Donizeti Raddi, 71 anos, corintiano, jornalista e professor de Educação Física aposentado. Hoje, trilheiro, montanhista amador, aventureiro e blogueiro ocasional.

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terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Claro, sinônimo de irresponsabilidade!

Juro que não aguento mais a incompetência da Claro.  Pior é que Tim, Oi e Vivo não são muito diferentes, conforme garantem meus amigos. Falta-lhes credibilidade.

Então, seria como trocar Dilma por Lula ou seis por meia dúzia. Vou continuar no prejuízo. Só por isso, até agora não efetivei a mudança de empresa prestadora de serviços de telefonia. No meu caso, um carma imprescindível chamado celular. Só não falha o débito automático.

Pior é que a gente não consegue nem ao menos reclamar com os (ir)responsáveis. Perda de tempo! Haja paciência! Primeiro que no 1052 é  quase que totalmente eletrônico. Um saco! Não dá nem pra discutir.

Disque 1 para Claro Clube, novos planos ou para ganhar uma camisa do Corinthians; disque 2 para participar do sorteio de uma TV 50 polegadas, um leitão natalino ou comprar dólares carimbados por Alberto Youssef.

E não para por aí não : disque 3 em caso de roubo ou pra falar com o gerente da Claro promoções, com o Papai Noel ou com o Papa Francisco;  disque 4 para ver o Barcelona de Neymar e Messi ou 5 para cancelamento de linha  e/ou serviços; disque 6 para reclamação de arbitragem no Brasileiro. Se discar 7 o cliente pode ouvir, gratuitamente, os sete gols da Alemanha  contra o Brasil.

Se você joga num time vermelho -- hoje, deveria ser de vergonha -- disque 8 para pegar seu mensalão ou a propina da Petrobrás. Não demora mais que 30 dias de mandato. Ou você prefere trabalhar feito um camelo para receber uma aposentadoria miserável?

Outra opção é discar 9 e aguardar para falar com um de nossos atendentes. Mas aguardar muito...
Lá vem aquela  musiquinha insuportável por minutos a fio.

Por três dias seguidos, não consegui. Mais de 10 minutos de espera e a linha cai. Que coincidência, né? Cheiro de reclamação e provável cancelamento. É melhor picar a mula, deve pensar o atendente.

Ontem, faltou pouco. Fui direto no 9 e fiquei esperando por mais ou menos sete minutos. Aí a Terezinha me atendeu. Até que foi rápido! Comecei a rezar o terço de reclamações mas não passei do primeiro mistério.

Só consegui dizer  que não concordava com um acréscimo de cerca de R$ 4 na minha conta sem qualquer aviso ou justificativa.  De repente, em menos de 30 segundos, a ligação caiu. Adeus Terezinha! Você era minha última esperança.

Fiquei sem contestar o valor de R$ 2,29 debitado por conta de um  Claro Recado que não pedi. Também não deu tempo de dizer que muitas vezes, com ambos os celulares em Santo André, o torpedo chega mais de uma hora depois. Como hoje cedo.

Outra bronca com a empresa campeã de  reclamações no setor -- quase 700 mil e índice ridículo de respostas, segundo o site Reclame Aqui -- se refere ao excesso de propagandas/entulhos. Por pelo menos três vezes já solicitei o cancelamento do serviço. Não aconteceu nada!

Por onde andam os responsáveis pela Claro que não se dignam a melhorar seus serviços? Investir em peso em propagandas milionárias -- e enganosas --  com Neymar e cia parece ser mais importante do que bem servir o cliente.

E as agências reguladoras do governo, o que fazem, de fato, além de anunciar multas vultosas que provavelmente jamais são pagas?  Soa como jogo de cena, já que tudo continua igual. Sempre ardendo no rabo do pobre cidadão comum. Então... reclamar com quem? Com o bispo?

Caro leitor, queira me desculpar o termo, mas acho que me enganei no título acima. A Claro não é uma decepção, não é só sinônimo de incompetência, de irresponsabilidade. Sem rodeios, até prova em contrário, a Claro é uma MERDA!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Diretor do DSV dá exemplo

Se em Santo André os responsáveis pelo Semasa se omitem e não respondem a simples alertas e questionamentos de seus cidadãos, o mesmo não acontece com a Prefeitura de São Paulo. Felizmente! No meu caso.

Conduta do diretor do DSV, Roberto Vitorino, foi digna de gente grande, de pessoas com caráter. E de autoridades sem a soberba característica a quem se coloca acima da lei e do bom senso.

Recebi a comunicação de duas multas indevidas. Teria trafegado em faixa exclusiva de ônibus -- na avenida Rio das Pedras, na zona leste -- quando jamais estive com meu veículo no local indicado no talonário dos agentes de trânsito.

Inicialmente, contestei a notificação dos autos de infração. Deu em nada. Multa recebida, reclamei por meio do blog. Pouco tempo depois, em contato e longa conversa com o educado, claro e prestativo diretor do DSV, recebi a garantia de que as multas seriam desconsideradas.

Dito e feito! Palavra do senhor Roberto foi cumprida na semana passada. Exceção tão rara quanto louvável em se tratando de uma autoridade de tamanha importância. Pena que não seja a regra.

Felizmente, prevaleceu o bom senso. Ninguém precisou pagar cestas básicas, conforme desafiei, mas o valor das multas foi para crianças com câncer e hepatite. Obrigado!   

Semasa se omite e não responde

Há mais de um mês, fiz um alerta à superintendência do Semasa.

Um caminhão de lixo da Peralta faz parte da coleta noturna na Rua Alvares de Azevedo, no centro de Santo André, na contramão, sem dar a mínima para as leis de trânsito.

Diante do Colégio Singular e do Clube Primeiro de Maio, o abuso foi constatado e denunciado. Irresponsabilidade pura.

Presenciei e fiz o relato pelo blog ( Semasa na contramão), além de ligar para o Semasa no dia 21 de novembro, às 10h10min. Falei com a atendente Nanci e com a líder Luara, que ficou de me retornar via telefone ou email.

Porém, nada disso aconteceu. Tampouco uma manifestação  sobre andamento de possível verificação dos fatos ou simples  esclarecimento da superintendência ou da assessoria de imprensa da autarquia capitaneada por Sebastião Ney Vaz.

Mantenho o respeito pelo Ney, mas lamento a omissão de uma autarquia que deveria dar exemplo aos cidadãos.

Se bem que, em se tratando da Prefeitura de Santo André, não se pode esperar algo muito diferente. Exemplo é o caso dos postinhos do Paulinho (Serra), colocados aqui na rua Santo André.

Como a presidência do Sindicato dos Rodoviários bateu o pé e não permitiu a instalação de zona azul no "seu território",  postinhos do secretário têm servido para anunciar apartamentos à venda e aulas particulares de matemática.

Parabéns, caro secretário! Continue avaliando sua performance antes de se lançar candidato a prefeito. Não se esqueça de considerar que pipocar, refugar, afinar, sem justificativa consistente, é gol contra.     

sábado, 20 de dezembro de 2014

Tite, Mano, Osvaldo e cia

O Corinthians errou ao demitir Tite. O Corinthians acertou ao recontratar Mano Menezes. O Corinthians errou ao demitir Mano. Mas o Corinthians acertou ao recontratar Tite.

Afinal, o Corinthians de tanta gente é assim mesmo. Uma gangorra de altos e baixos, acertos e erros. Como todos os outros grandes clubes de futebol brasileiro.

Tanto Mano quanto Tite são treinadores de respeito. Tite é mais completo e tem currículo mais qualificado. Afinal, ganhou tudo. Inclusive a Libertadores e o Mundial Interclubes.

Tite veste a camisa. Tem reações de corintiano. Tem atitudes de corintiano. Tem sangue de corintiano. Tem identificação natural com o torcedor. Empatia pura.

Saiu endeusado, mas, como Mano, também foi muito criticado quando montou um time do povo para empatar ou ficar satisfeito com 1 a 0, na marra. Pouco para o nosso perfil. Não combina. Por isso o apelido de Empatite.

Tomara que tenha mudado alguns conceitos táticos e que possíveis contratações sejam cirúrgicas. Pra depois não reclamar que não tem  lateral apoiador,  armador de chegada nem atacante com cheiro de gol.

Deixar Pato isolado no ataque o tempo todo foi um acinte ao bom senso futebolístico. Guerrero também andou pastando pelo isolacionismo. E agora se revela artilheiro de fato e é supervalorizado.

Um campeão mundial é sempre bem-vindo. Que tenha evoluído e seja o último a nos proporcionar joguinhos modorrentos,  feios, truncados.

Medo e Corinthians é um binômio que não dá liga. Podemos até perder; faz parte. Mas perder propondo o jogo. Com arte e ousadia. Sempre. Sem covardia.

                                                         OSVALDO NO PALMEIRAS

Já torci contra o Palmeiras por causa de alguns palmeirenses muito chatos. Hoje, não mais. Especialmente porque meu neto, Victor, de sete anos, diz ser palmeirense. Como o pai, Danilo.

Não sinto felicidade alguma com as derrotas e com o momento delicado do Palmeiras. Só lamento! Lamento ver um clube com tanta história lutando e torcendo até o último minuto para não ser rebaixado.

Já pensou o Palmeiras de novo na Segundona? Não, não e não! Para um clube que já teve  Ademir da Guia, Julinho Botelho, Djalma Santos, Luís Pereira, Leivinha, Servílio, Artime, Valdir, Ferrari, Gildo, Rinaldo, Alex, Leão, Dudu, Evair, Marcos, Edmundo... Não, não e não!

E nos últimos anos tem sido assim. Só sufoco. Como time pequeno.  Apenas Valdívia, quando quer jogar, é pouco.  Sozinho o chileno não chega a lugar nenhum. Mesmo que o bom goleiro Fernando Prass faça milagres em série.

Duro é saber, hoje, como Osvaldo Oliveira vai se virar para montar um Verdão competitivo. Como nos velhos tempos dos meus times de botão. Osvaldo é um técnico  vitorioso, conhece do riscado, mas o Palmeiras não tem time nem dinheiro.

Contratar pelo menos dois/três nomes de peso seria o ideal. Quem sabe uma empresa parceira?Depender em excesso da  base, neste momento, não é o caminho mais aconselhável. Mesmo porque, convenhamos, os juniores do Palmeiras não são os do Cruzeiro.

Independentemente do nível, vou torcer para o Palmeiras do Victor, do Danilo, do Cal, do Scarpin, do Juninho, do Marquinho e, como o Corinthians, de tanta gente boa.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Nem o Papa salva. Dá Real!

Após longo e tenebroso inverno (?), cá estou.  Pra dizer que nem o Papa Francisco vai conseguir salvar o seu San Lorenzo na decisão do Mundial Interclubes, sábado no Marrocos.

Meu ídolo, o Papa, pode orar para todos os santos imagináveis. Pode reunir cardeais, bispos, arcebispos, beatas e toda cia papal. Mãos postas e olhos aos céus, nada vai evitar uma varada.

Quem sabe, se conversar com Deus, aquele papinho de gente grande, bem ao pé-do-ouvido, o nosso Chico não consiga impedir um vexame histórico?

Como profissional e macaco velho, sei que não devia, mas ouso, até,  desconsiderar o imponderável futebol clube; aquela famosa caixinha de surpresas.

Lamento, mas não dá. San Lorenzo é fraquinho. Ontem, em jogo de Segunda Divisão, passou da semifinal na prorrogação, com extrema dificuldade.

O  Real  Madrid está anos-luz à frente do campeão da Libertadores. Além de limitado, o San Lorenzo está desfalcado. Taticamente, é um time que não se impõe nem se defende tão bem.

Não lhe falta disposição. É pouco! Não tem um grande goleiro e o miolo de zaga, além de lento, tem um problema crucial: os dois zagueiros internos são canhotos.

Por isso ficam "tortos" e têm dificuldade na cobertura. Especialmente à lateral-direita. Coincidentemente, por onde passeia o hoje melhor jogador do mundo.

Meio-campo argentino também se posiciona mal e a transição do armador é lenta, além de sem criatividade. O ataque não assusta. Poder ofensivo é restrito a estocadas esporádicas.

Moral da história: o San Lorenzo de Almagro vai jogar por uma bola. Quem sabe uma falta, um escanteio ou alguma lambança de Pepe ou Iker Casillas? Só assim...

O campeão europeu é forte, intenso e objetivo. Gosto muito do futebol do Real! É feito para propor o jogo sem medo. Programado para matar. Sistema defensivo falha pouco. Meio-campo joga por música; marca e ataca com fluidez. Kross é a fera!

Ofensivamente, o Real costuma ser avassalador. Isco e Bale até ajudam a marcar, mas são muito mais atacantes de fato, ao lado de Cristiano Ronaldo e Benzemá.

Por isso o Real tem volume e conteúdo também no ataque. Verticaliza e acelera o jogo. Chega com no mínimo quatro homens capazes de fazer o gol.

Portanto, ao San Lorenzo resta marcar, correr e rezar como nunca. Pra  perder de pouco e não repetir o vexame do Santos diante do Barcelona.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Semasa na contramão

Aconteceu de novo! Ontem, às 22h45min. Em plena rua Alvares de Azevedo, no centro de Santo André. Diante do Colégio Singular. Praticamente na hora da saída dos alunos.

Sem a mínima cerimônia, o caminhão da coleta de lixo faz a conversão, saindo da Capitão Mario Flaquer, e entra na Alvares de Azevedo, na contramão, sentido clube Primeiro de Maio.

Coincidentemente, onde eu acabara de jogar futebol e pegar o carro para voltar pra casa. Levei um susto. Mas não foi surpresa! O absurdo já havia ocorrido comigo outras duas vezes.

Por puro instinto, mas de forma perigosa, reconheço, não tive dúvida. Fui e, quase na frente do Singular,  parei de frente para o caminhão. Afinal, doido ou não, eu estava com razão, na minha mão de direção, sem colocar outras pessoas em perigo.

Assustado, o motorista do caminhão meteu o pé no freio. Deve ter pensado: o que esse maluco tá querendo com esse carrinho na minha frente?

Indignado, mas consciente, o maluco só queria questioná-lo. E foi o que fiz:

-- Ei, campeão, você acha que está certo? Acha que está correto dirigindo na contramão e colocando em risco inúmeras pessoas? E olha que não é primeira vez que vejo atitude tão irresponsável. E se você bate no meu carro ou atropela alguém, como fica?

-- Não sei, senhor. Aí a gente vê, né.

-- A gente vê? É caso de Polícia. A coleta é de responsabilidade do Semasa. O Semasa sabe que o senhor faz isso?

-- Sabe sim! É ordem do Semasa. Vem de cima. Eu obedeço, senhor. E os "amarelinho" (agentes de trânsito) também deixam a gente fazer isso. Ninguém multa não. Não tenho culpa. Preciso trabalhar.

-- Campeão, você está até sendo educado, mas não muda nada o meu pensamento. Você está agindo errado, sendo irresponsável. Pode provocar um acidente grave.

-- Só cumpro ordem, senhor.

-- É sim moço. A gente faz o que mandam -- observou um jovem de uniforme laranja da equipe de coletores de lixo.

Com a palavra nossas caríssimas autoridades. Como fica? Quem assume? E se morrer alguém, quem responde? Ou, como Lula, ninguém sabe de nada que não lhe interesse ou que não signifique vantagens umbilicais?

Até quando aquele caminhão -- terceirizado ou não, não vem ao caso -- vai andar na contramão sem que alguém dê um basta? Não há justificativa. Ou vem aí mais uma sessão de mentiras, de conversa mole pra boi dormir?

Não acredito, mas se os funcionários de alto escalão do Semasa sabem o que acontece e compactuam com tamanha insensatez, tamanha irresponsabilidade, é o fim do mundo.

Tanto quanto possível anuência dos "amarelinhos".  Os agentes de trânsito devem cumprir a lei. Não importa se o veículo presta ou não serviço ao Poder  Público ou a uma autarquia municipal. Qualquer cidadão comum, como eu, seria punido. Então...

Não confio no prefeito Carlos Grana, mas ainda não tenho por que desconfiar da competência e da credibilidade do superintendente do Semasa.

Se é que o comando não mudou, Sebastião Ney Vaz deve se ver naquela situação do lateral que está levando bola nas costas e não tem zagueiro nem volante pra cobrir. 

Caro Ney, o nome do Semasa foi citado. Talvez você não se lembre de mim, mas fica meu voto de confiança. Espero, portanto, que  determine investigação e avalie com rigor as informações e a conduta dos funcionários. Ninguém me contou. Aconteceu comigo, Ney. De novo!

Já, se o pessoal do Trânsito faz mesmo vistas grossas para a imbecilidade talibanesca, que o diretor Epeus Monteiro e o secretário Paulinho Serra tomem as atitudes cabíveis.

Se qualquer um dos citados, inclusive o prefeito, tiver alguma dúvida, basta passar na Álvares de Azevedo, entre 22h e 23h. Em dia de coleta, lógico!

Pago pra ver! De novo, fica o desafio aos homens do poder. Afinal, o assunto não é o  esquecido propinoduto; é apenas um simples "caminhão apressado", na contramão.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Sinalização deficiente no Caminho do Sal

Aberto em 1640 e recriado em junho último, o Caminho do Sal é, conforme já escrevi aqui, mais uma boa opção turística para ciclistas e caminhantes. Só que há necessidade de reavaliações e correções das prefeituras .

Do Pólo Turístico do Caminho do Mar, em São Bernardo, até o distrito de Taiaçupeba, em Mogi das Cruzes, são 53,5 quilômetros.

Para caminhantes, o ideal é que se cumpram as duas "pernas" em dois dias, pernoitando na charmosa e histórica Paranapiacaba, distrito de Santo André.

Primeira perna comporta 26 quilômetros  de dificuldade média. O antigo Caminho do Zanzalá, do Pólo Turístico ( km 39,5 da antiga rodovia que nos levava a Santos) até o asfalto da SP-122 (Rio Grande da Serra a Paranapiacaba) são 16 quilômetros em estrada de terra.

Sinalização é boa, aceitável, mas, pensando bem, poderia ser maior e melhor. Mais viva, mais clara e mais direta, objetiva, pontual, inclusive com definição de quilometragem.

Dez quilômetros restantes são divididos meio a meio. Cinco de asfalto -- um saco, cansativo e quente -- até cruzar a linha férrea à esquerda e pegar terra. Percurso compete à Prefeitura de Santo André e continua mal sinalizado. Estrada para carros também está horrível. Uma cratera dentro da outra.

Turista não tem bola de cristal não, gente! É preciso que o pessoal da subprefeitura da nossa vila inglesa seja mais parceiro. Placas ou setas coloridas na bifurcação do Zanzalá, no asfalto e mais de uma na entrada à esquerda, ali no boteco, são bem-vindas. Bem visíveis!!! Como no tradicional Caminho da Fé.

Completei a segunda perna do Caminho do Sal na quinta-feira, sozinho. Como já fizera os sete/oito quilômetros iniciais, desta vez comecei errando,  fora da rota normal. Por  absoluta falta de sinalização clara!

Deixei o carro no bar do Zico, há 11,5 quilômetros de Paranapiacaba. Mochilinha de ataque nas costas -- com stick, facão, lanches, suco e água, lógico -- piquei a mula logo cedo.

Como cheguei ao asfalto   que leva a Quatinga -- outro distrito de Mogi das Cruzes -- sem encontrar sequer uma placa do CS ou mesmo alguém que o conhecesse, concluí que estava mesmo fora da rota.

Mas toquei em frente e em pouco mais de uma hora estava em Quatinga, onde dei de cara com uma placa  do CS mal colocada, indicando para seguir em frente se quisesse chegar a Taiaçupeba.

Caminho de terra, sombreado e sinalizado com alguma deficiência. Muitas vezes  falta placa em cruzamento ou entroncamento. Noutras a indicação está no mato ou deixa dúvida em relação ao sentido correto.

Na volta não errei, mas me decepcionei bastante com a sinalização e com o trecho final daquela trilha. Graças ao Elói, dono de um bar em Quatinga, entrei à esquerda logo após um subidona e uma descidinha. Referência salvadora foi uma casa na bifurcação.

Se dependesse de uma placa sequer naquele local crucial, estaria perdido ou sairia novamente no asfalto. Uma falha que precisa ser sanada com urgência. Duas placas, pra quem vem e pra quem vai, são imprescindíveis. Por favor!

Tempo bom, sem tanto sol, e paisagem com sombra de árvores da Mata Atlântica  foram fatores positivos, compensadores. Enfrentei certa dificuldade nas subidas, mas nada assustador.

Conforme orientação do Elói, eu  passaria por dois carros queimados e sairia próximo do   desativado pesqueiro Pedrinhas. Toquei em frente, ao som dos pássaros -- inclusive arapongas --, do vento e até de riachos.

Do km 15 ao km 17,5, mais ou menos, foi complicado. Estradinha virou trilha sem cuidados básicos assim que encontrei a carcaça do primeiro veículo queimado e ali desovado.

Prefeitura de Mogi poderia fazer uma manutenção decente no local. Não custa roçar e passar uma máquina pequena para amenizar os obstáculos de ciclistas e caminhantes.

Em vários locais havia tanta água e barro que pensei seriamente em parar para dar uma pescadinha. Esperar anoitecer pra caçar rã seria perigoso. Por isso segui adiante.

Com certo medo. Com os olhos no mato e a mão no mesmo facão que me ajudou a cortar uma árvore caída e desobstruir a estrada pouco depois de Paranapiacaba.

Quase no final do meu destino do dia (agora em rota correta, diga-se) dei de cara com a segunda carcaça citada pelo Elói. Outra tarefa para o pessoal responsável pelo turismo de Mogi das Cruzes.

Não pega bem! Se quiserem incrementar o fluxo de turistas no Caminho do Sal. Fica o alerta:  se não fizerem manutenção preventiva a trilha vai fechar e o turista vai minguar. Ninguém é louco! A não ser os ladrões de veículos. Com os quais podemos dar de cara.

Mais alguns minutos e cheguei à estrada, já conhecida de outras aventuras, a pé ou com a Bala de Prata. Teimoso, fui logo procurar placar indicativas para quem vinha de Paranapiacaba/Taquarussu.

Outro erro grave! Não há sequer uma placa, pequena ou grande, indicando, para quem vem da vila inglesa, que ali é o início da trilha que vai dar em Quatinga. Custa pôr uma placa grande, com cores vivas, indicando para entrar à direita 200 metros depois do pesqueiro Pedrinhas?

Por isso eu errei e segui em frente. Por isso tive de andar mais cerca de quatro quilômetros até o bar  do Zico.  Por isso cheguei pregado! Afinal, foram mais de 36 quilômetros a pé.

Pior, muito pior, é que, quase três da tarde, o boteco estava fechado. E eu com a garganta seca pra tomar uma cervejinha gelada. Mesmo com água na mochila. Ainda bem que já havia  lanchado e detonado uma Brahma no bar do Elói.

Peguei o carro, passei pelo pesqueiro do Mingão  e voltei pelo asfalto, por Palmeiras/Ouro Fino/Ribeirão Pires.

Fiquei meio "descadeirado", quebrado, mas valeu a pena. Sempre vale! Duro foi jogar futebol na sexta à noite. Ainda bem que meus amigos-irmãos,  o Cal e o Zé Luiz, correram por mim.