Pego de surpresa, ainda não consegui entender nem engolir a demissão de técnico do São Caetano. Está mal explicada. Talvez tenha faltado transparência diretiva para dizer a verdade.
Sob o comando de Sérgio Guedes, o Azulão ganhou 34 dos 54 pontos disputados e ocupa o quinto lugar na equilibradíssima Série B do Campeonato Brasileiro.
Bom índice de aproveitamento de 63% é consequência de nove vitórias, sete empates e duas derrotas, exatamente nos dois últimos jogos, para Guarani e ASA.
Poder ofensivo, com 26 gols a favor, decepciona ao ocupar a 10ª colocação. Sistema defensivo, no entanto, foi o melhor do campeonato até levar a bambuzada do ASA. Agora está em quarto com 19 gols sofridos.
Mais do que isso: nas mãos de SG o São Caetano ganhou cara, personalidade, esquema de time de futebol e certa regularidade. Muito superior àquelas boas individualidades que jamais formaram um conjunto homogêneo sob o comando de Márcio Araújo, com quem a diretoria, estranhamente, teve paciência de Jó.
Difícil acreditar que um treinador que fica 16 jogos sem perder seja demitido devido "aos maus resultados". Está certo que o número de empates é alto e nas duas derrotas o time não foi bem. Será que já não existia algo de podre no reino da Dinamarca?
Só que, mesmo sem ser unanimidade, Sérgio Guedes deve ser avaliado pelo conjunto de suas atitudes e pelo desempenho do time. Cansei de ver o dedo do técnico ganhar jogo ao fazer a leitura e as alterações corretas.
Matéria do DGABC de hoje não é clara, mas informa que a diretoria demitiu o treinador por causa dos maus resultados. Mas há quem garanta que o pomo da discórdia foi a escalação do armador Pedro Carmona, que teria sido imposta por dirigentes e empresários, o que mexeu como emocional do grupo e do treinador.
É bom lembrar que o ex-atacante Magrão é empresário de vários jogadores e genro do presidente do São Caetano. Também é bom lembrar que Pedro Carmona é bom jogador e pode, sim, ser um dos meias ao lado de Marcelo Costa.
Cabe a Sérgio Guedes decidir. Quer dizer, cabia, pois o São Caetano já anunciou a volta de Emerson Leão como substituto. Particularmente, respeito, mas discordo do jornalista Daniel Lima.
Na revista digital CapitalSocial, meu amigo-irmão concorda com a diretoria do Azulão, aposta todas as fichas em Leão e revela que Sérgio Guedes foi demitido por ser muito amigo dos jogadores, principalmente o grupo de titulares.
Não acho isso não! Entendo, inclusive, que Leão só foi melhor que Sérgio Guedes como goleiro. Os dois eram bons. Como técnico, tem mais nome, mais currículo e alguns títulos, mas não é top.
Como treinador, Leão já passou, entre outros clubes, pelos quatro grandes do futebol paulista. Na Seleção Brasileira, foi sacaneado! Mesmo assim, não o considero um grande treinador e, diferente do que acha Daniel, muito menos o vejo como "liderança pessoal inquestionável".
Pelo contrário! Leão nunca foi líder e nunca será. Não tem perfil de líder verdadeiro. Sempre teve personalidade forte e foi chefe, o que é muito diferente. Mandão, prepotente e individualista!
Leão brilhou no Santos de Robinho e Diego, mas não manja tanto de bola.Decepcionou no Corinthians, no Palmeiras, no São Paulo e no Atlético Mineiro. No São Caetano, em 2006, não titubeou quando foi convidado pelo grande Corinthians. Pegou o boné e picou a mula para a Marginal sem número.
Nunca vi em Leão um bom estrategista. Mas o vi fazendo alterações absurdas e arrumando encrenca. De preferência com algum ídolo com quem tenha de dividir as atenções. Na última passagem pelo São Paulo, pipocou feio para diretoria (Juvenal Juvêncio) no episódio Paulo Miranda.
Quanto a Sérgio Guedes, tem muito mais características de líder servidor do que de chefete de plantão, ditador. O fato de ser amigo dos jogadores não implica, necessariamente, em perda de comando. Basta ser profissional e justo!
E Guedes conhece de futebol e tem mostrado coerência nas escalações. Não quer dizer que acerte sempre, mas faz boa leitura de jogo. Além disso, tem muito mais acertos do que erros nas alterações, embora nem sempre isso signifique resultado positivo.
Também não parece lhe faltar personalidade para agir com firmeza, sem precisar gritar, e tomar as atitudes que julgar necessárias.
Não vivo o dia a dia do São Caetano, mas sei que Sérgio Guedes não é treinador só de papo furado e vamo-que-vamo. Pega no batente e exige bastante na parte tática e no aprimoramento de fundamentos.
Pois é... Talvez o competente Guedes seja amigo, estilo paizão, educado e democrático demais. Aí os dirigentes do São Caetano concluíram que a solução está na arrogância, no mandonismo, na força e no currículo de quem ainda age como o poderoso chefão.
Com ligeiras correções, o demitido poderia significar o tiro longo da consistência, da regularidade e do acesso. Já o contratado é tiro curto e tem prazo de validade de três meses, mas também pode levar o Azulão de volta à elite nacional.
Isso se, de novo, Leão não abandonar o barco em caso de convite que lhe dê maior audiência e visibilidade. Quem sabe um transatlântico!
O São Caetano troca um líder capaz mas sujeito a erros ( como na choradeira ridícula contra a arbitragem diante do ASA) por um disciplinador com méritos, mas chefe de capacidade duvidosa e por quem o boleiro não vai jogar. Leão não assume, mas adora decidir sozinho,abusar do poder e da caneta.
Leão se acha perfeito e conhecedor mor. É irônico e até deseducado quando questionado com firmeza e não encontra resposta. Garante que mudou, mas é um falso líder, que vem para assumir as rédeas de um time arrumado e mandar com mão-de-ferro, no grito.
É bom ficar atento a quem anda na contramão e ao que rola nos subterrâneos do futebol! Alguma coisa está errada no feudo do São Caetano. Talvez em quem se julga dono do clube (Nairo e cia empresarial) e não em quem comanda o time.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Azulão joga mal, chora sem razão e leva de quatro
"Não sou de reclamar, mas assim não dá. Ele está fabricando o resultado. Estão querendo tirar o São Caetano da briga. Isso é covardia. Mas temos time para ganhar aqui dentro...".
Desabafo do técnico Sérgio Guedes no intervalo do jogo contra o ASA, ontem em Arapiraca, pode ser definido como um dos mais incoerentes e patéticos dos últimos tempos. Choro de mau perdedor quando o placar ainda estava igual. Terminou 4 a 1.
Gosto do trabalho, da postura, da personalidade, da ousadia e até das entrevistas do ex-goleiro da Ponte, do Santos e da Seleção Brasileira, mas desta vez ele mandou mal, muito mal. Foi um dos culpados pela goleada.
Estava 1 a 1, e se algum time tinha motivo para reclamar era o ASA, que teve um pênalti claro de Wagner sobre Lucio Maranhão não assinalado por Gilberto Rodrigues de Castro.
Deitar falação exacerbada, totalmente sanguínea, figadal, por causa de duas ou três faltinhas no primeiro tempo, um cartão e uma distância regulamentar não respeitada numa cobrança de falta é demais.
Deu a impressão de que Sérgio Guedes estava uma arara com o futebol de várzea mostrado pelo seu time e resolveu descontar na arbitragem. Botou pilha quando o problema não era a lanterna.
O primeiro tempo do São Caetano beirou o ridículo nos três setores e no conjunto. Presa fácil de uma marcação (3-5-2) forte, o Azulão pouco criou, pouco se movimentou e pouco chegou com perigo.
Achou o gol de empate aos 16 minutos ( Wagner), um depois de ver Didira abrir o marcador após mais uma boa jogada de Lúcio Maranhão pela direita. Defesa falhou!
Destaque no campeonato, até o sistema defensivo do Azulão mostrou deficiências. A começar pela inoperância dos meias e até dos bons volantes, Moradei e Augusto Recife. Marcação não encaixou!
Contundido, Marcelo Costa fez falta na armação e na chegada. Suspenso, Gabriel fez falta na zaga. Sem contar que, do outro lado, o ASA foi ousado e abusou da rapidez e das jogadas incisivas pelas laterais do campo.
Imagino que nos vestiários o treinador tenha soltado os cachorros na arbitragem e se esquecido de orientar seu time a jogar o que sabe, com mais determinação e menos passividade.
Foi o suficiente para o Azulão voltar na segunda etapa com os nervos à flor da pele e sem conseguir fazer o jogo fluir com naturalidade. Sem futebol e sem controle emocional -- por culpa de Sérgio Guedes -- o São Caetano não poderia sonhar com desfecho diferente.
Levou uma bambuzada surpreendente mas merecida; deixou a zona de acesso e ligou o sinal de alerta após passar 16 jogos sem perder. Bambuzada começou a ser desenhada logo aos 12 minutos, quando Lucas cruzou da direita e Samuel Xavier marcou contra ao tentar salvar.
Entendo, até, que, na origem, o juizão poderia ter marcado falta sobre Augusto Recife. Nesse caso, Sérgio Guedes teria razão para reclamar. Assim como nos dois impedimentos de Danielzinho inventados pelo assistente Wilson Lima.
Vendo que a coisa estava preta, aos 18 minutos do treinador trocou o 4-4-2 estático e improdutivo pelo 4-3-3 na expectativa de ganhar movimentação, ousadia e ofensividade.
Não aconteceu nada porque o ASA manteve a eficácia na marcação e na agressividade. Além disso, Geovane e Vandinho, substitutos de Éder e Leandrão, acompanharam o descompasso de um time nervoso e improdutivo.
Por isso o ASA chegou ao terceiro gol aos 23 minutos, novamente com Didira. Marcação do São Caetano foi contemplativa no setor esquerdo e o meia acertou o ângulo esquerdo de Luiz.
Aos 30 minutos, o goleiro Gilson soltou cruzamento da direita e foi obrigado a fazer pênalti em Danielzinho. Pedro Carmona bateu aos 33, no canto esquerdo baixo, mas o goleirão pegou.
Não era mesmo o dia! E piorou aos 46 minutos, quando Lúcio Maranhão ganhou dividida com Moradei na lateral-esquerda, conduziu livre e driblou o goleiro Luiz antes de fechar a goleada.
Se em outros jogos o Azulão ganhou porque contou com a leitura precisa e o dedo do técnico na alterações, ontem o Azulão perdeu principalmente porque jogou mal e seu treinador mostrou total descontrole.
Sábado, no Anacleto Campanella, contra o Avaí, o Azulão precisa deixar de reclamar, voltar a jogar o que sabe e vencer para não se distanciar do G-4, agora cada vez na alça de mira de outros grandes clubes como Goiás, Atlético Paranaense e o próprio Avaí.
Desabafo do técnico Sérgio Guedes no intervalo do jogo contra o ASA, ontem em Arapiraca, pode ser definido como um dos mais incoerentes e patéticos dos últimos tempos. Choro de mau perdedor quando o placar ainda estava igual. Terminou 4 a 1.
Gosto do trabalho, da postura, da personalidade, da ousadia e até das entrevistas do ex-goleiro da Ponte, do Santos e da Seleção Brasileira, mas desta vez ele mandou mal, muito mal. Foi um dos culpados pela goleada.
Estava 1 a 1, e se algum time tinha motivo para reclamar era o ASA, que teve um pênalti claro de Wagner sobre Lucio Maranhão não assinalado por Gilberto Rodrigues de Castro.
Deitar falação exacerbada, totalmente sanguínea, figadal, por causa de duas ou três faltinhas no primeiro tempo, um cartão e uma distância regulamentar não respeitada numa cobrança de falta é demais.
Deu a impressão de que Sérgio Guedes estava uma arara com o futebol de várzea mostrado pelo seu time e resolveu descontar na arbitragem. Botou pilha quando o problema não era a lanterna.
O primeiro tempo do São Caetano beirou o ridículo nos três setores e no conjunto. Presa fácil de uma marcação (3-5-2) forte, o Azulão pouco criou, pouco se movimentou e pouco chegou com perigo.
Achou o gol de empate aos 16 minutos ( Wagner), um depois de ver Didira abrir o marcador após mais uma boa jogada de Lúcio Maranhão pela direita. Defesa falhou!
Destaque no campeonato, até o sistema defensivo do Azulão mostrou deficiências. A começar pela inoperância dos meias e até dos bons volantes, Moradei e Augusto Recife. Marcação não encaixou!
Contundido, Marcelo Costa fez falta na armação e na chegada. Suspenso, Gabriel fez falta na zaga. Sem contar que, do outro lado, o ASA foi ousado e abusou da rapidez e das jogadas incisivas pelas laterais do campo.
Imagino que nos vestiários o treinador tenha soltado os cachorros na arbitragem e se esquecido de orientar seu time a jogar o que sabe, com mais determinação e menos passividade.
Foi o suficiente para o Azulão voltar na segunda etapa com os nervos à flor da pele e sem conseguir fazer o jogo fluir com naturalidade. Sem futebol e sem controle emocional -- por culpa de Sérgio Guedes -- o São Caetano não poderia sonhar com desfecho diferente.
Levou uma bambuzada surpreendente mas merecida; deixou a zona de acesso e ligou o sinal de alerta após passar 16 jogos sem perder. Bambuzada começou a ser desenhada logo aos 12 minutos, quando Lucas cruzou da direita e Samuel Xavier marcou contra ao tentar salvar.
Entendo, até, que, na origem, o juizão poderia ter marcado falta sobre Augusto Recife. Nesse caso, Sérgio Guedes teria razão para reclamar. Assim como nos dois impedimentos de Danielzinho inventados pelo assistente Wilson Lima.
Vendo que a coisa estava preta, aos 18 minutos do treinador trocou o 4-4-2 estático e improdutivo pelo 4-3-3 na expectativa de ganhar movimentação, ousadia e ofensividade.
Não aconteceu nada porque o ASA manteve a eficácia na marcação e na agressividade. Além disso, Geovane e Vandinho, substitutos de Éder e Leandrão, acompanharam o descompasso de um time nervoso e improdutivo.
Por isso o ASA chegou ao terceiro gol aos 23 minutos, novamente com Didira. Marcação do São Caetano foi contemplativa no setor esquerdo e o meia acertou o ângulo esquerdo de Luiz.
Aos 30 minutos, o goleiro Gilson soltou cruzamento da direita e foi obrigado a fazer pênalti em Danielzinho. Pedro Carmona bateu aos 33, no canto esquerdo baixo, mas o goleirão pegou.
Não era mesmo o dia! E piorou aos 46 minutos, quando Lúcio Maranhão ganhou dividida com Moradei na lateral-esquerda, conduziu livre e driblou o goleiro Luiz antes de fechar a goleada.
Se em outros jogos o Azulão ganhou porque contou com a leitura precisa e o dedo do técnico na alterações, ontem o Azulão perdeu principalmente porque jogou mal e seu treinador mostrou total descontrole.
Sábado, no Anacleto Campanella, contra o Avaí, o Azulão precisa deixar de reclamar, voltar a jogar o que sabe e vencer para não se distanciar do G-4, agora cada vez na alça de mira de outros grandes clubes como Goiás, Atlético Paranaense e o próprio Avaí.
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Político pode; a Jocker, não
Há cerca de 45 dias, em conversa com uma fiscal da Prefeitura de Santo André, fiz uma pergunta e recebi a resposta com absoluta clareza.
-- Mesmo sem atrapalhar ou colocar em risco a segurança do pedestre e a visibilidade dos motoristas, posso colocar um cavalete de propaganda de 0,60cm x 0,30cm. Aqui, no cantinho, só para divulgar a loja?
Educadamente, a moça foi enfática e clara:
-- Não! De forma alguma. Qualquer propaganda da loja, da farmácia, da mecânica ou da imobiliária, qualquer que seja, aí no chão, não pode. Esbarra na lei municipal e o senhor vai ser multado.
-- Mas, minha senhora, moça, não vai atrapalhar ninguém. Lá na rua Carijós eu vejo um monte de propaganda, com o dobro do tamanho...
-- É irregular; cabe multa. Se o senhor quiser correr o risco...
Com a resposta, agradeci com educação e informei meu filho Fábio, que tem uma loja de som e acessórios automotivos, a Jocker Audio Car, ali no começo da Oratório, perto do Carrefour e do posto BR.
Ontem, no entanto, o Fábio me questionou. E carregado de razão:
-- Pai, por que a gente não pode colocar uma simples placa divulgando a loja e os políticos podem fazer tudo isso aí. Olha ali na frente. Tem propaganda política de todo mundo.
-- Filhão, é mesmo! Que absurdo! Ali na ilhinha parece aquele jardim suspenso da Perimetral sobre o qual eu já escrevi. Minha nossa! Aidan, Salles, Bonome, Grana, Bahia, Marcelo, Chaves...
-- Então, Raddão, candidato pode tudo e nós não podemos nada. Para nós, a rigidez da lei e a ameaça de multa. Para estes caras, a lei abre as pernas, vale tudo. Inclusive atrapalhando quem poderia olhar a loja e até a visibilidade dos motoristas que vão entrar na Oratório. Isso é palhaçada! Dá vontade de mandar fazer uma propaganda e colocar lá no meio.
-- Pois, Filhão, para o cidadão comum, prevalece a lei; para quem tem ou procura o poder, todas as facilidades. Ninguém será punido. Tanto esses aí quanto todos que estão distribuídos nos cartazes espalhados pela cidade toda.
-- Por que você não escreve no seu blog?
-- Boa idéia! Vou escrever. Não devo nada pra ninguém. Tampouco pra político. Não tenho rabo preso. Vou dar minha opinião e fim de papo. Afinal, como sempre digo e escrevo, com raríssimas exceções, eles são muito semelhantes nas atitudes, nas omissões, nas promessas não cumpridas, no blá-blá-blá e nas incompetências.
-- Quero ver! Vai escrever mesmo? Melhor eu ir trabalhar. Afinal, nenhum político vai pagar as minhas contas.
-- Isso mesmo, ao trabalho. Mas, repito, você está certo. Tem mesmo de ficar indignado e não se omitir. Vou escrever sim!
Simples assim! Está escrito. E daí?
-- Mesmo sem atrapalhar ou colocar em risco a segurança do pedestre e a visibilidade dos motoristas, posso colocar um cavalete de propaganda de 0,60cm x 0,30cm. Aqui, no cantinho, só para divulgar a loja?
Educadamente, a moça foi enfática e clara:
-- Não! De forma alguma. Qualquer propaganda da loja, da farmácia, da mecânica ou da imobiliária, qualquer que seja, aí no chão, não pode. Esbarra na lei municipal e o senhor vai ser multado.
-- Mas, minha senhora, moça, não vai atrapalhar ninguém. Lá na rua Carijós eu vejo um monte de propaganda, com o dobro do tamanho...
-- É irregular; cabe multa. Se o senhor quiser correr o risco...
Com a resposta, agradeci com educação e informei meu filho Fábio, que tem uma loja de som e acessórios automotivos, a Jocker Audio Car, ali no começo da Oratório, perto do Carrefour e do posto BR.
Ontem, no entanto, o Fábio me questionou. E carregado de razão:
-- Pai, por que a gente não pode colocar uma simples placa divulgando a loja e os políticos podem fazer tudo isso aí. Olha ali na frente. Tem propaganda política de todo mundo.
-- Filhão, é mesmo! Que absurdo! Ali na ilhinha parece aquele jardim suspenso da Perimetral sobre o qual eu já escrevi. Minha nossa! Aidan, Salles, Bonome, Grana, Bahia, Marcelo, Chaves...
-- Então, Raddão, candidato pode tudo e nós não podemos nada. Para nós, a rigidez da lei e a ameaça de multa. Para estes caras, a lei abre as pernas, vale tudo. Inclusive atrapalhando quem poderia olhar a loja e até a visibilidade dos motoristas que vão entrar na Oratório. Isso é palhaçada! Dá vontade de mandar fazer uma propaganda e colocar lá no meio.
-- Pois, Filhão, para o cidadão comum, prevalece a lei; para quem tem ou procura o poder, todas as facilidades. Ninguém será punido. Tanto esses aí quanto todos que estão distribuídos nos cartazes espalhados pela cidade toda.
-- Por que você não escreve no seu blog?
-- Boa idéia! Vou escrever. Não devo nada pra ninguém. Tampouco pra político. Não tenho rabo preso. Vou dar minha opinião e fim de papo. Afinal, como sempre digo e escrevo, com raríssimas exceções, eles são muito semelhantes nas atitudes, nas omissões, nas promessas não cumpridas, no blá-blá-blá e nas incompetências.
-- Quero ver! Vai escrever mesmo? Melhor eu ir trabalhar. Afinal, nenhum político vai pagar as minhas contas.
-- Isso mesmo, ao trabalho. Mas, repito, você está certo. Tem mesmo de ficar indignado e não se omitir. Vou escrever sim!
Simples assim! Está escrito. E daí?
domingo, 26 de agosto de 2012
Show no parque-da-mãe-Joana
Hoje de manhã, por volta das 10h15min, o Parque Central estava mais para casa-da-mãe-Joana do que para um espaço público reservado ao lazer e manifestações esportivas e culturais.
Nada contra o Festival de Cultura Industrial, as bandas, o NXZero e o RPM. Portanto, absolutamente nada contra o pessoal do rock. Acho legal, interessante. O parque comporta todas as manifestações, com cadeira cativa para as musicais de alto nível.
O que não pode é, por absoluta falta de organização, comunicação, orientação, fiscalização e educação (EDUCAÇÃO!!!), os veículos ocuparem o espaço de pedestres e ciclistas.
Eventos eram encabeçados pela Prefeitura de Santo André, pelo Shopping ABC e pela Rádio Metropolitana. Portanto, todos são responsáveis pela zona, pela baderna automotiva antes dos shows. Principalmente o Poder Público, a quem cabe zelar pelo bordel.
Além dos admissíveis caminhões estacionados ao lado do palco como estrutura do evento, cheguei a contar outros 16 veículos no local. Um abuso! Como se o parque de todos nós, munícipes, fosse estacionamento particular.
Como se não bastasse, foi possível flagrar -- e cheguei a ligar para o DGABC denunciando -- cinco veículos em plena ciclovia. Um deles, uma Kombi velha, deu a volta quase completa. Motorista parecia perdido. Ou é irresponsável!
Outro carro, azul, da Rádio Metropolitana, desfilou mais de uma vez pela ciclovia, colocando a segurança das pessoas em risco. Um carro branco da Prefeitura também passou por onde não devia.
E a fiscalização, onde estava? Não vi ninguém tomar atitude, embora, por volta das 11h30min, o número de folgados no "estacionamento" já fosse menor. Talvez os carros tenham sido escondidos na parte de cima, ali perto do Sabina.
Não é a primeira vez que isso acontece. Por isso, não custa repetir a sugestão para que os acessos sejam mais regrados, liberados com extrema rigidez e apenas em caso de necessidade comprovada.
Até mesmo os "artistas" e organizadores devem respeitar as regras da boa conduta e da segurança do usuário. Caso contrário, vira zona. Sem orientação e fiscalização, vira casa-da-mãe-Joana ao ar livre. Ou parque-da-mãe-Joana?
Nós, usuários do parque, temos o direito de exigir respeito e atitude firme da administração municipal. Talvez seja pedir muito para quem se omite em casos bem mais graves.
Nada contra o Festival de Cultura Industrial, as bandas, o NXZero e o RPM. Portanto, absolutamente nada contra o pessoal do rock. Acho legal, interessante. O parque comporta todas as manifestações, com cadeira cativa para as musicais de alto nível.
O que não pode é, por absoluta falta de organização, comunicação, orientação, fiscalização e educação (EDUCAÇÃO!!!), os veículos ocuparem o espaço de pedestres e ciclistas.
Eventos eram encabeçados pela Prefeitura de Santo André, pelo Shopping ABC e pela Rádio Metropolitana. Portanto, todos são responsáveis pela zona, pela baderna automotiva antes dos shows. Principalmente o Poder Público, a quem cabe zelar pelo bordel.
Além dos admissíveis caminhões estacionados ao lado do palco como estrutura do evento, cheguei a contar outros 16 veículos no local. Um abuso! Como se o parque de todos nós, munícipes, fosse estacionamento particular.
Como se não bastasse, foi possível flagrar -- e cheguei a ligar para o DGABC denunciando -- cinco veículos em plena ciclovia. Um deles, uma Kombi velha, deu a volta quase completa. Motorista parecia perdido. Ou é irresponsável!
Outro carro, azul, da Rádio Metropolitana, desfilou mais de uma vez pela ciclovia, colocando a segurança das pessoas em risco. Um carro branco da Prefeitura também passou por onde não devia.
E a fiscalização, onde estava? Não vi ninguém tomar atitude, embora, por volta das 11h30min, o número de folgados no "estacionamento" já fosse menor. Talvez os carros tenham sido escondidos na parte de cima, ali perto do Sabina.
Não é a primeira vez que isso acontece. Por isso, não custa repetir a sugestão para que os acessos sejam mais regrados, liberados com extrema rigidez e apenas em caso de necessidade comprovada.
Até mesmo os "artistas" e organizadores devem respeitar as regras da boa conduta e da segurança do usuário. Caso contrário, vira zona. Sem orientação e fiscalização, vira casa-da-mãe-Joana ao ar livre. Ou parque-da-mãe-Joana?
Nós, usuários do parque, temos o direito de exigir respeito e atitude firme da administração municipal. Talvez seja pedir muito para quem se omite em casos bem mais graves.
A flecha, o estilingue e o fim da invencibilidade
Não sei se foi flechada. Afinal, o Guarani tem um índio, bugre, como símbolo. Não sei se foi uma estilingada certeira em pleno voo sem turbulência. Só sei que a invencibilidade de 16 jogos do Azulão cantador já era.
Performance do São Caetano de ontem bem diferente das partidas anteriores. Apesar da ausência do meio-campista Marcelo Costa, não era para o time cair tanto. Afinal, diretamente, não se mexeu na estrutura defensiva.
Detalhe é que o Azulão não jogou contra o vento. O Guarani ganhou de 2 a 1, de virada, porque é um time arrumado, que sabe o que quer. Por isso deu tanto trabalho.
Esquema imposto pelo técnico Vadão encurtaram o espaço do São Caetano, que, mesmo um pouco superior, só chegou duas vezes com real perigo no primeiro tempo, assim como o Guarani. Fez 1 a 0 aos 18 minutos com Éder, incumbido da armação ao lado de Pedro Carmona.
No segundo tempo, o Guarani manteve a marcação forte, liberou os laterais e enfatizou a saída rápida para o contragolpe. Como caiu de produção e não encontrou espaços, o Azulão sofreu o empate aos 18 minutos. Pênalti duvidoso de Leandrão em Ademir Sopa que Fumagalli converteu com categoria.
Após a igualdade, o São Caetano tentou acelerar o jogo. Foi mais ofensivo, mas deu espaços para um time arrumado e com personalidade. Criou e concluiu pouco, além de exagerar nas bolas esticadas ou levantadas da intermediária.
Desta vez, nem as alterações de Sérgio Guedes deram resultado: Leandrão x Somália, Pedro Carmona x Geovane e Danielzinho x Vandinho. Tanto que o Guarani teve a expulsão de Rafael Oliveira aos 33 minutos mas mesmo assim chegou ao segundo gol, aos 39: Fumagalli bateu falta da esquerda e Rodrigo Arroz desviou para o gol.
Resultado ainda mantém o São Caetano no G-4 do acesso, mas agora no perigoso quarto lugar, com 34 pontos ganhos, dois a menos que o Joinville, apenas um a mais que o Goiás e dois a mais que o Atlético Mineiro. Dois adversários diretos e fortes pela vaga.
Terça-feira o São Caetano vai a Arapiraca enfrentar o ASA.
Performance do São Caetano de ontem bem diferente das partidas anteriores. Apesar da ausência do meio-campista Marcelo Costa, não era para o time cair tanto. Afinal, diretamente, não se mexeu na estrutura defensiva.
Detalhe é que o Azulão não jogou contra o vento. O Guarani ganhou de 2 a 1, de virada, porque é um time arrumado, que sabe o que quer. Por isso deu tanto trabalho.
Esquema imposto pelo técnico Vadão encurtaram o espaço do São Caetano, que, mesmo um pouco superior, só chegou duas vezes com real perigo no primeiro tempo, assim como o Guarani. Fez 1 a 0 aos 18 minutos com Éder, incumbido da armação ao lado de Pedro Carmona.
No segundo tempo, o Guarani manteve a marcação forte, liberou os laterais e enfatizou a saída rápida para o contragolpe. Como caiu de produção e não encontrou espaços, o Azulão sofreu o empate aos 18 minutos. Pênalti duvidoso de Leandrão em Ademir Sopa que Fumagalli converteu com categoria.
Após a igualdade, o São Caetano tentou acelerar o jogo. Foi mais ofensivo, mas deu espaços para um time arrumado e com personalidade. Criou e concluiu pouco, além de exagerar nas bolas esticadas ou levantadas da intermediária.
Desta vez, nem as alterações de Sérgio Guedes deram resultado: Leandrão x Somália, Pedro Carmona x Geovane e Danielzinho x Vandinho. Tanto que o Guarani teve a expulsão de Rafael Oliveira aos 33 minutos mas mesmo assim chegou ao segundo gol, aos 39: Fumagalli bateu falta da esquerda e Rodrigo Arroz desviou para o gol.
Resultado ainda mantém o São Caetano no G-4 do acesso, mas agora no perigoso quarto lugar, com 34 pontos ganhos, dois a menos que o Joinville, apenas um a mais que o Goiás e dois a mais que o Atlético Mineiro. Dois adversários diretos e fortes pela vaga.
Terça-feira o São Caetano vai a Arapiraca enfrentar o ASA.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Romário: sobrava gol; falta berço
Artilheiro de mais de mil gols, o hoje deputado federal Romário se acha acima do bem e do mal. Sempre polêmico e sem papas na língua, agora o baixinho descarrega sua metralhadora giratória no peito de Mano Menezes.
Sempre achei Romário um grande matador, mas não o colocaria entre os 10 maiores jogadores do futebol brasileiro. Muito menos mundial.
É inegável, porém, que "o cara" foi importantíssimo para o Vasco e na conquista do tetra, na Copa do Mundo de 94, nos Estados Unidos. Tinha cheiro de gol. Estava sempre no lugar certo, na hora certa. Quanta frieza para concluir!
Também é inegável que agora, como político inexperiente -- portanto, ainda sem vícios e falcatruas tão deploráveis -- tem provocado alguns transtornos aos macacos-velhos. Tem personalidade e costuma soltar o verbo. Ao contrário da maioria, ainda não é corporativista.
Também já fez isso contra o então presidente da CBF, Ricardo Teixeira. E estava carregado de razão. Sem argumentos sólidos, ainda entrou em atrito e fez críticas a técnicos como Zagallo e Felipão, entre outros.
Rota de colizão chegou ainda a companheiros (ou ex) de profissão como Zico e Andrey, a quem agrediu quando seu colega no Fluminense, onde também foi pra cima de torcedores.
Na vida particular, está carregado de problemas ( e quem não tem?) envolvendo filhos, pensão alimentícia e outros quetais. Portanto, não é exemplo pleno pra ninguém.
Agora, cresce e se mete a querer derrubar Mano Menezes, a quem, como comentarista da Record, fez duras críticas antes e durante os Jogos Olímpicos de Londres.
Logo após a derrota para o México e a conquista da medalha de prata, Romário enfatizou ainda mais sua opinião pró-queda do treinador.
Como cidadão, sua opinião deve ser respeitada, lógico. Como ex-jogador, também. Discordo da opinião sobre resultado e não desempenho, mas ele tem todo direito de achar que Mano é o pior entre os piores.
Só que não faz o mínimo sentido ficar chamando o treinador de imbecil e idiota, além de "pior técnico da história da Seleção". Melhor seria ficar calado ou se limitar a críticas coerentes e respeitosas. Por isso perde a possível razão.
Imbecil? Idiota? Quem o nobre deputado pensa que é? Será que se julga com moral para adjetivar qualquer pessoa dessa forma? Ele se acha o "cara", foi "escolhido a dedo por Deus", mas não é nada disso.
O que lhe sobrava de capacidade para fazer gol é exatamente o que lhe falta como ser humano capaz de ser minimamente educado. Autenticidade e personalidade não são sinônimos de falta de respeito. Não são palavras nem características excludentes!
Mano Menezes não é unanimidade. Tem cometido alguns erros pontuais, mas, além de educado, é um bom treinador e merece ser respeitado. Discordar, faz parte. Até mesmo para alguns imbecis virtuais.
Talvez falte à seleção de Mano Menezes um artilheiro experiente, frio e implacável como Romário.
Talvez falte à vida de Romário ao menos um décimo do berço em que Mano Menezes foi criado.
Sempre achei Romário um grande matador, mas não o colocaria entre os 10 maiores jogadores do futebol brasileiro. Muito menos mundial.
É inegável, porém, que "o cara" foi importantíssimo para o Vasco e na conquista do tetra, na Copa do Mundo de 94, nos Estados Unidos. Tinha cheiro de gol. Estava sempre no lugar certo, na hora certa. Quanta frieza para concluir!
Também é inegável que agora, como político inexperiente -- portanto, ainda sem vícios e falcatruas tão deploráveis -- tem provocado alguns transtornos aos macacos-velhos. Tem personalidade e costuma soltar o verbo. Ao contrário da maioria, ainda não é corporativista.
Também já fez isso contra o então presidente da CBF, Ricardo Teixeira. E estava carregado de razão. Sem argumentos sólidos, ainda entrou em atrito e fez críticas a técnicos como Zagallo e Felipão, entre outros.
Rota de colizão chegou ainda a companheiros (ou ex) de profissão como Zico e Andrey, a quem agrediu quando seu colega no Fluminense, onde também foi pra cima de torcedores.
Na vida particular, está carregado de problemas ( e quem não tem?) envolvendo filhos, pensão alimentícia e outros quetais. Portanto, não é exemplo pleno pra ninguém.
Agora, cresce e se mete a querer derrubar Mano Menezes, a quem, como comentarista da Record, fez duras críticas antes e durante os Jogos Olímpicos de Londres.
Logo após a derrota para o México e a conquista da medalha de prata, Romário enfatizou ainda mais sua opinião pró-queda do treinador.
Como cidadão, sua opinião deve ser respeitada, lógico. Como ex-jogador, também. Discordo da opinião sobre resultado e não desempenho, mas ele tem todo direito de achar que Mano é o pior entre os piores.
Só que não faz o mínimo sentido ficar chamando o treinador de imbecil e idiota, além de "pior técnico da história da Seleção". Melhor seria ficar calado ou se limitar a críticas coerentes e respeitosas. Por isso perde a possível razão.
Imbecil? Idiota? Quem o nobre deputado pensa que é? Será que se julga com moral para adjetivar qualquer pessoa dessa forma? Ele se acha o "cara", foi "escolhido a dedo por Deus", mas não é nada disso.
O que lhe sobrava de capacidade para fazer gol é exatamente o que lhe falta como ser humano capaz de ser minimamente educado. Autenticidade e personalidade não são sinônimos de falta de respeito. Não são palavras nem características excludentes!
Mano Menezes não é unanimidade. Tem cometido alguns erros pontuais, mas, além de educado, é um bom treinador e merece ser respeitado. Discordar, faz parte. Até mesmo para alguns imbecis virtuais.
Talvez falte à seleção de Mano Menezes um artilheiro experiente, frio e implacável como Romário.
Talvez falte à vida de Romário ao menos um décimo do berço em que Mano Menezes foi criado.
Sto. André: vôlei de 11 varadas e o fundo do poço
Vítima de incompetência político-diretiva, o vôlei de Santo André está no fundo do poço. Nosso vôlei de tantas glórias está órfão de pai e mãe.
A figura do pai pode ser representada pelo gestor público capaz, líder e responsável. Infelizmente, não temos!
A mãe, talvez pudesse aparecer resumidamente no significado de três palavrinhas de peso: atenção, carinho e respeito. Infelizmente, não temos! O vôlei está órfão, assim como o esporte andreense como um todo.
Hoje, enquanto as vizinhas São Bernardo e São Caetano disputam Superliga, Liga e campeonatos paulistas na categoria Principal, Santo André é mera figurante no Sub-21
Isso mesmo, o vôlei masculino de tantas conquistas, de tanto orgulho, é simples coadjuvante da Sub-21. O vôlei octacampeão paulista com a Pirelli (de 81 a 88) e campeão ainda com o Esporte Clube Santo André (Metalúrgica São Justo) em 76, é passado.
Hoje, quem quiser ver o vôlei andreense pode ir ao mesmo Complexo Esportivo Pedro Dell'Antonia. O ginásio, que já foi pequeno, hoje é enorme. Uma imensidão!
Às moscas, com meia-dúzia de gatos pingados, o "velho" Dell'Antonia é palco de uma varada em cima da outra. Agora comandados por Madeira e Celsinho, os meninos são um verdadeiro saco de pancadas.
Em 11 jogos, o time ganhou... apenas experiência. Vitória, nada! Só derrota! Culpa dos jogadores? Lógico que não! Dos técnicos? Também não! Mais uma vez, culpa da falta de uma política esportiva decente, consistente, séria e responsável.
Pura falta de investimento e de planejamento. Portanto, também falta competência, de zelo da Prefeitura. Nos últimos anos, tanto no público quanto no privado, pouco se investiu no vôlei. Apenas na sobrevivência do Adulto, com competitividade limitada.
Agora, sem prevenção, chegamos ao limite. Exatamente porque não se planejou. Sem verba, sem patrocínio suficiente e sem visão, pela primeira vez, desde 94, o Adulto deixa de participar do Paulista.
É bom lembrar que o vôlei é caro. Principalmente ao se considerarem as taxas abusivas cobradas pela Federação Paulista de Renato Pera e pela Confederação Brasileira de Ari Graça.
Paradoxalmente, as duas entidades, comandadas há décadas pelos donos do poder eternizados no trono, são ricas. Enquanto isso, clubes como Santo André, vivem com o pires na mão.
Peneiras aqui realizadas no final de 2011 ( e início de 2012?) não deixam de ser interessantes, mas não significam crescimento consistente se não houver comprometimento e dedicação a médio e longo prazo, com os olhos no futuro.
Bolsa de estudos, alimentação e "dormitório" sob as arquibancadas, apenas para alguns, não garantem a permanência nem a evolução de ninguém. Os melhores são pinçados pelos vizinhos ou pegam o caminho da roça à procura de condições mais adequadas para quem sonha com a glória.
E Santo André fica a ver navios. A exemplo do que acontece em outras modalidades -- nem todas, lógico --, o vôlei fica sem força, sem competitividade, sem time. Por isso só leva pau.
Sem parceria privada, sem o carinho do gestor público e sem a base sólida da pirâmide, nosso vôlei fica bem próximo da insolvência. Se não legal, ao menos moral.
Lamentavelmente, parece que chegamos ao fundo do poço. Da Pirelli imbatível ao pobre Sub-21 das 11 varadas. Ninguém merece!
Sonho de voltar a sentir orgulho dos nossos campeões está cada vez mais distante. E o poço, cada vez mais fundo.
A figura do pai pode ser representada pelo gestor público capaz, líder e responsável. Infelizmente, não temos!
A mãe, talvez pudesse aparecer resumidamente no significado de três palavrinhas de peso: atenção, carinho e respeito. Infelizmente, não temos! O vôlei está órfão, assim como o esporte andreense como um todo.
Hoje, enquanto as vizinhas São Bernardo e São Caetano disputam Superliga, Liga e campeonatos paulistas na categoria Principal, Santo André é mera figurante no Sub-21
Isso mesmo, o vôlei masculino de tantas conquistas, de tanto orgulho, é simples coadjuvante da Sub-21. O vôlei octacampeão paulista com a Pirelli (de 81 a 88) e campeão ainda com o Esporte Clube Santo André (Metalúrgica São Justo) em 76, é passado.
Hoje, quem quiser ver o vôlei andreense pode ir ao mesmo Complexo Esportivo Pedro Dell'Antonia. O ginásio, que já foi pequeno, hoje é enorme. Uma imensidão!
Às moscas, com meia-dúzia de gatos pingados, o "velho" Dell'Antonia é palco de uma varada em cima da outra. Agora comandados por Madeira e Celsinho, os meninos são um verdadeiro saco de pancadas.
Em 11 jogos, o time ganhou... apenas experiência. Vitória, nada! Só derrota! Culpa dos jogadores? Lógico que não! Dos técnicos? Também não! Mais uma vez, culpa da falta de uma política esportiva decente, consistente, séria e responsável.
Pura falta de investimento e de planejamento. Portanto, também falta competência, de zelo da Prefeitura. Nos últimos anos, tanto no público quanto no privado, pouco se investiu no vôlei. Apenas na sobrevivência do Adulto, com competitividade limitada.
Agora, sem prevenção, chegamos ao limite. Exatamente porque não se planejou. Sem verba, sem patrocínio suficiente e sem visão, pela primeira vez, desde 94, o Adulto deixa de participar do Paulista.
É bom lembrar que o vôlei é caro. Principalmente ao se considerarem as taxas abusivas cobradas pela Federação Paulista de Renato Pera e pela Confederação Brasileira de Ari Graça.
Paradoxalmente, as duas entidades, comandadas há décadas pelos donos do poder eternizados no trono, são ricas. Enquanto isso, clubes como Santo André, vivem com o pires na mão.
Peneiras aqui realizadas no final de 2011 ( e início de 2012?) não deixam de ser interessantes, mas não significam crescimento consistente se não houver comprometimento e dedicação a médio e longo prazo, com os olhos no futuro.
Bolsa de estudos, alimentação e "dormitório" sob as arquibancadas, apenas para alguns, não garantem a permanência nem a evolução de ninguém. Os melhores são pinçados pelos vizinhos ou pegam o caminho da roça à procura de condições mais adequadas para quem sonha com a glória.
E Santo André fica a ver navios. A exemplo do que acontece em outras modalidades -- nem todas, lógico --, o vôlei fica sem força, sem competitividade, sem time. Por isso só leva pau.
Sem parceria privada, sem o carinho do gestor público e sem a base sólida da pirâmide, nosso vôlei fica bem próximo da insolvência. Se não legal, ao menos moral.
Lamentavelmente, parece que chegamos ao fundo do poço. Da Pirelli imbatível ao pobre Sub-21 das 11 varadas. Ninguém merece!
Sonho de voltar a sentir orgulho dos nossos campeões está cada vez mais distante. E o poço, cada vez mais fundo.
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