não sei se nessa minha ausência de uma semana a Prefeitura resolveu permitir que o nosso parque virasse pasto, piquete, haras, hipódromo ou coisa do gênero. Pelo desfilar de incompetências administrativas, não seria surpresa.
E não havia sequer um funcionário a quem se pudesse alertar sobre o que já deveria ser obrigação. Se o Central está aberto, sugerem-se cuidados dos servidores pagos para tal.
Mais uma prova de que o nosso parque continua sem comunicação, sem orientação, sem fiscalização e sem punição a usuários mal-educados e funcionários não comprometidos.
Se a moda pega, logo logo o bom prado do nosso Parque Central vai ser um prato cheio para vacas (e seus lindos bezerrinhos) e aliás (e seus lindos elefantinhos). Pra quem não se lembra, aliá, elefoa e elefanta são femininos de elefante. Se é que não mudaram por decreto.
Acorda, prefeitão! Mesmo que no último minuto de um mandato a ser esquecido, bote esse pessoal pra trabalhar.
terça-feira, 13 de novembro de 2012
São Caetano: como ganhar do líder Goiás?
Na briga por uma das três vagas restantes à elite do futebol nacional, a tarefa do São Caetano é quase tão improvável quanto o grande Palmeiras se salvar do rebaixamento.
Em quinto lugar com 67 pontos ganhos e 19 vitórias, o Azulão pega o líder e já classificado Goiás no Estádio Anacleto Campanella e o ainda ameaçado Guarani em Campinas, na última rodada.
Quarto colocado com dois pontos e duas vitórias a mais, o instável e decadente Vitória vai a Joinville e depois recebe o Ceará no Barradão.
Em terceiro lugar com os mesmos 69 pontos e 21 vitórias, mas melhor saldo de gols do que o time baiano, o Atlético Paranaense vai a Criciúma e na rodada decisiva faz o clássico contra o Paraná.
Segundo colocado e virtualmente classificado com 71 pontos ganhos e 22 vitórias, o Criciúma recebe o Atlético Paranaense e encerra participação em Florianópolis, no clássico diante do Avaí.
Além de secar os adversários e depender de combinação de resultados , o São Caetano tem dois jogos teoricamente problemáticos e precisa vencer. Neste sábado o obstáculo se chama Goiás. Simplesmente líder e, no momento, depois de início titubeante, dono do melhor futebol da Série B.
Não acredito, mas se voltar a desfilar a incompreensível apatia do jogo diante do Boa Esporte -- venceu por 4 a 2 mas não convenceu -- , o Azulão vai levar uma varada e dizer adeus ao sonho do acesso.
Se quiser mesmo vencer, além de se aplicar com extrema determinação, também não pode repetir o distanciamento setorial nem as falhas de posicionamento e cobertura do sistema defensivo, exatamente um dos pontos altos do time de Ailton Silva.
Volta de Augusto Recife, volante de ofício e entrosado com Moradei, deve acertar a marcação de forma geral. Se isso não acontecer e os laterais não estiverem atentos aos costados, difilcilmente o Azulão escapará das estilingadas certeiras de Ricardo Goulart, que marca pouco mas articula e chega no ataque com a mesma competência. Se Ricardo Goulart for mais participativo na marcação, voltará a chamar a atenção de clubes de primeira grandeza.
Gabriel e Wagner formam talvez uma das melhores zagas do campeonato, mas não terão vida fácil com as chegadas do menino revelado no Santo André e a intensa movimentação de Valter.
Mesmo acima do peso, o ex-jogador do Inter abre espaços, dá assistências e ainda finaliza de média e curta distâncias com bom aproveitamento. E é bom não achar que o Goiás vai ficar levantando bola para consagrar os zagueirões!
Outros perigos do rápido e envolvente time goiano são os contragolpes e as invertidas de bola. Laterais Victor e Egídio são perigosos e devem ser marcados de perto por quem jogar aberto. Talvez Danielzinho pela direita e Éder ou Geovane pela esquerda. Vai ser complicado!
Como goleiro e zaga interna do Goiás também têm experiência e futebol de primeira, São Caetano deve abusar da velocidade e da rotatividade. Caso contrário, vira presa fácil.
Se errar na liberação dos laterais para atacar, o São Caetano vai dar os espaços que o Goiás adora para contra-atacar. Por isso, todo cuidado é pouco. Resta ao Azulão contar com a técnica de Pedro Carmona, que sabe meter uma bola com precisão e se aproxima do ataque com sabedoria. Se brilhar sem abusar do individualismo improdutivo, vai dar trabalho e o jogo pode ficar mais equilibrado.
Outra boa opção do Azulão são as bolas "paradas", quase sempre endereçadas por Pedro Carmona (ou Marcelo Costa) para as cabeçadas certeiras dos zagueiros Gabriel e Wagner. Jogo aéreo pode ser o fiel da balança. Exatamente o oposto do Goiás.
Expectativa é de que seja um jogo bem melhor do que o último. Os dois times são bons e saber tocar a bola sem exagerar nos chutões. Apesar dos seis gols, não gostei e discordo dos que viram um show de emoções e intensidade contra o Boa. Os gols são enganosos!
Último jogo do São Caetano vai ser em Campinas. Guarani está em 15º lugar, apenas quatro pontos à frente do Guaratinguetá, o primeiro da zona de rebaixamento. Se o Guarani não estiver a salvo, vencer na casa do adversário será tarefa hercúlea.
Talvez seja menos difícil ganhar do Goiás elitizado do que do bugre campineiro com a corda no pescoço. Talvez seja mais fácil escapar da varada do que da flechada bugrina.
Em quinto lugar com 67 pontos ganhos e 19 vitórias, o Azulão pega o líder e já classificado Goiás no Estádio Anacleto Campanella e o ainda ameaçado Guarani em Campinas, na última rodada.
Quarto colocado com dois pontos e duas vitórias a mais, o instável e decadente Vitória vai a Joinville e depois recebe o Ceará no Barradão.
Em terceiro lugar com os mesmos 69 pontos e 21 vitórias, mas melhor saldo de gols do que o time baiano, o Atlético Paranaense vai a Criciúma e na rodada decisiva faz o clássico contra o Paraná.
Segundo colocado e virtualmente classificado com 71 pontos ganhos e 22 vitórias, o Criciúma recebe o Atlético Paranaense e encerra participação em Florianópolis, no clássico diante do Avaí.
Além de secar os adversários e depender de combinação de resultados , o São Caetano tem dois jogos teoricamente problemáticos e precisa vencer. Neste sábado o obstáculo se chama Goiás. Simplesmente líder e, no momento, depois de início titubeante, dono do melhor futebol da Série B.
Não acredito, mas se voltar a desfilar a incompreensível apatia do jogo diante do Boa Esporte -- venceu por 4 a 2 mas não convenceu -- , o Azulão vai levar uma varada e dizer adeus ao sonho do acesso.
Se quiser mesmo vencer, além de se aplicar com extrema determinação, também não pode repetir o distanciamento setorial nem as falhas de posicionamento e cobertura do sistema defensivo, exatamente um dos pontos altos do time de Ailton Silva.
Volta de Augusto Recife, volante de ofício e entrosado com Moradei, deve acertar a marcação de forma geral. Se isso não acontecer e os laterais não estiverem atentos aos costados, difilcilmente o Azulão escapará das estilingadas certeiras de Ricardo Goulart, que marca pouco mas articula e chega no ataque com a mesma competência. Se Ricardo Goulart for mais participativo na marcação, voltará a chamar a atenção de clubes de primeira grandeza.
Gabriel e Wagner formam talvez uma das melhores zagas do campeonato, mas não terão vida fácil com as chegadas do menino revelado no Santo André e a intensa movimentação de Valter.
Mesmo acima do peso, o ex-jogador do Inter abre espaços, dá assistências e ainda finaliza de média e curta distâncias com bom aproveitamento. E é bom não achar que o Goiás vai ficar levantando bola para consagrar os zagueirões!
Outros perigos do rápido e envolvente time goiano são os contragolpes e as invertidas de bola. Laterais Victor e Egídio são perigosos e devem ser marcados de perto por quem jogar aberto. Talvez Danielzinho pela direita e Éder ou Geovane pela esquerda. Vai ser complicado!
Como goleiro e zaga interna do Goiás também têm experiência e futebol de primeira, São Caetano deve abusar da velocidade e da rotatividade. Caso contrário, vira presa fácil.
Se errar na liberação dos laterais para atacar, o São Caetano vai dar os espaços que o Goiás adora para contra-atacar. Por isso, todo cuidado é pouco. Resta ao Azulão contar com a técnica de Pedro Carmona, que sabe meter uma bola com precisão e se aproxima do ataque com sabedoria. Se brilhar sem abusar do individualismo improdutivo, vai dar trabalho e o jogo pode ficar mais equilibrado.
Outra boa opção do Azulão são as bolas "paradas", quase sempre endereçadas por Pedro Carmona (ou Marcelo Costa) para as cabeçadas certeiras dos zagueiros Gabriel e Wagner. Jogo aéreo pode ser o fiel da balança. Exatamente o oposto do Goiás.
Expectativa é de que seja um jogo bem melhor do que o último. Os dois times são bons e saber tocar a bola sem exagerar nos chutões. Apesar dos seis gols, não gostei e discordo dos que viram um show de emoções e intensidade contra o Boa. Os gols são enganosos!
Último jogo do São Caetano vai ser em Campinas. Guarani está em 15º lugar, apenas quatro pontos à frente do Guaratinguetá, o primeiro da zona de rebaixamento. Se o Guarani não estiver a salvo, vencer na casa do adversário será tarefa hercúlea.
Talvez seja menos difícil ganhar do Goiás elitizado do que do bugre campineiro com a corda no pescoço. Talvez seja mais fácil escapar da varada do que da flechada bugrina.
sábado, 10 de novembro de 2012
São Caetano: apatia, susto e virada
De virada, o São Caetano venceu o Boa Esporte por 4 a 2 hoje à noite no Estádio Anacleto Campanella. Mas só ficou no sonhado G-4 de acesso à elite do futebol nacional por duas horas, já que o Atlético Paranaense foi a Arapiraca e derrotou o ASA por 3 a 2.
Com 67 pontos ganhos, o Azulão continua em quinto lugar e ainda enfrenta o Goiás em casa e o Guarani em Campinas. Com 69 pontos, 21 vitórias e saldo de 28 gols, o Atlético dorme como vice-líder. Nas duas rodadas finais, vai a Criciúma e depois tem o clássico estadual diante do Paraná.
Com os mesmos 69 pontos, 21 vitórias e saldo de 17 gols, amanhã o Vitória joga em Guaratinguetá. Líder com 71 pontos, o Goiás recebe o lanterna e rebaixado Barueri disposto a garantir matematicamente a vaga. Quarto colocado com 68 pontos, o Criciúma vai a Natal enfrentar o América.
No estranho jogo de São Caetano, o Azulão levou um susto; vítima de duas falhas individuais, acabou tomando 2 a 0. Mesmo sem jogar bem, se recuperou, também em lances individuais, e chegou ao empate ainda na etapa inicial. Depois, fez mais dois gols, virou, se acomodou e administrou o resultado.
Soa paradoxal, mas, apesar dos seis gols, o jogo não foi bom técnica e taticamente. Nem tão emocionante como pode sugerir. Houve muitos erros técnicos e igual desorganização tática dos dois lados.
Primeiro tempo do Azulão beirou afrontar seus números no campeonato e a própria capacidade do grupo. Não é possível que um time que luta pelo acesso seja refém da preguiça, da apatia. Ficou a falsa impressão de controle emocional de quem sabe que é superior tecnicamente mas não jogou nada.
Sem Augusto Recife, suspenso e substituído pelo menos combativo Allan, o bom sistema defensivo do São Caetano, um dos melhores do campeonato, esteve à beira do caos.
Tanto que, com Moradei sobrecarregado na marcação aos meias Radamés e Francismar, o Azulão tomou dois gols, foi ameaçado em mais dois lances e teve vários momentos falhos no posicionamento, na recomposição, na antecipação e na cobertura.
Se bem que o gol de Radamés, aos 21 minutos, em chute de longe, foi um frango do bom goleiro Luiz, homenageado por completar 300 jogos com a camisa do clube.
No segundo gol, aos 28 minutos, a jogada começou pela esquerda, às costas do lateral Samuel Xavier, e o cruzamento de Radar encontrou Siloé sozinho (Wagner marcou a bola) para concluir sem dificuldades.
Por que o Azulão não brilhou? Porque marcou mal, cobriu mal, protegeu mal, não aproximou os três setores, deixou espaços entre meias e volantes, não criou e ainda se deu ao luxo de ser vítima de uma autossuficiência inadmissível e uma (des)organização tática amadora.
Fez, sim, dois gols ainda no primeiro tempo, mas não acordou. Ambos em jogadas individuais de Vandinho ( entrou aos 27 minutos no lugar do lesionado Leandrão e marcou aos 31) e Danielzinho ( aos 38), as duas em cima do zagueiro Gabriel.
No segundo tempo, o São Caetano voltou menos apático ( não dava para ser mais!), liberou um pouco mais os laterais, encurtou os espaços e melhorou o posicionamento defensivo do meio-campo.
Azulão ameaçou aos 9 minutos com Samuel Xavier e aos 10 com Danielzinho, antes de marcar o terceiro gol aos 14, com Pedro Carmona cobrando pênalti sobre Vandinho. Wilson Júnior, goleiro emprestado pelo São Bernardo, nada pôde fazer.
O Boa ameaçou seis minutos depois com outro chute de fora da área de Radamés, mas tomou o quarto gol aos 26. O lateral Diego fez boa jogada pela esquerda, foi à linha de fundo e cruzou para Danielzinho concluir com categoria.
Com 4 a 2, o Azulão voltou a se desinteressar pelo jogo; se acomodou. Não aproveitou os espaços nem as limitações defensivas e o cansaço do time mineiro.
Provalvelmente para não correr riscos, o técnico Ailton Silva tirou o contundido volante Allan e colocou o zagueiro Jaime Bustamante ( expulso no final). Mesmo assim, levou três sustos.
Porém, não se abalou. Talvez já estivesse pensando em torcer contra o Atlético Paranaense para assumir a quarta colocação. Não adiantou nada! Resta secar Vitória, Criciúma e Goiás amanhã para que o resultado de hoje tenha maior relevância.
Com 67 pontos ganhos, o Azulão continua em quinto lugar e ainda enfrenta o Goiás em casa e o Guarani em Campinas. Com 69 pontos, 21 vitórias e saldo de 28 gols, o Atlético dorme como vice-líder. Nas duas rodadas finais, vai a Criciúma e depois tem o clássico estadual diante do Paraná.
Com os mesmos 69 pontos, 21 vitórias e saldo de 17 gols, amanhã o Vitória joga em Guaratinguetá. Líder com 71 pontos, o Goiás recebe o lanterna e rebaixado Barueri disposto a garantir matematicamente a vaga. Quarto colocado com 68 pontos, o Criciúma vai a Natal enfrentar o América.
No estranho jogo de São Caetano, o Azulão levou um susto; vítima de duas falhas individuais, acabou tomando 2 a 0. Mesmo sem jogar bem, se recuperou, também em lances individuais, e chegou ao empate ainda na etapa inicial. Depois, fez mais dois gols, virou, se acomodou e administrou o resultado.
Soa paradoxal, mas, apesar dos seis gols, o jogo não foi bom técnica e taticamente. Nem tão emocionante como pode sugerir. Houve muitos erros técnicos e igual desorganização tática dos dois lados.
Primeiro tempo do Azulão beirou afrontar seus números no campeonato e a própria capacidade do grupo. Não é possível que um time que luta pelo acesso seja refém da preguiça, da apatia. Ficou a falsa impressão de controle emocional de quem sabe que é superior tecnicamente mas não jogou nada.
Sem Augusto Recife, suspenso e substituído pelo menos combativo Allan, o bom sistema defensivo do São Caetano, um dos melhores do campeonato, esteve à beira do caos.
Tanto que, com Moradei sobrecarregado na marcação aos meias Radamés e Francismar, o Azulão tomou dois gols, foi ameaçado em mais dois lances e teve vários momentos falhos no posicionamento, na recomposição, na antecipação e na cobertura.
Se bem que o gol de Radamés, aos 21 minutos, em chute de longe, foi um frango do bom goleiro Luiz, homenageado por completar 300 jogos com a camisa do clube.
No segundo gol, aos 28 minutos, a jogada começou pela esquerda, às costas do lateral Samuel Xavier, e o cruzamento de Radar encontrou Siloé sozinho (Wagner marcou a bola) para concluir sem dificuldades.
Por que o Azulão não brilhou? Porque marcou mal, cobriu mal, protegeu mal, não aproximou os três setores, deixou espaços entre meias e volantes, não criou e ainda se deu ao luxo de ser vítima de uma autossuficiência inadmissível e uma (des)organização tática amadora.
Fez, sim, dois gols ainda no primeiro tempo, mas não acordou. Ambos em jogadas individuais de Vandinho ( entrou aos 27 minutos no lugar do lesionado Leandrão e marcou aos 31) e Danielzinho ( aos 38), as duas em cima do zagueiro Gabriel.
No segundo tempo, o São Caetano voltou menos apático ( não dava para ser mais!), liberou um pouco mais os laterais, encurtou os espaços e melhorou o posicionamento defensivo do meio-campo.
Azulão ameaçou aos 9 minutos com Samuel Xavier e aos 10 com Danielzinho, antes de marcar o terceiro gol aos 14, com Pedro Carmona cobrando pênalti sobre Vandinho. Wilson Júnior, goleiro emprestado pelo São Bernardo, nada pôde fazer.
O Boa ameaçou seis minutos depois com outro chute de fora da área de Radamés, mas tomou o quarto gol aos 26. O lateral Diego fez boa jogada pela esquerda, foi à linha de fundo e cruzou para Danielzinho concluir com categoria.
Com 4 a 2, o Azulão voltou a se desinteressar pelo jogo; se acomodou. Não aproveitou os espaços nem as limitações defensivas e o cansaço do time mineiro.
Provalvelmente para não correr riscos, o técnico Ailton Silva tirou o contundido volante Allan e colocou o zagueiro Jaime Bustamante ( expulso no final). Mesmo assim, levou três sustos.
Porém, não se abalou. Talvez já estivesse pensando em torcer contra o Atlético Paranaense para assumir a quarta colocação. Não adiantou nada! Resta secar Vitória, Criciúma e Goiás amanhã para que o resultado de hoje tenha maior relevância.
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