Bem que o saco do nosso bom Papai Noel poderia presentear o esporte do Grande ABC com "brinquedos" com a durabilidade assegurada para todos os dias de 2010. Por exemplo:
1) o Santo André de volta à elite nacional e entre os quatro primeiros do Campeonato Paulista;
2) presidente (Ronan) e vice (Romualdo) da Saged mais competentes e menos dependentes de holofotes midiáticos, sem a síndrome do vedetismo e/ou do coronelismo;
3) cotistas da gestão esportiva dona do futebol do Ramalhão menos omissos e mais participativos nos destinos da empresa;
4) torcida ramalhina menos distante e mais atuante no momento de cobrar e empurrar o time pra cima de visitantes nem sempre tão indigestos;
5) Estádio Bruno José Daniel administrado com eficiência e profissionalismo pelo Poder Público em parceria com o Santo André;
6) Marcelinho Pé de Anjo e Romualdo Nuvem Passageira totalmente dentro ou totalmente fora do futebol, como deputados federal e estadual;
7) Santo André com planejamento sustentável, contratações criteriosas e sem troca-troca de treinador;
8) São Caetano na elite nacional e entre os quatro melhores do Paulistão.
9) e também com planejamento, bom elenco e técnico fixo pelo ano inteiro;
10) que a torcida do Azulão não se limite aos gatos pingados dos últimos anos;
11) que o São Bernardo transacionado com empresários ligados ao PT seja muito mais que uma barriga de aluguel para negociar jogadores;
12) que o Tigre mantenha as escolinhas de futebol e suba para a elite paulista, com o sem o apoio da Prefeitura e de políticos;
13) que o Esporte Clube São Bernardo renasça com força total e volte a brilhar;
14) o mesmo se espera do Palestra parceiro do Santo André;
15) sobre o Grêmio Mauaense, nem sei o que pedir ao Papai Noel:
16) que o vôlei de São Bernardo arrume um patrocinador o quanto antes, sob o risco de perder o time e o rumo;
17) que o handebol masculino da Metodista siga os passos da feminino, campeão paulista e brasileiro em 2009;
18) e que ambos mantenham o excepcional trabalho com os núcleos de formação em parceria com o Prefeitura;
19) que também se mantenha o apoio o basquete masculino, derrotado pelo São José nas oitavas-de-final do Paulista -- campanha foi boa para um time recém-formado -- e ao skate de tantas feras;
20) que o Centro Nacional de Desenvolvimento do Handebol saia do papel e se instale de fato nas dependências do Volks Clube -- deve ganhar nova pista de atletismo;
21) que a Secretaria de Esportes de São Bernardo siga os passos da de São Caetano e não deixe a peteca cair como em 2009;
22) o mesmo vale para a Prefeitura de Santo André, que investe pouco e depois fica chorando as pitangas -- novela vai chegar a uma década;
23) que a volta do atletismo formativo e de alto rendimento às pistas do SESI seja o alento a uma cidade que no passado não muito distante foi mais de 10 vezes campeã do Troféu Brasil e revelou e cedeu inúmeros atletas para Pan-Americanos, Mundiais e Olimpíadas;
24) que o handebol andreense seja visto com mais carinho, mesmo que a proposta seja a longo prazo;
25) pedido acima também serve ao menos para a natação, o basquete e o judô, já que não é possível bancar tudo e ganhar quase tudo como nos tempos da Pirelli;
26) que os governantes das sete cidades do Grande ABC olhem o esporte como política pública e não apenas como moeda de troca para ser esquecida na poeira do tempo logo após as eleições;
27) que nossos "nobres" homens públicos encarem o esporte e o lazer com mais respeito em todos os níveis -- formação, alto rendimento, escolar, ação social. eventos, recreação... -- sem privilégios nem desprezo;
28) que São Caetano mantenha o investimento no esporte e as conquistas merecidas na década por terminar;
29) que também volte a brilhar além Jogos Abertos e Regionais, com títulos estaduais e nacional no vôlei, no handebol, no basquete e na natação, sem perder a hegemonia do atletismo e do judô:
30) que todos os nossos parques sejam estruturados e fiscalizados com eficiência, já que nossa qualidade de vida depende também da qualidade dos nossos espaços públicos destinados a práticas esportivas e de lazer -- o que pode ser uma simples caminhada.
Se o Papai Noel não tiver saco para 30 presentes, que ao menos interceda, ilumine e force a consciência dos dirigentes esportivos que comandam o esporte regional para que trabalhem de forma séria. Feliz Natal a todos! Com ou sem presente!
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
E a tal nuvem passageira?
Dia 12 de agosto, em mais uma entrevista ao Diario do Grande ABC, o vice-presidente da Gestão Empresarial do Santo André, Romualdo Magro Júnior, lançou candidatura a deputado estadual, em dobradinha com Marcelinho Carioca -- federal. Depois, como diz ter recebido uma "missão divina", o moço pretende ser prefeito de Santo André. Direito seu, sem dúvida.
À época, questionado sobre a ameaça de rebaixamento que já batia à porta do Santo André, o dirigente-estrela foi incisivo: " Cair? Nunca! Essa é uma nuvem passageira". Pois é... a nuvem não era tão passageira. Nimbos, estratos e cúmulos derramaram, de fato, como previsto há mais de 100 dias, um aguaceiro danado. A tromba d'água despejou o Ramalhão de volta para a Série B.
Empresário do segmento farmacêutico e figurinha carimbada nas páginas do Diario do Grande ABC, Romualdo Nuvem Passageira Magro Júnior forma com o Ronan Maria Pinto, o todo-poderoso do rotulado "melhor jornal regional do Brasil", uma dupla que deve assumir grande parcela de culpa pelo rebaixamento do Ramalhão.
Afinal, futebol não é remédio nem ônibus. Com o irrestrito e incompreensível aval da maioria dos acionistas da empresa Saged, os dois dirigentes se cansaram de errar em contratações e dispensas de jogadores e técnicos. Se meteram -- especialmente Ronan -- em escalações e provocaram demissões fora de hora, como no caso de Sérgio Guedes.
Sem contar a visível falta de planejamento sustentável ao longo de campeonato tão extenso e difícil. Confundiram o mar revolto da elite nacional com as águas calmas da nascente do Rio São Francisco, lá na inesquecível Serra da Canastra.
Deu no que deu! Ao contrário do que diz a música de Hermes de Aquino, a nuvem não era passageira. Por isso a linguagem diretiva e descompassada de uma gestão momentaneamente perdedora-- isso não apaga os louros de virtudes e conquistas anteriores -- deve dar lugar à linguagem da bola em 2010. Sem exageros nem rompantes de mandonismo emanados de quem tem mais o que fazer.
A linguagem da bola tem lá suas especificidades, mas, a exemplo da empresarial, também privilegia trabalho, senso profissional, resultado, comprometimento, responsabilidade, conhecimento e coletivismo.
Agora, não adianta ficar a chorar o leite derramado. Todo mundo sabe quem são os maiores culpados da derrocada. O que não exclui técnicos, jogadores, preparadores físicos, diretor de futebol e supervisor.
Para o Paulistão 2010, se o Santo André não quiser cair pra nunca mais voltar, é preciso botar a mão na massa, já. Que aconteçam dispensas e contratações coerentes. Sem essa a inchar o grupo como nesse 2009 a ser esquecido. Elenco acima de 25 profissionais é besteira. Muito veterano é besteira. Excesso de juniores é besteira. Troca constante de treinador é uma enorme besteira!
Personalidade e capacidade, o técnico Sérgio Soares tem de sobra. Ninguém deve exagerar nos palpites. Quanto menos os cartolas aparecerem, melhor! Afinal, muitos entendem de nuvens; poucos entendem de bola! Há, até, quem não entenda nem de nuvem nem de bola.
Né, Romualdo? Talvez farmácia! Quem sabe na política? Com dedicação total, o que não acontece no futebol. O espaço do DGABC do amigo e chefe Ronan está garantido. A estrela vai aparecer mais do que Serra e Dilma, juntos. Quanto ao famoso santinho de político em campanha, que tal Pé de Anjo para deputado federal e Nuvem Passageira para estadual. Ou alguém minimamente ajuizado acha que em 2010 Marcelinho Carioca vai querer saber de bola?
De Primeira
*** Vitor, um adolescente de 14 anos, levou um tombaço da bicicleta dias atrás no Parque dos Sabiás, mais conhecido como Parque Central. Socorro foi prestado por um vizinho amigo, que, após cerca de 30 minutos, entrou com a Kombi pela ciclovia e levou o menino para o hospital. Guardas Municipais bem que tentaram, mas ambulância que é bom, nada! E se fosse problema grave?Será que, ao menos em finais de semana e feriados com algum evento mais importante no espaço a Prefeitura não pode providenciar uma ambulância? Falar da proximidade do Hospital Mário Covas é utopia. Enganação. Quanto ao Samu responsável pela região, as GCMs disseram que faz ponto na garagem municipal, lá no Jardim Las Vegas.
*** Bem aqui ,diante da minha janela, a Delegacia Regional de Defesa da Mulher abre às 9h -- atrasos são constantes -- e fecha às 18h, de segunda a sexta-feira. Tudo errado! Deveria funcionar diariamente, no mínimo das 6h até a meia-noite. Canso de ver mulheres vítimas a esperar desde 7h. E não existe nem ao menos um simples aviso sobre o horário. Onde estão nossos governantes? Que economia burra é essa que pensam estar fazendo?
*** Sei que as chuvas atrapalham muito e o agendamento da Prefeitura nem sempre pode ser cumprido à risca, mas o mato no canteiro central da Marginal Apiaí, entre a vila Alzira e o bairrro Silveiras, está muito alto e pode provocar acidentes. Bem em frente ao bar do Toninho, que o prefeito Aidan Ravin conhece tão bem quanto eu, está difícil enxergar os carros. Fica a sugestão de prioridade.
*** Cuidado quando você comprar na Telhanorte! Nem sempre se cumpre o prazo de entrega assumido pelo vendedor. Fui uma das vítimas na semana passada. Em compensação, o pequenino Construbem, lá no final da Carijós, foi exemplar no cumprimento de seus compromissos. Portanto, no caso, tamanho não é documento. Se possível, compre na Carijós.
À época, questionado sobre a ameaça de rebaixamento que já batia à porta do Santo André, o dirigente-estrela foi incisivo: " Cair? Nunca! Essa é uma nuvem passageira". Pois é... a nuvem não era tão passageira. Nimbos, estratos e cúmulos derramaram, de fato, como previsto há mais de 100 dias, um aguaceiro danado. A tromba d'água despejou o Ramalhão de volta para a Série B.
Empresário do segmento farmacêutico e figurinha carimbada nas páginas do Diario do Grande ABC, Romualdo Nuvem Passageira Magro Júnior forma com o Ronan Maria Pinto, o todo-poderoso do rotulado "melhor jornal regional do Brasil", uma dupla que deve assumir grande parcela de culpa pelo rebaixamento do Ramalhão.
Afinal, futebol não é remédio nem ônibus. Com o irrestrito e incompreensível aval da maioria dos acionistas da empresa Saged, os dois dirigentes se cansaram de errar em contratações e dispensas de jogadores e técnicos. Se meteram -- especialmente Ronan -- em escalações e provocaram demissões fora de hora, como no caso de Sérgio Guedes.
Sem contar a visível falta de planejamento sustentável ao longo de campeonato tão extenso e difícil. Confundiram o mar revolto da elite nacional com as águas calmas da nascente do Rio São Francisco, lá na inesquecível Serra da Canastra.
Deu no que deu! Ao contrário do que diz a música de Hermes de Aquino, a nuvem não era passageira. Por isso a linguagem diretiva e descompassada de uma gestão momentaneamente perdedora-- isso não apaga os louros de virtudes e conquistas anteriores -- deve dar lugar à linguagem da bola em 2010. Sem exageros nem rompantes de mandonismo emanados de quem tem mais o que fazer.
A linguagem da bola tem lá suas especificidades, mas, a exemplo da empresarial, também privilegia trabalho, senso profissional, resultado, comprometimento, responsabilidade, conhecimento e coletivismo.
Agora, não adianta ficar a chorar o leite derramado. Todo mundo sabe quem são os maiores culpados da derrocada. O que não exclui técnicos, jogadores, preparadores físicos, diretor de futebol e supervisor.
Para o Paulistão 2010, se o Santo André não quiser cair pra nunca mais voltar, é preciso botar a mão na massa, já. Que aconteçam dispensas e contratações coerentes. Sem essa a inchar o grupo como nesse 2009 a ser esquecido. Elenco acima de 25 profissionais é besteira. Muito veterano é besteira. Excesso de juniores é besteira. Troca constante de treinador é uma enorme besteira!
Personalidade e capacidade, o técnico Sérgio Soares tem de sobra. Ninguém deve exagerar nos palpites. Quanto menos os cartolas aparecerem, melhor! Afinal, muitos entendem de nuvens; poucos entendem de bola! Há, até, quem não entenda nem de nuvem nem de bola.
Né, Romualdo? Talvez farmácia! Quem sabe na política? Com dedicação total, o que não acontece no futebol. O espaço do DGABC do amigo e chefe Ronan está garantido. A estrela vai aparecer mais do que Serra e Dilma, juntos. Quanto ao famoso santinho de político em campanha, que tal Pé de Anjo para deputado federal e Nuvem Passageira para estadual. Ou alguém minimamente ajuizado acha que em 2010 Marcelinho Carioca vai querer saber de bola?
De Primeira
*** Vitor, um adolescente de 14 anos, levou um tombaço da bicicleta dias atrás no Parque dos Sabiás, mais conhecido como Parque Central. Socorro foi prestado por um vizinho amigo, que, após cerca de 30 minutos, entrou com a Kombi pela ciclovia e levou o menino para o hospital. Guardas Municipais bem que tentaram, mas ambulância que é bom, nada! E se fosse problema grave?Será que, ao menos em finais de semana e feriados com algum evento mais importante no espaço a Prefeitura não pode providenciar uma ambulância? Falar da proximidade do Hospital Mário Covas é utopia. Enganação. Quanto ao Samu responsável pela região, as GCMs disseram que faz ponto na garagem municipal, lá no Jardim Las Vegas.
*** Bem aqui ,diante da minha janela, a Delegacia Regional de Defesa da Mulher abre às 9h -- atrasos são constantes -- e fecha às 18h, de segunda a sexta-feira. Tudo errado! Deveria funcionar diariamente, no mínimo das 6h até a meia-noite. Canso de ver mulheres vítimas a esperar desde 7h. E não existe nem ao menos um simples aviso sobre o horário. Onde estão nossos governantes? Que economia burra é essa que pensam estar fazendo?
*** Sei que as chuvas atrapalham muito e o agendamento da Prefeitura nem sempre pode ser cumprido à risca, mas o mato no canteiro central da Marginal Apiaí, entre a vila Alzira e o bairrro Silveiras, está muito alto e pode provocar acidentes. Bem em frente ao bar do Toninho, que o prefeito Aidan Ravin conhece tão bem quanto eu, está difícil enxergar os carros. Fica a sugestão de prioridade.
*** Cuidado quando você comprar na Telhanorte! Nem sempre se cumpre o prazo de entrega assumido pelo vendedor. Fui uma das vítimas na semana passada. Em compensação, o pequenino Construbem, lá no final da Carijós, foi exemplar no cumprimento de seus compromissos. Portanto, no caso, tamanho não é documento. Se possível, compre na Carijós.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Capital nacional do atletismo e do handebol
Só não comentei antes por absoluta falta de tempo. Nos últimos dias, as páginas do Diario do Grande ABC nos brindaram com a confirmação de duas belas notícias para o esporte regional. Nosso atletismo e nosso handebol vão ficar ainda mais fortes.
Pretenso candidato ao Governo do Estado e presidente da Fiesp, Paulo Skaf visitou o Grande ABC e anunciou a volta do atletismo de alto rendimento ao SESI de Santo André, capitaneado pelo diretor regional Sérgio Moretti.
Que maravilha! Bons tempos aqueles em que o SESI de Santo André era o bicho-papão de Jogos Abertos e Regionais, campeonatos estaduais e do Troféu Brasil, e cedia vários atletas para os Jogos Olímpicos. Entre as décadas de 70, 80 e início de 90, não tinha pra ninguém. O SESI ganhava todos os títulso possíveis.
Legal, também, que ex-atletas com potencial profissional não serão esquecidos. Pelo contrário! Quem tiver condições, será valorizado, segundo Moretti. Ainda há muita gente boa por aí, com capacidade técnica e disposição para trabalhar. É interessante que os atletas que já treinam no Bruno Daniel e o SESI, sob o comando de professores e técnicos da Prefeitura, não sejam desprezados.
Afinal, nos últimos anos nossos meninos e meninas do esporte-base tem comido o pão que o diabo amassou. O Poder Público, que nos últimos anos jamais olhou com carinho e respeito para o atletismo, bem que poderia ser parceiro do SESI na empreitada. Seríamos ainda mais fortes, sem precisar disputar Jogos Abertos e Regionais com contratações meteóricas de Minas Gerais e outros estados. Fica a sugestão!
Como São Bernardo promete reagir e São Caetano já tem vários campeões treinando na pista do Vila São José, nada mais lógico do que acreditar em evolução e na revelação de valores dentro do próprio Grande ABC. Com o atletismo brasileiro em baixa devido aos casos de doping, não há melhor oportunidade para nos assumirmos como Capital Nacional do Atletismo.
Outra sugestão, repetida, por sinal: a pista do Bruno Daniel praticamente inexiste. Precisa ser reformada, atualizada e disponibilizada de forma decente aos atletas e técnicos. Quanto aos bancos de reservas do campo de futebol, só mudaram de local por causa de exigência dos organizadores da Libertadores. Será que são mais importantes do que a pista de atletismo? Para alguns, parece que sim. Pra mim, jamais!
A outra grande notícia aportou em São Bernardo. Além de pista de atletismo, o antigo Volkswagen Clube, outrora potência poliesportiva da Região, vai receber o Centro Nacional de Desenvolvimento do Handebol. Noi papel, a estrutura é de fazer inveja. Tem de tudo!
Parceria de Prefeitura de São Bernardo com a Confederação Brasileira de Handebol fortalecerá ainda mais o Grande ABC como Capital Nacional da modalidade. Pode parecer ousadia, mas venho escrevendo sobre isso há algum tempo.
Como não concordar com o slogan se no masculino São Bernardo e São Caetano estão entre os quatro melhores do País e no feminino o título ficou com São Bernardo, que cedeu três jogadoras à Seleção Brasileira. Santo André não disputou a Liga Nacional por falta de grana, mas cedeu Adriana Nascimento e Rosária para a disputa do Mundial. Alguma região é mais forte?
Portanto, que 2010 chegue para o Grande ABC se sacramentar de vez como capital nacional do atletismo e do handebol. Quem sabe o vôlei e o basquete não venham na garupa!
Pretenso candidato ao Governo do Estado e presidente da Fiesp, Paulo Skaf visitou o Grande ABC e anunciou a volta do atletismo de alto rendimento ao SESI de Santo André, capitaneado pelo diretor regional Sérgio Moretti.
Que maravilha! Bons tempos aqueles em que o SESI de Santo André era o bicho-papão de Jogos Abertos e Regionais, campeonatos estaduais e do Troféu Brasil, e cedia vários atletas para os Jogos Olímpicos. Entre as décadas de 70, 80 e início de 90, não tinha pra ninguém. O SESI ganhava todos os títulso possíveis.
Legal, também, que ex-atletas com potencial profissional não serão esquecidos. Pelo contrário! Quem tiver condições, será valorizado, segundo Moretti. Ainda há muita gente boa por aí, com capacidade técnica e disposição para trabalhar. É interessante que os atletas que já treinam no Bruno Daniel e o SESI, sob o comando de professores e técnicos da Prefeitura, não sejam desprezados.
Afinal, nos últimos anos nossos meninos e meninas do esporte-base tem comido o pão que o diabo amassou. O Poder Público, que nos últimos anos jamais olhou com carinho e respeito para o atletismo, bem que poderia ser parceiro do SESI na empreitada. Seríamos ainda mais fortes, sem precisar disputar Jogos Abertos e Regionais com contratações meteóricas de Minas Gerais e outros estados. Fica a sugestão!
Como São Bernardo promete reagir e São Caetano já tem vários campeões treinando na pista do Vila São José, nada mais lógico do que acreditar em evolução e na revelação de valores dentro do próprio Grande ABC. Com o atletismo brasileiro em baixa devido aos casos de doping, não há melhor oportunidade para nos assumirmos como Capital Nacional do Atletismo.
Outra sugestão, repetida, por sinal: a pista do Bruno Daniel praticamente inexiste. Precisa ser reformada, atualizada e disponibilizada de forma decente aos atletas e técnicos. Quanto aos bancos de reservas do campo de futebol, só mudaram de local por causa de exigência dos organizadores da Libertadores. Será que são mais importantes do que a pista de atletismo? Para alguns, parece que sim. Pra mim, jamais!
A outra grande notícia aportou em São Bernardo. Além de pista de atletismo, o antigo Volkswagen Clube, outrora potência poliesportiva da Região, vai receber o Centro Nacional de Desenvolvimento do Handebol. Noi papel, a estrutura é de fazer inveja. Tem de tudo!
Parceria de Prefeitura de São Bernardo com a Confederação Brasileira de Handebol fortalecerá ainda mais o Grande ABC como Capital Nacional da modalidade. Pode parecer ousadia, mas venho escrevendo sobre isso há algum tempo.
Como não concordar com o slogan se no masculino São Bernardo e São Caetano estão entre os quatro melhores do País e no feminino o título ficou com São Bernardo, que cedeu três jogadoras à Seleção Brasileira. Santo André não disputou a Liga Nacional por falta de grana, mas cedeu Adriana Nascimento e Rosária para a disputa do Mundial. Alguma região é mais forte?
Portanto, que 2010 chegue para o Grande ABC se sacramentar de vez como capital nacional do atletismo e do handebol. Quem sabe o vôlei e o basquete não venham na garupa!
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Vôlei a caminho da Superliga
A se confirmarem as expectativas da rica Confederação Brasileira de Voleibol, 17 pobres clubes brasileiros devem disputar a Superliga Masculina a partir de 3 de dezembro. Lógico que nem todos são clubes, apenas times, e apenas adultos. Lógico, também, que nem todos são pobres.
O que se quer dizer, na realidade, e com clareza, é que a CBV dos campeões mundiais e olímpicos nada na grana, enquanto que a maioria dos seus filiados vive na penúria, a passar o chapéu, na esperança de parceiros que os levem a enfrentar gastos de primeira grandeza.
Exemplos não faltam. Um deles está em Santo André. E a história conquistas inesquecíveis não tem servido para absolutamente nada. Nos últimos 15 anos, na era pós-Pirelli -- um bicho-papão quase imbatível sob a batuta de capitães como Moreno e William --, o vôlei andreense tem vivido quase à mingua. Da abnegação de Marcelo Madeira, Celsinho, Gatão, Chicão e cia.
A confirmação da participação na Superliga só ocorreu ontem, na bacia das almas. Mas sem patrocínio, já que a GAC Logistics abandonou o barco e a Prefeitura vai ter de bancar tudo sozinha. Vão juntar quirelas. De novo!
Considerando-se o orçamento de 2009 já comprometido, só resta suplementar por meio do Tesouro ou remanejar verba. A esta altura do campeonato, é quase impossível. Então... é rezar para que a peça orçamentária de 2010 contemple o Esporte -- com E maiúsculo, como um todo -- com mais respeito. Pago pra ver! Torço a favor.
Em São Bernardo, tudo parece sob controle. Mas não é bem assim. O banco Santander já desistiu de continuar. Investimento está garantido só até o final da Superliga, provavelmente em maio/junho. É aí que a roda pega! Se em Santo André R$ 500 mil anuais fazem o time ficar entre os oito melhores do País, em São Bernardo o buraco é um pouco mais embaixo.
Especialistas dizem José Montanaro Júnior, o nosso grande Montanaro, também presidente do Brasil Vôlei Clube/São Bernardo -- o antigo Banespa -- calcula valor bem próximo de R$ 6 milhões anuais para bancar um vôlei de primeira linha, um pacotão da base ao adulto, com possibilidades de revelar talentos e ganhar títulos estaduais e nacionais.
A garantia é de que o prefeito Luiz Marinho e o secretário de Esportes, José Luiz Ferrarezi, estão empenhados, de fato, em conquistar parceiros que sejam capazes de manter o vôlei masculino de alto nível em São Bernardo. Estariam flertando com várias empresas. Particularmente, não acredito muito. Pura impressão.
Em se tratando de PT, nem sei se o handebol -- o feminino foi campeão nacional e o masculino caiu nas semifinais -- continuará tão forte na imprescindível parceria com a Metodista, também "sócia" do basquete. Só não podem se esquecer de que o trabalho da universidade vai muito além de títulos no alto rendimento.
Já em São Caetano, a representação na Superliga fica por conta do time "importado" da Ulbra, enquanto que o feminino disputa uma semifinal do Paulista com Osasco. Patrocínio da Blausiegel tem sido superimportante. Em São Bernardo, o time comandado por José Alexandre Devesa foi bem mas não tinha como chegar às semifinais.
Já Santo André está novamente em fase de formação. Peneiras para meninas de 89 a 95 estão marcadas para 12 de dezembro, no Dell"Antonia. O competente Guilherme vai escolher as melhores. Tomara que os Jogos Escolares não tenham sido em vão. Tomara!
O que se quer dizer, na realidade, e com clareza, é que a CBV dos campeões mundiais e olímpicos nada na grana, enquanto que a maioria dos seus filiados vive na penúria, a passar o chapéu, na esperança de parceiros que os levem a enfrentar gastos de primeira grandeza.
Exemplos não faltam. Um deles está em Santo André. E a história conquistas inesquecíveis não tem servido para absolutamente nada. Nos últimos 15 anos, na era pós-Pirelli -- um bicho-papão quase imbatível sob a batuta de capitães como Moreno e William --, o vôlei andreense tem vivido quase à mingua. Da abnegação de Marcelo Madeira, Celsinho, Gatão, Chicão e cia.
A confirmação da participação na Superliga só ocorreu ontem, na bacia das almas. Mas sem patrocínio, já que a GAC Logistics abandonou o barco e a Prefeitura vai ter de bancar tudo sozinha. Vão juntar quirelas. De novo!
Considerando-se o orçamento de 2009 já comprometido, só resta suplementar por meio do Tesouro ou remanejar verba. A esta altura do campeonato, é quase impossível. Então... é rezar para que a peça orçamentária de 2010 contemple o Esporte -- com E maiúsculo, como um todo -- com mais respeito. Pago pra ver! Torço a favor.
Em São Bernardo, tudo parece sob controle. Mas não é bem assim. O banco Santander já desistiu de continuar. Investimento está garantido só até o final da Superliga, provavelmente em maio/junho. É aí que a roda pega! Se em Santo André R$ 500 mil anuais fazem o time ficar entre os oito melhores do País, em São Bernardo o buraco é um pouco mais embaixo.
Especialistas dizem José Montanaro Júnior, o nosso grande Montanaro, também presidente do Brasil Vôlei Clube/São Bernardo -- o antigo Banespa -- calcula valor bem próximo de R$ 6 milhões anuais para bancar um vôlei de primeira linha, um pacotão da base ao adulto, com possibilidades de revelar talentos e ganhar títulos estaduais e nacionais.
A garantia é de que o prefeito Luiz Marinho e o secretário de Esportes, José Luiz Ferrarezi, estão empenhados, de fato, em conquistar parceiros que sejam capazes de manter o vôlei masculino de alto nível em São Bernardo. Estariam flertando com várias empresas. Particularmente, não acredito muito. Pura impressão.
Em se tratando de PT, nem sei se o handebol -- o feminino foi campeão nacional e o masculino caiu nas semifinais -- continuará tão forte na imprescindível parceria com a Metodista, também "sócia" do basquete. Só não podem se esquecer de que o trabalho da universidade vai muito além de títulos no alto rendimento.
Já em São Caetano, a representação na Superliga fica por conta do time "importado" da Ulbra, enquanto que o feminino disputa uma semifinal do Paulista com Osasco. Patrocínio da Blausiegel tem sido superimportante. Em São Bernardo, o time comandado por José Alexandre Devesa foi bem mas não tinha como chegar às semifinais.
Já Santo André está novamente em fase de formação. Peneiras para meninas de 89 a 95 estão marcadas para 12 de dezembro, no Dell"Antonia. O competente Guilherme vai escolher as melhores. Tomara que os Jogos Escolares não tenham sido em vão. Tomara!
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
O basquete da Laís
Agora há pouco, na saída do Complexo Esportivo Pedro Dell'Antonia, um jovem torcedor me perguntou quanto tinha sido o "basquete da Laís". É isso mesmo! Laís e Arilza estão há tanto tempo à frente do basquete feminino de Santo André que acabam por personificar a modalidade. Para alguns, maldosos ou invejosos, elas se adonaram do basquete e ponto final.
Não é tudo isso! Porém, cabe discussão. Só não se sustenta quando o argumento omite o principal: Laís e Arilza trabalham, são guerreiras e vitoriosas. Não se conta a história do basquete feminino andreense e nacional sem a citação da dupla dinâmica.
Só que a dupla dinâmica tem lá seus limites. Não é todo dia que os santos milagreiros entram em acordo e todos rezam ao lado de e por Santo André. Como na final dos Jogos Abertos, quando as meninas ficaram com o título.
E ontem não foi diferente. Não era dia de santo. Deu a lógica de quem tem parceiros e investe muito mais. Não há como cobrar mais. Debilitada clínica e fisicamente, a cubana Ariadna jogou pouco tempo e seus pontos fizeram muita falta. A boa atuação de Simone não foi suficiente, as mãos de Lilians não foram tão precisas e Fabiana precisa de tempo para se adaptar ao grupo.
Além de pontuar pouco, o basquete da Laís caiu fisicamente, defendeu sem a consistência tão preconizada pela treinadora em todas as preleções. Ganhou o primeiro quarto de 16 a 15, mas fechou o primeiro tempo perdendo de 33 a 31. No segundo, foram pobres 17 pontos, contra 26 de Ourinhos, que também não jogou lá essas coisas.
Pois é, garoto, sinto lhe informar que o basquete da Laís -- e de nós todos, andreenses de nascimento ou de coração -- perdeu de 59 a 48 pela segunda rodada do 12º Campeonato Nacional de Basquete Feminino.
Único participante de todas as edições, o time da Laís foi campeão em 99, com Janeth e cia. E continua à procura de um parceiro que se junte à Prefeitura com o objetivo de contratar e voltar a ganhar títulos. Não é fácil, mas um sabiá me contou que está a caminho. Tomara!
Não é tudo isso! Porém, cabe discussão. Só não se sustenta quando o argumento omite o principal: Laís e Arilza trabalham, são guerreiras e vitoriosas. Não se conta a história do basquete feminino andreense e nacional sem a citação da dupla dinâmica.
Só que a dupla dinâmica tem lá seus limites. Não é todo dia que os santos milagreiros entram em acordo e todos rezam ao lado de e por Santo André. Como na final dos Jogos Abertos, quando as meninas ficaram com o título.
E ontem não foi diferente. Não era dia de santo. Deu a lógica de quem tem parceiros e investe muito mais. Não há como cobrar mais. Debilitada clínica e fisicamente, a cubana Ariadna jogou pouco tempo e seus pontos fizeram muita falta. A boa atuação de Simone não foi suficiente, as mãos de Lilians não foram tão precisas e Fabiana precisa de tempo para se adaptar ao grupo.
Além de pontuar pouco, o basquete da Laís caiu fisicamente, defendeu sem a consistência tão preconizada pela treinadora em todas as preleções. Ganhou o primeiro quarto de 16 a 15, mas fechou o primeiro tempo perdendo de 33 a 31. No segundo, foram pobres 17 pontos, contra 26 de Ourinhos, que também não jogou lá essas coisas.
Pois é, garoto, sinto lhe informar que o basquete da Laís -- e de nós todos, andreenses de nascimento ou de coração -- perdeu de 59 a 48 pela segunda rodada do 12º Campeonato Nacional de Basquete Feminino.
Único participante de todas as edições, o time da Laís foi campeão em 99, com Janeth e cia. E continua à procura de um parceiro que se junte à Prefeitura com o objetivo de contratar e voltar a ganhar títulos. Não é fácil, mas um sabiá me contou que está a caminho. Tomara!
O Zorro e a mula-sem-cabeça
Domingo de manhã. Lá estou novamente na delícia do Parque dos Sabiás, o Parque Central, umdos futuros cartões postais de Santo André. Se o Poder Público souber trabalhar o produto com sabedoria.
De repente, um assobio conhecido -- assovio também serve, segundo o professor Pasquale. Achei estranho, parecia coisa do Zorro, antigo torcedor do Santo André. Calma! O assobio não era para um cavalo branco chamado Silver. Tampouco o Zorro é aquele. Só ganhou o apelido porque, na adolescência sempre foi bom de bola mas extremamente mascarado. Também era brigão, marrento e debochado.
E não é que o assobio fez eco novamente e percebi que alguém no alto da ciclovia, ali perto do Sabina, sem máscara mas com um capacete preto, acena insistentemente.
-- Ei, Raddão, peraí! Sou o Zorro, antigo torcedor do Ramalhão, gritou já cortando caminho pelo canteiro de belas flores amarelas.
Ao se aproximar, sem antes escorregar e quase cair com a bicicleta no último laguinho, lá onde os cachorros adoram nadar, foi inevitável.
-- Cara, como você envelheceu! Rugas, cabelos brancos... Com certeza, não joga mais bola?
-- Ainda brinco um pouco. Engano! Tubo bem com você?
-- Bom, você sempre enganou. Eu, sim, jogava muita bola. Metia um gol atrás do outro, lembra? E tirava o sarro de todo mundo. Mas a bola me puniu, como você sempre alertava, lembra?
--Lembro! O que aconteceu?
-- Peguei um becão maluco pela frente e ele quase me partiu em quatro. Estou com 56 anos e isso foi no ano 2000. Fiz graça e acabei com a perna quebrada em dois lugares, além de romper o ligamento cruzado anterior e estourar os dois meniscos do joelho direito. Justo o da perna boa, acredita?
-- Acredito! Por falar em acreditar, você ainda acredita que o nosso Santo André pode escapar do rebaixamento?
-- Você acredita em saci?
-- Saci?
-- É, saci-pererê, aquele neguinho de uma perna só, chapeuzinho vermelho e arteiro que nem ele só, principalmente com animais. Dizem que ele faz tranças no rabo do cavalo.
--Não!
-- E em curupira?
-- Curupira ou currupira?
-- Tanto faz, ô jornalista! É aquele que, dizem, tem os calcanhares pra frente e os dedos dos pés pra trás.
-- O quê?
-- Acredita ou não?
--Não!
-- Como bom caipira, você acredita em lobisomem, pelo menos?
-- Não acredito também não. Nunca vi! Mas lá em Rio Pardo eles diziam que na quaresma o Joaquim Balaieiro virava lobo e assustava a molecada. Na quaresma eu não passava na frente da tapera dele não!
-- Lá também tinha asssombração? E mula-sem-cabeça, aquela besta com três pés, dois atrás e um na frente?
-- Os mais velhos diziam que sim. Se borravam nas calças e estalavam os olhos de tanto medo. Já vi muita mula com cabeça. Sem cabeça, nunca! Mas é tudo lenda, folclore. Tudo superstição, coisa do povão desinformado. Não acredito não!
-- Se você não acredita nisso, também não leva a sério quando alguém fala em branca de neve, papai noel, fantasma e coisas do gênero.
-- Lógico que não! Já sou grandinho!
--Então, por que vem me perguntar se eu ainda acredito na salvação do Santo André. Situação é igual. Pura utopia, lenda. Nada mais nos resta diferente de abraçar o inimigo São Caetano. Mesmo que seja um abraço de tamanduá! Não confio mais e passei a torcer contra desde que mandaram o Sérgio Guedes embora. Agora, que assumam as consequências.
-- E se ganhar do Goiás hoje à noite?
-- Esquece, não vai ganhar. Vai perder, assim como o Botafogo vai penar contra o Barueri. E o Fluminense vai lotar o Maracanã e ganhar de novo. Se bobear, quem cai, além da gente, do Sport e do Náutico, é o Botafogo. A tabela deles é uma pedreira. E olha que o time deles é melhor que o nosso.
-- Percebeu que já demos a volta inteira na pista? E você empurrando a bicicleta!
-- Ela está pior que o Santo André. Furou o pneu de novo. Não tem mais jeito. Preciso ir embora. Dê um beijo na filha do conselheiro.
-- Em quem?
-- Na mineirinha linda dos olhos esverdeados! Tchau!
-- Zorro, o conselheiro morreu!
-- Mas a filha dele não!
De repente, um assobio conhecido -- assovio também serve, segundo o professor Pasquale. Achei estranho, parecia coisa do Zorro, antigo torcedor do Santo André. Calma! O assobio não era para um cavalo branco chamado Silver. Tampouco o Zorro é aquele. Só ganhou o apelido porque, na adolescência sempre foi bom de bola mas extremamente mascarado. Também era brigão, marrento e debochado.
E não é que o assobio fez eco novamente e percebi que alguém no alto da ciclovia, ali perto do Sabina, sem máscara mas com um capacete preto, acena insistentemente.
-- Ei, Raddão, peraí! Sou o Zorro, antigo torcedor do Ramalhão, gritou já cortando caminho pelo canteiro de belas flores amarelas.
Ao se aproximar, sem antes escorregar e quase cair com a bicicleta no último laguinho, lá onde os cachorros adoram nadar, foi inevitável.
-- Cara, como você envelheceu! Rugas, cabelos brancos... Com certeza, não joga mais bola?
-- Ainda brinco um pouco. Engano! Tubo bem com você?
-- Bom, você sempre enganou. Eu, sim, jogava muita bola. Metia um gol atrás do outro, lembra? E tirava o sarro de todo mundo. Mas a bola me puniu, como você sempre alertava, lembra?
--Lembro! O que aconteceu?
-- Peguei um becão maluco pela frente e ele quase me partiu em quatro. Estou com 56 anos e isso foi no ano 2000. Fiz graça e acabei com a perna quebrada em dois lugares, além de romper o ligamento cruzado anterior e estourar os dois meniscos do joelho direito. Justo o da perna boa, acredita?
-- Acredito! Por falar em acreditar, você ainda acredita que o nosso Santo André pode escapar do rebaixamento?
-- Você acredita em saci?
-- Saci?
-- É, saci-pererê, aquele neguinho de uma perna só, chapeuzinho vermelho e arteiro que nem ele só, principalmente com animais. Dizem que ele faz tranças no rabo do cavalo.
--Não!
-- E em curupira?
-- Curupira ou currupira?
-- Tanto faz, ô jornalista! É aquele que, dizem, tem os calcanhares pra frente e os dedos dos pés pra trás.
-- O quê?
-- Acredita ou não?
--Não!
-- Como bom caipira, você acredita em lobisomem, pelo menos?
-- Não acredito também não. Nunca vi! Mas lá em Rio Pardo eles diziam que na quaresma o Joaquim Balaieiro virava lobo e assustava a molecada. Na quaresma eu não passava na frente da tapera dele não!
-- Lá também tinha asssombração? E mula-sem-cabeça, aquela besta com três pés, dois atrás e um na frente?
-- Os mais velhos diziam que sim. Se borravam nas calças e estalavam os olhos de tanto medo. Já vi muita mula com cabeça. Sem cabeça, nunca! Mas é tudo lenda, folclore. Tudo superstição, coisa do povão desinformado. Não acredito não!
-- Se você não acredita nisso, também não leva a sério quando alguém fala em branca de neve, papai noel, fantasma e coisas do gênero.
-- Lógico que não! Já sou grandinho!
--Então, por que vem me perguntar se eu ainda acredito na salvação do Santo André. Situação é igual. Pura utopia, lenda. Nada mais nos resta diferente de abraçar o inimigo São Caetano. Mesmo que seja um abraço de tamanduá! Não confio mais e passei a torcer contra desde que mandaram o Sérgio Guedes embora. Agora, que assumam as consequências.
-- E se ganhar do Goiás hoje à noite?
-- Esquece, não vai ganhar. Vai perder, assim como o Botafogo vai penar contra o Barueri. E o Fluminense vai lotar o Maracanã e ganhar de novo. Se bobear, quem cai, além da gente, do Sport e do Náutico, é o Botafogo. A tabela deles é uma pedreira. E olha que o time deles é melhor que o nosso.
-- Percebeu que já demos a volta inteira na pista? E você empurrando a bicicleta!
-- Ela está pior que o Santo André. Furou o pneu de novo. Não tem mais jeito. Preciso ir embora. Dê um beijo na filha do conselheiro.
-- Em quem?
-- Na mineirinha linda dos olhos esverdeados! Tchau!
-- Zorro, o conselheiro morreu!
-- Mas a filha dele não!
A kombi e a linguagem dos sinais
Sábado de manhã, Parque dos Sabiás, mais conhecido como Parque Central. Antes mesmo de entrar pelo portão principal, percebi que havia bastante gente. Crianças brincando, adultos correndo ou caminhando, ciclistas pedalando em velocidade aceitável e até atletas em nítido ritmo de treinamento.
Lógico que também lá estavam pessoas mal-educadas. Daquelas que não limpam o cocozinho do animal de estimação e muito menos o cocozão do cachorro São Bernardo que mais parece um filhote de hipopótamo. Tão mal-educadas quanto alguns pescadores que sujam os lagos ou pescam onde a placa, se ainda existisse de forma integral, orientaria sobre a proibição.
Por falar em educação e orientação, as lixeiras quebradas foram repostas, mas as placas detonadas pelos maus elementos ainda dependem de atitude do Poder Público. Sem se esquecer de que é preciso repor, fiscalizar e punir, se for o caso. Nosso problema maior vem do berço e se chama educação.
Pois bem... Logo na entrada, ali no primeiro lago, percebi que uma kombi, com identificação da Coopflora/Jardinagem e Paisagismo -- contratada de Prefeitura, descia no local adequado mas em velocidade visivelmente acima do exigido. Discretamente, fiz o característico sinal com uma das mãos, sugerindo que o motorista reduzisse para não colocar os pedestres em risco.
De forma acintosa, e provavelmente proferindo algum palavrão que não consegui identificar, o distinto cavalheiro mostrou o volante com as duas mãos, como que desafiando para que eu assumisse a direção do veículo. Segui minha caminhada pista acima. A kombi, na mesma toada, desceu e ganhou a rua pelo acesso principal.
Ficaram, no entanto, algumas perguntas para quem procura exercer o direito de cidadão: a kombi não deveria sair pela esquerda, pelo portão junto à favela Gamboa? O gentleman "chofer" não deveria estar em velocidade compatível e respeitar os frequentadores do espaço? Quem orienta os condutores ou fiscaliza os veículos que adentram ao parque? Que punição as empresas recebem? Responsáveis da Prefeitura sabem que a infração também é cometida pelo pessoal da Gib/Alimentação, tanto no Central quanto no Tamoio, onde já os vi cortando caminho pelo meio do jardim para não ter de dar a volta por trás do Corintinha? E quando a conduta inadequada é dos próprios funcionários públicos, inclusive policiais militares e guardas vicis, como também já presenciei?
Com certeza, não podemos ficar por conta da linguagem dos sinais. Um alerta, um aceno, um palavrão e nada mais. Repito o aviso-cidadão: condutas, acesso e trânsito interno dos parques merecem fiscalização eficaz e contínua, além de maior atenção do governo Aidan Ravin.
Lógico que também lá estavam pessoas mal-educadas. Daquelas que não limpam o cocozinho do animal de estimação e muito menos o cocozão do cachorro São Bernardo que mais parece um filhote de hipopótamo. Tão mal-educadas quanto alguns pescadores que sujam os lagos ou pescam onde a placa, se ainda existisse de forma integral, orientaria sobre a proibição.
Por falar em educação e orientação, as lixeiras quebradas foram repostas, mas as placas detonadas pelos maus elementos ainda dependem de atitude do Poder Público. Sem se esquecer de que é preciso repor, fiscalizar e punir, se for o caso. Nosso problema maior vem do berço e se chama educação.
Pois bem... Logo na entrada, ali no primeiro lago, percebi que uma kombi, com identificação da Coopflora/Jardinagem e Paisagismo -- contratada de Prefeitura, descia no local adequado mas em velocidade visivelmente acima do exigido. Discretamente, fiz o característico sinal com uma das mãos, sugerindo que o motorista reduzisse para não colocar os pedestres em risco.
De forma acintosa, e provavelmente proferindo algum palavrão que não consegui identificar, o distinto cavalheiro mostrou o volante com as duas mãos, como que desafiando para que eu assumisse a direção do veículo. Segui minha caminhada pista acima. A kombi, na mesma toada, desceu e ganhou a rua pelo acesso principal.
Ficaram, no entanto, algumas perguntas para quem procura exercer o direito de cidadão: a kombi não deveria sair pela esquerda, pelo portão junto à favela Gamboa? O gentleman "chofer" não deveria estar em velocidade compatível e respeitar os frequentadores do espaço? Quem orienta os condutores ou fiscaliza os veículos que adentram ao parque? Que punição as empresas recebem? Responsáveis da Prefeitura sabem que a infração também é cometida pelo pessoal da Gib/Alimentação, tanto no Central quanto no Tamoio, onde já os vi cortando caminho pelo meio do jardim para não ter de dar a volta por trás do Corintinha? E quando a conduta inadequada é dos próprios funcionários públicos, inclusive policiais militares e guardas vicis, como também já presenciei?
Com certeza, não podemos ficar por conta da linguagem dos sinais. Um alerta, um aceno, um palavrão e nada mais. Repito o aviso-cidadão: condutas, acesso e trânsito interno dos parques merecem fiscalização eficaz e contínua, além de maior atenção do governo Aidan Ravin.
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