Depois de tantos rebaixamentos e inúmeras decepções dentro e fora de campo, parece que o Santo André está se esforçando para entrar nos eixos. Ao menos não está a pecar por omissão. Tampouco por irresponsabilidade diretiva.
A herança do Saged(d) -- Santo André Gestão Empresarial e Desportiva (Desastrosa) -- quase foi letal. A transição com cara de salvação foi conturbada por conta de um sem-número de exemplos de incompetência.
Com certeza, não foi fácil para os loucos apaixonados Celso Luiz de Almeida e Jairo Livólis assumirem tarefa tão indigesta. Sem dúvida, uma verdadeira bucha de canhão.
Um clube sem patrocínio, sem time e principalmente sem credibilidade por conta das mazelas de quem assumiu o futebol e destruiu a imagem do Ramalhão.
Dívidas trabalhistas, especialmente com o INSS, ainda são gigantescas, mas o que interessa é que o futebol está vivo. Cambaleante, capenga e fragilizado, mas vivo.
Melhor do que isso. Dá a impressão de que o aplicado técnico Roberto Fonseca e os dois caras "malucos" podem levar o Santo André a dias melhores.
A começar pela equalização das dívidas, pela condução técnica e pelas contratações. Contratações dos experientes volantes Diogo Orlando e Marcinho Guerreiro são bem-vindas. Desde que armadores, meias e -- por que não? --, laterais tenham capacidade técnica e vitalidade cavalar.
Na frente, a preferência momentânea dos treinadores é por um goleador e um atacante de velocidade. Nunes é polêmico, mas vivido, artilheiro e brigador. Pode fazer sucesso com outro goleador, mais leve, ou mesmo com um velocista capaz de ser opção de contragolpes mortais.
Sem falar que, segundo matéria do DGABC, que também está por chegar mais um reforço de peso. Calma, não é o Valter! Pode até pintar outro bom goleiro, mas os mais cotados são Neneca e Júlio César. Ambos já fizeram bons campeonatos por aqui. Só que não são baratos.
Ex-São Bernardo e Guaratinguetá, o meio campista Michel e o lateral-esquerdo e armador Renato Peixe também são rodados e donos de bom futebol. Se der liga, vai dar jogo.
Boa espinha dorsal, com perfil da A-2, e técnico de respeito significam meio caminho andado para não se decepcionar. Quem sabe o Ramalhão possa de fato sonhar com o acesso?
Só não pode é repetir a performance ridícula do vizinho e rival São Caetano, onde nomes de bom currículo decepcionaram. Por não fazer das individualidades um conjunto forte, o Azulão dançou.
Um amontoado de bons jogadores não significa nada se o comando não acertar a mão, o esquema. Se não formar um time de verdade, com opções táticas capazes de impor respeito, não resiste.
Mesmo sem grana e atolado em dívidas, o Ramalhão acredita na chegada de parceiros/patrocinadores importantes para 2014. Respaldo seria importantíssimo para reduzir déficit e montar elenco.
Se a Prefeitura participar -- sem abusos políticos e sem troca de favores duvidosos -- com a simples indicação de potenciais parceiros, a coisa fica melhor ainda. A cidade merece um time capaz. O torcedor merece voltar a sorrir e a se orgulhar.
Caminho parece bem calçado e definido. Time não é fraco não! Só não pode tropeçar logo no início do Campeonato Paulista. Ganhar e convencer de cara é fundamental como elemento motivacional. O tiro é curto. Tem de ser certeiro, na mosca.
sábado, 14 de dezembro de 2013
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Secretário de segurança longe dos números reais
Matéria no caderno Setecidades do DGABC de segunda-feira mostra que a segurança (?) da vila Assunção servirá como referência para a Operação Natal Seguro.
Cuidado, Papai Noel, é melhor pôr as barbas de molho. Trenó blindado é café pequeno! Baixada Fluminense é mais segura.
Implantada desde ontem pela Secretaria de Segurança Pública Urbana e Trânsito de Santo André junto com polícias Militar e Civil, além da Guarda Civil Municipal, ação conjunta visa atuar em centros comerciais e reduzir o número de roubos e furtos na época natalina.
Conforme o texto, "experiência bem-sucedida" na vila Assunção se repetirá. "Com atuação "presencial, a PM e da GCM conseguiram reduzir o número de roubos e furtos no bairro em 70%, de julho a novembro, segundo dados do Infocrim (Sistema de Informações Criminais) usados pela polícia.
Lamento, mas os números (porcentuais) anunciados, provavelmente pelo secretário de Segurança de Santo André, José Luiz Navarro, não condizem com a realidade.
São oficiais e merecem crédito, mas não são reais. Repórter e secretário poderiam até ter checado veracidade in loco, junto a comerciantes e moradores, sem rabo preso.
Números do Infocrim são oficiais, mas, repito, distorcidos da realidade, do que acontece no dia a dia.
Especialmente de sexta-feira a domingo à noite.
Ressalte-se: por interesses comerciais, preguiça, falta de confiança em atitudes das autoridades e/ou mal atendimento nas delegacias, a maioria não perde tempo com Boletim de Ocorrência.
"A presença de GCM, do PM e do policial civil dá resultado. Onde eles estão, não ocorrem crimes". Afirmação do entrevistado ao jornalista. Atenção especial à frase!
Na sequência da matéria, sem aspas do autor, o texto continua: Assim foi feito na vila Assunção, principalmente na região que abrange a rua Santo André e o largo da matriz, após reclamações de moradores.
E mais, ainda segundo o texto do DGABC: Devido ao alto número de ocorrências, o GGI ( Gabinete de Gestão Integrada) do município tratou de aumentar as ações de ostensividade (?) e visibilidade (?) para coibir e diminuir os delitos.
Como jornalista aposentado, mas ainda sério, prefiro não avaliar a qualidade da matéria de forma global. Como cidadão e morador exatamente citada rua Santo André, posso e devo me manifestar.
É bom lembrar que a operação, de verdade, começou apenas ontem, inclusive com Base Comunitária Móvel registrando presença meteórica diante da igreja. Portanto, a informação não bate com a realidade.
Antes, o que tínhamos, de fato, era a presença ocasional -- ocasional -- de viaturas da GCM ou da PM na praça diante da Matriz, cujo padre foi vítima de dois assaltos em pouco tempo.
Nada além disso. Nada presencial mesmo. Nada ostensivo. Pelo contrário. Cheguei até a constatar um absurdo num domingo: durante a famosa e sempre lotada missa das 10h, lá estavam duas viaturas com quatro GCMs.
Me engana que eu gosto! Pressão pura! Visibilidade pra enganar os menos avisados! Alguém assaltaria o padre exatamente durante a missa das 10h?
Se algum malandro tivesse de agir, o faria às 16h30min, quando a igreja estava praticamente às moscas. Não havia nenhuma viatura da PM ou da GCM. Tampouco algum agente público de segurança. Isso é apenas um detalhe.
Vamos aos números. É bom lembrar que vou me restringir somente ao que sei, ao que tomei conhecimento nos últimos meses no meu quarteirão, de apenas 150m de extensão, bem próximo da Matriz, teoricamente protegida e privilegiada. Imagine se falarmos da rua inteira ou do bairro como um todo.
Fatos -- eu disse fatos -- e serem acrescentados aos números do senhor secretário e possíveis BOs do Infocrim: sequestro relâmpago a uma jovem moradora do edifício Domus, três arrombamentos de veículos, além de três estepes surrupiados e um Fox vermelho furtado do outro lado da rua, a 12m dos meus olhos.
Num deles, houve tiroteio diante da minha casa. O segurança bancado pelo Botequim Carioca - ponto de encontro de políticos, autoridades e demais amigos do rei/poder -- atirou cinco vezes no casal de ladrões ocupantes de um Corolla automático roubado.
Atemorizado, junto à porta de vidro, e protegendo esposa, filha e netos, ainda presenciei o quinto disparo do segurança. O ladrão correu para a esquerda e a acompanhante para a direita. Sumiram!
Polícia até que chegou rápido, apesar da demora para o atendimento automático. Justificativa da PM para a frieza e a lentidão na resposta telefônica via secretária eletrônica: excesso de ligações nos finais de semana. Bandidos correndo e eu sem ação, ainda ouvindo aquela voz...
Calma, caro leitor, há outra ocorrência relevante, no mesmo quarteirão. Há três meses, em plena semana de eleições sindicais, num belo finalzinho de tarde, levaram nada menos do que R$ 500 mil reais dos "cofres" do poderoso Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários.
Não me perguntem por que tanto dinheiro assim na moita. Não me interessa! Só sei que ninguém viu nada. Se é que havia seguranças particulares, também não evitaram o limpa.
Com o perdão da ironia, isso tudo porque, segundo o secretário, com base na redução de 70% estampada pelo Infocrim, "onde a GCM, a PC e a PM estão não ocorrem crimes.
Então, onde eles estavam? Rezando?
Portanto, infelizmente, a segurança da nossa vila Assunção não serve de exemplo pra ninguém. Se alguém tiver alguma dúvida, inclusive o jornalista e o secretário, basta dar um pulinho na outrora tranquila rua Santo André. Com segurança particular, claro!
Em tempo: minha casa está à venda. Local nobre! Laje blindada!
Cuidado, Papai Noel, é melhor pôr as barbas de molho. Trenó blindado é café pequeno! Baixada Fluminense é mais segura.
Implantada desde ontem pela Secretaria de Segurança Pública Urbana e Trânsito de Santo André junto com polícias Militar e Civil, além da Guarda Civil Municipal, ação conjunta visa atuar em centros comerciais e reduzir o número de roubos e furtos na época natalina.
Conforme o texto, "experiência bem-sucedida" na vila Assunção se repetirá. "Com atuação "presencial, a PM e da GCM conseguiram reduzir o número de roubos e furtos no bairro em 70%, de julho a novembro, segundo dados do Infocrim (Sistema de Informações Criminais) usados pela polícia.
Lamento, mas os números (porcentuais) anunciados, provavelmente pelo secretário de Segurança de Santo André, José Luiz Navarro, não condizem com a realidade.
São oficiais e merecem crédito, mas não são reais. Repórter e secretário poderiam até ter checado veracidade in loco, junto a comerciantes e moradores, sem rabo preso.
Números do Infocrim são oficiais, mas, repito, distorcidos da realidade, do que acontece no dia a dia.
Especialmente de sexta-feira a domingo à noite.
Ressalte-se: por interesses comerciais, preguiça, falta de confiança em atitudes das autoridades e/ou mal atendimento nas delegacias, a maioria não perde tempo com Boletim de Ocorrência.
"A presença de GCM, do PM e do policial civil dá resultado. Onde eles estão, não ocorrem crimes". Afirmação do entrevistado ao jornalista. Atenção especial à frase!
Na sequência da matéria, sem aspas do autor, o texto continua: Assim foi feito na vila Assunção, principalmente na região que abrange a rua Santo André e o largo da matriz, após reclamações de moradores.
E mais, ainda segundo o texto do DGABC: Devido ao alto número de ocorrências, o GGI ( Gabinete de Gestão Integrada) do município tratou de aumentar as ações de ostensividade (?) e visibilidade (?) para coibir e diminuir os delitos.
Como jornalista aposentado, mas ainda sério, prefiro não avaliar a qualidade da matéria de forma global. Como cidadão e morador exatamente citada rua Santo André, posso e devo me manifestar.
É bom lembrar que a operação, de verdade, começou apenas ontem, inclusive com Base Comunitária Móvel registrando presença meteórica diante da igreja. Portanto, a informação não bate com a realidade.
Antes, o que tínhamos, de fato, era a presença ocasional -- ocasional -- de viaturas da GCM ou da PM na praça diante da Matriz, cujo padre foi vítima de dois assaltos em pouco tempo.
Nada além disso. Nada presencial mesmo. Nada ostensivo. Pelo contrário. Cheguei até a constatar um absurdo num domingo: durante a famosa e sempre lotada missa das 10h, lá estavam duas viaturas com quatro GCMs.
Me engana que eu gosto! Pressão pura! Visibilidade pra enganar os menos avisados! Alguém assaltaria o padre exatamente durante a missa das 10h?
Se algum malandro tivesse de agir, o faria às 16h30min, quando a igreja estava praticamente às moscas. Não havia nenhuma viatura da PM ou da GCM. Tampouco algum agente público de segurança. Isso é apenas um detalhe.
Vamos aos números. É bom lembrar que vou me restringir somente ao que sei, ao que tomei conhecimento nos últimos meses no meu quarteirão, de apenas 150m de extensão, bem próximo da Matriz, teoricamente protegida e privilegiada. Imagine se falarmos da rua inteira ou do bairro como um todo.
Fatos -- eu disse fatos -- e serem acrescentados aos números do senhor secretário e possíveis BOs do Infocrim: sequestro relâmpago a uma jovem moradora do edifício Domus, três arrombamentos de veículos, além de três estepes surrupiados e um Fox vermelho furtado do outro lado da rua, a 12m dos meus olhos.
Num deles, houve tiroteio diante da minha casa. O segurança bancado pelo Botequim Carioca - ponto de encontro de políticos, autoridades e demais amigos do rei/poder -- atirou cinco vezes no casal de ladrões ocupantes de um Corolla automático roubado.
Atemorizado, junto à porta de vidro, e protegendo esposa, filha e netos, ainda presenciei o quinto disparo do segurança. O ladrão correu para a esquerda e a acompanhante para a direita. Sumiram!
Polícia até que chegou rápido, apesar da demora para o atendimento automático. Justificativa da PM para a frieza e a lentidão na resposta telefônica via secretária eletrônica: excesso de ligações nos finais de semana. Bandidos correndo e eu sem ação, ainda ouvindo aquela voz...
Calma, caro leitor, há outra ocorrência relevante, no mesmo quarteirão. Há três meses, em plena semana de eleições sindicais, num belo finalzinho de tarde, levaram nada menos do que R$ 500 mil reais dos "cofres" do poderoso Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários.
Não me perguntem por que tanto dinheiro assim na moita. Não me interessa! Só sei que ninguém viu nada. Se é que havia seguranças particulares, também não evitaram o limpa.
Com o perdão da ironia, isso tudo porque, segundo o secretário, com base na redução de 70% estampada pelo Infocrim, "onde a GCM, a PC e a PM estão não ocorrem crimes.
Então, onde eles estavam? Rezando?
Portanto, infelizmente, a segurança da nossa vila Assunção não serve de exemplo pra ninguém. Se alguém tiver alguma dúvida, inclusive o jornalista e o secretário, basta dar um pulinho na outrora tranquila rua Santo André. Com segurança particular, claro!
Em tempo: minha casa está à venda. Local nobre! Laje blindada!
sábado, 7 de dezembro de 2013
Sobre torneiras e lixeiras
Mesmo em recuperação de forte gripe e estiramento muscular de segundo grau ( reto-femoral direito), voltei a caminhar hoje de manhã no Parque Central.
Horário, entre 10h e 11h, não foi dos melhores, reconheço. Um calorão danado. Nosso sonhado cartão postal -- quem sabe quando nossas autoridades acordarem de fato -- não estava lotado.
Pelo contrário. Pouca gente! Como em todas as ruas pelas quais passei aqui na vila Assunção. Pelo que vi depois, na TV, acho que todo mundo estava na 25 de Março. Já viu, né? Compras de Natal.
Detalhe, de hoje, é que, mais uma vez -- e quase sempre aos finais de semana -- não havia água nos bebedouros da parte alta, entre os acessos pelas ruas Visconde de Mauá e Javaés.
Havia placas -- muito mal localizadas, por sinal -- com orientação para economizar o precioso líquido, mas não havia água. Em alguns bebedouros, não havia nem torneira completa.
Dizem que os furtos são constantes e inevitáveis. Lógico! Ninguém toma conta. Os GCMs raramente saem da toca. Repito a sugestão: por que não colocar aquela torneira de tempo, de toque, embutida.
Como em São Bernardo, na avenida Kennedy, e em Piracicaba, no belo parque à beira do grande rio. Apertou, usou, economizou. Sem desperdício e sem ninguém a dilapidar o bem público.
Por falar em bebedouro, a dispensável placa de indicação (bebedouro para cães) continua lá, mas nada de água para os animais.
Depois, querem advertir quando os donos colocam os cachorros para matar a sede nos bebedouros normais. Ninguém estará com a razão! Conflito poderia ser evitado.
Uma das alegações das administrações, há quase dois anos, é de que moradores de rua estavam usando o local para se banhar. Mais uma desculpa esfarrapada!
Conversa fiada! Quem quer continua tomando banho, de sabonete e tudo, a 200m dali. Eu vi! Ninguém me contou, não!
E com direito a lavar a roupa e colocar para quarar no belo gramado dominado por duas viuvinhas e pelos três quero-queros barulhentos e agressivos para proteger dois filhotes recém-nascidos.
Citei as torneiras, mas sinto necessidade de voltar a falar também das lixeiras. Que vergonha, hein! Até quando, senhores do Departamento de Parques e Áreas Verdes, vinculado à Secretaria de Obras Públicas comandada por Paulinho Serra.
É fácil responder ao DGABC e afirmar que a partir de janeiro entra dinheiro do Governo Federal e o Parque Central vai passar por significativa revitalização. Parece que o GF é a salvação para tudo! Cuidado! Confiar em terceiros nem sempre é bom negócio.
Desde a metade da gestão Aidan Ravin o estado das lixeiras são um lixo. Poucas resistiram ao tempo e aos homens. Por falta de educação do usuário. Por falta de manutenção, orientação e fiscalização do Poder Público.
Problema não é de agora. São pelo menos três anos sem lixeiras inteiras. Compromisso do ex-prefeitão, dizem, era de abrir licitação para comprar lixeiras para vários espaços públicos. Seriam 70 só para o Central. Não comprou sequer uma!
Carlos Grana está no poder há um ano e também não fez nada. Parque passa por manutenção enganosa e maquiagem cíclica. Nada mais! É só frequentar e prestar bastante atenção. Inclusive nos esgotos e nos lagos.
Então, a responsabilidade é dos dois! Como o primeiro já era, que o segundo se vire! Ligue pra Dilma!
EM TEMPO: hoje, dois dias depois, não havia água, nem torneira, no parquinho das crianças. Absurdo²! Incompetência³! Funcionária da administração culpou "molecada que rouba" e o "Semasa que não leva caminhão pipa". Com a palavra, o secretário e o prefeito. Se for pra mentir ou vir com conversa mole, é melhor calar a boca.
Horário, entre 10h e 11h, não foi dos melhores, reconheço. Um calorão danado. Nosso sonhado cartão postal -- quem sabe quando nossas autoridades acordarem de fato -- não estava lotado.
Pelo contrário. Pouca gente! Como em todas as ruas pelas quais passei aqui na vila Assunção. Pelo que vi depois, na TV, acho que todo mundo estava na 25 de Março. Já viu, né? Compras de Natal.
Detalhe, de hoje, é que, mais uma vez -- e quase sempre aos finais de semana -- não havia água nos bebedouros da parte alta, entre os acessos pelas ruas Visconde de Mauá e Javaés.
Havia placas -- muito mal localizadas, por sinal -- com orientação para economizar o precioso líquido, mas não havia água. Em alguns bebedouros, não havia nem torneira completa.
Dizem que os furtos são constantes e inevitáveis. Lógico! Ninguém toma conta. Os GCMs raramente saem da toca. Repito a sugestão: por que não colocar aquela torneira de tempo, de toque, embutida.
Como em São Bernardo, na avenida Kennedy, e em Piracicaba, no belo parque à beira do grande rio. Apertou, usou, economizou. Sem desperdício e sem ninguém a dilapidar o bem público.
Por falar em bebedouro, a dispensável placa de indicação (bebedouro para cães) continua lá, mas nada de água para os animais.
Depois, querem advertir quando os donos colocam os cachorros para matar a sede nos bebedouros normais. Ninguém estará com a razão! Conflito poderia ser evitado.
Uma das alegações das administrações, há quase dois anos, é de que moradores de rua estavam usando o local para se banhar. Mais uma desculpa esfarrapada!
Conversa fiada! Quem quer continua tomando banho, de sabonete e tudo, a 200m dali. Eu vi! Ninguém me contou, não!
E com direito a lavar a roupa e colocar para quarar no belo gramado dominado por duas viuvinhas e pelos três quero-queros barulhentos e agressivos para proteger dois filhotes recém-nascidos.
Citei as torneiras, mas sinto necessidade de voltar a falar também das lixeiras. Que vergonha, hein! Até quando, senhores do Departamento de Parques e Áreas Verdes, vinculado à Secretaria de Obras Públicas comandada por Paulinho Serra.
É fácil responder ao DGABC e afirmar que a partir de janeiro entra dinheiro do Governo Federal e o Parque Central vai passar por significativa revitalização. Parece que o GF é a salvação para tudo! Cuidado! Confiar em terceiros nem sempre é bom negócio.
Desde a metade da gestão Aidan Ravin o estado das lixeiras são um lixo. Poucas resistiram ao tempo e aos homens. Por falta de educação do usuário. Por falta de manutenção, orientação e fiscalização do Poder Público.
Problema não é de agora. São pelo menos três anos sem lixeiras inteiras. Compromisso do ex-prefeitão, dizem, era de abrir licitação para comprar lixeiras para vários espaços públicos. Seriam 70 só para o Central. Não comprou sequer uma!
Carlos Grana está no poder há um ano e também não fez nada. Parque passa por manutenção enganosa e maquiagem cíclica. Nada mais! É só frequentar e prestar bastante atenção. Inclusive nos esgotos e nos lagos.
Então, a responsabilidade é dos dois! Como o primeiro já era, que o segundo se vire! Ligue pra Dilma!
EM TEMPO: hoje, dois dias depois, não havia água, nem torneira, no parquinho das crianças. Absurdo²! Incompetência³! Funcionária da administração culpou "molecada que rouba" e o "Semasa que não leva caminhão pipa". Com a palavra, o secretário e o prefeito. Se for pra mentir ou vir com conversa mole, é melhor calar a boca.
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Toda incompetência será perdoada. Inclusive do Esporte Clube Santo André/Saged. Uma vergonha!
À sombra do ex-sempre-presidente Lula e dos cínicos da impunidade capitaneados por dona Dilma, o Governo Federal está prestes a cometer outro absurdo. Mais uma excrecência.
Projeto-de-lei de autoria do deputado federal e futuro relator Vicente Cândido está no forno para ser estrategicamente apresentado por outro "nobre" da bancada da bola. Verdadeira afronta à dignidade e à inteligência do cidadão comum.
Anistiar 90% das dívidas dos clubes com o INSS e com a Receita Federal é um chute na bunda de qualquer ser humano minimamente comprometido com as letras da lei e com valores cultuados desde a infância.
Os outros 10% seriam saldados provavelmente com o dinheiro "transparente" do dono do hotel de Brasília que pretende empregar o chefe dos mensaleiros.
Em síntese, ficaria assim: a dívida astronômica dos principais clubes brasileiros, superior a R$ 4 bilhões, seria perdoada em troca de pseudos projetos sociais, financiados pelo próprio governo.
Será que temos cara de trouxa, voz de trouxa, olhar de trouxa, ouvidos de trouxa, atitude de trouxa? Detalhe é que o Governo Federal vai emprestar a devedores contumazes, de longa data. Serasa e cartórios são íntimos.
Quase todo dirigente de clube vinculado ao futebol profissional é como pau que nasce torto e morre torto. A maioria pode envergar, mas não se emenda! Nem com a bolsa-Timemania. Nem com o questionável perdão do poder maior.
Deputados nada nobres anseiam pela chancela de dona Dilma para financiar, com o nosso dinheiro, duvidosos projetos sócio-esportivos para crianças carentes do entorno do devedor.
Os clubes ofereceriam praticamente só o espaço em troca da dívida. O resto o GF garante. Coisa de caloteiro respaldada por mensaleiro. Acho que me entendem! Soa como pleonasmo.
Então, no caso, o devedor, o dirigente irresponsável, o mau gestor, vai ser premiado. Passa de ano com louvor. Lógico que, mais uma vez, a maioria não vai cumprir a tarefa primária. E se pagar a derradeira promessa vai ser com o nosso joelho.
Merecem nota zero como gestores de recursos humanos e financeiros. São devedores, mas a maioria investe milhões em contratações duvidosas e salários astronômicos para treinadores tratados como estrelas. Pura insensatez!
Débitos são consequência. Com o aval presidencial, contadores e/ou gerentes administrativos descontam e recolhem porcentagem de funcionários de todos os escalões -- de técnicos e jogadores a eletricistas, cozinheiras e cia -- dos clubes, mas não repassam ao INSS e à Receita Federal.
Até o FGTS, direito conquistado pelo trabalhador, é intencionalmente "esquecido". Pura fraude em todas as esferas. Quando dá, fazem acordo, depositam e saldam tudo ou parte no momento da rescisão trabalhista.
Todos os responsáveis deveriam, sim, responder criminalmente em vez de serem premiados com um perdão imperdoável. Como qualquer cidadão comum. Enquanto isso, o INSS vem a público para anunciar rombo atrás de rombo. E sobra para o aposentado, o sempre-enganado.
Todos os grandes clubes serão beneficiados com o perdão quase certo. E também o nosso pequeno mas respeitável Esporte Clube Santo André, de quem sou credor moral e legal na esfera do INSS. É bom não esquecer!
O quase sempre dedicado e escorregadio presidente do nosso Ramalhão, Celso Luiz de Almeida, afirma, veladamente, que a responsabilidade por débitos fiscais superiores a R$ 3 milhões é do desastroso ex-Saged comandado por Ronan Maria Pinto.
Poucos sabem, e não é nenhum pecado, mas o ainda mandatário do clube do Parque Jaçatuba é chegado, companheiro, talvez até amigo, de Vicente Cândido, o anunciado deputado autor que vai virar relator para deitar e rolar no texto final da indecência governamental. Vale tudo pelos caloteiros! É nóis!
Pausa para tomar fôlego... O petista Vicente Cândido também é amigo e (dizem) sócio de Del Nero, presidente da Federação Paulista, além de vice e candidato cotadíssimo à presidência da rica CBF.
Comandada por José Maria Marin, o chefe da confraria que paga mensalinho para as federações em troca de votos que os eternizarão no poder, a CBF sempre escora os donos do poder, quem manda. Tanto quanto a FIFA de Joseph Blatter.
Cada um no seu curral e com significativa parcela de mandonismo. Para muitos, voz de prisão é café pequeno. Para nós, pobres mortais, que exigimos nada mais do que nossos direitos, nenhum beneplácito fiscal. E se falar muito, leva processo por calúnia. Verdade dói, né?
Experimente, leitor não privilegiado, não bolsista, não invasor, não mensaleiro, não puxa-saco... Experimente só não pagar impostos, taxas, pensões alimentícias, contribuições sindicais, INSS, Cofins, IPTU, FGTS, IPVA e outras siglas. Além da vergonha, cadeia! Chi-lin-dró!
Enquanto isso, nos cada vez mais nojentos subterrâneos de Brasília, o Congresso está pronto para anistiar tamanha irresponsabilidade diretiva. É uma afronta à sensatez. Cheiro de promiscuidade!
No fundo, a molecagem, a esperteza dos dirigentes e seus protetores tem forte odor de sacanagem, de desonestidade. Não se limita à simples irresponsabilidade com o fisco e com os funcionários.
Falta pouco para mais um gol da bancada da bola. A mesma do desprezável jeitinho brasileiro. O calote está instituído, encastelado, e o brasileiro de bem, envergonhado. Afinal, perdoar é um ato divino... Mas perdoar sacanagem?
Desde que se ignorem as mazelas e se protejam os interesses dos amigos do rei, institui-se no futebol a polpuda bolsa-incompetência ou bolsa-escola-da-malandragem. Assim como no bolsa-família, todos farão reverência e votarão nos indicados dos reis, no Planalto, na CBF e na FPF .
Com a bênção de Dilma, Maluf, Lula, Sarney, Marin, Del Nero, Ricardo Teixeira, João Havelange, Joseph Blatter e todo o pessoal da Papuda. Todos aplaudem e respaldam o deslize clubista, mais conhecido como calote programado.
Alguma surpresa? Nenhuma, claro! Basta olhar o timaço... Se ficarem na dúvida, consultem o Joaquim ou o Francisco. Aprendam a exercitar a justiça com o juiz e com o Papa. Mesmo com certos exageros do juizão, convenhamos.
Projeto-de-lei de autoria do deputado federal e futuro relator Vicente Cândido está no forno para ser estrategicamente apresentado por outro "nobre" da bancada da bola. Verdadeira afronta à dignidade e à inteligência do cidadão comum.
Anistiar 90% das dívidas dos clubes com o INSS e com a Receita Federal é um chute na bunda de qualquer ser humano minimamente comprometido com as letras da lei e com valores cultuados desde a infância.
Os outros 10% seriam saldados provavelmente com o dinheiro "transparente" do dono do hotel de Brasília que pretende empregar o chefe dos mensaleiros.
Em síntese, ficaria assim: a dívida astronômica dos principais clubes brasileiros, superior a R$ 4 bilhões, seria perdoada em troca de pseudos projetos sociais, financiados pelo próprio governo.
Será que temos cara de trouxa, voz de trouxa, olhar de trouxa, ouvidos de trouxa, atitude de trouxa? Detalhe é que o Governo Federal vai emprestar a devedores contumazes, de longa data. Serasa e cartórios são íntimos.
Quase todo dirigente de clube vinculado ao futebol profissional é como pau que nasce torto e morre torto. A maioria pode envergar, mas não se emenda! Nem com a bolsa-Timemania. Nem com o questionável perdão do poder maior.
Deputados nada nobres anseiam pela chancela de dona Dilma para financiar, com o nosso dinheiro, duvidosos projetos sócio-esportivos para crianças carentes do entorno do devedor.
Os clubes ofereceriam praticamente só o espaço em troca da dívida. O resto o GF garante. Coisa de caloteiro respaldada por mensaleiro. Acho que me entendem! Soa como pleonasmo.
Então, no caso, o devedor, o dirigente irresponsável, o mau gestor, vai ser premiado. Passa de ano com louvor. Lógico que, mais uma vez, a maioria não vai cumprir a tarefa primária. E se pagar a derradeira promessa vai ser com o nosso joelho.
Merecem nota zero como gestores de recursos humanos e financeiros. São devedores, mas a maioria investe milhões em contratações duvidosas e salários astronômicos para treinadores tratados como estrelas. Pura insensatez!
Débitos são consequência. Com o aval presidencial, contadores e/ou gerentes administrativos descontam e recolhem porcentagem de funcionários de todos os escalões -- de técnicos e jogadores a eletricistas, cozinheiras e cia -- dos clubes, mas não repassam ao INSS e à Receita Federal.
Até o FGTS, direito conquistado pelo trabalhador, é intencionalmente "esquecido". Pura fraude em todas as esferas. Quando dá, fazem acordo, depositam e saldam tudo ou parte no momento da rescisão trabalhista.
Todos os responsáveis deveriam, sim, responder criminalmente em vez de serem premiados com um perdão imperdoável. Como qualquer cidadão comum. Enquanto isso, o INSS vem a público para anunciar rombo atrás de rombo. E sobra para o aposentado, o sempre-enganado.
Todos os grandes clubes serão beneficiados com o perdão quase certo. E também o nosso pequeno mas respeitável Esporte Clube Santo André, de quem sou credor moral e legal na esfera do INSS. É bom não esquecer!
O quase sempre dedicado e escorregadio presidente do nosso Ramalhão, Celso Luiz de Almeida, afirma, veladamente, que a responsabilidade por débitos fiscais superiores a R$ 3 milhões é do desastroso ex-Saged comandado por Ronan Maria Pinto.
Poucos sabem, e não é nenhum pecado, mas o ainda mandatário do clube do Parque Jaçatuba é chegado, companheiro, talvez até amigo, de Vicente Cândido, o anunciado deputado autor que vai virar relator para deitar e rolar no texto final da indecência governamental. Vale tudo pelos caloteiros! É nóis!
Pausa para tomar fôlego... O petista Vicente Cândido também é amigo e (dizem) sócio de Del Nero, presidente da Federação Paulista, além de vice e candidato cotadíssimo à presidência da rica CBF.
Comandada por José Maria Marin, o chefe da confraria que paga mensalinho para as federações em troca de votos que os eternizarão no poder, a CBF sempre escora os donos do poder, quem manda. Tanto quanto a FIFA de Joseph Blatter.
Cada um no seu curral e com significativa parcela de mandonismo. Para muitos, voz de prisão é café pequeno. Para nós, pobres mortais, que exigimos nada mais do que nossos direitos, nenhum beneplácito fiscal. E se falar muito, leva processo por calúnia. Verdade dói, né?
Experimente, leitor não privilegiado, não bolsista, não invasor, não mensaleiro, não puxa-saco... Experimente só não pagar impostos, taxas, pensões alimentícias, contribuições sindicais, INSS, Cofins, IPTU, FGTS, IPVA e outras siglas. Além da vergonha, cadeia! Chi-lin-dró!
Enquanto isso, nos cada vez mais nojentos subterrâneos de Brasília, o Congresso está pronto para anistiar tamanha irresponsabilidade diretiva. É uma afronta à sensatez. Cheiro de promiscuidade!
No fundo, a molecagem, a esperteza dos dirigentes e seus protetores tem forte odor de sacanagem, de desonestidade. Não se limita à simples irresponsabilidade com o fisco e com os funcionários.
Falta pouco para mais um gol da bancada da bola. A mesma do desprezável jeitinho brasileiro. O calote está instituído, encastelado, e o brasileiro de bem, envergonhado. Afinal, perdoar é um ato divino... Mas perdoar sacanagem?
Desde que se ignorem as mazelas e se protejam os interesses dos amigos do rei, institui-se no futebol a polpuda bolsa-incompetência ou bolsa-escola-da-malandragem. Assim como no bolsa-família, todos farão reverência e votarão nos indicados dos reis, no Planalto, na CBF e na FPF .
Com a bênção de Dilma, Maluf, Lula, Sarney, Marin, Del Nero, Ricardo Teixeira, João Havelange, Joseph Blatter e todo o pessoal da Papuda. Todos aplaudem e respaldam o deslize clubista, mais conhecido como calote programado.
Alguma surpresa? Nenhuma, claro! Basta olhar o timaço... Se ficarem na dúvida, consultem o Joaquim ou o Francisco. Aprendam a exercitar a justiça com o juiz e com o Papa. Mesmo com certos exageros do juizão, convenhamos.
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
O adeus de mais dois gênios da bola
Desse jeito, o time do céu vai ficar imbatível. Mais dois craques se vão. A bola está órfã. Assim é a vida. Um dia Pelé também dirá adeus.
Numa semana se vai Nilton Santos, a Enciclopédia do Futebol. Na outra, Pedro Rocha, um maestro. Ou, como diziam na década de 70, dom Pedrito ou o imperador dom Pedro III.
Pouco posso falar de Nilton Santos. Sei que era difícil, carimbada, nos álbuns da época. Quando foi bicampeão do mundo no Chile, em 62, eu tinha apenas sete anos. Como parou em 64, o vi muito pouco, pela TV (preto e branco, lógico), com a camisa do grande Botafogo.
A Seleção de 62 tinha Gilmar, Djalma Santos, Zito, Didi, Garrincha, Vavá, Zagalo, Pelé e cia. O Botafogo tinha Manga, Garrincha, Didi, Quarentinha, Zagalo, Amarildo e outras feras.
Ouvi muito sobre Nilton Santos porque ele era um dos ídolos do meu pai, também lateral-esquerdo e depois quarto-zagueiro. Seu Valério o colocava no mesmo patamar de Garrincha, Didi, Djalma Santos, Leônidas, Zizinho, Domingos da Guia e Luisinho, o Pequeno Polegar, ídolo do Corinthians.
Sempre de cabeça erguida, desfilava em campo. Exemplar raro de técnica e elegância no domínio e na condução da bola, raramente precisava pôr a bunda no chão. O contraponto daqueles laterais botinudos, valentões, limitados a marcar com porradas e carrinhos desnecessários. Naquela época, lateral era para colar no ponta. E fim de papo.
Porém, Nilton Santos -- que um dia sugeriu a contratação de Garrincha ao levar um baile do menino-gênio de pernas tortas -- não só marcava com categoria como ousava atacar, contradizendo a lógica e as ordens expressas dos treinadores de outrora.
Um homem simples, sem vaidades, de muitos amigos. Um craque de quatro Copas do Mundo. Um craque do mundo. Agora um craque divino.
Tanto quanto o uruguaio Pedro Virgilio Rocha, considerado por Pelé um dos cinco maiores jogadores de futebol do mundo. Pedro Rocha também disputou quatro Mundiais. Não ganhou pela seleção uruguaia, mas pelo Penharol foi bicampeão mundial interclubes, tri da Libertadores e octa nacional.
Em 70, após a Copa do México, veio para o São Paulo, que não ganhava título há 13 anos. Dedicou-se mais à construção do Morumbi e permitiu que a hegemonia ficasse com o Santos de Pelé e o Palmeiras de Ademir da Guia, outro expoente da época.
Pelo Tricolor, dom Pedrito foi duas vezes campeão estadual e uma brasileiro, em 77. Encerrou carreira no Coritiba, como campeão. No São Paulo, formou um dos meio-campo mais completos e eficientes que eu já vi, ao vivo.
Edson Cegonha ( pelas pernas longas), ex-lateral-esquerdo do Corinthians, e Gérson, ex-armador do Botafogo e da Seleção Brasileira, completavam um trio de ouro num esquema que já alternava 4-2-4 com 4-3-3. Edson marcava como poucos; Gérson ajudava na marcação, lançava e armava.
Pedro Rocha cercava, armava, lançava, criava, penetrava e concluía com a competência de grandes. Fazia gol -- mais de 100 -- de tudo quanto era jeito. De falta, de fora da área, de dentro, de cabeça. Quase sempre com a classe dos geniais.
Pedro Rocha desfilava a sobriedade e a elegância de Ademir da Guia, com as passadas largas do Divino. Só que sempre foi bem mais meia goleador do que meia armador. El Verdugo ( o carrasco) foi sensacional.
Pode ser comparado ao Roberto Rivelino da década de 70 e a Zidane, o craque francês que nos humilhou na Copa de 98. Quer saber, pra mim, foi mais completo do que ambos.
Um artista operário inesquecível para uruguaios e brasileiros. Tanto quanto para são-paulinos, corintianos, palmeirenses e santistas. Torcedores do Penharol o idolatram até hoje.
Ouso dizer, sem menosprezo, que no São Paulo de hoje Pedro jogaria com uma perna só. Jadson e Ganso, que são bons e já vestiram a amarelinha, não jogam metade do que jogou Pedro Rocha.
Esse sim era craque. Por isso o time celeste transborda de felicidade. Os torcedores e fãs de deuses da bola já sentem saudade.
Numa semana se vai Nilton Santos, a Enciclopédia do Futebol. Na outra, Pedro Rocha, um maestro. Ou, como diziam na década de 70, dom Pedrito ou o imperador dom Pedro III.
Pouco posso falar de Nilton Santos. Sei que era difícil, carimbada, nos álbuns da época. Quando foi bicampeão do mundo no Chile, em 62, eu tinha apenas sete anos. Como parou em 64, o vi muito pouco, pela TV (preto e branco, lógico), com a camisa do grande Botafogo.
A Seleção de 62 tinha Gilmar, Djalma Santos, Zito, Didi, Garrincha, Vavá, Zagalo, Pelé e cia. O Botafogo tinha Manga, Garrincha, Didi, Quarentinha, Zagalo, Amarildo e outras feras.
Ouvi muito sobre Nilton Santos porque ele era um dos ídolos do meu pai, também lateral-esquerdo e depois quarto-zagueiro. Seu Valério o colocava no mesmo patamar de Garrincha, Didi, Djalma Santos, Leônidas, Zizinho, Domingos da Guia e Luisinho, o Pequeno Polegar, ídolo do Corinthians.
Sempre de cabeça erguida, desfilava em campo. Exemplar raro de técnica e elegância no domínio e na condução da bola, raramente precisava pôr a bunda no chão. O contraponto daqueles laterais botinudos, valentões, limitados a marcar com porradas e carrinhos desnecessários. Naquela época, lateral era para colar no ponta. E fim de papo.
Porém, Nilton Santos -- que um dia sugeriu a contratação de Garrincha ao levar um baile do menino-gênio de pernas tortas -- não só marcava com categoria como ousava atacar, contradizendo a lógica e as ordens expressas dos treinadores de outrora.
Um homem simples, sem vaidades, de muitos amigos. Um craque de quatro Copas do Mundo. Um craque do mundo. Agora um craque divino.
Tanto quanto o uruguaio Pedro Virgilio Rocha, considerado por Pelé um dos cinco maiores jogadores de futebol do mundo. Pedro Rocha também disputou quatro Mundiais. Não ganhou pela seleção uruguaia, mas pelo Penharol foi bicampeão mundial interclubes, tri da Libertadores e octa nacional.
Em 70, após a Copa do México, veio para o São Paulo, que não ganhava título há 13 anos. Dedicou-se mais à construção do Morumbi e permitiu que a hegemonia ficasse com o Santos de Pelé e o Palmeiras de Ademir da Guia, outro expoente da época.
Pelo Tricolor, dom Pedrito foi duas vezes campeão estadual e uma brasileiro, em 77. Encerrou carreira no Coritiba, como campeão. No São Paulo, formou um dos meio-campo mais completos e eficientes que eu já vi, ao vivo.
Edson Cegonha ( pelas pernas longas), ex-lateral-esquerdo do Corinthians, e Gérson, ex-armador do Botafogo e da Seleção Brasileira, completavam um trio de ouro num esquema que já alternava 4-2-4 com 4-3-3. Edson marcava como poucos; Gérson ajudava na marcação, lançava e armava.
Pedro Rocha cercava, armava, lançava, criava, penetrava e concluía com a competência de grandes. Fazia gol -- mais de 100 -- de tudo quanto era jeito. De falta, de fora da área, de dentro, de cabeça. Quase sempre com a classe dos geniais.
Pedro Rocha desfilava a sobriedade e a elegância de Ademir da Guia, com as passadas largas do Divino. Só que sempre foi bem mais meia goleador do que meia armador. El Verdugo ( o carrasco) foi sensacional.
Pode ser comparado ao Roberto Rivelino da década de 70 e a Zidane, o craque francês que nos humilhou na Copa de 98. Quer saber, pra mim, foi mais completo do que ambos.
Um artista operário inesquecível para uruguaios e brasileiros. Tanto quanto para são-paulinos, corintianos, palmeirenses e santistas. Torcedores do Penharol o idolatram até hoje.
Ouso dizer, sem menosprezo, que no São Paulo de hoje Pedro jogaria com uma perna só. Jadson e Ganso, que são bons e já vestiram a amarelinha, não jogam metade do que jogou Pedro Rocha.
Esse sim era craque. Por isso o time celeste transborda de felicidade. Os torcedores e fãs de deuses da bola já sentem saudade.
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Unimed ABC induz ou mente?
Ainda não consegui concluir se todos os funcionários da Unimed ABC são pagos para trabalhar com competência, respeito e profissionalismo. Acho que sim!
Porém, tenho certeza de que alguns são coagidos para não informar corretamente, induzir e/ou mentir, provavelmente sob a perigosa coação/proteção empregatícia do manto patronal.
Como conveniado, já tive problemas nada agradáveis com a empresa. Ainda não mudei porque, infelizmente, convênio médico é como qualquer prestadora de serviços, especialmente nos setores de telefonia, internet e TVs fechadas.
No principal dos enroscos, fui quase atendido (?) por um pseudodoutor boliviano. De madrugada, o sonolento irresponsável não conseguia nem ao menos concatenar uma frase. Imagine fazer a consulta e dar a receita. Poderia me levar a óbito.
Impaciente, contei até 13 e meti a mão na mesa. Assustei o tal e quebrei o silêncio do pronto-socorro. Exigi ser atendido por uma enfermeira. E fui. Depois, formulei a reclamação e o doutorzinho acabou demitido. Dizem!
Anteontem, a falha aparentemente simples, corriqueira, foi na informação, via telefone. Tudo começou porque me meti a voltar a jogar futebol após férias de um ano. Lesão reto-femoral na coxa direita e necessidade de ultrassonografia simples para confirmar o tamanho do prejuízo.
Liguei na Unimed. A atendente, Gisele, não vacilou. A essência do diálogo:
-- O senhor tem de ligar na Vanguard para marcar. Posso transferir!
-- Moça, já liguei! Só tem vaga para dia 12 de dezembro. E minha coxa está arrebentada. Mal consigo andar.
-- Não posso fazer nada, senhor!
-- Não há outra opção em Santo André?
-- Não! Qual o seu plano?
-- Há ou não? Independentemente de plano.
-- Um momento! Só mesmo em Mauá ou Ribeirão Pires.
-- Cê tá de brincadeira! Outro dia minha esposa, que tem o mesmo plano, fez ultrassom ali no bairro Jardim, com o dr. Iglésias, do DISA. Confira a informação, por favor. Algo está errado!
-- Está confirmada, senhor. Só em Mauá e Ribeirão Pires. Ou na Vanguard!
-- Não acredito! Vou consultar o guia médico e procurar meus direitos. Boa tarde, Gisele!
-- Boa tarde, senhor. A Unimed ABC agradece sua ligação...
Cinco minutos depois, liguei no DISA. Não só fui bem atendido como dei sorte. Uma desistência facilitou minha vida e no dia seguinte, ontem de manhã, fiz o ultrassom com o dr. Rafael.
Resultado já está em mãos: estiramento de segundo grau, repouso, gelo, antiinflamatório, paciência e nada de bola. Nem montanha!
Moral da história: a Unimed ABC, no caso representada pela solícita atendente, não deu a informação correta. Falhou, induziu e/ou mentiu descarada e insistentemente para que o procedimento acontecesse na Vanguard, coincidentemente, empresa de propriedade da Unimed ABC.
Portanto, caros leitores, cuidado com certas atitudes da Unimed ABC. E com todos os demais empresários amiguinhos do setor. Fala mais alto a ganância. O conveniado paga caro e se lasca.
Porém, tenho certeza de que alguns são coagidos para não informar corretamente, induzir e/ou mentir, provavelmente sob a perigosa coação/proteção empregatícia do manto patronal.
Como conveniado, já tive problemas nada agradáveis com a empresa. Ainda não mudei porque, infelizmente, convênio médico é como qualquer prestadora de serviços, especialmente nos setores de telefonia, internet e TVs fechadas.
No principal dos enroscos, fui quase atendido (?) por um pseudodoutor boliviano. De madrugada, o sonolento irresponsável não conseguia nem ao menos concatenar uma frase. Imagine fazer a consulta e dar a receita. Poderia me levar a óbito.
Impaciente, contei até 13 e meti a mão na mesa. Assustei o tal e quebrei o silêncio do pronto-socorro. Exigi ser atendido por uma enfermeira. E fui. Depois, formulei a reclamação e o doutorzinho acabou demitido. Dizem!
Anteontem, a falha aparentemente simples, corriqueira, foi na informação, via telefone. Tudo começou porque me meti a voltar a jogar futebol após férias de um ano. Lesão reto-femoral na coxa direita e necessidade de ultrassonografia simples para confirmar o tamanho do prejuízo.
Liguei na Unimed. A atendente, Gisele, não vacilou. A essência do diálogo:
-- O senhor tem de ligar na Vanguard para marcar. Posso transferir!
-- Moça, já liguei! Só tem vaga para dia 12 de dezembro. E minha coxa está arrebentada. Mal consigo andar.
-- Não posso fazer nada, senhor!
-- Não há outra opção em Santo André?
-- Não! Qual o seu plano?
-- Há ou não? Independentemente de plano.
-- Um momento! Só mesmo em Mauá ou Ribeirão Pires.
-- Cê tá de brincadeira! Outro dia minha esposa, que tem o mesmo plano, fez ultrassom ali no bairro Jardim, com o dr. Iglésias, do DISA. Confira a informação, por favor. Algo está errado!
-- Está confirmada, senhor. Só em Mauá e Ribeirão Pires. Ou na Vanguard!
-- Não acredito! Vou consultar o guia médico e procurar meus direitos. Boa tarde, Gisele!
-- Boa tarde, senhor. A Unimed ABC agradece sua ligação...
Cinco minutos depois, liguei no DISA. Não só fui bem atendido como dei sorte. Uma desistência facilitou minha vida e no dia seguinte, ontem de manhã, fiz o ultrassom com o dr. Rafael.
Resultado já está em mãos: estiramento de segundo grau, repouso, gelo, antiinflamatório, paciência e nada de bola. Nem montanha!
Moral da história: a Unimed ABC, no caso representada pela solícita atendente, não deu a informação correta. Falhou, induziu e/ou mentiu descarada e insistentemente para que o procedimento acontecesse na Vanguard, coincidentemente, empresa de propriedade da Unimed ABC.
Portanto, caros leitores, cuidado com certas atitudes da Unimed ABC. E com todos os demais empresários amiguinhos do setor. Fala mais alto a ganância. O conveniado paga caro e se lasca.
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Curtas, grossas e vergonhas da província
Como diz o amigo-irmão Daniel Lima, o Grande ABC é mesmo uma província. Aqui os coronéis ainda mandam. Feudos ainda existem.
Quem tem o poder do cargo, do nome ou da grana, deita e rola, faz o quê quer, quando quer. Manda prender e mandar soltar. Há, até, quem mande matar.
Gente graúda, de nome e sobrenome. Políticos, empresários. Enfim, reis e amigos íntimos dos reis. Mesmo que o rei esteja nu. Ou do padre. Ou dos dois.
Comecemos pelo padre. Já escrevi aqui que o cidadão comum não tem proteção adequada do Poder Público. Tanto estadual quanto municipal. Mas, após dois assaltos à paróquia, o padre da Igreja Matriz de Santo André, meu vizinho, se esbalda de seguranças na hora errada.
Lógico que não tem culpa, mas se dá ao luxo de ter a proteção de duas viaturas e quatro guardas civis municipais durante a sempre repleta missa das 10 da manhã. Pra quê? Pra ficar jogando conversa fora?
Jogo de cena? No mesmo domingo, por volta das 16h, a igreja estava aberta, mas praticamente às moscas. Qualquer ladrãozinho de galinha faria a festa. Exagero de manhã para dar visibilidade e abandono à tarde, quando ninguém vai elogiar.
A mim, há dois meses, GCM sugeriu falar com o vereador Marcos Pinchiari e engrossar abaixo-assinado solicitando base comunitária se quisesse minimizar o problema de falta de segurança na região. Só não o mandei para aquele lugar porque estava diante da igreja.
Passemos do padre protegido ao vereador peroba. É muita petulância dos nobres edis da Câmara de Santo André. Principalmente do veteraníssimo José Araújo, que reza pela mesma cartilha do prefeito Carlos Grana. Ou de quem signifique poder maior.
Vai ser cara de pau assim na p.q.p. ! O camarada, pseudo representante do povo, se julga no direito de emparedar o secretário de Saúde, Homero Nepomuceno, porque este ( corretamente, por sinal) não estaria a facilitar a vida dos seus apadrinhados.
O (nada) nobre vereador quer que o secretário interfira para privilegiar o agendamento de consultas e outros quetais para os indicados dos asseclas do rei. Assim, na cara dura!
Às favas o cidadão comum, que precisa pegar fila e esperar meses por uma consulta ou um exame mais específico. Se for amigo/eleitor dos nobres dispensáveis -- com raríssimas exceções --, tudo deve ser facilitado. Aos encastelados, tudo!
Se não for, que o prefeito fique esperto nas próximas votações. Ou dá ou desce, como diria o papagaio sacana no caminhão carregado de galinhas. Um absurdo! Um desrespeito ao cidadão pagador de impostos! Votem nele nas próximas eleições, seus trouxas, puxa-sacos e/ou cabos eleitorais.
Outra escorregadela vergonhosa da província está no esporte andreense. Mais especificamente na anunciada Secretaria de Esporte, prometida para um exemplar raro de incompetência como dirigente.
Insistir com Marta Sobral é um acinte. Coisa de prefeito com visão tacanha, que blefa, que finge não enxergar o óbvio. Esqueci que Grana é filhote do Lula. Normal, portanto, que alegue não saber de nada quando não lhe interessa.
Em um ano, a moça não fez absolutamente nada como diretora de Esporte, estranha e estrategicamente lotada no Lazer, mas, teoricamente -- conversa fiada --, sob as asas do Gabinete. Outra mentira deslavada.
Tudo jogo de cena. Temos cara de trouxa, prefeito?Marta foi uma escolha política errada e agora tem de ser bancada às custas de quê? Capricho ou medo de rasurar uma excrecência rotulada de governabilidade?
Poucos sabem -- e quase ninguém tem peito para confirmar -- que a ex-grande pivô de Santo André e da Seleção Brasileira é brigada com o ainda secretário de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo, Raimundo Salles. Além disso, tem ficha político-partidária assinada para apoiar Geraldo Alckmin.
Estranho né? Incompetência gerencial e possível traição partidária merecem cargos e afagos como prêmio. Enquanto isso, funcionários de carreira, técnicos, competentes, comprometidos, e raros, são jogados para escanteio. Parecem marionetes a cada troca de gestão.
Do esporte para as ruas, para o Trânsito. Custo a acreditar, mas outro dia, quando minha esposa acionou o DST para que um veículo (quase sempre de alguém mal-educado que estava no boteco do amigo dos políticos enchendo a cara), fosse retirado da frente da minha garagem, recebeu uma resposta estapafúrdia.
Os agentes vieram multar o veículo -- se for conhecido de alguém do poder ou chorar eles costumam só avisar -- e, diante de duas testemunhas, disseram que não havia como remover o carro porque o DST não tem guincho. É brincadeira! Não acredito!
Numa cidade de 680 mil habitantes e com orçamento anual superior a R$ 3.2 bilhões, não é possível. Se não for mais uma desfaçatez dos agentes para não esticar a conversa, é uma vergonha. Não importa quem desrespeita a lei, tem de multar e guinchar, cara-pálida!
E assim segue a vida na província. Aos amigos do rei, do prefeito, do vereador, do padre, do delegado e de outros poderes, o benefício da proteção. Aos cidadãos comuns, a rigidez da lei. Sinto nojo!
Quem tem o poder do cargo, do nome ou da grana, deita e rola, faz o quê quer, quando quer. Manda prender e mandar soltar. Há, até, quem mande matar.
Gente graúda, de nome e sobrenome. Políticos, empresários. Enfim, reis e amigos íntimos dos reis. Mesmo que o rei esteja nu. Ou do padre. Ou dos dois.
Comecemos pelo padre. Já escrevi aqui que o cidadão comum não tem proteção adequada do Poder Público. Tanto estadual quanto municipal. Mas, após dois assaltos à paróquia, o padre da Igreja Matriz de Santo André, meu vizinho, se esbalda de seguranças na hora errada.
Lógico que não tem culpa, mas se dá ao luxo de ter a proteção de duas viaturas e quatro guardas civis municipais durante a sempre repleta missa das 10 da manhã. Pra quê? Pra ficar jogando conversa fora?
Jogo de cena? No mesmo domingo, por volta das 16h, a igreja estava aberta, mas praticamente às moscas. Qualquer ladrãozinho de galinha faria a festa. Exagero de manhã para dar visibilidade e abandono à tarde, quando ninguém vai elogiar.
A mim, há dois meses, GCM sugeriu falar com o vereador Marcos Pinchiari e engrossar abaixo-assinado solicitando base comunitária se quisesse minimizar o problema de falta de segurança na região. Só não o mandei para aquele lugar porque estava diante da igreja.
Passemos do padre protegido ao vereador peroba. É muita petulância dos nobres edis da Câmara de Santo André. Principalmente do veteraníssimo José Araújo, que reza pela mesma cartilha do prefeito Carlos Grana. Ou de quem signifique poder maior.
Vai ser cara de pau assim na p.q.p. ! O camarada, pseudo representante do povo, se julga no direito de emparedar o secretário de Saúde, Homero Nepomuceno, porque este ( corretamente, por sinal) não estaria a facilitar a vida dos seus apadrinhados.
O (nada) nobre vereador quer que o secretário interfira para privilegiar o agendamento de consultas e outros quetais para os indicados dos asseclas do rei. Assim, na cara dura!
Às favas o cidadão comum, que precisa pegar fila e esperar meses por uma consulta ou um exame mais específico. Se for amigo/eleitor dos nobres dispensáveis -- com raríssimas exceções --, tudo deve ser facilitado. Aos encastelados, tudo!
Se não for, que o prefeito fique esperto nas próximas votações. Ou dá ou desce, como diria o papagaio sacana no caminhão carregado de galinhas. Um absurdo! Um desrespeito ao cidadão pagador de impostos! Votem nele nas próximas eleições, seus trouxas, puxa-sacos e/ou cabos eleitorais.
Outra escorregadela vergonhosa da província está no esporte andreense. Mais especificamente na anunciada Secretaria de Esporte, prometida para um exemplar raro de incompetência como dirigente.
Insistir com Marta Sobral é um acinte. Coisa de prefeito com visão tacanha, que blefa, que finge não enxergar o óbvio. Esqueci que Grana é filhote do Lula. Normal, portanto, que alegue não saber de nada quando não lhe interessa.
Em um ano, a moça não fez absolutamente nada como diretora de Esporte, estranha e estrategicamente lotada no Lazer, mas, teoricamente -- conversa fiada --, sob as asas do Gabinete. Outra mentira deslavada.
Tudo jogo de cena. Temos cara de trouxa, prefeito?Marta foi uma escolha política errada e agora tem de ser bancada às custas de quê? Capricho ou medo de rasurar uma excrecência rotulada de governabilidade?
Poucos sabem -- e quase ninguém tem peito para confirmar -- que a ex-grande pivô de Santo André e da Seleção Brasileira é brigada com o ainda secretário de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo, Raimundo Salles. Além disso, tem ficha político-partidária assinada para apoiar Geraldo Alckmin.
Estranho né? Incompetência gerencial e possível traição partidária merecem cargos e afagos como prêmio. Enquanto isso, funcionários de carreira, técnicos, competentes, comprometidos, e raros, são jogados para escanteio. Parecem marionetes a cada troca de gestão.
Do esporte para as ruas, para o Trânsito. Custo a acreditar, mas outro dia, quando minha esposa acionou o DST para que um veículo (quase sempre de alguém mal-educado que estava no boteco do amigo dos políticos enchendo a cara), fosse retirado da frente da minha garagem, recebeu uma resposta estapafúrdia.
Os agentes vieram multar o veículo -- se for conhecido de alguém do poder ou chorar eles costumam só avisar -- e, diante de duas testemunhas, disseram que não havia como remover o carro porque o DST não tem guincho. É brincadeira! Não acredito!
Numa cidade de 680 mil habitantes e com orçamento anual superior a R$ 3.2 bilhões, não é possível. Se não for mais uma desfaçatez dos agentes para não esticar a conversa, é uma vergonha. Não importa quem desrespeita a lei, tem de multar e guinchar, cara-pálida!
E assim segue a vida na província. Aos amigos do rei, do prefeito, do vereador, do padre, do delegado e de outros poderes, o benefício da proteção. Aos cidadãos comuns, a rigidez da lei. Sinto nojo!
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