O basquete masculino do Brasil acaba de ser eliminado dos Jogos Olímpicos. Não traz medalha, mas volta de cabeça erguida, de novo jogando como gente grande, sem ficar a dever para as potências mundiais.
A derrota de 82 a 77 para a fortíssima seleção argentina não desmerece um trabalho sério, que deve ser mantido e, se possível, melhorado, para se colham frutos na Copa América de 2011 e nas Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.
Foi um jogo de elevada performance técnica e tática, em que prevaleceu o equilíbrio. Decidido nos detalhes, como o baixo aproveitamento (50%) nos nem sempre valorizados lances livres. Perdemos de cinco pontos, mas desperdiçamos 12 lances livres. Basquete de alto nível não permite tamanho desperdício.
Apesar de não conseguir evitar os arremessos de fora da Argentina, o primeiro quarto do Brasil foi muito bom. Ganhamos de 26 a 23 com belo desempenho do armador Marcelino Huertas, o cestinha do jogo com 22 pontos.
No segundo e no terceiro quartos, no entanto, o Brasil não só deixou de pontuar com desenvoltura como não melhorou a marcação. Deu espaços em demasia para os arremessos certeiros de Scola, Ginobili e Delfino. Perdemos de 23 a 14 e de 18 a 14.
No terceiro quarto, o Brasil passou pelo seu pior momento defensivo -- estranhamente, não utilizou o pivô Anderson Varejão -- e chegou a estar 15 pontos atrás.
No último quarto, com a Argentina demonstrando certo desgaste físico, o Brasil foi mais agressivo na defesa e não deu tanto espaço para a conclusão em pleno equilíbrio, sem pressão.
Ofensivamente, mesmo sem brilho nas infiltrações, o Brasil reduziu a diferença para apenas dois pontos quanto faltavam cinco minutos. E nos deu esperanças de vitória.
Quando faltava um minuto e meio, a diferença era de três pontos, mas o Brasil desperdiçou dois ataques e a Argentina aproveitou.
Em final tenso e emocionante, os argentinos fecharam o clássico sul-americano com cinco pontos de vantagem e estão na semifinal das Olimpíadas. O Brasil ganhou o quarto de 23 a 18 mas não adiantou.
Ao Brasil, ficam o consolo do quinto (ou sexto?) lugar e a certeza de que estamos no caminho certo. Voltamos a disputar os Jogos Olímpicos como gente grande. Não ganhamos, mas não somos perdedores.
As semifinais estão definidas: Estados Unidos x Argentina e Espanha x Russia.
NO VÔLEI, DEU BRASIL
Se no basquete da tarde deu Argentina, no vôlei da manhã deu Brasil, com sobras. Sem dificuldade, a equipe de Bernardinho foi bem superior tecnicamente, confirmou evolução na competição e fez 3 a 0 sem dificuldades.
Na semifinal, sexta-feira, Serginho, Murilo, Wallace e cia vão pegar a experiente Itália, que derrotou os campeões de Pequim, os Estados Unidos, também por 3 a 0. Italianos foram os melhores do mundo na década de 90. Ultimamente, tem dado Brasil.
Na outra classificatória de hoje, a Rússia enfiou 3 a 0 na forte Polônia e na semifinal vai pegar a Bulgária, que superou a Alemanha, também por 3 a 0.
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Medalhas, sonhos e a dura realidade olímpica
César Cielo sonhou com a medalha de ouro e ganhou a de bronze nos 50m livres. Como campeão olímpico, não se contentou. Está certo! Mas nós, brasileiros, ficamos felizes e orgulhosos do nadador de Santa Bárbara do Oeste.
Thiago Pereira não sonhou com medalha nos 400m medley mas vibrou com a prata ao chegar na frente do fenômeno Michael Phelps. Projetou medalha nos 200 medley e deu com os burros n'água. Agora, certa decepção. Mas nós, brasileiros, de novo ficamos orgulhosos. "Vai Thiago".
A piauiense Sarah Menezes entrou no tatame para ganhar medalha e ganhou. Sonhou com o ouro e ganhou ouro. Judoca foi recebida no Piauí como heroina e transbordou de felicidade. Nós também. Muito!
A gaúcha Mayra Aguiar projetou medalha de ouro mas parece que não se decepcionou com a de bronze. Outro motivo de orgulho para o judô e para o esporte nacional. Porto Alegre é só alegria.
Outro gaúcho, Felipe Kitadai talvez nem tenha sonhado com medalha, mas conquistou um bronze com sabor de ouro. Méritos para quem treina feito louco e supera obstáculos aparentemente intransponíveis. Desfile em carro aberto, Corpo de Bombeiros, é o mínimo.
O "pequenino" Baby, com quase 150 quilos de simpatia e dedicação, também ganhou bronze no judô. Nem sei se sonhou, mas ganhou com méritos e merece nossos aplausos.
Ainda no judô de tantas medalhas, os campeões Leandro Guilheiro e Thiago Camilo sonharam com medalha de ouro e voltaram com o peito vazio. Nem por isso precisam abaixar a cabeça, nem deixam de nos orgulhar.
Assim como Rafaela Silva. Sonhou com o ouro, aplicou golpe irregular e, desclassificada, acabou em prantos. Decepção de uma campeã que ralou para chegar ao topo e agora é humilhada e discriminada por cretinos virtuais, que a fizeram perder a paciência na Internet. Criticar é admissível; ofender, jamais. Nossa judoca vale ouro. E esses imbecis de plantão não valem nada.
No iatismo, o fabuloso Robert Scheidt com certeza sonhou com a medalha de ouro. Como campeão olímpico e mundial, ficou frustrado com o bronze. Nós, não! Só temos motivos para enaltecer as conquistas de Scheidt.
Quanto ao seu parceiro, Bruno Prada, deveria dar a medalha de bronze de presente aos "melhores dirigentes políticos esportivos do mundo", elogiados pelo medalhista em entrevista como capazes de convencer o COB a não excluir a classe Star em 2016, no Rio. Jeitinho?
Na ginástica artística, o andreense Diego Hipólito e a gaúcha Daiane dos Santos sonharam com um ouro inédito e deram com a cara no chão. Acontece! Não é por isso que vão deixar de merecer nosso respeito eterno. São ícones, são heróis solitários no país do futebol.
Outro ginasta, Sérgio Sasaki, de São Bernardo, não voltou com medalha, mas ficou entre os 10 melhores do mundo e por isso também nos faz sentir orgulho e reconhecimento. Um campeão sem medalha.
Arthur Zanetti, de São Caetano, foi medalha de prata no Mundial de Tóquio e agora ganhou ouro nas argolas. Com certeza, sonhou com o ouro e acordou com a medalha no peito. Orgulho é pleonasmo, redundância. O menino Arthur é o nosso rei de ouro sem espada.
No atletismo, nossa saltadora campeã mundial Fabiana Murer, da BM&F-Bovespa/São Caetano, sonhou alto demais e ficou no alto sarrafo da realidade. Queria ouro e voltou com a vara na mão.
Culpa do "vento", mais conhecido como incompetência emocional. É magnífica, mas amarelou! Nem por isso deixa de merecer nosso respeito eterno. Ofendê-la pelas redes sociais é um pecado. Imperdoável!
Maurren Maggi, campeã olímpica e uma das favoritas no salto em distância, não passou da fase classificatória. Com 36 anos e recém-recuperada de lesão muscular,a filha de São Carlos não quer encerrar carreira, mas parece ter chegado ao limiteda superação.
É outra vítima do Facebook e dos desbocados ocultos, protegidos pelo anonimato virtual. Maurren jamais deixará de ser nossa grande campeã. Obrigado, meninona!
No vôlei masculino e no feminino, sonhamos com medalha e ainda estamos no páreo. Independente de conquistas, somos dourados. Ninguém tira!
No vôlei de praia, sonhamos com medalhas de ouro tanto no masculino quanto no feminino. O masculino vai disputar ouro e o feminino a medalha de bronze, com Juliana e Larissa. Parece pouco pra elas, mas muito pra nós.
No futebol masculino, ainda não convecemos mas vamos fazer a final contra os mexicanos. É preciso jogar mais para ganhar a inédita medalha de ouro e a grana da CBF.
Sinceramente, para a maioria do pessoal do futebol, ganhar ou não a medalha de ouro não vai fazer tanta diferença. Eles não ralam um décimo dos outros atletas olímpicos.
A imensurável honra de defender o País numa Olimpíada não combina com premiação de R$ 180 mil prometida pela CBF. Soa como ofensa a tantos outros atletas mais guerreiros, mais dedicados e menos endinheirados.
No feminino, Marta, Cristiane e cia sonhavam com a inédita medalha de ouro mas abusaram da individualidade e da falta de organização tática. Dançaram diante do Japão e a medalha virou pesadelo.
As meninas são as menos culpadas. CBF nada em dinheiro mas não consegue nem promover um campeonato brasileiro decente. Se fôssem campeãs, o oba-oba seria geral. E agora?
Nosso basquete masculino viajou pensando em medalha e não está fora da luta. Tem tido desempenho exemplar e agora pega a Argentina. Parada indigesta. Se passar, vai encarar provavelmente os favoritos americanos. Aconteça ou que acontecer, merecem aplausos.
Já o feminino falava em medalha da boca pra fora. Não deu outra. Voltamos cabisbaixos, sem passar da primeira fase. Culpa das meninas? Também não! Nosso campeonato nacional é pobre; as excepcionais Hortência e Paula são doce passado. Que tal trabalhar mais e valorizar o conjunto, a base e os jovens talentos?
No boxe, já temos dois bronzes garantidos e podemos chegar ao ouro. Guerreiros desde crianças, no entorno da periferia da periferia sem ao menos saneamento básico, no fundo dos grotões, nossos heróis lutam primeiro pelo próprio direito de viver. Merecem respeito, acima de tudo.
Enfim, independente da modalidade e das condições oferecidas, os atletas quase sempre sonham com medalha. Mesmo que seja pura utopia, sonham um sonho impossível. E nós cobramos. Às vezes sem base, sem argumentos. E falamos besteiras.
Humilhamos, até, aquele ser humano que treina feito um cavalo, luta com todas as suas forças, mas está sujeito a falhas. Como todos nós. Pode até ficar com medo de perder, mas merece ser perdoado. Suas conquistas não podem cair no esquecimento.
Nossa realidade olímpica é bem diferente dos nossos sonhos. No país do futebol, ser ídolo em outra modalidade já é um ato de heroísmo. Ser atleta olímpico é uma proeza de poucos.
Por isso, todos, todos os nossos representantes esportivos devem ser respeitados. Com ou sem vitória; com ou sem medalha.
Que sejam cobrados os dirigentes descompromissados. Aqueles normalmente eternizados no poder. Aqueles nobres senhores, arrogantes e cínicos, que se adonam do esporte como se fosse sua propriedade.
Que sejam emparedados todos homens públicos responsáveis pela insuficiência de investimentos e pela inexistência de uma política de Educação Física e esporte (educacional, social, formativo e de alto rendimento) de longo prazo; consistente, abrangente e digna.
Medalha não deve ser prioridade, senhor ministro do Esporte!. Apenas consequência de um trabalho sério, que vise inicialmente à formação de cidadãos de bem, a serem inseridos na sociedade. Simples assim! Basta ter vontade e vergonha na cara!
Thiago Pereira não sonhou com medalha nos 400m medley mas vibrou com a prata ao chegar na frente do fenômeno Michael Phelps. Projetou medalha nos 200 medley e deu com os burros n'água. Agora, certa decepção. Mas nós, brasileiros, de novo ficamos orgulhosos. "Vai Thiago".
A piauiense Sarah Menezes entrou no tatame para ganhar medalha e ganhou. Sonhou com o ouro e ganhou ouro. Judoca foi recebida no Piauí como heroina e transbordou de felicidade. Nós também. Muito!
A gaúcha Mayra Aguiar projetou medalha de ouro mas parece que não se decepcionou com a de bronze. Outro motivo de orgulho para o judô e para o esporte nacional. Porto Alegre é só alegria.
Outro gaúcho, Felipe Kitadai talvez nem tenha sonhado com medalha, mas conquistou um bronze com sabor de ouro. Méritos para quem treina feito louco e supera obstáculos aparentemente intransponíveis. Desfile em carro aberto, Corpo de Bombeiros, é o mínimo.
O "pequenino" Baby, com quase 150 quilos de simpatia e dedicação, também ganhou bronze no judô. Nem sei se sonhou, mas ganhou com méritos e merece nossos aplausos.
Ainda no judô de tantas medalhas, os campeões Leandro Guilheiro e Thiago Camilo sonharam com medalha de ouro e voltaram com o peito vazio. Nem por isso precisam abaixar a cabeça, nem deixam de nos orgulhar.
Assim como Rafaela Silva. Sonhou com o ouro, aplicou golpe irregular e, desclassificada, acabou em prantos. Decepção de uma campeã que ralou para chegar ao topo e agora é humilhada e discriminada por cretinos virtuais, que a fizeram perder a paciência na Internet. Criticar é admissível; ofender, jamais. Nossa judoca vale ouro. E esses imbecis de plantão não valem nada.
No iatismo, o fabuloso Robert Scheidt com certeza sonhou com a medalha de ouro. Como campeão olímpico e mundial, ficou frustrado com o bronze. Nós, não! Só temos motivos para enaltecer as conquistas de Scheidt.
Quanto ao seu parceiro, Bruno Prada, deveria dar a medalha de bronze de presente aos "melhores dirigentes políticos esportivos do mundo", elogiados pelo medalhista em entrevista como capazes de convencer o COB a não excluir a classe Star em 2016, no Rio. Jeitinho?
Na ginástica artística, o andreense Diego Hipólito e a gaúcha Daiane dos Santos sonharam com um ouro inédito e deram com a cara no chão. Acontece! Não é por isso que vão deixar de merecer nosso respeito eterno. São ícones, são heróis solitários no país do futebol.
Outro ginasta, Sérgio Sasaki, de São Bernardo, não voltou com medalha, mas ficou entre os 10 melhores do mundo e por isso também nos faz sentir orgulho e reconhecimento. Um campeão sem medalha.
Arthur Zanetti, de São Caetano, foi medalha de prata no Mundial de Tóquio e agora ganhou ouro nas argolas. Com certeza, sonhou com o ouro e acordou com a medalha no peito. Orgulho é pleonasmo, redundância. O menino Arthur é o nosso rei de ouro sem espada.
No atletismo, nossa saltadora campeã mundial Fabiana Murer, da BM&F-Bovespa/São Caetano, sonhou alto demais e ficou no alto sarrafo da realidade. Queria ouro e voltou com a vara na mão.
Culpa do "vento", mais conhecido como incompetência emocional. É magnífica, mas amarelou! Nem por isso deixa de merecer nosso respeito eterno. Ofendê-la pelas redes sociais é um pecado. Imperdoável!
Maurren Maggi, campeã olímpica e uma das favoritas no salto em distância, não passou da fase classificatória. Com 36 anos e recém-recuperada de lesão muscular,a filha de São Carlos não quer encerrar carreira, mas parece ter chegado ao limiteda superação.
É outra vítima do Facebook e dos desbocados ocultos, protegidos pelo anonimato virtual. Maurren jamais deixará de ser nossa grande campeã. Obrigado, meninona!
No vôlei masculino e no feminino, sonhamos com medalha e ainda estamos no páreo. Independente de conquistas, somos dourados. Ninguém tira!
No vôlei de praia, sonhamos com medalhas de ouro tanto no masculino quanto no feminino. O masculino vai disputar ouro e o feminino a medalha de bronze, com Juliana e Larissa. Parece pouco pra elas, mas muito pra nós.
No futebol masculino, ainda não convecemos mas vamos fazer a final contra os mexicanos. É preciso jogar mais para ganhar a inédita medalha de ouro e a grana da CBF.
Sinceramente, para a maioria do pessoal do futebol, ganhar ou não a medalha de ouro não vai fazer tanta diferença. Eles não ralam um décimo dos outros atletas olímpicos.
A imensurável honra de defender o País numa Olimpíada não combina com premiação de R$ 180 mil prometida pela CBF. Soa como ofensa a tantos outros atletas mais guerreiros, mais dedicados e menos endinheirados.
No feminino, Marta, Cristiane e cia sonhavam com a inédita medalha de ouro mas abusaram da individualidade e da falta de organização tática. Dançaram diante do Japão e a medalha virou pesadelo.
As meninas são as menos culpadas. CBF nada em dinheiro mas não consegue nem promover um campeonato brasileiro decente. Se fôssem campeãs, o oba-oba seria geral. E agora?
Nosso basquete masculino viajou pensando em medalha e não está fora da luta. Tem tido desempenho exemplar e agora pega a Argentina. Parada indigesta. Se passar, vai encarar provavelmente os favoritos americanos. Aconteça ou que acontecer, merecem aplausos.
Já o feminino falava em medalha da boca pra fora. Não deu outra. Voltamos cabisbaixos, sem passar da primeira fase. Culpa das meninas? Também não! Nosso campeonato nacional é pobre; as excepcionais Hortência e Paula são doce passado. Que tal trabalhar mais e valorizar o conjunto, a base e os jovens talentos?
No boxe, já temos dois bronzes garantidos e podemos chegar ao ouro. Guerreiros desde crianças, no entorno da periferia da periferia sem ao menos saneamento básico, no fundo dos grotões, nossos heróis lutam primeiro pelo próprio direito de viver. Merecem respeito, acima de tudo.
Enfim, independente da modalidade e das condições oferecidas, os atletas quase sempre sonham com medalha. Mesmo que seja pura utopia, sonham um sonho impossível. E nós cobramos. Às vezes sem base, sem argumentos. E falamos besteiras.
Humilhamos, até, aquele ser humano que treina feito um cavalo, luta com todas as suas forças, mas está sujeito a falhas. Como todos nós. Pode até ficar com medo de perder, mas merece ser perdoado. Suas conquistas não podem cair no esquecimento.
Nossa realidade olímpica é bem diferente dos nossos sonhos. No país do futebol, ser ídolo em outra modalidade já é um ato de heroísmo. Ser atleta olímpico é uma proeza de poucos.
Por isso, todos, todos os nossos representantes esportivos devem ser respeitados. Com ou sem vitória; com ou sem medalha.
Que sejam cobrados os dirigentes descompromissados. Aqueles normalmente eternizados no poder. Aqueles nobres senhores, arrogantes e cínicos, que se adonam do esporte como se fosse sua propriedade.
Que sejam emparedados todos homens públicos responsáveis pela insuficiência de investimentos e pela inexistência de uma política de Educação Física e esporte (educacional, social, formativo e de alto rendimento) de longo prazo; consistente, abrangente e digna.
Medalha não deve ser prioridade, senhor ministro do Esporte!. Apenas consequência de um trabalho sério, que vise inicialmente à formação de cidadãos de bem, a serem inseridos na sociedade. Simples assim! Basta ter vontade e vergonha na cara!
Show de superação das meninas do vôlei
As meninas do vôlei acabam de derrotar a Rússia por 3 a 2 e se classificar para as semifinais dos Jogos Olímpicos de Londres. Adversário será o Japão, que superou a China, também por 3 a 2.
Foram dois grandes jogos. O show do Brasil não significa um atropelamento ou uma primazia técnica e uma perfeição tática. Foi um show de determinação para defender o que parecia indefensável.
Um exemplo de perseverança, de superação, de quem jamais desiste. Espírito olímpico foi o verdadeiro uniforme de nossas meninas.
Ao contrário do que a seleção mostrou na primeira fase, quando por pouco não ficou de fora ao perder dos Estados Unidos e da Coréia do Sul, e vencer Turquia, China e Sérvia. Um sufoco!
O quarto lugar do Grupo B levou nossa seleção a cruzar com a primeira colocada do A. Era o reencontro com as então favoritas russas, que nos venceram no Mundial de 2010, no Japão. Era duelo com o adversário que batemos na final da Olimpíada de Pequim.
Jogo de hoje mostrou que nossas meninas estão recuperadas psicologicamente dos deslizes da primeira etapa e voltam a ser sérias candidatas ao título. Clássico mundial de agora há pouco mostrou o contagiante poder de reação das brasileiras.
Perdemos o primeiro set, ganhamos o segundo; perdemos o terceiro, ganhamos o quarto e fomos para o tie-break. As russas tiveram seis match-points e contaram com erros da arbitragem, mas não fecharam porque o Brasil defendeu muito. Não desistiu jamais!
E Sheilla, que já foi considerada a melhor do mundo, voltou a brilhar ao chamar a responsabilidade de decidir. Não deu outra! Sob a batuta da levantadora Dani Lins e com ataques potentes e certeiros de Sheilla, o Brasil não se entregou e fechou em 21 a 19, com Fabiana.
Se de manhã, no handebol, o choro foi de tristeza e frustração, à tarde, no vôlei, as lágrimas foram de alegria e superação.
Contra as japonesas, expectativa é de nova partida de alto nível técnico e tático, com forte conteúdo emocional. Afinal, é uma semifinal olímpica. Japão defende mais que a Rússia.
Além de manter a vibração e o baixo índice de erros, Brasil vai precisar defender como hoje, bloquear um pouco mais e sacar no limite para dificultar a boa recepção japonesa.
Foram dois grandes jogos. O show do Brasil não significa um atropelamento ou uma primazia técnica e uma perfeição tática. Foi um show de determinação para defender o que parecia indefensável.
Um exemplo de perseverança, de superação, de quem jamais desiste. Espírito olímpico foi o verdadeiro uniforme de nossas meninas.
Ao contrário do que a seleção mostrou na primeira fase, quando por pouco não ficou de fora ao perder dos Estados Unidos e da Coréia do Sul, e vencer Turquia, China e Sérvia. Um sufoco!
O quarto lugar do Grupo B levou nossa seleção a cruzar com a primeira colocada do A. Era o reencontro com as então favoritas russas, que nos venceram no Mundial de 2010, no Japão. Era duelo com o adversário que batemos na final da Olimpíada de Pequim.
Jogo de hoje mostrou que nossas meninas estão recuperadas psicologicamente dos deslizes da primeira etapa e voltam a ser sérias candidatas ao título. Clássico mundial de agora há pouco mostrou o contagiante poder de reação das brasileiras.
Perdemos o primeiro set, ganhamos o segundo; perdemos o terceiro, ganhamos o quarto e fomos para o tie-break. As russas tiveram seis match-points e contaram com erros da arbitragem, mas não fecharam porque o Brasil defendeu muito. Não desistiu jamais!
E Sheilla, que já foi considerada a melhor do mundo, voltou a brilhar ao chamar a responsabilidade de decidir. Não deu outra! Sob a batuta da levantadora Dani Lins e com ataques potentes e certeiros de Sheilla, o Brasil não se entregou e fechou em 21 a 19, com Fabiana.
Se de manhã, no handebol, o choro foi de tristeza e frustração, à tarde, no vôlei, as lágrimas foram de alegria e superação.
Contra as japonesas, expectativa é de nova partida de alto nível técnico e tático, com forte conteúdo emocional. Afinal, é uma semifinal olímpica. Japão defende mais que a Rússia.
Além de manter a vibração e o baixo índice de erros, Brasil vai precisar defender como hoje, bloquear um pouco mais e sacar no limite para dificultar a boa recepção japonesa.
Encaramos o bicho-papão. Mas não deu!
Acordei pouco antes das 6h. Ainda estava escuro. Nos fundos do quintal, o sabiá madrugador entoava seus últimos e atrapalhados cantos de aprendiz.
Era um dia especial. Afinal, nosso handebol feminino tinha grande oportunidade de vencer a Noruega e entrar para a história olímpica.
Diante do bicho-papão ( campeã europeia, mundial e olímpica), as brasileiras fizeram um primeiro tempo quase irrepreensível e enfiaram 13 a 9 em norueguesas visivelmente abaladas.
Na segunda etapa, no entanto, tudo mudou. Abrimos seis (15 a 9), mas fizemos apenas seis gols e tomamos 12. No final, derrota por 21 a 19, frustração, lágrimas e o fim do sonho. Encaramos o bicho-papão sem medo, de peito aberto, mas não deu.
O primeiro tempo do Brasil foi muito bom: 4 a 2, 6 a 3, 8 a 5... Concentração, confiança, intensidade e diversidade ofensiva; postura, força e determinação na marcação.
Após cinco/seis minutos de certo marasmo e muitos erros dos ataques, o Brasil fez 9 a 5, 9 a 6, 11 a 7, sempre atacando com rapidez e em seguida forçando o erro ofensivo das multicampeãs.
Aos 24 minutos o time do dinamarquês/brasileiro Morten Soubak fez 13 a 8, mostrando reais condições de chegar pela primeira vez às semifinais dos Jogos Olímpicos.
Mesmo com uma jogadora a menos, perdendo três ataques seguidos e ficando seis minutos sem marcar, o Brasil manteve a pegada defensiva e fechou a primeira etapa com convincentes 13 a 9, frutos de um handebol de gente grande.
O começo do segundo tempo deu a impressão de que o ritmo não cairia e de que desta vez a vaga não escaparia. Aos três minutos, o Brasil ganhava de seis gols (15 a 9). A Noruega só diminuiu para 15 a 10 aos seis minutos.
Porém, daí até o final o jogo foi totalmente diferente: 15 a 11, 15 a 12, 15 a 13 e a Noruega subindo, subindo. Muita força na marcação e contragolpes rápidos e mortais.
E o Brasil caindo, caindo. Técnica e psicologicamente. Tanto que só foi fazer o 16º gol aos 10, sete minutos depois de abrir 15 a 9. Aos 13, as brasileiras fizeram 18 a 15 com Dara, dando a impressão de que o intenso ritmo de bela reação das campeãs seria quebrado.
No entanto, mesmo com as boas defesas da goleira Chana, as norueguesas chegaram à igualdade aos 22 minutos ( 18 a 18) e passaram à frente antes dos 19.
O Brasil só voltou a marcar 11 minutos depois ( aos 24) com Daniela fazendo 19 a 19. Pouco, diante de um time forte e agora confiante, exatamente o oposto do momento brasileiro, que não conseguia superar a defesa e a goleira norueguesa.
Aos 26 minutos, em mais um contra-ataque rapidíssimo, a Noruega fez 21 a 19 e não deu mais chances às brasileiras, que, agora dominadas pela ansiedade, viam escapar pelos vãos dos dedos a maior oportunidade de ir além.
No final, frustradas e visivelmente decepcionadas, nossas meninas, desoladas, choravam e lamentavam ter desperdiçado tantos ataques. As lágrimas da goleira Chana eram o retrato mais fiel de quem sabia que, apesar da boa campanha, era possível manter o sonho da medalha inédita.
Agora, são exatamente 8h. O dia já está claro e o sabiá aprendiz já se calou. Talvez à espera do meu pedaço de mamão diário. Se ainda cantasse, seria a melodia triste de quem acaba de se perder no caminho dos vencedores. Mesmo assim, valeu, meninas do Brasil!
Era um dia especial. Afinal, nosso handebol feminino tinha grande oportunidade de vencer a Noruega e entrar para a história olímpica.
Diante do bicho-papão ( campeã europeia, mundial e olímpica), as brasileiras fizeram um primeiro tempo quase irrepreensível e enfiaram 13 a 9 em norueguesas visivelmente abaladas.
Na segunda etapa, no entanto, tudo mudou. Abrimos seis (15 a 9), mas fizemos apenas seis gols e tomamos 12. No final, derrota por 21 a 19, frustração, lágrimas e o fim do sonho. Encaramos o bicho-papão sem medo, de peito aberto, mas não deu.
O primeiro tempo do Brasil foi muito bom: 4 a 2, 6 a 3, 8 a 5... Concentração, confiança, intensidade e diversidade ofensiva; postura, força e determinação na marcação.
Após cinco/seis minutos de certo marasmo e muitos erros dos ataques, o Brasil fez 9 a 5, 9 a 6, 11 a 7, sempre atacando com rapidez e em seguida forçando o erro ofensivo das multicampeãs.
Aos 24 minutos o time do dinamarquês/brasileiro Morten Soubak fez 13 a 8, mostrando reais condições de chegar pela primeira vez às semifinais dos Jogos Olímpicos.
Mesmo com uma jogadora a menos, perdendo três ataques seguidos e ficando seis minutos sem marcar, o Brasil manteve a pegada defensiva e fechou a primeira etapa com convincentes 13 a 9, frutos de um handebol de gente grande.
O começo do segundo tempo deu a impressão de que o ritmo não cairia e de que desta vez a vaga não escaparia. Aos três minutos, o Brasil ganhava de seis gols (15 a 9). A Noruega só diminuiu para 15 a 10 aos seis minutos.
Porém, daí até o final o jogo foi totalmente diferente: 15 a 11, 15 a 12, 15 a 13 e a Noruega subindo, subindo. Muita força na marcação e contragolpes rápidos e mortais.
E o Brasil caindo, caindo. Técnica e psicologicamente. Tanto que só foi fazer o 16º gol aos 10, sete minutos depois de abrir 15 a 9. Aos 13, as brasileiras fizeram 18 a 15 com Dara, dando a impressão de que o intenso ritmo de bela reação das campeãs seria quebrado.
No entanto, mesmo com as boas defesas da goleira Chana, as norueguesas chegaram à igualdade aos 22 minutos ( 18 a 18) e passaram à frente antes dos 19.
O Brasil só voltou a marcar 11 minutos depois ( aos 24) com Daniela fazendo 19 a 19. Pouco, diante de um time forte e agora confiante, exatamente o oposto do momento brasileiro, que não conseguia superar a defesa e a goleira norueguesa.
Aos 26 minutos, em mais um contra-ataque rapidíssimo, a Noruega fez 21 a 19 e não deu mais chances às brasileiras, que, agora dominadas pela ansiedade, viam escapar pelos vãos dos dedos a maior oportunidade de ir além.
No final, frustradas e visivelmente decepcionadas, nossas meninas, desoladas, choravam e lamentavam ter desperdiçado tantos ataques. As lágrimas da goleira Chana eram o retrato mais fiel de quem sabia que, apesar da boa campanha, era possível manter o sonho da medalha inédita.
Agora, são exatamente 8h. O dia já está claro e o sabiá aprendiz já se calou. Talvez à espera do meu pedaço de mamão diário. Se ainda cantasse, seria a melodia triste de quem acaba de se perder no caminho dos vencedores. Mesmo assim, valeu, meninas do Brasil!
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Arthur, um rei de ouro sem espada.
Tinha de ser nas ilhas britânicas! Tinha de ser exatamente nos Jogos Olímpicos de Londres!
Afinal, de acordo com a história medieval e até mesmo os romances, por lá brilhou a lendária figura do Rei Arthur.
Foi lá que, diz a lenda, o menino Arthur realizou a proeza que desafiava adultos ao arrancar a espada da pedra e virar rei.
Foi lá que, no século VI, o rei Arthur criou os Cavaleiros da Távola Redonda, impediu a invasão dos saxões e comandou o império do bem, da justiça.
E foi exatamente lá que, hoje cedo, 15 séculos depois, brilhou outro Arthur. O nosso Arthur! Um guerreiro genuinamente brasileiro!
Com apenas 22 anos, o também menino de 1,56m, da nossa São Caetano (SERC Santa Maria), acaba de fazer história ao ganhar a primeira medalha olímpica do Brasil na ginástica artística.
O menino descoberto aos 7 anos por um professor de Educação Física ( desculpem a modéstia, mas só podia ser) e hoje dirigido por Marcos Goto não vai virar lenda.
Arthur também não vai virar rei nem comandar um império. Mas já é o novo herói solitário da ginástica artística brasileira.
Não arrancou a espada mágica da pedra, mas viveu um dia de magia ao somar 15.900 pontos e conquistar a medalha de ouro ao superar o chinês Chen Yibinf, campeão mundial e olímpico.
Arthur Nabarrete Zanetti entra para o livro de ouro do esporte. Não precisou de exércitos. Não precisou de cavalos, armaduras, nem espadas.
Apenas de argolas. Simples argolas e muita dedicação. O guerreiro de mãos limpas nos enche de orgulho. Arthur é o nosso rei de ouro sem espada. Os deuses do Olimpo o reverenciam.
Afinal, de acordo com a história medieval e até mesmo os romances, por lá brilhou a lendária figura do Rei Arthur.
Foi lá que, diz a lenda, o menino Arthur realizou a proeza que desafiava adultos ao arrancar a espada da pedra e virar rei.
Foi lá que, no século VI, o rei Arthur criou os Cavaleiros da Távola Redonda, impediu a invasão dos saxões e comandou o império do bem, da justiça.
E foi exatamente lá que, hoje cedo, 15 séculos depois, brilhou outro Arthur. O nosso Arthur! Um guerreiro genuinamente brasileiro!
Com apenas 22 anos, o também menino de 1,56m, da nossa São Caetano (SERC Santa Maria), acaba de fazer história ao ganhar a primeira medalha olímpica do Brasil na ginástica artística.
O menino descoberto aos 7 anos por um professor de Educação Física ( desculpem a modéstia, mas só podia ser) e hoje dirigido por Marcos Goto não vai virar lenda.
Arthur também não vai virar rei nem comandar um império. Mas já é o novo herói solitário da ginástica artística brasileira.
Não arrancou a espada mágica da pedra, mas viveu um dia de magia ao somar 15.900 pontos e conquistar a medalha de ouro ao superar o chinês Chen Yibinf, campeão mundial e olímpico.
Arthur Nabarrete Zanetti entra para o livro de ouro do esporte. Não precisou de exércitos. Não precisou de cavalos, armaduras, nem espadas.
Apenas de argolas. Simples argolas e muita dedicação. O guerreiro de mãos limpas nos enche de orgulho. Arthur é o nosso rei de ouro sem espada. Os deuses do Olimpo o reverenciam.
domingo, 5 de agosto de 2012
Quem tem medo de bicho-papão?
Ninguém assumia, mas ninguém queria! Ninguém esperava! Não adiantou torcer para que não acontecesse. Já que aconteceu, não adianta lamentar. Se correr o bicho pega; se ficar o bicho come.
Então, vamos pra cima do bicho-papão, que também atende pelo nome de Noruega. Sim, o handebol das norueguesas acaba de perder da Espanha de 25 a 20 e vai ser o adversário do Brasil na terça-feira olímpica.
Tudo porque os deuses do Olimpo resolveram conspirar; contestaram um destino que parecia traçado. O normal seria a Noruega, campeã olímpica e mundial, ficar com o primeiro lugar do Grupo B; ficou em quarto, atrás de França, Espanha e Coréia do Sul.
No Grupo A, a tendência era o Brasil ficar em segundo, terceiro ou quarto, pelo menos atrás de Rússia e Croácia. Mas nossas meninas brilharam e ficaram em primeiro.
Moral da história: o cruzamento olímpico nos coloca diante do considerado bicho-papão. Pelo menos na teoria, as norueguesas eram e são favoritas. Mas na prática, no momento, agosto de 2012, não é bem assim.
Se não, vejamos: quinto colocado no Mundial de 2011 em São Paulo, o Brasil encerra a primeira fase em primeiro com uma derrota (diante da Rússia) e quatro vitórias (Croácia, Montenegro, Grã-Bretanha e Angola).
A última delas ocorreu hoje cedo, com 29 a 26 sobre as angolanas depois de 14 a 9 na primeira etapa. Brasileiras foram sempre superiores, chegaram a abrir nove gols, mas deram sopa pro azar nos sete minutos finais, relaxaram, perderam a concentração e por pouco não foram surpreendidas.
Já a Noruega terminou com a última vaga do Grupo B após perder da França e da Espanha, empatar com a Coréia do Sul e vencer apenas Suécia e Dinamarca. Por sinal, um grupo com jeitão de zoológico. Cheio de fera!
Quer dizer que a campanha das brasileiras é bem superior. Quer dizer que nosso momento técnico e psicológico é mais consistente. Quer dizer que o bicho-papão pode ter perdido os dentes e estar tontinho; talvez ferido de morte.
Quer dizer que não podemos apenas reverenciar e respeitar em excesso. Outro detalhe: últimos amistosos foram parelhos, decididos nos detalhes. Estamos confiantes e em ascensão; elas, aparentemente, abaladas e descendo do topo da pirâmide.
Quer saber? Quem tem medo de bicho-papão?
Então, vamos pra cima do bicho-papão, que também atende pelo nome de Noruega. Sim, o handebol das norueguesas acaba de perder da Espanha de 25 a 20 e vai ser o adversário do Brasil na terça-feira olímpica.
Tudo porque os deuses do Olimpo resolveram conspirar; contestaram um destino que parecia traçado. O normal seria a Noruega, campeã olímpica e mundial, ficar com o primeiro lugar do Grupo B; ficou em quarto, atrás de França, Espanha e Coréia do Sul.
No Grupo A, a tendência era o Brasil ficar em segundo, terceiro ou quarto, pelo menos atrás de Rússia e Croácia. Mas nossas meninas brilharam e ficaram em primeiro.
Moral da história: o cruzamento olímpico nos coloca diante do considerado bicho-papão. Pelo menos na teoria, as norueguesas eram e são favoritas. Mas na prática, no momento, agosto de 2012, não é bem assim.
Se não, vejamos: quinto colocado no Mundial de 2011 em São Paulo, o Brasil encerra a primeira fase em primeiro com uma derrota (diante da Rússia) e quatro vitórias (Croácia, Montenegro, Grã-Bretanha e Angola).
A última delas ocorreu hoje cedo, com 29 a 26 sobre as angolanas depois de 14 a 9 na primeira etapa. Brasileiras foram sempre superiores, chegaram a abrir nove gols, mas deram sopa pro azar nos sete minutos finais, relaxaram, perderam a concentração e por pouco não foram surpreendidas.
Já a Noruega terminou com a última vaga do Grupo B após perder da França e da Espanha, empatar com a Coréia do Sul e vencer apenas Suécia e Dinamarca. Por sinal, um grupo com jeitão de zoológico. Cheio de fera!
Quer dizer que a campanha das brasileiras é bem superior. Quer dizer que nosso momento técnico e psicológico é mais consistente. Quer dizer que o bicho-papão pode ter perdido os dentes e estar tontinho; talvez ferido de morte.
Quer dizer que não podemos apenas reverenciar e respeitar em excesso. Outro detalhe: últimos amistosos foram parelhos, decididos nos detalhes. Estamos confiantes e em ascensão; elas, aparentemente, abaladas e descendo do topo da pirâmide.
Quer saber? Quem tem medo de bicho-papão?
sábado, 4 de agosto de 2012
Azulão volta ao G-4. Com o dedo do técnico
O São Caetano está de volta ao G-4 do acesso à elite do futebol brasileiro. Agora há pouco, em Paranaguá, derrotou o Atlético Paranaense por 1 a 0.
O gol de Geovane, no segundo tempo, faz o Azulão chegar a 29 pontos ganhos e amplia para 13 jogos a invencibilidade do técnico Sérgio Guedes.
E essa é mais uma vitória com o dedo do técnico. Antes das entradas de Pedro Carmona e Geovane nos lugares dos burocráticos Marcelo Costa e Éder, o São Caetano se posicionou num 4-4-2 com a eficiência defensiva de sempre, mas a falta de criatividade e ofensividade de quase sempre.
Depois das alterações, no início do segundo tempo, o Azulão adotou um 4-2-1-3 com dois volantes, um armador e três atacantes. Foi o suficiente para manter a competência na marcação ( melhor sistema defensivo do campeonato), acelerar as movimentações ofensivas e chegar ao gol.
O escanteio da esquerda encontrou a cabeça de Somália, depois a de Eli Sabiá e em seguida a de Geovane e o gol. Abalado, desentrosado e sem força, o Atlético só chegou uma vez com real perigo de empatar, enquanto que o São Caetano ainda teve mais duas oportunidades.
Importante vitória é suficiente para recolocar o Azulão no grupo dos quatro melhores (Criciuma, Vitória e Goiás são os outros integrantes do G-4) e manter regularidade imprescindível para quem sonha com o acesso.
RAMALHÃO: INVENCIBILIDADE ENGANOSA
Mas invencibilidade não é privilégio do São Caetano. Na Série C do Campeonato Brasileiro, o Santo André também está invicto. Hoje, não saiu do zero em Juiz de Fora, diante do lanterna Tupi.
No entanto, a invencibilidade do Ramalhão é, paradoxalmente, perigosa e enganosa. Por que? Por que o time de Claudemir Peixoto só ganhou um dos seis jogos que disputou.
São cinco empates e apenas oito pontos ganhos em 18 disputados, o que o coloca na sétima colocação do Grupo B. Mesmo também com a melhor defesa do campeonato (sofreu apenas três gols), o Ramalhão não passaria à próxima fase.
Os melhores sistemas defensivos das séries B e C são dos invictos do Grande ABC. Mas invencibilidades distintas: uma real, outra enganosa. Cuidado!
O gol de Geovane, no segundo tempo, faz o Azulão chegar a 29 pontos ganhos e amplia para 13 jogos a invencibilidade do técnico Sérgio Guedes.
E essa é mais uma vitória com o dedo do técnico. Antes das entradas de Pedro Carmona e Geovane nos lugares dos burocráticos Marcelo Costa e Éder, o São Caetano se posicionou num 4-4-2 com a eficiência defensiva de sempre, mas a falta de criatividade e ofensividade de quase sempre.
Depois das alterações, no início do segundo tempo, o Azulão adotou um 4-2-1-3 com dois volantes, um armador e três atacantes. Foi o suficiente para manter a competência na marcação ( melhor sistema defensivo do campeonato), acelerar as movimentações ofensivas e chegar ao gol.
O escanteio da esquerda encontrou a cabeça de Somália, depois a de Eli Sabiá e em seguida a de Geovane e o gol. Abalado, desentrosado e sem força, o Atlético só chegou uma vez com real perigo de empatar, enquanto que o São Caetano ainda teve mais duas oportunidades.
Importante vitória é suficiente para recolocar o Azulão no grupo dos quatro melhores (Criciuma, Vitória e Goiás são os outros integrantes do G-4) e manter regularidade imprescindível para quem sonha com o acesso.
RAMALHÃO: INVENCIBILIDADE ENGANOSA
Mas invencibilidade não é privilégio do São Caetano. Na Série C do Campeonato Brasileiro, o Santo André também está invicto. Hoje, não saiu do zero em Juiz de Fora, diante do lanterna Tupi.
No entanto, a invencibilidade do Ramalhão é, paradoxalmente, perigosa e enganosa. Por que? Por que o time de Claudemir Peixoto só ganhou um dos seis jogos que disputou.
São cinco empates e apenas oito pontos ganhos em 18 disputados, o que o coloca na sétima colocação do Grupo B. Mesmo também com a melhor defesa do campeonato (sofreu apenas três gols), o Ramalhão não passaria à próxima fase.
Os melhores sistemas defensivos das séries B e C são dos invictos do Grande ABC. Mas invencibilidades distintas: uma real, outra enganosa. Cuidado!
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