Donizeti Raddi, 71 anos, corintiano, jornalista e professor de Educação Física aposentado. Hoje, trilheiro, montanhista amador, aventureiro e blogueiro ocasional.

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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

O Corinthians, o show e o susto

O Corinthians de hoje cedo no Japão deu um show, mas levou um susto. Nada disso surpreende.

O show foi da torcida. Mais de 20 mil corintianos fizeram muita festa no Toyota "Pacaembu" Stadium.

Os invasores do bem -- salvo  raríssimas exceções -- se adonaram do espaço, mas, em campo, os jogadores do campeão da Libertadores não repetiram as performances de quem sempre foi caseiro.

Corinthians  de tanta gente, a favor ou contra, ganhou de 1 a 0 do Al Ahly, campeão egípcio e africano, mas passou por momentos de desconforto em busca do bi no Mundial Interclubes.

Foi superior e teve mais posse de bola no primeiro tempo, quando fez 1 a 0 com o peruano Guerrero, mas recuou em demasia no segundo e perdeu o domínio das ações.

Não que tenha faltado competência técnica, física ou tática. Aos homens de Tite faltou competência emocional para lidar com situação adversa.

Esbarrou no bom desempenho de um adversário que não tem nada de bobo, que ataca e defende em bloco e, principalmente, que não sente a bola queimar nos pés. Ao Al Ahly  só faltou mais sentido de penetração e finalização.

Em vantagem, o Corinthians foi simplesmente Corinthians. Jogou pro gasto -- tinha a  obrigação de vencer -- , e fez o resultado que o coloca na final diante de ingleses ou mexicanos, que jogam amanhã cedo.

Estréia foi superada  graças, novamente, ao bom desempenho defensivo -- por isso o Al Ahly chegou pouco --, que impediu a aproximação do time egípcio. O excepcional Paulinho não brilhou no meio e o endiabrado Émerson não infernizou ninguém. Por isso a bola batia e voltava. Por isso o Corinthians se assustou e ficou longe do time dos sonhos.

É provável que domingo, em Yokohama, sem o peso da estréia nem da obrigatoriedade de vencer, o Timão jogue mais solto. Não vai abrir mão da disciplina tática que o levou tão longe.

Porém, também não vai se acovardar e decepcionar 20 mil invasores/artistas a provar um amor sem fronteiras.  Um show de causar inveja! Disso ninguém duvida! Vai Curíntia!!! 

sábado, 8 de dezembro de 2012

Handebol da Metodista a um empate do hepta

Vitória de 23 a 22, hoje no ginásio do Baetão, deixa a Metodista a um empate do sétimo título da Liga Nacional de Handebol Feminino.

Pensei em escrever "apenas um empate", mas  estaria a forçar a barra logo na abertura do texto, já que a tarefa das meninas de Eduardo Carlone, quarta-feira, em Concórdia, sugere dificuldades; muitas dificuldades.

Diferença de um gol significa bem pouco. Como teve melhor campanha na fase classificatória, o representante catarinense joga por vitória simples. E tem time para vencer.

Haja vista que no jogo de agora há pouco as feras de Alexandre Schneider ofereceram incrível resistência. Começaram  dominando tática e tecnicamente. O jogo de velocidade encaixou e o contra-ataque foi concluído com competência.

A Metodista chegou a ficar quatro gols atrás, mas corrigiu a marcação. Trocou o  6/0 pelo 5/1 e foi mais agressiva. Se recuperou ainda na etapa inicial ( 12 a 11); abriu a vantagem no início do segundo tempo, chegou a ser ultrapassada por excesso de precipitações ofensivas mas acabou vencendo por um gol, com méritos.

As goleiras Ariadne (Metodista) e Jéssica (Concórdia) foram os destaques da decisão ao lado de Agda, Celia, Moniky e Taíra, as maiores goleadoras.

Técnico Eduardo Carlone reclamou bastante da arbitragem  no final do jogo. Passou dos limites! Descontrole emocional não se justifica.

Dupla de árbitros não foi determinante para o resultado apertado. Faltou jogar mais pra ganhar de mais! Só isso! É choro de vencedor que sabe o que vai encontrar um adversário à altura na grande final.                           

O CACHORRO LIBERADO  E A KOMBI PREGUIÇOSA

Outro dia, no Jardim Tamoio, aqui no Ipiranguinha, o GCM Jones acabou numa saia justa. Confesso que não foi intencional.

Fui questioná-lo sobre a presença, ali dentro, de uma senhora passeando com um cachorro. Era um jovem pitbull; com coleira, diga-se.

Novato no pedaço,  apenas um mês, o guarda municipal respondeu, educadamente, que existia uma placa na entrada citando lei de 22 de setembro de 2008, especificando detalhes da "permissão".

Que eu saiba, segundo matéria do DGABC, só pode passear com cachorro no Parque Central, onde, por sinal, ninguém fiscaliza nada. Muito menos cachorro cagão e dono mal-educado.

Como não me dei por satisfeito, fui tomar ciência da citada placa. Qual não foi minha surpresa ao deparar, ali, juntinho, com outras duas placas, bem mais antigas, "proibindo" a entrada de animais, bicicletas e outros quetais.

Não tive dúvidas: mais uma vez, procurei o GCM e o alertei de que existia no mínimo um conflito de informações. Ele concordou e ficou de falar com seus superiores. Até hoje de manhã, estava tudo igual. Só não existia guarda!

Por falar Jardim Tamoio, mais uma vez flagrei um perua Kombi da Craisa --  final da placa é 96 -- atravessando por dentro do jardim em vez de dar a volta por fora, pela rua, para entregar as refeições dos funcionários.

Pra cortar caminho, o motorista irresponsável se acha no direito de passar por onde não deve sem a menor cerimônia. Até quando? Estão esperando acontecer algum  acidente pra tomar providência?

Cabe ao Poder Público justificar a presença do cachorro (ou dar placas) e a preguiça do motorista. , Provavelmente terceirizado, mas não menos irresponsável.       

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

A tragédia, o trote e o descaso do Poder Público

Fábio não é a primeira vítima do descaso do Poder Público. Nem será a última. A morte do menino de apenas 12 anos de idade poderia ter sido evitada. Mas não foi! 

Mais uma família vai carregar a dor pela eternidade. A trave caída. A tragédia anunciada. O "responsável" ausente.  A artéria perfurada. O SAMU atrasado. A vida ceifada. A família dilacerada. E a Prefeitura calada. 

O desfile de irresponsabilidades fatais segue como  se o valor de nossas crianças fosse inferior ao de cães e gatos.  Familiares alegam que o SAMU -- mais um atraso? -- só chegou  uma hora depois do acidente no campo do Humaitá.

Distrital Salvador dos Santos fica ali ao lado do Aramaçan. Portanto, não tão longe de ambulâncias estrategicamente estacionadas no Hospital Municipal, no Jardim las Vegas ou mesmo no Jardim Santo André. Percurso rápido,  de cinco a 15 minutos, no máximo.  

Ridículo! Absurdo! Dizem que o atendente do SAMU imaginou tratar-se de mais um trote. Mais uma sacanagem de desocupados. Coisas de criança!  Irresponsabilidades de adultos. E o menino na poça de sangue. Imperdoável!

E o Poder Público ainda não se manifestou. Vai dizer o quê? Negligência pura! Responsabilidade pela manutenção dos campos é da Secretaria de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo (Departamento de Esportes) e da Secretaria de Obras e Serviços Públicos (SOSP), que dificilmente conserta um mero alambrado.

Só que o problema existe há mais de 30 anos. Problema não; desleixo! Nossos mais de 40 campos de várzea praticamente inexistem aos olhos do Poder Público. Independente de  partido político,  desprezo é a palavra de ordem.

Prefeitura deveria ser a cuidadora dos distritais, mas não está nem aí. Há muito tempo! Maioria dos nossos campos tem dono. Mas o dono, de fato, não é o cidadão. Nem a Prefeitura.

Por absoluta incompetência, por inaceitável omissão, por flagrante comodismo ou simplesmente em nome de uma excrecência chamada governabilidade, os distritais de Santo André são tomados na mão grande ou entregues a apadrinhados políticos.

Quem grita mais alto se adona do espaço onde deita e rola. Por trás de pseudo-zeladores e concessões de uso  irregulares -- quando existem -- quase sempre há um vereador do bairro ou um candidato ligado ao poder maior .

Há muitos anos se fala em  legalização de cessões e utilização, mas não acontece nada porque não interessa a muita gente miúda bem protegida sob as asas de gente graúda. Por isso nossos campos são uma vergonha. Por isso são terra de todos e de ninguém.  Por isso são arapucas para pássaros livres, crianças inocentes, vítimas em potencial.

A omissão e o medo consciente do Poder Público permitem situações inimagináveis por todos os cantos da cidade. De Utinga ao Parque Miami. Do Bom Pastor até Capuava. Do Humaitá, do Independência e do Sajea/Aliança ao Parque Andreense/Paranapiacaba.

Pouco se faz. Por isso o verdadeiro futebol amador deixa de ser protagonista. É coadjuvante diante de atividades nada dignas. Aluguel para terceiros, propaganda ilegal, show sertanejo,  tráfico de drogas, puxadinho para a família junto a vestiários nojentos, escolinhas particulares, boteco irregular,  jogatina madrugada afora, esconderijo de bandido e até prostituição. Escrevo isso há 30 anos!!!

Esse é o retrato fiel de distritais que deveriam ser espaços sagrados da população. Especialmente das crianças. Se lá existissem  escolinhas de futebol da Prefeitura ou mesmo atividades recreativas. Se lá existissem funcionários contratados que dessem satisfação dos seus atos.

Se lá existissem manutenção e segurança capazes de evitar mais uma tragédia anunciada há pelo menos três décadas. E olha que o prefeitão inimigo do esporte só comanda o Executivo há quatro anos. Portanto, todos os outros  também têm  culpa no cartório.

Quem vai assumir a culpa pela morte de Fábio?  Já temos uma "figueira assassina" no Parque Celso Daniel. Será que  agora encontrarão uma "trave assassina" no Humaitá?  Não seria surpresa!

domingo, 2 de dezembro de 2012

A fratura exposta da incompetência médica

Não há como negar que no segmento da saúde, nós, brasileiros, vivemos na corda bamba. Tanto quanto na educação, na segurança, no saneamento básico, na mobilidade social e na habitação.

Se correr, o bicho pega; se ficar, o bicho come. Mas... correr pra que lado quando se necessita de assistência médica?  É um pior do que o outro! Tanto no setor público quanto no privado, a incompetência profissional soa como fratura exposta.

Parece erva daninha plantada nas hortas de universidades mais preocupadas com os lucros financeiros do que com a formação plena de  profissionais de valor. 

Além de competência, falta investimento coerente. Em "compensação", a roubalheira é desenfreada e o gerenciamento de recursos financeiros e humanos é digno de prostíbulos. Acontece de tudo! 

Falta hospital. Falta equipamento. Falta médico. Falta remédio. Falta salário compatível. Falta leito. Falta UTI. Falta ambulância. Falta respeito ao usuário. Falta carinho. Falta sensibilidade. Falta, acima de tudo, comprometimento profissional da maioria de doutores de meia pataca.

Salvo raríssimas exceções, a saúde brasileira é um caos. No Grande ABC não é diferente. Basta um passeio pelos principais hospitais de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Mauá, Diadema...

Particularmente, já tive problemas com atendimentos no Hospital Santa Helena -- dizem que melhorou -- , na Unimed,  no Hospital Dr. Cristóvão da Gama. Já briguei, já dei murro na mesa -- o médico, sonolento, boliviano,  quase morreu de susto e depois foi demitido --, já reclamei e já cancelei convênio. Tudo dentro dos direitos de quem teima em exercer a cidadania.

A última -- por enquanto -- decepção aconteceu há menos de dois meses, quando minha esposa tropeçou numa calçada irregular e acabou no pronto-socorro do Cristóvão da Gama, aqui atrás de casa.

Antes mesmo da opinião médica, nós, cinquentões e professores de Educação Física, tínhamos certeza de que havia fratura na cabeça do rádio, osso do braço.  Tombo foi feio -- imagine, sem rir, por favor, alguém caindo em seis apoios! -- e  o movimento de flexão ficou bem limitado.

Para nossa surpresa, o doutor -- um jovem arrogante e aparentemente sozinho para atender contingente significativo, o que não é culpa do paciente -- garantiu que não era "nada" após avaliar o raio-X. Ainda bem! Voltamos pra casa surpresos com nossa ignorância ortopédica. Porém, momentaneamente, felizes.

Após uma semana de imobilização e mais uma sem maiores esforços, o braço continuava estranho.  Havia algo de errrado. A dor era inversamente proporcional à mobilidade. Insisti para que a Angela procurasse o "doutorzinho sabe-tudo" e pedisse explicações no hospital.

Chateada, mas avessa a discussões, ela preferiu ir aqui mesmo na rua Santo André, na Otur, do experiente dr. Tardini, que, salvo engano,  já foi médico do Guarani  quando o time campineiro ainda era vencedor.

Atendida com muita atenção e zelo pelo dr. Humberto, não deu outra.  A experiência e a competência profissional falaram mais alto. Nova radiografia constatou  fratura. Adivinhe onde! Na cabeça do rádio, lógico!

Mais do que isso;  ficaram comprovadas a incompetência e a falta de responsabilidade profissional de alguém  que se formou mas faz da empáfia  e do desprezo armas letais contra o cidadão comum; leigo, como nós.

É provável que o jovem cansado se ache professor. Pela soberba, pela atitude e pela pressa, não passa de mais um enganador de plantão, que deveria voltar a colocar a bunda nos bancos escolares para ver se aprende visualizar ao menos uma fratura. E se fosse um caso de vida ou morte?

Pena que ainda não achamos o receituário para dar nome aos bois e levar à diretoria do hospital, um dos mais conceituados da região.  Talvez não seja tão difícil; era o único plantonista no dia 6 de outubro, um sábado, por volta do meio-dia.

Com certeza, seria melhor optar pelo caminho mais curto e sem os custos exorbitantes de qualquer convênio particular. Pronto-socorro do Hospital Municipal, que tem profissionais bons e éticos, e fica mais perto de casa, seria a melhor opção.  Além de ser mantido com o dinheiro dos nossos impostos. Portanto, não é de graça.

  

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Tite é melhor, mas vão errar com Felipão

Tite não é tão experiente nem foi campeão do mundo -- ainda --, mas é superior a  Muricy Ramalho e muito, mas muito, melhor que o Luiz Felipe Scolari atual.

Repito o que já escrevi pelo menos três vezes: Felipão é passado! Tem concepções e métodos ultrapassados de futebol. Pra mim, nunca foi um grande treinador. Brilhou, de fato, quanto tinha um timaço nos tempos de Palmeiras/Parmalat.

Ah, mas ele foi campeão com a Seleção Brasileira em 2002. Nada disso merece tanto destaque pessoal! O título não teve o dedo do gaúcho boa praça mas parou no tempo  quando o assunto é tática.

Pregou a família Scolari, que só colou porque o grupo ganhou o título. Se perdesse, os brasileiros deportariam a família toda. Taticamente, nossa seleção era limitada.

Só ganhamos porque tínhamos -- como em outras copas que conquistgamos ou não --individualidades muito acima da média e em momentos excepcionais. Quem não se lembra do trio atacante com Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho? Além disso, a Seleção tinha Marcos no gol e Cafu e Roberto Carlos nas laterais. Meio-campo era mais marcador, pega-pega.

A verdade é que deram uma rasteira vergonhosa em Mano Menezes e o juizão não marcou nem falta. Tite é bem  nas competências técnica, tática e emocionais.  Conhece futebol, valoriza potenciais técnicos e gerencia recursos humanos e vaidades individuais como poucos. Nosso futuro está em Tite.

Bem diferente, também, de Muricy. Estrategicamente e em nome de compromisso a ser cumprido, ex-treinador do Fluminense e hoje no Santos declinou convite da CBF no momento em que  tudo deveria ser remontado após o fim de uma geração de prata.

Agora que Mano arrumou as peças e a pizza está pré-pronta, esperando apenas a azeitona e o manjericão, talvez o temperamental Muricy não dissesse não.  

Após rasteira em Mano Menezes, Muricy  anda ainda mais reclamão com os dirigentes santistas. Só se esquece de que na Seleção o buraco é mais embaixo e seus conhecimentos precisam ser reavaliados para não ficar pra trás. 

Tite é o mais ético, mais atualizado e mais competente, mas não será o escolhido. Merece e seria o substituto ideal de Mano Menezes após a Copa de 2014. Com ou sem título!

Felipão deve ser anunciado como técnico e Parreira como coordenador técnico. Pode até dar certo, mas experiência de Parreira seria muito mais útil ao lado de Mano ou Tite.

Se alguém pensa que ainda somos favoritos e temidos, está totalmente enganado. Somos respeitados mas não metemos medo em mais ninguém. Temos de ter a humildade para aprender com os melhores e jogar muito mais.

Não  vai ser com Felipão! Infelizmente! Ele vai errar na azeitona e no manjericão!

P.S: Andrés Sanchez dançou. Nada mais normal para o ex-diretor de Seleções passado pra trás. Achou que fazia parte do poder maior. Bobinho! 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Título e decepção do ABC nos J. Abertos

O ABC voltou a triunfar nos Jogos Abertos. Menos o A, de André, já que a cidade do prefeito Inimigo do Esporte voltou a decepcionar ao ficar em quinto lugar na Segunda Divisão.

Isso mesmo! Um dos maiores campeões da história da principal competição poliesportiva do País hoje amarga o quinto lugar na Segundona paulista. Tal como no futebol.

Olimpíada caipira, recém-encerrada em Bauru ( mais de 15 mil atletas e 184 municípios participantes) apresentou a volta por cima de São Caetano, retomando o título conquistado por São Bernardo no ano passado.

Em 2011, São Caetano somou 193 pontos e ficou em sexto lugar. Neste ano,  cresceu bastante e fez 295 pontos, apenas nove a mais que a vice-campeã, São José dos Campos.

Piracicaba ficou em terceiro lugar com um ponto a mais que São Bernardo ( 262 a 261).  Para triunfar em 2011 São Bernardo totalizou 277 pontos.

Em Bauru, o quinto lugar ficou com Pindamonhangaba com 194 pontos, seis a menos que na edição anterior. O sexto foi São José do Rio Preto com  179.

O título da Segunda Divisão foi conquistado por Santos sem qualquer dificuldade. Fez 247,5 pontos, contra 197 de Mogi das Cruzes, 143 de Rio Claro, 119 de Jundiaí, 103 de Santo André e 102 de Jacareí. Mauá foi 39º com apenas 13 pontos.

Desrespeitado, menosprezado pelo Poder Público, o esporte de Santo André segue, ladeira a baixo, o mesmo caminho do futebol profissional, expert em rebaixamento.

Enquanto isso, o futebol de São Bernardo sobe para a elite paulista e seu esporte, como um todo, ao menos mantém investimento e competência capazes de colocá-la entre as melhores.

O mesmo ocorre com outro vizinho, São Caetano. A retomada do título é sintomática de quem acordou depois de fazer besteira reduzindo investimento e dispensando inúmeros atletas e técnicos, além de trocar um diretor de Esportes vencedor.

O futebol do Azulão não conseguiu o acesso à elite nacional, mas fez boa campanha e ficou a uma vitória da Série A. Bem melhor que o Santo André, rebaixado à Série D principalmente devido à administração desastrosa do Saged.

                                                   MEXA-SE E 6K RUN

Participei, nos últimos dias, de duas provas de rua em São Caetano e Santo André. Ambas primaram pela boa organização.

A 6k Run/Toledo, com largada e chegada no Parque Chico Mendes, foi bem interessante. Percurso foi legal. Assustou um pouco com uma subida bem na largada, mas depois nos poupou com terreno plano e até sombra em boa parte das avenidas.

Divulgação, orientação, distribuição de kits e suporte médico também não decepcionaram. Poderiam colocar pelo menos mais um ou dois postos de água no trajeto de 6km. Camiseta  azul, levíssima, é legal. Assim como  frutas, sucos e barrinhas.

Medalha poderia ser um pouco melhor. Que nada! Tá bom demais! Esqueci que a inscrição foi gratuita. Pra quê chorar de barriga cheia?

Em Santo André, a promoção da Coop tem melhorado a cada edição. O 6º Mexa-se foi  bem organizado em todos os sentidos. Reclamações sempre existem, mas nada que macule a boa imagem do evento.

Verde mais escuro da camiseta e boné branco, discreto, agradaram em cheio. Erro de anos anteriores não foi repetido. Desta vez não houve o encavalamento da caminhada de 5km com a corrida de 10km, da qual participei. Retardamento da largada dos caminhantes foi fundamental.

Gostaria de ter corrido abaixo de uma hora, mas cravei 1h4min00.  Na minha faixa etária (55/59), fiquei em 156º; na geral, fui 2654º. A exemplo de 2010 e 2011, medalha é das mais bonitas. Percurso moderado e seletivo é ideal. Cumprimentos à organização.

sábado, 24 de novembro de 2012

A dor de uma vitória inútil

Goiás ( campeão), Criciúma, Atlético Paranaense e Vitória  são os novos integrantes da elite do futebol brasileiro.  Ao São Caetano, resta a dor de uma vitória inútil. O 2 a 1 em Campinas serviu para rebaixar o Guarani.

Com os mesmos 71 pontos ganhos de Atlético Paranaense e Vitória, o Azulão perde a vaga porque teve uma vitória a menos ( 21 a 20). Agora, não adianta chorar o leite derramado, o ponto desperdiçado.

No primeiro tempo do Brinco de Ouro  o São Caetano teve cinco bons momentos de gol: aos dois minutos com Leandrão, aos oito com Éder e aos 14, 24 e 42 com Danielzinho. Apoiado pela torcida, o  limitado e apenas esforçado Guarani chegou três vezes -- duas com Medina e uma com Klebinho.

O jogo foi franco porque o Guarani precisava vencer para não depender de tropeços de terceiros e o São Caetano só sonharia com o acesso se ganhasse. Como sobraram espaços no meio-campo e entre zagueiros e laterais, o São Caetano usou a inteligência e a velocidade para chegar com perigo. Especialmente com o rápido Danielzinho, o melhor em campo.

Pressionado por resultados adversos ( vitórias parciais de Guaratinguetá e Bragantino), o Guarani voltou para o segundo tempo mais disposto e mais ofensivo, além de liberar laterais e adiantar o meio-campo.

Porém, esbarrou na próprias limitações técnicas e na incompetência ofensiva. Tanto que ameaçou seis vezes mas falhou nas conclusões. Ao São Caetano  restou se recuperar do abalo inicial pelas vitórias parciais de Atlético e Vitória e controlar a agressividade inicial do adversário para depois contragolpear como se estivesse a passear no parque.

Como nos dois gols de Danielzinho em enfiadas perfeitas de Ailton ( substituiu o discreto Marcelo Costa com muito mais eficiência), aos 20 e aos 30 minutos. Sempre em contra-ataques, o Azulão usou a inteligência e ainda esteve por marcar em três ocasiões. Mas abusou  do preciosismo.

Mesmo vítima dos próprios nervos |( e depois desespero), com erros de passes, de posicionamento e de marcação, o Guarani chegou a empatar aos 27 minutos com Danilo Sacramento, além de chegar  com perigo em outras cinco oportunidades.

Pouco para se livrar de um rebaixamento sacramento pelo mau desempenho no terço final da Série B. Ao contrário de Bragantino e Guaratinguetá, que cresceram no final do campeonato, venceram hoje (Boa Esporte e Barueri) e se salvaram.

CRB, Ipatinga e Barueri fazem companhia ao campeão brasileiro de 78 como novos integrantes da Série C. Coisas do futebol!