Donizeti Raddi, 71 anos, corintiano, jornalista e professor de Educação Física aposentado. Hoje, trilheiro, montanhista amador, aventureiro e blogueiro ocasional.

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terça-feira, 11 de março de 2014

A irresponsabilidade do DGABC

A cada dia, a credibilidade do Diário do Grande ABC se aproxima ainda mais do fundo do poço.

Pura irresponsabilidade e falta de comprometimento profissional de quem deveria ser a voz do cidadão do Grande ABC e não apenas de apaniguados.

O Diário de hoje é parcial, tendencioso, superficial e nada confiável. Como maior -- bem diferente de melhor -- jornal regional do País, é decepcionante.

Comandado por um empresário nota zero em jornalismo, o DGABC é, com exceções bissextas, pautado e editado de acordo com interesses pessoais, econômicos, políticos e institucionais.

Compromisso com a informação, com verdade dos fatos e com a expectativa do leitor é tão grande quanto o de uma prostituta com seu freguês da hora. A sociedade como um todo que se lasque!

Nenhuma editoria se salva. Desleixo com a essência vai da Política à Economia, do Esporte ao caderno de Sete Cidades. Primeira Página é questionável e Social é uma piada, mas agrada a sociedade dos amigos do rei,  tão provinciana quanto empavonada.

Repare, caro leitor, que, bem diferente da grande Rede Globo,  raramente o DGABC se digna a fazer uma correção ali na página 2, sob a Palavra do Leitor. Conclusões são óbvias: o pequeno espaço não comporta e falta humildade.

Espaço mínimo para reparar o sem-número de falhas, de cagadas diárias, seria de um página inteira, sem anúncio. Quanto ao item humildade, seria pedir demais a empresários e jornalistas. Quase todos se julgam em patamares estelares. Quando não, divinos.

Por que repito tudo que acho e escrevo há muito tempo? Basta olhar a edição de hoje, que noticia, com  foto do clube,  a morte de uma mulher, "esfaqueada num baile da Terceira Idade no  Primeiro de Maio Futebol Clube".

Só que tudo aconteceu no Tênis Clube de Santo André, também na região central, a 100m do meu Primeiro de Maio. E tudo no quintal do jornal, a três quarteirões da sede.

Muito longe, né? Talvez seja difícil tirar a bunda da cadeira e os olhos da inseparável Internet em vez simplesmente confiar num Boletim de Ocorrência, quase sempre feito nas coxas. Coisa de preguiçoso e/ou foca! Ou faltou orientação?

O fato é grave, precisa ser checado antes de publicado. Como qualquer informação. Mesmo que venha de autoridades ou "otoridades" de plantão. Ou estamos falando de funcionários de um meio de comunicação que não sabem ou não querem se comunicar?

Imagine o tratamento dado às notícias da periferia andreense ou de São Bernardo, Diadema, Mauá, São Caetano, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra! Informou eu publico? Como confiar no DGABC? Como seguir o slogan e "começar o dia muito bem informado"?

Como ficam os jornalistas responsáveis pelos textos? Como fica o editor ou editora do caderno Sete Cidades? Como fica o diretor de Redação? Vai arder no de quem? No do delegado ou no do escrivão de polícia?

Voltar aos bancos da faculdade vem como primeira sugestão, mas é besteira. Lá,  se aprende cada vez menos. Se engana cada vez mais. É questão de competência, de comprometimento, de profissionalismo. Simples assim!

E agora, como limpar a imagem do Primeiro de Maio? Será que amanhã pintará aquela rara e simples correção ou espaço semelhante será utilizado para informar corretamente e pedir desculpas ao leitor e ao associado?

Duvido, mas, se acontecer, não resolve! Como cidadão, leitor e sócio do Primeiro de Maio, sugiro à presidência que acione do Departamento Jurídico, processe o jornal e exija indenização à altura dos estragos morais provocados.

Que o Diário não transfira a responsabilidade e pague o preço da incompetência de alguns de seus jornalistas. E sem essa de panos quentes, de  conversinha para acertos escusos ou desculpas esfarrapadas. 

sábado, 8 de março de 2014

Estupros: Prefeitura de Santo André é responsável

Confesso não ter lido o Diário do Grande ABC de ontem. Nem sempre tenho saco para encarar tanta asneira e falta de profissionalismo. Edição de hoje, no entanto, traz o rescaldo da prisão do maníaco do  Parque Central.

Por sinal, mais uma matéria malfeita, capenga, sem precisão nas informações, sem questionamentos incisivos e sem um pingo de interpretação dos fatos.

Pra quem não leu, vale lembrar que um idiota, de 55 anos, molestou sexualmente mais de 10 crianças e adolescentes da favela Gamboa. Em pleno Parque Central, provavelmente à luz do dia, aconteceram estupros e outros abusos inadmissíveis.

Moradores da comunidade armaram a arapuca e o "doente" foi pego. Quando o Mané estava levando o merecido corretivo, a Guarda Civil Municipal interveio. Em seguida, segundo o texto do DGABC, chegaram os investigadores do 1º DP.

Em nota, a Prefeitura lavou as mãos. Não assumiu qualquer responsabilidade. Simplesmente informou disponibilizar 18 GCMs para zelarem pela segurança do parque. A pé, de moto e (por minha conta), em 90% dos casos, em viaturas. Andar a pé cansa, né?

De que adianta  colocar 18 guardas -- em turnos de revezamento, lógico -- para dar segurança aos usuários se, há muitos anos,  a maioria não deixa a salinha da entrada principal.

Salvo raríssimas e elogiáveis exceções, os agentes públicos -- pagos por nós, diga-se -- jogam conversa fora o tempo todo. Talvez até role um truco... Quando não, fazem do celular um amigo inseparável.

Escrevo sobre isso há muito tempo. Usuários, e até traficantes de drogas, além de outros bandidinhos, fazem do parque o quintal de casa. Especialmente no final da tarde, entre os acessos da Visconde Mauá, da Javaés e da Gamboa, por onde, pelo buracos, entra quem quer,  a qualquer hora.

Frequento o PC há muitos anos, quase todos os dias, por isso não tenho receio de afirmar. Eu vejo! Por enquanto, não mudou nada de Aidan para Grana. Parece que ninguém quer nada com nada. Comprometimento nulo! Segurança nota zero!

Violência contra as crianças, dentro do parque, poderia ser evitada ou ao menos minimizada se nossos servidores trabalhassem de verdade, se mostrassem a cara o tempo todo em vez de se esconder no casulo da portaria. Será que ali tem mel!

Quem pegou o f.d.p. foi o grupo da favela, provavelmente formado pelos pais. Se nossos nobres funcionários municipais tirassem a bunda da cadeira ou da viatura -- mesmo que para chamar a PM --, talvez a sorte dessas crianças fosse outra.

Onde está o chefe da GCM que não vem a público para justificar os crimes sob as barbas de seus subordinados? Onde está o secretário de Segurança Pública para explicar tamanha omissão? Onde está o prefeito, que copia o antecessor e não toma atitude consistente?

Fica a certeza (?) de que, após a porteira arrombada, nossas autoridades vão garantir providências enérgicas, exemplares, talvez cortando o "dedo" ou as orelhas do cara.

Corretivo iniciado pelos próprios moradores vai acontecer na cadeia, não tenham dúvidas. Só que o ideal seria um conjunto de medidas preventivas, capazes de evitar cortes na alma que jamais vão cicatrizar.

Não adianta o delegado responsável dizer que o imbecil vai pagar por todos os abusos. Tudo poderia ser evitado. Por isso a Prefeitura de Santo André também deve ser responsabilizada. 

quinta-feira, 6 de março de 2014

Tigre: chuva de gols, jogo bom e empate ruim

Aconteceu de tudo ontem à noite no Estádio Primeiro de Maio, em São Bernardo.

São Bernardo e Rio Claro fizeram um jogo sem primor tático e técnico, mas eletrizante. Com direito a uma chuva de gols e alternância no placar.

Falhas individuais de jogadores e treinadores colaboraram para que saíssem exagerados 10 gols.

Porém,  o raro empate de 5 a 5 foi ruim tanto para o Tigre quanto para o Rio Claro, que ainda sonham com vagas no Campeonato Paulista e/ou na Série D do Brasileiro. O que está cada vez mais difícil.

Novamente no 4-3-1-2, com três volantes, um meia, dois atacantes e apostando nos contragolpes rápidos, o São Bernardo abriu 2 a 0 em apenas 10 minutos.

Eduardo marcou belo gol de falta aos oito e dois minutos depois Marino ampliou ao aproveitar lançamento do mesmo Eduardo e falha de cobertura da zaga interiorana.

Em desvantagem, o 4-4-2 do Rio Claro ficou mais ofensivo. Desprezou os cuidados defensivos ao dar espaços para os contra-ataques do Tigre.

Melhor postado, o time do técnico Fahel Júnior diminuiu aos 26 minutos com Rafael Costa em cobrança de falta que desviou  em Marino  e matou o goleiro Wilson Júnior.

Um minuto depois, no entanto, o São Bernardo ampliou com Bady, livre de marcação, após cruzamento escorado por Eleomar Bombinha.

Até aí, parecia um jogo normal. Mas tudo começou a mudar no final do primeiro tempo, quando Dudu,  volante e principal marcador do Tigre, fez falta e recebeu o segundo cartão amarelo.

Mesmo com um jogador a menos, o técnico Edson Boaro voltou sem a alteração lógica, que seria a substituição do pouco produtivo Eleomar Bombinha por algum marcador, no mínimo para recompor o setor e se proteger.

Jogo virou o samba do crioulo doido. Coisa de louco! São Bernardo sofreu verdadeira pane mental. Perdido, desarrumado e dominado, viu o Rio Claro fazer quatro gols  e ainda mandar uma bola na trave em 10 minutos: André Luiz aos três aos quatro e meio, Leo Costa aos 10 e Robson aos 13.

Atônitos, meio-campistas, laterais e zagueiros internos do Tigre falharam em sequência e viram o Rio Claro acelerar e atropelar. Passeios em amplas avenidas, especialmente na marginal direita. Sob o testemunho silencioso da torcida incrédula.

No banco de reservas, Edson Boaro também parecia anestesiado. Quando já estava em desvantagem, colocou o meia Jean Carlos na lateral-esquerda e deslocou Eduardo para a direita no lugar de Rafael Cruz, além de fazer entrar os atacantes Diogo Acosta e Márcio Diogo.

Careca aproveitou falha da zaga para diminuir aos 15 minutos, de cabeça. E, mesmo com um jogador e menos, o São Bernardo  não desistiu. Foi ao ataque e encontrou espaços porque o Rio Claro, talvez imaginando o jogo decidido, diminuiu o ritmo ofensivo e a intensidade na marcação.

Tanto quanto Boaro, Fahel também não  motivou nem mexeu na hora certa. O time trocou a velocidade pela apatia, não aproveitou a vantagem numérica para matar o jogo e acabou levando o gol de empate aos 38 minutos, em nova jogada pela esquerda e cabeçada de Márcio Diogo.

Se a partida tivesse  mais cinco minutos, o Tigre ganharia. Se tivesse mais 10, o Rio Claro empataria. Se tivesse mais 20 minutos, terminaria 7 a 7 com uma lambança de cada goleiro.

Dos males, o menor, pelas circunstâncias do jogo. Mas o empate em casa foi ruim e deixa o São Bernardo ainda mais longe das vagas.



  

domingo, 2 de março de 2014

Santo André empata e fica mais longe da vaga. São Caetano vence mas ainda está perto da degola

Campeonato Paulista da Série A-2, a famosa Segunda Divisão, já teve 11 rodadas. Faltam, portanto, apenas oito para o encerramento da Segundona.

Representantes do Grande ABC,  Santo André e São Caetano estão em situações nada confortáveis para quem entrou sonhando com o acesso à elite estadual.

Oitavo na classificação geral, o Ramalhão ainda tem possibilidades de subir, mas, após o bom empate de 2 a 2 em Monte Azul, ficou a cinco pontos do quarto colocado, o Marília.

Os mesmos cinco pontos o separam do inferno do rebaixamento. Portanto, é bom tomar cuidado e voltar a vencer para não ficar entre os ameaçados.

Já o Azulão, apesar da vitória fora diante do fraco Barueri ( 2 a 0 ),  continua a apenas um ponto do Guaratinguetá, 17º e primeiro na lista da degola.

São Caetano, que já foi campeão estadual na elite,  está a distantes nove pontos do patamar classificatório. Melhor esquecer o céu e não perder o foco do inferno.

Em 33 pontos disputados, o Santo André ganhou 16. Foram três vitórias, 7 empates, uma derrota, 12 gols a favor, 12 contra,  saldo de zero e aproveitamento de  48,5%, contra 63,6% do Marília.

Ramalhão é o rei do empate e um dos que menos perdem. Só não perdeu menos que o invicto Red Bull, o terceiro colocado e candidatíssimo ao acesso.

Já o São Caetano está em 13º lugar com 12 pontos ganhos, frutos de 4 vitórias, nenhum empate e sete derrotas, 13 gols a favor, 13 contra, saldo nulo e aproveitamento  de apenas 36,4%.  Tem ojeriza à igualdade, mas "adora" perder.

Próximos três jogos do Santo André: Batatais (fora), São José (casa) e Rio Branco em Americana. Os desafios do Azulão: Catanduvense e União Barbarense em casa; e o líder São Bento em Sorocaba.

Clássico entre Santo André e São Caetano só acontece na última rodada, dia 13 de abril, no Anacleto Campanella. Só faltava o encontro decidir a sorte do Ramalhão rumo ao acesso e a do Azulão a fugir de novo rebaixamento.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Não deu para o Tigre. Verdão foi melhor

O São Bernardo até que se esforçou, mas não brilhou o suficiente para encarar o Palmeiras de igual pra igual ontem à noite no Pacaembu.

Tomou um gol em cada tempo -- Alan Kardec e Valdívia --, perdeu de 2 a 0 e agora fica em situação nada confortável para chegar como segundo colocado do Grupo C do Paulistão e/ou ainda pensar na Série D do Brasileiro.

Tigre perdeu porque o Palmeiras teve mais volume de jogo, foi mais intenso e mais organizado taticamente. Também porque é inferior tecnicamente e desta vez o bom sistema defensivo não brilhou.

O técnico Edson Boaro até que tentou, mas claudicou diante de um Palmeiras basicamente no 4-2-1-3 com variação para o 4-2-4 e no final o 4-3-1-2. Cuidadoso e ousado ao mesmo tempo. 

O desenho tático é bem menos importante do que a movimentação e a compactação na hora de defender e atacar, mas o time de Edson Boaro não encontrou o sistema ideal para marcar forte e contragolpear em velocidade.

São Bernardo começou no 4-3-1-2, com três volantes, um armador sem brilho e dois atacantes. Como o Palmeiras acelerou o jogo e explorou as laterais do campo ( às costas de Caíque e Eduardo) e os volantes não foram consistentes na marcação, o time não se encontrou.

Melhor sistema defensivo do campeonato deu espaços que não costuma dar. Ofensivamente, o Tigre chegou a ameaçar apenas em chutes de fora, especialmente com Careca, que esbarraram na firmeza do goleiro Fernando Prass.

Em desvantagem, o São Bernardo voltou para o segundo tempo no 4-2-2-2, ao trocar o mais marcador e pouco eficiente William Favoni pelo bom armador Jean Carlos. Ataque melhorou um pouco, mas a defesa ficou ainda mais exposta.

Após tomar o segundo gol, aos 11 minutos, o São Bernardo trocou o inoperante Gil, sem espaço para usar a velocidade, pelo centroavante Eleomar Bombinha. Nada mudou também porque Gilson Kleina passou para o 4-3-1-2, ao trocar Marquinhos Gabriel por Mendieta.

Última cartada de Boaro, o 4-2-1-3, aos 31 minutos, também  não vingou. Com o atacante Márcio Diogo no lugar do volante Dudu, o time ficou teoricamente mais ousado mas ainda ineficaz.

O Palmeiras não se expôs, manteve a marcação encaixada e abriu mão da intensidade e da velocidade para garantir o importante resultado.

São Bernardo é o terceiro colocado do Grupo C, atrás da Ponte Preta. Pela vaga na Série D do Brasileiro, hoje a luta direta é contra Botafogo, Penapolense, Ituano e Audax. 

Ficou difícil chegar às vagas, mas a derrota diante de um time melhor não pode abalar a motivação do Tigre. Ainda restam quatro rodadas.   

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Esporte de S. Caetano nas mãos de quem conhece

Finalmente, depois de um sem-número de promessas não cumpridas e lambanças perpetradas por  políticos para-quedistas de plantão, o esporte de São Caetano está nas mãos de quem conhece.

Isso não significa, no entanto, que o ex-atleta e professor de Educação Física Walter Figueira Júnior chega como salvador da pátria. Do dia para a noite, ninguém faz milagre. É indispensável trabalhar muito.

Currículo não falta ao servidor público que virou professor de natação antes de ser diretor do Departamento de Esportes e Turismo, diretor de Educação, vice-prefeito e chefe de Gabinete.

Currículo, competência  e experiência! Desde 2001, WFJ conviveu mais de perto com os prefeitos Luiz Tortorello, José Auricchio e agora Paulo Pinheiro.

Infelizmente, principalmente Paulo Pinheiro deixou de tratar o esporte, os cidadãos, os professores, os técnicos e os atletas de São Caetano com o respeito que todos merecem.

O campeoníssimo esporte de São Caetano vem em queda livre nos últimos anos -- inclusive com Auriccchio --, mas o prefeito garante que o orçamento não será reduzido -- já foi -- e que os compromissos serão honrados. É ver pra crer!

Walter Figueira Júnior tem estofo e história para recolocar o esporte da cidade nos eixos. Mas isso não significa simplesmente pagar os salários de campeões como o menino de ouro Artur Zanetti.

Também não será suficiente anabolizar o judô e o atletismo de tantas conquistas e inúmeros atletas olímpicos. É preciso, sim, dar força ao alto rendimento,  ao competitivo. Não à exclusividade.

Esporte, de verdade, não é só isso não. Que os olhares do educador não deixem escapar a importância das escolinhas de esportes e das categorias de base que vão formar campeões. Quando não vingar, que se formem cidadãos de bem por meio da inserção social.

Para uma cidade com alto número de idosos, também não fica bem deixar  adultos maduros e o pessoal da Terceira Idade de lado. É bom olhar com carinho para eventos e atividades específicas  para a faixa etária. Não importa se com aulas de ginástica ou até com as tradicionais corridas de rua.

Esporte comunitário, da forma mais abrangente, é outro filão da saúde que não pode ser desprezado pelo professor Walter. E tenho certeza de que isso não vai acontecer. Já vi este filme.

O colega Walter é do ramo e no início dos anos 2000 foi primordial para colocar o esporte de São Caetano em patamar de campeões. Por isso,  tem plenas condições de reposicionar o segmento em destaque estadual e nacional.

Repito: sem se esquecer do doméstico, do cidadão comum, da criança, do jovem, do velhinho. Voltar a ganhar Jogos Abertos e Regionais não pode ser prioridade.

Se o professor não mudou o perfil, se não virou cordeirinho sem transparência ou simples político de palanque, não há por que se preocupar. O esporte de São Caetano tem tudo para melhorar.

Pelo menos em São Caetano o esporte fica nas mãos de quem conhece, de quem, como já disse,  tem experiência e competência de sobra.

Enquanto isso, em Santo André, infelizmente o prefeito Carlos Grana faz média e insiste em dar moral para Marta OK Sobral. Teimosia com cheiro de burrice e politicagem barata!

P.s.:  exonerado depois das manifestações populares (na rua e  na Câmara) dos principais prejudicados pela vergonhosa e injustificável falta de pagamento, o ex-secretario volta a ser vereador (PCdoB) e promete botar a boca no trombone. Garante que existem (ou existiam) repasses irregulares da Prefeitura aos clubes pagadores (?). Então, senhor Eder Xavier,  se ameaçou, que agora abra a caixa-preta e acabe com a acusada "farra com dinheiro público". Doa a quem doer! Só não pode sobrar para quem trabalha representando a cidade.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Futebol do ABC em patamares bem distintos

O momento mostra o futebol profissional do ABC em patamares bem distintos. Aspirações e riscos, logicamente, são  proporcionais às colocações na tábua de classificação.

No Paulistão, o São Bernardo sustenta boa performance, está em terceiro lugar  e sonha com o segundo do Grupo C e/ou com uma das duas vagas no Grupo D do Brasileiro pela pontuação global.

Na Segundona, enquanto o Santo André está em sétimo e ainda briga por uma das quatro vagas  à elite estadual, o São Caetano já deu adeus ao sonho do acesso. Se continuar nessa draga, com mais baixos do que altos, ficará ainda mais próximo de mais um rebaixamento.

São Bernardo vem de bom resultado em Lins. Fez 3 a 1 com méritos. Mas correu riscos desnecessários ao mostrar desorganização tática e recuar em excesso no segundo tempo. Foi acuado mas achou o terceiro gol em contra-ataque, no finalzinho.

Primeira etapa do time de Edson Boaro foi  altamente convincente. Marcação ostensiva, contragolpes em velocidade e padronização tática exemplares. Parecia jogar em casa.

Próximo jogo, quinta-feira, fora, contra o bom mas abalado Palmeiras, vai deixar claro aonde o Tigre pode chegar. Marcar forte  do começo ao fim e apostar naquela bola fatal é receita infalível, para todos os paladares.

Na A-2, o Ramalhão está a apenas um ponto dos classificados. Tem três jogos cruciais para dizer, com clareza, a quê veio. Vencer o instável União Barbarense, quarta-feira, no Brunão, é indispensável.

Contra Monte Azul e Batatais, ambos no Interior, o Santo André, agora dirigido por Vilson Taddei, terá paradas indigestas. Os dois também brigam mais diretamente pela quarta vaga.

Já o decadente, instável  e ameaçadíssimo Azulão, que demitiu o técnico Nedo Xavier, está a apenas um ponto da zona de degola. Quem diria? Pra quem já teve tantas conquistas... Um vexame.

Vem de derrota em casa para o Rio Branco e agora vai pegar o Capivariano e o Barueri fora. Depois recebe o Catanduvense. Se mantiver a instabilidade, vai cair e, provavelmente, desaparecer do cenário futebolístico nacional.