Aconteceu de novo! Ontem, às 22h45min. Em plena rua Alvares de Azevedo, no centro de Santo André. Diante do Colégio Singular. Praticamente na hora da saída dos alunos.
Sem a mínima cerimônia, o caminhão da coleta de lixo faz a conversão, saindo da Capitão Mario Flaquer, e entra na Alvares de Azevedo, na contramão, sentido clube Primeiro de Maio.
Coincidentemente, onde eu acabara de jogar futebol e pegar o carro para voltar pra casa. Levei um susto. Mas não foi surpresa! O absurdo já havia ocorrido comigo outras duas vezes.
Por puro instinto, mas de forma perigosa, reconheço, não tive dúvida. Fui e, quase na frente do Singular, parei de frente para o caminhão. Afinal, doido ou não, eu estava com razão, na minha mão de direção, sem colocar outras pessoas em perigo.
Assustado, o motorista do caminhão meteu o pé no freio. Deve ter pensado: o que esse maluco tá querendo com esse carrinho na minha frente?
Indignado, mas consciente, o maluco só queria questioná-lo. E foi o que fiz:
-- Ei, campeão, você acha que está certo? Acha que está correto dirigindo na contramão e colocando em risco inúmeras pessoas? E olha que não é primeira vez que vejo atitude tão irresponsável. E se você bate no meu carro ou atropela alguém, como fica?
-- Não sei, senhor. Aí a gente vê, né.
-- A gente vê? É caso de Polícia. A coleta é de responsabilidade do Semasa. O Semasa sabe que o senhor faz isso?
-- Sabe sim! É ordem do Semasa. Vem de cima. Eu obedeço, senhor. E os "amarelinho" (agentes de trânsito) também deixam a gente fazer isso. Ninguém multa não. Não tenho culpa. Preciso trabalhar.
-- Campeão, você está até sendo educado, mas não muda nada o meu pensamento. Você está agindo errado, sendo irresponsável. Pode provocar um acidente grave.
-- Só cumpro ordem, senhor.
-- É sim moço. A gente faz o que mandam -- observou um jovem de uniforme laranja da equipe de coletores de lixo.
Com a palavra nossas caríssimas autoridades. Como fica? Quem assume? E se morrer alguém, quem responde? Ou, como Lula, ninguém sabe de nada que não lhe interesse ou que não signifique vantagens umbilicais?
Até quando aquele caminhão -- terceirizado ou não, não vem ao caso -- vai andar na contramão sem que alguém dê um basta? Não há justificativa. Ou vem aí mais uma sessão de mentiras, de conversa mole pra boi dormir?
Não acredito, mas se os funcionários de alto escalão do Semasa sabem o que acontece e compactuam com tamanha insensatez, tamanha irresponsabilidade, é o fim do mundo.
Tanto quanto possível anuência dos "amarelinhos". Os agentes de trânsito devem cumprir a lei. Não importa se o veículo presta ou não serviço ao Poder Público ou a uma autarquia municipal. Qualquer cidadão comum, como eu, seria punido. Então...
Não confio no prefeito Carlos Grana, mas ainda não tenho por que desconfiar da competência e da credibilidade do superintendente do Semasa.
Se é que o comando não mudou, Sebastião Ney Vaz deve se ver naquela situação do lateral que está levando bola nas costas e não tem zagueiro nem volante pra cobrir.
Caro Ney, o nome do Semasa foi citado. Talvez você não se lembre de mim, mas fica meu voto de confiança. Espero, portanto, que determine investigação e avalie com rigor as informações e a conduta dos funcionários. Ninguém me contou. Aconteceu comigo, Ney. De novo!
Já, se o pessoal do Trânsito faz mesmo vistas grossas para a imbecilidade talibanesca, que o diretor Epeus Monteiro e o secretário Paulinho Serra tomem as atitudes cabíveis.
Se qualquer um dos citados, inclusive o prefeito, tiver alguma dúvida, basta passar na Álvares de Azevedo, entre 22h e 23h. Em dia de coleta, lógico!
Pago pra ver! De novo, fica o desafio aos homens do poder. Afinal, o assunto não é o esquecido propinoduto; é apenas um simples "caminhão apressado", na contramão.
quarta-feira, 19 de novembro de 2014
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Sinalização deficiente no Caminho do Sal
Aberto em 1640 e recriado em junho último, o Caminho do Sal é, conforme já escrevi aqui, mais uma boa opção turística para ciclistas e caminhantes. Só que há necessidade de reavaliações e correções das prefeituras .
Do Pólo Turístico do Caminho do Mar, em São Bernardo, até o distrito de Taiaçupeba, em Mogi das Cruzes, são 53,5 quilômetros.
Para caminhantes, o ideal é que se cumpram as duas "pernas" em dois dias, pernoitando na charmosa e histórica Paranapiacaba, distrito de Santo André.
Primeira perna comporta 26 quilômetros de dificuldade média. O antigo Caminho do Zanzalá, do Pólo Turístico ( km 39,5 da antiga rodovia que nos levava a Santos) até o asfalto da SP-122 (Rio Grande da Serra a Paranapiacaba) são 16 quilômetros em estrada de terra.
Sinalização é boa, aceitável, mas, pensando bem, poderia ser maior e melhor. Mais viva, mais clara e mais direta, objetiva, pontual, inclusive com definição de quilometragem.
Dez quilômetros restantes são divididos meio a meio. Cinco de asfalto -- um saco, cansativo e quente -- até cruzar a linha férrea à esquerda e pegar terra. Percurso compete à Prefeitura de Santo André e continua mal sinalizado. Estrada para carros também está horrível. Uma cratera dentro da outra.
Turista não tem bola de cristal não, gente! É preciso que o pessoal da subprefeitura da nossa vila inglesa seja mais parceiro. Placas ou setas coloridas na bifurcação do Zanzalá, no asfalto e mais de uma na entrada à esquerda, ali no boteco, são bem-vindas. Bem visíveis!!! Como no tradicional Caminho da Fé.
Completei a segunda perna do Caminho do Sal na quinta-feira, sozinho. Como já fizera os sete/oito quilômetros iniciais, desta vez comecei errando, fora da rota normal. Por absoluta falta de sinalização clara!
Deixei o carro no bar do Zico, há 11,5 quilômetros de Paranapiacaba. Mochilinha de ataque nas costas -- com stick, facão, lanches, suco e água, lógico -- piquei a mula logo cedo.
Como cheguei ao asfalto que leva a Quatinga -- outro distrito de Mogi das Cruzes -- sem encontrar sequer uma placa do CS ou mesmo alguém que o conhecesse, concluí que estava mesmo fora da rota.
Mas toquei em frente e em pouco mais de uma hora estava em Quatinga, onde dei de cara com uma placa do CS mal colocada, indicando para seguir em frente se quisesse chegar a Taiaçupeba.
Caminho de terra, sombreado e sinalizado com alguma deficiência. Muitas vezes falta placa em cruzamento ou entroncamento. Noutras a indicação está no mato ou deixa dúvida em relação ao sentido correto.
Na volta não errei, mas me decepcionei bastante com a sinalização e com o trecho final daquela trilha. Graças ao Elói, dono de um bar em Quatinga, entrei à esquerda logo após um subidona e uma descidinha. Referência salvadora foi uma casa na bifurcação.
Se dependesse de uma placa sequer naquele local crucial, estaria perdido ou sairia novamente no asfalto. Uma falha que precisa ser sanada com urgência. Duas placas, pra quem vem e pra quem vai, são imprescindíveis. Por favor!
Tempo bom, sem tanto sol, e paisagem com sombra de árvores da Mata Atlântica foram fatores positivos, compensadores. Enfrentei certa dificuldade nas subidas, mas nada assustador.
Conforme orientação do Elói, eu passaria por dois carros queimados e sairia próximo do desativado pesqueiro Pedrinhas. Toquei em frente, ao som dos pássaros -- inclusive arapongas --, do vento e até de riachos.
Do km 15 ao km 17,5, mais ou menos, foi complicado. Estradinha virou trilha sem cuidados básicos assim que encontrei a carcaça do primeiro veículo queimado e ali desovado.
Prefeitura de Mogi poderia fazer uma manutenção decente no local. Não custa roçar e passar uma máquina pequena para amenizar os obstáculos de ciclistas e caminhantes.
Em vários locais havia tanta água e barro que pensei seriamente em parar para dar uma pescadinha. Esperar anoitecer pra caçar rã seria perigoso. Por isso segui adiante.
Com certo medo. Com os olhos no mato e a mão no mesmo facão que me ajudou a cortar uma árvore caída e desobstruir a estrada pouco depois de Paranapiacaba.
Quase no final do meu destino do dia (agora em rota correta, diga-se) dei de cara com a segunda carcaça citada pelo Elói. Outra tarefa para o pessoal responsável pelo turismo de Mogi das Cruzes.
Não pega bem! Se quiserem incrementar o fluxo de turistas no Caminho do Sal. Fica o alerta: se não fizerem manutenção preventiva a trilha vai fechar e o turista vai minguar. Ninguém é louco! A não ser os ladrões de veículos. Com os quais podemos dar de cara.
Mais alguns minutos e cheguei à estrada, já conhecida de outras aventuras, a pé ou com a Bala de Prata. Teimoso, fui logo procurar placar indicativas para quem vinha de Paranapiacaba/Taquarussu.
Outro erro grave! Não há sequer uma placa, pequena ou grande, indicando, para quem vem da vila inglesa, que ali é o início da trilha que vai dar em Quatinga. Custa pôr uma placa grande, com cores vivas, indicando para entrar à direita 200 metros depois do pesqueiro Pedrinhas?
Por isso eu errei e segui em frente. Por isso tive de andar mais cerca de quatro quilômetros até o bar do Zico. Por isso cheguei pregado! Afinal, foram mais de 36 quilômetros a pé.
Pior, muito pior, é que, quase três da tarde, o boteco estava fechado. E eu com a garganta seca pra tomar uma cervejinha gelada. Mesmo com água na mochila. Ainda bem que já havia lanchado e detonado uma Brahma no bar do Elói.
Peguei o carro, passei pelo pesqueiro do Mingão e voltei pelo asfalto, por Palmeiras/Ouro Fino/Ribeirão Pires.
Fiquei meio "descadeirado", quebrado, mas valeu a pena. Sempre vale! Duro foi jogar futebol na sexta à noite. Ainda bem que meus amigos-irmãos, o Cal e o Zé Luiz, correram por mim.
Do Pólo Turístico do Caminho do Mar, em São Bernardo, até o distrito de Taiaçupeba, em Mogi das Cruzes, são 53,5 quilômetros.
Para caminhantes, o ideal é que se cumpram as duas "pernas" em dois dias, pernoitando na charmosa e histórica Paranapiacaba, distrito de Santo André.
Primeira perna comporta 26 quilômetros de dificuldade média. O antigo Caminho do Zanzalá, do Pólo Turístico ( km 39,5 da antiga rodovia que nos levava a Santos) até o asfalto da SP-122 (Rio Grande da Serra a Paranapiacaba) são 16 quilômetros em estrada de terra.
Sinalização é boa, aceitável, mas, pensando bem, poderia ser maior e melhor. Mais viva, mais clara e mais direta, objetiva, pontual, inclusive com definição de quilometragem.
Dez quilômetros restantes são divididos meio a meio. Cinco de asfalto -- um saco, cansativo e quente -- até cruzar a linha férrea à esquerda e pegar terra. Percurso compete à Prefeitura de Santo André e continua mal sinalizado. Estrada para carros também está horrível. Uma cratera dentro da outra.
Turista não tem bola de cristal não, gente! É preciso que o pessoal da subprefeitura da nossa vila inglesa seja mais parceiro. Placas ou setas coloridas na bifurcação do Zanzalá, no asfalto e mais de uma na entrada à esquerda, ali no boteco, são bem-vindas. Bem visíveis!!! Como no tradicional Caminho da Fé.
Completei a segunda perna do Caminho do Sal na quinta-feira, sozinho. Como já fizera os sete/oito quilômetros iniciais, desta vez comecei errando, fora da rota normal. Por absoluta falta de sinalização clara!
Deixei o carro no bar do Zico, há 11,5 quilômetros de Paranapiacaba. Mochilinha de ataque nas costas -- com stick, facão, lanches, suco e água, lógico -- piquei a mula logo cedo.
Como cheguei ao asfalto que leva a Quatinga -- outro distrito de Mogi das Cruzes -- sem encontrar sequer uma placa do CS ou mesmo alguém que o conhecesse, concluí que estava mesmo fora da rota.
Mas toquei em frente e em pouco mais de uma hora estava em Quatinga, onde dei de cara com uma placa do CS mal colocada, indicando para seguir em frente se quisesse chegar a Taiaçupeba.
Caminho de terra, sombreado e sinalizado com alguma deficiência. Muitas vezes falta placa em cruzamento ou entroncamento. Noutras a indicação está no mato ou deixa dúvida em relação ao sentido correto.
Na volta não errei, mas me decepcionei bastante com a sinalização e com o trecho final daquela trilha. Graças ao Elói, dono de um bar em Quatinga, entrei à esquerda logo após um subidona e uma descidinha. Referência salvadora foi uma casa na bifurcação.
Se dependesse de uma placa sequer naquele local crucial, estaria perdido ou sairia novamente no asfalto. Uma falha que precisa ser sanada com urgência. Duas placas, pra quem vem e pra quem vai, são imprescindíveis. Por favor!
Tempo bom, sem tanto sol, e paisagem com sombra de árvores da Mata Atlântica foram fatores positivos, compensadores. Enfrentei certa dificuldade nas subidas, mas nada assustador.
Conforme orientação do Elói, eu passaria por dois carros queimados e sairia próximo do desativado pesqueiro Pedrinhas. Toquei em frente, ao som dos pássaros -- inclusive arapongas --, do vento e até de riachos.
Do km 15 ao km 17,5, mais ou menos, foi complicado. Estradinha virou trilha sem cuidados básicos assim que encontrei a carcaça do primeiro veículo queimado e ali desovado.
Prefeitura de Mogi poderia fazer uma manutenção decente no local. Não custa roçar e passar uma máquina pequena para amenizar os obstáculos de ciclistas e caminhantes.
Em vários locais havia tanta água e barro que pensei seriamente em parar para dar uma pescadinha. Esperar anoitecer pra caçar rã seria perigoso. Por isso segui adiante.
Com certo medo. Com os olhos no mato e a mão no mesmo facão que me ajudou a cortar uma árvore caída e desobstruir a estrada pouco depois de Paranapiacaba.
Quase no final do meu destino do dia (agora em rota correta, diga-se) dei de cara com a segunda carcaça citada pelo Elói. Outra tarefa para o pessoal responsável pelo turismo de Mogi das Cruzes.
Não pega bem! Se quiserem incrementar o fluxo de turistas no Caminho do Sal. Fica o alerta: se não fizerem manutenção preventiva a trilha vai fechar e o turista vai minguar. Ninguém é louco! A não ser os ladrões de veículos. Com os quais podemos dar de cara.
Mais alguns minutos e cheguei à estrada, já conhecida de outras aventuras, a pé ou com a Bala de Prata. Teimoso, fui logo procurar placar indicativas para quem vinha de Paranapiacaba/Taquarussu.
Outro erro grave! Não há sequer uma placa, pequena ou grande, indicando, para quem vem da vila inglesa, que ali é o início da trilha que vai dar em Quatinga. Custa pôr uma placa grande, com cores vivas, indicando para entrar à direita 200 metros depois do pesqueiro Pedrinhas?
Por isso eu errei e segui em frente. Por isso tive de andar mais cerca de quatro quilômetros até o bar do Zico. Por isso cheguei pregado! Afinal, foram mais de 36 quilômetros a pé.
Pior, muito pior, é que, quase três da tarde, o boteco estava fechado. E eu com a garganta seca pra tomar uma cervejinha gelada. Mesmo com água na mochila. Ainda bem que já havia lanchado e detonado uma Brahma no bar do Elói.
Peguei o carro, passei pelo pesqueiro do Mingão e voltei pelo asfalto, por Palmeiras/Ouro Fino/Ribeirão Pires.
Fiquei meio "descadeirado", quebrado, mas valeu a pena. Sempre vale! Duro foi jogar futebol na sexta à noite. Ainda bem que meus amigos-irmãos, o Cal e o Zé Luiz, correram por mim.
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
E o meu joão ficou sem casa
Pra quem não sabe, o meu joão é um casal de joão-de-barro, pássaro também conhecido como forneiro. Mistura de pedreiro, engenheiro civil, arquiteto e amante-à-moda-antiga.
Reza a lenda que, se traído, o macho, possessivo, ciumento inveterado, mata a fêmea. Sem piedade. Fecha, com o mesmo barro, a abertura de sua casinha encantadora. Vingança por asfixia. Só lenda!
Lenda à parte, estou bastante chateado com o que constatei hoje de manhã no Parque Central. Calma! Nenhum assassinato por ciúme. Mas não deixa de ser um crime... E não é passional!
Ainda não sei como provar. Porém, tenho quase certeza de que mais uma casinha de joão-de-barro foi roubada de uma árvore ali bem perto da administração.
Por que roubada? Simplesmente porque estava numa árvore baixa, ao alcance das mãos de qualquer adulto animal. O galho quase reto, fino, e sem aquela forquilha estratégica e protetora, facilitou o serviço do gatuno.
Por isso tenho quase certeza de que alguém levou a casinha dos meus amigos com galho e tudo. Pra casa ou pra vender, não interessa. É crime!
E não adianta dizer que foi o vento ou mesmo alguma maldade de moleque desocupado. Quem quebrou aquele galho e levou com tudo não deixou rastro. Deve ser um imbecil juramentado!
No chão não existe sequer um sinal do material usado na obra (de arte). Só ficou tristeza! Indignação de quem, como eu, fotografou, passo a passo, a casinha sendo construída desde março deste ano.
Obra foi interrompida em abril -- talvez por falta de verba do Programa Minha Casa Minha Vida -- e reiniciada só em outubro -- talvez como promessa eleitoral. Coincidência...
Fiquei feliz e voltei a fotografar o dia a dia do casal. Coisa de aposentado metido a andarilho e corredor ocasional! Não repara não!
Sem descanso -- a não ser no final de semana --, macho e fêmea pareciam se alternar em busca da lama e na construção propriamente dita. Uma maravilha da natureza! Determinação invejável!
Infelizmente, lá já não existe galho. Lamentavelmente, lá não mais existe o sonho da casa própria de pássaros com casamento marcado e filhote encomendado.
Sobrou a tristeza de um casal de joão-de-barro. Já não fazem aquele estardalhaço característico...
Sobra, também, uma pergunta inevitável: quem fiscaliza o Parque Central? Quem deveria cuidar das nossas aves, das nossas árvores, dos nossos peixes? Salvo qualquer engano, responsabilidade é da Prefeitura de Santo André.
Portanto, solicito providências da secretaria competente e do Departamento de Parques e Áreas Verdes. Afinal, se eu não estiver equivocado, provavelmente agora alguém furta até mesmo casa de joão-de-barro.
Me lembrei de um detalhe: será que não é a mesma pessoa que andava caçando outros pássaros e levando inclusive os ovinhos dos quero-queros para vender? É o fim do mundo! Estou indignado!
É melhor a Prefeitura tomar providências. Antes que roubem também as armas e os celulares dos guardas civis municipais.
Reza a lenda que, se traído, o macho, possessivo, ciumento inveterado, mata a fêmea. Sem piedade. Fecha, com o mesmo barro, a abertura de sua casinha encantadora. Vingança por asfixia. Só lenda!
Lenda à parte, estou bastante chateado com o que constatei hoje de manhã no Parque Central. Calma! Nenhum assassinato por ciúme. Mas não deixa de ser um crime... E não é passional!
Ainda não sei como provar. Porém, tenho quase certeza de que mais uma casinha de joão-de-barro foi roubada de uma árvore ali bem perto da administração.
Por que roubada? Simplesmente porque estava numa árvore baixa, ao alcance das mãos de qualquer adulto animal. O galho quase reto, fino, e sem aquela forquilha estratégica e protetora, facilitou o serviço do gatuno.
Por isso tenho quase certeza de que alguém levou a casinha dos meus amigos com galho e tudo. Pra casa ou pra vender, não interessa. É crime!
E não adianta dizer que foi o vento ou mesmo alguma maldade de moleque desocupado. Quem quebrou aquele galho e levou com tudo não deixou rastro. Deve ser um imbecil juramentado!
No chão não existe sequer um sinal do material usado na obra (de arte). Só ficou tristeza! Indignação de quem, como eu, fotografou, passo a passo, a casinha sendo construída desde março deste ano.
Obra foi interrompida em abril -- talvez por falta de verba do Programa Minha Casa Minha Vida -- e reiniciada só em outubro -- talvez como promessa eleitoral. Coincidência...
Fiquei feliz e voltei a fotografar o dia a dia do casal. Coisa de aposentado metido a andarilho e corredor ocasional! Não repara não!
Sem descanso -- a não ser no final de semana --, macho e fêmea pareciam se alternar em busca da lama e na construção propriamente dita. Uma maravilha da natureza! Determinação invejável!
Infelizmente, lá já não existe galho. Lamentavelmente, lá não mais existe o sonho da casa própria de pássaros com casamento marcado e filhote encomendado.
Sobrou a tristeza de um casal de joão-de-barro. Já não fazem aquele estardalhaço característico...
Sobra, também, uma pergunta inevitável: quem fiscaliza o Parque Central? Quem deveria cuidar das nossas aves, das nossas árvores, dos nossos peixes? Salvo qualquer engano, responsabilidade é da Prefeitura de Santo André.
Portanto, solicito providências da secretaria competente e do Departamento de Parques e Áreas Verdes. Afinal, se eu não estiver equivocado, provavelmente agora alguém furta até mesmo casa de joão-de-barro.
Me lembrei de um detalhe: será que não é a mesma pessoa que andava caçando outros pássaros e levando inclusive os ovinhos dos quero-queros para vender? É o fim do mundo! Estou indignado!
É melhor a Prefeitura tomar providências. Antes que roubem também as armas e os celulares dos guardas civis municipais.
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
O secretário e o desafio de 100 cestas básicas
Caro senhor Jilmar Tatto, secretário de Transportes da Prefeitura de São Paulo
Talvez a palavra correta seja proposta, mas desafio soa mais forte. O que não muda meu respeito pela pessoa que ocupa também as presidências da CET e da SPTrans.
Independentemente de letras e sílabas, quero deixar claro que o desafio é fruto de pura indignação. Inconformismo, decepção com a posição de funcionários do diretor do DSV, Roberto Vitorino Santos, responsável pelo deferimento ou não de defesas relacionadas a infrações de trânsito.
Explico melhor, com detalhes, antes de desafiá-los. Recebi, em julho último, duas notificações de autos de infrações do veículo Pajero TR4 Mitsubishi, prata, placas EQB-5153, em nome de minha esposa, Angela Maria Darcie.
Alegação dos agentes para os autos de infração: transitar na faixa/pista da direita, circulação exclusiva de determinado veículo, na avenida Rio das Pedras, nº 2045. Infrações teriam sido cometidas no dia 17 de junho. Uma às 6h39min e a outra às 6h40min.
Portanto, no mesmo local e no mesmo minuto o veículo foi autuado por dois agentes diferentes, provavelmente da SPTrans, comandada pelo senhor, segundo me informou um "marronzinho". Tudo conforme cópias de talonários apresentados. Com letras diferentes, diga-se. Muito estranho, diga-se! Falha ou má vontade dos agentes? Se for um carro dublê, que procurem e multem o transgressor!
Detalhes, e argumentos, caros secretário e diretor: 1) meu carro jamais esteve neste local, a não ser depois de eu receber a notificação ( fui checar in loco, onde detectei inclusive a existência de câmeras a poucos metros da ocorrência); 2) eu e minha esposa somos aposentados, moramos e trabalhamos em Santo André; 3) nestes dia e horários estávamos em nossa residência, ainda dormindo; 4) no referido horário a Pajero estava na minha garagem. Afinal, a Bala de Prata não está acostumada a sair para passear sozinha. Nem com estranhos.
Isto posto, e antes de receber a multa para pagamento de R$106, perder seis pontos na Carteira Nacional de Habilitação e entrar com recurso, ouso, com todo respeito, convidá-los a solicitar as imagens de câmeras existentes no local para confirmarem minhas palavras. Afinal, o ônus da prova cabe ao acusador. Provem!
Fica, então, respeitosamente, o desafio aos representantes do Poder Público: se vocês, ou qualquer agente ou autoridade de trânsito, provarem tratar-se do meu veículo, faço uma doação de 100 ( cem ) cestas básicas à instituição de caridade indicada pelos senhores.
Entendo como impossível, mas, em caso de comprovação, arco, obviamente, com multas e pontuações. Melhor, peço-lhes desculpas pela ousadia e entrego minha CNH às autoridades sem nem mesmo atingir o limite de pontos.
Caso contrário, o mais provável, a não-comprovação implicaria em pedido de desculpas e doação das mesmas 100 (cem) cestas básicas a pessoas necessitadas por mim indicadas.
Se for muito, podem optar por apenas três. Simbolicamente! A terceira seria doada pelo prefeito Fernando Haddad, a quem o desafio é extensivo.
Senhores Jilmar e Roberto, por favor, não me interpretem nem me queiram mal. Apenas boto fé nas minhas palavras. Pode parecer a desculpa esfarrapada de muitos mentirosos, mas não cometi tais infrações. Garanto!
Podemos registrar o desafio em Cartório. Ou os senhores não confiam na caneta, na honestidade e na competência dos seus agentes? Se confiam nos agentes, então encontrem o veículo clonado e punam o verdadeiro infrator.
Em nome da verdade e do bom senso, tenham a humildade e a coragem de aceitar a brincadeira. Me poupariam de perder tempo e entrar com recursos sequenciais. Não aceito pagar pelo que não fiz. Não é justo!
Obrigado pela compreensão. Embora não os conheça, os senhores têm o meu respeito. Afinal, errar é humano. Insistir no erro, no entanto... Espero que não sejam teimosos nem medrosos. Crianças e/ou idosos agradecerão.
Talvez a palavra correta seja proposta, mas desafio soa mais forte. O que não muda meu respeito pela pessoa que ocupa também as presidências da CET e da SPTrans.
Independentemente de letras e sílabas, quero deixar claro que o desafio é fruto de pura indignação. Inconformismo, decepção com a posição de funcionários do diretor do DSV, Roberto Vitorino Santos, responsável pelo deferimento ou não de defesas relacionadas a infrações de trânsito.
Explico melhor, com detalhes, antes de desafiá-los. Recebi, em julho último, duas notificações de autos de infrações do veículo Pajero TR4 Mitsubishi, prata, placas EQB-5153, em nome de minha esposa, Angela Maria Darcie.
Alegação dos agentes para os autos de infração: transitar na faixa/pista da direita, circulação exclusiva de determinado veículo, na avenida Rio das Pedras, nº 2045. Infrações teriam sido cometidas no dia 17 de junho. Uma às 6h39min e a outra às 6h40min.
Portanto, no mesmo local e no mesmo minuto o veículo foi autuado por dois agentes diferentes, provavelmente da SPTrans, comandada pelo senhor, segundo me informou um "marronzinho". Tudo conforme cópias de talonários apresentados. Com letras diferentes, diga-se. Muito estranho, diga-se! Falha ou má vontade dos agentes? Se for um carro dublê, que procurem e multem o transgressor!
Detalhes, e argumentos, caros secretário e diretor: 1) meu carro jamais esteve neste local, a não ser depois de eu receber a notificação ( fui checar in loco, onde detectei inclusive a existência de câmeras a poucos metros da ocorrência); 2) eu e minha esposa somos aposentados, moramos e trabalhamos em Santo André; 3) nestes dia e horários estávamos em nossa residência, ainda dormindo; 4) no referido horário a Pajero estava na minha garagem. Afinal, a Bala de Prata não está acostumada a sair para passear sozinha. Nem com estranhos.
Isto posto, e antes de receber a multa para pagamento de R$106, perder seis pontos na Carteira Nacional de Habilitação e entrar com recurso, ouso, com todo respeito, convidá-los a solicitar as imagens de câmeras existentes no local para confirmarem minhas palavras. Afinal, o ônus da prova cabe ao acusador. Provem!
Fica, então, respeitosamente, o desafio aos representantes do Poder Público: se vocês, ou qualquer agente ou autoridade de trânsito, provarem tratar-se do meu veículo, faço uma doação de 100 ( cem ) cestas básicas à instituição de caridade indicada pelos senhores.
Entendo como impossível, mas, em caso de comprovação, arco, obviamente, com multas e pontuações. Melhor, peço-lhes desculpas pela ousadia e entrego minha CNH às autoridades sem nem mesmo atingir o limite de pontos.
Caso contrário, o mais provável, a não-comprovação implicaria em pedido de desculpas e doação das mesmas 100 (cem) cestas básicas a pessoas necessitadas por mim indicadas.
Se for muito, podem optar por apenas três. Simbolicamente! A terceira seria doada pelo prefeito Fernando Haddad, a quem o desafio é extensivo.
Senhores Jilmar e Roberto, por favor, não me interpretem nem me queiram mal. Apenas boto fé nas minhas palavras. Pode parecer a desculpa esfarrapada de muitos mentirosos, mas não cometi tais infrações. Garanto!
Podemos registrar o desafio em Cartório. Ou os senhores não confiam na caneta, na honestidade e na competência dos seus agentes? Se confiam nos agentes, então encontrem o veículo clonado e punam o verdadeiro infrator.
Em nome da verdade e do bom senso, tenham a humildade e a coragem de aceitar a brincadeira. Me poupariam de perder tempo e entrar com recursos sequenciais. Não aceito pagar pelo que não fiz. Não é justo!
Obrigado pela compreensão. Embora não os conheça, os senhores têm o meu respeito. Afinal, errar é humano. Insistir no erro, no entanto... Espero que não sejam teimosos nem medrosos. Crianças e/ou idosos agradecerão.
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Corinthians se impõe; Palmeiras se curva
Finalmente, o Corinthians se impôs. Voltou a jogar como time grande. Voltou a vencer como time grande.
Não foi a oitava maravilha do mundo. Tampouco chegou perto de Real Madrid, Barcelona, Atlético de Madrid, Bayern de Munique, Borússia Dortmund, Manchester City e outros grandes do futebol mundial.
Times que não especulam. Times que propõem o jogo. Times que não abrem mão de ditar o ritmo. Times que não se escondem. Times que têm a ousadia dos vencedores. Especialmente quando apoiados pela torcida.
Porém, ontem o time de Mano Menezes não se acovardou; jogou bem. À altura do nome que ostenta. O suficiente para ganhar do sempre respeitável São Paulo, de virada, com o Itaquerão lotado.
Corinthians defendeu bem -- tomou dois gols de bola parada -- e deu poucas oportunidades ao time de Muricy Ramalho. Sem espaços, São Paulo não criou e não chegou a assustar.
Desta vez a arbitragem não prejudicou o Timão. Pelo contrário, deu um pênalti claro de Álvaro Pereira em Guerrero, mas inventou o outro. Antônio Carlos não teve a mínima intenção de tocar a mão na bola. São-paulinos reclamaram com razão.
Mas o São Paulo, no 4-4-2, não teve futebol para ganhar. Sem Alexandre Pato -- Luís Fabiano está fora de forma --, o quarteto perdeu um dos vértices e o toque de bola envolvente não encontrou espaços para fluir com objetividade.
Corinthians teve mais domínio de bola, errou menos passes e propôs o jogo desde o início. Teve volume e intensidade nos 90 minutos. Esquema 4-2-3-1, mesmo sem Elias, apresentou um trio com mobilidade suficiente para atacar e defender com competência.
Por isso o Corinthians venceu com méritos. Embora esteja a dois pontos do São Paulo na classificação lidera pelo Cruzeiro derrotado pelo Atlético no clássico mineiro.
Já o Palmeiras... Meu Deus do céu... Um festival de horrores. Que defesa é aquela? Todo mundo entregou. Deola, Lúcio, Vitorino, Vitor Luís... Que saudade de Leão, Luís Pereira, Ademir da Guia.
Estou com pena do amigo Brunoro. Fazer o quê? Dispensar todo mundo? Goleada vexatória de 6 a 0 diante do Goiás é apenas a gota d'água. Verdão anda abusando do direito de errar, de se apequenar, de se curvar.
Desde a contratação extemporânea, fora de hora, da legião argentina -- com direito a técnico -- o Palmeiras só fez besteira. Parece coisa de amador. Sem planejamento, com jeito de time pequeno.
A bela história e a grande torcida palmeirense têm sido desrespeitadas. Lanterna do Brasileirão levou essa bambuzada em Goiânia e caminha a passos largos para voltar à Segundona nacional. Que pena!
BOLA NA MÃO OU MÃO NA BOLA?
P.s: afinal, bola na mão ou mão na bola? Mudança de regra imposta pela Comissão de Arbitragem da CBF, não dando margem à interpretação -- e bom senso -- do juizão é o fim da picada. Coisa de gente burra, ignorante, e que nunca jogou bola na vida. É preciso repensar e rediscutir, urgente, sem aceitar tamanho absurdo. Quer dizer, então, que o árbitro Luis Claudio de Oliveira não errou contra o São Paulo no lance de Antônio Carlos? Simplesmente cumpriu a regra imposta pelo poder maior. É o fim da picada! Conseguem piorar o que já está uma merda.
Por falar em poder, continuo achando o senhor Arnaldo César Coelho tão intragável e prepotente quanto seu amiguinho Galvão Bueno. Empáfia pura, há muito tempo. Acha que só ele entende de futebol e de arbitragem. Tanto que se mete na CBF e até mesmo nas transmissões da Globo, dando palpites via celular nas opiniões nem sempre corretas e quase sempre coporativistas de Gaciba, Paulo César de Oliveira e cia. Deve se julgar o rei da cocada preta.
Não foi a oitava maravilha do mundo. Tampouco chegou perto de Real Madrid, Barcelona, Atlético de Madrid, Bayern de Munique, Borússia Dortmund, Manchester City e outros grandes do futebol mundial.
Times que não especulam. Times que propõem o jogo. Times que não abrem mão de ditar o ritmo. Times que não se escondem. Times que têm a ousadia dos vencedores. Especialmente quando apoiados pela torcida.
Porém, ontem o time de Mano Menezes não se acovardou; jogou bem. À altura do nome que ostenta. O suficiente para ganhar do sempre respeitável São Paulo, de virada, com o Itaquerão lotado.
Corinthians defendeu bem -- tomou dois gols de bola parada -- e deu poucas oportunidades ao time de Muricy Ramalho. Sem espaços, São Paulo não criou e não chegou a assustar.
Desta vez a arbitragem não prejudicou o Timão. Pelo contrário, deu um pênalti claro de Álvaro Pereira em Guerrero, mas inventou o outro. Antônio Carlos não teve a mínima intenção de tocar a mão na bola. São-paulinos reclamaram com razão.
Mas o São Paulo, no 4-4-2, não teve futebol para ganhar. Sem Alexandre Pato -- Luís Fabiano está fora de forma --, o quarteto perdeu um dos vértices e o toque de bola envolvente não encontrou espaços para fluir com objetividade.
Corinthians teve mais domínio de bola, errou menos passes e propôs o jogo desde o início. Teve volume e intensidade nos 90 minutos. Esquema 4-2-3-1, mesmo sem Elias, apresentou um trio com mobilidade suficiente para atacar e defender com competência.
Por isso o Corinthians venceu com méritos. Embora esteja a dois pontos do São Paulo na classificação lidera pelo Cruzeiro derrotado pelo Atlético no clássico mineiro.
Já o Palmeiras... Meu Deus do céu... Um festival de horrores. Que defesa é aquela? Todo mundo entregou. Deola, Lúcio, Vitorino, Vitor Luís... Que saudade de Leão, Luís Pereira, Ademir da Guia.
Estou com pena do amigo Brunoro. Fazer o quê? Dispensar todo mundo? Goleada vexatória de 6 a 0 diante do Goiás é apenas a gota d'água. Verdão anda abusando do direito de errar, de se apequenar, de se curvar.
Desde a contratação extemporânea, fora de hora, da legião argentina -- com direito a técnico -- o Palmeiras só fez besteira. Parece coisa de amador. Sem planejamento, com jeito de time pequeno.
A bela história e a grande torcida palmeirense têm sido desrespeitadas. Lanterna do Brasileirão levou essa bambuzada em Goiânia e caminha a passos largos para voltar à Segundona nacional. Que pena!
BOLA NA MÃO OU MÃO NA BOLA?
P.s: afinal, bola na mão ou mão na bola? Mudança de regra imposta pela Comissão de Arbitragem da CBF, não dando margem à interpretação -- e bom senso -- do juizão é o fim da picada. Coisa de gente burra, ignorante, e que nunca jogou bola na vida. É preciso repensar e rediscutir, urgente, sem aceitar tamanho absurdo. Quer dizer, então, que o árbitro Luis Claudio de Oliveira não errou contra o São Paulo no lance de Antônio Carlos? Simplesmente cumpriu a regra imposta pelo poder maior. É o fim da picada! Conseguem piorar o que já está uma merda.
Por falar em poder, continuo achando o senhor Arnaldo César Coelho tão intragável e prepotente quanto seu amiguinho Galvão Bueno. Empáfia pura, há muito tempo. Acha que só ele entende de futebol e de arbitragem. Tanto que se mete na CBF e até mesmo nas transmissões da Globo, dando palpites via celular nas opiniões nem sempre corretas e quase sempre coporativistas de Gaciba, Paulo César de Oliveira e cia. Deve se julgar o rei da cocada preta.
domingo, 14 de setembro de 2014
Um Timão que joga como timinho
Escrevo como torcedor. Acabo de ver a derrota do Corinthians diante do Flamengo no sempre lendário Maracanã. Jogo ruim e um Timão com cara de timinho.
Flamengo de Wanderley Luxemburgo está em franca recuperação no Brasileiro, mas não é nenhum bicho-papão. É limitado! Empurrado pela torcida, foi um pouco melhor, ou menos ruim, como queiram.
Rubronegro de tanta gente foi muito mais transpiração do que inspiração. Corinthians não teve nem disposição à altura de suas tradições, nem técnica e tática para fugir de mediocridade.
Flamengo marcou mal no meio do campo e expôs os zagueiros, mas pelo menos contragolpeou com rapidez, embora falhasse nas poucas conclusões.
Já o Corinthians vive a se gabar de perder poucos jogos e tomar poucos gols. Como se só isso levasse a algum título. Time de Mano Menezes é o rei do empate. Não criou, não agrediu, não ousou e não finalizou. Também não teve volume nem intensidade, além de abusar dos passes errados.
Então, ganhar como? Fica difícil pra quem só deu um chute -- Luciano -- com real perigo ao gol de Paulo Victor. Mais ainda quando o brilho tático fica nos armários dos vestiários.
E diziam que a culpa era de Alexandre Pato, hoje brilhando no arquirrival São Paulo, que venceu o líder Cruzeiro e ameaça chegar.
Não adianta nem reclamar da má arbitragem de Sandro Meira Ricci, o nosso juizão na Copa. Gol do Flamengo teve sim duplo impedimento -- Eduardo da Silva e depois Wallace -- e o bandeira não marcou nada.
Depois, o árbitro inventou pênalti de Fagner quando não houve intenção de tocar a bola com o braço, colado ao corpo. Cássio defendeu a cobrança de Eduardo da Silva.
Porém, nada atenua a atuação medíocre de um time medroso. Campeão? Esquece! No máximo entre os quatro que vão para a Libertadores. Isso se resolver jogar como gente grande.
Flamengo de Wanderley Luxemburgo está em franca recuperação no Brasileiro, mas não é nenhum bicho-papão. É limitado! Empurrado pela torcida, foi um pouco melhor, ou menos ruim, como queiram.
Rubronegro de tanta gente foi muito mais transpiração do que inspiração. Corinthians não teve nem disposição à altura de suas tradições, nem técnica e tática para fugir de mediocridade.
Flamengo marcou mal no meio do campo e expôs os zagueiros, mas pelo menos contragolpeou com rapidez, embora falhasse nas poucas conclusões.
Já o Corinthians vive a se gabar de perder poucos jogos e tomar poucos gols. Como se só isso levasse a algum título. Time de Mano Menezes é o rei do empate. Não criou, não agrediu, não ousou e não finalizou. Também não teve volume nem intensidade, além de abusar dos passes errados.
Então, ganhar como? Fica difícil pra quem só deu um chute -- Luciano -- com real perigo ao gol de Paulo Victor. Mais ainda quando o brilho tático fica nos armários dos vestiários.
E diziam que a culpa era de Alexandre Pato, hoje brilhando no arquirrival São Paulo, que venceu o líder Cruzeiro e ameaça chegar.
Não adianta nem reclamar da má arbitragem de Sandro Meira Ricci, o nosso juizão na Copa. Gol do Flamengo teve sim duplo impedimento -- Eduardo da Silva e depois Wallace -- e o bandeira não marcou nada.
Depois, o árbitro inventou pênalti de Fagner quando não houve intenção de tocar a bola com o braço, colado ao corpo. Cássio defendeu a cobrança de Eduardo da Silva.
Porém, nada atenua a atuação medíocre de um time medroso. Campeão? Esquece! No máximo entre os quatro que vão para a Libertadores. Isso se resolver jogar como gente grande.
Caminho do Sal, boa opção
Rota ecoturística Caminho do Sal, inaugurada em junho, foi um bom desafio. Trata-se de antiga estrada que ligava São Bernardo a Mogi das Cruzes, passando por Paranapiacaba, distrito de Santo André.
Aberta em 1640, na época colonial, era opção imprescindível para distribuição de sal na região. Em 1722 ela foi bloqueada pelo rei de Portugal, para evitar que os tropeiros burlassem a cobrança de impostos sobre o comércio de pedras preciosas.
Ao todo, são duas "pernas", totalizando 53,5 quilômetros, do Pólo Turístico do Caminho do Mar -- Km 39,5 da rodovia -- até Taiaçupeba, distrito de Mogi das Cruzes.
Início do percurso é pelo Caminho do Zanzalá. São 16 quilômetros de terra batida e bastante cascalho, até o asfalto que liga Rio Grande da Serra a Paranapiacaba.
Caminho de terra não oferece tantas dificuldades. São poucas subidas e muito sol para quem não gosta de acordar bem cedo. Eu e o amigo-irmão Zé Luiz fomos de ônibus ( 31 e 31A passam pelo paço municipal de São Bernardo -- informe-se sobre a melhor opção).
Sugestão para acordar com as galinhas é porque o caminho é bem bonito, mas nem sempre com arborização capaz de fazer aquela sombra gostosa, capaz de minimizar o desgaste físico.
Percurso passa por clubes, haras e alguns bairros, mas não há estrutura para suprimentos. Tampouco primeiros-socorros e segurança. Mas não faltam opções para quem quer descansar e dar uma nadadinha em riachos e poços cristalinos.
Não fomos até o mirante. Primeiro porque não estávamos a fim; segundo, porque, ao contrário do restante dos 16 quilômetros, bem sinalizados, não havia placa indicativa. Ao menos visível para nós, pobres mortais.
Também é bom tomar cuidado com alguns -- raros, diga-se -- motoqueiros irresponsáveis. Se querem aventura, risco e motovelocidade, por que não medem forças com Valentino Rossi? Combinação de alta velocidade com pedras soltas é sinônimo de perigo ao pedestre. Escapamos por pouco! Quadriciclos também abusam.
Já o entroncamento com o asfalto poderia ser melhor sinalizado. Aquela placa, pequena, não é suficiente. A gente ficou em dúvida. No chamado Caminho dos Carvoeiros, já em Santo André, o que menos se vê é placa indicativa de que se está no caminho certo.
Asfalto e sol quente também judiam um pouco. Só após cinco quilômetros -- ali naquele bar do Campo Grande, quase no cruzamento com a linha férrea -- é que aparece a primeira placa. É pouco. Valeu pela cerveja gelada.
Atravessando a linha -- onde mais uma orientação seria bem-vinda --, são mais cinco quilômetros de terra até Paranapiacaba. Trânsito de carros já merece atenção redobrada. No final existe uma subida que exige bastante do "peregrino". Em compensação, na descida posterior, aquela água de mina salva qualquer cristão.
Num primeiro dia, completamos estes "26" quilômetros da primeira perna em pouco mais de cinco horas. Sem contar que andamos seis quilômetros a mais porque pegamos o ônibus errado e, depois de muitas voltas, ainda descemos no bairro Capelinha, bem antes do Pólo Turístico.
Não ficamos quebrados como em algumas etapas do Caminho da Fé, mas foi suficiente para cansar. Voltamos de ônibus até Rio Grande da Serra e de lá pegamos o trem até Santo André. Sem problema. A não ser subir, a pé, da estação até a Matriz.
Cumprimos parte da segunda etapa na semana seguinte, agora em companhia das respectivas esposas, Angela e Márcia. Deixamos o carro diante do clube Lira Serrano, histórico em Paranapiacaba e um dos mais antigos do País, assim como o campo de futebol hoje mal-cuidado.
A partir das 7h30min, iniciamos uma caminhada de 20 quilômetros. Ida e volta, sem chegar até Quatinga e Taiaçupeba. Percurso inicial -- já nosso conhecido porque encaramos a Pedra Grande -- não oferece tantos obstáculos.
Poucas e curtas subidas, a maioria com a proteção das matas. Fica bem fresquinho. Na volta, aquele aclive da charmosa vila de Taquarussu é de matar. Só não sofrem os atletas profissionais. Não importa se pedestre ou ciclista.
Observando poucas placas, passamos pelo Taquarussu e, bem à frente, chegamos ao pesqueiro desativado de Pedrinhas. Mais uns dois quilômetros, atingimos aquele entroncamento que, pela direita, nos leva a Quatinga.
Ali, uma falha grave: não há sequer uma placa de orientação. Quem erra, entra para a esquerda e volta para Paranapiacaba. Que a Prefeitura de Mogi fique atenta ao problema e providencie a sinalização.
Assim como, sugere-se a adequação de um local no Taquarussu para que o turista possa lanchar, fazer necessidades e descartar o lixo. Ali, um senhor, morador no local, disse que não poderíamos deixar o lixo porque a Prefeitura de Mogi não recolhia. Brincadeira, né?
Sem estresse, encontrei uma lixeira em Paranapiacaba, onde almoçamos depois de saborear duas cervejas e duas caipirinhas de cambuci. Bolo de nozes e torta de maracujá também caíram bem.
Chegamos em casa por volta das 15h, pouco antes de ver o jogo do Corinthians. Outro joguinho! Melhor teria sido completar os 27,5km até Taiaçupeba. Fica para a próxima.
Antes, vou com outro amigo-irmão, o Cal, de Campos do Jordão até Aparecida. A sempre agradável companhia do Cal faz com que 48kms pareçam menos de 20.
Aberta em 1640, na época colonial, era opção imprescindível para distribuição de sal na região. Em 1722 ela foi bloqueada pelo rei de Portugal, para evitar que os tropeiros burlassem a cobrança de impostos sobre o comércio de pedras preciosas.
Ao todo, são duas "pernas", totalizando 53,5 quilômetros, do Pólo Turístico do Caminho do Mar -- Km 39,5 da rodovia -- até Taiaçupeba, distrito de Mogi das Cruzes.
Início do percurso é pelo Caminho do Zanzalá. São 16 quilômetros de terra batida e bastante cascalho, até o asfalto que liga Rio Grande da Serra a Paranapiacaba.
Caminho de terra não oferece tantas dificuldades. São poucas subidas e muito sol para quem não gosta de acordar bem cedo. Eu e o amigo-irmão Zé Luiz fomos de ônibus ( 31 e 31A passam pelo paço municipal de São Bernardo -- informe-se sobre a melhor opção).
Sugestão para acordar com as galinhas é porque o caminho é bem bonito, mas nem sempre com arborização capaz de fazer aquela sombra gostosa, capaz de minimizar o desgaste físico.
Percurso passa por clubes, haras e alguns bairros, mas não há estrutura para suprimentos. Tampouco primeiros-socorros e segurança. Mas não faltam opções para quem quer descansar e dar uma nadadinha em riachos e poços cristalinos.
Não fomos até o mirante. Primeiro porque não estávamos a fim; segundo, porque, ao contrário do restante dos 16 quilômetros, bem sinalizados, não havia placa indicativa. Ao menos visível para nós, pobres mortais.
Também é bom tomar cuidado com alguns -- raros, diga-se -- motoqueiros irresponsáveis. Se querem aventura, risco e motovelocidade, por que não medem forças com Valentino Rossi? Combinação de alta velocidade com pedras soltas é sinônimo de perigo ao pedestre. Escapamos por pouco! Quadriciclos também abusam.
Já o entroncamento com o asfalto poderia ser melhor sinalizado. Aquela placa, pequena, não é suficiente. A gente ficou em dúvida. No chamado Caminho dos Carvoeiros, já em Santo André, o que menos se vê é placa indicativa de que se está no caminho certo.
Asfalto e sol quente também judiam um pouco. Só após cinco quilômetros -- ali naquele bar do Campo Grande, quase no cruzamento com a linha férrea -- é que aparece a primeira placa. É pouco. Valeu pela cerveja gelada.
Atravessando a linha -- onde mais uma orientação seria bem-vinda --, são mais cinco quilômetros de terra até Paranapiacaba. Trânsito de carros já merece atenção redobrada. No final existe uma subida que exige bastante do "peregrino". Em compensação, na descida posterior, aquela água de mina salva qualquer cristão.
Num primeiro dia, completamos estes "26" quilômetros da primeira perna em pouco mais de cinco horas. Sem contar que andamos seis quilômetros a mais porque pegamos o ônibus errado e, depois de muitas voltas, ainda descemos no bairro Capelinha, bem antes do Pólo Turístico.
Não ficamos quebrados como em algumas etapas do Caminho da Fé, mas foi suficiente para cansar. Voltamos de ônibus até Rio Grande da Serra e de lá pegamos o trem até Santo André. Sem problema. A não ser subir, a pé, da estação até a Matriz.
Cumprimos parte da segunda etapa na semana seguinte, agora em companhia das respectivas esposas, Angela e Márcia. Deixamos o carro diante do clube Lira Serrano, histórico em Paranapiacaba e um dos mais antigos do País, assim como o campo de futebol hoje mal-cuidado.
A partir das 7h30min, iniciamos uma caminhada de 20 quilômetros. Ida e volta, sem chegar até Quatinga e Taiaçupeba. Percurso inicial -- já nosso conhecido porque encaramos a Pedra Grande -- não oferece tantos obstáculos.
Poucas e curtas subidas, a maioria com a proteção das matas. Fica bem fresquinho. Na volta, aquele aclive da charmosa vila de Taquarussu é de matar. Só não sofrem os atletas profissionais. Não importa se pedestre ou ciclista.
Observando poucas placas, passamos pelo Taquarussu e, bem à frente, chegamos ao pesqueiro desativado de Pedrinhas. Mais uns dois quilômetros, atingimos aquele entroncamento que, pela direita, nos leva a Quatinga.
Ali, uma falha grave: não há sequer uma placa de orientação. Quem erra, entra para a esquerda e volta para Paranapiacaba. Que a Prefeitura de Mogi fique atenta ao problema e providencie a sinalização.
Assim como, sugere-se a adequação de um local no Taquarussu para que o turista possa lanchar, fazer necessidades e descartar o lixo. Ali, um senhor, morador no local, disse que não poderíamos deixar o lixo porque a Prefeitura de Mogi não recolhia. Brincadeira, né?
Sem estresse, encontrei uma lixeira em Paranapiacaba, onde almoçamos depois de saborear duas cervejas e duas caipirinhas de cambuci. Bolo de nozes e torta de maracujá também caíram bem.
Chegamos em casa por volta das 15h, pouco antes de ver o jogo do Corinthians. Outro joguinho! Melhor teria sido completar os 27,5km até Taiaçupeba. Fica para a próxima.
Antes, vou com outro amigo-irmão, o Cal, de Campos do Jordão até Aparecida. A sempre agradável companhia do Cal faz com que 48kms pareçam menos de 20.
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