Lula; Dirceu, Dilma, Genuíno e Carvalho; Sarney, Maluf, Roriz e Costa Neto: Collor (Rebelo) e Delúbio. Sim, parece um time com 11 jogadores. Sim, é mesmo um time. E montado no tradicional 4-4-2.
O técnico não é Luiz Felipe Scolari. O capitão não é Thiago Silva. O goleiro não é Júlio César. O artilheiro não é Fred. O craque não é Neymar. O adversário não é a Itália. Tampouco a Espanha.
O "timão" é dirigido e capitaneado por um tal Lula, que deixou a presidência do clube sem jamais ter deixado de mandar como presidente, diretor e todos os demais cargos de relevância na agremiação vermelha.
A equipe é formada por gente que parece fingir que as manifestações da torcida brasileira não estão pipocando em todos os Estados. Alguns parecem juvenis, estreantes. Ou seriam macacos velhos, formados na faculdade da malandragem? Simulam não entender o por que de tanto barulho. "Não é comigo".
Será que a Paulista está lotada por mais um belo gol do menino-monstro de canelas finas contratado pelo Barcelona? Será que a Avenida Getúlio Vargas vibra porque Júlio César defendeu um pênalti cobrado por Balotelli ou porque David Luiz salvou o gol de Iniesta sobre a linha fatal?
Por que será que Salvador está em festa, lotando ruas e avenidas com bandeiras, cartazes e caras pintadas? Com certeza, não é porque a Seleção Brasileira tem tudo para decidir o título do evento pré-Copa.
Brasília também é um burburinho só. Bombas, palavras de ordem, morteiros, rojões, gás lacrimogênio, balas de borracha e fogos de artifício cobrem o céu da maior casa de shows do Brasil. Ali, bem pertinho do monumental Estádio Mané Garrincha, vândalos fazem a festa.
Isso mesmo, o Mané Garrincha custou o olho da cara -- que roubalheira, mais de um bilhão de reais -- e não vai servir pra nada. Só que agora não adianta chorar o leite derramado. A FIFA é um propinoduto internacional, mas não obrigou o governo brasileiro a promover nada.
Responsabilidade é também do senhor Lula e dos nobres governadores. Independente de partido político, todos são semelhantes na arte da incompetência, foram a favor e queriam tirar uma casquinha. E que casquinha! Construtoras e políticos jogam no mesmo time. Acho!
Antes tarde do que nunca, contestar os investimentos/financiamentos estranhos em arenas. Só que, repito, na hora errada. Tínhamos de meter a boca no trombone quando os donos do Brasil anunciaram intenção de promover os torneios e viraram cúmplices da FIFA.
Voltando ao "jogo". Se depender da opinião de Aldo Rebello e Gilberto Carvalho, o ministro que um dia foi secretário da Prefeitura de Santo André, não está acontecendo nada de errado nas ruas de Fortaleza.
Os gritos e vaias dos cearenses no entorno do Castelão só aconteceram porque Felipão insiste em escalar Hulk e deixar os meninos Lucas e Bernard na reserva. Outros "torcedores" protestavam porque o treinador prefere Fred aos gols de Jô. Isso segundo a visão caolha de Gilberto Carvalho, um lateral-esquerdo limitado.
No Recife não foi diferente. Todo aquele pessoal nas ruas. Que maravilha! Carnaval antecipado pela democracia, segundo Delúbio e Zé Dirceu, aquele da "quadrilha" de festa junina desbaratada pelo Supremo. "Olha a chuva!". E todos recolhem as moedas, os "centavinhos".
Lá, assim como em Belo Horizonte, a multidão -- alguns marginais pecaram pela violência -- não foi às ruas para reivindicar melhores serviços sociais, melhores rodovias, melhores escolas, mais hospitais, mais segurança e salários mais dignos para professores e aposentados. Garantia de quem é retrato perfeito da empáfia: Collor, o reeleito.
Afinal, num momento histórico, ninguém se manifesta contra a impunidade, contra a gestão fraudulenta dos recursos públicos. Tampouco contestam a PEC 37 que quer tirar o poder investigativo do Ministério Público. É proibido falar das propinas ou das viagens de uma tal Rose, provavelmente bancadas por um tal Lilus.
Pernambucanos e mineiros são fanáticos, na visão de Sarney, Genuíno e Maluf. Aplaudem até lateral. Sonham com um futuro melhor. Vibram só de imaginar a arrancada de Paulinho rumo ao gol, deixando vários mexicanos para trás.
A torcida -- apartidária e de todas as idades -- gostou tanto do lance e do gol de Jô que não se conteve de emoção; foi comemorar, nobres asseclas da zagueirona Dilma! Simplesmente, só por isso foi às ruas.
Ou será que houve mais algum motivo que tenha passado despercebido pelos "incontestáveis" donos de todas as verdades que lhes interessam? Talvez fosse apenas o reflexo de uma popularidade fabricada pelo poder e desmascarada pelas vaias direcionadas à presidente do mais perfeito dos mundos.
Quanto cinismo! Quanta imunidade! Quanta dissimulação! Quanta autossuficiência! Quanta irresponsabilidade! Quantos cargos/moedas de troca! Quanta incompetência! Quanta mentira! Quanta roubalheira! Quanta corrupção! Quanta impunidade!
Sem querer, eis um time de motivos mais que suficientes para lembrar o ministro -- que quase virou padre -- de que não somos santinhos nem vaquinhas de presépio. Tampouco cordeirinhos ou idiotas juramentados.
Quer saber? Às favas os dribles, os gols, os títulos e as opiniões desse time de babacas que se intitulam o suprassumo da esperteza, também conhecida como safadeza ou farsa institucionalizada. Chega de omissão, de comodismo, de covardia.
Sem máscara, algum deles tem moral pra falar de "futebol"? Então, basta!!!
sexta-feira, 21 de junho de 2013
terça-feira, 18 de junho de 2013
Blatter, Del Nero e cia; soberba inconcebível
"Foram quantos? Mil? Tem 199 milhões de brasileiros trabalhando e esses querendo atrapalhar. O povo brasileiro é tranquilo. Já, já, vai entender que a Copa é o maior evento do mundo. Vamos falar de futebol?".
Assim se expressou Marco Polo del Nero, presidente da Federação Paulista e vice da Confederação Brasileira de Futebol após as manifestações contra vultosos investimentos para se promover a Copa das Confederações e na construção de 12 arenas (quatro elefantes-brancos) para a Copa do Mundo.
Mas, pensando bem, como esperar algo diferente de alguém tão bossal e prepotente. Mais um dependente químico das benesses proporcionadas pelos tentáculos do poder. Tentáculos e tetas cheias, diga-se.
Afinal, Del Nero joga no mesmo time de João Havelange, Joseph Blatter, Ricardo Teixeira, José Maria Marin, Jerome Valcke, Nicolaz Leoz e outros dirigentes do futebol cujo sobrenome é enriquecimento fácil e provavelmente ilícito.
Com a palavra, o senhor Havelange. Endeusado por um cordão de puxa-sacos interminável enquanto enricava às custas do futebol. No caso de Del Nero, utopia seria esperar atitude diferente, digna, de quem faz do cinismo e da desfaçatez uma rotina irritante, quase sempre regada a champagne francês.
Como querer coerência e humildade de quem come ou já comeu na mesma mesa farta de Renato Pera, Ari Graça, Carlos Arthur Nuzman, Tony Chakmati, Roberto Gesta, Ciro Fontão, Luiz Boselli, Coaracy Nunes e outros coronéis do esporte.
O nobre Marco Polo del Nero empina o queixo, capricha no vestuário, exagera no perfume importado e desfila soberba, como se fosse intocável e dono da verdade, sem admitir o contraditório.
Del Nero se alia à empáfia do presidente da FIFA, Joseph Blatter, para quem as manifestações ( por muito mais que 20 centavos nas passagens e contra os investimentos ligados às copas) servem apenas para o brasileiro "aparecer, usando o futebol como plataforma para a imprensa mundial".
Os "nobres" preferem investimentos bilionários em arenas de última geração, muitas delas fadadas a se tornar verdadeiros elefantes-brancos. Nós, brasileiros simples, tão distantes da classe A quanto dos contemplados com o assistencialismo eleitoral, queremos muito mais que pão e circo.
Queremos mais que belas arenas e futebol campeão do mundo. Exigimos respeito. Somos apenas meio trouxas. Portanto, não inteiramente imbecis. Queremos decência política e da sociedade como um todo. Queremos saúde, infra-estrutura e educação de primeiro mundo.
Queremos segurança, emprego, saneamento básico, moradia digna, salário justo e tratamento digno aos aposentados. Queremos o fim de privilégios e da impunidade a políticos e servidores públicos corruptos.
Queremos cadeia para os mensaleiros, seus comparsas e seus chefes, aqueles que se julgam donos do Brasil e dos brasileiros. Queremos consideração e direito à liberdade de expressão como cidadãos comuns.
Apenas isso, senhor Del Nero. Sem vaidades. Sem autoritarismo. E também sem submissão aos caprichos do poder tão valorizado por pessoas da sua laia, da sua estirpe, do seu caráter. Sua soberba é inconcebível para um povo tão sofrido.
P.S: manifestações que ganham o País são legítimas, desde que sem vandalismo e violência. Polícia Militar paulista não pode ser truculenta com a maioria que apenas reivindica e frouxa com alguns vândalos que promovem quebra-quebra estratégico para depois saquear. Bandido tem de ser tratado como bandido, caro secretário da Segurança Pública. Sem omissão, como ontem.
Assim se expressou Marco Polo del Nero, presidente da Federação Paulista e vice da Confederação Brasileira de Futebol após as manifestações contra vultosos investimentos para se promover a Copa das Confederações e na construção de 12 arenas (quatro elefantes-brancos) para a Copa do Mundo.
Mas, pensando bem, como esperar algo diferente de alguém tão bossal e prepotente. Mais um dependente químico das benesses proporcionadas pelos tentáculos do poder. Tentáculos e tetas cheias, diga-se.
Afinal, Del Nero joga no mesmo time de João Havelange, Joseph Blatter, Ricardo Teixeira, José Maria Marin, Jerome Valcke, Nicolaz Leoz e outros dirigentes do futebol cujo sobrenome é enriquecimento fácil e provavelmente ilícito.
Com a palavra, o senhor Havelange. Endeusado por um cordão de puxa-sacos interminável enquanto enricava às custas do futebol. No caso de Del Nero, utopia seria esperar atitude diferente, digna, de quem faz do cinismo e da desfaçatez uma rotina irritante, quase sempre regada a champagne francês.
Como querer coerência e humildade de quem come ou já comeu na mesma mesa farta de Renato Pera, Ari Graça, Carlos Arthur Nuzman, Tony Chakmati, Roberto Gesta, Ciro Fontão, Luiz Boselli, Coaracy Nunes e outros coronéis do esporte.
O nobre Marco Polo del Nero empina o queixo, capricha no vestuário, exagera no perfume importado e desfila soberba, como se fosse intocável e dono da verdade, sem admitir o contraditório.
Del Nero se alia à empáfia do presidente da FIFA, Joseph Blatter, para quem as manifestações ( por muito mais que 20 centavos nas passagens e contra os investimentos ligados às copas) servem apenas para o brasileiro "aparecer, usando o futebol como plataforma para a imprensa mundial".
Os "nobres" preferem investimentos bilionários em arenas de última geração, muitas delas fadadas a se tornar verdadeiros elefantes-brancos. Nós, brasileiros simples, tão distantes da classe A quanto dos contemplados com o assistencialismo eleitoral, queremos muito mais que pão e circo.
Queremos mais que belas arenas e futebol campeão do mundo. Exigimos respeito. Somos apenas meio trouxas. Portanto, não inteiramente imbecis. Queremos decência política e da sociedade como um todo. Queremos saúde, infra-estrutura e educação de primeiro mundo.
Queremos segurança, emprego, saneamento básico, moradia digna, salário justo e tratamento digno aos aposentados. Queremos o fim de privilégios e da impunidade a políticos e servidores públicos corruptos.
Queremos cadeia para os mensaleiros, seus comparsas e seus chefes, aqueles que se julgam donos do Brasil e dos brasileiros. Queremos consideração e direito à liberdade de expressão como cidadãos comuns.
Apenas isso, senhor Del Nero. Sem vaidades. Sem autoritarismo. E também sem submissão aos caprichos do poder tão valorizado por pessoas da sua laia, da sua estirpe, do seu caráter. Sua soberba é inconcebível para um povo tão sofrido.
P.S: manifestações que ganham o País são legítimas, desde que sem vandalismo e violência. Polícia Militar paulista não pode ser truculenta com a maioria que apenas reivindica e frouxa com alguns vândalos que promovem quebra-quebra estratégico para depois saquear. Bandido tem de ser tratado como bandido, caro secretário da Segurança Pública. Sem omissão, como ontem.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Circuito Popular do DGABC veio pra ficar. Tomara!
Pode soar como precipitação, mas não tenho nenhuma dúvida. O 1º Circuito Popular de Corrida de Rua do Grande ABC não é sazonal nem eleitoral. Veio pra ficar.
Promoção encabeçada pelo Diário do Grande ABC em parceria com a Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude do Estado de São Paulo, com organização da Federação Paulista de Atletismo, tem tudo para dar certo.
Com taxa de inscrição acessível a todos, divulgação, patrocínio e organização de primeira grandeza, as sete etapas do circuito vão agradar em cheio a população. Principalmente aquele atleta que não tem condições de pagar os valores exorbitantes cobrados por aí. Virou um mercadão!
Primeira etapa aconteceu domingo em São Caetano, na avenida Kennedy. Lógico que nem tudo foi perfeito. Nem precisava. Só não participei porque já havia marcado viagem para a histórica São Luiz do Paraitinga, dona de patrimônio arquitetônico invejável.
Passeio pelas belas montanhas, matas, trilhas, rios e cachoeiras do Parque Estadual da Serra do Mar (Núcleo Santa Virgínia) é imperdível. Mergulhar ao encontro de pirapitingas (peixes endêmicos da região) nas águas límpidas do Paraibuna não é pra qualquer um.
Desde 1977, são 315 mil hectares de uma riqueza de espécies animais e vegetais de fazer inveja e nos lembrar da importância da preservação de ecossistemas que nos dão qualidade de vida. Bem diferente do nosso judiado Grande ABC.
Voltando à essência (?) do texto. Como dizia, não participei da prova. Mas é possível que volte a correr na etapa de Rio Grande da Serra e nas outras cidades da região. Afinal, 10 quilômetros não matam ninguém à beira do sessentão.
Evento promovido pelo DGABC deveria ser exemplo para todo o Estado. Se é que a secretaria estadual já não estendeu sem tentáculos -- no caso, do bem, desde que não haja politicagem
escancarada -- para o Litoral e o Interior. Seria muito legal.
Independente de partidos políticos, conchavos, marketing e o abusivo e outros interesses, o circuito cheira a povão. E isso é bom num país em que roubalheira deslavada e o assistencialismo barato viraram sinônimo de lugar-comum.
E pensar que o evento -- em várias modalidades -- tem sido sugerido às prefeituras da região há pelo menos três décadas... Antes tarde do que nunca. E sem o Poder Público, onde tudo parece ser comparado a um parto.
Promoção encabeçada pelo Diário do Grande ABC em parceria com a Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude do Estado de São Paulo, com organização da Federação Paulista de Atletismo, tem tudo para dar certo.
Com taxa de inscrição acessível a todos, divulgação, patrocínio e organização de primeira grandeza, as sete etapas do circuito vão agradar em cheio a população. Principalmente aquele atleta que não tem condições de pagar os valores exorbitantes cobrados por aí. Virou um mercadão!
Primeira etapa aconteceu domingo em São Caetano, na avenida Kennedy. Lógico que nem tudo foi perfeito. Nem precisava. Só não participei porque já havia marcado viagem para a histórica São Luiz do Paraitinga, dona de patrimônio arquitetônico invejável.
Passeio pelas belas montanhas, matas, trilhas, rios e cachoeiras do Parque Estadual da Serra do Mar (Núcleo Santa Virgínia) é imperdível. Mergulhar ao encontro de pirapitingas (peixes endêmicos da região) nas águas límpidas do Paraibuna não é pra qualquer um.
Desde 1977, são 315 mil hectares de uma riqueza de espécies animais e vegetais de fazer inveja e nos lembrar da importância da preservação de ecossistemas que nos dão qualidade de vida. Bem diferente do nosso judiado Grande ABC.
Voltando à essência (?) do texto. Como dizia, não participei da prova. Mas é possível que volte a correr na etapa de Rio Grande da Serra e nas outras cidades da região. Afinal, 10 quilômetros não matam ninguém à beira do sessentão.
Evento promovido pelo DGABC deveria ser exemplo para todo o Estado. Se é que a secretaria estadual já não estendeu sem tentáculos -- no caso, do bem, desde que não haja politicagem
escancarada -- para o Litoral e o Interior. Seria muito legal.
Independente de partidos políticos, conchavos, marketing e o abusivo e outros interesses, o circuito cheira a povão. E isso é bom num país em que roubalheira deslavada e o assistencialismo barato viraram sinônimo de lugar-comum.
E pensar que o evento -- em várias modalidades -- tem sido sugerido às prefeituras da região há pelo menos três décadas... Antes tarde do que nunca. E sem o Poder Público, onde tudo parece ser comparado a um parto.
domingo, 9 de junho de 2013
Brasil: 3 a 0 com erros e acertos em tempos distintos
Seleção Brasileira acaba de quebrar tabu de 21 anos ao derrotar a França por 3 a 0 em Porto Alegre. Amistoso foi preparatório à Copa das Federações, onde o Brasil estreia sábado contra o Japão.
Time de Luiz Felipe Scolari encontrou adversário aplicado na marcação, com cinco jogadores (três volantes de ofício) no meio-campo e apenas um atacante. Por isso, na primeira etapa, teve flagrantes dificuldades de criação, penetração e conclusão contundente.
Estático, taticamente conservador, sem ultrapassagens dos laterais e tampouco triangulações pelas beiradas do campo, o Brasil insistiu num 4-2-1-3 inócuo por falta de mobilidade, sincronia e consistência.
No segundo tempo a França manteve o posicionamento armado para o contragolpe, mas perdeu a saída de bola em velocidade e ameaçou pouco. Preferência defensiva e fragilidade ofensiva ficaram mais visíveis após as substituições.
Já a Seleção Brasileira se movimentou mais, adiantou a marcação, pressionou a saída de bola (Paulinho não ficou tão preso) e liberou bem mais os laterais, facilitando as infiltrações e as chegadas verticais, em diagonal.
Com mais espaços, marcou com Oscar (Luiz Gustavo fez falta no nascedouro do contragolpe puxado por Fred pela esquerda) e depois administrou. Perdeu intensidade especialmente quando Felipão optou por três volantes ao trocar o meia-atacante Oscar por Fernando, um exímio cão de guarda.
Em compensação, pouco depois, liberou Paulinho, que puxou o contragolpe que originou o gol de Hernanes, mais armador, obviamente, do que Luiz Gustavo. Não seria mais sensato, então, colocar Fernando no lugar do jogador do Bayern e Hernanes no de Oscar ou mesmo Paulinho?
No finalzinho, de pênalti, Lucas fez o terceiro gol brasileiro. Contra-ataque foi puxado por Marcelo, que fez a diagonal da esquerda para o meio e sofreu o falta fatal. Felipão já havia trocado Paulinho por Dante e adiantado David Luiz para volante.
Ainda houve tempo para a torcida gaúcha vaiar Neymar ao jogador do Barcelona ser substituído por Bernard. Assim como o torcedor gremista (jogo foi na Arena do Grêmio) vaiou Oscar, ex-Inter, e depois exultou Fernando. Bairrismo compreensível.
De 0 a 10, nota 7,25 para a Seleção Brasileira ( 6,0 no primeiro tempo e 8,5 no segundo), 6,5 para Felipão, 8,0 para Oscar, 7,5 para Marcelo, 7,0 para Neymar e 6,75 para Paulinho.
Time de Luiz Felipe Scolari encontrou adversário aplicado na marcação, com cinco jogadores (três volantes de ofício) no meio-campo e apenas um atacante. Por isso, na primeira etapa, teve flagrantes dificuldades de criação, penetração e conclusão contundente.
Estático, taticamente conservador, sem ultrapassagens dos laterais e tampouco triangulações pelas beiradas do campo, o Brasil insistiu num 4-2-1-3 inócuo por falta de mobilidade, sincronia e consistência.
No segundo tempo a França manteve o posicionamento armado para o contragolpe, mas perdeu a saída de bola em velocidade e ameaçou pouco. Preferência defensiva e fragilidade ofensiva ficaram mais visíveis após as substituições.
Já a Seleção Brasileira se movimentou mais, adiantou a marcação, pressionou a saída de bola (Paulinho não ficou tão preso) e liberou bem mais os laterais, facilitando as infiltrações e as chegadas verticais, em diagonal.
Com mais espaços, marcou com Oscar (Luiz Gustavo fez falta no nascedouro do contragolpe puxado por Fred pela esquerda) e depois administrou. Perdeu intensidade especialmente quando Felipão optou por três volantes ao trocar o meia-atacante Oscar por Fernando, um exímio cão de guarda.
Em compensação, pouco depois, liberou Paulinho, que puxou o contragolpe que originou o gol de Hernanes, mais armador, obviamente, do que Luiz Gustavo. Não seria mais sensato, então, colocar Fernando no lugar do jogador do Bayern e Hernanes no de Oscar ou mesmo Paulinho?
No finalzinho, de pênalti, Lucas fez o terceiro gol brasileiro. Contra-ataque foi puxado por Marcelo, que fez a diagonal da esquerda para o meio e sofreu o falta fatal. Felipão já havia trocado Paulinho por Dante e adiantado David Luiz para volante.
Ainda houve tempo para a torcida gaúcha vaiar Neymar ao jogador do Barcelona ser substituído por Bernard. Assim como o torcedor gremista (jogo foi na Arena do Grêmio) vaiou Oscar, ex-Inter, e depois exultou Fernando. Bairrismo compreensível.
De 0 a 10, nota 7,25 para a Seleção Brasileira ( 6,0 no primeiro tempo e 8,5 no segundo), 6,5 para Felipão, 8,0 para Oscar, 7,5 para Marcelo, 7,0 para Neymar e 6,75 para Paulinho.
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Neymar, o melhor dos mundos
Está sacramentado! Neymar é mesmo do Barcelona! Foi o time certo, para o país certo, no momento certo e por muito dinheiro.
Por que time certo? Porque o rico Barcelona, embora não tenha chegado à decisão da importantíssima Ligas dos Campeões da Europa, ainda é um dos melhores do mundo e sempre foi um aconchego para os craques brasileiros.
Deixou de ser o mesmo após a saída de Pepe Guardiola -- agora no Bayern campeão --, mas mantém a filosofia da posse e do toque de bola envolvente. Têm faltado, no entanto, objetividade e contundência. Além de um zagueiro do nível de Thiago Silva.
Ao lado de Messi, Iniesta, Fàbregas e Xavi, quatro dos melhores jogadores do mundo, Neymar vai formar um quinteto excepcional. Por isso está no time certo. Bem diferente do limitado Santos atual, onde até mesmo o técnico Muricy parecia conformado e acomodado coma neymardependência.
Por que país certo? Porque o rápido futebol espanhol sempre esteve mais próximo da leveza latina do que da rigidez de alemães, italianos e ingleses, onde a marcação e a força ainda são marcantes. Apesar de já não serem tão rígidas como há duas ou três décadas.
Será que Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo, Romário e Rivaldo seriam os melhores do mundo jogando na Alemanha, na Itália ou na Inglaterra, diante de aplicação tática e sistemas defensivos bem mais ostensivos do que na Espanha?
Ao lado de Messi e cia, sem o peso de ter de carregar o time nas costas, Neymar será apenas mais um. E que mais um! Um monstro de canelas finas que vai provocar terremotos e diarreias pelo setor esquerdo do ataque catalão. Imaginem aquelas diagonais mortais em direção ao gol!
Por que o momento certo? Porque o menino já não aguentava mais. Estava ficando maior do que o próprio Santos e muitos o cobravam como se seu talento fosse invencível. Solitário, mas humano, dava dó.
Por isso, e por muita grana, decidiu agora, com predominância do coração e atrás de um sonho de infância. Por isso o melhor dos mundos. O melhor time (ainda ou voltará a ser rapidamente com o nosso gênio?), ao lado melhor jogador do mundo.
Para quem queria Neymar sempre perto, no futebol brasileiro, fica a lembrança de que o veremos a todo momento pela TV. Vai deitar e rolar no futebol espanhol. Vai pular miudinho no alto nível da Liga dos Campeões.
Acho, até, que Neymar vai deixar de querer ser malandro e forçar faltas em situações nada claras. O futebol europeu não permite encenações. Por isso o agora companheiro de Messi tem tudo para ser ainda melhor e mais eficiente quando jogar pela Seleção Brasileira.
Por que time certo? Porque o rico Barcelona, embora não tenha chegado à decisão da importantíssima Ligas dos Campeões da Europa, ainda é um dos melhores do mundo e sempre foi um aconchego para os craques brasileiros.
Deixou de ser o mesmo após a saída de Pepe Guardiola -- agora no Bayern campeão --, mas mantém a filosofia da posse e do toque de bola envolvente. Têm faltado, no entanto, objetividade e contundência. Além de um zagueiro do nível de Thiago Silva.
Ao lado de Messi, Iniesta, Fàbregas e Xavi, quatro dos melhores jogadores do mundo, Neymar vai formar um quinteto excepcional. Por isso está no time certo. Bem diferente do limitado Santos atual, onde até mesmo o técnico Muricy parecia conformado e acomodado coma neymardependência.
Por que país certo? Porque o rápido futebol espanhol sempre esteve mais próximo da leveza latina do que da rigidez de alemães, italianos e ingleses, onde a marcação e a força ainda são marcantes. Apesar de já não serem tão rígidas como há duas ou três décadas.
Será que Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo, Romário e Rivaldo seriam os melhores do mundo jogando na Alemanha, na Itália ou na Inglaterra, diante de aplicação tática e sistemas defensivos bem mais ostensivos do que na Espanha?
Ao lado de Messi e cia, sem o peso de ter de carregar o time nas costas, Neymar será apenas mais um. E que mais um! Um monstro de canelas finas que vai provocar terremotos e diarreias pelo setor esquerdo do ataque catalão. Imaginem aquelas diagonais mortais em direção ao gol!
Por que o momento certo? Porque o menino já não aguentava mais. Estava ficando maior do que o próprio Santos e muitos o cobravam como se seu talento fosse invencível. Solitário, mas humano, dava dó.
Por isso, e por muita grana, decidiu agora, com predominância do coração e atrás de um sonho de infância. Por isso o melhor dos mundos. O melhor time (ainda ou voltará a ser rapidamente com o nosso gênio?), ao lado melhor jogador do mundo.
Para quem queria Neymar sempre perto, no futebol brasileiro, fica a lembrança de que o veremos a todo momento pela TV. Vai deitar e rolar no futebol espanhol. Vai pular miudinho no alto nível da Liga dos Campeões.
Acho, até, que Neymar vai deixar de querer ser malandro e forçar faltas em situações nada claras. O futebol europeu não permite encenações. Por isso o agora companheiro de Messi tem tudo para ser ainda melhor e mais eficiente quando jogar pela Seleção Brasileira.
sábado, 25 de maio de 2013
Deu Bayern na redenção de Robben
Ganhou o Bayern! Com méritos indiscutíveis. Ganhou o futebol! Como era de se esperar, Borússia Dortmund e Bayern de Munique fizeram uma decisão da Liga dos Campeões da Europa digna de campeões.
Vitória de 2 a 1,agora há pouco em Londres, faz com que o Bayern chegue ao quinto título continental. E mostra, mais uma vez, que a mesma bola é soberana para punir e premiar.
A mesma bola que puniu Robben na última Copa do Mundo e na final da Liga dos Campeões, quando ele perdeu pênalti diante do Chelsea, o premiou com um gol e uma assistência letal.
Como o tempo é o senhor da razão, o vilão de ontem é o herói de hoje. Acusado de tremer, de amarelar, nos momentos decisivos, o holandês dá a volta por cima e faz do Bayern um legítimo campeão.
Borússia só foi superior, mesmo e muito, nos primeiros 25 minutos. Intenso, veloz e determinado a pressionar com ou sem a posse de bola, o time de Jurgen Klopp afogou um Bayern assustado, que não conseguia tocar a bola e se via obrigado a quebrá-la com chutões.
Além de defender e atacar em bloco, com muita gente, Borússia se baseava num 4-2-3-1 com mais cara de 4-2-2-2, já que Reus encostava em Lewandowiski, enquanto que Kuba e Grosskreutz marcavam as subidas dos laterais Lahm e Alaba.
Neste período de superioridade o Borússia ameaçou com Lewandowiski, Kuba e Reus, mas se assustou e começou a perder o domínio quando Mandzukic acertou uma cabeçada no travessão.
Weidenfeller desviou, assim como apareceu de forma brilhante aos 30 minutos para abafar a conclusão de Robben.
Aos 35, quando o Bayern já se impunha com alternância de ritmo e melhor toque de bola, foi a vez de Neuer defender o chute de Lewandowiski. Antes do final do primeiro tempo, aos 42 minutos, Robben voltou a desperdiçar ao chutar no rosto do goleiro após falha de Hummels.
O segundo tempo voltou com o Bayern menos intenso e sem as rédeas do jogo. Mesmo sem correr tantos riscos quanto no início do jogo, o time bávaro permitiu que o Borússia equilibrasse as ações nos primeiros 10 minutos.
O Bayern já estava um pouco melhor e liberava os laterais e os meias quando perdeu boa oportunidade com Martínez aos 13 minutos. Um minuto depois, no entanto, começou a redenção de Robben. Ele recebeu do desafeto Ribèry pela esquerda, foi ao fundo e cruzou para Mandzukic desviar sem dificuldades e fazer 1 a 0. Festa vermelha em Wembley.
Sem brilhantismo, mas com a peculiar determinação, o Borússia encontrou forças para empatar aos 23 minutos, quando o brasileiro e selecionado Dante fez pênalti infantil em Reus e poderia ter deixado a decisão como vilão.
Gundogan bateu com categoria e empatou. Para felicidade dos torcedores amarelos e do ídolo e lesionado Gotze, que, mesmo negociado com o Bayern, demonstrou personalidade incomum ao vibrar nas arquibancadas.
Momentaneamente empolgado, o Borússia ameaçou novamente aos 24 minutos com Hummels. Mas não passou disso porque dois minutos depois levou um susto. Subotic salvou sobre a linha a conclusão-cruzamento de Mandzukic.
Melhor postado, mais inteiro fisicamente e agora com espaços para contra-atacar, o Bayern voltou a chegar com perigo aos 30 minutos com Alaba e aos 42 com Schweinsteiger. Weidenfeller apareceu bem em ambas.
Aos 44 minutos, Ribèry escorou a bola quebrada da defesa, Robben apareceu em velocidade entre os zagueiros e apenas desviou para fazer o gol do título. O gol da redenção do craque um dia execrado pela própria torcida.
Enquanto jogadores e torcedores do valente Borússia desabavam em lágrimas, Robben regia uma grande orquestra de aplausos.
Borússia Dortmund - Weidenfeller; Piszczek, Subotic, Hummels e Schmelzer; Bender (Sain) e Gundogan; Blaszczykowski Kuba (Schieber), Reus e Grosskreutz; Lewandowiski. Técnico -- Jurgen Klopp. Esquema tático predominante -- 4-2-3-1, com frequente alteração para o 4-2-2-2.
Bayern de Munique - Neuer; Lahm, Boateng, Dante e Alaba; Martínez e Schweinsteiger; Robben, Muller e Ribèry (Luiz Gustavo); Mandzukic (Mário Gomez). Técnico -- Jupp Heynckes. Esquema tático predominante -- 4-2-3-1, com variação ofensiva para o 4-2-1-3 e o 4-2-4.
Árbitro -- Nicola Rizzoli (Itália).
Público -- 86 mil pessoas.
Local -- Estádio de Wembley, Londres, Inglaterra.
Data -- 25 de maio de 2013.
Vitória de 2 a 1,agora há pouco em Londres, faz com que o Bayern chegue ao quinto título continental. E mostra, mais uma vez, que a mesma bola é soberana para punir e premiar.
A mesma bola que puniu Robben na última Copa do Mundo e na final da Liga dos Campeões, quando ele perdeu pênalti diante do Chelsea, o premiou com um gol e uma assistência letal.
Como o tempo é o senhor da razão, o vilão de ontem é o herói de hoje. Acusado de tremer, de amarelar, nos momentos decisivos, o holandês dá a volta por cima e faz do Bayern um legítimo campeão.
Borússia só foi superior, mesmo e muito, nos primeiros 25 minutos. Intenso, veloz e determinado a pressionar com ou sem a posse de bola, o time de Jurgen Klopp afogou um Bayern assustado, que não conseguia tocar a bola e se via obrigado a quebrá-la com chutões.
Além de defender e atacar em bloco, com muita gente, Borússia se baseava num 4-2-3-1 com mais cara de 4-2-2-2, já que Reus encostava em Lewandowiski, enquanto que Kuba e Grosskreutz marcavam as subidas dos laterais Lahm e Alaba.
Neste período de superioridade o Borússia ameaçou com Lewandowiski, Kuba e Reus, mas se assustou e começou a perder o domínio quando Mandzukic acertou uma cabeçada no travessão.
Weidenfeller desviou, assim como apareceu de forma brilhante aos 30 minutos para abafar a conclusão de Robben.
Aos 35, quando o Bayern já se impunha com alternância de ritmo e melhor toque de bola, foi a vez de Neuer defender o chute de Lewandowiski. Antes do final do primeiro tempo, aos 42 minutos, Robben voltou a desperdiçar ao chutar no rosto do goleiro após falha de Hummels.
O segundo tempo voltou com o Bayern menos intenso e sem as rédeas do jogo. Mesmo sem correr tantos riscos quanto no início do jogo, o time bávaro permitiu que o Borússia equilibrasse as ações nos primeiros 10 minutos.
O Bayern já estava um pouco melhor e liberava os laterais e os meias quando perdeu boa oportunidade com Martínez aos 13 minutos. Um minuto depois, no entanto, começou a redenção de Robben. Ele recebeu do desafeto Ribèry pela esquerda, foi ao fundo e cruzou para Mandzukic desviar sem dificuldades e fazer 1 a 0. Festa vermelha em Wembley.
Sem brilhantismo, mas com a peculiar determinação, o Borússia encontrou forças para empatar aos 23 minutos, quando o brasileiro e selecionado Dante fez pênalti infantil em Reus e poderia ter deixado a decisão como vilão.
Gundogan bateu com categoria e empatou. Para felicidade dos torcedores amarelos e do ídolo e lesionado Gotze, que, mesmo negociado com o Bayern, demonstrou personalidade incomum ao vibrar nas arquibancadas.
Momentaneamente empolgado, o Borússia ameaçou novamente aos 24 minutos com Hummels. Mas não passou disso porque dois minutos depois levou um susto. Subotic salvou sobre a linha a conclusão-cruzamento de Mandzukic.
Melhor postado, mais inteiro fisicamente e agora com espaços para contra-atacar, o Bayern voltou a chegar com perigo aos 30 minutos com Alaba e aos 42 com Schweinsteiger. Weidenfeller apareceu bem em ambas.
Aos 44 minutos, Ribèry escorou a bola quebrada da defesa, Robben apareceu em velocidade entre os zagueiros e apenas desviou para fazer o gol do título. O gol da redenção do craque um dia execrado pela própria torcida.
Enquanto jogadores e torcedores do valente Borússia desabavam em lágrimas, Robben regia uma grande orquestra de aplausos.
Borússia Dortmund - Weidenfeller; Piszczek, Subotic, Hummels e Schmelzer; Bender (Sain) e Gundogan; Blaszczykowski Kuba (Schieber), Reus e Grosskreutz; Lewandowiski. Técnico -- Jurgen Klopp. Esquema tático predominante -- 4-2-3-1, com frequente alteração para o 4-2-2-2.
Bayern de Munique - Neuer; Lahm, Boateng, Dante e Alaba; Martínez e Schweinsteiger; Robben, Muller e Ribèry (Luiz Gustavo); Mandzukic (Mário Gomez). Técnico -- Jupp Heynckes. Esquema tático predominante -- 4-2-3-1, com variação ofensiva para o 4-2-1-3 e o 4-2-4.
Árbitro -- Nicola Rizzoli (Itália).
Público -- 86 mil pessoas.
Local -- Estádio de Wembley, Londres, Inglaterra.
Data -- 25 de maio de 2013.
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Promessa de grande jogo da final da Liga
Chegou o grande dia para o futebol europeu! Bayern de Munique e Borússia Dortmund decidem amanhã em Wembley (Londres) o importante título da Liga dos Campeões.
É a comprovação da superioridade do futebol alemão, que atropelou os gigantes espanhóis nas semifinais. Não tenho dúvida de que vai ser um jogão.
Embora o Bayern seja o atual campeão nacional e tenha a preferência dos especialistas, não o vejo como favorito. Digamos que a téorica vantagem porcentual dos detalhes está mais para empate técnico.
Borússia e Bayern são quase semelhantes em filosofia de jogo e virtudes que os credenciam a fazer um duelo de titãs. Em especial porque não especulam. Simplesmente, jogam.
Coletiva, tática e individualmente, ambos sabem o quê fazer. Não abusam, especialmente do Borússia, daquele toque de bola cadenciado e nem sempre com o mínimo de profundidade.
De lado a lado, ingredientes que não nos permitem imaginar um joguinho pautado pelo medo, pelo respeito exacerbado. Ambos têm ousadia, volume e intensidade. Também defendem e atacam em bloco, pressionam na marcação e fazem a transição defesa/ataque com precisão, inteligência, velocidade e objetividade.
Por isso transformam o 4-2-3-1 em 4-2-1-3, ou até mesmo 4-2-4, num piscar de olhos. Sem falar que, no Bayern, os laterais (Lahm e Alaba) sobem mais e um dos volantes (Schweinsteiger) vira armador com a naturalidade dos antigos camisas 10.
Já o Borússia tem mais força bruta, muita transpiração e prende um pouco mais os laterais e os volantes. Embora Gundogan também chegue para finalizar. Reus, Gotze e Lewandowiski formam um triângulo infernal.
Só que, lesionado, o excepcional Gotze (já contratado pelo próprio Bayern) fica de fora e vai fazer muita falta. O substituto, Grosskreutz, tem mais pegada do que técnica. Mas não é de decepcionar porque entra num time faz da determinação e do jogo coletivo grandes trunfos.
Ofensivamente, o Bayern deve chegar com mais criatividade e contundência. Robben, Muller e Ribèry ajudam a marcar, mas são atacantes por natureza. Mandzukic é a referência. Mas joga menos que o artilheiro Lewandowiski.
Já o sistema defensivo do Borússia me parece menos confiável do que o do campeão alemão. Hummels é um dos melhores do mundo, mas o conjunto de marcação do Bayern é mais compacto.
A começar pelo posicionamento e pela aplicação tática dos volantes. Martínez e Schweinsteiger são muito bons e se completam.
Fisicamente, os finalistas também se assemelham. Tecnicamente, ligeira vantagem para o futuro time de Pepe Guardiola. Taticamente, novo equilíbrio. Arrumação invejável. Principalmente no Bayern.
Quanto à capacidade de doação e de pressionar a saída de bola, o time da incomparável Muralha Amarela sai na frente. Não é de perder bola dividida. Não desiste nunca.
Por isso, não há como duvidar de que o mundo da bola verá um jogão. Provavelmente, com muitos gols e com a vitória do futebol. Bom para todos.
P.S.: só pra lembrar que sou torcedor do Borússia e, como corintiano, morro de inveja da empatia do time com os torcedores, especialmente da Muralha Amarela.
É a comprovação da superioridade do futebol alemão, que atropelou os gigantes espanhóis nas semifinais. Não tenho dúvida de que vai ser um jogão.
Embora o Bayern seja o atual campeão nacional e tenha a preferência dos especialistas, não o vejo como favorito. Digamos que a téorica vantagem porcentual dos detalhes está mais para empate técnico.
Borússia e Bayern são quase semelhantes em filosofia de jogo e virtudes que os credenciam a fazer um duelo de titãs. Em especial porque não especulam. Simplesmente, jogam.
Coletiva, tática e individualmente, ambos sabem o quê fazer. Não abusam, especialmente do Borússia, daquele toque de bola cadenciado e nem sempre com o mínimo de profundidade.
De lado a lado, ingredientes que não nos permitem imaginar um joguinho pautado pelo medo, pelo respeito exacerbado. Ambos têm ousadia, volume e intensidade. Também defendem e atacam em bloco, pressionam na marcação e fazem a transição defesa/ataque com precisão, inteligência, velocidade e objetividade.
Por isso transformam o 4-2-3-1 em 4-2-1-3, ou até mesmo 4-2-4, num piscar de olhos. Sem falar que, no Bayern, os laterais (Lahm e Alaba) sobem mais e um dos volantes (Schweinsteiger) vira armador com a naturalidade dos antigos camisas 10.
Já o Borússia tem mais força bruta, muita transpiração e prende um pouco mais os laterais e os volantes. Embora Gundogan também chegue para finalizar. Reus, Gotze e Lewandowiski formam um triângulo infernal.
Só que, lesionado, o excepcional Gotze (já contratado pelo próprio Bayern) fica de fora e vai fazer muita falta. O substituto, Grosskreutz, tem mais pegada do que técnica. Mas não é de decepcionar porque entra num time faz da determinação e do jogo coletivo grandes trunfos.
Ofensivamente, o Bayern deve chegar com mais criatividade e contundência. Robben, Muller e Ribèry ajudam a marcar, mas são atacantes por natureza. Mandzukic é a referência. Mas joga menos que o artilheiro Lewandowiski.
Já o sistema defensivo do Borússia me parece menos confiável do que o do campeão alemão. Hummels é um dos melhores do mundo, mas o conjunto de marcação do Bayern é mais compacto.
A começar pelo posicionamento e pela aplicação tática dos volantes. Martínez e Schweinsteiger são muito bons e se completam.
Fisicamente, os finalistas também se assemelham. Tecnicamente, ligeira vantagem para o futuro time de Pepe Guardiola. Taticamente, novo equilíbrio. Arrumação invejável. Principalmente no Bayern.
Quanto à capacidade de doação e de pressionar a saída de bola, o time da incomparável Muralha Amarela sai na frente. Não é de perder bola dividida. Não desiste nunca.
Por isso, não há como duvidar de que o mundo da bola verá um jogão. Provavelmente, com muitos gols e com a vitória do futebol. Bom para todos.
P.S.: só pra lembrar que sou torcedor do Borússia e, como corintiano, morro de inveja da empatia do time com os torcedores, especialmente da Muralha Amarela.
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