Não me pergunte por que!
Mas eu sei que vou te amar
Por toda minha vida
Eu sei que vou te amar
Você ainda é uma menina
Estamos juntos há um ano
Admiração e emoção sem limite
Certeza de que sempre vou te amar
Amar teu sorriso
Amar teu olhar
Amar tua beleza
Pra sempre vou te amar
Amar seu jeito de andar
Amar seu jeito gostoso de gargalhar
Amar sua arte de provocar
Eu sei que vou te amar
Contigo vou papar e fazer ninar
Vou brincar, abraçar, beijar
Te dar carinho sem parar, sem pensar
Princesa, pra sempre eu vou te amar
A cada amanhecer eu vou te amar
A cada por do sol eu vou te amar
A cada lágrima ou graça eu vou te amar
Eu sei que vou te amar
Onde quer que eu esteja
Eu sei que vou te proteger, te apoiar
A cada chegada tua eu vou sorrir
Meus olhos vão brilhar e os braços se abrir pra te abraçar
Onde quer que eu esteja
Meu coração vai palpitar, disparar
A cada despedida eu sei que vou chorar
Mas para sempre eu vou te amar
A cada lição de vida
Eu sei que vou te amar
A cada vitória ou derrota, acerto ou erro
Quero ali estar, ao seu lado, a te amar
O tempo vai passar
Vovô vai ficar velhinho (mais)
Mas com alegria vai te olhar, se orgulhar
E, com sinceridade, pra sempre vai te amar
Se um dia o vovô não mais escrever
Se um dia o vovô babão não mais falar
Se um dia o vovô não mais enxergar
Ainda assim, o vovô sabe que vai te amar
Por favor, me guarde no fundo do coração
Jamais se esqueça da minha gratidão por você existir
Afinal, descobri que a neta maravilhosa é mais do que paixão
Por isso, minha pequena Julia...
Como diz o poeta
Eu sei que vou te amar
Em todos os cantos e por todos os encantos
Eternamente eu vou te amar
Parabéns!
Vô Raddi
17 de outubro de 2011
domingo, 16 de outubro de 2011
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Enfim, um Azulão convincente
Sim, o São Caetano ainda é o 17º colocado do Campeonato Brasileiro da Série B!
Sim, também está na zona de rebaixamento e corre sério risco de ir para a Série C!
Sim, o São Caetano de hoje ainda não é nem sombra daquele que na década passada empolgou o Brasil e chegou a ser vice-campeão da Libertadores da América.
Sim, o time de hoje está bem distante daquele vice-campeão brasileiro por duas vezes e campeão paulista nas mãos de Muricy Ramalho.
Porém, finalmente, o São Caetano que se viu ontem no Recife foi capaz ao menos de lembrar que já esteve no topo do ranking nacional.
A vitória diante do instável mas sempre caseiro Sport foi o que de mais importante poderia ter acontecido ao grupo de Márcio Araújo.
Mesmo abalado emocionalmente após duas derrotas, o Sport ameaçou pressionar com o apoio da torcida. Deu algum trabalho e poderia ter chegado ao gol no início do jogo.
Mas não passou disso. Antes mesmo do primeiro dos dois gols do lateral Artur o São Caetano já dava mostras de que desta vez tudo seria diferente.
A começar pela segurança defensiva, com laterais subindo pouco, zagueiros internos atentos às antecipações e às coberturas e, principalmente, com uma linha de três volantes disposta a não dar espaços. Especialmente ao articulador Marcelinho Paraíba.
Com os gols, tudo ficou mais fácil. O Sport perdeu o controle nervoso e a bola passou a queimar nos pés dos "pernambucanos".
No segundo tempo o time de PC Gusmão voltou mais disposto e chegou a diminuir num gol irregular, mas o Azulão não se abalou.
Mesmo sem ser tão criativo, o São Caetano chegou a criar mais duas boas oportunidades em contragolpes, além do gol de Nunes em jogada de Ailton. Além disso, manteve o alto poder combativo e se aplicou do começo ao fim. Coisa rara neste campeonato.
Agora, faltam apenas 10 rodadas para o grupo sacramentar o que esboçou no Recife. Se mantiver o alto grau de competitividade, ficará mais perto de conquistar 12/13 pontos salvadores.
Só que ainda é cedo para se qualificar a reação como consistente. Jogo desta sexta-feira, no Anacleto Campanella, deve dar mostras mais claras de aonde o time pode chegar.
Vila Nova também está na zona de degola. Não dá nem pra imaginar resultado diferente de vitória convincente. Também não quer dizer que Márcio Araújo deva exercitar a máxima de que "em time que ganha não se mexe".
Balela! Cada jogo tem sua história. Adversário deve ser respeitado com cuidados defensivos pertinentes. Mas fazer reverência não significa curvar-se demais e mostrar a bunda.
Por isso eu escalaria o Azulão no 4-2-2-2. A começar por zagueiros internos atentos e sem algemar laterais. Os dois volantes, Ricardo Conceição e Souza, teriam tarefas definidas para marcar, mas não se omitiriam na hora de encostar nos meias e até nos atacantes.
O quadrado do meio-campo teria dois meias: o mais dinâmico e ousado Ailton ao lado de Kléber ou até mesmo um atacante improvisado. Na frente, Antonio Flávio e Nunes começariam jogando.
Um time totalmente ofensivo, sem medo de ir pra cima. A ousadia pode ser sinônimo de risco, mas, em casa, o Azulão não pode ter medo nem da irresistível Portuguesa.
Sim, também está na zona de rebaixamento e corre sério risco de ir para a Série C!
Sim, o São Caetano de hoje ainda não é nem sombra daquele que na década passada empolgou o Brasil e chegou a ser vice-campeão da Libertadores da América.
Sim, o time de hoje está bem distante daquele vice-campeão brasileiro por duas vezes e campeão paulista nas mãos de Muricy Ramalho.
Porém, finalmente, o São Caetano que se viu ontem no Recife foi capaz ao menos de lembrar que já esteve no topo do ranking nacional.
A vitória diante do instável mas sempre caseiro Sport foi o que de mais importante poderia ter acontecido ao grupo de Márcio Araújo.
Mesmo abalado emocionalmente após duas derrotas, o Sport ameaçou pressionar com o apoio da torcida. Deu algum trabalho e poderia ter chegado ao gol no início do jogo.
Mas não passou disso. Antes mesmo do primeiro dos dois gols do lateral Artur o São Caetano já dava mostras de que desta vez tudo seria diferente.
A começar pela segurança defensiva, com laterais subindo pouco, zagueiros internos atentos às antecipações e às coberturas e, principalmente, com uma linha de três volantes disposta a não dar espaços. Especialmente ao articulador Marcelinho Paraíba.
Com os gols, tudo ficou mais fácil. O Sport perdeu o controle nervoso e a bola passou a queimar nos pés dos "pernambucanos".
No segundo tempo o time de PC Gusmão voltou mais disposto e chegou a diminuir num gol irregular, mas o Azulão não se abalou.
Mesmo sem ser tão criativo, o São Caetano chegou a criar mais duas boas oportunidades em contragolpes, além do gol de Nunes em jogada de Ailton. Além disso, manteve o alto poder combativo e se aplicou do começo ao fim. Coisa rara neste campeonato.
Agora, faltam apenas 10 rodadas para o grupo sacramentar o que esboçou no Recife. Se mantiver o alto grau de competitividade, ficará mais perto de conquistar 12/13 pontos salvadores.
Só que ainda é cedo para se qualificar a reação como consistente. Jogo desta sexta-feira, no Anacleto Campanella, deve dar mostras mais claras de aonde o time pode chegar.
Vila Nova também está na zona de degola. Não dá nem pra imaginar resultado diferente de vitória convincente. Também não quer dizer que Márcio Araújo deva exercitar a máxima de que "em time que ganha não se mexe".
Balela! Cada jogo tem sua história. Adversário deve ser respeitado com cuidados defensivos pertinentes. Mas fazer reverência não significa curvar-se demais e mostrar a bunda.
Por isso eu escalaria o Azulão no 4-2-2-2. A começar por zagueiros internos atentos e sem algemar laterais. Os dois volantes, Ricardo Conceição e Souza, teriam tarefas definidas para marcar, mas não se omitiriam na hora de encostar nos meias e até nos atacantes.
O quadrado do meio-campo teria dois meias: o mais dinâmico e ousado Ailton ao lado de Kléber ou até mesmo um atacante improvisado. Na frente, Antonio Flávio e Nunes começariam jogando.
Um time totalmente ofensivo, sem medo de ir pra cima. A ousadia pode ser sinônimo de risco, mas, em casa, o Azulão não pode ter medo nem da irresistível Portuguesa.
domingo, 2 de outubro de 2011
Bom empate do Azulão. Apesar do medo
Empate com a líder e provável campeã da Série B não pode ser considerado um mau resultado. Mas o 3 a 3 com a Portuguesa ainda mostrou um São Caetano sem confiança, sem ousadia, sem determinação e sem futebol de gente grande.
Mais uma vez! A começar pela escalação no 4-3-1-2, com quatro zagueiros, três volantes em linha, um pseudo-articulador isolado e dois atacantes entregues às traças, inúmeras vezes cercados por cinco ou seis adversários.
O pior é que nem mesmo com sete jogadores atrás da linha da bola o Azulão passava segurança defensiva. Pelo contrário: bastou a Lusa apertar com Edno às costas de Artur e sem a devida cobertura de Thiago Martinelli para sair o gol de Ananias. Goleiro Luís também falhou.
Mesmo perdendo o meio-campo, o São Caetano chegou à igualdade com Kléber batendo de fora da área. Weverton estava um pouco adiantado e tomou por cobertura. Bola desceu muito rapidamente.
Meu amigo e conterrâneo Vitor, ex-goleiro do Santo André e hoje empresário de jogador, garante que Weverton não falhou.
Melhor posicionada e com rapidez tanto para atacar quanto para defender, a Portuguesa voltou a marcar com o pequenino Ananias cabeceando outro cruzamento da esquerda. Zagueiros internos e o terceiro volante pela esquerda, Revson, falharam.
Teimosamense, considerando-se a situação do Azulão na tábua de classificação, o técnico Márcio Araújo retornou para a segunda etapa com o mesmo time e a mesma postura, chamando a Portuguesa novamente pra cima.
Apesar disso, o lateral Bruno Recife aproveitou cruzamento de Souza e empatou mais uma vez. Mas a Portuguesa não se abalou com a falha da zaga. Intensificou o ritmo e perdeu dois gols com Edno.
Aparentemente feliz com o resultado, Márcio Araújo tirou o atacante de velocidade, Antonio Flávio, e colocou o meia Ailton -- pelo jeito, ainda meio fora de ritmo --, adiantando Kléber para encostar em Nunes.
Pelo andar da carruagem, estava na cara que o domínio luso seria transformado em gol. Mesmo porque, mesmo defendendo com sete ou oito, o São Caetano conseguia dar espaços entre os três compartimentos.
Bastou tomar o gol, em nova falha defensiva, para que Márcio Araújo, ainda que tardiamente, trocasse um dos volantes -- Revson -- pelo centroavante Ricardo Xavier. Como prêmio pela ousadia mais do que necessária, Kléber igualou de novo após erro da zaga.
No final de um jogo marcado por deslizes defensivos, alguns torcedores do Azulão contestaram a postura excessivamente respeitosa -- ou medrosa? -- imposta pelo treinador. Tanto quanto outros enalteceram a conquista de um ponto importante após três desvantagens no placar.
Resultado não tira o Azulão do zona de rebaixamento (17º colocado com 30 pontos ganhos e seis vitórias) nem mostra perspectivas positivas para o jogo de terça-feira no Recife contra o sempre caseiro Sport.
Agora restam 11 rodadas. São 33 pontos em disputa e o São Caetano precisa fazer pelo menos mais 15 ou 16 se quiser escapar da degola. Aproveitamento atual não chega a
40%. Para se salvar, precisa atingir cerca de 50% nas próximas rodadas.
Se técnico e dirigentes não botarem pressão pra cima do elenco, poder de reação continuará sem dar mostras de consistência. Pena que só faltem 11 jogos. Estivéssemos no meio do campeonato, o ideal seria fazer uma faxina. Se é que no São Caetano alguém tem peito pra isso.
Mais uma vez! A começar pela escalação no 4-3-1-2, com quatro zagueiros, três volantes em linha, um pseudo-articulador isolado e dois atacantes entregues às traças, inúmeras vezes cercados por cinco ou seis adversários.
O pior é que nem mesmo com sete jogadores atrás da linha da bola o Azulão passava segurança defensiva. Pelo contrário: bastou a Lusa apertar com Edno às costas de Artur e sem a devida cobertura de Thiago Martinelli para sair o gol de Ananias. Goleiro Luís também falhou.
Mesmo perdendo o meio-campo, o São Caetano chegou à igualdade com Kléber batendo de fora da área. Weverton estava um pouco adiantado e tomou por cobertura. Bola desceu muito rapidamente.
Meu amigo e conterrâneo Vitor, ex-goleiro do Santo André e hoje empresário de jogador, garante que Weverton não falhou.
Melhor posicionada e com rapidez tanto para atacar quanto para defender, a Portuguesa voltou a marcar com o pequenino Ananias cabeceando outro cruzamento da esquerda. Zagueiros internos e o terceiro volante pela esquerda, Revson, falharam.
Teimosamense, considerando-se a situação do Azulão na tábua de classificação, o técnico Márcio Araújo retornou para a segunda etapa com o mesmo time e a mesma postura, chamando a Portuguesa novamente pra cima.
Apesar disso, o lateral Bruno Recife aproveitou cruzamento de Souza e empatou mais uma vez. Mas a Portuguesa não se abalou com a falha da zaga. Intensificou o ritmo e perdeu dois gols com Edno.
Aparentemente feliz com o resultado, Márcio Araújo tirou o atacante de velocidade, Antonio Flávio, e colocou o meia Ailton -- pelo jeito, ainda meio fora de ritmo --, adiantando Kléber para encostar em Nunes.
Pelo andar da carruagem, estava na cara que o domínio luso seria transformado em gol. Mesmo porque, mesmo defendendo com sete ou oito, o São Caetano conseguia dar espaços entre os três compartimentos.
Bastou tomar o gol, em nova falha defensiva, para que Márcio Araújo, ainda que tardiamente, trocasse um dos volantes -- Revson -- pelo centroavante Ricardo Xavier. Como prêmio pela ousadia mais do que necessária, Kléber igualou de novo após erro da zaga.
No final de um jogo marcado por deslizes defensivos, alguns torcedores do Azulão contestaram a postura excessivamente respeitosa -- ou medrosa? -- imposta pelo treinador. Tanto quanto outros enalteceram a conquista de um ponto importante após três desvantagens no placar.
Resultado não tira o Azulão do zona de rebaixamento (17º colocado com 30 pontos ganhos e seis vitórias) nem mostra perspectivas positivas para o jogo de terça-feira no Recife contra o sempre caseiro Sport.
Agora restam 11 rodadas. São 33 pontos em disputa e o São Caetano precisa fazer pelo menos mais 15 ou 16 se quiser escapar da degola. Aproveitamento atual não chega a
40%. Para se salvar, precisa atingir cerca de 50% nas próximas rodadas.
Se técnico e dirigentes não botarem pressão pra cima do elenco, poder de reação continuará sem dar mostras de consistência. Pena que só faltem 11 jogos. Estivéssemos no meio do campeonato, o ideal seria fazer uma faxina. Se é que no São Caetano alguém tem peito pra isso.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
O voo curto de um pássaro ferido
Não há dúvidas de que no momento o Azulão nada mais é do que um pássaro ferido, à procura de um ninho seguro. Também não ficam dúvidas de que a vitória sobre o lanterna Duque de Caxias foi merecida e importante.
Porém, o futebol apresentado pelo São Caetano em Volta Redonda ainda está longe do que se exige para quem precisa encontrar o prumo para fugir da a clara ameaça de rebaixamento.
Os erros do São Caetano começam pela escalação. Opções do técnico Márcio Araújo devem ser respeitadas. Tanto quanto podem ser contestadas.
Embora ocupando a mesma zona de degola na classificação, o Azulão tem mais time e elenco do que o Duque de Caxias. E precisava vencer. Ousar com cuidado é bem diferente de se acovardar. Daí a não concordância com a escalação no 4-3-1-2.
Quatro zagueiros, com a excessiva retenção dos laterais, tudo bem! Mas escalar três volantes com alguma mobilidade mas sem capacidade de criação e sem poder de finalização eficaz é dar sopa pro azar. Muita transpiração e pouca inspiração.
Por que não colocar só dois volantes e escalar dois meias com mais sentido de penetração, armação e conclusão? Kléber não é um articulador de primeira grandeza e ainda ficou sozinho.
O elo entre meio-campo e ataque não armou e nem se aproximou com a constância exigida por quem joga mais perto do gol. Daí que a bola não chegou em Ricardo Xavier e Antonio Flávio.
Acho, até, que Márcio Araújo fez besteira ao tirar um centroavante não municiado em vez de trocar um volante por um armador de chegada como Ailton. Eu faria essa alteração aos três minutos do primeiro tempo.Isso mesmo!
Só que o treinador credenciado à execração deu sorte porque Nunes entrou e empatou no início do segundo tempo. E o jogo mudou. Depois de ficar assustado com o gol do Duque no segundo minuto de jogo e só se recuperar depois dos 30, o Azulão voltou melhor na segunda etapa. Efeito do gol, lógico!
Com mais vontade e mais velocidade, o Azulão não abdicou da marcação mas ao menos liberou laterais para subir constante e alternadamente. Assim como soltou ainda mais um dos volantes -- Souza ou Ricardo Conceição, já que Augusto Recife mais parecia quinto zagueiro.
Melhor postado e com Kléber a se movimentar com certa desenvoltura, sem isolar os atacantes, o São Caetano transformou a posse de bola em domínio efetivo, enquanto que o Duque de Caxias afrouxou a marcação.
Daí a tomar mais dois gols foi um pulo. Mesmo com Márcio Araújo errando de novo ao trocar Souza pelo zagueiro Revson. Excesso de zelo e com o jogador errado.
É bom não se empolgar com o resultado positivo. Sábado, em casa, contra a líder e embalada Portuguesa, o Azulão não pode se dar ao luxo de escalar errado e mexer errado. Se não vacilar, tem condições de ganhar e sair do sufoco. Mas vai ser pedreira.
Voo de ontem ainda foi curto, rasante. De filhotinho! Quem sabe o voo mais longo de uma vitória contra o líder não represente um decolar definitivo?
Porém, o futebol apresentado pelo São Caetano em Volta Redonda ainda está longe do que se exige para quem precisa encontrar o prumo para fugir da a clara ameaça de rebaixamento.
Os erros do São Caetano começam pela escalação. Opções do técnico Márcio Araújo devem ser respeitadas. Tanto quanto podem ser contestadas.
Embora ocupando a mesma zona de degola na classificação, o Azulão tem mais time e elenco do que o Duque de Caxias. E precisava vencer. Ousar com cuidado é bem diferente de se acovardar. Daí a não concordância com a escalação no 4-3-1-2.
Quatro zagueiros, com a excessiva retenção dos laterais, tudo bem! Mas escalar três volantes com alguma mobilidade mas sem capacidade de criação e sem poder de finalização eficaz é dar sopa pro azar. Muita transpiração e pouca inspiração.
Por que não colocar só dois volantes e escalar dois meias com mais sentido de penetração, armação e conclusão? Kléber não é um articulador de primeira grandeza e ainda ficou sozinho.
O elo entre meio-campo e ataque não armou e nem se aproximou com a constância exigida por quem joga mais perto do gol. Daí que a bola não chegou em Ricardo Xavier e Antonio Flávio.
Acho, até, que Márcio Araújo fez besteira ao tirar um centroavante não municiado em vez de trocar um volante por um armador de chegada como Ailton. Eu faria essa alteração aos três minutos do primeiro tempo.Isso mesmo!
Só que o treinador credenciado à execração deu sorte porque Nunes entrou e empatou no início do segundo tempo. E o jogo mudou. Depois de ficar assustado com o gol do Duque no segundo minuto de jogo e só se recuperar depois dos 30, o Azulão voltou melhor na segunda etapa. Efeito do gol, lógico!
Com mais vontade e mais velocidade, o Azulão não abdicou da marcação mas ao menos liberou laterais para subir constante e alternadamente. Assim como soltou ainda mais um dos volantes -- Souza ou Ricardo Conceição, já que Augusto Recife mais parecia quinto zagueiro.
Melhor postado e com Kléber a se movimentar com certa desenvoltura, sem isolar os atacantes, o São Caetano transformou a posse de bola em domínio efetivo, enquanto que o Duque de Caxias afrouxou a marcação.
Daí a tomar mais dois gols foi um pulo. Mesmo com Márcio Araújo errando de novo ao trocar Souza pelo zagueiro Revson. Excesso de zelo e com o jogador errado.
É bom não se empolgar com o resultado positivo. Sábado, em casa, contra a líder e embalada Portuguesa, o Azulão não pode se dar ao luxo de escalar errado e mexer errado. Se não vacilar, tem condições de ganhar e sair do sufoco. Mas vai ser pedreira.
Voo de ontem ainda foi curto, rasante. De filhotinho! Quem sabe o voo mais longo de uma vitória contra o líder não represente um decolar definitivo?
sábado, 24 de setembro de 2011
Pássaro ferido
Cara, te juro que não tenho mais saco para escrever sobre a triste e perigosíssima regularidade do São Caetano. Em contraposição, sinto necessidade de expor o que penso, o que vejo.
E, infelizmente, o que vejo, hoje, é um presente que não consegue prospectar um futuro feliz para o Azulão. Repito: não sinto firmeza!
Entra rodada, sai rodada, o Azulão não sai do lugar. Só derrapa e não alça voo. Mais parece um pássaro preguiçoso. Não voa, não briga, não canta e não gala nem a mais tentadora das fêmeas.
Sinceramente, fico preocupadíssimo com o time do conterrâneo e gente finíssima Márcio Araújo. Já se foram dois terços do campeonato e o Azulão continua lá, na zona de degola.
Hoje, mais uma vez, decepcionou. Sem pegada consistente -- garra, mesmo -- e sem criatividade, voltou a empatar em casa.
Mesmo com a pseudo-segurança defensiva de um 3-5-2 com variação para 4-3-1-2, perdeu a concentração, teve falhas individuais em momentos cruciais e, mais uma vez, cedeu a igualdade nos minutos finais.
Isso já não é síndrome de fim de jogo. Tem mais cheiro de incompetência emocional e técnica em prol do coletivo. Não é possível!
Agora são cinco jogos de jejum exatamente na hora de a onça beber água. Ah, mas o time é bom e tem bons valores individuais. E daí? Time bom é aquele que joga, vence e não vive no sufoco. Individualidades não são sinônimo de coletivo vencedor.
Pior é que nem sei se Márcio Araújo -- bom moço que precisa ser muito mais exigente do que conciliador -- tem tempo para montar e colocar em prática um esquema capaz de salvar o São Caetano.
Márcio é competente, mas isso não basta. É imprescindível que, além de jogar com consciência e organização, o time coloque a bunda no chão, não seja tão frouxo e tenha sangue nos olhos.
O Azulão é um pássaro ferido. Se não brigar para escapar da arapuca e pontuar de forma significativa nas próximas três rodadas, pode encomendar uma gaiola dourada para encarar a escuridão da Série C.
É triste, mas sinto cheiro de clássico regional com o Santo André, que acertou a renovação com o técnico Rotta. É o fim da linha. Para ambos.
Enquanto isso, pelos lados de São Bernardo, o Tigre vem de quatro derrotas, um empate e apenas uma vitória na reta final da Copa Paulista.
É líder e está classificado à próxima fase, mas ultimamente anda miando como gatinho a pedir leitinho. Que tigre é esse?
E, infelizmente, o que vejo, hoje, é um presente que não consegue prospectar um futuro feliz para o Azulão. Repito: não sinto firmeza!
Entra rodada, sai rodada, o Azulão não sai do lugar. Só derrapa e não alça voo. Mais parece um pássaro preguiçoso. Não voa, não briga, não canta e não gala nem a mais tentadora das fêmeas.
Sinceramente, fico preocupadíssimo com o time do conterrâneo e gente finíssima Márcio Araújo. Já se foram dois terços do campeonato e o Azulão continua lá, na zona de degola.
Hoje, mais uma vez, decepcionou. Sem pegada consistente -- garra, mesmo -- e sem criatividade, voltou a empatar em casa.
Mesmo com a pseudo-segurança defensiva de um 3-5-2 com variação para 4-3-1-2, perdeu a concentração, teve falhas individuais em momentos cruciais e, mais uma vez, cedeu a igualdade nos minutos finais.
Isso já não é síndrome de fim de jogo. Tem mais cheiro de incompetência emocional e técnica em prol do coletivo. Não é possível!
Agora são cinco jogos de jejum exatamente na hora de a onça beber água. Ah, mas o time é bom e tem bons valores individuais. E daí? Time bom é aquele que joga, vence e não vive no sufoco. Individualidades não são sinônimo de coletivo vencedor.
Pior é que nem sei se Márcio Araújo -- bom moço que precisa ser muito mais exigente do que conciliador -- tem tempo para montar e colocar em prática um esquema capaz de salvar o São Caetano.
Márcio é competente, mas isso não basta. É imprescindível que, além de jogar com consciência e organização, o time coloque a bunda no chão, não seja tão frouxo e tenha sangue nos olhos.
O Azulão é um pássaro ferido. Se não brigar para escapar da arapuca e pontuar de forma significativa nas próximas três rodadas, pode encomendar uma gaiola dourada para encarar a escuridão da Série C.
É triste, mas sinto cheiro de clássico regional com o Santo André, que acertou a renovação com o técnico Rotta. É o fim da linha. Para ambos.
Enquanto isso, pelos lados de São Bernardo, o Tigre vem de quatro derrotas, um empate e apenas uma vitória na reta final da Copa Paulista.
É líder e está classificado à próxima fase, mas ultimamente anda miando como gatinho a pedir leitinho. Que tigre é esse?
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Enfim, um não à indecência
Finalmente, uma das sete Câmaras Municipais do Grande ABC resolveu agir com um mínimo de decência. Falo como leigo em política, minha praia é esporte, mas com satisfação momentânea.
Ao contrário das outras seis casas legislativas, Santo André não acatou a Emenda Constitucional 58/09. Votou pela manutenção de 21 em vez de ampliar para 27 o número de vereadores para a próxima legislatura.
Dezessete "nobres edis" disseram não à alteração com base na proporcionalidade calculada pelo número de habitantes -- 670 mil.
Apenas dois -- o presidente José de Araújo (PMDB) e o médico Marcelo Chehade (PSDB) -- voltaram pela indecência. Que os eleitores não se esqueçam!
O PSB, representado por Almir Cicote e José Ricardo, se omitiu. Ficou em cima do muro. Atitude tão pequena quanto a indecência.
Felizmente, ao menos desta vez, prevaleceu o bom senso do apelo popular. Lógico, dos 17 contrários, muitos não o fizeram por convicção. Apenas satisfizeram o voz do povo. Fizeram média pensando nas próximas eleições.
Afinal, pra que dividir o bolo com outros, né? Quer saber, 21 já é uma extravagância. Se é que deveria existir algum.
Trabalhar com eficiência e competência poucos querem. O objetivo é olhar para o próprio umbigo e privilegiar família, amiguinhos, assessores e cabos eleitorais. Nada mais.
Lamentavelmente, as outras Câmaras da região aderiram ao trem da alegria e vão continuar a fazer festa com o dinheiro do povo. Sempre sobra pro rabo de alguém.
Lamentavelmente, somos passivos. Trouxas, até! Somos cordeirinhos demais. Ou não seria o caso de a população, o cidadão comum, contestar com vigor e fazer valer sua voz, sua força?
Ao contrário das outras seis casas legislativas, Santo André não acatou a Emenda Constitucional 58/09. Votou pela manutenção de 21 em vez de ampliar para 27 o número de vereadores para a próxima legislatura.
Dezessete "nobres edis" disseram não à alteração com base na proporcionalidade calculada pelo número de habitantes -- 670 mil.
Apenas dois -- o presidente José de Araújo (PMDB) e o médico Marcelo Chehade (PSDB) -- voltaram pela indecência. Que os eleitores não se esqueçam!
O PSB, representado por Almir Cicote e José Ricardo, se omitiu. Ficou em cima do muro. Atitude tão pequena quanto a indecência.
Felizmente, ao menos desta vez, prevaleceu o bom senso do apelo popular. Lógico, dos 17 contrários, muitos não o fizeram por convicção. Apenas satisfizeram o voz do povo. Fizeram média pensando nas próximas eleições.
Afinal, pra que dividir o bolo com outros, né? Quer saber, 21 já é uma extravagância. Se é que deveria existir algum.
Trabalhar com eficiência e competência poucos querem. O objetivo é olhar para o próprio umbigo e privilegiar família, amiguinhos, assessores e cabos eleitorais. Nada mais.
Lamentavelmente, as outras Câmaras da região aderiram ao trem da alegria e vão continuar a fazer festa com o dinheiro do povo. Sempre sobra pro rabo de alguém.
Lamentavelmente, somos passivos. Trouxas, até! Somos cordeirinhos demais. Ou não seria o caso de a população, o cidadão comum, contestar com vigor e fazer valer sua voz, sua força?
domingo, 18 de setembro de 2011
Ramalhão escapa, Azulão derrapa, Tigre reage
O São Bernardo Futebol Clube voltou a ser a exceção do futebol profissional do Grande ABC no final de semana. O Santo André escorregou mas não caiu; São Caetano derrapou de novo e não saiu da boate da luz vermelha, mais conhecida como zona da degola.
Pela Copa Paulista -- a mesma Copa Estado de São Paulo conquistada pelo Santo André e que serviu de degrau para o título da Copa do Brasil em 2004 --, o Tigre finalmente reagiu depois de três derrotas seguidas.
Começou perdendo em pleno Primeiro de Maio, mas virou pra cima do São José e ganhou de 2 a 1. Com isso, mantém a liderança do Grupo D com quatro pontos de vantagem sobre o Taboão da Serra.
Já o instável São Caetano esteve bem perto de se reencontrar com a vitória na estréia do meu amigo e também rio-pardense Márcio Araújo. Porém, cedeu o empate no final e continua na incômoda quadra de rebaixamento da Série B.
Situação fica cada vez mais complicada e o novo treinador vai ter trabalho para livrar do Azulão de um alçapão nada agradável. Produtividade tem de crescer muito se quiser somar pelo menos 46 pontos e se livrar do vexame nacional.
Por falar em vexame, o Santo André só escapou de mais um rebaixamento em pleno aniversário de 44 anos porque o STJD puniu o Brasil de Pelotas com a perda de seis pontos.
Se dependesse do futebol medíocre, estaria na Série D, já que, agora há pouco, em Pelotas, apenas empatou de 1 a 1 com o Brasil. Resultado o deixaria na lanterna da chave e o rebaixaria para a Série D.
Resta saber o que será do Ramalhão nos próximos meses. Sem competição, praticamente sem apoio da torcida e com má administração da gestão empresarial, o Santo André vai viver momentos complicadíssimos.
Se a propalada dívida superior a R$ 10 milhões for mesmo verdadeira, a bomba pode deixar as mãos pouco hábeis do Saged e cair perigosamente no colo do clube sócio-esportivo comandado por Celso Luís de Almeida. Belo presente, hein, Celsinho?
Pela Copa Paulista -- a mesma Copa Estado de São Paulo conquistada pelo Santo André e que serviu de degrau para o título da Copa do Brasil em 2004 --, o Tigre finalmente reagiu depois de três derrotas seguidas.
Começou perdendo em pleno Primeiro de Maio, mas virou pra cima do São José e ganhou de 2 a 1. Com isso, mantém a liderança do Grupo D com quatro pontos de vantagem sobre o Taboão da Serra.
Já o instável São Caetano esteve bem perto de se reencontrar com a vitória na estréia do meu amigo e também rio-pardense Márcio Araújo. Porém, cedeu o empate no final e continua na incômoda quadra de rebaixamento da Série B.
Situação fica cada vez mais complicada e o novo treinador vai ter trabalho para livrar do Azulão de um alçapão nada agradável. Produtividade tem de crescer muito se quiser somar pelo menos 46 pontos e se livrar do vexame nacional.
Por falar em vexame, o Santo André só escapou de mais um rebaixamento em pleno aniversário de 44 anos porque o STJD puniu o Brasil de Pelotas com a perda de seis pontos.
Se dependesse do futebol medíocre, estaria na Série D, já que, agora há pouco, em Pelotas, apenas empatou de 1 a 1 com o Brasil. Resultado o deixaria na lanterna da chave e o rebaixaria para a Série D.
Resta saber o que será do Ramalhão nos próximos meses. Sem competição, praticamente sem apoio da torcida e com má administração da gestão empresarial, o Santo André vai viver momentos complicadíssimos.
Se a propalada dívida superior a R$ 10 milhões for mesmo verdadeira, a bomba pode deixar as mãos pouco hábeis do Saged e cair perigosamente no colo do clube sócio-esportivo comandado por Celso Luís de Almeida. Belo presente, hein, Celsinho?
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