Sábado de opostos, de vitória salvadora e derrota ameaçadora para o futebol profissional do Grande ABC.
Notícia agradável fica por conta da vitória de 1 a 0 do até então ameaçado Santo André diante do Noroeste, pela Segundona.
No Estádio Bruno José Daniel, o meio-campo Juninho, aos 15 minutos do segundo tempo, fez o gol do Ramalhão, agora definitivamente livre do fantasma do rebaixamento.
Notícia desagradável vem de Penápolis, onde, pelo Paulistão, o São Bernardo não jogou bem e conheceu a segunda derrota seguida: 3 a 0 diante do bom Penapolense.
Em vez da sonhada aproximação da vaga no G-8, o Tigre volta ficar atormentado pelo risco de queda à Série A-2.
Jogo de agora há pouco tinha tudo para ser equilibrado e o São Benrardo retornar com bom resultado do Interior. Montado no 4-3-1-2 ( quatro zagueiros, três volantes de ofício, um armador de aproximação e dois atacantes), o Tigre começou bem e dava toda a pinta de que não decepcionaria.
No entanto, mesmo ligeiramente inferior em termos de arrumação tática ( 4-4-2), o Penapolense abriu o placar logo aos 14 minutos: Guaru cobrou escanteio da direita, Wilson Júnior saiu mal do gol ( como contra o São Paulo) e Fernando apareceu no segundo pau para cabecear e fazer 1 a 0.
Apesar da falha individual e da desvantagem, o São Bernardo não sentiu o gol. Mostrou maturidade e consciência. Bem posicionado e marcando de forma razoável ( embora desse a impressão de que um dos volantes estava sobrando) , o time de Wágner Lopes manteve o domínio.
Ameaçou aos 21 minutos com Dudu acertando o travessão e Fernando Baiano não aproveitando o rebote. E chegou de novo aos 33 com Bady exigindo boa defesa de Marcelo.
No entanto, a ducha gelada veio um minuto depois, quando Biro aproveitou escanteio, agora da esquerda, e cabeceou no canto direito baixo de Wilson Júnior. Marcação desatenta custou caro.
Terceiro gol só não aconteceu aos 37 porque Daniel Marques salvou depois de Gil Baiano cruzar rasteiro, da direita, e Wilson Júnior não conseguir cortar.
Em desvantagem, Wágner Lopes ousou -- nem poderia ser diferente -- ao trocar o esquema aos 42 minutos ( virou 4-2-1-3) ao colocar o atacante Jonathan no lugar do volante Glaydson.
Segundo tempo começou com o Tigre melhor, com mais volume, mas sem tanto espaço para tentar penetrações e conclusões. Nem mesmo o apoio de Régis era traduzido em efetividade ofensiva.
Domínio e postura do São Bernardo significavam espaços para contragolpes, quase sempre com Silvinho pelas extremidades do campo.
Situação se complicou ainda mais para o Tigre após os 20 minutos, quando o zagueiro Daniel Marques, que já recebera o cartão amarelo em lance de juvenil no primeiro tempo, voltou a cometer falta mais pesada e acabou expulso.
Par recompor a zaga, treinador se viu obrigado a tirar o meia Bady e colocar o zagueiro Márcio Garcia. Depois, trocou o volante Dudu pelo meia Michael, que teve boa oportunidade aos 28 minutos.
Mesmo com um jogador a menos e correndo riscos em contra-ataques, o São Bernardo mostrava muita disposição ofensiva e forçava o time do técnico Pintado a se fortalecer na marcação.
Tigre chegou com perigo com Jonathan aos 32 e com artilheiro Fernando Baiano aos 36 minutos.
No entanto, a partir daí, só deu Penapolense. Wilson Júnior apareceu em pelo menos quatro ocasiões, mas não conseguiu evitar o gol de Geuvânio no final.
Derrota não deve ser sinônimo de desespero, mas o sinal de alerta fica ligado para os últimos cinco jogos do campeonato. Calcula-se que mais seis pontos sejam suficientes para a equipe permanecer na elite estadual.
sábado, 23 de março de 2013
Azulão não convence mas quebra jejum e respira
Pode até parecer paradoxal, mas o futebol do São Caetano não convenceu na importante vitória de 3 a 0 sobre o Ituano, quinta-feira à noite no Anacleto Campanella.
Apenas 559 pagantes viram um Azulão com boa postura defensiva, mas sem competência na armação e no sistema ofensivo. Apesar dos 3 a 0 que o tiraram da lanterna do Paulistão.
Após jejum de 11 jogos, o time de Ailton Silva ganhou principalmente porque achou dois gols ainda nos primeiros 19 minutos e depois teve humildade para se dedicar à marcação.
Abriu o placar aos quatro minutos com desvio de Jael após boa jogada e conclusão de Danielzinho, de novo a boa exceção ofensiva. Mesmo no 4-4-2, com dois meias, o São Caetano era dominado.
Só que voltou a marcar aos 19 minutos, agora com Éder aproveitando rebote após Jael desperdiçar. De novo a bola desviou e matou o goleiro Vágner.
Como tinha mais volume e posse de bola, mas, sem penetração, não chegava com real perigo, o Ituano voltou no segundo tempo no 4-3-3, com três atacantes.
Manteve a posse de bola e deu raras chances para o dispersivo São Caetano contra-atacar. Criou três oportunidades e exigiu uma grande defesa do jovem Juninho em cabeçada de Thiago Bezerra.
Portanto, volume e domínio estéreis. Por isso o São Caetano voltou a ameaçar aos 29 minutos em jogada de Danielzinho desperdiçada por Pedro Carmona, que chutou no poste direito.
Sem brilho na criação nem no ataque, Azulão alterou o esquema ao colocar o meia Rivaldo e o lateral Samuel Santos nos lugares de Jael e Pedro Carmona. Ficou no 4-5-1, com apenas Danielzinho mais à frente e Rivaldo dando conta do recado. É craque, mas, 90 minutos, não dá mais.
Azulão chegou ao terceiro gol aos 40 minutos. Rivaldo lançou e o artilheiro Danielzinho fez por cobertura após falha da zaga.
Mesmo sem convencer, São Caetano acabou por conseguir vitória importante na caminhada para respirar sem aparelhos e escapar do rebaixamento.
Se vencer amanhã em Santa Bárbara d'Oeste, melhor ainda. Pode até deixar o G-4 da degola.
Apenas 559 pagantes viram um Azulão com boa postura defensiva, mas sem competência na armação e no sistema ofensivo. Apesar dos 3 a 0 que o tiraram da lanterna do Paulistão.
Após jejum de 11 jogos, o time de Ailton Silva ganhou principalmente porque achou dois gols ainda nos primeiros 19 minutos e depois teve humildade para se dedicar à marcação.
Abriu o placar aos quatro minutos com desvio de Jael após boa jogada e conclusão de Danielzinho, de novo a boa exceção ofensiva. Mesmo no 4-4-2, com dois meias, o São Caetano era dominado.
Só que voltou a marcar aos 19 minutos, agora com Éder aproveitando rebote após Jael desperdiçar. De novo a bola desviou e matou o goleiro Vágner.
Como tinha mais volume e posse de bola, mas, sem penetração, não chegava com real perigo, o Ituano voltou no segundo tempo no 4-3-3, com três atacantes.
Manteve a posse de bola e deu raras chances para o dispersivo São Caetano contra-atacar. Criou três oportunidades e exigiu uma grande defesa do jovem Juninho em cabeçada de Thiago Bezerra.
Portanto, volume e domínio estéreis. Por isso o São Caetano voltou a ameaçar aos 29 minutos em jogada de Danielzinho desperdiçada por Pedro Carmona, que chutou no poste direito.
Sem brilho na criação nem no ataque, Azulão alterou o esquema ao colocar o meia Rivaldo e o lateral Samuel Santos nos lugares de Jael e Pedro Carmona. Ficou no 4-5-1, com apenas Danielzinho mais à frente e Rivaldo dando conta do recado. É craque, mas, 90 minutos, não dá mais.
Azulão chegou ao terceiro gol aos 40 minutos. Rivaldo lançou e o artilheiro Danielzinho fez por cobertura após falha da zaga.
Mesmo sem convencer, São Caetano acabou por conseguir vitória importante na caminhada para respirar sem aparelhos e escapar do rebaixamento.
Se vencer amanhã em Santa Bárbara d'Oeste, melhor ainda. Pode até deixar o G-4 da degola.
quinta-feira, 21 de março de 2013
Tigre não brilha e perde do líder
Invencibilidade de cinco jogos do São Bernardo no Paulistão já era! Após dois empates e três vitórias que o tiraram da zona de rebaixamento, o Tigre perdeu de 2 a 1 do líder São Paulo.
Mais de 12 mil pessoas viram um bom jogo ontem à noite no Primeiro de Maio. Mais pelo desempenho do São Paulo do que pelo apenas razoável futebol do anfitrião.
São Paulo teve mais volume, mais intensidade, mais domínio, mais técnica, mais disposição, mais ofensividade e mais velocidade. Enfim, mais competitividade e mais futebol.
Foi melhor, também, porque desta vez o 4-4-2 funcionou. Meio-campo móvel, mesmo sem cão-de-guarda e com dois meias acesos e com bom toque de bola (Jadson e Ganso), foi fundamental para fazer o futebol fluir e não deixar o adversário jogar à vontade. Principalmente nos 25 minutos iniciais e depois, no segundo tempo.
Num 4-3-3, alterado para 4-4-2 no segundo tempo, com a entrada de Michael no lugar do apagado André Luiz, o São Bernardo equilibrou depois do empate (Denilson, contra, após escanteio de Bady, aos 24 minutos). Jogo ficou melhor, mais franco.
Na primeira etapa, além do gol de Luís Fabiano -- Jadson ganhou duas divididas antes do cruzamento de Wallysson -- , o time do competente mas contestado Ney Franco teve duas bolas oportunidades (pouco pra quem dominava), contra três do Tigre quando acordado.
Na segunda, com toque de bola rápido e envolvente, o líder criou muito mais e chegou com Jadson, Rodrigo Caio, Carleto, Ganso, Luís Fabiano e Aloísio antes de fazer justiça e desempatar aos 36 minutos.
Paradoxalmente, com os dois laterais no ataque e em posições trocadas. Da direita, Carleto cruzou no segundo pau para Rodrigo Caio subir de cabeça, após falha do bom goleiro Wilson Júnior.
Antes dominado, acuado, marcando mal, com volantes sobrecarregados e apostando num contragolpe em velocidade pela esquerda ou numa das arrancadas de Régis pela ala direita, o São Bernardo reagiu mais na base da voluntariedade.
Time de Wagner Lopes ousou, foi ao ataque, quase sempre pela esquerda, e ameaçou com Gil (Rogério Ceni salvou) e Fernando Baiano, que, sozinho, cabeceou pra fora no último minuto.
Pouco mas até aceitável diante de um time forte, que, não por acaso, lidera o Paulistão. Tigre, que joga sábado em Penápolis, está em 11º com 15 pontos ganhos, seis acima da zona de rebaixamento e seis abaixo do G-8 que se classifica.
Mais de 12 mil pessoas viram um bom jogo ontem à noite no Primeiro de Maio. Mais pelo desempenho do São Paulo do que pelo apenas razoável futebol do anfitrião.
São Paulo teve mais volume, mais intensidade, mais domínio, mais técnica, mais disposição, mais ofensividade e mais velocidade. Enfim, mais competitividade e mais futebol.
Foi melhor, também, porque desta vez o 4-4-2 funcionou. Meio-campo móvel, mesmo sem cão-de-guarda e com dois meias acesos e com bom toque de bola (Jadson e Ganso), foi fundamental para fazer o futebol fluir e não deixar o adversário jogar à vontade. Principalmente nos 25 minutos iniciais e depois, no segundo tempo.
Num 4-3-3, alterado para 4-4-2 no segundo tempo, com a entrada de Michael no lugar do apagado André Luiz, o São Bernardo equilibrou depois do empate (Denilson, contra, após escanteio de Bady, aos 24 minutos). Jogo ficou melhor, mais franco.
Na primeira etapa, além do gol de Luís Fabiano -- Jadson ganhou duas divididas antes do cruzamento de Wallysson -- , o time do competente mas contestado Ney Franco teve duas bolas oportunidades (pouco pra quem dominava), contra três do Tigre quando acordado.
Na segunda, com toque de bola rápido e envolvente, o líder criou muito mais e chegou com Jadson, Rodrigo Caio, Carleto, Ganso, Luís Fabiano e Aloísio antes de fazer justiça e desempatar aos 36 minutos.
Paradoxalmente, com os dois laterais no ataque e em posições trocadas. Da direita, Carleto cruzou no segundo pau para Rodrigo Caio subir de cabeça, após falha do bom goleiro Wilson Júnior.
Antes dominado, acuado, marcando mal, com volantes sobrecarregados e apostando num contragolpe em velocidade pela esquerda ou numa das arrancadas de Régis pela ala direita, o São Bernardo reagiu mais na base da voluntariedade.
Time de Wagner Lopes ousou, foi ao ataque, quase sempre pela esquerda, e ameaçou com Gil (Rogério Ceni salvou) e Fernando Baiano, que, sozinho, cabeceou pra fora no último minuto.
Pouco mas até aceitável diante de um time forte, que, não por acaso, lidera o Paulistão. Tigre, que joga sábado em Penápolis, está em 11º com 15 pontos ganhos, seis acima da zona de rebaixamento e seis abaixo do G-8 que se classifica.
Ramalhão ameaçado! Culpa da assombração?
Na estréia do técnico Dedimar, o Santo André fez 2 a 0 mas acabou levando a virada do Juventus.
Surpreendentemente, perdeu de 3 a 2 do então lanterna da Segundona, em casa, e, em vez de lutar pela classificação, voltou a ficar ameaçado de rebaixamento.
Agora o Ramalhão está em 13º lugar, com 20 pontos ganhos, apenas três acima da degola e a cinco do G-8 que disputa a próxima fase.
Com dois jogos a disputar (Noroeste no Bruno Daniel e Ferroviária na Fonte Luminosa), o Santo André, que parecia tranquilo, corre, sim, riscos de nova queda. Mínimos, mas, infelizmente, corre.
Campeão da Copa do Brasil em 2004 e com história respeitável no clube, Dedimar já estava na fita e estreou ontem, com o pé esquerdo. Precisa de tempo e respaldo. Não tem culpa de nada.
Afinal, Ademir Fonseca e Arnaldo Lira foram os responsáveis diretos -- além dos dirigentes, por que não? -- pelos números e pelo desempenho oscilante do Ramalhão na A-2.
O polêmico e contestado Lira acaba de ser demitido ( "de comum acordo -- rsrsrs) como se fosse o único culpado pela situação.
Fazem com que ele assuma a bucha sozinho depois de ser enaltecido e assegurado pelos dirigentes até o final do campeonato.
De herói a vilão num piscar de olhos! E agora, será que vão responsabilizá-lo pela derrota, pelo fiasco diante do Moleque Travesso? Será que uma assombração ronda os subterrâneos do Bruno Daniel?
Surpreendentemente, perdeu de 3 a 2 do então lanterna da Segundona, em casa, e, em vez de lutar pela classificação, voltou a ficar ameaçado de rebaixamento.
Agora o Ramalhão está em 13º lugar, com 20 pontos ganhos, apenas três acima da degola e a cinco do G-8 que disputa a próxima fase.
Com dois jogos a disputar (Noroeste no Bruno Daniel e Ferroviária na Fonte Luminosa), o Santo André, que parecia tranquilo, corre, sim, riscos de nova queda. Mínimos, mas, infelizmente, corre.
Campeão da Copa do Brasil em 2004 e com história respeitável no clube, Dedimar já estava na fita e estreou ontem, com o pé esquerdo. Precisa de tempo e respaldo. Não tem culpa de nada.
Afinal, Ademir Fonseca e Arnaldo Lira foram os responsáveis diretos -- além dos dirigentes, por que não? -- pelos números e pelo desempenho oscilante do Ramalhão na A-2.
O polêmico e contestado Lira acaba de ser demitido ( "de comum acordo -- rsrsrs) como se fosse o único culpado pela situação.
Fazem com que ele assuma a bucha sozinho depois de ser enaltecido e assegurado pelos dirigentes até o final do campeonato.
De herói a vilão num piscar de olhos! E agora, será que vão responsabilizá-lo pela derrota, pelo fiasco diante do Moleque Travesso? Será que uma assombração ronda os subterrâneos do Bruno Daniel?
terça-feira, 19 de março de 2013
Palavras ao vento e bola nas costas
Carol leitor, por favor, acompanhe com atenção e isenção, nas páginas do Diário do Grande ABC, a cronologia de uma rasteira não anunciada.
Não se discute, aqui, a demissão de Arnaldo Lira. Questiona-se, sim, a postura, a forma como os dirigentes do Santo André agiram após garantirem a permanência do treinador até o final do campeonato. Mesmo após sequência de maus resultados.
Direito indiscutível! Atitude inconcebível! Para alguns, tudo normal. Afinal, são os subterrâneos do futebol, uma arte com cheiro de esgoto.
24 de fevereiro - Santo André vence em Barueri e espanta crise ( 2 a 1, 13 pontos ganhos e 11º colocado na Segundona)
27 de fevereiro - Ramalhão atrás de embalo em Osasco ( vitória de 3 a 2 e 9º colocado com 16 pontos ganhos)
3 de março - Ramalhão sofre, mas derrota lanterna ( 3 a 2 sobre o São Carlos e 6º na classificação com 19 pontos ganhos)
6 de março - Ramalhão busca quarta vitória seguida (adversário é o Guará)
8 de março - Santo André esquece derrota e mira Red Bull ( derrota de 3 a 0 em Guaratinguetá faz Ramalhão cair para o décimo lugar). Leandrinho pede rescisão de contrato e é o segundo jogador a deixar o grupo, a exemplo de Sérgio Motta, que entrou em rota de colizão com o treinador e deixou o clube após ser substituído ainda no primeiro tempo do empate de 2 a 2 com o Rio Branco, em casa.
9 de março - Ramalhão mira reação contra o Red Bull. Arnaldo Lira barra Júnior Paulista, mas atletas garantem que a cada dia conseguem entender melhor a metodologia de trabalho do técnico.
10 de março - Santo André cai de virada em casa ( agora em 12º lugar e cada vez mais distante do G-8 depois de quatro vitórias, um empate e duas derrotas sob o comando de Lira ).
12 de março - Presidente do Ramalhão mantém confiança no trabalho de Arnaldo Lira. Apesar de acumular duas derrotas seguidas, treinador ainda tem crédito com dirigentes. Não tiraram a confiança do presidente Celso Luiz de Almeida. Segundo o dirigente, o retrospecto o mantém no cargo. "Sabíamos que a Série A-2 seria muito complicada e o Arnaldo Lira conseguiu bons resultados. Não tem por que pensar em trocar de técnico. Isso nem passa pela nossa cabeça", garantiu Celso Luiz, lembrando que em sete jogos os treinador acumulava quatro vitórias, em empate e duas derrotas.
13 de março - Santo André encara duelo decisivo na A-2. Time pega São José no Vale do Paraíba e Arnaldo Lira faz cinco alterações para tentar voltar a vencer.
14 de março - Ramalhão empaca e cede empate no fim. Equipe fica no 1 a 1 com o São José e se mantém três pontos abaixo do G-8. Arnaldo Lira lamenta a igualdade: "O São José não ganhou um ponto; nós é que perdemos dois".
15 de março -- Santo André vive montanha-russa na A-2. Começo ruim, que custou o cargo de Ademir Fonseca, é uma das justificativas do diretor de Futebol Juraci Catarino para o 12º na classificação geral. E mais: garantiu, com todas as letras, que Arnaldo Lira está garantido no comando da equipe até o término da competição: "A situação do Lira é tranquila. O Santo André está em busca de classificação pela vinda dele e recuperação que conseguiu. Confiamos nele e tem crédito total. Fica até o fim do campeonato", disse o dirigente ao repórter Dérek Bittencourt.
16 de março - Vaga andreense passa pelo Comercial. Arnaldo Lira mantém o time e cita o Barcelona como modelo a seguir. Ramalhão é o 11º com 20 pontos ganhos.
17 de março - Santo André perde e vê classificação distante. (Ramalhão a três pontos do G-8).
18 de março - Celso Luiz minimiza momento ruim do Santo André na A-2 (13º lugar mas ainda com chances de classificação). Presidente do Ramalhão descarta crise e volta a ressaltar confiança em sua equipe na reta final. Celso garante que momento não é de crise e descarta totalmente que aconteçam mudanças na Comissão Técnica. "Confio plenamente na equipe. Estamos subindo degrau a degrau". Palavras de presidente do ao repórter Thiago Bassan. Santo André está a pontos do G-8 e ainda joga em casa contra Juventus (amanhã) e Noroeste. Depois, pega a Ferroviária em Araraquara.
19 de março (hoje) - Arnaldo Lira sofre com maus resultados e não é mais técnico ramalhino. Recentes más apresentações -- não vence há quatro jogos, sendo três fora de casa contra times que brigam pela vaga -- custaram o cargo do treinador. "Não é mais nosso treinador. Foi decisão tomada de comum acordo", afirmou o dirigente.
Sequência de maus resultados, estilo de comando polêmico, clima pesado com alguns jogadores e muitas mudanças no time. Tudo isso não aconteceu da noite pro dia e deve ter pesado na demissão.
Presidente fala simplesmente em "comum acordo". Matéria do repórter Dérek Bittencourt não informa a versão do técnico, que, dizem, deve ser substituído por Dedimar, zagueiro campeão na Copa do Brasil 2004 e de bom trânsito no Parque Jaçatuba.
Certo ou errado? Pela cronologia dos fatos relatados pelo DGABC, fica claro que garantias à permanência de Arnaldo Lira até o final do campeonato não passaram de palavras ao vento.
Não tenho procuração para defender o treinador. mas, a não ser que ontem tenham acontecido coisas do arco-da-velha, atitude tão rasteira não se justifica. Repito: ao menos com base nas informações veiculadas.
Se a intenção era demitir -- um direito indiscutível da diretoria -- , por que tamanha insensatez e falta de transparência e lealdade no momento de tomar atitude tão corriqueira? Basta vir a público e dizer a verdade. Simples assim!
Pois é... Que pena! Palavras ao vento e bola nas costas sem cobertura. Credibilidade virou mesmo pedra preciosa no meio do futebol.
Não se discute, aqui, a demissão de Arnaldo Lira. Questiona-se, sim, a postura, a forma como os dirigentes do Santo André agiram após garantirem a permanência do treinador até o final do campeonato. Mesmo após sequência de maus resultados.
Direito indiscutível! Atitude inconcebível! Para alguns, tudo normal. Afinal, são os subterrâneos do futebol, uma arte com cheiro de esgoto.
24 de fevereiro - Santo André vence em Barueri e espanta crise ( 2 a 1, 13 pontos ganhos e 11º colocado na Segundona)
27 de fevereiro - Ramalhão atrás de embalo em Osasco ( vitória de 3 a 2 e 9º colocado com 16 pontos ganhos)
3 de março - Ramalhão sofre, mas derrota lanterna ( 3 a 2 sobre o São Carlos e 6º na classificação com 19 pontos ganhos)
6 de março - Ramalhão busca quarta vitória seguida (adversário é o Guará)
8 de março - Santo André esquece derrota e mira Red Bull ( derrota de 3 a 0 em Guaratinguetá faz Ramalhão cair para o décimo lugar). Leandrinho pede rescisão de contrato e é o segundo jogador a deixar o grupo, a exemplo de Sérgio Motta, que entrou em rota de colizão com o treinador e deixou o clube após ser substituído ainda no primeiro tempo do empate de 2 a 2 com o Rio Branco, em casa.
9 de março - Ramalhão mira reação contra o Red Bull. Arnaldo Lira barra Júnior Paulista, mas atletas garantem que a cada dia conseguem entender melhor a metodologia de trabalho do técnico.
10 de março - Santo André cai de virada em casa ( agora em 12º lugar e cada vez mais distante do G-8 depois de quatro vitórias, um empate e duas derrotas sob o comando de Lira ).
12 de março - Presidente do Ramalhão mantém confiança no trabalho de Arnaldo Lira. Apesar de acumular duas derrotas seguidas, treinador ainda tem crédito com dirigentes. Não tiraram a confiança do presidente Celso Luiz de Almeida. Segundo o dirigente, o retrospecto o mantém no cargo. "Sabíamos que a Série A-2 seria muito complicada e o Arnaldo Lira conseguiu bons resultados. Não tem por que pensar em trocar de técnico. Isso nem passa pela nossa cabeça", garantiu Celso Luiz, lembrando que em sete jogos os treinador acumulava quatro vitórias, em empate e duas derrotas.
13 de março - Santo André encara duelo decisivo na A-2. Time pega São José no Vale do Paraíba e Arnaldo Lira faz cinco alterações para tentar voltar a vencer.
14 de março - Ramalhão empaca e cede empate no fim. Equipe fica no 1 a 1 com o São José e se mantém três pontos abaixo do G-8. Arnaldo Lira lamenta a igualdade: "O São José não ganhou um ponto; nós é que perdemos dois".
15 de março -- Santo André vive montanha-russa na A-2. Começo ruim, que custou o cargo de Ademir Fonseca, é uma das justificativas do diretor de Futebol Juraci Catarino para o 12º na classificação geral. E mais: garantiu, com todas as letras, que Arnaldo Lira está garantido no comando da equipe até o término da competição: "A situação do Lira é tranquila. O Santo André está em busca de classificação pela vinda dele e recuperação que conseguiu. Confiamos nele e tem crédito total. Fica até o fim do campeonato", disse o dirigente ao repórter Dérek Bittencourt.
16 de março - Vaga andreense passa pelo Comercial. Arnaldo Lira mantém o time e cita o Barcelona como modelo a seguir. Ramalhão é o 11º com 20 pontos ganhos.
17 de março - Santo André perde e vê classificação distante. (Ramalhão a três pontos do G-8).
18 de março - Celso Luiz minimiza momento ruim do Santo André na A-2 (13º lugar mas ainda com chances de classificação). Presidente do Ramalhão descarta crise e volta a ressaltar confiança em sua equipe na reta final. Celso garante que momento não é de crise e descarta totalmente que aconteçam mudanças na Comissão Técnica. "Confio plenamente na equipe. Estamos subindo degrau a degrau". Palavras de presidente do ao repórter Thiago Bassan. Santo André está a pontos do G-8 e ainda joga em casa contra Juventus (amanhã) e Noroeste. Depois, pega a Ferroviária em Araraquara.
19 de março (hoje) - Arnaldo Lira sofre com maus resultados e não é mais técnico ramalhino. Recentes más apresentações -- não vence há quatro jogos, sendo três fora de casa contra times que brigam pela vaga -- custaram o cargo do treinador. "Não é mais nosso treinador. Foi decisão tomada de comum acordo", afirmou o dirigente.
Sequência de maus resultados, estilo de comando polêmico, clima pesado com alguns jogadores e muitas mudanças no time. Tudo isso não aconteceu da noite pro dia e deve ter pesado na demissão.
Presidente fala simplesmente em "comum acordo". Matéria do repórter Dérek Bittencourt não informa a versão do técnico, que, dizem, deve ser substituído por Dedimar, zagueiro campeão na Copa do Brasil 2004 e de bom trânsito no Parque Jaçatuba.
Certo ou errado? Pela cronologia dos fatos relatados pelo DGABC, fica claro que garantias à permanência de Arnaldo Lira até o final do campeonato não passaram de palavras ao vento.
Não tenho procuração para defender o treinador. mas, a não ser que ontem tenham acontecido coisas do arco-da-velha, atitude tão rasteira não se justifica. Repito: ao menos com base nas informações veiculadas.
Se a intenção era demitir -- um direito indiscutível da diretoria -- , por que tamanha insensatez e falta de transparência e lealdade no momento de tomar atitude tão corriqueira? Basta vir a público e dizer a verdade. Simples assim!
Pois é... Que pena! Palavras ao vento e bola nas costas sem cobertura. Credibilidade virou mesmo pedra preciosa no meio do futebol.
domingo, 17 de março de 2013
Ramalhão: ficou mais difícil!
Derrota de 2 a 0 para o Comercial, ontem à noite em Ribeirão Preto, complicou de vez as pretensões do Santo André na Segundona.
Com 20 pontos ganhos, cinco vitórias e três jogos a realizar, o Ramalhão ficou mais distante de uma das oito vagas à próxima fase.
Diante de Juventus e Noroeste, em casa, e contra a Ferroviária, em Araraquara, o time de Arnaldo Lira precisa vencer para manter o sonho do acesso.
Considerando-se que o Noroeste não faz boa campanha e que Ferroviária e Juventus estão na zona de rebaixamento, tarefa do Ramalhão não é nenhum bicho-de-sete-cabeças. Mas, convenhamos, ficou mesmo muito difícil!
Audax (36 pontos ganhos) e Portuguesa (33) já estão classificados. Guaratinguetá (28),Comercial (26), Osasco (25) e Monte Azul (25) têm maiores possibilidades de passar.
Briga mesmo, nas três últimas rodadas, ficaria por duas vagas, entre Rio Claro(24) , São José (23), Capivariano (23), Red Bull (22), Velo (22) Catanduvense (21) e Santo André (20).
No entanto, se o Ramalhão não se qualificar, não há motivos para lamentações e precipitações. Em momento de transição e após vários rebaixamentos seguidos, o mais importante, agora, é não cair e procurar se fortalecer aos poucos. Com consistência. Sem loucuras!
Quanto ao técnico Arnaldo Lira e Comissão Técnica, com o time classificado ou não, devem ser avaliados de forma global e com rigidez. Por números, desempenho, liderança (líder positivo ou chefete de plantão?), conhecimento, metodologia, relacionamento interpessoal e trabalho no dia a dia.
É bom lembrar que nem todo boleiro é flor que se cheire, mas os dirigentes precisam enxergar além dos resultados e ficar atentos ao ambiente e, principalmente, ao comando. Já existe fumaça!
Com 20 pontos ganhos, cinco vitórias e três jogos a realizar, o Ramalhão ficou mais distante de uma das oito vagas à próxima fase.
Diante de Juventus e Noroeste, em casa, e contra a Ferroviária, em Araraquara, o time de Arnaldo Lira precisa vencer para manter o sonho do acesso.
Considerando-se que o Noroeste não faz boa campanha e que Ferroviária e Juventus estão na zona de rebaixamento, tarefa do Ramalhão não é nenhum bicho-de-sete-cabeças. Mas, convenhamos, ficou mesmo muito difícil!
Audax (36 pontos ganhos) e Portuguesa (33) já estão classificados. Guaratinguetá (28),Comercial (26), Osasco (25) e Monte Azul (25) têm maiores possibilidades de passar.
Briga mesmo, nas três últimas rodadas, ficaria por duas vagas, entre Rio Claro(24) , São José (23), Capivariano (23), Red Bull (22), Velo (22) Catanduvense (21) e Santo André (20).
No entanto, se o Ramalhão não se qualificar, não há motivos para lamentações e precipitações. Em momento de transição e após vários rebaixamentos seguidos, o mais importante, agora, é não cair e procurar se fortalecer aos poucos. Com consistência. Sem loucuras!
Quanto ao técnico Arnaldo Lira e Comissão Técnica, com o time classificado ou não, devem ser avaliados de forma global e com rigidez. Por números, desempenho, liderança (líder positivo ou chefete de plantão?), conhecimento, metodologia, relacionamento interpessoal e trabalho no dia a dia.
É bom lembrar que nem todo boleiro é flor que se cheire, mas os dirigentes precisam enxergar além dos resultados e ficar atentos ao ambiente e, principalmente, ao comando. Já existe fumaça!
Azulão: em jejum, à espera de um milagre
Embora ainda tenha 21 pontos a disputar, o São Caetano está cada vez próximo de um precipício mais conhecido como Segunda Divisão.
Lanterna do Paulistão com seis pontos ganhos e uma vitória solitária, o Azulão precisa ganhar pouco prováveis 14/15 pontos para evitar o rebaixamento à Segundona.
Pra quem disputou 36 pontos e ganhou somente meia dúzia, superar o desafio soa como verdadeiro milagre. Azulão apresenta desempenho e números pífios, além de estar abalado emocionalmente.
Agora há pouco, no Estádio Anacleto Campanella, o time agora novamente dirigido por Ailton Silva jogou mal e empatou de 1 a 1 com o Palmeiras. Jejum passa a ser de 11 jogos sem vitória.
Primeiro tempo do São Caetano foi um show de horrores. Beirou o ridículo diante de um Palmeiras muito superior. Nervoso e apático, Azulão parecia ter sido vítima de um daqueles dardos carregados de tranquilizante.
"Sossega-leão" fez com que o time (4-4-2) falhasse na marcação, na armação e no ataque. Atacar, por sinal, é heresia. Dominado, o São Caetano só chegou uma vez com perigo ao gol de Fernando Prass.
Por ironia do destino, goleirão falhou aos 41 minutos e o chute do canhoto Éder, de pé direito, entrou quase no canto direito baixo. Henrique atrapalhou, mas a bola era defensável.
Antes disso, só deu Palmeiras. Montado no 4-3-3, com o meia Wesley liberado para se movimentar e encostar nos atacantes Patrick Vieira, Kléber e Vinícius, o time de Gilson utilizou a vontade e a velocidade para pressionar um adversário inerte, sem reação, com medo.
Mesmo com o domínio das ações, paradoxalmente, o Palmeiras só chegou com real perigo em duas oportunidades. Aos seis minutos Kléber exigiu boa defesa de Fábio e aos 29 Henrique bateu pra fora o pênalti cometido por Bruno Aguiar em Kléber.
Após desperdiçar a grande chance de fazer justiça ao placar, o Palmeiras sentiu e diminuiu o ritmo. Também por isso tomou o gol de um adversário até então candidato a fantasma do ano.
Palmeiras empatou logo aos 3 minutos do segundo tempo com Leandro (entrou no lugar de Patrick Vieira). Azulão falhou na saída de bola e Wesley escapou pela direita. Antes de cruzar, fez falta ao puxar Moradei pela camisa. Um minuto depois, novamente Kléber exigiu outra boa defesa de Fábio.
Menos pregado em cada setor do campo, o São Caetano pelo menos acordou, marcou melhor, se aplicou e passou a se movimentar mais ofensivamente. Como a igualdade não interessava para o lanterna do campeonato, a alternativa foi soltar laterais e adiantar o meio-campo.
O risco era inevitável, mas o Palmeiras já não era o mesmo. Por isso não aproveitou os espaços e ainda esbarrou num sistema defensivo agora mais bem postado.
Mesmo sem bom nível técnico nem ritmo aceitável, o jogo teve três momentos de gol com o São Caetano (Éder, Danielzinho e Pedro Carmona) e dois com o Palmeiras (Leandro e Thiago Real).
Pouco para dois times de respeito mas instáveis emocionalmente. Nada mais do que a dura realidade para quem esbarra nas próprias limitações técnicas e táticas.
Um vive de fortes emoções e adora namorar com a alta tensão. O outro ainda sonha com vitórias salvadoras mas flerta com o precipício.
Lanterna do Paulistão com seis pontos ganhos e uma vitória solitária, o Azulão precisa ganhar pouco prováveis 14/15 pontos para evitar o rebaixamento à Segundona.
Pra quem disputou 36 pontos e ganhou somente meia dúzia, superar o desafio soa como verdadeiro milagre. Azulão apresenta desempenho e números pífios, além de estar abalado emocionalmente.
Agora há pouco, no Estádio Anacleto Campanella, o time agora novamente dirigido por Ailton Silva jogou mal e empatou de 1 a 1 com o Palmeiras. Jejum passa a ser de 11 jogos sem vitória.
Primeiro tempo do São Caetano foi um show de horrores. Beirou o ridículo diante de um Palmeiras muito superior. Nervoso e apático, Azulão parecia ter sido vítima de um daqueles dardos carregados de tranquilizante.
"Sossega-leão" fez com que o time (4-4-2) falhasse na marcação, na armação e no ataque. Atacar, por sinal, é heresia. Dominado, o São Caetano só chegou uma vez com perigo ao gol de Fernando Prass.
Por ironia do destino, goleirão falhou aos 41 minutos e o chute do canhoto Éder, de pé direito, entrou quase no canto direito baixo. Henrique atrapalhou, mas a bola era defensável.
Antes disso, só deu Palmeiras. Montado no 4-3-3, com o meia Wesley liberado para se movimentar e encostar nos atacantes Patrick Vieira, Kléber e Vinícius, o time de Gilson utilizou a vontade e a velocidade para pressionar um adversário inerte, sem reação, com medo.
Mesmo com o domínio das ações, paradoxalmente, o Palmeiras só chegou com real perigo em duas oportunidades. Aos seis minutos Kléber exigiu boa defesa de Fábio e aos 29 Henrique bateu pra fora o pênalti cometido por Bruno Aguiar em Kléber.
Após desperdiçar a grande chance de fazer justiça ao placar, o Palmeiras sentiu e diminuiu o ritmo. Também por isso tomou o gol de um adversário até então candidato a fantasma do ano.
Palmeiras empatou logo aos 3 minutos do segundo tempo com Leandro (entrou no lugar de Patrick Vieira). Azulão falhou na saída de bola e Wesley escapou pela direita. Antes de cruzar, fez falta ao puxar Moradei pela camisa. Um minuto depois, novamente Kléber exigiu outra boa defesa de Fábio.
Menos pregado em cada setor do campo, o São Caetano pelo menos acordou, marcou melhor, se aplicou e passou a se movimentar mais ofensivamente. Como a igualdade não interessava para o lanterna do campeonato, a alternativa foi soltar laterais e adiantar o meio-campo.
O risco era inevitável, mas o Palmeiras já não era o mesmo. Por isso não aproveitou os espaços e ainda esbarrou num sistema defensivo agora mais bem postado.
Mesmo sem bom nível técnico nem ritmo aceitável, o jogo teve três momentos de gol com o São Caetano (Éder, Danielzinho e Pedro Carmona) e dois com o Palmeiras (Leandro e Thiago Real).
Pouco para dois times de respeito mas instáveis emocionalmente. Nada mais do que a dura realidade para quem esbarra nas próprias limitações técnicas e táticas.
Um vive de fortes emoções e adora namorar com a alta tensão. O outro ainda sonha com vitórias salvadoras mas flerta com o precipício.
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