Donizeti Raddi, 71 anos, corintiano, jornalista e professor de Educação Física aposentado. Hoje, trilheiro, montanhista amador, aventureiro e blogueiro ocasional.

Quem sou eu

Minha foto
Santo André, São Paulo, Brazil

Seguidores

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Élcio e a Seleção Brasileira

Pedi para o amigo Élcio, volante do Santo André nos anos 80 e hoje no futebol japonês, avaliar nossa seleção.  Demorou um pouquinho, mas está aí, abaixo, sua opinião sempre balizada.

Hoje, domingo, fizemos nosso terceiro jogo na semana . Ganhamos  de 2 a1.
Estamos fazendo uma campanha muito boa no segundo turno do campeonato. Somos o segundo lugar, contando apenas a pontuacão do segundo turno. Estamos em 9º no total. Faltam três jogos. São 22 times.

Entre nesse site www.j-league.or.jp. Meu time chama Matsumoto Yamaga FC.
Estou como preparador físico e auxiliar do técnico japonês ( foi meu jogador e já trabalhamos juntos em três clubes) e foi técnico da penúltima seleção olímpica, na China .

Sobre o ECSA, estou torcendo para que se mantenha na Série C, mas tá difícil mesmo...

Sobre o amistoso Brasil x Japão, acho que o time do Brasil, jogando com esses dois volantes, está no caminho certo. Individualmente, não se discute a qualidade do brasileiro em todas as posições; é superior. Estão todos, a meu ver, conscientes de que precisam ajudar na marcação e no ataque. Havendo espaço, é impossível ganhar do Brasil.

Aí é que acho que o técnico italiano, do Japão, foi mal no planejamento do jogo. Colocou o time muito na frente e por isso perdeu.
 
Criticando a preparação do time do Brasil para a Copa, vejo o mesmo problema ainda presente,  que é a concentração apenas em quem tá bem, quem deve ser convocado e quem deve ser titular... Escolher o melhor no Brasil é difícil, são tantos.
 
Precisa, além disso, definir o trabalho tático de quem ocupar aquela posição porque  se alguém, de repente, se contunde ou cai de produção, tudo volta à estaca zero . Outro problema nosso é quando o adversário tira nosso espaço para criar, para atacar.
 
E aí entra nosso estado emocional, que tem nos traído em tantas copas. Outro ponto que também tem nos tirado de tantas copas é a situação defensiva em bolas paradas. Eles não treinam aí... nada, nada. Vejo muita qualidade individual, mas acho que precisa ter evolução tática nos sistemas defensivo e ofensivo.

Mas estamos torcendo sempre para nossos técnicos evoluírem. Eu os acho (técnicos brasileiros ) acomodados; não estudam o futebol  e não contribuem para a  evolução tática dos nossos jogadores.

Abraços a todos.

Élcio 
 

domingo, 21 de outubro de 2012

Caxias mantém Ramalhão vivo. Sob aparelhos

O Santo André ainda não caiu para a última série do Campeonato Brasileiro. Continua à espera de um milagre, na UTI, em estado terminal. Respira com a ajuda de aparelhos e permanente junta médica.

À direita da cama, o prefeitão finge chorar. Lágrimas de crocodilo!  Político... já viu. À esquerda, com um terço entre as mãos, o todo-poderoso presidente do Saged e dono do jornal (DGABC) reza fervorosamente. Mas, discretamente, pisca para o padre, à espera da extrema-unção.

Caixão só não foi encomendado (acho!) graças à vitória do Caxias sobre o Brasiliense, agora há pouco em Caxias do Sul. Os 3 a 0 evitam, momentaneamente, a queda com cheiro de morte, mas a situação do moribundo ainda é delicada. Talvez fosse melhor morrer em casa, ao lado da família.

Com 18 pontos e apenas três vitórias no Grupo B da Série C, contra 20 pontos e seis vitórias do Brasiliense, o Ramalhão só se salva se vencer o Macaé e o time do Distrito Federal perder do Vila Nova-GO. Não é impossível!

Detalhe é que o Santo André precisa ganhar  do líder, e fora de casa, enquanto que o Brasiliense recebe o Vila Nova, sexto colocado com 23 pontos ganhos, sem possibilidades de classificação e sem risco de descenso. Repito: não é impossível!

No Grupo B, Macaé e Oeste de Itápolis já estão classificados. Caxias, Duque de Caxias (jogam entre si) e Chapecoense (recebe o lanterna) brigam pelas outras duas vagas. O Tupi já está rebaixado.

No Grupo A, Fortaleza e Luverdense estão garantidos na próxima fase. Santa Cruz, Icasa, Payssandu, Salgueiro e Águia ainda têm chances de continuar.  O Guarany-CE já caiu.

sábado, 20 de outubro de 2012

São Caetano: vacilo e tabela desfavorável

Vacilo do São Caetano no empate  com o lanterna Grêmio Barueri, ontem à noite em Barueri, pode custar muito mais do que a momentânea saída do G-4 do acesso à elite do futebol brasileiro.

Como hoje o Atlético Paranaense foi a Salvador e  derrotou o forte Vitória por 2 a 0, o Azulão  perdeu a quarta colocação e passa a correr risco maior de não subir.  Tem 57 pontos ganhos e 16 vitórias, contra 58 pontos e 18 vitórias do Atlético.

Principalmente porque faltam apenas sete rodadas ( 21 pontos em disputa) e, teoricamente, a tabela sugere maiores dificuldades para o São Caetano, que nos últimos jogos não tem sido tão convincente.

Além de Ipatinga, Boa Esporte e Guarani, o time de Emerson Leão pega nada menos que os quatro primeiros colocados: Criciúma, Goiás, Vitória e Atlético Paranaense ( este, de seis pontos, dia 3 próximo, no Anacleto Campanella).

Dos principais concorrentes às vagas (Joinville, com 52 pontos, também sonha) o  time de Curitiba pega apenas o Criciúma e o próprio São Caetano. Demais adversários: Guarani, Guaratinguetá, América de Natal, ASA e Paraná.

Terça-feira o São Caetano recebe o  frágil Ipatinga mas precisa jogar mais do que no 2 a 2 de ontem para não ser surpreendido. Já o Atlético Paranaense  recebe o  Guarani, que está na descendente.

À espera de um milagre...

Pelo andar da carruagem e pelo desfilar de incompetências, dentro e fora do campo, não é novidade pra ninguém. Agora, só um milagre salva o Santo André do abismo.

Iniciada hoje e a ser concluída amanhã, a penúltima rodada da Série C do Brasileiro tem enormes possibilidades de rebaixar o Ramalhão para a Série D.

Resultados de hoje foram desastrosos. A começar pela própria derrota de 1 a 0 para o Duque de Caxias, no ainda vazio Estádio Bruno Daniel.

Com os outros "desastres" desta tarde pelo Grupo B ( Madureira 2 x 1 Chapecoense, Tupi 0 x 1 Oeste de Itápolis  e Vila Nova 1 x 0 Macaé), o Ramalhão fica a um passo de mais um rebaixamento, destino já traçado para o Tupi. Com 22 pontos ganhos, o Madureira já se livrou.

Jogo de amanhã em Caxias do Sul pode antecipar a queda. Basta o Brasiliense ao menos empatar com o Caxias. O time do Distrito Federal está em oitavo lugar com 20 pontos ganhos e seis vitórias.

O Santo André está em nono com 18 pontos e apenas três vitórias. Mesmo se vencer o líder e classificado Macaé, no Rio, chega no máximo a 21 pontos e quatro vitórias. Portanto, ainda dependeria de derrota do Brasiliense, em casa, para o Vila Nova, na última rodada.

Pela gravidade da situação, parece mais fácil Lula reconhecer que sabia e assumir a existência do mensalão, Aidan ser eleito o melhor prefeito do Estado de São Paulo e Rogério Ceni se transferir  imediatamente para o Corinthians e ser campeão mundial no Japão. Tudo junto! 

A última rodada do Grupo B marca Macaé x Santo André, Chapecoense x Tupi, Duque de Caxias x Caxias, Brasiliense x Vila Nova e Oeste x Madureira.

                                     A DERROTA, COM TV AO VIVO

Jogo de agora há pouco  foi mostrado ao vivo pelo SporTV. Com direito  a torcedores sobre árvores e muros, ou grudados nos portões de um acesso vetado por capricho e/ou incompetência administrativa do Poder Público.  Apenas mais um capítulo que envergonha o cidadão andreense.

Primeiro tempo foi equilibrado em passes errados, domínio e oportunidades. Santo André começou melhor. Com alguma facilidade no meio-campo e espaços pelas laterais, chegou três vezes com perigo. Na mais contundente, Fabio Santos exigiu ótima defesa de Fernando, aos 25 minutos.

Na melhor oportunidade do Duque de Caxias, ao 34, o aparentemente nervoso Sandoval escorregou feio, meteu a mão na bola ( juizão deu a vantagem) e depois, ao tropeçar,  quase fez contra.

Aos 43 minutos do árbitro Paulo Henrique  Vollkopf exagerou na expulsão do lateral-esquerdo Raul Diogo, que recebera cartão amarelo por simulação um pouco antes.

O Santo André ( provavelmente já sabendo da vitória do Madureira sobre o Chapecoense) voltou para o segundo tempo com Nequinha deslocado do meio-campo para a lateral-esquerda.

Mesmo com um jogador a menos, o Ramalhão ( agora no 4-2-1-2 mas sem arrumação tática aceitável) foi superior; não abriu mão de buscar o gol. Nem poderia ser diferente!

O Duque de Caxias manteve o 4-3-3 e o toque de bola nem sempre produtivo. Foi ofensivo, mas no início abusou da lentidão e da falta de contundência. Quando acelerou com objetividade, melhorou e passou a dominar.

Antes, ameaçou aos oito minutos com Digão, mas o troco do Santo André veio aos 13, com maior contundência. De novo Fernando fez boa defesa no arremate de Fábio Santos.

Aos 17 minutos,  Itamar Schulle  colocou William Dadá no lugar de Borebi. Sem resultado prático. Problema maior estava na armação e no distanciamento do meio-campo.

Pior é que, com o passar do tempo, a equipe passou a demonstrar maior ansiedade e deu espaços no meio-campo, mesmo com a entrada de Batata no lugar de Sandoval, com o recuo do volante Marcos Brito para a zaga.

Com pressa e sem a agressividade que se exige de quem está perdendo, o  Ramalhão virou presa do nervosismo, perdeu a concentração e passou a ver o adversário tocar a bola.

Tanto que tomou o gol aos 30 minutos: após levantamento de Valdir, da direita, Bruno Veiga dominou às costas do lateral-dieito Alex e concluiu sem chances para Marcelo Bonan.

Nos 15 minutos finais o Santo André reclamou de um pênalti sobre Nequinha e só chegou uma vez com real perigo, com o mesmo Nequinha exigindo grande defesa de Fernando.  Nos acréscimos, Marcelo Bonan ainda salvou o Ramalhão de tomar o segundo gol.

Resta saber quem ainda acredita na salvação do rebaixamento. Resta saber quem vai assumir o ônus da irresponsabilidade, do desrespeito ao torcedor e à história de um clube. E olha que os poderosos incompetentes não são poucos!



terça-feira, 16 de outubro de 2012

E o tiro do Ceará saiu pela culatra

Por meio de liminar, o Ceará vetou a escalação do árbitro alagoano Francisco Carlos do Nascimento, em litígio judicial com um dirigente do clube, para apitar o jogo diante do São Caetano, agora há pouco no Anacleto Campanella.

Por isso, em cima da hora, a responsabilidade sobrou para o quarto árbitro, o paulista Rodrigo Braguetto. Resultado poderia tirar o Azulão do G-4, já que à tarde o Atlético Paranaense venceu o Avaí e assumiu, temporariamente, o quarto lugar na Série B do Brasileiro.

Quis o destino, no entanto, que a arbitragem fosse decisiva a favor do time de Émerson Leão,  que ganhou de 2 a 0. Foram dois erros capitais. Em lances muito difíceis, diga-se.

No primeiro, Marcelo Costa parecia impedido ao fazer 1 a 0, de cabeça, logo aos 11 minutos, quando o Azulão ainda era superior e o nervosismo não prevalecia.

No segundo,  aos 34 minutos do segundo tempo, a arbitragem entendeu que a cabeçada que decretaria o empate do Ceará não entrou, mas a TV mostrou que a bola já havia transposto totalmente a linha quando Gabriel salvou.

Em seguida,  Marcone acertou um canudo de fora de área, no ângulo direito de Dionatan, e fez 2 a 0, decretando a importante vitória.

No todo, de novo o São Caetano não foi bem.  Não convenceu nem no bom sistema defensivo. Só dominou nos primeiros 20 minutos. Resultado mais justo seria a igualdade, porque na segunda etapa o Ceará saiu pro jogo franco, adiantou as linhas de marcação  e foi  bem melhor.

Se em Joinville o técnico Emerson Leão acertou ao optar pela humildade do cuidadoso 3-5-2 com cara de 5-3-2, ontem, em casa, a opção foi o 4-2-2-2. Acertou mais uma vez, mas o esquema não funcionou porque  Éder ficou a dever, de novo. Assim como os laterais (presos) e os atacantes.

Tanto que, ao ver seu time dominado, Leão fez duas alterações logo aos 13 minutos do segundo tempo: Somália no lugar de Leandrão (troca de seis por meia dúzia que não deu em nada) e Marcone no posto de Éder.

Mesmo  no 4-3-1-2, com três volantes e apenas um meia, o São Caetano não melhorou o suficiente. Nem depois dos 25 minutos, quando Geovane entrou no lugar do  esforçado Danielzinho.

Azulão foi pressionado e passou a ser dominado, acuado, porque não conseguiu marcar as subidas do rápido lateral-direito Apodi e tampouco as chegadas dos meio-campistas. Ao contrário de Leão, PC Gusmão colocou o Ceará no ataque, inclusive com meia no lugar de lateral, mas não foi feliz.

O tiro da cartucheira cearense saiu pela culatra. O São Caetano não tem culpa. Se mantém no G-4 com um ponto a mais que o Atlético Paranaense e sexta-feira joga em Barueri.

O limitado Barueri está caindo, mas o momentaneamente pouco convincente e ansioso Azulão não pode vacilar. Cheiro de dificuldades. O que não é novidade.

Enfim, um Brasil com cara de Brasil

Gostei!Finalmente, a Seleção Brasileira ficou bem perto daquela saudosa e empolgante escola de futebol que já foi considerada a melhor do mundo. Nem precisou ser excepcional.

Bela e autoritária goleada de 4 a 0 -- poderia ter sido seis -- sobre o Japão, agora há pouco na Polônia, apresentou um Brasil convincente nos três setores.

Além de jogar bem e dar poucas oportunidades ao Japão, a Seleção Brasileira mostrou a cara que o apaixonado e exigente torcedor quer ver. Nada de defensivismo exacerbado ou ofensivismo irresponsável e enganoso. O time foi um todo, do começo ao fim.

Japão é bem mais forte do que Iraque, China e África do Sul. Não está no patamar de Argentina, Espanha, Alemanha e cia top, mas já sabe jogar. Tem boa movimentação global, rapidez e toque de bola de bom nível.

Vitória da equipe escalada por Mano Menezes foi consequência de esquema bem montado e equilibrado. O 4-2-2-2 teve variações flagrantes durante os mais de 90 minutos.

Chegou a ter  quatro ou três zagueiros, já que pelas laterais apenas Adriano subia. O improvisado Leandro Castan ficava. Chegou a ter dois volantes, mas, de posse de bola, sempre liberou Paulinho ou Ramires, que chegam com desenvoltura.

Dos meias, os dois foram mais atacantes do que armadores. Inclusive Oscar. Kaká, mais pela esquerda, de novo foi bem. E desta vez o adversário não era um bêbado. Se movimentou a contento, mandou bola na trave e fez gol. Assim como Neymar (2) e Paulinho.

Pela direita, Hulk atacou e ajudou a marcar, enquanto Neymar, mesmo sem brilhantismo individual (nem sempre produtivo), teve mais espaços para se movimentar e contra-atacar, já que o Japão não foi ostensivo na marcação e ficou desprotegido.

Marcação avançada e recomposição defensiva do Brasil também devem ser valorizadas. Bola perdida, lá estavam pelo menos sete/oito jogadores brasileiros para dificultar as ações dos japoneses. A começar por meias e atacantes.

Enfim,  um Brasil com cara do Brasil de outros tempos. O grupo de Mano Menezes apresentou futebol mais solto e esquema mais definido, bem ao gosto do torcedor brasileiro. Mesmo correndo riscos de sobressaltos, como vai acontecer diante de outros bichos-papões. E daí? O perigo faz parte do jogo.

Não quer  dizer que um volante mais pegador e com boa saída de bola, ao estilo de Ralf ( o Busquets do Barcelona e da seleção espanhola), e um centroavante matador, de referência, como Luís Fabiano, não devam ser convocados.

Certamente,  seriam novas opções para equilibrar ou mudar o panorama de um jogo mais pegado e/ou truncado. Como vai acontecer na Copa das Confederações e na Copa do Mundo.

Não me lembro há quanto tempo a Seleção Brasileira não faz 20 gols (dois na Argentina, oito na China, seis no Iraque  e quatro no Japão) em quatro jogos. Talvez na Copa de 50? Isso é bom para a beleza do futebol e para a auto-estima do torcedor brasileiro.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

A forca, o carrasco e a bala de prata

Manchete interna do Caderno de Esportes do DGABC de hoje: "Na zona de degola, Ramalhão deixa  campo comemorando o empate".

Em Caxias do Sul, logo após o empate de 0 a 0, alguns jogadores do Santo André não chegaram a soltar rojões, mas falaram em dever cumprido ( parar o Caxias) e na possibilidade de decidir em casa ( no final de semana, contra o Duque de Caxias).

Não é bem assim, na minha visão. Por quê? Simples! Primeiro,  o Santo André tem 18 pontos ganhos, só três vitórias  e espantosos nove empates; está em nono lugar,  na zona de degola da Série C do Brasileiro.

Segundo: só faltam duas rodadas; portanto, apenas seis pontos em jogo, e a possibilidade improvável de se atingirem 24 pontos ganhos e cinco vitórias, fator que pode definir o rebaixamento.

Terceiro: próximos adversários do Ramalhão são o agora quinto colocado (Duque de Caxias) em "casa" (?) e o líder Macaé fora.  Portanto,  tarefas difíceis.

Quarto: como não depende apenas de si, o Santo André não vai decidir em casa. Pelo menos na expectativa otimista, já que está um ponto atrás do Madureira e dois  atrás de Vila Nova e Brasiliense.

Quinto: pelo contrário, decisão, se acontecer, vai ser para o mal. Seria a antecipação do o ápice do enforcamento encaminhado há bom tempo. Depende da combinação de resultados.

Ramalhão cai para a Série D já neste final de semana se perder em casa e o Madureira vencer o Chapecoense em casa, e  Vila Nova e Brasilense no mínimo empatarem com Macaé (em casa) e Caxias (fora), respectivamente.

Sexto: mesmo que vença e o Madureira perca, o Santo André ainda não se livra. Ficaria com 21 pontos, apenas dois a mais que o time carioca. Portanto, tudo ficaria para a última rodada, dia 27.

Só pra lembrar, inisitir mesmo, no grande perigo: representante do Grande ABC pega o líder e sempre regular Macaé fora de casa. Aqui, perdeu de 3 a 0.

O site Chancedegol apresenta o Santo André com 52,8% de possibilidades de cair. O oitavo colocado do Grupo B, Madureira, aparece com 35,7% e o lanterna Tupi com 99,2%. Vila Nova (6,2%), Brasiliense (6,1%) e Duque de Caxias (0,04%) vêm a seguir.

Moral de história:  a forca está montada em praça pública, com direito a cadafalso, corda e  aquele nó monstruoso, cada vez mais apertado. Carrasco (ou carrascos?) está (ão) a postos. Providencialmente, sua (s) cabeça (s) está (ão) coberta (s).

Com todo o direito, talvez os  dirigentes  do Santo André se apeguem ou ainda acreditem na flechada certeira, salvadora,  do melhor arqueiro do rei. Ou naquela bala de prata do mascarado montado no cavalo branco.

Era uma vez um nó! Ou um carrasco! Sonhar não é proibido. Mesmo pra quem está no bico do corvo, à espera da extrema-unção.