"Melhor calçar as sandálias da humildade". "Calma que o andor é de barro". "Cautela e caldo de galinha na fazem mal pra ninguém". "Respeito é bom e todo mundo gosta".
Qualquer dos ditos populares elencados acima serve para definir o momento por que passam São Bernardo e Santo André no futebol profissional.
Com 100% de aproveitamento no Paulistão -- três vitórias em três jogos --, o Tigre lidera o Grupo C com nove pontos ganhos, os mesmos do Palmeiras no D.
Time do rio-pardense Edson Boaro ganhou do Botafogo em casa, do XV em Piracicaba e, surpreendentemente, do grande Corinthians no Pacaembu. Sem dúvida, um começo arrasador.
Porém, conforme alerta do próprio Dicinho -- seu apelido de infância, quando era meia-esquerda do nosso Benjamin -- é preciso ser inteligente para não fazer da humildade objeto descartável.
Se exagerar na empolgação, vai se esquecer de que é um time brigador, aplicado, mas sem brilhantismo técnico-tático e ainda em formação, em início de campeonato. Se vacilar, cai das tamancas, começa a perder e vai dar com os burros n'água.
Santo André fez contratações interessantes, pontuais, e também começou bem na Segundona. No Bruno Daniel, meteu 2 a 0 no Guaratinguetá. Ótimo para ganhar confiança e embalar. Nada mais!
Porém, não pode ser endeusado e alguém do elenco sair por aí falando em acesso. Calma que o andor é de barro. Quem sabe se possa dizer algo mais concreto depois de pelo menos oito, 10 rodadas.
Antes disso, é puro achismo. Um otimismo sem base, sem lastro. Nada de excessos, Ramalhão! Talvez baixar a bola seja a melhor sugestão pra quem ultimamente só tem levado paulada. Uma bambuzada atrás da outra. Chega, né?
Pra não dizer que não falei das "flores" nesse retorno após muito sol e muitas trilhas, o quê dizer do São Caetano, que estreou na Segundona perdendo do Itapirense de 2 a 1?
Torcedores do Azulão que foram ao Interior soltaram fogos de artifício em direção aos jogadores e isso pode custar punição severa da Federação Paulista de Futebol.
Lógico que, pra quem tanto já conquistou em tão pouco tempo, perder na A2 não é nada agradável. Liga o sinal de alerta, mas não pode ser encarado como o fim do mundo.
Azulão tem estrutura e time para não dar vexame. Tem plenas condições de dar a volta por cima. Outro dia, após derrota na estreia, a Imprensa vislumbrou séria crise no São Paulo. E agora, após duas vitórias seguidas?
Sinal amarelo não é vermelho, pessoal! Melhor esperar um pouco antes de extrapolar no direito de espernear. Mesmo que sejam poucos.
Para o bem ou para o mal, todo excesso é sinônimo de arapuca.
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
domingo, 19 de janeiro de 2014
Paulinho Serra e a torneira (?) seca
Ex-artilheiro no Primeiro de Maio, ex-PSDB, atual PSD; ex-vereador e ex-candidato à Prefeitura de Santo André, hoje Paulinho Serra é secretário de visibilidade solar e plenos poderes na administração petista de Carlos Grana. Espécie de homem forte do prefeito fraco.
Independentemente da sopa sempre indigesta de siglas partidárias e das oscilações de um político que, confesso, chegou até a dar mostras de ser diferente (pura ilusão, diga-se), Paulinho Serra ocupa a importante Pasta de Mobilidade Urbana, Obras e Serviços Públicos, além da superintendência da Santo André Transportes.
Apresentações, gols, alfinetadas e currículo à parte, no simples exercício de cidadania, eu gostaria de saber até quando o Parque Central vai ser terra de ninguém. Volto ao assunto por pura necessidade.
Espécie de Ibirapuera da província e potencial candidato a cartão postal andreense, o Parque Central não tem administração profissional, não tem manutenção adequada, não tem comunicação visual, não tem orientação mínima, não tem fiscalização, não tem punição aos infratores e não tem segurança confiável.
Está certo que o caro secretário também está preocupado com o macro da mobilidade urbana, com o transporte público e com os corredores de ônibus. Enfim, o trânsito precisa fluir.
Por falar em corredores exclusivos, como o da Alfredo Flaquer (Perimetral), nós, motoristas particulares, somos punidos se trafegarmos na faixa exclusiva. Como ficam os condutores de ônibus que insistem em andar nas demais faixas? Também serão multados ou a Prefeitura vai fazer vistas grossas?
Voltando ao PC e focando apenas no item água. Uma vergonha! Até quando, caro secretário, vai perdurar a falta de responsabilidade quando o assunto é água? Não adianta jogar a culpa no Semasa comandado com capacidade pelo Ney.
Vergonhosamente, há mais de dois meses os dois bebedouros dos play-grounds estão secos. Incoerentemente, as placas -- coisa rara no parque -- de orientação sugerem economizar o líquido precioso inexistente.
Como economizar, caro Paulinho, se ali não existe água nem torneira. Justificativa de que são furtadas pelos "moleques", conforme palavras de uma funcionária, é ridícula. Coisa de juvenil, caro secretário, também responsável pelo setor de parques e jardins. Solução, fácil, cabe a você!
Hoje cedo, com o parque lotado e um sol para cada criança, os bebedouros sem torneira continuavam secos, lógico. Será que custa tanto? Será que para repor uma simples torneira é preciso esperar a prometida verba federal para que o parque passe por grande revitalização ainda em 2014?
Goste ou não, artilheiro, gol contra dá moral pro adversário. Se você aceitar, Paulinho, eu compro meia dúzia de torneiras e faço uma doação para a Prefeitura. Já que o orçamento superior a R$ 3 bilhões não contempla...
Goste ou não, Paulinho, isso é uma vergonha! É um desrespeito à família andreense que você tanto enfatiza nos seus discursos.
Não sei se você tem filhos ou sobrinhos, Paulinho. Se tiver, por favor, além de no Primeiro de Maio, leve-os para brincar no parquinho do Parque Central junto com as crianças da favela.
Como meus netos, que adoram mexer com água. Nem precisam de brinquedos. Bastam palitos de sorvete ou um pedacinho de pau, um pouco de areia e um copinho descartável (?) para transportar a água.
Na mochila colorida dos pequenos visitantes -- eleitores de amanhã -- não pode faltar água, além de suco, frutas e muito carinho. Se quiser, vamos juntos, caro secretário que um dia já mereceu meu voto.
Independentemente da sopa sempre indigesta de siglas partidárias e das oscilações de um político que, confesso, chegou até a dar mostras de ser diferente (pura ilusão, diga-se), Paulinho Serra ocupa a importante Pasta de Mobilidade Urbana, Obras e Serviços Públicos, além da superintendência da Santo André Transportes.
Apresentações, gols, alfinetadas e currículo à parte, no simples exercício de cidadania, eu gostaria de saber até quando o Parque Central vai ser terra de ninguém. Volto ao assunto por pura necessidade.
Espécie de Ibirapuera da província e potencial candidato a cartão postal andreense, o Parque Central não tem administração profissional, não tem manutenção adequada, não tem comunicação visual, não tem orientação mínima, não tem fiscalização, não tem punição aos infratores e não tem segurança confiável.
Está certo que o caro secretário também está preocupado com o macro da mobilidade urbana, com o transporte público e com os corredores de ônibus. Enfim, o trânsito precisa fluir.
Por falar em corredores exclusivos, como o da Alfredo Flaquer (Perimetral), nós, motoristas particulares, somos punidos se trafegarmos na faixa exclusiva. Como ficam os condutores de ônibus que insistem em andar nas demais faixas? Também serão multados ou a Prefeitura vai fazer vistas grossas?
Voltando ao PC e focando apenas no item água. Uma vergonha! Até quando, caro secretário, vai perdurar a falta de responsabilidade quando o assunto é água? Não adianta jogar a culpa no Semasa comandado com capacidade pelo Ney.
Vergonhosamente, há mais de dois meses os dois bebedouros dos play-grounds estão secos. Incoerentemente, as placas -- coisa rara no parque -- de orientação sugerem economizar o líquido precioso inexistente.
Como economizar, caro Paulinho, se ali não existe água nem torneira. Justificativa de que são furtadas pelos "moleques", conforme palavras de uma funcionária, é ridícula. Coisa de juvenil, caro secretário, também responsável pelo setor de parques e jardins. Solução, fácil, cabe a você!
Hoje cedo, com o parque lotado e um sol para cada criança, os bebedouros sem torneira continuavam secos, lógico. Será que custa tanto? Será que para repor uma simples torneira é preciso esperar a prometida verba federal para que o parque passe por grande revitalização ainda em 2014?
Goste ou não, artilheiro, gol contra dá moral pro adversário. Se você aceitar, Paulinho, eu compro meia dúzia de torneiras e faço uma doação para a Prefeitura. Já que o orçamento superior a R$ 3 bilhões não contempla...
Goste ou não, Paulinho, isso é uma vergonha! É um desrespeito à família andreense que você tanto enfatiza nos seus discursos.
Não sei se você tem filhos ou sobrinhos, Paulinho. Se tiver, por favor, além de no Primeiro de Maio, leve-os para brincar no parquinho do Parque Central junto com as crianças da favela.
Como meus netos, que adoram mexer com água. Nem precisam de brinquedos. Bastam palitos de sorvete ou um pedacinho de pau, um pouco de areia e um copinho descartável (?) para transportar a água.
Na mochila colorida dos pequenos visitantes -- eleitores de amanhã -- não pode faltar água, além de suco, frutas e muito carinho. Se quiser, vamos juntos, caro secretário que um dia já mereceu meu voto.
domingo, 5 de janeiro de 2014
A pantera e o rei
Revelado ao apaixonante mundo da bola pelo brasileiro Bauer, Eusébio foi comparado a Pelé nos anos 60.
Por mais de 15 anos esse moçambicano -- Moçambique era colônia de Portugal -- defendeu o vermelho de um Benfica então de primeira grandeza.
Em plena ditadura salazarista, o Pantera Negra foi praticamente proibido pelo governo (?) de deixar Portugal. Foi um exemplo de técnica, força, objetividade e dedicação à seleção lusa e ao Benfica.
Eusébio era um touro, tinha passadas largas, arranque excepcional. Tinha a ginga brasileira, resistência queniana e velocidade jamaicana. Driblava como poucos. Mas sem firulas, não enfeitava. Finalizava forte, com os dois pés.
E foi pela seleção portuguesa que o simplório e genial Eusébio brilhou intensamente na Copa do Mundo de 66, na Inglaterra.
Desorganizado e assoberbado, o Brasil de Pelé e cia deitou no berço esplêndido do bicampeonato e foi um fiasco. Perdemos de 3 a 1. Dois gols e um show de Eusébio. Era a vingança do Pantera Negra sobre o Rei.
Portugal tinha um timaço. Ficou em terceiro lugar ao ser eliminado pela campeã Inglaterra, que na final venceu a Alemanha de Beckenbauer.
Artilheiro da Copa com nove gols, o semideus português foi espetacular, especialmente com a camisa do Benfica. Com ela conquistou 11 títulos nacionais e cinco taças de Portugal.
Também ganhou o título da temporada 61/62 e foi vice-campeão europeu por três oportunidades. Decidiu o Mundial Interclubes de 62 com o Santos de Pelé e uma constelação de craques.
No Maracanã -- sim, no Rio! --, diante de quase 90 mil pessoas, o Santos ganhou de 3 a 2 com dois gols de Pelé e um de Coutinho.
Em pleno Estádio da Luz, em Lisboa, 70 mil portugueses viram o grande Santos golear o Benfica por 5 a 2 e ganhar o mundo.
Eusébio fez um dos gols portugueses; Pelé (3), Coutinho e Pepe marcaram para um dos maiores times que eu já vi jogar e por quem eu torcia quando criança. Pelé, que considerava Eusébio um irmão, só não fez chover.
Para chegar à decisão o Benfica enfiou 5 a 3 no fortíssimo Real Madrid e ganhou o título europeu, enquanto que o Santos eliminou o bom Penharol, verdadeiro bicho-papão do Uruguai, e faturou a Libertadores. Da qual seria bi no ano seguinte para depois superar o Milan, de novo no Rio, gol de Dalmo, de pênalti, e ganhar outra vez o Mundial Interclubes.
O Santos desfilava, entre outros, os selecionáveis Gilmar, Mauro, Zito, Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe. O Benfica tinha expoentes como o goleiro Costa Pereira, além de Coluna, Simões, Santana e a "fera", que, vítima de parada cardio-respiratória, descansou para sempre neste domingo.
Hoje, muitos reclamam que Cristiano Ronaldo, hoje um dos melhores do mundo, dá azar por fazer parte da mesma geração que o gênio argentino Lionel Messi.
Pois é... Azar quem deu, mesmo, foi Eusébio. Com méritos, chegou a ser comparado ao Rei, mas deu muito azar. Pelé era de outro mundo. Eusébio era simplesmente humano.
Até hoje, disparado, o maior jogador da história do futebol português, Eusébio estaria na seleção mundial de todos os tempos, ao lado de lendas como Pelé, Maradona, Di Stefano, Beckenbauer, Garrincha, Leônidas, Puskas, Just Fontaine...
Eusébio dá adeus sem coroa. É merecedor de respeito, homenagens e reverência eternos do universo da bola. Foi-se a pantera real, ficou o rei.
Por mais de 15 anos esse moçambicano -- Moçambique era colônia de Portugal -- defendeu o vermelho de um Benfica então de primeira grandeza.
Em plena ditadura salazarista, o Pantera Negra foi praticamente proibido pelo governo (?) de deixar Portugal. Foi um exemplo de técnica, força, objetividade e dedicação à seleção lusa e ao Benfica.
Eusébio era um touro, tinha passadas largas, arranque excepcional. Tinha a ginga brasileira, resistência queniana e velocidade jamaicana. Driblava como poucos. Mas sem firulas, não enfeitava. Finalizava forte, com os dois pés.
E foi pela seleção portuguesa que o simplório e genial Eusébio brilhou intensamente na Copa do Mundo de 66, na Inglaterra.
Desorganizado e assoberbado, o Brasil de Pelé e cia deitou no berço esplêndido do bicampeonato e foi um fiasco. Perdemos de 3 a 1. Dois gols e um show de Eusébio. Era a vingança do Pantera Negra sobre o Rei.
Portugal tinha um timaço. Ficou em terceiro lugar ao ser eliminado pela campeã Inglaterra, que na final venceu a Alemanha de Beckenbauer.
Artilheiro da Copa com nove gols, o semideus português foi espetacular, especialmente com a camisa do Benfica. Com ela conquistou 11 títulos nacionais e cinco taças de Portugal.
Também ganhou o título da temporada 61/62 e foi vice-campeão europeu por três oportunidades. Decidiu o Mundial Interclubes de 62 com o Santos de Pelé e uma constelação de craques.
No Maracanã -- sim, no Rio! --, diante de quase 90 mil pessoas, o Santos ganhou de 3 a 2 com dois gols de Pelé e um de Coutinho.
Em pleno Estádio da Luz, em Lisboa, 70 mil portugueses viram o grande Santos golear o Benfica por 5 a 2 e ganhar o mundo.
Eusébio fez um dos gols portugueses; Pelé (3), Coutinho e Pepe marcaram para um dos maiores times que eu já vi jogar e por quem eu torcia quando criança. Pelé, que considerava Eusébio um irmão, só não fez chover.
Para chegar à decisão o Benfica enfiou 5 a 3 no fortíssimo Real Madrid e ganhou o título europeu, enquanto que o Santos eliminou o bom Penharol, verdadeiro bicho-papão do Uruguai, e faturou a Libertadores. Da qual seria bi no ano seguinte para depois superar o Milan, de novo no Rio, gol de Dalmo, de pênalti, e ganhar outra vez o Mundial Interclubes.
O Santos desfilava, entre outros, os selecionáveis Gilmar, Mauro, Zito, Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe. O Benfica tinha expoentes como o goleiro Costa Pereira, além de Coluna, Simões, Santana e a "fera", que, vítima de parada cardio-respiratória, descansou para sempre neste domingo.
Hoje, muitos reclamam que Cristiano Ronaldo, hoje um dos melhores do mundo, dá azar por fazer parte da mesma geração que o gênio argentino Lionel Messi.
Pois é... Azar quem deu, mesmo, foi Eusébio. Com méritos, chegou a ser comparado ao Rei, mas deu muito azar. Pelé era de outro mundo. Eusébio era simplesmente humano.
Até hoje, disparado, o maior jogador da história do futebol português, Eusébio estaria na seleção mundial de todos os tempos, ao lado de lendas como Pelé, Maradona, Di Stefano, Beckenbauer, Garrincha, Leônidas, Puskas, Just Fontaine...
Eusébio dá adeus sem coroa. É merecedor de respeito, homenagens e reverência eternos do universo da bola. Foi-se a pantera real, ficou o rei.
domingo, 22 de dezembro de 2013
Nosso handebol chega ao topo do mundo!
Um dia nosso futebol brilhou com Pelé, Garrincha e cia e ganhou o rótulo de melhor do mundo. Tanto que hoje somos pentacampeões.
Nosso basquete também teve dias de glória com o bi mundial de Vlamir Marques, Amauri e outras feras inesquecíveis. Já Hortência e Paula foram protagonistas douradas no Mundial de 1994 na Austrália.
Nosso vôlei, então, não tem mais espaço para pôr medalhas e troféus. Virou bicho-papão olímpico e mundial nos últimos anos. Tanto no masculino quanto no feminino, não tem pra ninguém.
Nos esportes coletivos, só faltava o handebol de Duda Amorim, Alexandra Nascimento e cia bela chegar ao topo do mundo. Não falta mais! Somos campeões mundiais. Invictos!
Agora há pouco, em Belgrado, diante da pressão de mais de 20 mil sérvios, a Seleção Brasileira de Handebol Feminino venceu a Sérvia por 22 a 20 e conquistou um título inédito.
Inédito, histórico, heróico, surpreendente, suado, merecido... Foram nove vitórias maiúsculas de um país americano intruso diante das maiores potências mundiais fincadas na Europa.
Uma a uma, foram desmoronando verdadeiras fortalezas: China, Argélia, Japão, Sérvia, Holanda, Hungria, Dinamarca ( tricampeã olímpica e terceira colocada no Mundial após vencer a Polônia por 30 a 26)...
Jogo de hoje foi equilibrado, eletrizante, emocionante. Brasileiras alternaram bons e maus momentos ofensivos e defensivos. Mas jamais faltou determinação. Tampouco coração! Em alguns momentos faltou concentração.
Como depois dos 15 minutos do segundo tempo. O Brasil foi para o intervalo -- não para os vestiários, por opção, para manter o clima de pressão contra -- ganhando de 13 a 11 após constante desvantagem.
Em quatro minutos, abriu extravagantes cinco gols (16 a 11), mas se perdeu. Deu branco e a concentração foi para o espaço. Competência emocional foi nitidamente abalada. Talvez pelo medo de perder a vantagem e o título.
Brasil ficou cerca de 10 minutos sem fazer gol. Foi quando o técnico dinamarquês, Morten Soubak, pediu tempo para "acordar" as meninas com palavras duras ("falta comprometimento"), mas fundamentais para que voltassem a jogar com garra, inteligência e confiança.
Só que a Sérvia manteve a reação, diminuiu a diferença aos poucos e, com apoio irrestrito das 20 mil vozes, chegou ao empate ( 19 a 19) quando faltavam apenas cinco minutos para o final.
Foi aí que Duda Amorim, Dani Piedade, Ana Paula e a jovem Déborah Hannah, da Metodista, fizeram a diferença com gols decisivos. No final, 22 a 20 para um time de guerreiras e silêncio quase sepulcral no ginásio.
Festa para o Brasil, festa para Duda Amorim ( escolhida a melhor do Mundial), festa para Bárbara Babi ( melhor goleira) e festa para Alexandra Nascimento ( artilheira da equipe e melhor jogadora do mundo em 2012).
No Everest do mundo do handebol existe, enfim, uma bandeira brasileira a tremular. Depois de longa caminhada e escalada extenuante, o sonho dourado tido como impossível vira realidade e, finalmente, abre as cortinas de um futuro muito melhor.
Particularmente, eu também não acreditava que o bom trabalho de todos -- inclusive dos representantes do Grande ABC, especialmente da Metodista -- mostrasse resultado relevante antes de 2016.
Amanhã, a Imprensa brasileira -- incluindo o DGABC -- vai se tocar e dar em manchete o que sempre relegou para segundo plano. Amanhã, o olhar campeão vai mais longe, vai ganhar novos horizontes.
Os Jogos Olímpicos de 2016 terão como palco o Brasil. Outra medalha de ouro seria a glória máxima, a confirmação de novo feito memorável. Alguém duvida? E a Capital Nacional do Handebol será protagonista. Alguém duvida?
P.S. -- nunca é demais repetir que o professor de Educação Física, aquele que, de fato, rala na escola, é tão campeão quanto nossas meninas de ouro.
Nosso basquete também teve dias de glória com o bi mundial de Vlamir Marques, Amauri e outras feras inesquecíveis. Já Hortência e Paula foram protagonistas douradas no Mundial de 1994 na Austrália.
Nosso vôlei, então, não tem mais espaço para pôr medalhas e troféus. Virou bicho-papão olímpico e mundial nos últimos anos. Tanto no masculino quanto no feminino, não tem pra ninguém.
Nos esportes coletivos, só faltava o handebol de Duda Amorim, Alexandra Nascimento e cia bela chegar ao topo do mundo. Não falta mais! Somos campeões mundiais. Invictos!
Agora há pouco, em Belgrado, diante da pressão de mais de 20 mil sérvios, a Seleção Brasileira de Handebol Feminino venceu a Sérvia por 22 a 20 e conquistou um título inédito.
Inédito, histórico, heróico, surpreendente, suado, merecido... Foram nove vitórias maiúsculas de um país americano intruso diante das maiores potências mundiais fincadas na Europa.
Uma a uma, foram desmoronando verdadeiras fortalezas: China, Argélia, Japão, Sérvia, Holanda, Hungria, Dinamarca ( tricampeã olímpica e terceira colocada no Mundial após vencer a Polônia por 30 a 26)...
Jogo de hoje foi equilibrado, eletrizante, emocionante. Brasileiras alternaram bons e maus momentos ofensivos e defensivos. Mas jamais faltou determinação. Tampouco coração! Em alguns momentos faltou concentração.
Como depois dos 15 minutos do segundo tempo. O Brasil foi para o intervalo -- não para os vestiários, por opção, para manter o clima de pressão contra -- ganhando de 13 a 11 após constante desvantagem.
Em quatro minutos, abriu extravagantes cinco gols (16 a 11), mas se perdeu. Deu branco e a concentração foi para o espaço. Competência emocional foi nitidamente abalada. Talvez pelo medo de perder a vantagem e o título.
Brasil ficou cerca de 10 minutos sem fazer gol. Foi quando o técnico dinamarquês, Morten Soubak, pediu tempo para "acordar" as meninas com palavras duras ("falta comprometimento"), mas fundamentais para que voltassem a jogar com garra, inteligência e confiança.
Só que a Sérvia manteve a reação, diminuiu a diferença aos poucos e, com apoio irrestrito das 20 mil vozes, chegou ao empate ( 19 a 19) quando faltavam apenas cinco minutos para o final.
Foi aí que Duda Amorim, Dani Piedade, Ana Paula e a jovem Déborah Hannah, da Metodista, fizeram a diferença com gols decisivos. No final, 22 a 20 para um time de guerreiras e silêncio quase sepulcral no ginásio.
Festa para o Brasil, festa para Duda Amorim ( escolhida a melhor do Mundial), festa para Bárbara Babi ( melhor goleira) e festa para Alexandra Nascimento ( artilheira da equipe e melhor jogadora do mundo em 2012).
No Everest do mundo do handebol existe, enfim, uma bandeira brasileira a tremular. Depois de longa caminhada e escalada extenuante, o sonho dourado tido como impossível vira realidade e, finalmente, abre as cortinas de um futuro muito melhor.
Particularmente, eu também não acreditava que o bom trabalho de todos -- inclusive dos representantes do Grande ABC, especialmente da Metodista -- mostrasse resultado relevante antes de 2016.
Amanhã, a Imprensa brasileira -- incluindo o DGABC -- vai se tocar e dar em manchete o que sempre relegou para segundo plano. Amanhã, o olhar campeão vai mais longe, vai ganhar novos horizontes.
Os Jogos Olímpicos de 2016 terão como palco o Brasil. Outra medalha de ouro seria a glória máxima, a confirmação de novo feito memorável. Alguém duvida? E a Capital Nacional do Handebol será protagonista. Alguém duvida?
P.S. -- nunca é demais repetir que o professor de Educação Física, aquele que, de fato, rala na escola, é tão campeão quanto nossas meninas de ouro.
sábado, 21 de dezembro de 2013
A importância do Grande ABC (e outros) na histórica conquista do handebol brasileiro
O invicto Brasil e a anfitriã Sérvia decidem o título do Mundial de Handebol Feminino amanhã à tarde, provavelmente diante de mais de 20 mil espectadores.
Na fase classificatória prevaleceu o equilíbrio, mas as brasileiras ganharam de 25 a 23. Agora é outro jogo. A história é diferente. Final é final. Estarão em jogo competências táticas, técnicas, físicas e, principalmente, emocionais.
Independentemente de vencer, nossas meninas já entraram para a história ao chegarem ao topo de um mundo esportivo dominado pelos europeus.
As importantes vitórias diante da Hungria -- 33 a 31 após duas prorrogações eletrizantes -- e da tricampeã olímpica Dinamarca -- ontem, por 27 a 21, de forma incontestável -- credenciam nossas feras ao título inédito.
Até agora, nossa principal classificação tinha sido o quinto lugar no Mundial de 2011 em São Paulo. Daí a grandeza o feito do time comando pelo dinamarquês Morten Soubak. Até ele está surpreso.
Classificação para a finalíssima vem comprovar a consistente evolução da modalidade na última década. Também graças à competência da Confederação Brasileira, comandada pelo professor Manoel Luiz de Oliveira.
Elogiar o eficaz gerenciamento técnico e administrativo não significa concordar com o continuísmo, com a perpetuação do presidente, no poder há cerca de três décadas. É bom ficar claro!
Nosso handebol tem crescido também graças ao envolvimento das escolas -- professores de Educação Física são verdadeiras formiguinhas operárias -- , à organização das federações e ao intercâmbio com a Europa. Seis selecionadas estão no Hypo, parceiro da CBHb na Áustria, e Duda Amorim ganhou a Liga Europeia pelo Gyori, da Hungria.
Por isso, finalmente, nossa Seleção chega com méritos indiscutíveis ao patamar tão sonhado pelos profissionais e amantes da modalidade.
E é bom lembrar que o Grande ABC tem importância significativa nessa evolução e nessa conquista. Afinal, a região, especialmente São Bernardo -- vai receber um centro de excelência e a sede da CBHb -- ainda merece ser rotulada de Capital Nacional da Handebol.
Por muito tempo, o handebol da Metodista, capitaneado pelo diretor técnico/supervisor Alberto Rigollo, manteve a hegemonia nacional nos dois naipes (gênero soaria melhor?).
Na Liga Nacional Feminina, há poucos dias, a boa equipe de Eduardo Carloni perdeu longa hegemonia para Concórdia. Ontem, no masculino, derrota para o campeãoTaubaté. Nada que ofusque a grandeza da Metodista como instituição Amiga do Esporte.
O técnico de Metodista, Eduardo Carloni, tem parcela na conquista mundial porque há muito tempo mostra competência e comprometimento com a modalidade. Inclusive quando se fala em revelações caseiras.
Outra figura regional de proa, que não pode ser esquecida, é Rubens Piazza. O professor acaba de superar inúmeras problemas orçamentários e estruturais para ganhar o título estadual por Santo André. Outro abnegado sonhador, sem dúvida!
Das meninas que estão na Sérvia, algumas já passaram ou foram reveladas por São Bernardo ou Santo André. A jovem Déborah Hannah ainda é jogadora da Metodista, que não se limita ao alto rendimento; tem 16 núcleos (escolinhas de esportes) fundamentais como celeiro de campeãs e, principalmente, ferramenta de inserção social.
Outros profissionais além quadras, vinculados ou não à região, também não podem ser desprezados, esquecidos. Roeram muito osso para, com méritos, o dinamarquês chegar ao filé mignon.
Ivonete Fagundes (Mesc), Sílvio Rodrigues (Metodista/Santo André e seleção) , Flávio Pontes (São Caetano), Moesy Aguiar (ex-supervisor de Santo André), Alexandre Schneider (campeão nacional com o Concórdia), Rita Orsi (ex-Jundiaí e hoje na Comissão Técnica da Seleção), Marisa Loffredo (ex-Guaru), Antônio Guerra (Mauá/universo) , Marcos Garcia (Osasco) e tantos outros têm lugar cativo na história do handebol.
Os gols de Alexandra Nascimento -- melhor do mundo na temporada 2012 -- e as defesas de Bárbara (Babi) são fundamentais para quem agora sonha com o título. Tanto quanto merecem destaque Duda Amorim, Dani Piedade, Ana Paula, Mayara, Deonise, Dara, Déborah Hannah, Amanda...
Mas, pelo histórico, pela dedicação, pelos primeiros passos, também poderiam galgar os degraus da glória atletas e ex-atletas do nível das artilheiras Zezé e Aline Chicória e das goleiras Chana e Meg. Sem no esquecermos de Valéria, Viviane Jacques, Célia, Meg Montão (a miss), Lucila, Aline (hoje em Santo André), Sílvia Helena, Rosária, Pará e mais um montão de meninas-mulheres esportistas inesquecíveis que iniciaram a caminhada ao topo.
Enfim, o Brasil quebrou a maldição das quartas-de-final (jamais passara) e agora sonha com a medalha de ouro. Todos, portanto, são "campeões". Todos, indistintamente, devem ser reverenciados. O Grande ABC faz parte dessa conquista.
Na fase classificatória prevaleceu o equilíbrio, mas as brasileiras ganharam de 25 a 23. Agora é outro jogo. A história é diferente. Final é final. Estarão em jogo competências táticas, técnicas, físicas e, principalmente, emocionais.
Independentemente de vencer, nossas meninas já entraram para a história ao chegarem ao topo de um mundo esportivo dominado pelos europeus.
As importantes vitórias diante da Hungria -- 33 a 31 após duas prorrogações eletrizantes -- e da tricampeã olímpica Dinamarca -- ontem, por 27 a 21, de forma incontestável -- credenciam nossas feras ao título inédito.
Até agora, nossa principal classificação tinha sido o quinto lugar no Mundial de 2011 em São Paulo. Daí a grandeza o feito do time comando pelo dinamarquês Morten Soubak. Até ele está surpreso.
Classificação para a finalíssima vem comprovar a consistente evolução da modalidade na última década. Também graças à competência da Confederação Brasileira, comandada pelo professor Manoel Luiz de Oliveira.
Elogiar o eficaz gerenciamento técnico e administrativo não significa concordar com o continuísmo, com a perpetuação do presidente, no poder há cerca de três décadas. É bom ficar claro!
Nosso handebol tem crescido também graças ao envolvimento das escolas -- professores de Educação Física são verdadeiras formiguinhas operárias -- , à organização das federações e ao intercâmbio com a Europa. Seis selecionadas estão no Hypo, parceiro da CBHb na Áustria, e Duda Amorim ganhou a Liga Europeia pelo Gyori, da Hungria.
Por isso, finalmente, nossa Seleção chega com méritos indiscutíveis ao patamar tão sonhado pelos profissionais e amantes da modalidade.
E é bom lembrar que o Grande ABC tem importância significativa nessa evolução e nessa conquista. Afinal, a região, especialmente São Bernardo -- vai receber um centro de excelência e a sede da CBHb -- ainda merece ser rotulada de Capital Nacional da Handebol.
Por muito tempo, o handebol da Metodista, capitaneado pelo diretor técnico/supervisor Alberto Rigollo, manteve a hegemonia nacional nos dois naipes (gênero soaria melhor?).
Na Liga Nacional Feminina, há poucos dias, a boa equipe de Eduardo Carloni perdeu longa hegemonia para Concórdia. Ontem, no masculino, derrota para o campeãoTaubaté. Nada que ofusque a grandeza da Metodista como instituição Amiga do Esporte.
O técnico de Metodista, Eduardo Carloni, tem parcela na conquista mundial porque há muito tempo mostra competência e comprometimento com a modalidade. Inclusive quando se fala em revelações caseiras.
Outra figura regional de proa, que não pode ser esquecida, é Rubens Piazza. O professor acaba de superar inúmeras problemas orçamentários e estruturais para ganhar o título estadual por Santo André. Outro abnegado sonhador, sem dúvida!
Das meninas que estão na Sérvia, algumas já passaram ou foram reveladas por São Bernardo ou Santo André. A jovem Déborah Hannah ainda é jogadora da Metodista, que não se limita ao alto rendimento; tem 16 núcleos (escolinhas de esportes) fundamentais como celeiro de campeãs e, principalmente, ferramenta de inserção social.
Outros profissionais além quadras, vinculados ou não à região, também não podem ser desprezados, esquecidos. Roeram muito osso para, com méritos, o dinamarquês chegar ao filé mignon.
Ivonete Fagundes (Mesc), Sílvio Rodrigues (Metodista/Santo André e seleção) , Flávio Pontes (São Caetano), Moesy Aguiar (ex-supervisor de Santo André), Alexandre Schneider (campeão nacional com o Concórdia), Rita Orsi (ex-Jundiaí e hoje na Comissão Técnica da Seleção), Marisa Loffredo (ex-Guaru), Antônio Guerra (Mauá/universo) , Marcos Garcia (Osasco) e tantos outros têm lugar cativo na história do handebol.
Os gols de Alexandra Nascimento -- melhor do mundo na temporada 2012 -- e as defesas de Bárbara (Babi) são fundamentais para quem agora sonha com o título. Tanto quanto merecem destaque Duda Amorim, Dani Piedade, Ana Paula, Mayara, Deonise, Dara, Déborah Hannah, Amanda...
Mas, pelo histórico, pela dedicação, pelos primeiros passos, também poderiam galgar os degraus da glória atletas e ex-atletas do nível das artilheiras Zezé e Aline Chicória e das goleiras Chana e Meg. Sem no esquecermos de Valéria, Viviane Jacques, Célia, Meg Montão (a miss), Lucila, Aline (hoje em Santo André), Sílvia Helena, Rosária, Pará e mais um montão de meninas-mulheres esportistas inesquecíveis que iniciaram a caminhada ao topo.
Enfim, o Brasil quebrou a maldição das quartas-de-final (jamais passara) e agora sonha com a medalha de ouro. Todos, portanto, são "campeões". Todos, indistintamente, devem ser reverenciados. O Grande ABC faz parte dessa conquista.
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Três balelas do DST de Santo André
Texto publicado dia 10 de dezembro na coluna Palavra do Leitor, do Diário do Grande ABC, de minha autoria. A primeira parte, em análise e discussão.
Providências já!
"Concordo plenamente com o meu vizinho, Adanor Quadros. Trânsito na rua Santo André está caótico. Além disso, pessoas mal-educadas estacionam na frente das nossas garagens. Quando chamado, quase sempre o Trânsito aparece para multar, mas agentes alegam não ter guincho para rebocar. Especialmente se for conhecido ou figurão frequentador do botequim da esquina". (...)
No dia 14, veio a resposta da Prefeitura de Santo André, por meio do DST (Departamento de Segurança e Trânsito).
"A rua Santo André é via secundária, ligando a rua Guilherme Marconi à Coronel Fernando Prestes. Ressaltamos que não há registro de problemas potenciais nessa via. Quanto ao estacionamento irregular, informamos que, independentemente do local, qualquer reclamação recebida é tratada igualmente pela CMT (Central de Monitoramento de Trânsito). A informação de que não temos guincho disponível não procede, visto que a CMT e os guinchos trabalham 24 horas, sete dias por semana e atendem pelo telefone 0800-7703194".
Como reiterei as afirmações anteriores em nova mensagem ao DGABC mas o texto ainda não foi publicado, tomo a liberdade de repetir, aqui, os fatos verdadeiros, para que não pairem dúvidas.
Não me interessa se a rua Santo André é secundária ou terciária. Movimentação é intensa. É, também, rota alternativa para São Bernardo e outros bairros. Vivo aqui há anos e não tenho por que mentir.
Ao contrário do constante no texto da Prefeitura, há, sim, problemas potenciais que travam o fluxo de veículos. Só não vê quem não quer, não enxerga ou não cumpre o papel que lhe compete como servidor público.
Sugiro reavaliação do comando, inclusive de mão e contramão, e que se cumpra o prometido há mais de oito meses, conforme escreveu o dr. Adanor. Nenhuma providência foi tomada!
Quanto ao estacionamento irregular, nem todas as reclamações são atendidas igualmente pela CMT. Vizinhos residenciais e comerciais já presenciaram o exercício descarado do "jeitinho brasileiro", do "deixa-pra-lá", de vistas grossas com sorriso matreiro, de "engana-trouxa", de certos agentes -- felizmente, poucos, diga-se -- quando o correto seria comparecer ao local e multar sem conversa e sem ver a quem.
Até mesmo por telefone -- conforme outro vizinho, Franklin -- já houve garantias de presença de agentes que nunca aconteceram. Especialmente nas noites de sextas-feiras e nas tardes de sábado, quando o álcool de certos frequentadores entra pela porta e o juízo sai pela janela.
Nós, da rua Santo André e da coronel Ortiz, já somos conhecidos das telefonistas de plantão. "Já sei! É da rua Santo André. Por causa do bar, né? Fica tranquilo. Logo logo eles saem". Repito: principalmente de sexta à noite e sábado à tarde.
Portanto, bem diferente do que afirma a PSA. Quando os agentes vêm até aqui, alguns motoristas são multados, outros conversam e são protegidos. Talvez até convidados para tomar uma caipirinha de banana, laranja e vodka absolut com o prefeito e outros políticos.
Quanto à terceira incoerência, sobre a existência ou não de guinchos, outra fanfarronice, outra afronta. Se o serviço é terceirizado e a empresa contratada não dá conta do recado, que seja punida e/ou substituída. Isso não exime a PSA de responsabilidade.
Minha informação é tão procedente quanto verdadeira Se alguém blefou ou falou como político candidato foi o servidor público de plantão.
O DST sabe, ou deveria saber, que o comprometimento profissional não é unanimidade. Um agente disse isso para minha esposa no feriado de 20 de novembro, uma quarta-feira. Um casal amigo, também vizinho e com o mesmo tipo de transtorno, testemunhou e participou do diálogo.
Fui achar o mal-educado, ligeiramente alcoolizado e cheio de desculpas dantescas, no Botequim Carioca. O nobre proprietário da Ranger prata, placas final 51, foi multado (quero acreditar) mas o agente disse, com todas as letras, que não poderia desobstruir o meu acesso à garagem porque "a Prefeitura não tem guincho".
Sugiro, portanto, que os responsáveis pelo DST e pela CMT não transmitam informações distorcidas, que não se valham de justificativas unilaterais nem de manipulações verbais para confrontar verdades indesmentíveis.
Será que na próxima vez vamos precisar gravar as conversas e identificar o agente público? Se o cara falou besteira, é problema dele. Pode até ser exceção, mas que aconteceu, aconteceu. Portanto, procede, sim, senhores a serviço do poder!
Resposta oficial da Prefeitura soa como muleta semântica. Como lorota, como bazófia a enaltecer serviços "padrão FIFA"! Como farsa deslavada a escamotear mazelas e irresponsabilidades de poucos.
Fica a sugestão para que o Poder Público analise a situação com carinho e isenção. A não fluidez do trânsito deve ser estudada, com alternativas capazes de minimizar o transtorno diário, especialmente em horários de pico e no meio do dia. Não vale querer avaliar durante férias escolares!
Também poderiam estudar o que acontece com aquele estacionamento próximo da Padaria Brasileira. Um veículo para pra entrar, outro pra sair e, coladinho, existe um semáforo de três tempos.
Conclusão tão triste quanto lógica: ninguém anda, trava tudo! E mais: por que não reavaliar o tempo destinado à travessia de pedestres? Os direitos de todos precisam ser respeitados.
Sugestão do dr. Adanor é que naquele quarteirão só se permita o estacionamento de um lado. A discutir. Por que não? Meu zeloso vizinho também alerta para veículos estacionados irregularmente na Abílio Soares.
Deixo, ainda, um questionamento: por que "zona azul" para estacionamento pago em inúmeras ruas próximas e até em outros quarteirões da própria rua Santo André e não aqui, coincidentemente, próximo do Sindicato dos Rodoviários?
Por que não? Quem pediu? Quem avaliou? Quem decidiu? Quem implementou? Administração Aidan? Quem mantém? Grana? Quem se beneficia? Justificar que se trata de quarteirão com predominância residencial é piada.
Concluindo: antes de respostas sem consistência, puras balelas, venham checar! E tenham um pingo de humildade para reconhecer possíveis erros. Quando reclamamos, questionamos, alertamos, apenas exercemos nosso sagrado direito à cidadania. Pode ou também dependemos de licença?
Providências já!
"Concordo plenamente com o meu vizinho, Adanor Quadros. Trânsito na rua Santo André está caótico. Além disso, pessoas mal-educadas estacionam na frente das nossas garagens. Quando chamado, quase sempre o Trânsito aparece para multar, mas agentes alegam não ter guincho para rebocar. Especialmente se for conhecido ou figurão frequentador do botequim da esquina". (...)
No dia 14, veio a resposta da Prefeitura de Santo André, por meio do DST (Departamento de Segurança e Trânsito).
"A rua Santo André é via secundária, ligando a rua Guilherme Marconi à Coronel Fernando Prestes. Ressaltamos que não há registro de problemas potenciais nessa via. Quanto ao estacionamento irregular, informamos que, independentemente do local, qualquer reclamação recebida é tratada igualmente pela CMT (Central de Monitoramento de Trânsito). A informação de que não temos guincho disponível não procede, visto que a CMT e os guinchos trabalham 24 horas, sete dias por semana e atendem pelo telefone 0800-7703194".
Como reiterei as afirmações anteriores em nova mensagem ao DGABC mas o texto ainda não foi publicado, tomo a liberdade de repetir, aqui, os fatos verdadeiros, para que não pairem dúvidas.
Não me interessa se a rua Santo André é secundária ou terciária. Movimentação é intensa. É, também, rota alternativa para São Bernardo e outros bairros. Vivo aqui há anos e não tenho por que mentir.
Ao contrário do constante no texto da Prefeitura, há, sim, problemas potenciais que travam o fluxo de veículos. Só não vê quem não quer, não enxerga ou não cumpre o papel que lhe compete como servidor público.
Sugiro reavaliação do comando, inclusive de mão e contramão, e que se cumpra o prometido há mais de oito meses, conforme escreveu o dr. Adanor. Nenhuma providência foi tomada!
Quanto ao estacionamento irregular, nem todas as reclamações são atendidas igualmente pela CMT. Vizinhos residenciais e comerciais já presenciaram o exercício descarado do "jeitinho brasileiro", do "deixa-pra-lá", de vistas grossas com sorriso matreiro, de "engana-trouxa", de certos agentes -- felizmente, poucos, diga-se -- quando o correto seria comparecer ao local e multar sem conversa e sem ver a quem.
Até mesmo por telefone -- conforme outro vizinho, Franklin -- já houve garantias de presença de agentes que nunca aconteceram. Especialmente nas noites de sextas-feiras e nas tardes de sábado, quando o álcool de certos frequentadores entra pela porta e o juízo sai pela janela.
Nós, da rua Santo André e da coronel Ortiz, já somos conhecidos das telefonistas de plantão. "Já sei! É da rua Santo André. Por causa do bar, né? Fica tranquilo. Logo logo eles saem". Repito: principalmente de sexta à noite e sábado à tarde.
Portanto, bem diferente do que afirma a PSA. Quando os agentes vêm até aqui, alguns motoristas são multados, outros conversam e são protegidos. Talvez até convidados para tomar uma caipirinha de banana, laranja e vodka absolut com o prefeito e outros políticos.
Quanto à terceira incoerência, sobre a existência ou não de guinchos, outra fanfarronice, outra afronta. Se o serviço é terceirizado e a empresa contratada não dá conta do recado, que seja punida e/ou substituída. Isso não exime a PSA de responsabilidade.
Minha informação é tão procedente quanto verdadeira Se alguém blefou ou falou como político candidato foi o servidor público de plantão.
O DST sabe, ou deveria saber, que o comprometimento profissional não é unanimidade. Um agente disse isso para minha esposa no feriado de 20 de novembro, uma quarta-feira. Um casal amigo, também vizinho e com o mesmo tipo de transtorno, testemunhou e participou do diálogo.
Fui achar o mal-educado, ligeiramente alcoolizado e cheio de desculpas dantescas, no Botequim Carioca. O nobre proprietário da Ranger prata, placas final 51, foi multado (quero acreditar) mas o agente disse, com todas as letras, que não poderia desobstruir o meu acesso à garagem porque "a Prefeitura não tem guincho".
Sugiro, portanto, que os responsáveis pelo DST e pela CMT não transmitam informações distorcidas, que não se valham de justificativas unilaterais nem de manipulações verbais para confrontar verdades indesmentíveis.
Será que na próxima vez vamos precisar gravar as conversas e identificar o agente público? Se o cara falou besteira, é problema dele. Pode até ser exceção, mas que aconteceu, aconteceu. Portanto, procede, sim, senhores a serviço do poder!
Resposta oficial da Prefeitura soa como muleta semântica. Como lorota, como bazófia a enaltecer serviços "padrão FIFA"! Como farsa deslavada a escamotear mazelas e irresponsabilidades de poucos.
Fica a sugestão para que o Poder Público analise a situação com carinho e isenção. A não fluidez do trânsito deve ser estudada, com alternativas capazes de minimizar o transtorno diário, especialmente em horários de pico e no meio do dia. Não vale querer avaliar durante férias escolares!
Também poderiam estudar o que acontece com aquele estacionamento próximo da Padaria Brasileira. Um veículo para pra entrar, outro pra sair e, coladinho, existe um semáforo de três tempos.
Conclusão tão triste quanto lógica: ninguém anda, trava tudo! E mais: por que não reavaliar o tempo destinado à travessia de pedestres? Os direitos de todos precisam ser respeitados.
Sugestão do dr. Adanor é que naquele quarteirão só se permita o estacionamento de um lado. A discutir. Por que não? Meu zeloso vizinho também alerta para veículos estacionados irregularmente na Abílio Soares.
Deixo, ainda, um questionamento: por que "zona azul" para estacionamento pago em inúmeras ruas próximas e até em outros quarteirões da própria rua Santo André e não aqui, coincidentemente, próximo do Sindicato dos Rodoviários?
Por que não? Quem pediu? Quem avaliou? Quem decidiu? Quem implementou? Administração Aidan? Quem mantém? Grana? Quem se beneficia? Justificar que se trata de quarteirão com predominância residencial é piada.
Concluindo: antes de respostas sem consistência, puras balelas, venham checar! E tenham um pingo de humildade para reconhecer possíveis erros. Quando reclamamos, questionamos, alertamos, apenas exercemos nosso sagrado direito à cidadania. Pode ou também dependemos de licença?
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Enfim, o sonhado título estadual do handebol de Santo André. Valeu, Piazza! Valeu, meninas!
Há títulos e títulos. Alguns são bolas cantadas. Outros, sustentados pelo poder econômico. Também há campeões amparados na arbitragem. Há, até, conquistas creditadas ao tapetão.
Alguns times são campeões na garra, na valentia, na marra. À fórceps, buscando forças quando as esperanças estão por um fio, por um segundo, por um gol, por um tiro de sete metros.
Outras vitórias maiúsculas são consequência de planejamento, organização, técnica, tática e/ou vigor físico. Também há campeões que unem todos esses predicados de grandes vencedores.
Existem títulos procurados, garimpados, e merecidos. Outros, nem tanto. Sorte? Dou pouco crédito à sorte quando o assunto é esporte. Se fosse loteria...
Trabalho, competência, comprometimento, determinação, confiança e inteligência emocional não dão espaço para simples obras do acaso.
Pra ser campeão, muitas vezes, é preciso comer o pão que o diabo amassou. Às vezes, passar fome e sentir sede.
Pra ser campeão, muitas vezes, é preciso abrir mão da família, especialmente esposa e filhos. Amigos são raros. Talvez se limitem aos de trabalho.
Pra ser campeão também existem aqueles que abdicam da saúde, da qualidade de vida. Colesterol, pressão alta, diabetes, hérnia de disco, estresse, gota e infarto viram "inimigos" inevitáveis.
Lazer? Nem pensar! É preciso treinar, treinar e treinar. Se quiser ganhar, um dia. Especialmente quando os orçamentos dos principais adversários têm o peso de um rolo compressor. São um convite à desistência, à desesperança.
Individualidade, vontades pessoais, identidade própria? Esquece! O sonho é ser campeão. Um dia! É preciso lutar, trabalhar, não desistir nunca. Mesmo que a esperança seja remota e que o principal adversário seja um vizinho praticamente invencível.
O primo rico -- nada contra, lógico! -- normalmente não dá oportunidades ao primo pobre. Prefeitura rica com patrocinador forte e profissionais competentes quase sempre são sinônimos de conquistas.
O primo pobre só se lasca. Orçamento geral é pífio. Fatia do handebol é ridícula. Patrocinador? Piada! Parece agulha no palheiro. Tão raro quanto santinhos na Papuda.
Apesar de todas as limitações, o handebol feminino de Santo André acaba de conquistar um título estadual com cara de ineditismo. Não é, mas parece. Poucos sabem, mas no longínquo 1995 o Santo André Clube repartiu a conquista com o Clube Recreativo Maxion, de São Bernardo.
Ultimamente, Santo André só batia na trave. De 2009 a 2012 foram quatro vices. Por sete anos seguidos, só deu São Bernardo. Méritos indiscutíveis da Metodista comandada por Eduardo Carlone com a supervisão do competente amigo Alberto "Handebol" Rigollo.
No último sábado, no ginásio de Camilópolis, Santo André perdeu de São José dos Campos ( 19 a 26), mas ficou com o título do Superpaulistão porque venceu o primeiro jogo, fora, por 26 a 19.
Estava mesmo na hora! Melhor, passava da hora! Finalmente, o primo pobre saboreou uma conquista com o doce sabor de inédita. Se possível, eu daria duas medalhas de ouro para o professor Rubens Piazza.
Guardadas as devidas proporções estruturais e econômicas, Piazza está para o handebol de Santo André assim como Alberto Rigollo está para o da Metodista/São Bernardo.
Ele é o cara! O treinador respira handebol há mais de três décadas. Não é perfeito, mas exercita uma dedicação incansável, exemplar.
Piazza já foi criticado, escanteado, questionado, quase humilhado. Para muitos, não tinha status para dirigir um grande time. Como, se jamais lhe ofereceram verba, estrutura e elenco para ganhar a medalha de ouro?
Além de salários atrasados que motivaram até greve das atletas, até bola chegou a faltar. Situação vergonhosa para o Poder Público mas que não desmotivou o grupo em busca do triunfo maior.
Ao lado de Arch, Marcão, Adauto e cia bela, Rubens Piazza enfim colhe o fruto de um trabalho árduo, calcado no comprometimento e na esperança de todos.
Ao lado de Aline, Duda, Flávia Vidal e outras meninas-feras, meninas guerreiras, Piazza tem a honra de saborear um título conquistado com méritos indiscutíveis.
Mesmo sem patrocinador e sem o devido respeito do Poder Público, que sempre fez pouco mais que o mínimo, sempre olhou a modalidade com certo desdém, o grupo comandado por Piazza chegou ao topo estadual.
Que em 2014, com a anunciada secretaria específica, o handebol e o Esporte de Santo André voltem a ser respeitados. Com orçamento digno -- fala-se em 57 milhões -- e pessoas competentes e comprometidas -- a conferir -- , é possível sonhar. É possível voltar a brilhar!
Piazza, você é o técnico, o líder, o cara! Obrigado! Estenda os cumprimentos e os louros da vitória às meninas e ao grupo de trabalho.
Sinta-se abraçado por uma cidade. Ao menos pelos verdadeiros esportistas. Aqueles que não lhe negarão respeito e aplausos.
Se tiver de chorar, chore lágrimas de felicidade, lágrimas de um verdadeiro campeão. E cuidado com o coração!
Alguns times são campeões na garra, na valentia, na marra. À fórceps, buscando forças quando as esperanças estão por um fio, por um segundo, por um gol, por um tiro de sete metros.
Outras vitórias maiúsculas são consequência de planejamento, organização, técnica, tática e/ou vigor físico. Também há campeões que unem todos esses predicados de grandes vencedores.
Existem títulos procurados, garimpados, e merecidos. Outros, nem tanto. Sorte? Dou pouco crédito à sorte quando o assunto é esporte. Se fosse loteria...
Trabalho, competência, comprometimento, determinação, confiança e inteligência emocional não dão espaço para simples obras do acaso.
Pra ser campeão, muitas vezes, é preciso comer o pão que o diabo amassou. Às vezes, passar fome e sentir sede.
Pra ser campeão, muitas vezes, é preciso abrir mão da família, especialmente esposa e filhos. Amigos são raros. Talvez se limitem aos de trabalho.
Pra ser campeão também existem aqueles que abdicam da saúde, da qualidade de vida. Colesterol, pressão alta, diabetes, hérnia de disco, estresse, gota e infarto viram "inimigos" inevitáveis.
Lazer? Nem pensar! É preciso treinar, treinar e treinar. Se quiser ganhar, um dia. Especialmente quando os orçamentos dos principais adversários têm o peso de um rolo compressor. São um convite à desistência, à desesperança.
Individualidade, vontades pessoais, identidade própria? Esquece! O sonho é ser campeão. Um dia! É preciso lutar, trabalhar, não desistir nunca. Mesmo que a esperança seja remota e que o principal adversário seja um vizinho praticamente invencível.
O primo rico -- nada contra, lógico! -- normalmente não dá oportunidades ao primo pobre. Prefeitura rica com patrocinador forte e profissionais competentes quase sempre são sinônimos de conquistas.
O primo pobre só se lasca. Orçamento geral é pífio. Fatia do handebol é ridícula. Patrocinador? Piada! Parece agulha no palheiro. Tão raro quanto santinhos na Papuda.
Apesar de todas as limitações, o handebol feminino de Santo André acaba de conquistar um título estadual com cara de ineditismo. Não é, mas parece. Poucos sabem, mas no longínquo 1995 o Santo André Clube repartiu a conquista com o Clube Recreativo Maxion, de São Bernardo.
Ultimamente, Santo André só batia na trave. De 2009 a 2012 foram quatro vices. Por sete anos seguidos, só deu São Bernardo. Méritos indiscutíveis da Metodista comandada por Eduardo Carlone com a supervisão do competente amigo Alberto "Handebol" Rigollo.
No último sábado, no ginásio de Camilópolis, Santo André perdeu de São José dos Campos ( 19 a 26), mas ficou com o título do Superpaulistão porque venceu o primeiro jogo, fora, por 26 a 19.
Estava mesmo na hora! Melhor, passava da hora! Finalmente, o primo pobre saboreou uma conquista com o doce sabor de inédita. Se possível, eu daria duas medalhas de ouro para o professor Rubens Piazza.
Guardadas as devidas proporções estruturais e econômicas, Piazza está para o handebol de Santo André assim como Alberto Rigollo está para o da Metodista/São Bernardo.
Ele é o cara! O treinador respira handebol há mais de três décadas. Não é perfeito, mas exercita uma dedicação incansável, exemplar.
Piazza já foi criticado, escanteado, questionado, quase humilhado. Para muitos, não tinha status para dirigir um grande time. Como, se jamais lhe ofereceram verba, estrutura e elenco para ganhar a medalha de ouro?
Além de salários atrasados que motivaram até greve das atletas, até bola chegou a faltar. Situação vergonhosa para o Poder Público mas que não desmotivou o grupo em busca do triunfo maior.
Ao lado de Arch, Marcão, Adauto e cia bela, Rubens Piazza enfim colhe o fruto de um trabalho árduo, calcado no comprometimento e na esperança de todos.
Ao lado de Aline, Duda, Flávia Vidal e outras meninas-feras, meninas guerreiras, Piazza tem a honra de saborear um título conquistado com méritos indiscutíveis.
Mesmo sem patrocinador e sem o devido respeito do Poder Público, que sempre fez pouco mais que o mínimo, sempre olhou a modalidade com certo desdém, o grupo comandado por Piazza chegou ao topo estadual.
Que em 2014, com a anunciada secretaria específica, o handebol e o Esporte de Santo André voltem a ser respeitados. Com orçamento digno -- fala-se em 57 milhões -- e pessoas competentes e comprometidas -- a conferir -- , é possível sonhar. É possível voltar a brilhar!
Piazza, você é o técnico, o líder, o cara! Obrigado! Estenda os cumprimentos e os louros da vitória às meninas e ao grupo de trabalho.
Sinta-se abraçado por uma cidade. Ao menos pelos verdadeiros esportistas. Aqueles que não lhe negarão respeito e aplausos.
Se tiver de chorar, chore lágrimas de felicidade, lágrimas de um verdadeiro campeão. E cuidado com o coração!
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