Donizeti Raddi, 71 anos, corintiano, jornalista e professor de Educação Física aposentado. Hoje, trilheiro, montanhista amador, aventureiro e blogueiro ocasional.

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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Bater em bêbado é covardia! E apanhar?

Que situação!!! Dizem que bater em bêbado é covardia. E é! E se apanhar? Sinônimo de fraqueza, frouxidão. É o fim da picada, né?  Então, é melhor evitar atrito com quem tomou umas a mais.

Assim poderia fazer a Confederação Brasileira de Futebol. Mas não! Nossos dirigentes marcaram mais um amistoso caça-níquel, que não acrescenta nada para avaliar a Seleção Brasileira com vistas à Copa das Confederações e à Copa do Mundo.

A goleada de 6 a 0 sobre a frágil seleção do Iraque, agora há pouco em Malmoe, na Suécia,  foi o retrato do que acontece quando se bate em mamado. Tanto que o goleiro do Brasil -- Diego Alves, né? -- não fez sequer uma defesa difícil. Lá poderia estar um cone.

Sem essa de dizer que o "treino" foi importante; que Kaká e cia brilharam; que o jogador do Real Madrid está de volta (Galvão Bueno) e deve ser titular ( opinião de Casagrande).

Não serve de parâmetro e fim de papo. Nosso goleiro ( poderia ser Diego Cavalieri) não foi testado, nossos zagueiros internos e laterais muito menos. O ataque do Santo André daria muito mais trabalho.

Embora eu goste da formação com Paulinho e Ramires, nossos volantes passearam o tempo todo. Os meias, Oscar e Kaká, brincaram de dois-toques e fizeram até gols. Hulk e Neymar também. Se quisessem, ajudariam a ampliar o passeio.

Amistoso serviu no máximo para dar ritmo de jogo e oportunidade a Kaká. Teste mesmo seria contra os titulares da Argentina, da Alemanha, da Inglaterra, da Holanda, da Espanha,  do Uruguai, da Itália...

Aí sim! Se o Brasil ganhar, provavelmente será com méritos e passando por dificuldades. Se empatar, faz parte. Se perder, ninguém poderá dizer que apanhou de um bêbado, incapaz de fazer mal a uma barata.

Mesmo sem centroavante de ofício (Luís Fabiano, se estiver em forma, sem lesão), o time de Mano Menezes ("jogamos bem") bateu num bêbado, num coitado que não parava em pé. A Seleção de Zico é juvenil;  uma piada. Só chega na Copa de o Galinho de Quintino fizer milagre.

Que o torcedor não se iluda. China, Iraque, África do Sul e cia ainda não são parâmetros para se avaliar quem tem condições de vestir a camisa da Seleção Brasileira. Quero ver matar o leão, não os filhotes indefesos.   

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

A corda no pescoço e a prova dos nove

Lógico que o título acima não é novidade para o sofrido torcedor do Santo André. Afinal, exceção a 2010,  nos últimos anos a equipe comandada pelo Saged e assessorada pelo DGABC só tem dado vexame.

Pra não perder o costume, mais uma vez o Ramalhão está com a corda no pescoço  na Série C do Brasileiro. Oitavo colocado do Grupo B com 17 pontos ganhos e apenas três vitórias,  o Santo André tem nove pontos pra se livrar.

Apesar de o Diario do Grande ABC dourar a pílula ao insistir na mínima possibilidade de classificação à próxima fase, a realidade, sem contornos nem parcialidade, é que a situação é delicada.

A começar pelo fato de que a equipe não oferece perspectivas alentadoras desde o início do campeonato. Não vai ser agora! Seria uma guinada secular. Seria!

É mais fácil Lula reconhecer a existência do mensalão petista. Com apenas 37,8% de aproveitamento, é difícil imaginar que o Santo André faça milagre nas últimas rodadas. 

Especialmente porque pega, respectivamente, quarto, terceiro e primeiro colocados da chave. Juntos, e todos brigando por vaga,  Caxias, Duque de Caxias e Macaé ganharam 72 pontos.

Adversários do Brasiliense ( Tupi, Caxias e Vila Nova) somaram apenas 57 pontos. É bom lembrar que o time do Distrito Federal tem os mesmos 17 pontos ganhos, mas soma cinco vitórias.

Para complicar, o Santo André faz dois jogos fora e apenas um em "casa". Ainda assim, sem a certeza de público. Já o Brasiliense melhorou de produção e  joga duas vezes em casa e uma fora.

O nono colocado do Grupo B é o Madureira, com 16 pontos ganhos e quatro vitórias. Se na próxima rodada o Santo André perder em Caxias do Sul e o decadente Madureira ao menos empatar com o Vila Nova, em casa, joga o Ramalhão para a zona de rebaixamento.

Como se não bastasse, o time carioca ainda receberia o Chapecoense e só sairia na última rodada, contra o Oeste de Itápolis. Juntos, adversários do Madureira ganharam 68 pontos.

Último colocado com apenas 14 pontos ganhos, o Tupi parece mesmo fadado à Série D. Pega Brasiliense e Chapecoense fora, e o Oeste em Juiz de Fora. Seus adversários já ganharam 65 pontos.

Com 20 e 22 pontos ganhos, respectivamente, Vila Nova e Oeste ainda não estão a salvo, mas possibilidades de queda são bem menores. Vila faz dois do três jogos fora; Oeste é visitante apenas contra o Tupi.

Tais números, com direito a prova dos nove com cheiro de equação exponencial,  são mais do que suficientes para os  dirigentes  e "assessoria de Imprensa" do Santo André deixarem de exagerar no otimismo,  anunciando contratações salvadoras e omitindo uma verdade ameaçadora.

Está certo que, com a corda no pescoço, é difícil pôr os pés no chão, mas fingir que a ameaça passa ao largo é ignorar a rigidez do nó. 

São Caetano: empate com sabor de vitória

São Caetano do importante 0 a 0 de ontem em Joinville foi humilde e pragmático. Simples assim! Por isso não corre o risco de deixar o G-4 da Série B nesta rodada.

Ciente de que a equipe vinha de  performances nada convincentes na magra vitória sobre o Guaratinguetá e na derrota diante do Paraná, o técnico Emerson Leão não teve vergonha de jogar pelo empate.

E está certo! Ganhar na Arena Joinville, onde a torcida apóia quase o tempo todo e não  dá tréguas ao adversário, é tarefa hercúlea. O São Caetano conseguiu calar a torcida.

Precavido,  Leão surpreendeu ao armar um Azulão diferente. Nada do tradicional 4-4-2. O São Caetano foi de 3-5-2 com mais cara de 5-3-2, já que os laterais/alas mais defenderam (sem brilho, por sinal) do que atacaram.

O Joinville teve mais volume e foi melhor no primeiro tempo. Especialmente nos 15/20 minutos iniciais, quando, como o empurrão da torcida, forçou o ainda desorganizado Azulão a respeitá-lo jogando na defesa.

Talvez por demorar a assimilar o novo esquema, no início o São Caetano foi deficiente até mesmo na marcação, embora o Joinville só tivesse duas reais oportunidades de gol. Daí para a incompetência na armação e no ataque foi um pulinho.

Quando  acertou o posicionamento defensivo e ocupou melhor os espaços, o time de Emerson Leão travou as ações ofensivas e forçou o erro do time catarinense. Exceção às subidas do bom lateral-direito Eduardo.

No segundo tempo o Joinville voltou a ter apenas duas chances de gol claras. O São Caetano cadenciou o jogo, melhorou a marcação e dificultou a transição do adversário, que passou a dar chutões e errar passes em demasia.

Talvez Leão não devesse trocar o cortante Geovane pelo individualista e apagado Danielzinho. Somália no lugar de Leandrão também não mudou nada.

Mesmo porque, o São Caetano sempre esteve mais disposto a destruir do que construir. Por isso o meia Marcelo Costa e os atacantes não podem ser sacrificados.

Estocadas pontuais ou de bolas paradas ( só três boas oportunidades em mais de 90 minutos) foram a tônica de quem foi buscar um ponto diante de um adversário direto na briga por vaga no G-4.

Pouco, mas suficiente. Por isso o técnico Emerson Leão acertou na mosca ao optar pela precaução, pela humildade, ao escalar três zagueiros de área e sacar um meia, Éder.

Na próxima rodada, a 30ª ( só faltam nove), o Azulão recebe o Ceará. Deve respeitar, mas, em casa,  precisa se impor. Nada de abdicar de certa cautela e muita ofensividade.
Portanto, nada de três zagueiros. A não ser que os alas sejam alas e o ataque não fique órfão.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Conselho a um herói negro

Data vênia, excelência, mas ainda prefiro a ousadia pretensiosa à omissão despretensiosa.  Mesmo como admirador de atitudes tão pouco exercitadas.

O título acima fala em conselho, mas não é bem isso. Como temos praticamente a mesma idade, talvez seja um discreto puxão de orelhas em quem só tem recebido elogios. Mais do que merecidos, diga-se.

Pelo menos momentaneamente, a capa da Veja desta semana é tão adequada quanto verdadeira: o menino pobre que mudou o Brasil. Tomara que o tempo do verbo esteja certo e que a manchete seja duradoura.

Que tudo não termine sem que as acusações e condenações sejam levadas às últimas consequências. Doa a quem doer! Que bandidos,  com direito à ampla defesa e comprovadamente culpados, terminem, mesmo, atrás das grades.

Tudo leva a crer que a atitude e a conduta firme do ex-menino pobre da mineira Paracatu signifiquem, mesmo, o divisor de águas na Justiça brasileira.

Tomara que os atos capitaneados pelo nosso herói negro -- diga-se, sem depender de cotas raciais para estudar, ganhar respeito e notoriedade -- sejam eternizados e façam com que nossos políticos tenham o mínimo de  vergonha na cara.

Dizem que em Paracatu o menino pobre que, ao lado de sete irmãos, ajudava o pai a fabricar tijolos e a entregar lenha num caminhão velho jamais se humilhou diante dos preconceituosos, normalmente brancos e ricos.

Lá, o Fritz -- apelido de infância baseado no contraste do negro com o alemão -- já andava de peito empinado, segundo matéria da Veja. Dizem, também, que já não praticava a humildade com constância.

Talvez venha  exatamente daí a necessidade do puxão de orelhas no nosso herói negro. Hoje ministro, amanhã presidente do Supremo Tribunal Federal,  às vezes o  nobre relator do mensalão passa do limite. Parece limão!

Lógico que as dores provocadas pela inflamação na base da coluna judiam de Joaquim Barbosa. Talvez menos do que a falta de sofá, TV e geladeira e muito menos do que o preconceito racial da infância.

Mas, embora mexa com a formação da personalidade, nem isso justifica a conduta do ministro relator quando vira onça cutucada com vara curta e não aceita o contraditório do ministro revisor, Ricardo Lewandowski.

Por mais absurdas, tendenciosas e inconsistentes que sejam as justificativas do escorregadio juiz "criado" aqui em São Bernardo e apadrinhado por Lula, o relator precisa abaixar a bola e ter a grandeza de respeitar sem parecer onipotente, perfeito. 

Nada de acidez, caro Joaquim! Muito menos aparente prepotência. Deixa a vida te levar! No stress!  Por mais que esteja carregado de razão. E está, excelência! O caminho está bem calçado. Estamos de olho!

Atitudes assim não combinam com atos de heroísmo diante da calhordice, da cafajestagem  que campeia no Planalto e em quase todos os grotões do Brasil. Inclusive aqui, no desenvolvido Grande ABC.

Pena que não tenhamos por aqui um Joaquim como ouvidor independente de cada Prefeitura. Pena que ainda estejamos distantes de ter um herói de carne e osso para acabar com a bandalheira perpetrada por todos os partidos. Uns mais, outros menos.

Mas já é um bom começo para se dar fim aos abusos, caro herói! Lógico que, no fundo, excelência, você não tem feito mais do que a obrigação. Mesmo indicado por Lula, a exemplo de outros, você tem sido ético, justo, coerente e imparcial, como a maioria dos seus pares.

Exceções ao revisor e a Dias Toffoli -- e não se esperava postura diferente de quem tem rabo preso e acha que somos todos imbecis -- os demais ministros têm sido protagonistas exemplares e mensageiros da vontade  do verdadeiro cidadão de bem.

Hoje, nossos ministros têm recebido aplausos, palavras e mensagens de solidariedade. Talvez na realidade não sejam heróis, mas retratam, com austeridade e independência, o querer da maioria da população.

Goste ou não  aquele ex-presidente que não sabia de nada, não fala alemão, francês, inglês nem italiano. Mal arranha o nosso português.  Talvez  Joaquim Barbosa pudesse ser um ótimo professor. Quem sabe? Ao menos de línguas.

Com certeza, infelizmente, nosso herói referência não teria como ensinar nem vender  uma lista de virtudes que não se compram na venda da esquina nem nos bancos escolares.

Eis a grande diferença de dois ilustres cidadãos  brasileiros que vieram do quase nada e chegaram ao topo! Vivas o nosso herói negro!  Sem cotas, sem bolsa família, sem protecionismo, sem corrupção e sem conchavos.  Cadeia neles, Joaquim!  

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Covardia de Mano é salva pelo apagão

Vou falar taticamente de um jogo que não aconteceu. Alguns devem achar que estou louco. Mas não estou, não!

Todo mundo já escreveu sobre o vergonhoso apagão de ontem em Resistência, onde se enfrentariam duas das maiores forças do futebol mundial.

O segundo jogo do Desafio Brasil x Argentina foi levado para uma cidadezinha sem condições estruturais, só pra a AFA agradar o governador da província, e deu no que deu. Apagão e jogo cancelado.

Bom para a limitada equipe C da Argentina. Ruim para o time quase B do Brasil, que poderia ser testado. Melhor para o técnico Mano Menezes. Por que, se o time só entrou em campo para ouvir o hino nacional e concluir o aquecimento?

Simplesmente porque nosso treinador escalou uma Seleção Brasileira, pentacampeã mundial,  como se fosse um time pequeno, a enfrentar o poderoso Barcelona que encanta o planeta.

Aqui, em Goiânia, quando ganhamos de 2 a1 na bacia das almas, o Brasil jogou no 4-2-1-3, com quatro zagueiros, dois volantes (Ralf e Paulinho), um meia (Jadson) e três atacantes (Lucas, Luís Fabiano e Neymar).

Como a Argentina reconheceu as próprias limitações, se apequenou e veio num fechadíssimo 5-3-2 dissimulado em 3-5-2, o Brasil encontrou enormes dificuldades para fugir do congestionamento, penetrar e concluir.

Enfiado entre um monte de argentinos, o bom mas sempre lesionado centroavante do São Paulo foi o mais sacrificado. Luís Fabiano foi o menos culpado porque nem mesmo pelas laterais fomos eficientes.

Ontem, mesmo em casa, pelo menos na escalação a Argentina mantinha três zagueiros, dois alas, três meio-campistas e apenas dois atacantes ( o corintiano Martinez e o palmeirense Barcos). Respeito em excesso e cheiro de joguinho!

Já Mano Menezes optou pelo excessivamente respeitoso ( ou medroso?) 4-3-1-2. Traduzindo: quatro zagueiros (por sinal, com laterais não confiáveis), três volantes (Ralf, Paulinho e Arouca), um armador que chega com desenvoltura (Thiago Neves) e dois velocistas dribladores (Lucas e Neymar) para fechar em diagonal, à Barcelona, já que não haveria referência.

Não gosto, mas, dependendo das circunstâncias, até admito a ausência do matador. Desde que, como no Barcelona, outros assumam a função de meter a bola pra dentro.

É bom lembrar que não somos tão entrosados e não temos, juntos, competências diferenciadas como Messi, Iniesta, Xavi, Fabregas e Alexis Sanches.

Porém, o que não dá pra engolir é Mano Menezes escalar três volantes. Não se trata de timinho; aqui é Seleção, mano! E pensar que já me encantei com o meio-campo da Seleção com Clodoaldo, Gérson e Rivelino (70) e Cerezzo, Falcão, Sócrates e Zico (82).

E não adianta dizer que Paulinho apareceria como homem surpresa para penetrar e finalizar. Paulinho poderia simplesmente repetir o que faz no Corinthians, sem necessidade do bom mas dispensável volante do Santos.

Mas, sob pressão, o treinador escalou de olho no resultado e na preservação do cargo. Afinal, um empate nos favorecia. Pra quê ousar, correr riscos, né! Às favas a arte, a beleza de sair pro jogo franco!

Covardia! Futebol espetáculo também pode ser sinônimo de vitória. Alguém não gostou de  Manchester City x Borússia Dortmund? Os campeões inglês e alemão empataram de 1 a 1 e mostraram futebol de encher os olhos de quem gosta.

Mesmo sem optar por um centroavante de ofício, Mano poderia pôr mais um meia, capaz de cercar, armar e chegar à frente em companhia de Thiago Neves.

Afinal, essa Argentina não assusta ninguém. Quer dizer, deve  aterrorizar o nosso comandante, né? E olha que admiro o trabalho de Mano Menezes.

Moral da história: o mesmo apagão que causou o mico argentino cancelou o  jogo salvou Mano Menezes de ter de encarar xingamentos de "covarde", "retranqueiro" e "burro". Desta vez, com razão.  Depois, vai reclamar se o torcedor pedir Felipão, Muricy ou Tite.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

A ansiedade e a incompetência da última bola

Não gostei do São Caetano de ontem. Não senti firmeza. Em casa, diante de adversário candidato ao descenso, o Azulão deveria ter sido muito mais eficiente e convincente.

A magérrima vitória de 1 a 0 sobre o respeitável mas limitado Guaratinguetá aconteceu na bacia das almas. Gol do zagueiro Gabriel, aos 49 minutos do segundo tempo, ao menos fez justiça e mantém o time de Emerson de Leão no G-4 do acesso.

São Caetano virou presa da ansiedade da última bola e abusou do direito de perder gol. Criou pelo menos 13 oportunidades, cinco delas de alta periculosidade, mas só fez um gol.

Primeiro tempo do Azulão foi apenas menos ruim do que o do time do Vale do Paraíba. Criou cinco chances de marcar ( as duas principais delas com Marcelo Costa e Somália), mas não brilhou. Nem técnica nem taticamente. Além de errar passes em demasia.

Diante de um Guará com praticamente duas linhas de quatro e dois atacantes (Leandrinho e o promissor Alemão), nitidamente disposto a se defender e apostar num contra-ataque lotérico, o São Caetano encontrou dificuldades.

Sem apoio efetivo dos laterais e dos meias,  o time de Leão teimou em acreditar no poder ofensivo de Somália e Danielzinho. Porém, sem assessoria eficiente e sem movimentação sincronizada e produtiva, os atacantes não produziram.

O Guaratinguetá voltou para o segundo tempo com Lenilson no lugar de Danilo. Mas o agora 4-3-1-2 não vingou. Lenilson pouco fez e o time, desorganizado, não chegou com perigo.

O São Caetano entrou com novo ataque e melhor postura.  Geovane e Leandrão substituíram Danielzinho e Somália. O time acentuou o domínio, liberou laterais e volantes alternadamente e acelerou o ritmo. Ganhou em intensidade.

Porém, não em eficiência. Ainda refém da ansiedade, manteve o  pecado da incompetência nas finalizações. Chegou mas concluiu mal em pelo menos  mais sete ocasiões.

Gol salvador só saiu no último segundo dos acréscimos, após escanteio da esquerda e confusão na pequena área. O goleiro Saulo, até então em alta, falhou na saída e Gabriel marcou.

Resultado é tão importante quanto o sinal de alerta a piscar. Últimas apresentações do grupo de Leão não têm sido convincentes. Infelizmente!

Hoje, o G-4 está garantido. Mas é preciso melhorar, voltar a jogar bem e vencer com autoridade,  para não  perder a vaga para Atlético Paranaense ou Joinville.



segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Punição a torcedores imbecis e policiais omissos

Quer dizer que a torcedora pré-adolescente do Coritiba não pode receber de presente a camisa do Lucas, do São Paulo, ao final do jogo?

Que mal há nisso, minha gente? A menina é fã do jogador e fim de papo. Lucas, assim como Neymar, é ídolo da torcida brasileira. Os dois estão acima das camisas de São Paulo e Santos. Assim era com Pelé, Garrincha, Ademir da Guia, Ronaldo...

Quanta imbecilidade! Quanto fanatismo injustificável daquela meia-dúzia de torcedores do Coritiba. Frustrados e preocupados com a situação do Coxa, descontam na torcedora e no pai dela. Deveriam ser identificados, detidos e processados.

Assim como também devem ser identificados, inqueridos  e punidos pelos seus superiores todos os policiais que se omitiram diante da flagrante situação de risco.

A poucos metros  da confusão, os homens da lei ignoraram e se furtaram de qualquer intervenção preventiva. Então, que respondam administrativamente.

O JUIZÃO E A FAIXA DA DISCÓRDIA

Voaden é um bom árbitro, mas está "moralmente" equivocado na atitude tomada ontem no Recife. "Não irão nos derrubar no apito" eram os dizeres da faixa estampada pela torcida do Náutico na arquibancada. Talvez porque o Náutico tenha sido prejudicado na rodada anterior contra o Fluminense.

Incomodado, o juizão fez valer a regra e não deu início ao jogo diante do Atlético Goianiense enquanto a faixa não fosse retirada. Foram 16 minutos de atraso pelo capricho do árbitro.

Já pensou se a moda pega? O dono do jogo se acha no direito de confrontar a Constituição e coibir o direito à livre manifestação. O cidadão tem o direito de se expressar e fim de papo. Manifestação legítima e não ofensiva! Não houve incitação.

Mesmo estando na regra, excesso de autoridade é um abuso inadmissível em qualquer segmento. Ou voltamos aos tempos da ditadura? 

E que os mesmos torcedores, além de criticar  a arbitragem, se posicionem contra a violência, o preconceito, a corrupção, a falta de educação e a maioria das atitudes dos políticos brasileiros.

Que o juizão, embora falível, se limite a apitar corretamente. O que o bom Voaden não fez, já que inventou um pênalti a favor do Náutico.

Será que algo pesou na consciência do juizão?  Jogador do Náutico (Reiner?) também deveria ser punido pela encenação. Assim como Rafinha, que fez teatro diante do São Paulo e a arbitragem entrou na malandragem.