Donizeti Raddi, 71 anos, corintiano, jornalista e professor de Educação Física aposentado. Hoje, trilheiro, montanhista amador, aventureiro e blogueiro ocasional.

Quem sou eu

Minha foto
Santo André, São Paulo, Brazil

Seguidores

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Santo André volta à elite com méritos. E agora?

O Santo André de tanta gente e bela história está de volta à elite do futebol paulista. Depois do empate de 0 a 0, sábado em Barretos, garantiu o acesso e vai disputar o título da A-2 com o Mirassol, que venceu o Batatais por 2 a 0. Como teve melhor campanha, o Mirassol decide em casa.

Mesmo em se tratando de um time limitado -- especialmente devido ao perrengue financeiro por que passa -- o Ramalhão não pode ser desprezado. Conquista deve sim ser valorizada por quem abusou da instabilidade mas renasceu das cinzas.

Ou deixar na saudade times com futebol mais estruturado como o rival São Caetano e o forte Bragantino não merece respeito? Entrar em oitavo, no sufoco, e agora estar na finalíssima não é tarefa para meninos. É coisa de gente grande.

Jogo de sábado não foi nada além do que se esperava. Num 4-3-3 mais compactado, o técnico Toninho Cecílio -- talvez o principal fator do acesso heróico --  montou uma linha de quatro, mais três volantes, ficando a incumbência de atacar, só na boa, com Branquinho, Guilherme Garré e Antônio Flávio.

Pouco fez ofensivamente nos 90 minutos,  nem contragolpear com inteligência, mas o sistema defensivo foi quase impecável, com destaque para os zagueiros internos, os volantes e o goleiro Zé Carlos, autor de pelo menos três defesas difíceis.

Mesmo com um jogador a mais desde o final da primeira etapa -- o lateral-esquerdo Paulo foi expulso de forma infantil, Tiago Ulisses trocou o meio pela lateral e os três "atacantes" recompuseram o setor --  o Barretos raramente foi competente no momento de criar,  pressionar, penetrar e finalizar.

Diante de 5 mil torcedores, time de Vilson Tadei  não se impôs. Teve um pouco mais de volume; nada mais. Insuficiente pra superar um time determinado a marcar ostensivamente,  como sempre. Não o bastante pra  abrir o marcador e depois botar pressão pra chegar ao segundo gol.

Com todo respeito, um touro frouxo, velho,  cansado. Incapaz mesmo de ressuscitar o  histórico boi Bandido. Sem força pra provocar tombos nem chifradas. Muito mais do que os famosos oito segundos, o  valente Ramalhão se manteve no lombo do Touro do Vale por mais de 90 minutos.

Conquista deve ser festejada e enaltecida. Porém, o olhar dos dirigentes do Santo André deve estar voltado para o futuro. E agora?Sem dinheiro e, pior,  com débitos, como montar um time competitivo para o  Paulistão 2017? Cotas da TV e da Federação não bastam.   

domingo, 24 de abril de 2016

O Ramalhão, a elite e o boi Bandido

Depois de muito tempo, voltei ao Estádio Bruno José Daniel  pra ver o Santo André in loco, ao vivo. Desta vez sem cabine de Imprensa. Agora no meio do saudoso povão.

Sinceramente, pra quem é exigente, apaixonado por esporte, já viu esquadrões inesquecíveis e   acompanha a história do clube há 43 anos, não tenho dúvidas de afirmar que esse time é bem limitado. Fraco.

Técnico Toninho Cecílio e equipe tiram leite de pedra. É um verdadeiro milagre estar a apenas um empate ou até derrota por diferença de um gol, sábado em Barretos, para se classificar à decisão da A-2 e garantir acesso à elite do futebol paulista.

A  importante e merecida vitória de 2 a 0, diante seis mil pessoas -- muitas das antigas --  foi  inquestionável. Porém, não esconde limitações técnicas e táticas não  tão raras na Segundona.

Num gramado duro, com a bola sempre viva demais, o que se viu foi um time que esbanja vontade e aplicação defensiva. Jogadores esforçados, nada mais do que cumpridores das determinações do treinador-motivador, que sempre privilegiou a marcação ostensiva, em detrimento da arte, da ofensividade, do jogo objetivo rumo ao gol adversário.

Também, pudera, treinador deve dançar conforme a música. Sem dinheiro e com débito  na praça, não dá para o clube contratar. Sem qualificação técnica, chegar às semifinais já é motivo de festa. Só com muito trabalho e  suor.

Por isso não será surpresa se o Ramalhão -- fechadinho, compacto e inteligente para contra-atacar em velocidade -- voltar de Barretos sem tombos nem chifradas. Ficar no lombo do touro por oito segundos ou 90 minutos não é missão impossível, não.

 Santo André foi melhor no jogo de sábado. Embora tivesse excesso de cuidados defensivos ao entrar com três volantes, um armador e dois  homens mais próximos -- ou menos distantes -- do gol. Mas Antônio Flávio, como centroavante flutuante, ficou isolado.

Como o Barretos, apesar de alguma organização defensiva,  não conseguia chegar nem penetrar --  afinal, o empate estava ótimo -- numa zaga interna em dia de graça -- laterais atacam melhor do que defendem --, as reais ocasiões de gol foram raras no primeiro tempo. Duas do anfitrião e uma do visitante, em contragolpe.

Porém, o Santo André voltou para o segundo tempo com o atacante Robson no lugar de um dos volantes,  Dudu. Individualista, Robson não brilhou e ainda perdeu dois gols por preciosismo, faz o time mudou da água pro vinho com a alteração.

Em termos de atitude, trocou a precaução pelo risco, pela ousadia. Trocou os passes laterais por rapidez e penetrações  também verticais. Trocou o falso e estéril volume por uma intensidade indispensável pra quem joga em casa, diante de uma torcida que lembrou os velhos tempos.

Taticamente, trocou o 4-3-1-2 pelo 4-2-1-3. Sim, com três atacantes e o armador Fernando chegando à frente. Tanto que o camisa dez -- não é nenhuma Brastemp mas sabe jogar -- fez os dois gols.

O primeiro aos 15 minutos, penetrando entre os zagueiros e tocando na saída do goleiro,  e o segundo aos 34, sofrendo e cobrando pênalti discutível. Pra mim, nem foi tocado pelo central Garutti. Juizão demorou pra marcar e só o fez com a ajuda do assistente.

Sem forças pra chegar com perigo à frente e com o Santo André meio acomodado, o Barretos deve ser dar por contente por não ter perdido de três ou quatro. Resultado seria irreversível. Com 2 a 0 ainda há esperanças.

Se o Barretos  ressuscitar o famoso boi Bandido -- touro histórico e um dos mais temidos do mundo -- ou  encarnar o Agressivo -- sucessor atual já com fama internacional -- o Ramalhão não aguenta oito segundos.

                                                              ***DE  PRIMEIRA***

*** Assisti à  importante vitória  ao lado de três personagens importantes na história do Santo André: o ex-volante Fernandinho, o     ex-massagista Miguel de Oliveira e o jornalista e amigo Daniel Lima.

*** Antes do jogo, diante de filas de acesso que só tiveram fim aos 15 minutos do primeiro tempo, encontramos o conterrâneo Vitor, ex-goleiro do próprio Ramalhão. Hoje o  caipira rio-pardense, como eu, é gerente de futebol do Rio Claro.

*** Pra não passar batido: clássico em que o Santo André eliminou o São Caetano foi o pior que vi -- pela TV --  em todos os tempos entre ambos. Ao Azulão sobraram incompetência ofensiva,  discurso monocórdio com toques laterais. Sem criatividade e ousadia, o que se viu um time frouxo, insosso. Ao vencedor restou jogar com o regulamento debaixo do braço, mesmo sem capacidade para armar um único contragolpe fatal.  Foi um joguinho, um acinte ao torcedor.

*** Com méritos, o grande Santos e o pequeno e surpreendente Audax/Osasco fazem a final do Campeonato Paulista. Duas boas semifinais, sem especulações nem medo.

terça-feira, 8 de março de 2016

Desrespeito à natação andreense. De novo

Entra ano, sai ano, e nada muda. Entra prefeito, sai prefeito, e nada muda. Entra partido, sai partido, e nada muda. O esporte de Santo André continua sendo desrespeitado.

Quanto não,  esquecido, descartado e humilhado. O ex, Aidan Ravin, mereceu o selo de Prefeito Inimigo do Esporte. O atual, Carlos Grana, consegue ser pior e também faz jus ao  selo negativo.

Se ele preferir, pode escolher uma estrelinha -- vermelha, lógico -- e pregar na testa. Inclusive de sua secretária de Esporte e Lazer. 

Marta Sobral pode ser boa pessoa e foi destacada atleta da Seleção Brasileira de Basquete, mas, como dirigente, ainda não passa de um zero à esquerda.

Se pretende mesmo se candidata a uma cadeira na Câmara, que não fale de seu trabalho, capenga, à frente do Esporte. Mesmo com verba irrisória -- menos de 1% do orçamento --  e sem apoio efetivo do Executivo,  Marta poderia ser menos limitada e omissa.

Minha bola da vez volta a ser a natação, tanto quanto outras modalidades, vítima de descaso e falsas promessas. Cuidado com a verba e com os desvios, pessoal do Esporte!

E com o Petrolão  de tantas propinas, doações e maus exemplos. Estamos em ano eleitoral. Lorotas e conversa fiada vão  fluir como besteira na entrevista/comício do  "homem mais honesto deste País".

Não é de hoje que o pessoal da natação de Santo André come o pão que o diabo amassou. Sem verba decente -- cerca de R$ 250 mil anuais, sem piscina e cada vez mais sem atleta e sem horizonte.

Tudo por falta de competência, de comprometimento, de honradez e de pagamento a fornecedores e prestadores de serviço.

Piscinas do Complexo Esportivo Pedro Dell'Antonia têm sido o retrato de descaso. Desde outubro do ano passado as duas piscinas de treinamento de nossos atletas desfilam problemas.

Um dia a Prefeitura não paga o fornecedor de cloro e outros materiais. O que não é novidade pra quem está quebrado. No outro, dá calote na empresa que fornece o gás e a piscina fica fria.

Quando parece tudo em ordem, atrasa o salário de professores e outros funcionários. Na semana seguinte se esquece da manutenção e em seguida percebe que chuveiros estão queimados, azulejos quebrados e maquinário deteriorado.

Agora, mais uma vez por ausência de ou pagamento em  atraso, a Comgás cortou o fornecimento e nossas águas estão geladas, sem condições de uso adequadas.

Religação do gás na piscina olímpica, a grande, aconteceu ontem, conforme prometido,  mas ainda não se tem certeza se vai esquentar mesmo. Mas por que não ligaram também a semi-olímpica, que está em ordem após ficar bom tempo em reformas estruturais? Prometeram pra hoje. Será?

Caramba! Será que os responsáveis do Poder Público vão insistir na surrada cantilena de assumir mas não cumprir compromissos básicos com o Esporte. No caso, a natação.

Enquanto isso nossos melhores atletas, nossas promessas, nadam de braçadas para o colo de outros clubes. Eram cerca de 200; hoje não passam de 150.

Enquanto isso o prefeito parece mais preocupado em prestar solidariedade aos amiguinhos do peito. Sim, ele estava lá no final de semana para abraçar e aplaudir as bravatas vomitadas pelo seu criador. Aquele que se acha Deus.  





quinta-feira, 3 de março de 2016

Outra lorota da administração Grana

Garanto que minha intenção não é ficar pegando no pé deste ou daquele político. Tampouco tenho ou pretendo ter qualquer vínculo partidário. Quero distância de todos. Me provocam urticária. Quanto não, nojo.

Porém, não consigo ficar calado quando o Poder Público insiste em não assumir a responsabilidade. Quando prefere mentir, abusando da boa-fé dos cidadãos comuns. Aqueles que pagam impostos religiosamente e não dependem de amigos camaradas.

Palavra do leitor da edição de ontem do Diário do Grande ABC traz resposta (?) da Prefeitura à leitora Thelma Ribeiro, que no dia 29 reclamou da falta de segurança no Parque Antônio Fláquer, o antigo Jardim Tamoio, ali no Ipiranguinha.

Por meio da Secretaria de Segurança Urbana e Comunitária, a administração Carlos Grana esclarece (?) que mantém patrulhamento no parque todos os dias, com rondas dentro e fora (?) do próprio municipal.

Informa (?) ainda, que, por meio de concurso público,  está em fase de contratação de novos guardas civis municipais para repor efetivo perdido com aposentadorias nos últimos anos.

Caro prefeito, mais uma vez seu secretariado não assume,  falta com a verdade. Como capitão, você é o maior responsável. Isso mesmo! A resposta do seu  "homem de confiança" é mentirosa. Pura lorota. Passa longe da realidade. O que, cá entre nós, torcedores do Corinthians, não é novidade.

Fico muito à vontade pra discordar e desafiá-los a provar que estou errado. Frequento com assiduidade pelo menos quatro dos nossos principais parques - Celso Daniel, Central, Regional e Antônio Flaquer.

Nenhum deles é seguro. Em todos falta efetivo e sobra incompetência administrativa no quesito segurança.  Salvo raríssimas e honrosas exceções, muitos dos nossos GCMs ganham mal, são preguiçosos, descompromissados e carecem de liderança digna de respeito.

No pequenino e charmoso Jardim Tamoio não é diferente. Corro e caminho ali pelo menos cinco vezes por semana. Às vezes, no mesmo dia, corro ali e no Central. Quando cismo, no final de semana, faço o tour dos quatro parques -- cerca de 20km.

Portanto, sem medo de errar: a resposta não passa de enganação deslavada, de conversa mole pra boi dormir. Talvez a escola federal/partidária esteja a ditar cátedra. Bela cartilha! Se colar... Não cola.

Como no Regional (Jaçatuba), ali não existem GCMs fixos, quando o ideal seria presença permanente e atuante. Em todos.  Quando muito, em ano bissexto -- dia 29 de fevereiro -- , eles passam pra dar uma olhadinha. Sem ao menos descer da viatura. Dão uma volta bem devagarinho e caem fora.

E olha que ali já aconteceram furtos, brigas e até violência sexual. Pra quem não se lembra, cito aquele senhorzinho com cara de santo que fazia carrinhos de pet mas  há pouco tempo abusou de crianças no antigo banheiro.

Todos os dias, pelo cinco homens e uma mulher -- possivelmente moradores de rua -- fazem do jardim um parque de diversões, uma casa de sogra,  um boteco particular. Brigam, quebram lixeiras, enchem a cara, perturbam e ameaçam usuários -- inclusive professores e alunos da  própria Prefeitura.

Outro dia, ainda nesta semana, um deles me pediu dinheiro pra comprar cachaça, enquanto a mulher, sem o mínimo pudor, ajeitava-se num cantinho. Sim, até mesmo necessidades fisiológicas os bebuns -- acho, mas não posso garantir se rola droga --  fazem ali ao lado do palco, colado no espaço de ensaios da banda lira. 

Por falar em banda lira, parece que o maestro continua mandando no espaço. Seu veículo Fiesta -- ou seria Celta? --  tem lugar cativo. Acho até que o maestro mora ali ilegalmente. A lei permite isso, senhor prefeito?

Voltando à falta de segurança. Nas raríssimas ocasiões em que dão as caras, nunca a pé,  os agentes públicos não fazem absolutamente nada para coibir a bebedeira e os abusos em local público. Não fere a letra da lei, senhor prefeito?

Como escreveu a leitora, às vezes há necessidade de intervenção dos próprios usuários, já que nossas autoridades preferem o exercício do faz-de-conta. Como complemento, como resposta, um desfile de mentiras e desculpas esfarrapadas.

Desculpas tão descabidas quanto afirmar, na edição de hoje,  que os entulhos da antiga favela Gamboa são mantidos no local "para evitar invasões". Ridículo! Temos cara de trouxas?

Falta atitude de gente grande. Por isso  o Poder Público se apequena. Além de usuários de droga,  bandidos, lixo e entulho, garanto que ali existem ratos, baratas e até o mosquito maldito. E só vai piorar, porque o espaço pode estar contaminado.

Com um pouco de boa vontade, bem que a AES/Eletropaulo, dona do terreno por onde passam suas torres de transmissão, poderia ajudar a população do entorno e os frequentadores do Parque Central.



domingo, 28 de fevereiro de 2016

O prefeito arrogante e o boi fujão

Aconteceu quinta-feira à noite. Não sei onde estava com a cabeça quando troquei o SporTV pela GloboNews.

Trocar o futebol pela entrevista do prefeito de São Bernardo ao jornalista Mário Sérgio Conti, no programa Diálogos, foi uma grande roubada. Com cheiro de piada. Fiquei enojado.

Apadrinhado pelo ex-presidente Lula, o prefeito e ex-ministro foi irritante. Estivesse diante de anfitrião não tão educado, o senhor Marinho não falaria tanta besteira.

Como sempre, tem um mundo só seu. Fora da realidade de 80% dos brasileiros mas dentro das exigências mais comezinhas  e estapafúrdias do universo petista.

Mal-educado, arrogante, cínico e debochado -- por sinal, cópia fiel do criador -- Marinho foi do começo ao final na mesma ladainha. Conversa mole pra boi dormir. Nada de consistência. No mundo da fantasia.

Sempre a defender um falso líder, um boi fujão, sem moral e com carácter minimamente questionável. Dilma e, principalmente, seu padrinho  jamais têm culpa de nada.

"Perseguido". A culpa é do Ministério Público, da Polícia Federal, da oposição (frouxa pro meu gosto) e de quem quer que se atreva a discordar de um discurso antigo, mentiroso e populista.

A culpa é do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso,  da ex-amante, daselite, da economia mundial e da grande Imprensa -- inclusive a Globo --, que " só critica" o ex-ainda presidente.

Tadinho! O cara é um santo. Todos à sua volta são santos.  Do pau oco. Basta vestir vermelho,  integrar o exército dos movimentos sociais, ser sindicalista a favor, correligionário, pau-mandado ou dependente financeiro.

De verdade, ninguém é  flor que se cheire no mundo político. Nem FHC, nem Aécio.  Não importa a coloração partidária.  Exceções são raridade.  Que atire a primeira pedra o herói sem deslizes.

Tadinha da família real. O chefe, a madame e seus pimpolhos só não passam necessidade porque têm amigos-empreiteiros ricos,  bonzinhos e caridosos a dar com pau.

Tadinho, né prefeito? Que tal um dízimo? Dê parte do seu salário e dos seus comissionados prontos a aplaudi-los ao padrinho com status divino.

Que tal bolsa familia, bolsa gás, bolsa aluguel, bolsa braço-curto, bolsa moradia, bolsa viagem?  Tudo pra grande familia e bancado por amigos do peito. Só nao precisa bolsa educação. Por motivos óbvios.

Aquele mesmo que foje da raia o tempo todo e só se lembra de conviver de fato com os pobres na hora do discurso condutor de votos. Empreiteiro é sempre mais interessante. Pra quê cachaça?  Bora tomá umas Brahma...

Tadinho! Quase chorei. Se fosse o Criança Esperança, juro que eu ligaria pra fazer uma doação. Legal, lógico! Tudo legalizado! Como sempre fizeram Odebrecht , OAS, UTC e tantas outras.

Pois é, Marinho, bobinho, espertão, enganador-mor,  somos todos imbecis. Acreditamos em ambos. O sítio não é dele, foi presente surpresa,   o tríplex não é dele. Mas seria se nao fôsse pego com a boca na butija. Nem a cabine exclusiva, número 13, no estádio Primeiro de Maio, é dele.

Tá bom!  O Brasil independente acredita.O enroscado Museu do Trabalho e do Trabalhador, onde já enfiaram mais de R$ 20 milhões, também  não é um altar em homenagem ao papa Luiz Ignácio? Kkk!.

Rezo, todos os dias, para que prevaleça a justiça do juiz Sérgio Moro. Também rezo para que  o último sorriso, o último deboche e a última palavra também não sejam dele, do Brahma.

Se bem que, pensando bem, o risco é quase zero. Pra ter palavra é preciso ter caráter.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

IPTU, mais um absurdo de Grana

Volta e meia desapareço. Mas sempre volto. Às vezes mais calmo. Em outras, revoltado. Se  desta vez você escolheu  a segunda opção, acertou.

Mas como ficar calado. É impossível! Parece que a administração Carlos Grana tem cátedra no exercício da incompetência, da dissimulação. Ou da sacanagem contra  o cidadão comum.

A bola da vez é o IPTU, Imposto Predial, Territorial Urbano. Absurdo! Escorchante! Mais um atentado contra o bom senso e o bolso raso do cidadão comum.

Na maioria cupinchas, puxa-sacos e maus administradores, nossos homens públicos, capitaneados pelo prefeito petista  -- boa praça mas gestor de terceira classe -- conseguem fazer crescer áreas construídas com o adubo da pilantragem e a água da enganação.

O aumento anual do imposto é coerente, dentro de parâmetros incontestáveis, mas essa de se escorar em atualização de  levantamento aerofotogramétrico (?) para revisar a área construída e aumentar o imposto de inúmeros terrenos não passa de erro crasso ou conversa  mole pra boi dormir.

Cabe a tal empresa, contratada pela Prefeitura, dar explicações convincentes sobre as novas áreas. Quanto custou seu trabalho? Quais as referências? Houve licitação? É idônea? Então, justifique-se.

Sou uma das mais de mil vítimas que já entraram com processo administrativo. E  sabe-se  lá quanto vai demorar para ser analisado por servidores públicos com vontade questionável e velocidade de execução paquidérmica.

Cara, minha casa cresceu mais de 20m² sem eu perceber! Perto de outras vítimas, foi pouco.  Seria efeito "El niño",  falha de medição, milagre ou roubo à luz do dia? O último tijolo aqui colocado data da década de 70, senhor Grana. Venha conferir!

Sugiro ao prefeitão  que pegue seu secretariado responsável e venha aqui pessoalmente. Moro na rua Santo André, na frente do Sindicato dos Rodoviários.

Ah! Perdão! Talvez a melhor referência para alguns seja a Igreja Matriz. Para outros, como o nosso prefeito, o  manjado Botequim Carioca.  Grana, não se esqueça da trena ou do metro. Te espero. Costumo tomar caipirinha na laje.

Se minha medição estiver errada pago em dobro. Com a condição de que o valor, declarado,  vá para o caixa dois do seu partido como doação("legal") para a próxima campanha nas eleições municipais.

Também seria decente o senhor me devolver os R$ 45 referentes ao valor da matrícula do imóvel atualizada em cartório, à época exigida para dar entrada no processo  maldito administrativo. Quanta burocracia! O  provável erro não foi do cidadão, mas a conta é?  Não colou!

Faço a sugestão porque até agora, ao menos nas matérias superficiais e meramente informativas do DGABC "nota 10", os homens públicos não deram respostas consistentes. Só blá-blá-blá de Granado e cia.

Não basta adiar o pagamento de quem entrou com  recurso -- paguei metade, por precaução. Já que não dá pra agilizar tantas medições, a atitude mais sensata seria  rever ou cancelar o levantamento mágico e cobrar pela área anterior,  de 2014.

São milhares de  reclamações.  Está na cara que em muitos casos o erro é  mesmo da empresa. Porém, exigir coerência de quem prefere morrer a reconhecer um erro é como dar murro em ponta de faca.

Afinal, humildade não se compra no camelô da esquina. Nem no botequim. Tampouco na Petrobras. Enquanto isso, arde sempre no nosso. Sempre no nosso!


                                                     SUJEIRA NO PARQUE CENTRAL

Por falar em mazelas da administração pública, lagos do nosso Parque Central continuam premiados com o descaso da Prefeitura. Passe lá, caro prefeito. Leve seu secretário, o Carlão, substituto do Paulinho Serra.

Sujeira nas águas e nas margens dos lagos virou lugar-comum. Mas ainda vejo tal irresponsabilidade com indignação. Sei que o orçamento é restrito  e que a Prefeitura está no vermelho, mas não dá pra ficar quieto.

Na parte alta, mais próxima do Sabina e do acesso Javaés, o lago praticamente sumiu. Só mato,  entulho, garrafas pet , mau-cheiro e sujeira. Quase não se vê água, senhor Carlão. Uma vergonha!

domingo, 20 de dezembro de 2015

Barcelona e Noruega: show, aula e tri

O domingo foi um pouco diferente. Afinal, sem Campeonato Brasileiro de Futebol, é muito chato. Sem Corinthians, a coisa fica pior ainda.

Mas o dia foi bem interessante para o esporte mundial. Afinal, o Barcelona  passeou, deu show em Yokohama  e enfiou 3 a 0 no River Plate, conquistando o título do Mundial Interclubes de Futebol pela terceira vez ( 2009, 2011 e 2015).

À tarde, agorinha, na Dinamarca, a seleção feminina da Noruega também passeou;  deu outra aula de handebol, atropelou a Holanda ( 31 a 23) e  conquistou  o Mundial (1999, 2011 e 2015).

Se de manhã o show  saiu dos pés de Messi, Suárez e Iniesta -- ainda lesionado, Neymar não brilhou mas participou de dois gols -- à tarde o brilho ficou por conta das mãos de Mork, Loke, Harrem e  Grimsbo.

De manhã,  no Japão,  o River Plate não passou de  mero coadjuvante. Foi dominado mas pelo menos marcou de forma ostensiva no primeiro tempo, quando tomou o gol de Messi aos 35 minutos.

No segundo, cansou, afrouxou a marcação e levou um passeio e mais dois gols de Suárez. Placar moral seria pelo menos 5 a 0. Bravo só fez duas defesas difíceis.

À tarde, na Dinamarca, a aula foi  da favorita. Seis vezes campeã europeia e bi olímpica, a Noruega foi quase perfeita nos primeiros 30 minutos -- 20 a 9. Aproveitamento de  62%, contra 29%.

Com grande atuação ofensiva -- velocidade, precisão nos arremessos, leque de opções e jogo coletivo --  e um paredão defensivo, com destaque para quatro defesas muito difíceis da goleira  Grimsbo, a Noruega deitou e rolou.

Até então invicta, a  Holanda ficou longe do apresentado antes da decisão. Defendeu sem a costumeira regularidade e atacou de forma precipitada. Por isso a  extravagante diferença de 11 gols na primeira etapa.

Holanda até que voltou melhor no segundo tempo -- entre o quinto e o 22º minuto -- quando marcou melhor, com mais agressividade,  atacou com consciência e diminuiu a diferença para cinco gols.

Pura ilusão!  Mesmo sem a mesma concentração e a mesma performance do primeiro tempo, a Noruega voltou a se impor nos oito minutos finais e abriu oito gols.  Tanto que seu aproveitamento foi de 52%, contra 39% das meninas laranjas.

Título justo para as favoritas e fortíssimas candidatas à medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Vice com méritos para uma Holanda que  chegou como zebra e saiu aplaudida.

Romênia ficou em terceiro lugar ao  fazer 31 a 22 na Polônia, o que definiu a seleção brasileira como 10ª colocada no Mundial. Nossa menina de ouro, Duda Amorim, recebeu premiação como melhor jogadora do mundo na temporada 2014/2015.