Donizeti Raddi, 71 anos, corintiano, jornalista e professor de Educação Física aposentado. Hoje, trilheiro, montanhista amador, aventureiro e blogueiro ocasional.

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sábado, 6 de março de 2010

Enfim, taparam mais um buraco do Aidan

Finalmente, para felicidade dos frequentadores do Parque dos Sabiás -- o Parque Central -- estão por terminar as "obras" de aterramento da cratera aberta junto ao portão de acesso da rua Javaés.

Pelo menos foi o que pude observar há cerca de uma hora, quando a chuva não me impediu de correr 12 quilômetros e tirar o estresse de uma semana pesada.

Por que finalmente? Porque há pelo menos 40 dias um paquidérmico e nada convincente jogo de empurra-empurra atrasou a solução de um problema aparentemente simples.

Faltou vontade para fecharem um buraco perigoso, onde cabiam pelo menos dois Aidans no diâmetro de entrada e mais uns oito Silvinhos para preencher o volume total.

Semasa e SOSP -- Secretaria de Obras e Serviços Públicos -- mediram força e o risco ficou por conta das crianças e dos pais desavisados.

Isso não pode acontecer! Depois, vão jogar a culpa no Mineirinho, um encarregado que não pode ser sacrificado para proteger lambanças de superiores.

Autarquia e Secretaria fogem da responsabilidade e o ônus acaba na conta da Prefeitura, nas costas do prefeito. É inevitável! Ele não é o poder maior? Então, que cobre atitudes mais rápidas e responsáveis do superintendente do Semasa e do Secretário em questão.

Caso contrário, será mais um buraco na administração. O que também não seria nenhuma novidade, já que nossas ruas estão aí pra todo mundo ver. Assim como nossas praças e nossos parques. Que vergonha!

Numa próxima oportunidade os temas deste espaço relacionados ao Parque dos Sabiás serão orientação e fiscalização ( a falta de) referentes a cãos e pescadores.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Ramalhão embalado

Demorei, mais voltei. Novos projetos, certa preguiça e mudança de endereço sempre provocam transtornos inesperados.

E volto feliz da vida com o bom momento do futebol profissional do Grande ABC. Santo André, São Caetano e São Bernardo simplesmente limaram os desastres do final de 2009 e parecem caminhar a passos firmes rumo ao terreno da consistência.

O Santo André é vice-líder do Campeonato Paulista, à frente de grandes como São Paulo, Corinthians e Palmeiras, com méritos indiscutíveis.

Sábado à noite, no Bruno Daniel, o time de Sérgio Soares foi bem superior à Portuguesa do espertíssimo Vagner Benazzi.

Taticamente, um verdadeiro nó tático. Teimosamente, a Lusa foi esquematizada num duvidoso e capenga 4-3-3, com mais cara de 3-3-3. É isso mesmo! Considerando-se que o veterano Athirson passeou numa área de 20m x 20m, a Portuguesa jogou com um a menos nos primeiros 45 minutos. E pouco mudou no segundo.

Como o volante Acleisson se transformou em falso líbero, atrás e entre os dois zagueiros internos, e os dois laterais viraram alas, sobrou para Marco Antonio, teoricamente o volante com liberdade para sair pro jogo, a tarefa solitária de marcar e armar. Sobrecarregado pela inércia de Athirson e pelo distanciamento dos três atacantes, Marco Antonio foi engolido pelo meio-campo andreense.

Consciente e bem esquematizado, num 4-4-2 flexível, o Ramalhão foi sempre melhor, embora não tenha sido tão brilhante nos minutos finais do primeiro tempo.

O time foi bem como um todo. A começar pela segurança de Júlio César. Pelas beiradas, Cicinho foi mais ofensivo e eficiente que Carlinhos. O miolo de zaga só não foi perfeito porque no finalizinho Hallysson cometeu falta boba no ataque e acabou expulso. Elogiar goleiro, zagueirão e juiz antes do final do jogo é risco certo.

Dos dois volantes, o primeiro, Ale, brilhou defensivamente. O segundo, Gil, foi incansável até mesmo quando tentou atacar. Mais à frente, Bruno César e Branquinho tiveram espaços generosos para criar e chegar com perigo. Ditaram o ritmo de jogo e ainda municiaram os dois atacantes com sabedoria. O rápido Rodriginho e o pivô Rafael Silva também foram bem.

Como consequência disso tudo, o que se viu foi um jogo superagradável, especialmente para as cores azul e branco. Quer saber, como disseram meu irmão Moisés e meu amigo Fabiano, 2 a 0 foi pouco. O placar moral seria 4 a 0.

A quebra de um tabu superior a duas décadas pode embalar ainda mais o Ramalhão. Sem se esquecer de que o próximo adversário é o mordido Palmeiras.

Pena que a torcida ainda não se tenha dado conta de que o Ramalhão merece mais apoio.

Já o São Caetano, mesmo perdendo do Botafogo, faz campanha de razoável pra boa. A perda do técnico Antonio Carlos Zago é significativa, mas ninguém é insubstítuível. O time de Roberto Fonseca está certinho e se melhorar ainda pode lutar por uma das quatro vagas das semifinais.

Enquanto isso, pelos lados de São Bernardo, a reação do Tigre tem sido empolgante. Com mais de 6 mil pagantes -- nem todos presentes ao Estádio Primeiro de Maio --, o triplo dos jogos no Brunão, o São Bernardo fez 3 a 0 mas vacilou feio e permitiu que o Marilia marcasse dois gols e ainda ameaçasse empatar.

Nas mãos de Rui Scarpino, o grupo ganhou personalidade, consistência, mais pegada e padronagem tática até então escamoteadas. Agora sim, dá pra sentir firmeza de quem quer o acesso ainda em 2010.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

SanSão na quinta; Tigre na quarta

Quinta-feira à noite, no Bruno Daniel, é dia do clássico regional entre Santo André e São Caetano. É o clássico SanSão!

Tanto Santo André quanto São Caetano iniciaram bem o Campeonato Paulista. Na estreia, o Ramalhão foi a Campinas e arrancou bom empate de 1 a 1 diante de uma Ponte Preta apoiada por mais de 10 mil torcedores.

Em São Caetano, o Azulão derrotou o Paulista de Jundiaí por 2 a 0. O detalhe é que os gols só aconteceram quando o Galo da Serra do Japi já morria com duas expulsões.

Favoritismo? A princípio, não há. Mesmo jogando em casa, o time de Sérgio Soares deve encontrar dificuldades. Repleto de novidades e ainda em formação, sem entrosamento e sem padronização tática ao menos razoável, a equipe deve suar para conseguir bom resultado.

Praticamente sem atrações, com a mesma configuração que disputou a Série B do Campeonato Brasileiro em 2009, o grupo comandado pelo técnico Antonio Carlos Zago é mais homogêneo. Taticamente, estranho seria se não estivesse um patamar acima do maior rival em termos de roupagem tática.

Mesmo sem a rivalidade sacramentada por Santo André e Saad na década de 70, o clássico deve apresentar detalhes interessantes, relevantes até, e agradar o torcedor. Se é que torcedor andreense vai querer sair de casa para voltar depois da meia-noite. Quanto aos heroicos fanáticos do Azulão, não passarão de 75, no máximo 85 testemunhas. O que não é novidade.

Tomara que o gramado do Brunão esteja em condições, assim como o estádio como um todo, para receber artistas e torcedores. Tomara, também, que não chova. Vamos prestigiar!

Por outro lado, pela A2, o São Bernardo joga nesta quarta-feira à tarde, no Estádio Primeiro de Maio, contra o União Barbarense de tantas glórias e tradições. Cansei de fazer jogos da Segundona diante de Santo André, Saad e Aliança. O Tigre vem de derrota e empate. Não pode se dar ao luxo de não conquistar três pontos.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

A maternidade e os nossos meninos

A Copa São Paulo de Futebol Júnior -- ou Juvenil? -- acabou cedo para os meninos do ABC. Não posso tecer maiores comentários técnicos e tampouco exagerar nas críticas aos três representantes da Região, mas é uma pena.

Santo André, São Bernardo e São Caetano bem que poderiam ir mais longe. Havia, inclusive, expectativa de boa participação. Especialmente do Ramalhão, campeão em 2003, e o do Tigre, que já chegou às semifinais.

Não há como afirmar que a culpa foi dos treinadores, mas parece existir algo de podre no reino da Dinamarca. Ultimamente, só levamos chumbo. Dizem que o Santo André oferece plenas condições de trabalho e tem meninos bons de bola. E a história prova isso!

Então, por que os comandados de Baroninho, ex-ponta-esquerda do Palmeiras, não passaram da primeira fase? De que adianta enfiar 14 num time com dificuldades até em fundamentos básicos e ficar fora da próxima fase?

Com o São Bernardo de Juninho Fonseca, ex-zagueiro da Ponte, do Corinthians e da Seleção Brasileira, não foi diferente. Amplas condições, boa estrutura e um time de razoável para bom. Talvez tenha faltado um pouco mais de confiança diante do bom Fluminense da promessa Wellington Silva. A água do Baetão não pode ser responsabilizada.

Quanto ao São Caetano, pra ser sincero, eu não esperava nada diferente. Torcia, mas não criava falsa expectativa. Não tem tradição na Copa nem na revelação de valores, ao contrário dos vizinhos.

Mesmo sem o glamour de outros tempos essa maternidade chamada Copa São Paulo ainda dá a visibilidade vislumbrada por meninos sonhadores e homens aproveitadores. Times de empresários são verdadeiras barrigas de aluguel a expor raríssimos futuros craques. Fazer o quê? Pelo que se saiba, não é o caso dos nossos representantes. Agora, não adianta chorar!

De Primeira

* Em época de chuvas constantes e intensas, o Baetão não tem condições de receber a Copa São Paulo. Insistir no erro é burrice. Já se cansou de jogar no Estádio Primeiro de Maio, de gramado natural e de boas lembranças. Nada de privilegiar o profissional. Janeiro é dos meninos, e fim de papo! Secretário de Esportes, José Luiz Ferrarezzi, deve se impor. Afinal, a Prefeitura gasta e ainda recebe críticas. Ou o Poder Público gosta de ser espinafrado por rádios, tvs, internet e jornais?

* Tenho visto boas promessas na Copinha, mas esperar o final é mais prudente para apontar quem, de fato, pode vingar. Como grupo, equipe, parece que o São Paulo sobra. Não quer dizer que será campeão!

* Basquete feminino de Santo André ficou fora das finais do Nacional. Nada a lamentar. Mas se tivéssemos um ou dois reforços a coisa seria diferente. Com os mesmos semifinalistas, deu Santo André na decisão dos Jogos Abertos.

* Marcelo Madeira e seus escudeiros, Celsinho e Gatão, continuam tirando leite de pedra e fazem boa campanha na Superliga Nacional de Vôlei Masculino. Madeira chegaria mais longe se dirigisse um grupo mais forte. Não obrigatoriamente de Santo André.

* E o Brasil Vôlei Clube/São Bernardo? Patrocínio termina em maio e não tenho conhecimento de parceria entabulada. Cuidado!

* Santo André e São Caetano vão apresentar caras novas no Paulista que começa neste final de semana. Tomara que o futebol não seja o mesmo dos Brasileiros de 2009. Já o São Bernardo estreou ontem na A-2, com derrota em Rio Preto. Objetivo é subir. Vamos torcer!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Meu bom Papai Noel...

Bem que o saco do nosso bom Papai Noel poderia presentear o esporte do Grande ABC com "brinquedos" com a durabilidade assegurada para todos os dias de 2010. Por exemplo:

1) o Santo André de volta à elite nacional e entre os quatro primeiros do Campeonato Paulista;

2) presidente (Ronan) e vice (Romualdo) da Saged mais competentes e menos dependentes de holofotes midiáticos, sem a síndrome do vedetismo e/ou do coronelismo;

3) cotistas da gestão esportiva dona do futebol do Ramalhão menos omissos e mais participativos nos destinos da empresa;

4) torcida ramalhina menos distante e mais atuante no momento de cobrar e empurrar o time pra cima de visitantes nem sempre tão indigestos;

5) Estádio Bruno José Daniel administrado com eficiência e profissionalismo pelo Poder Público em parceria com o Santo André;

6) Marcelinho Pé de Anjo e Romualdo Nuvem Passageira totalmente dentro ou totalmente fora do futebol, como deputados federal e estadual;

7) Santo André com planejamento sustentável, contratações criteriosas e sem troca-troca de treinador;

8) São Caetano na elite nacional e entre os quatro melhores do Paulistão.

9) e também com planejamento, bom elenco e técnico fixo pelo ano inteiro;

10) que a torcida do Azulão não se limite aos gatos pingados dos últimos anos;

11) que o São Bernardo transacionado com empresários ligados ao PT seja muito mais que uma barriga de aluguel para negociar jogadores;

12) que o Tigre mantenha as escolinhas de futebol e suba para a elite paulista, com o sem o apoio da Prefeitura e de políticos;

13) que o Esporte Clube São Bernardo renasça com força total e volte a brilhar;

14) o mesmo se espera do Palestra parceiro do Santo André;

15) sobre o Grêmio Mauaense, nem sei o que pedir ao Papai Noel:

16) que o vôlei de São Bernardo arrume um patrocinador o quanto antes, sob o risco de perder o time e o rumo;

17) que o handebol masculino da Metodista siga os passos da feminino, campeão paulista e brasileiro em 2009;

18) e que ambos mantenham o excepcional trabalho com os núcleos de formação em parceria com o Prefeitura;

19) que também se mantenha o apoio o basquete masculino, derrotado pelo São José nas oitavas-de-final do Paulista -- campanha foi boa para um time recém-formado -- e ao skate de tantas feras;

20) que o Centro Nacional de Desenvolvimento do Handebol saia do papel e se instale de fato nas dependências do Volks Clube -- deve ganhar nova pista de atletismo;

21) que a Secretaria de Esportes de São Bernardo siga os passos da de São Caetano e não deixe a peteca cair como em 2009;

22) o mesmo vale para a Prefeitura de Santo André, que investe pouco e depois fica chorando as pitangas -- novela vai chegar a uma década;

23) que a volta do atletismo formativo e de alto rendimento às pistas do SESI seja o alento a uma cidade que no passado não muito distante foi mais de 10 vezes campeã do Troféu Brasil e revelou e cedeu inúmeros atletas para Pan-Americanos, Mundiais e Olimpíadas;

24) que o handebol andreense seja visto com mais carinho, mesmo que a proposta seja a longo prazo;

25) pedido acima também serve ao menos para a natação, o basquete e o judô, já que não é possível bancar tudo e ganhar quase tudo como nos tempos da Pirelli;

26) que os governantes das sete cidades do Grande ABC olhem o esporte como política pública e não apenas como moeda de troca para ser esquecida na poeira do tempo logo após as eleições;

27) que nossos "nobres" homens públicos encarem o esporte e o lazer com mais respeito em todos os níveis -- formação, alto rendimento, escolar, ação social. eventos, recreação... -- sem privilégios nem desprezo;

28) que São Caetano mantenha o investimento no esporte e as conquistas merecidas na década por terminar;

29) que também volte a brilhar além Jogos Abertos e Regionais, com títulos estaduais e nacional no vôlei, no handebol, no basquete e na natação, sem perder a hegemonia do atletismo e do judô:

30) que todos os nossos parques sejam estruturados e fiscalizados com eficiência, já que nossa qualidade de vida depende também da qualidade dos nossos espaços públicos destinados a práticas esportivas e de lazer -- o que pode ser uma simples caminhada.

Se o Papai Noel não tiver saco para 30 presentes, que ao menos interceda, ilumine e force a consciência dos dirigentes esportivos que comandam o esporte regional para que trabalhem de forma séria. Feliz Natal a todos! Com ou sem presente!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

E a tal nuvem passageira?

Dia 12 de agosto, em mais uma entrevista ao Diario do Grande ABC, o vice-presidente da Gestão Empresarial do Santo André, Romualdo Magro Júnior, lançou candidatura a deputado estadual, em dobradinha com Marcelinho Carioca -- federal. Depois, como diz ter recebido uma "missão divina", o moço pretende ser prefeito de Santo André. Direito seu, sem dúvida.

À época, questionado sobre a ameaça de rebaixamento que já batia à porta do Santo André, o dirigente-estrela foi incisivo: " Cair? Nunca! Essa é uma nuvem passageira". Pois é... a nuvem não era tão passageira. Nimbos, estratos e cúmulos derramaram, de fato, como previsto há mais de 100 dias, um aguaceiro danado. A tromba d'água despejou o Ramalhão de volta para a Série B.

Empresário do segmento farmacêutico e figurinha carimbada nas páginas do Diario do Grande ABC, Romualdo Nuvem Passageira Magro Júnior forma com o Ronan Maria Pinto, o todo-poderoso do rotulado "melhor jornal regional do Brasil", uma dupla que deve assumir grande parcela de culpa pelo rebaixamento do Ramalhão.

Afinal, futebol não é remédio nem ônibus. Com o irrestrito e incompreensível aval da maioria dos acionistas da empresa Saged, os dois dirigentes se cansaram de errar em contratações e dispensas de jogadores e técnicos. Se meteram -- especialmente Ronan -- em escalações e provocaram demissões fora de hora, como no caso de Sérgio Guedes.

Sem contar a visível falta de planejamento sustentável ao longo de campeonato tão extenso e difícil. Confundiram o mar revolto da elite nacional com as águas calmas da nascente do Rio São Francisco, lá na inesquecível Serra da Canastra.

Deu no que deu! Ao contrário do que diz a música de Hermes de Aquino, a nuvem não era passageira. Por isso a linguagem diretiva e descompassada de uma gestão momentaneamente perdedora-- isso não apaga os louros de virtudes e conquistas anteriores -- deve dar lugar à linguagem da bola em 2010. Sem exageros nem rompantes de mandonismo emanados de quem tem mais o que fazer.

A linguagem da bola tem lá suas especificidades, mas, a exemplo da empresarial, também privilegia trabalho, senso profissional, resultado, comprometimento, responsabilidade, conhecimento e coletivismo.

Agora, não adianta ficar a chorar o leite derramado. Todo mundo sabe quem são os maiores culpados da derrocada. O que não exclui técnicos, jogadores, preparadores físicos, diretor de futebol e supervisor.

Para o Paulistão 2010, se o Santo André não quiser cair pra nunca mais voltar, é preciso botar a mão na massa, já. Que aconteçam dispensas e contratações coerentes. Sem essa a inchar o grupo como nesse 2009 a ser esquecido. Elenco acima de 25 profissionais é besteira. Muito veterano é besteira. Excesso de juniores é besteira. Troca constante de treinador é uma enorme besteira!

Personalidade e capacidade, o técnico Sérgio Soares tem de sobra. Ninguém deve exagerar nos palpites. Quanto menos os cartolas aparecerem, melhor! Afinal, muitos entendem de nuvens; poucos entendem de bola! Há, até, quem não entenda nem de nuvem nem de bola.

Né, Romualdo? Talvez farmácia! Quem sabe na política? Com dedicação total, o que não acontece no futebol. O espaço do DGABC do amigo e chefe Ronan está garantido. A estrela vai aparecer mais do que Serra e Dilma, juntos. Quanto ao famoso santinho de político em campanha, que tal Pé de Anjo para deputado federal e Nuvem Passageira para estadual. Ou alguém minimamente ajuizado acha que em 2010 Marcelinho Carioca vai querer saber de bola?

De Primeira


*** Vitor, um adolescente de 14 anos, levou um tombaço da bicicleta dias atrás no Parque dos Sabiás, mais conhecido como Parque Central. Socorro foi prestado por um vizinho amigo, que, após cerca de 30 minutos, entrou com a Kombi pela ciclovia e levou o menino para o hospital. Guardas Municipais bem que tentaram, mas ambulância que é bom, nada! E se fosse problema grave?Será que, ao menos em finais de semana e feriados com algum evento mais importante no espaço a Prefeitura não pode providenciar uma ambulância? Falar da proximidade do Hospital Mário Covas é utopia. Enganação. Quanto ao Samu responsável pela região, as GCMs disseram que faz ponto na garagem municipal, lá no Jardim Las Vegas.

*** Bem aqui ,diante da minha janela, a Delegacia Regional de Defesa da Mulher abre às 9h -- atrasos são constantes -- e fecha às 18h, de segunda a sexta-feira. Tudo errado! Deveria funcionar diariamente, no mínimo das 6h até a meia-noite. Canso de ver mulheres vítimas a esperar desde 7h. E não existe nem ao menos um simples aviso sobre o horário. Onde estão nossos governantes? Que economia burra é essa que pensam estar fazendo?

*** Sei que as chuvas atrapalham muito e o agendamento da Prefeitura nem sempre pode ser cumprido à risca, mas o mato no canteiro central da Marginal Apiaí, entre a vila Alzira e o bairrro Silveiras, está muito alto e pode provocar acidentes. Bem em frente ao bar do Toninho, que o prefeito Aidan Ravin conhece tão bem quanto eu, está difícil enxergar os carros. Fica a sugestão de prioridade.

*** Cuidado quando você comprar na Telhanorte! Nem sempre se cumpre o prazo de entrega assumido pelo vendedor. Fui uma das vítimas na semana passada. Em compensação, o pequenino Construbem, lá no final da Carijós, foi exemplar no cumprimento de seus compromissos. Portanto, no caso, tamanho não é documento. Se possível, compre na Carijós.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Capital nacional do atletismo e do handebol

Só não comentei antes por absoluta falta de tempo. Nos últimos dias, as páginas do Diario do Grande ABC nos brindaram com a confirmação de duas belas notícias para o esporte regional. Nosso atletismo e nosso handebol vão ficar ainda mais fortes.

Pretenso candidato ao Governo do Estado e presidente da Fiesp, Paulo Skaf visitou o Grande ABC e anunciou a volta do atletismo de alto rendimento ao SESI de Santo André, capitaneado pelo diretor regional Sérgio Moretti.

Que maravilha! Bons tempos aqueles em que o SESI de Santo André era o bicho-papão de Jogos Abertos e Regionais, campeonatos estaduais e do Troféu Brasil, e cedia vários atletas para os Jogos Olímpicos. Entre as décadas de 70, 80 e início de 90, não tinha pra ninguém. O SESI ganhava todos os títulso possíveis.

Legal, também, que ex-atletas com potencial profissional não serão esquecidos. Pelo contrário! Quem tiver condições, será valorizado, segundo Moretti. Ainda há muita gente boa por aí, com capacidade técnica e disposição para trabalhar. É interessante que os atletas que já treinam no Bruno Daniel e o SESI, sob o comando de professores e técnicos da Prefeitura, não sejam desprezados.

Afinal, nos últimos anos nossos meninos e meninas do esporte-base tem comido o pão que o diabo amassou. O Poder Público, que nos últimos anos jamais olhou com carinho e respeito para o atletismo, bem que poderia ser parceiro do SESI na empreitada. Seríamos ainda mais fortes, sem precisar disputar Jogos Abertos e Regionais com contratações meteóricas de Minas Gerais e outros estados. Fica a sugestão!

Como São Bernardo promete reagir e São Caetano já tem vários campeões treinando na pista do Vila São José, nada mais lógico do que acreditar em evolução e na revelação de valores dentro do próprio Grande ABC. Com o atletismo brasileiro em baixa devido aos casos de doping, não há melhor oportunidade para nos assumirmos como Capital Nacional do Atletismo.

Outra sugestão, repetida, por sinal: a pista do Bruno Daniel praticamente inexiste. Precisa ser reformada, atualizada e disponibilizada de forma decente aos atletas e técnicos. Quanto aos bancos de reservas do campo de futebol, só mudaram de local por causa de exigência dos organizadores da Libertadores. Será que são mais importantes do que a pista de atletismo? Para alguns, parece que sim. Pra mim, jamais!

A outra grande notícia aportou em São Bernardo. Além de pista de atletismo, o antigo Volkswagen Clube, outrora potência poliesportiva da Região, vai receber o Centro Nacional de Desenvolvimento do Handebol. Noi papel, a estrutura é de fazer inveja. Tem de tudo!

Parceria de Prefeitura de São Bernardo com a Confederação Brasileira de Handebol fortalecerá ainda mais o Grande ABC como Capital Nacional da modalidade. Pode parecer ousadia, mas venho escrevendo sobre isso há algum tempo.

Como não concordar com o slogan se no masculino São Bernardo e São Caetano estão entre os quatro melhores do País e no feminino o título ficou com São Bernardo, que cedeu três jogadoras à Seleção Brasileira. Santo André não disputou a Liga Nacional por falta de grana, mas cedeu Adriana Nascimento e Rosária para a disputa do Mundial. Alguma região é mais forte?

Portanto, que 2010 chegue para o Grande ABC se sacramentar de vez como capital nacional do atletismo e do handebol. Quem sabe o vôlei e o basquete não venham na garupa!