Donizeti Raddi, 71 anos, corintiano, jornalista e professor de Educação Física aposentado. Hoje, trilheiro, montanhista amador, aventureiro e blogueiro ocasional.

Quem sou eu

Minha foto
Santo André, São Paulo, Brazil

Seguidores

sábado, 16 de março de 2013

São Bernardo vira. Com o dedo do técnico

De virada, e com o dedo do técnico Wagner Lopes, o São Bernardo derrotou o Mirassol por 4 a 3 agora há pouco em Mirassol, ratificou a bela reação no Paulistão e aumentou a invencibilidade para cinco jogos.

Dos últimos 15 pontos disputados o Tigre ganhou 11. Sob o comando de Wagner Lopes, foram dois empates e três vitórias. Por isso, agora  está mais perto da classificação do que do rebaixamento.

Primeiro tempo foi eletrizante. Repleto de falhas individuais e coletivas, tanto quanto de emoções, oportunidades e gols.

Diante de um 4-4-2 de muita movimentação mas falho na marcação, o São Bernardo surpreendeu ao entrar num 4-3-1-2, esquema sepultado em menos de 15 minutos ao levar dois gols por falhas individuais e de posicionamento.

Com três volantes ( Daniel Pereira, Glaydson e o estreante Didi) e hoje um pseudo-armador, já que desta vez Bady estava muito fixo pela direita do ataque, o Tigre tinha dificuldades em jogadas de aproximação.

Chegou com perigo no primeiro minuto com Fernando Baiano e aos 9 reclamou pênalti após toque de mão de Cayon, mas tomou o gol aos 11. Tiago Luís,   após falha dupla do setor esquerdo, com Gleidson Sousa e Luciano Castan batendo cabeça.

Um minuto depois,  falha dupla, agora do meio-campo Daniel Pereira na marcação  e do setor esquerdo na cobertura. Cayon apareceu às costas de Luciano Castan e fez 2 a 0. Aos 15 o Mirassol voltou a ameaçar com André Luiz.

São Bernardo só melhorou  um pouco ofensivamente, na postura e na articulação quando Bady deixou a direita e veio mais para o meio. Só que os três volantes continuavam plantados, quase em linha,  e distanciados do ataque.

Aos 26 minutos Gil ganhou jogada pela direita, ponto mais vulnerável do Mirassol, além do miolo de zaga, e acertou o poste esquerdo. Um minuto depois, Wagner Lopes acordou e desfez a besteira inicial ao escalar três volantes sem competência na chegada ao ataque e ainda prender os laterais.

Excesso de precaução defensiva quase custou caro, mas é perdoável. Treinador tentou, mas não deu certo porque perdeu a força ofensiva.

O mais importante foi fazer a leitura correta e mexer a tempo. Virtude! Com Ricardinho no lugar de Didi, ainda lento e fora de forma, passou a jogar com três atacantes, dois volantes e um meia. O 4-2-1-3 vencedor de jogos anteriores.

Aos 28 minutos, Gil aproveitou reposição de bola de Wilson Júnior, falha do zagueiro Leonardo e do goleiro Emerson, para fazer com o gol  vazio.

Aos 37, mais uma vez em contragolpe rápido, Bruno Recife apareceu sozinho pela esquerda mas falhou na conclusão. Aos 39, Gleidson Sousa ameaçou de falta e  40 Gil exigiu boa defesa de Emerson.

Empate veio aos 41 minutos com Fernando Baiano após escanteio de Bady e escorada de cabeça de Ricardinho no segundo pau. Dois minutos depois, novamente Gil  finalizou para outra boa defesa de Emerson.

No entanto, aos 46, em boa trama  ofensiva de Cayon e André Luiz, a defesa do Tigre falhou na cobertura pela direita e Camilo apareceu para bater forte, sem chances para Wilson Júnior.

Como era de se esperar, o jogo caiu de ritmo no segundo tempo. Mas o Mirassol começou um pouco melhor e chegou com perigo  aos 3 minutos com Pio e aos 13 com o zagueiro Welton Felipe.

Ainda sem competência na articulação e sem intensidade, o São Bernardo só voltou a mostrar velocidade e presença ofensiva após os 17 minutos, quando Michael entrou no lugar de Bady, hoje com pouca movimentação e  aparentemente cansado. É bom jogador, mas correu pro lado errado.

Empate do Tigre só veio aos 29 minutos, quando o volante Glaydson aproveitou escanteio da esquerda (Michael) e tocou de calcanhar. Belo gol!

A partir daí, o jogo caiu de ritmo. O Mirassol perdeu a força de contragolpe em velocidade e o São Bernardo, embora mais inteiro e melhor postado, cadenciou o jogo em alguns momentos. 

Deu, até,  a impressão de preferir manter a igualdade a correr o risco da ousadia. No entanto, como estava melhor e o Mirassol insistia em falhar na marcação, o Tigre fez por merecer o quarto gol: aos 41 minutos com Ricardinho após outro chutão de Wilson Júnior e  boa jogada com André Luiz, outro estreante.

Apesar das falhas defensivas, resultado é importantíssimo para o São Bernardo, agora muito mais perto dos oito clubes que passam à proxima fase. Bela reação!!!   Rebaixamento é pouco provável pra quem já tem 15 pontos ganhos.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Idosos por presos. Que tal?

Recebi o texto abaixo.

Pensei, concordei, copiei e colei.

Pense nesta idéia:

Uma idéia a explorar!

Vamos trocar, colocar nossos idosos nas cadeias e os delinqüentes
fechados nas "casas de repouso".


-Desta maneira, os idosos teriam, todos os dias, acesso a roupa lavada,
comida, ducha, lazer, jogos e exercícios.

-Teria medicamentos, assistência médica e odontológica regular e gratuita.

-Estariam permanentemente acompanhados.

-Teriam refeições quentes cinco vezes ao dia.(café da manhã, almoço,
café da tarde, jantar e café à noite).

-Não teriam que pagar nada pelo alojamento.

-Teriam direito a vigilância permanente por vídeo e receberiam
assistência imediata em caso de acidente ou emergência sem qualquer
custo.

-Suas camas seriam mudadas duas vezes por semana e a roupa lavada e
passada com regularidade.

-Um guarda visitá-los-ia a cada 30 minutos e levar-lhes-ia a
correspondência diretamente em mãos.

-Teriam um local para receber a família ou "outras visitas".

-Teria acesso a  biblioteca, sala de musculação e terapia
física/espiritual.

-Seriam encorajados a fazer cursos, terapias ocupacionais adequadas,
com formadores, instalações e equipamentos gratuitos.

-Seriam fornecido gratuitamente todas as roupas e produtos de higiene pessoal.


- O salário mandado para a família dos presos iria para a
família do idoso (R$ 860,00).

Teriam assistência jurídica gratuita.

-Viveriam numa habitação segura, com um pátio para convívio e exercícios.

-Acesso a leitura, computador, televisão, rádio e chamadas telefônicas
na rede fixa.

-Teriam Psicólogos, Assistentes Sociais, Políticos,Televisões, Anistia
Internacional  disponíveis para escutar suas queixas.

-O secretariado e os cuidadores seriam obrigados a respeitar um
rigoroso código de conduta, sob pena de serem duramente penalizados.

-Ser-lhes-iam reconhecidos todos os direitos humanos
internacionalmente convencionados e subscritos.

Por outro lado, na casa dos idosos...


-Os delinqüentes viveriam numa pequena e tosca habitação, geralmente
com obras feitas há mais de 50 anos.

-Teriam pouca comida e as comeriam muitas vezes fria e fora de hora.

-Teriam que tratar da própria roupa.

-Viveriam sóozinhos, sem vigilância.

- Não teriam ninguém que os ajudasse a tomar os medicamentos.

-De vez em quando, seriam vigarizados, assaltados ou até violados.

-Se morressem, poderiam ficar dias, até alguém os encontrar.

-As instituições, jornais e os políticos não lhes dariam qualquer
importância ou assistência.

-Morreriam após anos à espera de uma simples consulta médica ou de uma
operação cirúrgica.

-Não teriam ninguém a quem se queixar.

-Tomariam um banho de 15 em 15 dias, sujeitando-se a não haver água quente.

-Passariam frio no Inverno porque não teriam cobertores suficientes.

-O único entretenimento diário consistiria em ver duas horas de telenovelas.


Reflitam...

Desta forma, haverá mais justiça para todos, inclusive para os contribuintes.

Não se esqueçam:

O salário do preso é de R$ 860,00, muito melhor do que a
aposentadoria da grande maioria (quase 90%) dos idosos que trabalharam
muito duro por vários anos.

DIREITOS HUMANOS? – Só pros manus!



E aí, presidente Dilma ?

E aí , senhores ministros,  senadores  e deputados?

Será que alguém  terá a coragem de vir a público e falar que
vai trabalhar essa idéia ?




VAMOS LÁ, O NOSSO POVO HONESTO E TRABALHADOR



ESPERA MAIS SEGURANÇA, SAÚDE, ÉTICA, EDUCAÇÃO, ESPORTE E MUITA JUSTIÇA,



TUDO DE ACORDO COM A NOSSA LEI MAIOR:





A   C O N S T I T U I Ç Ã O   F E D E R A L.

 
 
 
 

 

terça-feira, 12 de março de 2013

Ramalhão: quando derrota não é sinônimo de desespero

Nova derrota do Santo André -- agora em casa, de 2 a 1, para o Red Bull -- não é motivo para desespero.

Já tem gente pedindo a cabeça do técnico Arnaldo Lira, principal responsável pela reação da equipe na Segundona.

Diferente de Geninho, que balança no lanterna São Caetano porque em sete jogos perdeu seis e empatou um,  Lira conseguiu quatro vitórias, um empate e duas derrotas.

Na elite, Geninho  ainda não conseguiu dar liga ao grupo e contabiliza vexatório um ponto em 21 disputados. Na chamada A-2, com o mesmo número de jogos, Lira conquistou 13.

Por isso, o presidente Celso Luiz de Almeida está carregado de razão ao nem pensar em demissão de quem faz bom trabalho.

Mais do que isso; o Ramalhão tem plenas condições de ficar com uma das oito vagas à próxima fase. Como está a apenas três pontos do oitavo, próximos jogos serão decisivos.

Ramalhão pega São José (nono com 22 pontos ganhos) e Comercial (oitavo, também com 22) fora de casa. Seis pontos é sonhar alto demais. Se trouxer, quatro, três ou até dois, continuará na briga.

Portanto, nada de precipitações! Nada de procurar chifre na cabeça de cavalo ou coerência na cabeça de político.

domingo, 10 de março de 2013

Azulão: quando vitória é sinônimo de utopia

A derrota de  3 a 1 para a Ponte Preta, agora há pouco em Campinas, mostra que o calvário do técnico Geninho parece mesmo não ter fim e que vencer, para o São Caetano, soa como missão impossível.

Agora são seis derrotas e um empate sob o comando do treinador. Ao todo, o lanterna no Paulistão tem apenas uma vitória, dois empates e oito derrotas. Sofreu 26 gols e fez apenas 11.

Números são indesmentíveis: em 11 rodadas, o Azulão ganhou somente cinco dos 33 pontos disputados. Rebaixamento, portanto,  ganha cores cada vez mais  berrantes.

Principalmente  se considerarmos que para se salvar sem sustos é preciso somar pelo menos 20 pontos.  Portanto,  mais 15 pontos de 24 em jogo. Tarefa bem difícil.

Jogo de hoje até poderia ter desfecho diferente se o São Caetano não tomasse o gol logo  no primeiro minuto, quando Diego Rosa foi ao fundo, pela esquerda, e cruzou para William cabecear sem ser pressionado.

Jogando no  4-3-1-2 com  esporádica variação para o 3-5-2, o São Caetano sentiu o golpe e a Ponte (4-4-2 com variação para o 4-5-1), um dos melhores times do campeonato  manteve o ritmo e o domínio.

Jogo  ficou tenso e perdeu qualidade depois dos 13 minutos, após entrada feia de Danielzinho em Ferrugem. Volante armador da Ponte sofreu fratura no pé esquerdo, além de lesão ligamentar,  e foi parar no hospital.

Clima ficou tenso. Nervosismo tomou conta da torcida e dos jogadores da Ponte, que voltou a chegar com perigo aos 18 minutos em finalização de Chiquinho, o substituto de Ferrugem. De novo em jogada pela esquerda.

Mesmo sem tanta competência criativa e ofensiva, São Caetano se equilibrou depois dos 25 minutos, quando passou a marcar melhor e tentou sair pro jogo. Mas só chegou uma vez com perigo, com Danielzinho. Pouco pra quem precisava da vitória e tinha o peso emocional.

Azulão voltou para o segundo tempo mais caracterizado no 3-5-2, com três zagueiros (Bruno Aguiar, Gabriel e Marcone improvisado), dois volantes, dois laterais um pouco mais adiantados, um armador e dois atacantes.

A Ponte manteve o esquema com alternância e chegou ao segundo gol aos 10 minutos: Ramirez cobrou falta da direita e Kléber subiu mais que os zagueiros para marcar de cabeça.

Perdido por dois, perdido por 10, aos 20 minutos o time de Geninho já jogava no 4-2-2-2,  com quatro zagueiros, dois volantes, dois meias ( Rivaldo e Éder, que entrou no lugar de Bruno Aguiar) e dois atacantes (Danielzinho e Nei Paraíba, substituto de Geovane).

Em cinco minutos, o São Caetano diminuiu com Danielzinho após lançamento longo de Éder e poderia ter empatado em seguida, em jogada de Rivaldo pela esquerda.

Porém, aos 26 minutos Pirão recebeu o segundo cartão amarelo e a situação do Azulão ficou preta. Mesmo assim, o time mostrou disposição,  correu o risco e não abdicou do ataque. Exatamente o que a Ponte queria para contragolpear com rapidez e matar o jogo.

Com espaços generosos, a vice-líder e única invicta do campeonato desperdiçou oportunidades com Diego Rosa, Alemão e William antes de  encerrar a conta aos  42 minutos com Alemão, sem qualquer dificuldade. Aos 46, Marcone também recebeu o segundo cartão amarelo.

A Ponte mantém a invencibilidade, o São Caetano mantém a lanterna e Geninho, pra quem vitória parece utopia,   mantém o calvário. Se é que nesse momento, 21h, o técnico já não deixou o cargo.     

Tigre: quando humildade é sinônimo de vitória

O São Bernardo ganhou do Linense por 2 a 0, agora há pouco no Primeiro de Maio, e, finalmente, deixou a incômoda zona de rebaixamento do Paulistão.

Por que venceu? Porque voltou a jogar com a humildade após cansar de dar murro em ponta de faca e partir pra cima de qualquer adversário que visse pela frente.

Ousadia sem as devidas precauções  defensivas levou o Tigre pro buraco da degola. Cuidados na defesa, muita determinação na marcação e contra-ataques em velocidade levaram a equipe a respirar pela primeira vez no campeonato.

Time de Wagner Lopes alternou o 4-2-3-1 para defender com o 4-3-3 na hora de atacar. Permitiu o domínio de um Linense (4-5-1) com bom toque de bola mas sem objetividade na penetração e nas raras conclusões.

No primeiro tempo, o  Linense tinha a posse de bola e o São Bernardo, com zagueiros e volantes fixos,  esperava o momento certo para o contragolpe.

Foi o que aconteceu aos 25 minutos,  quando Dudu roubou a bola de Lenilson no meio-campo e tocou para Fernando Baiano pela direita.  Cruzamento encontrou Bady, que, da entrada da área, acertou belo chute no ângulo direito: 1 a 0.    

Daí até o final do primeiro tempo, pouco mudou. O Linense perdeu um pouco de ritmo e não teve ousadia. Por isso o Tigre não encontrou espaços para contra-atacar. Nem precisava.

No segundo tempo, mesmo prendendo os volantes Dudu e Daniel Pereira, o São Bernardo voltou com mais volume de jogo e maior presença ofensiva.

Surpresa agradável. Mas quem chegou duas vezes com perigo foi o Linense, com Fausto e Gilsinho (bela defesa de Wilson Júnior).

Aos 20 minutos, Wagner Lopes mudou o esquema. Ao colocar outro volante, Gleidson, no lugar do atacante Ricardinho, armou o time num 4-3-1-2. Por isso o Linense foi dominado e chegou ainda menos.

O golpe fatal do Tigre aconteceu de novo em contra-ataque, aos 38 minutos, com os dois atacantes: Fernando Baiano tocou para Gil na esquerda e foi pra área para concluir o cruzamento depois da furada do zagueirão.

Vitória justa diante de um time ajustado, que continua brigando pela vaga mas não teve objetividade nem juízo. Foi pego no contrapé por um São Bernardo, que, felizmente, parou de pensar que joga mais do que a realidade mostra.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Marta sabe onde pisa e do quê fala? Tomara!

Série de entrevistas do Diario do Grande ABC com  secretários e diretores de Esporte do Grande ABC tem sido interessante.

Talvez os dirigentes pudessem ser um pouco mais questionados, emparedados, até, para provarem que ao menos sabem do que estão falando. Mas, pra começar, tá bom.

Tomara que, com o passar do tempo, nossos companheiros  cobrem com responsabilidade, mostrem os erros e  o caminho correto se os dirigentes abusarem da incompetência.

Por falar de abuso, entrevista de Marta Sobral, segunda-feira, me causou certa estranheza. Não pelas "declarações", mas pelas respostas escolhidas a dedo. Com certeza, escritas a pelo menos 12 mãos.

Isso mesmo: no mínimo12 mãos! Ao contrário de outros comandantes do Esporte, neste quesito Marta Sobral começa mal ao não responder de forma direta, pessoal, mesmo que estivesse protegida por assessores.

Sem conhecimento de causa e ainda sem familiaridade com todas as coisas de um esporte andreense em decadência, o que é perdoável, nossa grande jogadora de basquete não foi pro rebote.

Claramente, nossa pivô entregou a tarefa de responder às perguntas do DGABC a asseclas de competência profissional e esportiva duvidosa. Podem entender de politicagem e puxa-saquismo...

Marta está chegando. Precisa tomar pé da situação para não cair do cavalo. Está no meio de ratos espertos,  prontos para tomar conta do queijo.

Repito o que já escrevi há algum tempo: se Marta não se impuser, não escolher as pessoas certas para os lugares certos, vai ser engolidada pela cartilha de acertos e compensações políticas. Cuidado!

Seus asseclas  escrevem com os olhos nos Jogos Olímpicos (2016) e na Copa do Mundo de Futebol (2014). Grande reforma no Estádio Bruno Daniel e mais uma no Complexo Esportivo Pedro Dell'Antonia não deveriam ser prioridades.

Respostas detalhadas, elaboradas, sem titubeios e sem questionamentos,  são do Gabinete e da Secretaria de Obras e Serviços Públicos. Será que precisa? Lógico que não! Pelo menos agora.

Resgatar o esporte andreense faz parte do  plano de governo de qualquer político mais bobinho, juvenil. Só que ninguém faz nada de concreto.

Sem investimento -- o orçamento do esporte de Santo André continua sendo pífio --, sem parceria, sem comprometimento e sem competência não se chega a lugar algum, cara Marta!

Por sinal, a secretaria de Esporte e Lazer ainda não é realidade. Prefeito não pode simplesmente passar por cima da Câmara sem pensar nas consequências  financeiras. 

Centros de Iniciação no Esporte, programa do Governo Federal, se passarem de conversa mole, significariam bom recomeço. Periferia não pode mesmo ser esquecida.

Assim como a iniciação esportiva, a valorização da base deve ser exercitada em todos os espaços públicos. E disso Marta entende bem. Se não olhar para a criança com carinho, vai  olhar pra quem?

Também vai ter de estar atenta aos eventos envolvendo adolescentes, jovens e idosos, e para os programas de inserção social voltados aos deficientes.

Alto rendimento não pode ser esquecido, mas custa caro e  não é prioridade. Só não pode ser esquecido e desrespeitado. Devagar com o andor! Muito trabalho, mas sem promessas de parcerias cada vez mais difíceis.

Futebol amador é outro segmento importante. Desde que os campos distritais sejam cuidados e sua utilização regulamentada sem viés político-partidário. Verba específica deve existir, mas com rigidez na distribuição e na fiscalização de atos e espaços.

Tomara, mesmo, que Marta não seja engolida por ratos em forma de gente (mesquinha, traiçoeira). E que na próxima entrevista nossa grande pivô apareça de cara limpa, com informações consistentes e promessas condizentes.

Por favor, Marta, pelo esporte, ganhe esse rebote.             

Ramalhão perde em Guará. E daí?

O fato de o Santo André ter  perdido invencibilidade de seis jogos -- quatro vitórias  e dois empates -- quarta-feira em Guaratinguetá significa muito menos do que alguns torcedores mais precipitados têm comentado pela cidade.

Time de Arnaldo Lira não foi bem, mas vem de sequência muito boa na Segundona. Portanto, perder fora de casa, de outro adversário em ascensão, não deve abalar os alicerces emocionais do elenco.

Décimo colocado com 19 pontos ganhos ( cinco vitórias, quatro empates e quatro derrotas) em 39 disputados, o Ramalhão tem aproveitamento de 48,7%. Nada mal pra quem cansou de ser saco de pancadas sob o descomando do Sagedd.

Se os números e os próximos jogos forem analisados com atenção, não fica difícil afirmar que a equipe tem plenas condições de emplacar entre os oito classificados à próxima fase.

Ao Santo André faltam seis jogos ( 18 pontos), sendo três no Bruno Daniel e três fora. A começar pelo de amanhã, em casa, contra o Red Bull, 14º colocado com 16 pontos ganhos.

Na sequência o Ramalhão vai ao Vale do Paraíba pegar o São José (8º) e a Ribeirão Preto, onde enfrenta o Comercial (6º). Depois recebe o Juventus (19º) e o Noroeste (11º).  Encerra a primeira fase dia 31 em Araraquara, contra a Ferroviária, hoje em 15º.

Pra quem tem mostrado evolução e competência, inclusive fora de casa, a tabela não assusta. Pelo contrário; apresenta perspectivas otimistas. Só não pode dar mole diante da torcida. Precisa se impor e ganhar os três pontos.

Por falar em ganhar, também tenho ouvido e lido nas redes sociais alguns torcedores a tecer críticas a possível declaração do presidente Celso Luiz de Almeida de que o objetivo é fugir do rebaixamento.

Respeito o torcedor mais otimista, mas discordo. Experiente e ponderado, o presidente sempre teve o cuidado  de não abusar do otimismo, desde que assumiu verdadeiro rabo de foguete.

Pra quem vinha numa draga danada, não cair já é bom negócio. Afinal, transição diretiva e reformulação do Departamento de Futebol não podem ser ignorados.  Se errar, dança.

Afirmação de Celso Luiz não significa abrir mão do acesso. Ninguém é louco. Se o time embalou e pode chegar, que se lute pela vaga. Precaução é virtude de macaco velho, raposa do futebol.

O que vier é lucro. Racional, o presidente está certo. O que não impede o torcedor apaixonado de sonhar mais alto. Cada um na sua!