Donizeti Raddi, 71 anos, corintiano, jornalista e professor de Educação Física aposentado. Hoje, trilheiro, montanhista amador, aventureiro e blogueiro ocasional.

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segunda-feira, 7 de março de 2011

ABC FC flerta com o perigo

Santo André, São Bernardo e São Caetano insistem em flertar com o perigo do rebaixamento à Segunda Divisão do futebol paulista.

Quando se espera em Azulão consistente, a conquistar pontos que o coloquem mais próximo do G-8 do bem, mais conhecido como céu, a equipe de Ademir Fonseca nega fogo e não sai do lugar.

Quando a expectativa é ver o Tigre ratificando evolução tática para vencer e se afastar com G-4 do mal, mais conhecido como inferno, o time de Estevam Soares dá as costas para a vitória e perde em casa.

Quando todos torcem e pensam que o Ramalhão finalmente vai conseguir a primeira vitória, os pupilos de Sandro Gaúcho esbarram nas próprias limitações técnicas e táticas e se afundam cada vez mais no pântano da degola.

Pois é... o ABC FC parece não ter mesmo jeito. Em 99 pontos disputados, ganhou apenas 28, o que dá o fraco aproveitamento de 28,3%.

Pelo andar da carruagem, não será surpresa se daqui a duas ou três rodadas todos estiverem na zona de rebaixamento. Seria vexatório!

Parece absurdo, mas não é! Basta que percam na rodada desta quarta-feira e não vençam no final de semana.

O Santo André ( 19º colocado com apenas 7 pontos ganhos e aproveitamento de 21,2%) recebe o Americana (oitavo colocado com 16 pontos ganhos). Precisa vencer mas vai ter de suar sangue. Empate, mais um, não resolve nada.

O São Bernardo (17º com 9 pontos ganhos e aproveitamento de 27,3%) recebe o Mirassol (segundo com 23 pontos ganhos). Se jogar o futebolzinho da derrota para o Mogi Mirim, perde de novo. Mas acho que vai ganhar.

Já o São Caetano vai até Ribeirão Preto enfrentar o Botafogo, 15º colocado. O Azulão tem aproveitamento de 36,4% ( 12 pontos ganhos ) e está em 13º. Se perder, o flerte com a Segundona pode ganhar contornos de paixão ameaçadora.

sábado, 5 de março de 2011

Empate com cara de vitória

Após 11 rodadas, o Santo André continua sem vitória no Paulistão. Porém, agora há pouco, no Pacaembu, obteve empate heroico, com sabor de vitória.

O Palmeiras iniciou o jogo a todo vapor, com muita velocidade e abusando de infiltrações e triangulações laterais,principalmente pela direita, com Cicinho.

Bem postado defensivamente e com meio-campo mais próximo do ataque, o time de Felipão teve dois bons momentos de gol antes dos 25 minutos, quando o Santo André perdeu o lateral-esquerdo Gilberto, expulso pelo segundo cartão amarelo.

Inexplicavelmente, com um jogador a mais, o Palmeiras perdeu o ritmo e ainda deu espaços para o Ramalhão contragolpear com Borebi e Rychely.

O Palmeiras voltou para o segundo tempo com o mesmo ímpeto inicial e em 10 minutos já havia chegado duas vezes com perigo.

No entanto, por pouco não tomou o gol aos 19 minutos no contra-ataque desperdiçado por Rychely, na primeira oportunidade do Santo André no jogo.

Bem fechado, praticamente num 4-4-1 que virava 5-3-1 ou 6-2-1, já que Richely recuava e no intervalo Mika entrou no lugar do meia inoperante Edilson e depois Altair substituiu Borebi, o Santo André se defendeu com extrema aplicação e poderia até sair com a vitória, já que aos 45 Richely voltou a perder gol certo.

Com o resultado, o Palmeiras ficou mais longe da liderança e o Santo André deixou a lanterna do campeonato, mas ainda está ameaçadíssimo de rebaixamento.

Timão com cara de líder operário

Do primeiro ao último minuto, o que se viu até agora há pouco em Lins foi um Corínthians guerreiro. Um bando de loucos. Mas não como aquele bando de vagabundos agressores pós-Tolima.

O Timão dos 2 a 0 foi um bando de operários incansáveis. Não precisou brilhar, ser um primor técnico e tático. Todos entraram de uniforme branco mas saíram de preto, enlameados.

O time de Tite -- bem que poderia ser menos professor e mais boleiro -- foi um exemplar raro de aplicação, de dedicação em cada palmo do gramado encharcado.

Limitadíssimo e seriíssimo candidato ao rebaixamento, o Linense não encontrou espaços para jogar. Quando tentou, esbarrou num sistema defensivo quase intransponível.

A marcação opressiva, iniciada no campo de ataque e entremeada por carrinhos e chutões, foi a marca registrada de um Corínthians com cara de Corínthians. Exatamente como o corintiano gosta.

Líder, operário e invicto, o Corínthians pode até não ser campeão, mas tem trabalhado com coração. Por isso, cada vez menos se fala de Libertadores.

Nada melhor do que um dia após o outro. Assim é a vida. Assim é o futebol.

Tigre com cara de gatinho

O São Bernardo da derrota de ontem para o Mogi Mirim esteve muito mais para um time de Segundona do que pra quem disputa a elite do principal campeonato estadual do País.

Em pleno Primeiro de Maio, portanto, com apoio da torcida, o Tigre mostrou cara de gatinho, perdeu de goleada e entrou de vez no inferno do rebaixamento.

No primeiro tempo, até que o time de Estevam Soares não esteve tão mal. Não foi um primor, principalmente no sistema defensivo, mas jogou pro gasto. O Mogi não jogou.

O São Bernardo vencia por 2 a 1 mas levou a virada e não mostrou poder de reação. Abalado emocionalmente, viu o planejamento tático virar vinagre. Faltou arrumação defensiva e sobrou correria individualizada.

Faltou brigar mais. Faltou atitude pra quem leva gol se abate e abaixa a cabeça. Faltou maturidade. Faltou personalidade. Faltou liderança de alguém que colocasse a bola debaixo do braço e chamasse a rapaziada para a reação. Afinal, o Mogi não é nenhum bicho-papão.

Deu a impressão de que no segundo tempo o Tigre menosprezou um Sapão sem medo. O sapo agrediu e o tigre se assustou. Virou gatinho.Quando acordou -- se é que já acordou! -- era tarde.

Ao contrário do que se esperava, o São Bernardo não ratificou evolução tática e passa a ser sério candidato ao rebaixamento. Uma pena! Resta brigar pra não cair.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Um inferno cada vez mais azul

Pode parecer excesso de pessimismo, mas as evidências tingem o inferno do rebaixamento cada vez mais de azul.

Lamentavelmente, a ameaça de queda à Segunda Divisão paulista não se limita ao azul do lanterna Grêmio Prudente.

A cada rodada, o nosso Santo André se afunda mais. Insiste em permanecer no inferno. Sábado, em pleno Bruno Daniel, perdeu da Ponte Preta.

Ainda sem vitória, o Ramalhão tem apenas seis pontos ganhos em 30 disputados e está em penúltimo lugar.

Os números são pífios. O aproveitamento de 20% está a mil léguas do limite de salvação. Restando nove rodadas -- 27 pontos -- o time de Sandro Gaúcho depende de uma reação excepcional para se salvar.

Especialistas entendem que dá pra escapar com 22 pontos ganhos. Entendo ser melhor trabalhar com 23 ou 24, já que o número de vitórias pode ser o fator decisivo.

Considerando-se a necessidade de somar pelo menos mais 17 pontos, talvez só mesmo um milagre. Lógico que dirigentes, comissão técnica e jogadores precisam acreditar.

Porém, 17 pontos significam aproveitamento superior a 62% nas nove rodadas restantes. Danou-se!

Hipoteticamente, são cinco vitórias, dois empates e duas derrotas. Hipoteticamente, derrotas para São Paulo e Coríntians, empates com Palmeiras e Portuguesa e vitórias diante de Americana, Oeste, São Caetano, Prudente e São Bernardo.

Cinco jogos fora e quatro em casa. Fácil, né? Parece que novamente precisamos acreditar que o Boeing vai passar no buraco da agulha.

Em 16º lugar com nove pontos ganhos e 30% de aproveitamento, o São Bernardo não levou bambuzada e arrancou bom empate diante do Santos. Mas o Tigre ainda está com um pé no inferno e não pode vacilar.

Com 12 pontos ganhos e aproveitamento de 40%, o São Caetano está em 12º lugar. Empatou sem gols com o Noroeste, em Bauru. Está a quatro pontos do céu (G-8), mas a três do inferno.

Juntos, Santo André, São Bernardo e São Caetano -- o ABC FC -- disputaram 30 jogos e só ganharam 27 dos 90 pontos. Que fase, hein!

"Basquete da Laís" é campeão

As aspas do título são intencionais. Quem ganhou o título brasileiro de basquete feminino foi a cidade de Santo André, com a bela vitória de 65 a 49 sobre Ourinhos.

Porém, não há como não dar a mão à palmatória. A técnica Laís Elena e a assistente Arilza estão para o basquete andreense como futebol está para Pelé.

É impossível não dizer "o basquete da Laís". Está aí um exemplo de trabalho contínuo, de competência, de perseverança, de teimosia. Sim, teimosia!

Muitas vezes sem patrocínio, apenas com o apoio limitado da Prefeitura, Laís insistiu. Com certeza, em inúmeras ocasiões abriu mão da própria vida para viver o basquete de corpo e alma.

O título de hoje é o primeiro da Liga Nacional de Basquete Feminino. Mas é a segunda conquista nacional, já que em 99, diante do Paraná, a equipe de Laís triunfou de forma brilhante.

Que o título sirva de alento aos patrocinadores. O Poder Público não pode fazer milagre ou limitar seu olhar para uma modalidade. Seria incoerente.

Laís, Arilza, Simone, Ariadna, Êga, Micaela e cia merecem carinho especial dos homens de esporte. E eterno respeito de todos nós. Valeu, meninas! O esporte agradece.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

ABC FC, entre o céu e o inferno

No Campeonato Paulista, a distância entre o céu da classificação e o inferno do rebaixamento é reduzidíssima. Apenas seis pontos.

O ABC FC, hipotético representante da Região no Paulistão, melhorou um pouquinho, mas ainda está longe do ideal, capaz de fazer com que São Caetano (11º), São Bernardo (15º) e Santo André (19º) ainda pensem em dias melhores.

No dia 30 de janeiro, o ABC tinha aproveitamento de 24%. Subiu para 30,8%, mas não dá pinta de que vai chegar tão longe. Acho que um fica no G-8 do bem e outro no G-4 do mal.

Em 27 jogos e 81 pontos disputados, o ABC ganhou apenas 25 pontos, frutos de cinco vitórias, 10 empates e 12 derrotas, com 24 gols a favor e 42 contra -- deficit de 18.

Com 11 pontos ganhos, três vitórias, dois empates,quatro derrotas, oito gols a favor e 12 contra, o Azulão tem aproveitamento de 40,7%.

Está no purgatório, a apenas três pontos do céu (G-8). Mas está igualmente a somente três pontos do inferno. O oitavo componente do céu é o Oeste, com 51,9% de aproveitamento. O primeiro rebaixado seria o Noroeste, com 29,6%.

Também no purgatório, o Tigre tem aproveitamento de 29,6%. Obteve duas vitórias, dois empates e cinco derrotas; fez oito gols e tomou 15. Está a seis pontos do céu, mas com um pé no inferno.

Com apenas 22,2% de aproveitamento, o Ramalhão está com os dois pés no inferno. Sério candidato ao rebaixamento ao término da nona rodada -- faltam 10 -- o Santo André é o time que mais empatou e o único que ainda não ganhou no campeonato.

Nossos três representantes na elite estadual já trocaram de técnico e ainda não mostram consistência capaz de deixar o torcedor otimista. Pelo contrário, todos estão muito preocupados com o fantasma do rebaixamento. Uns mais, outros menos.

Na rodada do final de semana, a tarefa do Santo André -- em casa contra a Ponte -- parece a menos difícil. Mas, pra quem tomou de quatro do Paulista, qualquer prognóstico é de risco. Como Sandro Gaúcho estreia no lugar Pintado, quem sabe?

O São Bernardo, ainda dispersivo e com algumas falhas defensivas, mas agora com mais cara de Estevam Soares, encara o forte Santos fora de casa. Cheiro de bambuzada! Como ninguém perde sem jogar, quem sabe?

Não sei por que, mas acho que o Azulão não ganha em Bauru. O Noroeste é limitado e sério canditado a cair. Com Ademir Fonseca no comando, talvez o São Caetano embale. Quem sabe?