No momento em que vi a cena, fiquei triste; chocado, até. O estádio lotado, a pista e as áreas de salto recheadas de atletas olímpicos.
Desolada, desorientada, perdida, com olhar vago, a quilômetros de distância, ali estava mais uma vítima da derrota surpreendente. A grande saltadora brasileira Fabiana Murer, atleta de São Caetano patrocinada pela BM&F, acabara de ser eliminada pelo vento.
Sim, isso mesmo, pelo vento, segundo justificativa da própria campeã mundial do salto com vara. Favorita à medalha de prata e com possibilidades de desbancar a russa Yelena Ysinbaieva, recordista mundial, Fabiana Murer sonhou com o ouro e perdeu do vento.
Sim, depois de duas tentativas frustradas de passar o sarrafo a 4,55m, a brasileira abortou a terceira incursão por causa do vento. Ao se preparar outra vez e dar as primeiras passadas, parou novamente e estourou o minuto regulamentar.
Alegou que o vento estava ainda mais forte e que não saltou porque poderia se machucar. Era prioritário preservar a integridade física, segundo a atleta.
Aquela mesma que em Pequim, quatro anos atrás, ficou em décimo lugar porque sumiram com sua vara predileta, específica para o salto daquele momento. Fabiana também decepcionou em 2011, quando era favorita e foi derrotada no Pan de Guadalajara.
E agora, além do vento, justifica que alterou a forma de saltar há pouco tempo e ainda não está totalmente adaptada. Daí a oscilação. Argumentos não colam! Vento é para todas e alteração de forma de saltar não é do dia pra noite.
Respeito muito o atleta brasileiro, quase sempre um herói solitário, um exemplo de vida normalmente de origem humilde. Um guerreiro, sem tanto apoio, que treina feito um cavalo e realiza, no peito, sonhos quase impossíveis.
Porém, lamento sinceramente, mas não posso concordar com a atitude (ou falta de?) da nossa excepcional Fabiana. O que vi hoje de manhã me deixou decepcionado. Primeiro, pela frustração de quem treina e se prepara tanto para a conquista e, na hora H, dá tudo errado.
Segundo, porque foi chocante, intrigante, a falta de espírito olímpico, de determinação. Independente do vento, tinha de saltar. Mesmo que se arrebentasse em nome da "pátria" ou do orgulho próprio. Fiquei triste com a falta de gana com que tantas vezes nossos olhos já foram premiados em competições olímpicas.
Antes do primeiro salto para 4,55m Fabiana já demonstrava tensão. No segundo, então, a musculatura facial retesada indicava que algo estava errado. Na terceira, não me contive. Avisei minha esposa, Angela, que a brasileira estava com medo de saltar, com medo de errar. Não deu outra!
Dizem que o medo de perder tira a vontade de ganhar. Se não tira, é meio caminho andado para perder. O segredo é saber administrar. Parece que com Fabiana acontece outro "fenômeno", além do medo de perder e do próprio vento.
Dá a impressão, pelas últimas decepções, que Fabiana não pode aparecer com favorita a medalha em competições com alto índice de importância e idêntica carga de adrenalina, ansiedade e estresse.
Parece que ela sentiu o peso da responsabilidade e ficou com medo de (não) ganhar. Afinal, representa o sonho de milhões de brasileiros. Lamentavelmente, fiquei com a impressão de que Fabiana pipocou.
Sei que o verbo é pesado, mas não tira todos os méritos das conquistas da campeã brasileira. A brisa virou vento, o vento virou furacão, o furacão virou pesadelo, o pesadelo virou medo e o medo virou fiasco.
Puro complexo de inferioridade. Mais uma vez, ficamos na metade do caminho por falta de competência emocional. Nada que um bom psicólogo não pudesse ajudar a resolver. Se é que Fabiana não tem tal assessor.
Tomara que Maurren Maggi, outra grande campeã (no salto em extensão) que às vezes também costuma tremer e até ficar mais perto de lesões musculares em duelos da elite internacional, não seja vítima dos mesmos ventos.
sábado, 4 de agosto de 2012
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Handebol nas semifinais olímpicas? Não duvide!
Já classificado às quartas-de-final dos Jogos Olímpicos, o handebol feminino do Brasil perdeu de quatro gols ( 31 a 27) da Rússia.
Motivo suficiente para que alguns comentaristas de ocasião deitassem falação sem argumentação minimamente convincente. Sem conhecimento de causa, é melhor ficar calado.
A Seleção Brasileira, bem dirigida pelo dinamarquês Morten Soubak, não foi brilhante, mas pouco se lembram de enaltecer as virtudes de um adversário vice-campeão olímpico em Pequim e sexto colocado no Mundial do Brasil, perdendo exatamente para as nossas meninas.
Com jogo agressivo, tanto na defesa quanto no ataque, e muita precisão e rapidez na transição, as russas se impuseram. Mas o jogo foi equilibrado. Decidido nos detalhes.
Se as brasileiras não desperdiçassem três tiros de sete metros (pênaltis) e não errassem tantos passes, propiciando contragolpes mortais, o resultado seria mais apertado. Poderíamos inclusive vencer.
Quanto a derrotar Angola e ainda almejar o primeiro lugar no grupo, não vai mudar muita coisa. As potências mundiais ( exceção à Rússia) estão na outra chave, a da morte.
Noruega (campeã olímpica e mundial), Espanha, Coréia do Sul, França, Suécia e Dinamarca ( já eliminada) têm tradição e estão no topo do ranking mundial.
Nos últimos anos, quem merece respeito ao quadrado é mesmo a Noruega, que hoje fez um grande jogo e superou a Dinamarca por um gol. Como o cruzamento do mata-mata é olímpico, estamos praticamente livres do teórico bicho-papão e da forte França.
Por isso, qualquer que seja o adversário da próxima fase, o Brasil, motivado e com os nervos no lugar, tem condições de passar para a semifinal e manter o sonho da medalha olímpica. A histórica primeira meta, ficar entre os oito melhores, já foi atingida. Com méritos!
Motivo suficiente para que alguns comentaristas de ocasião deitassem falação sem argumentação minimamente convincente. Sem conhecimento de causa, é melhor ficar calado.
A Seleção Brasileira, bem dirigida pelo dinamarquês Morten Soubak, não foi brilhante, mas pouco se lembram de enaltecer as virtudes de um adversário vice-campeão olímpico em Pequim e sexto colocado no Mundial do Brasil, perdendo exatamente para as nossas meninas.
Com jogo agressivo, tanto na defesa quanto no ataque, e muita precisão e rapidez na transição, as russas se impuseram. Mas o jogo foi equilibrado. Decidido nos detalhes.
Se as brasileiras não desperdiçassem três tiros de sete metros (pênaltis) e não errassem tantos passes, propiciando contragolpes mortais, o resultado seria mais apertado. Poderíamos inclusive vencer.
Quanto a derrotar Angola e ainda almejar o primeiro lugar no grupo, não vai mudar muita coisa. As potências mundiais ( exceção à Rússia) estão na outra chave, a da morte.
Noruega (campeã olímpica e mundial), Espanha, Coréia do Sul, França, Suécia e Dinamarca ( já eliminada) têm tradição e estão no topo do ranking mundial.
Nos últimos anos, quem merece respeito ao quadrado é mesmo a Noruega, que hoje fez um grande jogo e superou a Dinamarca por um gol. Como o cruzamento do mata-mata é olímpico, estamos praticamente livres do teórico bicho-papão e da forte França.
Por isso, qualquer que seja o adversário da próxima fase, o Brasil, motivado e com os nervos no lugar, tem condições de passar para a semifinal e manter o sonho da medalha olímpica. A histórica primeira meta, ficar entre os oito melhores, já foi atingida. Com méritos!
Meninas, é hora de reavaliar para voltar a vencer!
As meninas do futebol e do basquete estão fora dos Jogos Olímpicos de Londres. Surpresa para alguns; lógica para outros tantos. Resta, a ambas as modalidades, reavaliar trabalho, conjunto de procedimentos e de investimentos se quiser voltar a vencer.
Eternas sonhadoras e favoritas à medalha de ouro, as feras do futebol perderam das japonesas campeãs mundiais por 2 a 0, enquanto que o basquete foi superado pelo Canadá por 79 a 73.
Hoje, assim como nas últimas competições mais importantes, nosso futebol feminino fez lembrar o Santos de Neymar e Ganso eliminado pelo (time do) Corinthians na Libertadores.
O coletivismo organizado e tático superou o individualismo artístico -- bonitinho mas ordinário --, nem sempre objetivo e vencedor.
Como se não bastasse a falta de apoio integral à modalidade e de campeonatos motivadores, nosso futebol feminino é assim. Depende de estrelas que nem sempre brilham. Principalmente em situações estressantes, de altíssima competitividade.
Além de não brilharem, Marta e Cristiane parecem querer resolver tudo sozinhas. Dão a impressão de não se bicar. Fica a sensação de que há algo de estranho nas relações das jogadoras brasileiras.
Enquanto o Japão foi exemplar como equipe, marcando muito e jogando com competência tática, física e emocional, e muita inteligência, tanto defensiva quanto ofensivamente,o Brasil foi o oposto.
Lento, apático, burocrático, mal posicionado defensivamente, errando passes e prendendo a bola em demasia do meio pra frente, permitindo o reposicionamento das japonesas, o Brasil mereceu perder.
Que a derrota de hoje sirva de lição não só às jogadoras, mas, principalmente, ao comando diretivo do futebol brasileiro. Não basta cobrar medalhas; é preciso apoiar e respeitar.
Assim como o futebol, nosso basquete feminino (que perdeu todas até agora) também precisa ser repensado. Sem revelações e com campeonatos sofríveis, de baixo nível técnico e competitivo, o Brasil não tem saída a curto prazo.
Não se preparou para a repor peças de porte como Hortência e Paula ( e Janeth em menor escala) ou se impor pela força do conjunto, que vem desde a base, e agora vai necessitar de trabalho a longo prazo -- pelo menos um ou dois ciclos olímpicos - se quiser voltar a sonhar com conquistas internacionais de relevância.
A realidade de nossas meninas do futebol e do basquete está bem longe do ideal para quem ousa sonhar com medalha olímpica. Que a resposta dos nossos dirigentes seja convincente e que o trabalho para o futuro já comece amanhã. Sem desculpas esfarrapadas.
Eternas sonhadoras e favoritas à medalha de ouro, as feras do futebol perderam das japonesas campeãs mundiais por 2 a 0, enquanto que o basquete foi superado pelo Canadá por 79 a 73.
Hoje, assim como nas últimas competições mais importantes, nosso futebol feminino fez lembrar o Santos de Neymar e Ganso eliminado pelo (time do) Corinthians na Libertadores.
O coletivismo organizado e tático superou o individualismo artístico -- bonitinho mas ordinário --, nem sempre objetivo e vencedor.
Como se não bastasse a falta de apoio integral à modalidade e de campeonatos motivadores, nosso futebol feminino é assim. Depende de estrelas que nem sempre brilham. Principalmente em situações estressantes, de altíssima competitividade.
Além de não brilharem, Marta e Cristiane parecem querer resolver tudo sozinhas. Dão a impressão de não se bicar. Fica a sensação de que há algo de estranho nas relações das jogadoras brasileiras.
Enquanto o Japão foi exemplar como equipe, marcando muito e jogando com competência tática, física e emocional, e muita inteligência, tanto defensiva quanto ofensivamente,o Brasil foi o oposto.
Lento, apático, burocrático, mal posicionado defensivamente, errando passes e prendendo a bola em demasia do meio pra frente, permitindo o reposicionamento das japonesas, o Brasil mereceu perder.
Que a derrota de hoje sirva de lição não só às jogadoras, mas, principalmente, ao comando diretivo do futebol brasileiro. Não basta cobrar medalhas; é preciso apoiar e respeitar.
Assim como o futebol, nosso basquete feminino (que perdeu todas até agora) também precisa ser repensado. Sem revelações e com campeonatos sofríveis, de baixo nível técnico e competitivo, o Brasil não tem saída a curto prazo.
Não se preparou para a repor peças de porte como Hortência e Paula ( e Janeth em menor escala) ou se impor pela força do conjunto, que vem desde a base, e agora vai necessitar de trabalho a longo prazo -- pelo menos um ou dois ciclos olímpicos - se quiser voltar a sonhar com conquistas internacionais de relevância.
A realidade de nossas meninas do futebol e do basquete está bem longe do ideal para quem ousa sonhar com medalha olímpica. Que a resposta dos nossos dirigentes seja convincente e que o trabalho para o futuro já comece amanhã. Sem desculpas esfarrapadas.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Treino de luxo do futebol contra o rugby
No encontro entre o país do futebol e o do rugby, deu futebol. E nem poderia ser diferente. Os neozelandeses não têm qualquer intimidade com a bola de futebol tão idolatrada pelos brasileiros desde criança.
Foi um treino de luxo em plenas Olimpíadas de Londres. Os 3 a 0, com gols de Danilo, Leandro Damião e Sandro foram consequência de uma superioridade quilométrica.
Mesmo com vários reservas, o time de Mano Menezes não encontrou qualquer dificuldade para chegar ao gol da Nova Zelândia em várias oportunidades. Goleiro Gabriel, um dos reservas aproveitados, foi espectador privilegiado.
Adversário do Brasil nas quartas-de-final será Honduras, que agora há pouco empatou de 0 a 0 com o Japão. Ambos fizeram com que a favorita Espanha voltasse pra casa mais cedo.
Já o futebol feminino, também classificado e em busca do inédito ouro olímpico, foi decepcionante ontem, diante da Grã-Bretanha.
Não jogou bem, perdeu de 1 a 0 e ainda viu as britânicas desperdiçarem pênalti defendido por Andréia. Além do nervosismo e da correria, as meninas do Brasil voltaram a abusar a individualidade sem objetividade.
Se não melhorar a performance coletiva na próxima fase, já diante das fortes japonesas, nossa seleção vai continuar sonhando com a medalha de ouro. Nada mais!
Foi um treino de luxo em plenas Olimpíadas de Londres. Os 3 a 0, com gols de Danilo, Leandro Damião e Sandro foram consequência de uma superioridade quilométrica.
Mesmo com vários reservas, o time de Mano Menezes não encontrou qualquer dificuldade para chegar ao gol da Nova Zelândia em várias oportunidades. Goleiro Gabriel, um dos reservas aproveitados, foi espectador privilegiado.
Adversário do Brasil nas quartas-de-final será Honduras, que agora há pouco empatou de 0 a 0 com o Japão. Ambos fizeram com que a favorita Espanha voltasse pra casa mais cedo.
Já o futebol feminino, também classificado e em busca do inédito ouro olímpico, foi decepcionante ontem, diante da Grã-Bretanha.
Não jogou bem, perdeu de 1 a 0 e ainda viu as britânicas desperdiçarem pênalti defendido por Andréia. Além do nervosismo e da correria, as meninas do Brasil voltaram a abusar a individualidade sem objetividade.
Se não melhorar a performance coletiva na próxima fase, já diante das fortes japonesas, nossa seleção vai continuar sonhando com a medalha de ouro. Nada mais!
Um passeio das meninas do handebol
Conforme previsto, a Seleção Brasileira de Handebol Feminino não teve qualquer dificuldade para superar a Grã-Bretanha e se classificar para as quartas-de-final dos Jogos Olímpicos.
Foi um passeio em ritmo de treino, com 17 a 8 no primeiro tempo e 30 a 17 no final. Sem tradição na modalidade, a Grã-Bretanha foi presa fácil para as comandadas do dinamarquês Morten Soubak.
Diferença de qualificação é tão grande que as brasileiras se deram ao luxo de, por displicência, cometer muitas erros de passes e de posicionamento defensivo. Transição para o ataque, sem permitir o contragolpe, também foi falha.
Tudo perdoável para quem já está pensando nos próximos adversários -- Rússia e Angola -- e nas quartas-de-final, quando, se passar por adversário tradicional e muito forte (talvez Dinamarca, Suécia ou Noruega) chegará ao seu melhor resultado na história olímpica.
Foi um passeio em ritmo de treino, com 17 a 8 no primeiro tempo e 30 a 17 no final. Sem tradição na modalidade, a Grã-Bretanha foi presa fácil para as comandadas do dinamarquês Morten Soubak.
Diferença de qualificação é tão grande que as brasileiras se deram ao luxo de, por displicência, cometer muitas erros de passes e de posicionamento defensivo. Transição para o ataque, sem permitir o contragolpe, também foi falha.
Tudo perdoável para quem já está pensando nos próximos adversários -- Rússia e Angola -- e nas quartas-de-final, quando, se passar por adversário tradicional e muito forte (talvez Dinamarca, Suécia ou Noruega) chegará ao seu melhor resultado na história olímpica.
Vôlei de encher os olhos
O vôlei apresentado pela Seleção Brasileira diante da Rússia, nos Jogos Olímpicos de Londres, foi de gente grande, de encher os olhos.
O placar de 3 a 0 sobre adversário tão credenciado à medalha de ouro quanto Polônia, Estados Unidos e Sérvia foi até menos importante do que a grandeza e a consistência com a qual o Brasil o construiu.
Do primeiro ao último ponto os meninos-homens de Bernardinho deixaram claro que estão recuperados da má fase, também provocada por lesões em peças essenciais.
Ontem o Brasil foi homogêneo. Teve força e personalidade. Teve técnica e tática ( especialmente no saque) de fazer inveja e botar medo nos candidatos à douradinha tão cobiçada.
Nossa seleção também esteve concentrada, foi vibrante e briguenta nos três sets. Se mantiver o ritmo, ratificando a recuperação, volta a ser favorito ao ouro olímpico. Coisas (boas) do esporte!
O placar de 3 a 0 sobre adversário tão credenciado à medalha de ouro quanto Polônia, Estados Unidos e Sérvia foi até menos importante do que a grandeza e a consistência com a qual o Brasil o construiu.
Do primeiro ao último ponto os meninos-homens de Bernardinho deixaram claro que estão recuperados da má fase, também provocada por lesões em peças essenciais.
Ontem o Brasil foi homogêneo. Teve força e personalidade. Teve técnica e tática ( especialmente no saque) de fazer inveja e botar medo nos candidatos à douradinha tão cobiçada.
Nossa seleção também esteve concentrada, foi vibrante e briguenta nos três sets. Se mantiver o ritmo, ratificando a recuperação, volta a ser favorito ao ouro olímpico. Coisas (boas) do esporte!
Azulão pega pedreira, cria pouco e deixa G-4
O empate de 0 a 0 com o bem armado Vitória, ontem à noite no Estádio Anacleto Campanella, aumenta a invencibilidade do São Caetano para 12 jogos, mas tira momenaneamente o Azulão do G-4 do acesso à elite do futebol nacional.
Além disso, serve para provar que a equipe de Sérgio Guedes atingiu a regularidade de resultados mas não a homogeneidade e o equilíbrio setoriais. Tem um sistema defensivo sólido -- o melhor da Série B com apenas 11 gols sofridos --, mas ainda fica a dever no setor ofensivo. Também porque pouco cria.
Diante de um time com esquema (e variantes) parecido, o Azulão encontrou uma pedreira que deve servir de lição. Ambos defenderam bem, mas o time baiano teve mais posse de bola e foi mais contundente quando saiu em bloco para o ataque.
O São Caetano só chegou com perigo real em bolas paradas (Éder de falta e Gabriel em cabeçada pós-escanteio) ou quando, raramente, soltou os laterais. Como no último lance do jogo, quando Pedro Carmona acertou o travessão e Samuel Santos (que iniciou a jogada pela direita em diagonal) desperdiçou o rebote ao cabecear desequilibrado. Se fosse mais alto, talvez fizesse o gol.
No todo, meio-campo e ataque do Azulão pouco produziram. Desta vez Sérgio Guedes poderia ter trocado Éder ou Marcelo Costa por Pedro Carmona antes. Somália também poderia ter entrado antes no lugar de Leandrão.
Talvez a expulsão de Wagner, aos 15 minutos do segundo tempo, tenha pesado. O detalhe é que com um a menos e com o Vitória mais ofensivo o Azulão foi melhor. Também porque encontrou espaços.
Com o resultado, o São Caetano deixa o G-4 (Criciuma, Vitória, América de Natal e América Mineiro) e ocupa o quinto lugar com 26 pontos, sete vitórias, cinco empates, duas derrotas e 61,9% de aproveitamento, assim como América de Natal, América Mineiro e Goiás.
Após 14 rodadas, ASA, Guaratinguétá, Barueri e Ipatinga seriam os rebaixados à Série C. Próximo jogo do Azulão será sábado, em Curitiba, contra o Atlético Paranaense.
Além disso, serve para provar que a equipe de Sérgio Guedes atingiu a regularidade de resultados mas não a homogeneidade e o equilíbrio setoriais. Tem um sistema defensivo sólido -- o melhor da Série B com apenas 11 gols sofridos --, mas ainda fica a dever no setor ofensivo. Também porque pouco cria.
Diante de um time com esquema (e variantes) parecido, o Azulão encontrou uma pedreira que deve servir de lição. Ambos defenderam bem, mas o time baiano teve mais posse de bola e foi mais contundente quando saiu em bloco para o ataque.
O São Caetano só chegou com perigo real em bolas paradas (Éder de falta e Gabriel em cabeçada pós-escanteio) ou quando, raramente, soltou os laterais. Como no último lance do jogo, quando Pedro Carmona acertou o travessão e Samuel Santos (que iniciou a jogada pela direita em diagonal) desperdiçou o rebote ao cabecear desequilibrado. Se fosse mais alto, talvez fizesse o gol.
No todo, meio-campo e ataque do Azulão pouco produziram. Desta vez Sérgio Guedes poderia ter trocado Éder ou Marcelo Costa por Pedro Carmona antes. Somália também poderia ter entrado antes no lugar de Leandrão.
Talvez a expulsão de Wagner, aos 15 minutos do segundo tempo, tenha pesado. O detalhe é que com um a menos e com o Vitória mais ofensivo o Azulão foi melhor. Também porque encontrou espaços.
Com o resultado, o São Caetano deixa o G-4 (Criciuma, Vitória, América de Natal e América Mineiro) e ocupa o quinto lugar com 26 pontos, sete vitórias, cinco empates, duas derrotas e 61,9% de aproveitamento, assim como América de Natal, América Mineiro e Goiás.
Após 14 rodadas, ASA, Guaratinguétá, Barueri e Ipatinga seriam os rebaixados à Série C. Próximo jogo do Azulão será sábado, em Curitiba, contra o Atlético Paranaense.
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