Sinceramente, não sei se a dependência é química, psicológica, emocional, tática, técnica ou física. Ou tudo junto! Só sei que, em vários momentos da história, futebol e dependência se assemelham a irmãs siamesas.
Exemplos não faltam. Cada um na sua proporção. Uns mais, outros menos. O inesquecível Santos de Pelé, o Barcelona de Messi, o Corinthians de Neto, o Fluminense de Fred, o Flamengo de Zico, o Santos de Neymar.
Pode parecer paradoxal, mas ouso dizer que o Santos bicampeão mundial interclubes nos anos 60 dependia menos do Rei do que o atual depende do monstro de canelas finas. É que aquele Santos era muito mais time do que o de hoje.
Do meio pra frente, só fera. Zito, Mengálvio, Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe. Após a saída de Ganso, o de hoje só tem Neymar. Dependência plena. Ninguém encosta, ninguém se mexe, ninguém resolve, ninguém faz gol.
Fico até com dó. Sobra tudo pro menino gênio também porque o coletivo e o plano tático de Muricy Ramalho não tem tanto peso. Um time comum, à espera de um estalo de quem desequilibra mas está de saída.
Praticamente o mesmo acontece com Fred. Centroavante do Flu e da Seleção Brasileira tem de ser líder, articulador, simulador e matador. Com Wellington Nem em má fase após lesão e meio-campo de mobilidade e criatividade burocráticos, tricolor carioca foi um arremedo ontem, no 0 a 0 diante do limitado e apenas aplicado Olímpia.
Não quer dizer que o Fluminense não possa até ganhar no Paraguai e conquistar a Libertadores. Se bem que o favorito é o Atlético Mineiro, que consegue equilibrar jogo coletivo, velocidade e alguns chutões com momentos empolgantes de Ronaldinho, Bernard, Jô (quem diria?) e Diego Tardelli. Sem tanta dependência.
O Corinthians campeão brasileiro de 90 tinha em Neto sua estrela solitária. E suficiente. O hoje comentarista da Band carregou o time nas costas. O grupo ( Márcio, Tupãzinho, Fabinho e cia ) era esforçado e corredor. Nada mais. Só que a bola parada de Neto era fatal. Escanteio era como falta na meia-lua e falta era como pênalti.
O Corinthians de Tite Fala Muito ( entende muito mas precisa pôr Pato pra jogar) tem individualidades capazes de decidir, mas faz do coletivismo, da aplicação tática e da determinação armas mortíferas no futebol moderno. Defende e ataca com muita gente. Pena que o desempenho atual se tenha distanciado um pouco do potencial.
Já o Flamengo de Zico era um timaço. Leandro, Júnior, Andrade e Adílio jamais foram eram meros coadjuvantes. O protagonista, ator principal, era Zico, lógico, mas o Flamengo campeão do mundo não era dependente contumaz. Também jogava bem coletivamente.
Sobre o Barcelona de Messi, já comentei, e repito: tem outros grandes jogadores ( Iniesta, Xavi, Fàbregas e cia), mas perde o prumo, a referência, quando o argentino melhor do mundo está fora.
Novamente, soa como incoerência se lembrarmos do Santos refém exclusivamente de Neymar. Diferentemente, o campeão espanhol tem individualidades brilhantes e filosofia de jogo definida, mas sem Messi anda de lado, sem verticalidade. Favor não confundir Barcelona com Seleção Espanhola.
Talvez tudo isso explique por que Borússia Dortmund e Bayern de Munique decidem o título da Liga dos Campeões neste sábado. Os dois principais clubes da Alemanha no momento têm forças individuais e marcante presença coletiva no campo tático.
quinta-feira, 23 de maio de 2013
quinta-feira, 16 de maio de 2013
De tudo um pouco... Corinthians, Palmeiras...
Sem qualquer pretensão comparativa, texto de hoje vai a la Tostão. De tudo, e de todos, um pouco. De Corinthians a Santo André, de Palmeiras a São Bernardo... Mesmo que simples registros opinativos.
Sobre o Ramalhão, me recuso a acreditar que, exceção aos mais fanáticos torcedores e aos dirigentes de carteirinha, alguém acreditava mesmo que o resultado ( 2 a 3 ) do Bruno Daniel seria revertido em Goiás. Nova derrota, agora de 1 a 0.
Diferença de investimento e de capacidade técnica é quilométrica. O Goiás é time de Série A. O Santo André, de D. Sonhar com a repetição do título fortuito na Copa Brasil de 2004 é pura utopia. Por isso ninguém deve cobrar elenco e direção.
Situação do Tigre não está tão distante. Igualdade de 1 a 1 no Baetão ainda dava alguma esperança de reversão em Criciúma. Mas o time catarinense é superior e ficou com a vaga após meter 3 a 1.
Quanto ao Palmeiras, é outro de quem não se poderia esperar muito. No fundo, no fundo, nem mesmo o jovem "parmerista" Gustavo poderia esperar algo além. Empate no México foi alentador, mas derrota no Pacaembu colocou as coisas nos devidos lugares.
Conforme o próprio Tostão escreveu na sua coluna na Folha de São Paulo, a contagiante garra alvi-verde não o levaria tão longe. Tem limites, como ficou provado. Crucificar o goleiro Bruno não é o melhor caminho.
Nível técnico do Palmeiras é limitado. Talhado para ganhar no máximo a Série B. Nada mais. Conforme sábias e verdadeiras palavras do amigo Brunoro.
Já do Corinthians se esperava muito mais. Está certo que o juizão meteu a mão no campeão do mundo, mas ao grupo de Tite faltaram mais competitividade, mais intensidade e mais competência na armação e nas finalizações. Faltou ser simplesmente ser o Corinthians de 2012.
Sem falar que o Boca vestiu o manto de humildade. Decepciona tecnicamente, mas se aplicou do primeiro ao último minuto. Correu, dividiu e antecipou muito. Um 4-4-1-1 quase intransponível. Especialmente no primeiro tempo, quando os espaços aos burocráticos corintianos foram escassos.
Sem falar que ontem o pior Boca da década não deu pontapés. O Corinthians poderia ter saído com a vaga jogada na lata do lixo em Buenos Aires, onde não jogou nada.
Quanto ao veterano Riquelme, endeusado pela maioria dos jornalistas brasileiros, até que foi bem, mas não vi nada de extraordinário. Pouco criou enquanto aguentou a pegada do jogo. Fez um gol sem querer -- assumiu que foi cruzar -- e agora parece que merece uma estátua.
Se o juizão não fosse tão prepotente, incompetente e mal-intencionado, Riquelme teria passado despercebido e provavelmente o Corinthians estaria classificado.
O pênalti não assinalado logo no início poderia mudar a história do jogo também porque Marin receberia o segundo cartão amarelo ao meter a mão na bola e o Boca jogaria com 10. Depois, mais três erros capitais.
Só que agora não adianta chorar.
Sobre o Ramalhão, me recuso a acreditar que, exceção aos mais fanáticos torcedores e aos dirigentes de carteirinha, alguém acreditava mesmo que o resultado ( 2 a 3 ) do Bruno Daniel seria revertido em Goiás. Nova derrota, agora de 1 a 0.
Diferença de investimento e de capacidade técnica é quilométrica. O Goiás é time de Série A. O Santo André, de D. Sonhar com a repetição do título fortuito na Copa Brasil de 2004 é pura utopia. Por isso ninguém deve cobrar elenco e direção.
Situação do Tigre não está tão distante. Igualdade de 1 a 1 no Baetão ainda dava alguma esperança de reversão em Criciúma. Mas o time catarinense é superior e ficou com a vaga após meter 3 a 1.
Quanto ao Palmeiras, é outro de quem não se poderia esperar muito. No fundo, no fundo, nem mesmo o jovem "parmerista" Gustavo poderia esperar algo além. Empate no México foi alentador, mas derrota no Pacaembu colocou as coisas nos devidos lugares.
Conforme o próprio Tostão escreveu na sua coluna na Folha de São Paulo, a contagiante garra alvi-verde não o levaria tão longe. Tem limites, como ficou provado. Crucificar o goleiro Bruno não é o melhor caminho.
Nível técnico do Palmeiras é limitado. Talhado para ganhar no máximo a Série B. Nada mais. Conforme sábias e verdadeiras palavras do amigo Brunoro.
Já do Corinthians se esperava muito mais. Está certo que o juizão meteu a mão no campeão do mundo, mas ao grupo de Tite faltaram mais competitividade, mais intensidade e mais competência na armação e nas finalizações. Faltou ser simplesmente ser o Corinthians de 2012.
Sem falar que o Boca vestiu o manto de humildade. Decepciona tecnicamente, mas se aplicou do primeiro ao último minuto. Correu, dividiu e antecipou muito. Um 4-4-1-1 quase intransponível. Especialmente no primeiro tempo, quando os espaços aos burocráticos corintianos foram escassos.
Sem falar que ontem o pior Boca da década não deu pontapés. O Corinthians poderia ter saído com a vaga jogada na lata do lixo em Buenos Aires, onde não jogou nada.
Quanto ao veterano Riquelme, endeusado pela maioria dos jornalistas brasileiros, até que foi bem, mas não vi nada de extraordinário. Pouco criou enquanto aguentou a pegada do jogo. Fez um gol sem querer -- assumiu que foi cruzar -- e agora parece que merece uma estátua.
Se o juizão não fosse tão prepotente, incompetente e mal-intencionado, Riquelme teria passado despercebido e provavelmente o Corinthians estaria classificado.
O pênalti não assinalado logo no início poderia mudar a história do jogo também porque Marin receberia o segundo cartão amarelo ao meter a mão na bola e o Boca jogaria com 10. Depois, mais três erros capitais.
Só que agora não adianta chorar.
quinta-feira, 9 de maio de 2013
O Grana, a grana, o Brunão e o Nanasa
Ao contrário de Aidan Ravin, seu antecessor, Carlos Grana tem dedicado olhar respeitoso ao Estádio Bruno Daniel. Bem diferente do ex-prefeito, falastrão por excelência e sem o mínimo compromisso com a palavra empenhada. O atual pelo menos tem dado o pontapé inicial para cumprir promessas de campanha.
Enquanto o Prefeito Inimigo do Esporte cansou de dar as costas e ignorar o estádio e o futebol profissional da cidade, o atual acaba de assinar ordem de serviço para ampliar o Brunão.
Ampliar soa como força de expressão. A construção de nova arquibancada -- ainda sem cobertura e iluminação -- com 4 mil lugares substitui a demolida e não reerguida por Aidan. Era de se esperar.
Retomada das obras vai custar, inicialmente, perto de R$ 3 milhões, oriundos do Tesouro Municipal. Previsão de custo total, com iluminação e cobertura, chega a R$ 30 milhões, sendo que R$ 13 milhões devem vir da Agência Paulista de Desenvolvimento, do Governo Estadual. Restante depende de parcerias.
Sem dúvida, ponto positivo para o novo prefeito. Agora, como se trata de político, é bom esperar pelo andamento das obras e pela conclusão. Por enquanto, arena multiuso pensando na Copa do Mundo de 2014, sem iniciativa privada, é utopia. Conversa fiada.
Por falar em conversa fiada, bem que o amigo de Lula ( aquele que nunca sabe de nada que não lhe seja favorável) poderia, emergencialmente, ter atitude semelhante em relação ao Nanasa (Núcleo de Apoio à Natação Adaptada de Santo André), cujas aulas a pessoas com deficiência estão suspensas.
Se, orçados ou não, o Tesouro Municipal disponibiliza R$ 3 milhões para iniciar a reforma do Brunão, por que não pode fazer o mesmo para manter as atividades dos alunos do Nanasa, cujo projeto depende de menos de R$ 1 milhão?
Enquanto o Prefeito Inimigo do Esporte cansou de dar as costas e ignorar o estádio e o futebol profissional da cidade, o atual acaba de assinar ordem de serviço para ampliar o Brunão.
Ampliar soa como força de expressão. A construção de nova arquibancada -- ainda sem cobertura e iluminação -- com 4 mil lugares substitui a demolida e não reerguida por Aidan. Era de se esperar.
Retomada das obras vai custar, inicialmente, perto de R$ 3 milhões, oriundos do Tesouro Municipal. Previsão de custo total, com iluminação e cobertura, chega a R$ 30 milhões, sendo que R$ 13 milhões devem vir da Agência Paulista de Desenvolvimento, do Governo Estadual. Restante depende de parcerias.
Sem dúvida, ponto positivo para o novo prefeito. Agora, como se trata de político, é bom esperar pelo andamento das obras e pela conclusão. Por enquanto, arena multiuso pensando na Copa do Mundo de 2014, sem iniciativa privada, é utopia. Conversa fiada.
Por falar em conversa fiada, bem que o amigo de Lula ( aquele que nunca sabe de nada que não lhe seja favorável) poderia, emergencialmente, ter atitude semelhante em relação ao Nanasa (Núcleo de Apoio à Natação Adaptada de Santo André), cujas aulas a pessoas com deficiência estão suspensas.
Se, orçados ou não, o Tesouro Municipal disponibiliza R$ 3 milhões para iniciar a reforma do Brunão, por que não pode fazer o mesmo para manter as atividades dos alunos do Nanasa, cujo projeto depende de menos de R$ 1 milhão?
terça-feira, 7 de maio de 2013
O Poder no Parque Central. Só falta atitude!
Representantes do Poder Público se fizeram presentes hoje de manhã no Parque Central. Lá estavam Paulinho Serra, secretário de Obras e Serviços Públicos e Ricardo Kondratovich, seu adjunto.
Também havia outros componentes do Departamento de Parques e Áreas Verdes. Todos meus conhecidos de Prefeitura. Não sei se o vereador Roberto Rautenberg fazia parte da comitiva.
A não ser que eu esteja enganado, só faltou o comando da Segurança e da Guarda Civil Municipal para que a maioria dos problemas espalhados pelo nosso Ibirapuera -- por que não nosso cartão postal? -- pudesse ser discutida.
Ao lado de meus netos (Victor e Júlia), me limitei a cumprimentá-los com educação. Mas juro que torci para que o Paulinho pedisse minha opinião sobre a atuação da Prefeitura de Santo André no parque.
Não fui questionado como jornalista. Tampouco como usuário e cidadão pagador de impostos. Se fosse, não teria dúvidas de repetir o que venho escrevendo e dizendo há pelo menos seis/sete anos.
Afinal, nada mudou com a troca de prefeitos e de partidos. O olhar do petista Grana é o mesmo do petebista Aidan. Por enquanto, fica muito a desejar.
Tomara que a visita de Paulinho, Ricardo e cia renda frutos. Tomara que o nosso potencial cartão postal seja tratado como tal. Com respeito, cidadania e comprometimento.
Tomara que o nosso Parque Central passe a ter o mínimo de comunicação e orientação aos usuários. Mesmo que muitos deles não tenham um pingo de educação. Algumas placas, com palavras corretas, já ajudariam. É preciso orientar, fiscalizar e punir os infratores.
Tomara que o nosso Ibirapuera passe a ter fiscalização minimamente comprometida com as obrigações dos servidores públicos. Sem essa de a GCM ficar enfiada na salinha do acesso principal.
Que tal o chefe da Guarda e o homem forte da segurança darem um passeio pelo parque? De preferência, excluindo dias festivos. Apareçam lá e percorram os acessos Visconde de Mauá, Javaés e favela Gamboa.
Horário ideal para flagrar traficantes, usuários de drogas e ladrões de carros e motos -- dentro e fora do PC -- é depois das 17h30min, quando a noite começa a chegar. Todos os gatos são pardos. Principalmente à distância; aquela guardada estrategicamente pelos zelosos guardas municipais.
Tomara, mesmo, que a visita do pessoal da SOSP não se limite a tomar conhecimento das águas sujas e do que acontece com tartarugas, aves e pássaros menores, vítimas de gaiolas, linhadas e anzóis mortais de alguns-- poucos -- pescadores irresponsáveis.
Por que não limitar a pesca a dois lagos, duas varas e duas vezes por semana. E estabelecer regras claras. Com coletes e identificação. Abusou, perde a licença. Sujou, limpou! Funcionários têm mais o que fazer do que limpar tudo o que pessoas mal-educadas lá deixam. Inclusive bosta de cachorro na pista de caminhadas.
Há muitos outros erros no nosso parque. Entre eles, também, motoristas que transitam em velocidade incompatível, égua que pasta em plena ciclovia, crianças que nadam sem qualquer garantia de socorro, pistas sem demarcação e lixeiras, e ambulantes não regulamentados.
Então, tomara, mesmo, que a visita tenha a abrangência que o espaço exige. Que não tenha sido mais uma visitinha agendada por pressão de vereador. Não tenho procuração para defender o prefeito-- nem quero --, mas sei que o Paulinho e o Ricardo não são burros. Prefiro acreditar em atitudes e melhorias.
Também havia outros componentes do Departamento de Parques e Áreas Verdes. Todos meus conhecidos de Prefeitura. Não sei se o vereador Roberto Rautenberg fazia parte da comitiva.
A não ser que eu esteja enganado, só faltou o comando da Segurança e da Guarda Civil Municipal para que a maioria dos problemas espalhados pelo nosso Ibirapuera -- por que não nosso cartão postal? -- pudesse ser discutida.
Ao lado de meus netos (Victor e Júlia), me limitei a cumprimentá-los com educação. Mas juro que torci para que o Paulinho pedisse minha opinião sobre a atuação da Prefeitura de Santo André no parque.
Não fui questionado como jornalista. Tampouco como usuário e cidadão pagador de impostos. Se fosse, não teria dúvidas de repetir o que venho escrevendo e dizendo há pelo menos seis/sete anos.
Afinal, nada mudou com a troca de prefeitos e de partidos. O olhar do petista Grana é o mesmo do petebista Aidan. Por enquanto, fica muito a desejar.
Tomara que a visita de Paulinho, Ricardo e cia renda frutos. Tomara que o nosso potencial cartão postal seja tratado como tal. Com respeito, cidadania e comprometimento.
Tomara que o nosso Parque Central passe a ter o mínimo de comunicação e orientação aos usuários. Mesmo que muitos deles não tenham um pingo de educação. Algumas placas, com palavras corretas, já ajudariam. É preciso orientar, fiscalizar e punir os infratores.
Tomara que o nosso Ibirapuera passe a ter fiscalização minimamente comprometida com as obrigações dos servidores públicos. Sem essa de a GCM ficar enfiada na salinha do acesso principal.
Que tal o chefe da Guarda e o homem forte da segurança darem um passeio pelo parque? De preferência, excluindo dias festivos. Apareçam lá e percorram os acessos Visconde de Mauá, Javaés e favela Gamboa.
Horário ideal para flagrar traficantes, usuários de drogas e ladrões de carros e motos -- dentro e fora do PC -- é depois das 17h30min, quando a noite começa a chegar. Todos os gatos são pardos. Principalmente à distância; aquela guardada estrategicamente pelos zelosos guardas municipais.
Tomara, mesmo, que a visita do pessoal da SOSP não se limite a tomar conhecimento das águas sujas e do que acontece com tartarugas, aves e pássaros menores, vítimas de gaiolas, linhadas e anzóis mortais de alguns-- poucos -- pescadores irresponsáveis.
Por que não limitar a pesca a dois lagos, duas varas e duas vezes por semana. E estabelecer regras claras. Com coletes e identificação. Abusou, perde a licença. Sujou, limpou! Funcionários têm mais o que fazer do que limpar tudo o que pessoas mal-educadas lá deixam. Inclusive bosta de cachorro na pista de caminhadas.
Há muitos outros erros no nosso parque. Entre eles, também, motoristas que transitam em velocidade incompatível, égua que pasta em plena ciclovia, crianças que nadam sem qualquer garantia de socorro, pistas sem demarcação e lixeiras, e ambulantes não regulamentados.
Então, tomara, mesmo, que a visita tenha a abrangência que o espaço exige. Que não tenha sido mais uma visitinha agendada por pressão de vereador. Não tenho procuração para defender o prefeito-- nem quero --, mas sei que o Paulinho e o Ricardo não são burros. Prefiro acreditar em atitudes e melhorias.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Prefeitura de Santo André desrespeita pessoas com deficiência. Que vergonha!
As aulas de natação adaptada, além de atividades recreativas envolvendo alunos e familiares, estão com os dias contados em Santo André. Por falta de verba, estão suspensas por tempo indeterminado pela Prefeitura. Um absurdo! Uma vergonha!
Pode falar o que quiser. Pode espernear à vontade. Pode até tirar da reta. Pode também anunciar força-tarefa e se arvorar de salvadora da pátria. Porém, o principal responsável por tamanha falta de planejamento, sensibilidade e competência é exatamente o Poder Público capitaneado por Carlos Grana.
Cerca de 240 pessoas com deficiência -- crianças, adolescentes e adultos de Santo André, São Paulo e Grande ABC -- estão sem chão porque, repito, não há verba específica para o Programa de Educação Física Adaptada ter sequência na piscina da Vila Alpina e até ser ampliado em possíveis outros espaços.
Incrível o Poder Público andreense ser pego -- só aparentemente, viu, gente! -- com as calças na mão por depender de projeto/verba da Secretaria de Esportes, Lazer e Juventude do Estado de São Paulo para fazer valer a Lei Paulista de Incentivo ao Esporte e conseguir patrocínio. Não importa se apenas metade dos alunos é de Santo André.
Orçamento da Prefeitura para 2013 está próximo de R$ 2,5 bilhões. Só a Secretaria de Saúde tem dotação próxima de R$ 380 milhões. Já a Secretaria de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo tem verba próxima de R$ 40 milhões.
R$ 13 milhões, aproximadamente, é a grana (ridícula) destinada ao Departamento de Esportes. Portanto, não daria mesmo pra tirar de quem não tem para dar aos deficientes. E na fila há mais de 500 pessoas com deficiência.
O Esporte não tem os propalados necessários R$ 900 mil anuais. Será que é isso mesmo? Não dá pra economizar um pouco readequando atendimentos, funções e valores de coordenador, professores, estagiários e outros gastos com estrutura e manutenção?
Será que, enquanto o tal projeto não é aprovado nenhuma grande empresa da cidade não pode bancar causa tão nobre? Será que políticos tão influentes e espertos para interesses pessoais e/ou partidários não conseguem sensibilizar executivos de grandes empresas? E nossas faculdades? Bem que poderiam ceder pelo menos 20/25 bolsistas.
Só agora, com a morte anunciada, o Poder Público se coça de verdade, e fala em mutirão junto a secretarias e empresariado para garantir a retomada do programa. Onde está o planejamento, caros senhores? Se virem! Assim não pode ficar. É obrigação!
Tudo começou na desastrosa gestão anterior, em 2010, quando a Apolo (Associação das Indústrias do Pólo Petroquímico) deixou de patrocinar o programa, que também era e é vinculado à Acide (Associação pela Cidadania dos Deficientes).
Não adianta querer culpar o Estado ou a Acide. Muita gente da gestão atual sabia que isso poderia acontecer a qualquer hora. Principalmente a se considerar a soberba, o isolacionismo e a incompetência do então diretor de Esportes Almir Padalino, protegido de Aidan Ravin e da então primeira-dama Denise Ravin.
Sou obrigado a reconhecer que nos últimos quatro anos muita gente sentiu e ainda deve estar a sentir saudade de Celso Luiz de Almeida, hoje presidente do Esporte Clube Santo André. Celsinho não foi perfeito, mas trabalhou muito -- inclusive para manter o Nanasa -- e fez o que pode com orçamento tão minguado quanto o atual.
Então, por que depender de projeto vinculado ao Governo do Estado para conseguir parceiros? Isso não poderia acontecer! Independente de cores partidárias, a administração deveria, sim, ter verba carimbada como prioridade zero para programa de tamanha envergadura, criado há mais de uma década.
Se crianças, idosos e deficientes não são prioridades, quem é? Os amigos do rei? O bando de cabos eleitorais travestidos de comissionados sem função clara? Ou obras prescindíveis bancadas por licitações fraudulentas?
Não se justifica! Nada!!! Faltou sensibilidade. Faltou planejamento. Faltou gerenciamento? Faltou precaução! Faltou competência! Faltou respeito às pessoas com deficiência e às famílias. Isso é uma vergonha, caro prefeito!
Pode falar o que quiser. Pode espernear à vontade. Pode até tirar da reta. Pode também anunciar força-tarefa e se arvorar de salvadora da pátria. Porém, o principal responsável por tamanha falta de planejamento, sensibilidade e competência é exatamente o Poder Público capitaneado por Carlos Grana.
Cerca de 240 pessoas com deficiência -- crianças, adolescentes e adultos de Santo André, São Paulo e Grande ABC -- estão sem chão porque, repito, não há verba específica para o Programa de Educação Física Adaptada ter sequência na piscina da Vila Alpina e até ser ampliado em possíveis outros espaços.
Incrível o Poder Público andreense ser pego -- só aparentemente, viu, gente! -- com as calças na mão por depender de projeto/verba da Secretaria de Esportes, Lazer e Juventude do Estado de São Paulo para fazer valer a Lei Paulista de Incentivo ao Esporte e conseguir patrocínio. Não importa se apenas metade dos alunos é de Santo André.
Orçamento da Prefeitura para 2013 está próximo de R$ 2,5 bilhões. Só a Secretaria de Saúde tem dotação próxima de R$ 380 milhões. Já a Secretaria de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo tem verba próxima de R$ 40 milhões.
R$ 13 milhões, aproximadamente, é a grana (ridícula) destinada ao Departamento de Esportes. Portanto, não daria mesmo pra tirar de quem não tem para dar aos deficientes. E na fila há mais de 500 pessoas com deficiência.
O Esporte não tem os propalados necessários R$ 900 mil anuais. Será que é isso mesmo? Não dá pra economizar um pouco readequando atendimentos, funções e valores de coordenador, professores, estagiários e outros gastos com estrutura e manutenção?
Será que, enquanto o tal projeto não é aprovado nenhuma grande empresa da cidade não pode bancar causa tão nobre? Será que políticos tão influentes e espertos para interesses pessoais e/ou partidários não conseguem sensibilizar executivos de grandes empresas? E nossas faculdades? Bem que poderiam ceder pelo menos 20/25 bolsistas.
Só agora, com a morte anunciada, o Poder Público se coça de verdade, e fala em mutirão junto a secretarias e empresariado para garantir a retomada do programa. Onde está o planejamento, caros senhores? Se virem! Assim não pode ficar. É obrigação!
Tudo começou na desastrosa gestão anterior, em 2010, quando a Apolo (Associação das Indústrias do Pólo Petroquímico) deixou de patrocinar o programa, que também era e é vinculado à Acide (Associação pela Cidadania dos Deficientes).
Não adianta querer culpar o Estado ou a Acide. Muita gente da gestão atual sabia que isso poderia acontecer a qualquer hora. Principalmente a se considerar a soberba, o isolacionismo e a incompetência do então diretor de Esportes Almir Padalino, protegido de Aidan Ravin e da então primeira-dama Denise Ravin.
Sou obrigado a reconhecer que nos últimos quatro anos muita gente sentiu e ainda deve estar a sentir saudade de Celso Luiz de Almeida, hoje presidente do Esporte Clube Santo André. Celsinho não foi perfeito, mas trabalhou muito -- inclusive para manter o Nanasa -- e fez o que pode com orçamento tão minguado quanto o atual.
Então, por que depender de projeto vinculado ao Governo do Estado para conseguir parceiros? Isso não poderia acontecer! Independente de cores partidárias, a administração deveria, sim, ter verba carimbada como prioridade zero para programa de tamanha envergadura, criado há mais de uma década.
Se crianças, idosos e deficientes não são prioridades, quem é? Os amigos do rei? O bando de cabos eleitorais travestidos de comissionados sem função clara? Ou obras prescindíveis bancadas por licitações fraudulentas?
Não se justifica! Nada!!! Faltou sensibilidade. Faltou planejamento. Faltou gerenciamento? Faltou precaução! Faltou competência! Faltou respeito às pessoas com deficiência e às famílias. Isso é uma vergonha, caro prefeito!
quarta-feira, 1 de maio de 2013
A messidependência, o fim da dinastia e o título alemão
"Sem Messi, esquece!" Quando o Barcelona caiu de quatro em Munique esta foi a última frase da coluna deste caipira metido a besta. Não precisava ser bidu.
Mais uma vez, hoje, agora em casa, diante de 95 mil espectadores, o (ainda) melhor time do mundo perdeu de 3 a 0. Melhor... quando tem Messi.
Sem o gênio argentino, o Barcelona foi, de novo, um time comum. Messidependência pura! Sem seu centro de gravidade, nem mesmo estrelas de primeira grandeza como Iniesta, Xavi e Fàbregas conseguem brilhar.
Barcelona foi engolido. Tática, técnica e fisicamente. Não teve forças nem futebol para se impor diante de um Bayern inteligente, maduro, aplicado e ousado, sem medo. Lógico que, tudo isso, respaldado pelos 4 a 0 do primeiro jogo.
Gols de Robben, Piquè (contra) e Muller ( 7 a 0 no placar agregado) levam o campeão alemão à decisão da Liga dos Campeões da Europa, dia 25 em Wembley, contra o não menos forte Borússia Dortmund.
Duas certezas: o campeão será um time alemão e a final inédita tem tudo para ser uma briga de cachorro grande. Em campo, dois times que não especulam. Simplesmente, jogam. Coletiva e individualmente.
Quanto ao grande Barcelona, não tem saída. Chega ao fim uma dinastia, mesmo que ainda não se conheça o novo "rei". É hora de reciclar, de repensar, de contratar. E de admitir que não mais assusta quem ousa jogar de igual pra igual.
Assim foi com o Santos de Pelé, o Botafogo de Garrincha, o Cruzeiro de Tostão, o Inter de Falcão, o Palmeiras de Ademir da Guia, o Flamengo de Zico, o São Paulo de Gérson...
Mais uma vez, hoje, agora em casa, diante de 95 mil espectadores, o (ainda) melhor time do mundo perdeu de 3 a 0. Melhor... quando tem Messi.
Sem o gênio argentino, o Barcelona foi, de novo, um time comum. Messidependência pura! Sem seu centro de gravidade, nem mesmo estrelas de primeira grandeza como Iniesta, Xavi e Fàbregas conseguem brilhar.
Barcelona foi engolido. Tática, técnica e fisicamente. Não teve forças nem futebol para se impor diante de um Bayern inteligente, maduro, aplicado e ousado, sem medo. Lógico que, tudo isso, respaldado pelos 4 a 0 do primeiro jogo.
Gols de Robben, Piquè (contra) e Muller ( 7 a 0 no placar agregado) levam o campeão alemão à decisão da Liga dos Campeões da Europa, dia 25 em Wembley, contra o não menos forte Borússia Dortmund.
Duas certezas: o campeão será um time alemão e a final inédita tem tudo para ser uma briga de cachorro grande. Em campo, dois times que não especulam. Simplesmente, jogam. Coletiva e individualmente.
Quanto ao grande Barcelona, não tem saída. Chega ao fim uma dinastia, mesmo que ainda não se conheça o novo "rei". É hora de reciclar, de repensar, de contratar. E de admitir que não mais assusta quem ousa jogar de igual pra igual.
Assim foi com o Santos de Pelé, o Botafogo de Garrincha, o Cruzeiro de Tostão, o Inter de Falcão, o Palmeiras de Ademir da Guia, o Flamengo de Zico, o São Paulo de Gérson...
terça-feira, 30 de abril de 2013
E o teco-teco não passou no buraco da agulha. Méritos do Borússia finalista da Liga dos Campeões
O teco-teco não passou no buraco da agulha. Nenhuma surpresa no Santiago Bernabeu. Mais de 90 mil vozes e os 2 a 0 do Real Madrid não foram suficientes para tirar o Borússia Dortmund da final da Liga dos Campeões da Europa.
Os 4 a 1 do primeiro jogo, em Dortmund, foram determinantes para colocar o Borússia na decisão do dia 25 de maio em Londres. Adversário sai de Barcelona x Bayern de Munique, que jogam amanhã em Barcelona.
Tarefa espanhola é ainda mais difícil do que a que se apresentou ao arquirrival. Tirar a diferença de 4 a 0 diante de um algoz tão forte implica no boeing passar no mesmo buraco da agulha que travou o teco-teco.
Jogo de agora há pouco não foi diferente do que se esperava. Pressionado pela necessidade fazer o resultado, o Real Madrid se armou num 4-3-3 disfarçado de 4-2-2-2, bem ofensivo. O Borússia foi o mesmo de sempre, até que Mario Gotze saiu lesionado e deu lugar a Grossgreutz.
Antes disso, um 4-2-3-1 rápido, ousado e inteligente. Depois, um 4-2-3-1 mais marcador -- por isso o sistema defensivo alemão ficou mais consistente --, mas sem abrir mão de atacar em velocidade, sempre com no mínimo três jogadores.
No primeiro tempo o Real foi ao ataque e teve pelo menos três bons momentos de gol. O goleiro Weidenfeller e o zagueiro Hummels, um dos melhores do mundo, foram os destaques do finalista.
No segundo tempo o Borússia voltou com mesma determinação na marcação -- em muitos momentos adotou duas linhas de quatro -- e armou contragolpes que poderiam ter sido fatais.
Com o Real Madrid no ataque, sobrou espaço para Lewandowski perder dois gols e Gundogan desperdiçar uma chance incrível. Goleiro Diego Lopez foi brilhante.
Como não tinha alternativa, o Real se abriu perigosamente quando colocou Kaká no lugar do lateral-esquerdo Fábio Coentrão. E aos 37 minutos, Kaká iniciou o lance que acabou no gol de Benzemá. Seis minutos depois, Sérgio Ramos fez 2 a 0 e o time de José Mourinho foi todo ao ataque. Só prendeu dois zagueiros.
O terceiro gol significaria passaporte à final de Wembley. Mas o gol não veio e o Borússia está classificado pelo que fez em casa. Méritos para quem tem um belo time e faz do torcedor fanático um aliado indispensável.
Detalhe: o time do Borússia vale 25 milhões de euros. O Real vale 11 vezes mais. Em campo, jogou menos.
Os 4 a 1 do primeiro jogo, em Dortmund, foram determinantes para colocar o Borússia na decisão do dia 25 de maio em Londres. Adversário sai de Barcelona x Bayern de Munique, que jogam amanhã em Barcelona.
Tarefa espanhola é ainda mais difícil do que a que se apresentou ao arquirrival. Tirar a diferença de 4 a 0 diante de um algoz tão forte implica no boeing passar no mesmo buraco da agulha que travou o teco-teco.
Jogo de agora há pouco não foi diferente do que se esperava. Pressionado pela necessidade fazer o resultado, o Real Madrid se armou num 4-3-3 disfarçado de 4-2-2-2, bem ofensivo. O Borússia foi o mesmo de sempre, até que Mario Gotze saiu lesionado e deu lugar a Grossgreutz.
Antes disso, um 4-2-3-1 rápido, ousado e inteligente. Depois, um 4-2-3-1 mais marcador -- por isso o sistema defensivo alemão ficou mais consistente --, mas sem abrir mão de atacar em velocidade, sempre com no mínimo três jogadores.
No primeiro tempo o Real foi ao ataque e teve pelo menos três bons momentos de gol. O goleiro Weidenfeller e o zagueiro Hummels, um dos melhores do mundo, foram os destaques do finalista.
No segundo tempo o Borússia voltou com mesma determinação na marcação -- em muitos momentos adotou duas linhas de quatro -- e armou contragolpes que poderiam ter sido fatais.
Com o Real Madrid no ataque, sobrou espaço para Lewandowski perder dois gols e Gundogan desperdiçar uma chance incrível. Goleiro Diego Lopez foi brilhante.
Como não tinha alternativa, o Real se abriu perigosamente quando colocou Kaká no lugar do lateral-esquerdo Fábio Coentrão. E aos 37 minutos, Kaká iniciou o lance que acabou no gol de Benzemá. Seis minutos depois, Sérgio Ramos fez 2 a 0 e o time de José Mourinho foi todo ao ataque. Só prendeu dois zagueiros.
O terceiro gol significaria passaporte à final de Wembley. Mas o gol não veio e o Borússia está classificado pelo que fez em casa. Méritos para quem tem um belo time e faz do torcedor fanático um aliado indispensável.
Detalhe: o time do Borússia vale 25 milhões de euros. O Real vale 11 vezes mais. Em campo, jogou menos.
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