Há mais de um mês, fiz um alerta à superintendência do Semasa.
Um caminhão de lixo da Peralta faz parte da coleta noturna na Rua Alvares de Azevedo, no centro de Santo André, na contramão, sem dar a mínima para as leis de trânsito.
Diante do Colégio Singular e do Clube Primeiro de Maio, o abuso foi constatado e denunciado. Irresponsabilidade pura.
Presenciei e fiz o relato pelo blog ( Semasa na contramão), além de ligar para o Semasa no dia 21 de novembro, às 10h10min. Falei com a atendente Nanci e com a líder Luara, que ficou de me retornar via telefone ou email.
Porém, nada disso aconteceu. Tampouco uma manifestação sobre andamento de possível verificação dos fatos ou simples esclarecimento da superintendência ou da assessoria de imprensa da autarquia capitaneada por Sebastião Ney Vaz.
Mantenho o respeito pelo Ney, mas lamento a omissão de uma autarquia que deveria dar exemplo aos cidadãos.
Se bem que, em se tratando da Prefeitura de Santo André, não se pode esperar algo muito diferente. Exemplo é o caso dos postinhos do Paulinho (Serra), colocados aqui na rua Santo André.
Como a presidência do Sindicato dos Rodoviários bateu o pé e não permitiu a instalação de zona azul no "seu território", postinhos do secretário têm servido para anunciar apartamentos à venda e aulas particulares de matemática.
Parabéns, caro secretário! Continue avaliando sua performance antes de se lançar candidato a prefeito. Não se esqueça de considerar que pipocar, refugar, afinar, sem justificativa consistente, é gol contra.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
sábado, 20 de dezembro de 2014
Tite, Mano, Osvaldo e cia
O Corinthians errou ao demitir Tite. O Corinthians acertou ao recontratar Mano Menezes. O Corinthians errou ao demitir Mano. Mas o Corinthians acertou ao recontratar Tite.
Afinal, o Corinthians de tanta gente é assim mesmo. Uma gangorra de altos e baixos, acertos e erros. Como todos os outros grandes clubes de futebol brasileiro.
Tanto Mano quanto Tite são treinadores de respeito. Tite é mais completo e tem currículo mais qualificado. Afinal, ganhou tudo. Inclusive a Libertadores e o Mundial Interclubes.
Tite veste a camisa. Tem reações de corintiano. Tem atitudes de corintiano. Tem sangue de corintiano. Tem identificação natural com o torcedor. Empatia pura.
Saiu endeusado, mas, como Mano, também foi muito criticado quando montou um time do povo para empatar ou ficar satisfeito com 1 a 0, na marra. Pouco para o nosso perfil. Não combina. Por isso o apelido de Empatite.
Tomara que tenha mudado alguns conceitos táticos e que possíveis contratações sejam cirúrgicas. Pra depois não reclamar que não tem lateral apoiador, armador de chegada nem atacante com cheiro de gol.
Deixar Pato isolado no ataque o tempo todo foi um acinte ao bom senso futebolístico. Guerrero também andou pastando pelo isolacionismo. E agora se revela artilheiro de fato e é supervalorizado.
Um campeão mundial é sempre bem-vindo. Que tenha evoluído e seja o último a nos proporcionar joguinhos modorrentos, feios, truncados.
Medo e Corinthians é um binômio que não dá liga. Podemos até perder; faz parte. Mas perder propondo o jogo. Com arte e ousadia. Sempre. Sem covardia.
OSVALDO NO PALMEIRAS
Já torci contra o Palmeiras por causa de alguns palmeirenses muito chatos. Hoje, não mais. Especialmente porque meu neto, Victor, de sete anos, diz ser palmeirense. Como o pai, Danilo.
Não sinto felicidade alguma com as derrotas e com o momento delicado do Palmeiras. Só lamento! Lamento ver um clube com tanta história lutando e torcendo até o último minuto para não ser rebaixado.
Já pensou o Palmeiras de novo na Segundona? Não, não e não! Para um clube que já teve Ademir da Guia, Julinho Botelho, Djalma Santos, Luís Pereira, Leivinha, Servílio, Artime, Valdir, Ferrari, Gildo, Rinaldo, Alex, Leão, Dudu, Evair, Marcos, Edmundo... Não, não e não!
E nos últimos anos tem sido assim. Só sufoco. Como time pequeno. Apenas Valdívia, quando quer jogar, é pouco. Sozinho o chileno não chega a lugar nenhum. Mesmo que o bom goleiro Fernando Prass faça milagres em série.
Duro é saber, hoje, como Osvaldo Oliveira vai se virar para montar um Verdão competitivo. Como nos velhos tempos dos meus times de botão. Osvaldo é um técnico vitorioso, conhece do riscado, mas o Palmeiras não tem time nem dinheiro.
Contratar pelo menos dois/três nomes de peso seria o ideal. Quem sabe uma empresa parceira?Depender em excesso da base, neste momento, não é o caminho mais aconselhável. Mesmo porque, convenhamos, os juniores do Palmeiras não são os do Cruzeiro.
Independentemente do nível, vou torcer para o Palmeiras do Victor, do Danilo, do Cal, do Scarpin, do Juninho, do Marquinho e, como o Corinthians, de tanta gente boa.
Afinal, o Corinthians de tanta gente é assim mesmo. Uma gangorra de altos e baixos, acertos e erros. Como todos os outros grandes clubes de futebol brasileiro.
Tanto Mano quanto Tite são treinadores de respeito. Tite é mais completo e tem currículo mais qualificado. Afinal, ganhou tudo. Inclusive a Libertadores e o Mundial Interclubes.
Tite veste a camisa. Tem reações de corintiano. Tem atitudes de corintiano. Tem sangue de corintiano. Tem identificação natural com o torcedor. Empatia pura.
Saiu endeusado, mas, como Mano, também foi muito criticado quando montou um time do povo para empatar ou ficar satisfeito com 1 a 0, na marra. Pouco para o nosso perfil. Não combina. Por isso o apelido de Empatite.
Tomara que tenha mudado alguns conceitos táticos e que possíveis contratações sejam cirúrgicas. Pra depois não reclamar que não tem lateral apoiador, armador de chegada nem atacante com cheiro de gol.
Deixar Pato isolado no ataque o tempo todo foi um acinte ao bom senso futebolístico. Guerrero também andou pastando pelo isolacionismo. E agora se revela artilheiro de fato e é supervalorizado.
Um campeão mundial é sempre bem-vindo. Que tenha evoluído e seja o último a nos proporcionar joguinhos modorrentos, feios, truncados.
Medo e Corinthians é um binômio que não dá liga. Podemos até perder; faz parte. Mas perder propondo o jogo. Com arte e ousadia. Sempre. Sem covardia.
OSVALDO NO PALMEIRAS
Já torci contra o Palmeiras por causa de alguns palmeirenses muito chatos. Hoje, não mais. Especialmente porque meu neto, Victor, de sete anos, diz ser palmeirense. Como o pai, Danilo.
Não sinto felicidade alguma com as derrotas e com o momento delicado do Palmeiras. Só lamento! Lamento ver um clube com tanta história lutando e torcendo até o último minuto para não ser rebaixado.
Já pensou o Palmeiras de novo na Segundona? Não, não e não! Para um clube que já teve Ademir da Guia, Julinho Botelho, Djalma Santos, Luís Pereira, Leivinha, Servílio, Artime, Valdir, Ferrari, Gildo, Rinaldo, Alex, Leão, Dudu, Evair, Marcos, Edmundo... Não, não e não!
E nos últimos anos tem sido assim. Só sufoco. Como time pequeno. Apenas Valdívia, quando quer jogar, é pouco. Sozinho o chileno não chega a lugar nenhum. Mesmo que o bom goleiro Fernando Prass faça milagres em série.
Duro é saber, hoje, como Osvaldo Oliveira vai se virar para montar um Verdão competitivo. Como nos velhos tempos dos meus times de botão. Osvaldo é um técnico vitorioso, conhece do riscado, mas o Palmeiras não tem time nem dinheiro.
Contratar pelo menos dois/três nomes de peso seria o ideal. Quem sabe uma empresa parceira?Depender em excesso da base, neste momento, não é o caminho mais aconselhável. Mesmo porque, convenhamos, os juniores do Palmeiras não são os do Cruzeiro.
Independentemente do nível, vou torcer para o Palmeiras do Victor, do Danilo, do Cal, do Scarpin, do Juninho, do Marquinho e, como o Corinthians, de tanta gente boa.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
Nem o Papa salva. Dá Real!
Após longo e tenebroso inverno (?), cá estou. Pra dizer que nem o Papa Francisco vai conseguir salvar o seu San Lorenzo na decisão do Mundial Interclubes, sábado no Marrocos.
Meu ídolo, o Papa, pode orar para todos os santos imagináveis. Pode reunir cardeais, bispos, arcebispos, beatas e toda cia papal. Mãos postas e olhos aos céus, nada vai evitar uma varada.
Quem sabe, se conversar com Deus, aquele papinho de gente grande, bem ao pé-do-ouvido, o nosso Chico não consiga impedir um vexame histórico?
Como profissional e macaco velho, sei que não devia, mas ouso, até, desconsiderar o imponderável futebol clube; aquela famosa caixinha de surpresas.
Lamento, mas não dá. San Lorenzo é fraquinho. Ontem, em jogo de Segunda Divisão, passou da semifinal na prorrogação, com extrema dificuldade.
O Real Madrid está anos-luz à frente do campeão da Libertadores. Além de limitado, o San Lorenzo está desfalcado. Taticamente, é um time que não se impõe nem se defende tão bem.
Não lhe falta disposição. É pouco! Não tem um grande goleiro e o miolo de zaga, além de lento, tem um problema crucial: os dois zagueiros internos são canhotos.
Por isso ficam "tortos" e têm dificuldade na cobertura. Especialmente à lateral-direita. Coincidentemente, por onde passeia o hoje melhor jogador do mundo.
Meio-campo argentino também se posiciona mal e a transição do armador é lenta, além de sem criatividade. O ataque não assusta. Poder ofensivo é restrito a estocadas esporádicas.
Moral da história: o San Lorenzo de Almagro vai jogar por uma bola. Quem sabe uma falta, um escanteio ou alguma lambança de Pepe ou Iker Casillas? Só assim...
O campeão europeu é forte, intenso e objetivo. Gosto muito do futebol do Real! É feito para propor o jogo sem medo. Programado para matar. Sistema defensivo falha pouco. Meio-campo joga por música; marca e ataca com fluidez. Kross é a fera!
Ofensivamente, o Real costuma ser avassalador. Isco e Bale até ajudam a marcar, mas são muito mais atacantes de fato, ao lado de Cristiano Ronaldo e Benzemá.
Por isso o Real tem volume e conteúdo também no ataque. Verticaliza e acelera o jogo. Chega com no mínimo quatro homens capazes de fazer o gol.
Portanto, ao San Lorenzo resta marcar, correr e rezar como nunca. Pra perder de pouco e não repetir o vexame do Santos diante do Barcelona.
Meu ídolo, o Papa, pode orar para todos os santos imagináveis. Pode reunir cardeais, bispos, arcebispos, beatas e toda cia papal. Mãos postas e olhos aos céus, nada vai evitar uma varada.
Quem sabe, se conversar com Deus, aquele papinho de gente grande, bem ao pé-do-ouvido, o nosso Chico não consiga impedir um vexame histórico?
Como profissional e macaco velho, sei que não devia, mas ouso, até, desconsiderar o imponderável futebol clube; aquela famosa caixinha de surpresas.
Lamento, mas não dá. San Lorenzo é fraquinho. Ontem, em jogo de Segunda Divisão, passou da semifinal na prorrogação, com extrema dificuldade.
O Real Madrid está anos-luz à frente do campeão da Libertadores. Além de limitado, o San Lorenzo está desfalcado. Taticamente, é um time que não se impõe nem se defende tão bem.
Não lhe falta disposição. É pouco! Não tem um grande goleiro e o miolo de zaga, além de lento, tem um problema crucial: os dois zagueiros internos são canhotos.
Por isso ficam "tortos" e têm dificuldade na cobertura. Especialmente à lateral-direita. Coincidentemente, por onde passeia o hoje melhor jogador do mundo.
Meio-campo argentino também se posiciona mal e a transição do armador é lenta, além de sem criatividade. O ataque não assusta. Poder ofensivo é restrito a estocadas esporádicas.
Moral da história: o San Lorenzo de Almagro vai jogar por uma bola. Quem sabe uma falta, um escanteio ou alguma lambança de Pepe ou Iker Casillas? Só assim...
O campeão europeu é forte, intenso e objetivo. Gosto muito do futebol do Real! É feito para propor o jogo sem medo. Programado para matar. Sistema defensivo falha pouco. Meio-campo joga por música; marca e ataca com fluidez. Kross é a fera!
Ofensivamente, o Real costuma ser avassalador. Isco e Bale até ajudam a marcar, mas são muito mais atacantes de fato, ao lado de Cristiano Ronaldo e Benzemá.
Por isso o Real tem volume e conteúdo também no ataque. Verticaliza e acelera o jogo. Chega com no mínimo quatro homens capazes de fazer o gol.
Portanto, ao San Lorenzo resta marcar, correr e rezar como nunca. Pra perder de pouco e não repetir o vexame do Santos diante do Barcelona.
quarta-feira, 19 de novembro de 2014
Semasa na contramão
Aconteceu de novo! Ontem, às 22h45min. Em plena rua Alvares de Azevedo, no centro de Santo André. Diante do Colégio Singular. Praticamente na hora da saída dos alunos.
Sem a mínima cerimônia, o caminhão da coleta de lixo faz a conversão, saindo da Capitão Mario Flaquer, e entra na Alvares de Azevedo, na contramão, sentido clube Primeiro de Maio.
Coincidentemente, onde eu acabara de jogar futebol e pegar o carro para voltar pra casa. Levei um susto. Mas não foi surpresa! O absurdo já havia ocorrido comigo outras duas vezes.
Por puro instinto, mas de forma perigosa, reconheço, não tive dúvida. Fui e, quase na frente do Singular, parei de frente para o caminhão. Afinal, doido ou não, eu estava com razão, na minha mão de direção, sem colocar outras pessoas em perigo.
Assustado, o motorista do caminhão meteu o pé no freio. Deve ter pensado: o que esse maluco tá querendo com esse carrinho na minha frente?
Indignado, mas consciente, o maluco só queria questioná-lo. E foi o que fiz:
-- Ei, campeão, você acha que está certo? Acha que está correto dirigindo na contramão e colocando em risco inúmeras pessoas? E olha que não é primeira vez que vejo atitude tão irresponsável. E se você bate no meu carro ou atropela alguém, como fica?
-- Não sei, senhor. Aí a gente vê, né.
-- A gente vê? É caso de Polícia. A coleta é de responsabilidade do Semasa. O Semasa sabe que o senhor faz isso?
-- Sabe sim! É ordem do Semasa. Vem de cima. Eu obedeço, senhor. E os "amarelinho" (agentes de trânsito) também deixam a gente fazer isso. Ninguém multa não. Não tenho culpa. Preciso trabalhar.
-- Campeão, você está até sendo educado, mas não muda nada o meu pensamento. Você está agindo errado, sendo irresponsável. Pode provocar um acidente grave.
-- Só cumpro ordem, senhor.
-- É sim moço. A gente faz o que mandam -- observou um jovem de uniforme laranja da equipe de coletores de lixo.
Com a palavra nossas caríssimas autoridades. Como fica? Quem assume? E se morrer alguém, quem responde? Ou, como Lula, ninguém sabe de nada que não lhe interesse ou que não signifique vantagens umbilicais?
Até quando aquele caminhão -- terceirizado ou não, não vem ao caso -- vai andar na contramão sem que alguém dê um basta? Não há justificativa. Ou vem aí mais uma sessão de mentiras, de conversa mole pra boi dormir?
Não acredito, mas se os funcionários de alto escalão do Semasa sabem o que acontece e compactuam com tamanha insensatez, tamanha irresponsabilidade, é o fim do mundo.
Tanto quanto possível anuência dos "amarelinhos". Os agentes de trânsito devem cumprir a lei. Não importa se o veículo presta ou não serviço ao Poder Público ou a uma autarquia municipal. Qualquer cidadão comum, como eu, seria punido. Então...
Não confio no prefeito Carlos Grana, mas ainda não tenho por que desconfiar da competência e da credibilidade do superintendente do Semasa.
Se é que o comando não mudou, Sebastião Ney Vaz deve se ver naquela situação do lateral que está levando bola nas costas e não tem zagueiro nem volante pra cobrir.
Caro Ney, o nome do Semasa foi citado. Talvez você não se lembre de mim, mas fica meu voto de confiança. Espero, portanto, que determine investigação e avalie com rigor as informações e a conduta dos funcionários. Ninguém me contou. Aconteceu comigo, Ney. De novo!
Já, se o pessoal do Trânsito faz mesmo vistas grossas para a imbecilidade talibanesca, que o diretor Epeus Monteiro e o secretário Paulinho Serra tomem as atitudes cabíveis.
Se qualquer um dos citados, inclusive o prefeito, tiver alguma dúvida, basta passar na Álvares de Azevedo, entre 22h e 23h. Em dia de coleta, lógico!
Pago pra ver! De novo, fica o desafio aos homens do poder. Afinal, o assunto não é o esquecido propinoduto; é apenas um simples "caminhão apressado", na contramão.
Sem a mínima cerimônia, o caminhão da coleta de lixo faz a conversão, saindo da Capitão Mario Flaquer, e entra na Alvares de Azevedo, na contramão, sentido clube Primeiro de Maio.
Coincidentemente, onde eu acabara de jogar futebol e pegar o carro para voltar pra casa. Levei um susto. Mas não foi surpresa! O absurdo já havia ocorrido comigo outras duas vezes.
Por puro instinto, mas de forma perigosa, reconheço, não tive dúvida. Fui e, quase na frente do Singular, parei de frente para o caminhão. Afinal, doido ou não, eu estava com razão, na minha mão de direção, sem colocar outras pessoas em perigo.
Assustado, o motorista do caminhão meteu o pé no freio. Deve ter pensado: o que esse maluco tá querendo com esse carrinho na minha frente?
Indignado, mas consciente, o maluco só queria questioná-lo. E foi o que fiz:
-- Ei, campeão, você acha que está certo? Acha que está correto dirigindo na contramão e colocando em risco inúmeras pessoas? E olha que não é primeira vez que vejo atitude tão irresponsável. E se você bate no meu carro ou atropela alguém, como fica?
-- Não sei, senhor. Aí a gente vê, né.
-- A gente vê? É caso de Polícia. A coleta é de responsabilidade do Semasa. O Semasa sabe que o senhor faz isso?
-- Sabe sim! É ordem do Semasa. Vem de cima. Eu obedeço, senhor. E os "amarelinho" (agentes de trânsito) também deixam a gente fazer isso. Ninguém multa não. Não tenho culpa. Preciso trabalhar.
-- Campeão, você está até sendo educado, mas não muda nada o meu pensamento. Você está agindo errado, sendo irresponsável. Pode provocar um acidente grave.
-- Só cumpro ordem, senhor.
-- É sim moço. A gente faz o que mandam -- observou um jovem de uniforme laranja da equipe de coletores de lixo.
Com a palavra nossas caríssimas autoridades. Como fica? Quem assume? E se morrer alguém, quem responde? Ou, como Lula, ninguém sabe de nada que não lhe interesse ou que não signifique vantagens umbilicais?
Até quando aquele caminhão -- terceirizado ou não, não vem ao caso -- vai andar na contramão sem que alguém dê um basta? Não há justificativa. Ou vem aí mais uma sessão de mentiras, de conversa mole pra boi dormir?
Não acredito, mas se os funcionários de alto escalão do Semasa sabem o que acontece e compactuam com tamanha insensatez, tamanha irresponsabilidade, é o fim do mundo.
Tanto quanto possível anuência dos "amarelinhos". Os agentes de trânsito devem cumprir a lei. Não importa se o veículo presta ou não serviço ao Poder Público ou a uma autarquia municipal. Qualquer cidadão comum, como eu, seria punido. Então...
Não confio no prefeito Carlos Grana, mas ainda não tenho por que desconfiar da competência e da credibilidade do superintendente do Semasa.
Se é que o comando não mudou, Sebastião Ney Vaz deve se ver naquela situação do lateral que está levando bola nas costas e não tem zagueiro nem volante pra cobrir.
Caro Ney, o nome do Semasa foi citado. Talvez você não se lembre de mim, mas fica meu voto de confiança. Espero, portanto, que determine investigação e avalie com rigor as informações e a conduta dos funcionários. Ninguém me contou. Aconteceu comigo, Ney. De novo!
Já, se o pessoal do Trânsito faz mesmo vistas grossas para a imbecilidade talibanesca, que o diretor Epeus Monteiro e o secretário Paulinho Serra tomem as atitudes cabíveis.
Se qualquer um dos citados, inclusive o prefeito, tiver alguma dúvida, basta passar na Álvares de Azevedo, entre 22h e 23h. Em dia de coleta, lógico!
Pago pra ver! De novo, fica o desafio aos homens do poder. Afinal, o assunto não é o esquecido propinoduto; é apenas um simples "caminhão apressado", na contramão.
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Sinalização deficiente no Caminho do Sal
Aberto em 1640 e recriado em junho último, o Caminho do Sal é, conforme já escrevi aqui, mais uma boa opção turística para ciclistas e caminhantes. Só que há necessidade de reavaliações e correções das prefeituras .
Do Pólo Turístico do Caminho do Mar, em São Bernardo, até o distrito de Taiaçupeba, em Mogi das Cruzes, são 53,5 quilômetros.
Para caminhantes, o ideal é que se cumpram as duas "pernas" em dois dias, pernoitando na charmosa e histórica Paranapiacaba, distrito de Santo André.
Primeira perna comporta 26 quilômetros de dificuldade média. O antigo Caminho do Zanzalá, do Pólo Turístico ( km 39,5 da antiga rodovia que nos levava a Santos) até o asfalto da SP-122 (Rio Grande da Serra a Paranapiacaba) são 16 quilômetros em estrada de terra.
Sinalização é boa, aceitável, mas, pensando bem, poderia ser maior e melhor. Mais viva, mais clara e mais direta, objetiva, pontual, inclusive com definição de quilometragem.
Dez quilômetros restantes são divididos meio a meio. Cinco de asfalto -- um saco, cansativo e quente -- até cruzar a linha férrea à esquerda e pegar terra. Percurso compete à Prefeitura de Santo André e continua mal sinalizado. Estrada para carros também está horrível. Uma cratera dentro da outra.
Turista não tem bola de cristal não, gente! É preciso que o pessoal da subprefeitura da nossa vila inglesa seja mais parceiro. Placas ou setas coloridas na bifurcação do Zanzalá, no asfalto e mais de uma na entrada à esquerda, ali no boteco, são bem-vindas. Bem visíveis!!! Como no tradicional Caminho da Fé.
Completei a segunda perna do Caminho do Sal na quinta-feira, sozinho. Como já fizera os sete/oito quilômetros iniciais, desta vez comecei errando, fora da rota normal. Por absoluta falta de sinalização clara!
Deixei o carro no bar do Zico, há 11,5 quilômetros de Paranapiacaba. Mochilinha de ataque nas costas -- com stick, facão, lanches, suco e água, lógico -- piquei a mula logo cedo.
Como cheguei ao asfalto que leva a Quatinga -- outro distrito de Mogi das Cruzes -- sem encontrar sequer uma placa do CS ou mesmo alguém que o conhecesse, concluí que estava mesmo fora da rota.
Mas toquei em frente e em pouco mais de uma hora estava em Quatinga, onde dei de cara com uma placa do CS mal colocada, indicando para seguir em frente se quisesse chegar a Taiaçupeba.
Caminho de terra, sombreado e sinalizado com alguma deficiência. Muitas vezes falta placa em cruzamento ou entroncamento. Noutras a indicação está no mato ou deixa dúvida em relação ao sentido correto.
Na volta não errei, mas me decepcionei bastante com a sinalização e com o trecho final daquela trilha. Graças ao Elói, dono de um bar em Quatinga, entrei à esquerda logo após um subidona e uma descidinha. Referência salvadora foi uma casa na bifurcação.
Se dependesse de uma placa sequer naquele local crucial, estaria perdido ou sairia novamente no asfalto. Uma falha que precisa ser sanada com urgência. Duas placas, pra quem vem e pra quem vai, são imprescindíveis. Por favor!
Tempo bom, sem tanto sol, e paisagem com sombra de árvores da Mata Atlântica foram fatores positivos, compensadores. Enfrentei certa dificuldade nas subidas, mas nada assustador.
Conforme orientação do Elói, eu passaria por dois carros queimados e sairia próximo do desativado pesqueiro Pedrinhas. Toquei em frente, ao som dos pássaros -- inclusive arapongas --, do vento e até de riachos.
Do km 15 ao km 17,5, mais ou menos, foi complicado. Estradinha virou trilha sem cuidados básicos assim que encontrei a carcaça do primeiro veículo queimado e ali desovado.
Prefeitura de Mogi poderia fazer uma manutenção decente no local. Não custa roçar e passar uma máquina pequena para amenizar os obstáculos de ciclistas e caminhantes.
Em vários locais havia tanta água e barro que pensei seriamente em parar para dar uma pescadinha. Esperar anoitecer pra caçar rã seria perigoso. Por isso segui adiante.
Com certo medo. Com os olhos no mato e a mão no mesmo facão que me ajudou a cortar uma árvore caída e desobstruir a estrada pouco depois de Paranapiacaba.
Quase no final do meu destino do dia (agora em rota correta, diga-se) dei de cara com a segunda carcaça citada pelo Elói. Outra tarefa para o pessoal responsável pelo turismo de Mogi das Cruzes.
Não pega bem! Se quiserem incrementar o fluxo de turistas no Caminho do Sal. Fica o alerta: se não fizerem manutenção preventiva a trilha vai fechar e o turista vai minguar. Ninguém é louco! A não ser os ladrões de veículos. Com os quais podemos dar de cara.
Mais alguns minutos e cheguei à estrada, já conhecida de outras aventuras, a pé ou com a Bala de Prata. Teimoso, fui logo procurar placar indicativas para quem vinha de Paranapiacaba/Taquarussu.
Outro erro grave! Não há sequer uma placa, pequena ou grande, indicando, para quem vem da vila inglesa, que ali é o início da trilha que vai dar em Quatinga. Custa pôr uma placa grande, com cores vivas, indicando para entrar à direita 200 metros depois do pesqueiro Pedrinhas?
Por isso eu errei e segui em frente. Por isso tive de andar mais cerca de quatro quilômetros até o bar do Zico. Por isso cheguei pregado! Afinal, foram mais de 36 quilômetros a pé.
Pior, muito pior, é que, quase três da tarde, o boteco estava fechado. E eu com a garganta seca pra tomar uma cervejinha gelada. Mesmo com água na mochila. Ainda bem que já havia lanchado e detonado uma Brahma no bar do Elói.
Peguei o carro, passei pelo pesqueiro do Mingão e voltei pelo asfalto, por Palmeiras/Ouro Fino/Ribeirão Pires.
Fiquei meio "descadeirado", quebrado, mas valeu a pena. Sempre vale! Duro foi jogar futebol na sexta à noite. Ainda bem que meus amigos-irmãos, o Cal e o Zé Luiz, correram por mim.
Do Pólo Turístico do Caminho do Mar, em São Bernardo, até o distrito de Taiaçupeba, em Mogi das Cruzes, são 53,5 quilômetros.
Para caminhantes, o ideal é que se cumpram as duas "pernas" em dois dias, pernoitando na charmosa e histórica Paranapiacaba, distrito de Santo André.
Primeira perna comporta 26 quilômetros de dificuldade média. O antigo Caminho do Zanzalá, do Pólo Turístico ( km 39,5 da antiga rodovia que nos levava a Santos) até o asfalto da SP-122 (Rio Grande da Serra a Paranapiacaba) são 16 quilômetros em estrada de terra.
Sinalização é boa, aceitável, mas, pensando bem, poderia ser maior e melhor. Mais viva, mais clara e mais direta, objetiva, pontual, inclusive com definição de quilometragem.
Dez quilômetros restantes são divididos meio a meio. Cinco de asfalto -- um saco, cansativo e quente -- até cruzar a linha férrea à esquerda e pegar terra. Percurso compete à Prefeitura de Santo André e continua mal sinalizado. Estrada para carros também está horrível. Uma cratera dentro da outra.
Turista não tem bola de cristal não, gente! É preciso que o pessoal da subprefeitura da nossa vila inglesa seja mais parceiro. Placas ou setas coloridas na bifurcação do Zanzalá, no asfalto e mais de uma na entrada à esquerda, ali no boteco, são bem-vindas. Bem visíveis!!! Como no tradicional Caminho da Fé.
Completei a segunda perna do Caminho do Sal na quinta-feira, sozinho. Como já fizera os sete/oito quilômetros iniciais, desta vez comecei errando, fora da rota normal. Por absoluta falta de sinalização clara!
Deixei o carro no bar do Zico, há 11,5 quilômetros de Paranapiacaba. Mochilinha de ataque nas costas -- com stick, facão, lanches, suco e água, lógico -- piquei a mula logo cedo.
Como cheguei ao asfalto que leva a Quatinga -- outro distrito de Mogi das Cruzes -- sem encontrar sequer uma placa do CS ou mesmo alguém que o conhecesse, concluí que estava mesmo fora da rota.
Mas toquei em frente e em pouco mais de uma hora estava em Quatinga, onde dei de cara com uma placa do CS mal colocada, indicando para seguir em frente se quisesse chegar a Taiaçupeba.
Caminho de terra, sombreado e sinalizado com alguma deficiência. Muitas vezes falta placa em cruzamento ou entroncamento. Noutras a indicação está no mato ou deixa dúvida em relação ao sentido correto.
Na volta não errei, mas me decepcionei bastante com a sinalização e com o trecho final daquela trilha. Graças ao Elói, dono de um bar em Quatinga, entrei à esquerda logo após um subidona e uma descidinha. Referência salvadora foi uma casa na bifurcação.
Se dependesse de uma placa sequer naquele local crucial, estaria perdido ou sairia novamente no asfalto. Uma falha que precisa ser sanada com urgência. Duas placas, pra quem vem e pra quem vai, são imprescindíveis. Por favor!
Tempo bom, sem tanto sol, e paisagem com sombra de árvores da Mata Atlântica foram fatores positivos, compensadores. Enfrentei certa dificuldade nas subidas, mas nada assustador.
Conforme orientação do Elói, eu passaria por dois carros queimados e sairia próximo do desativado pesqueiro Pedrinhas. Toquei em frente, ao som dos pássaros -- inclusive arapongas --, do vento e até de riachos.
Do km 15 ao km 17,5, mais ou menos, foi complicado. Estradinha virou trilha sem cuidados básicos assim que encontrei a carcaça do primeiro veículo queimado e ali desovado.
Prefeitura de Mogi poderia fazer uma manutenção decente no local. Não custa roçar e passar uma máquina pequena para amenizar os obstáculos de ciclistas e caminhantes.
Em vários locais havia tanta água e barro que pensei seriamente em parar para dar uma pescadinha. Esperar anoitecer pra caçar rã seria perigoso. Por isso segui adiante.
Com certo medo. Com os olhos no mato e a mão no mesmo facão que me ajudou a cortar uma árvore caída e desobstruir a estrada pouco depois de Paranapiacaba.
Quase no final do meu destino do dia (agora em rota correta, diga-se) dei de cara com a segunda carcaça citada pelo Elói. Outra tarefa para o pessoal responsável pelo turismo de Mogi das Cruzes.
Não pega bem! Se quiserem incrementar o fluxo de turistas no Caminho do Sal. Fica o alerta: se não fizerem manutenção preventiva a trilha vai fechar e o turista vai minguar. Ninguém é louco! A não ser os ladrões de veículos. Com os quais podemos dar de cara.
Mais alguns minutos e cheguei à estrada, já conhecida de outras aventuras, a pé ou com a Bala de Prata. Teimoso, fui logo procurar placar indicativas para quem vinha de Paranapiacaba/Taquarussu.
Outro erro grave! Não há sequer uma placa, pequena ou grande, indicando, para quem vem da vila inglesa, que ali é o início da trilha que vai dar em Quatinga. Custa pôr uma placa grande, com cores vivas, indicando para entrar à direita 200 metros depois do pesqueiro Pedrinhas?
Por isso eu errei e segui em frente. Por isso tive de andar mais cerca de quatro quilômetros até o bar do Zico. Por isso cheguei pregado! Afinal, foram mais de 36 quilômetros a pé.
Pior, muito pior, é que, quase três da tarde, o boteco estava fechado. E eu com a garganta seca pra tomar uma cervejinha gelada. Mesmo com água na mochila. Ainda bem que já havia lanchado e detonado uma Brahma no bar do Elói.
Peguei o carro, passei pelo pesqueiro do Mingão e voltei pelo asfalto, por Palmeiras/Ouro Fino/Ribeirão Pires.
Fiquei meio "descadeirado", quebrado, mas valeu a pena. Sempre vale! Duro foi jogar futebol na sexta à noite. Ainda bem que meus amigos-irmãos, o Cal e o Zé Luiz, correram por mim.
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
E o meu joão ficou sem casa
Pra quem não sabe, o meu joão é um casal de joão-de-barro, pássaro também conhecido como forneiro. Mistura de pedreiro, engenheiro civil, arquiteto e amante-à-moda-antiga.
Reza a lenda que, se traído, o macho, possessivo, ciumento inveterado, mata a fêmea. Sem piedade. Fecha, com o mesmo barro, a abertura de sua casinha encantadora. Vingança por asfixia. Só lenda!
Lenda à parte, estou bastante chateado com o que constatei hoje de manhã no Parque Central. Calma! Nenhum assassinato por ciúme. Mas não deixa de ser um crime... E não é passional!
Ainda não sei como provar. Porém, tenho quase certeza de que mais uma casinha de joão-de-barro foi roubada de uma árvore ali bem perto da administração.
Por que roubada? Simplesmente porque estava numa árvore baixa, ao alcance das mãos de qualquer adulto animal. O galho quase reto, fino, e sem aquela forquilha estratégica e protetora, facilitou o serviço do gatuno.
Por isso tenho quase certeza de que alguém levou a casinha dos meus amigos com galho e tudo. Pra casa ou pra vender, não interessa. É crime!
E não adianta dizer que foi o vento ou mesmo alguma maldade de moleque desocupado. Quem quebrou aquele galho e levou com tudo não deixou rastro. Deve ser um imbecil juramentado!
No chão não existe sequer um sinal do material usado na obra (de arte). Só ficou tristeza! Indignação de quem, como eu, fotografou, passo a passo, a casinha sendo construída desde março deste ano.
Obra foi interrompida em abril -- talvez por falta de verba do Programa Minha Casa Minha Vida -- e reiniciada só em outubro -- talvez como promessa eleitoral. Coincidência...
Fiquei feliz e voltei a fotografar o dia a dia do casal. Coisa de aposentado metido a andarilho e corredor ocasional! Não repara não!
Sem descanso -- a não ser no final de semana --, macho e fêmea pareciam se alternar em busca da lama e na construção propriamente dita. Uma maravilha da natureza! Determinação invejável!
Infelizmente, lá já não existe galho. Lamentavelmente, lá não mais existe o sonho da casa própria de pássaros com casamento marcado e filhote encomendado.
Sobrou a tristeza de um casal de joão-de-barro. Já não fazem aquele estardalhaço característico...
Sobra, também, uma pergunta inevitável: quem fiscaliza o Parque Central? Quem deveria cuidar das nossas aves, das nossas árvores, dos nossos peixes? Salvo qualquer engano, responsabilidade é da Prefeitura de Santo André.
Portanto, solicito providências da secretaria competente e do Departamento de Parques e Áreas Verdes. Afinal, se eu não estiver equivocado, provavelmente agora alguém furta até mesmo casa de joão-de-barro.
Me lembrei de um detalhe: será que não é a mesma pessoa que andava caçando outros pássaros e levando inclusive os ovinhos dos quero-queros para vender? É o fim do mundo! Estou indignado!
É melhor a Prefeitura tomar providências. Antes que roubem também as armas e os celulares dos guardas civis municipais.
Reza a lenda que, se traído, o macho, possessivo, ciumento inveterado, mata a fêmea. Sem piedade. Fecha, com o mesmo barro, a abertura de sua casinha encantadora. Vingança por asfixia. Só lenda!
Lenda à parte, estou bastante chateado com o que constatei hoje de manhã no Parque Central. Calma! Nenhum assassinato por ciúme. Mas não deixa de ser um crime... E não é passional!
Ainda não sei como provar. Porém, tenho quase certeza de que mais uma casinha de joão-de-barro foi roubada de uma árvore ali bem perto da administração.
Por que roubada? Simplesmente porque estava numa árvore baixa, ao alcance das mãos de qualquer adulto animal. O galho quase reto, fino, e sem aquela forquilha estratégica e protetora, facilitou o serviço do gatuno.
Por isso tenho quase certeza de que alguém levou a casinha dos meus amigos com galho e tudo. Pra casa ou pra vender, não interessa. É crime!
E não adianta dizer que foi o vento ou mesmo alguma maldade de moleque desocupado. Quem quebrou aquele galho e levou com tudo não deixou rastro. Deve ser um imbecil juramentado!
No chão não existe sequer um sinal do material usado na obra (de arte). Só ficou tristeza! Indignação de quem, como eu, fotografou, passo a passo, a casinha sendo construída desde março deste ano.
Obra foi interrompida em abril -- talvez por falta de verba do Programa Minha Casa Minha Vida -- e reiniciada só em outubro -- talvez como promessa eleitoral. Coincidência...
Fiquei feliz e voltei a fotografar o dia a dia do casal. Coisa de aposentado metido a andarilho e corredor ocasional! Não repara não!
Sem descanso -- a não ser no final de semana --, macho e fêmea pareciam se alternar em busca da lama e na construção propriamente dita. Uma maravilha da natureza! Determinação invejável!
Infelizmente, lá já não existe galho. Lamentavelmente, lá não mais existe o sonho da casa própria de pássaros com casamento marcado e filhote encomendado.
Sobrou a tristeza de um casal de joão-de-barro. Já não fazem aquele estardalhaço característico...
Sobra, também, uma pergunta inevitável: quem fiscaliza o Parque Central? Quem deveria cuidar das nossas aves, das nossas árvores, dos nossos peixes? Salvo qualquer engano, responsabilidade é da Prefeitura de Santo André.
Portanto, solicito providências da secretaria competente e do Departamento de Parques e Áreas Verdes. Afinal, se eu não estiver equivocado, provavelmente agora alguém furta até mesmo casa de joão-de-barro.
Me lembrei de um detalhe: será que não é a mesma pessoa que andava caçando outros pássaros e levando inclusive os ovinhos dos quero-queros para vender? É o fim do mundo! Estou indignado!
É melhor a Prefeitura tomar providências. Antes que roubem também as armas e os celulares dos guardas civis municipais.
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
O secretário e o desafio de 100 cestas básicas
Caro senhor Jilmar Tatto, secretário de Transportes da Prefeitura de São Paulo
Talvez a palavra correta seja proposta, mas desafio soa mais forte. O que não muda meu respeito pela pessoa que ocupa também as presidências da CET e da SPTrans.
Independentemente de letras e sílabas, quero deixar claro que o desafio é fruto de pura indignação. Inconformismo, decepção com a posição de funcionários do diretor do DSV, Roberto Vitorino Santos, responsável pelo deferimento ou não de defesas relacionadas a infrações de trânsito.
Explico melhor, com detalhes, antes de desafiá-los. Recebi, em julho último, duas notificações de autos de infrações do veículo Pajero TR4 Mitsubishi, prata, placas EQB-5153, em nome de minha esposa, Angela Maria Darcie.
Alegação dos agentes para os autos de infração: transitar na faixa/pista da direita, circulação exclusiva de determinado veículo, na avenida Rio das Pedras, nº 2045. Infrações teriam sido cometidas no dia 17 de junho. Uma às 6h39min e a outra às 6h40min.
Portanto, no mesmo local e no mesmo minuto o veículo foi autuado por dois agentes diferentes, provavelmente da SPTrans, comandada pelo senhor, segundo me informou um "marronzinho". Tudo conforme cópias de talonários apresentados. Com letras diferentes, diga-se. Muito estranho, diga-se! Falha ou má vontade dos agentes? Se for um carro dublê, que procurem e multem o transgressor!
Detalhes, e argumentos, caros secretário e diretor: 1) meu carro jamais esteve neste local, a não ser depois de eu receber a notificação ( fui checar in loco, onde detectei inclusive a existência de câmeras a poucos metros da ocorrência); 2) eu e minha esposa somos aposentados, moramos e trabalhamos em Santo André; 3) nestes dia e horários estávamos em nossa residência, ainda dormindo; 4) no referido horário a Pajero estava na minha garagem. Afinal, a Bala de Prata não está acostumada a sair para passear sozinha. Nem com estranhos.
Isto posto, e antes de receber a multa para pagamento de R$106, perder seis pontos na Carteira Nacional de Habilitação e entrar com recurso, ouso, com todo respeito, convidá-los a solicitar as imagens de câmeras existentes no local para confirmarem minhas palavras. Afinal, o ônus da prova cabe ao acusador. Provem!
Fica, então, respeitosamente, o desafio aos representantes do Poder Público: se vocês, ou qualquer agente ou autoridade de trânsito, provarem tratar-se do meu veículo, faço uma doação de 100 ( cem ) cestas básicas à instituição de caridade indicada pelos senhores.
Entendo como impossível, mas, em caso de comprovação, arco, obviamente, com multas e pontuações. Melhor, peço-lhes desculpas pela ousadia e entrego minha CNH às autoridades sem nem mesmo atingir o limite de pontos.
Caso contrário, o mais provável, a não-comprovação implicaria em pedido de desculpas e doação das mesmas 100 (cem) cestas básicas a pessoas necessitadas por mim indicadas.
Se for muito, podem optar por apenas três. Simbolicamente! A terceira seria doada pelo prefeito Fernando Haddad, a quem o desafio é extensivo.
Senhores Jilmar e Roberto, por favor, não me interpretem nem me queiram mal. Apenas boto fé nas minhas palavras. Pode parecer a desculpa esfarrapada de muitos mentirosos, mas não cometi tais infrações. Garanto!
Podemos registrar o desafio em Cartório. Ou os senhores não confiam na caneta, na honestidade e na competência dos seus agentes? Se confiam nos agentes, então encontrem o veículo clonado e punam o verdadeiro infrator.
Em nome da verdade e do bom senso, tenham a humildade e a coragem de aceitar a brincadeira. Me poupariam de perder tempo e entrar com recursos sequenciais. Não aceito pagar pelo que não fiz. Não é justo!
Obrigado pela compreensão. Embora não os conheça, os senhores têm o meu respeito. Afinal, errar é humano. Insistir no erro, no entanto... Espero que não sejam teimosos nem medrosos. Crianças e/ou idosos agradecerão.
Talvez a palavra correta seja proposta, mas desafio soa mais forte. O que não muda meu respeito pela pessoa que ocupa também as presidências da CET e da SPTrans.
Independentemente de letras e sílabas, quero deixar claro que o desafio é fruto de pura indignação. Inconformismo, decepção com a posição de funcionários do diretor do DSV, Roberto Vitorino Santos, responsável pelo deferimento ou não de defesas relacionadas a infrações de trânsito.
Explico melhor, com detalhes, antes de desafiá-los. Recebi, em julho último, duas notificações de autos de infrações do veículo Pajero TR4 Mitsubishi, prata, placas EQB-5153, em nome de minha esposa, Angela Maria Darcie.
Alegação dos agentes para os autos de infração: transitar na faixa/pista da direita, circulação exclusiva de determinado veículo, na avenida Rio das Pedras, nº 2045. Infrações teriam sido cometidas no dia 17 de junho. Uma às 6h39min e a outra às 6h40min.
Portanto, no mesmo local e no mesmo minuto o veículo foi autuado por dois agentes diferentes, provavelmente da SPTrans, comandada pelo senhor, segundo me informou um "marronzinho". Tudo conforme cópias de talonários apresentados. Com letras diferentes, diga-se. Muito estranho, diga-se! Falha ou má vontade dos agentes? Se for um carro dublê, que procurem e multem o transgressor!
Detalhes, e argumentos, caros secretário e diretor: 1) meu carro jamais esteve neste local, a não ser depois de eu receber a notificação ( fui checar in loco, onde detectei inclusive a existência de câmeras a poucos metros da ocorrência); 2) eu e minha esposa somos aposentados, moramos e trabalhamos em Santo André; 3) nestes dia e horários estávamos em nossa residência, ainda dormindo; 4) no referido horário a Pajero estava na minha garagem. Afinal, a Bala de Prata não está acostumada a sair para passear sozinha. Nem com estranhos.
Isto posto, e antes de receber a multa para pagamento de R$106, perder seis pontos na Carteira Nacional de Habilitação e entrar com recurso, ouso, com todo respeito, convidá-los a solicitar as imagens de câmeras existentes no local para confirmarem minhas palavras. Afinal, o ônus da prova cabe ao acusador. Provem!
Fica, então, respeitosamente, o desafio aos representantes do Poder Público: se vocês, ou qualquer agente ou autoridade de trânsito, provarem tratar-se do meu veículo, faço uma doação de 100 ( cem ) cestas básicas à instituição de caridade indicada pelos senhores.
Entendo como impossível, mas, em caso de comprovação, arco, obviamente, com multas e pontuações. Melhor, peço-lhes desculpas pela ousadia e entrego minha CNH às autoridades sem nem mesmo atingir o limite de pontos.
Caso contrário, o mais provável, a não-comprovação implicaria em pedido de desculpas e doação das mesmas 100 (cem) cestas básicas a pessoas necessitadas por mim indicadas.
Se for muito, podem optar por apenas três. Simbolicamente! A terceira seria doada pelo prefeito Fernando Haddad, a quem o desafio é extensivo.
Senhores Jilmar e Roberto, por favor, não me interpretem nem me queiram mal. Apenas boto fé nas minhas palavras. Pode parecer a desculpa esfarrapada de muitos mentirosos, mas não cometi tais infrações. Garanto!
Podemos registrar o desafio em Cartório. Ou os senhores não confiam na caneta, na honestidade e na competência dos seus agentes? Se confiam nos agentes, então encontrem o veículo clonado e punam o verdadeiro infrator.
Em nome da verdade e do bom senso, tenham a humildade e a coragem de aceitar a brincadeira. Me poupariam de perder tempo e entrar com recursos sequenciais. Não aceito pagar pelo que não fiz. Não é justo!
Obrigado pela compreensão. Embora não os conheça, os senhores têm o meu respeito. Afinal, errar é humano. Insistir no erro, no entanto... Espero que não sejam teimosos nem medrosos. Crianças e/ou idosos agradecerão.
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